A história se chama Bodas de Vingança e a autora é Lucy Monroe bem como as personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
Resumo:
No exato momento em que Mamoru Chiba viu a modelo Usagi Tsukino, teve a certeza de que um dia a possuiria. Mas a beleza dela não era a única coisa que o atraía – ele queria vingança! Usagi não seria uma conquista fácil. Ao ser rejeitado pela beldade, ele chegou à conclusão de que seria preciso uma mudança de tática para seduzi-la. De uma forma inesperada, Mamoru dará o último passo rumo a sua vingança: casando-se com Usagi!
CAPÍTULO QUATRO
Quando saíram da piscina quarenta minutos mais tarde, Usagi estava ofegante pelo esforço. Pegou uma toalha e começou a se secar. Mamoru fez o mesmo.
—Jamais o imaginei fazendo esse tipo de actividade.
— Pensou que eu só usasse a piscina para nadar?
— Acho que pólo aquático faz mais o seu estilo, altamente competitivo.
— De fato fiz parte de um time de pólo na escola.
Ela se endireitou, surpresa pela confissão.
— Verdade?
— Sim, mas o horário das viagens interferia em meus estudos e parei no primeiro ano na faculdade.
— Então, eu tinha razão.
Mamoru assentiu com um leve movimento de cabeça e colocou a toalha ao redor da nuca.
— Mas também sei jogar um jogo de pique na água.
— Deu para notar. — Ele a pegara várias vezes e, ao contrário de outros homens, não fizera nenhuma tentativa de boliná-la.
Era realmente diferente de todos os outros que ela já conhecera. Até mesmo seu padrasto... porque mesmo provando ser tão maravilhoso, ainda assim podia sentir que Mamoru tinha um lado selvagem que deixaria um homem com o vigor de Diamond no chinelo.
Aquela constatação foi comprovada quando chegaram ao apartamento dela, horas mais tarde.
— Não vai me convidar para entrar?
— Acho que não devo. — Usagi não tinha certeza de estar pronta para dar o próximo passo naquela relação, ou se algum dia estaria.
— Por causa do beijo na piscina?
— Por causa da vontade que tenho de repetir a experiência.
Ele saiu do carro, contornou o veículo até a porta do carona, abriu-a e desafivelou o cinto de segurança dela.
— Não continuarei pagando o preço pela estupidez de outro homem.
— Está tão certo de que não o quero por causa da minha experiência com Seiya.
— Você quer isto... — A boca máscula procurou a dela num beijo cálido e doce que não deixou espaço para protestos. — Tem medo de mim por causa dele.
— Já lhe contei sobre minha mãe.
— Ela tinha um péssimo gosto para homens.
— Aparentemente eu também.
A fisionomia dele endureceu, fazendo-a tremer.
— Não gostei da observação. Você se interessa por mim.
— Não pretendia insinuar nada a seu respeito.
— Mas é o que pensa.
— Está querendo dizer que está interessado em um compromisso? Que desistiria de uma oportunidade profissional que tornasse nosso relacionamento inviável?
— A maioria dos homens se casa algum dia e não negocio no quarto, logo nossa relação jamais seria afectada por meus interesses profissionais.
— O que quer de mim, afinal?
— Convide-me para entrar e exploraremos as possibilidades.
— Não acredito em sexo casual.
— Não há nada de casual no modo como entrou em minha vida.
A seriedade do rosto anguloso e o tom convicto a convenceram de que estava sendo sincero.
Tão impossível quanto podia parecer, aquele homem estava sendo honesto. Não fazia promessas, mas também não negava a possibilidade de um futuro entre os dois. Seria uma estratégia de sedução impecável ou ele estaria dando sinais de integridade nos quais ela poderia confiar?
— Se o convidar para subir, não iremos para cama.
— Posso me conformar com uma xícara de café, para começar.
— Certo.
Eles subiram, tomaram café e para a surpresa de Usagi, Mamoru partiu por volta das 23h sem forçar nada. É certo que a beijou novamente e seus lábios ainda formigavam na manhã seguinte, mas não tentou levá-la para a cama. O que a deixou confusa e incapaz de conciliar o sono.
No dia seguinte, ao se sentar na escrivaninha Usagi bocejou e quando olhou para o lado percebeu que Rita fazia o mesmo.
Ambas riram.
— Cansada? — perguntou Usagi.
— Sim, você também parece estar, mas aposto que por razões diferentes.
— Como você é má!
— Bem, admita... foi para casa e provavelmente trabalhou em um projecto até a hora de dormir, enquanto eu trabalhei com Neflite.
Usagi riu outra vez e balançou a cabeça.
— Você é incorrigível.
— Suponho que tenha se entendido com o chefe ontem à noite?
— Tenho certeza de que Neflite lhe falou sobre o beijo... Eu disse que nós nos sentíamos atraídos um pelo o outro.
— Não significa muito quando é de você que estamos falando. É a pessoa mais resistente que já conheci.
— Está dizendo que sou teimosa?
— Se a carapuça lhe serviu...
Usagi encolheu os ombros, não querendo discutir seu relacionamento com Mamoru.
As duas trabalharam durante algum tempo, antes de Rita disparar:
— Neflite acha que vocês formam um belo casal.
— Seu namorado devia prestar mais atenção em você e não no que se passa ao redor dele. Eu estava preste a jogar a máquina fotográfica dele na piscina ontem à noite.
— Oh, ele pagou uma fortuna por aquela câmera. O pobre coitado teria chorado como um órfão se você a afogasse.
— Acho interessante que tenham os mesmos passatempos.
O telefone tocou, antes que Rita pudesse responder e Usagi atendeu a ligação.
— Usagi Tsukino.
— Bom dia, stellina.
— Mamoru. — Ela virou-se para evitar o olhar curioso da amiga.
— Dormiu bem?
—- Se eu respondesse com sinceridade, você ficaria muito convencido. — De onde havia tirado tais palavras, ela não sabia. Nunca fora boa em flertes e nos últimos dois anos, seu comportamento em relação aos homens havia sido tremendamente reprimido, mas Mamoru lhe despertara um lado que julgava morto para sempre.
— Eu não dormi. — As palavras dele soaram determinadas num tom sedutor que a fez derreter na cadeira.
— Humm... Por quê? Não entendi?
Um riso perverso do outro lado causou-lhe um calafrio na espinha.
— Não acredito.
— Está duvidando de mim?
— Talvez não, se respondesse à minha pergunta original... você dormiu bem?
— Não.
— Ah! É assim que eu gosto. Foi por minha causa.
— Convencido.
— Sou?
— Talvez não.
— Preciso voltar para Nova York na segunda-feira.
— Ah!— Deus, que comentário original, pensou desconcertada. Mas o que devia dizer, afinal? Não vá?
— Meu vôo estava programado para partir esta tarde.
— Estava? — ela perguntou como se ele tivesse adiado.
— Sim.
Usagi aguardou em silêncio, sem saber o que Mamoru esperava que ela respondesse e rezando para que ele tivesse empregado o verbo no tempo passado correctamente.
— Tive que adiar.
Uma onda de alívio a atingiu e ela percebeu que estava em sérias dificuldades com aquele homem.
— É mesmo?
— Queria passar mais tempo ao seu lado.
— Gostei disso! — admitiu satisfeita.
— Vamos sair esta noite?
— Sim. — Naquele momento,Usagi percebeu que tomara uma decisão irrevogável, mas talvez fosse hora de começar a correr alguns riscos. Caso contrário, poderia passar o resto da vida se lamentando por outra opção errada.
— Eu a pegarei às sete.
— Certo.
— Vai se encontrar com o chefe? — perguntou Rita no minuto que a viu desligar o telefone.
— Sim.
Minutos depois o assobio de admiração da amiga ainda reverberava pelo cérebro dela.
Enquanto se trocava, Usagi reflectia sobre a decisão de se encontrar com Mamoru naquela noite.
Ao contrário do jantar de negócios, não tinha a menor vontade de se vestir de forma que lhe subestimasse a feminilidade.
Após vasculhar o fundo do armário, retirou uma peça que não usava há muito tempo. Ela sorriu. Era um mini-vestido preto, elegante e sensual, apesar da simplicidade do corte.
Em seguida, escovou a longa cascata de cabelos loiros, que lhe caíam abaixo dos ombros. Calçou um par de sandálias pretas e por fim se olhou no espelho. Oh Deus! Tinha se esquecido de como podia parecer sensual.
Mesmo sem maquiagem, a figura feminina reflectida parecia pronta para um tórrido encontro e não estava bem certa se era essa a imagem que queria passar. Mamoru não precisava de muito incentivo nessa área.
Perdida em pensamentos, puxava o zíper na parte de trás do vestido, quando a campainha tocou.
Ele estava adiantado.
Usagi olhou demoradamente para algumas peças mais sóbrias penduradas nos cabides e começou a abrir o zíper outra vez, quando a campainha soou novamente. Decidida, fechou o zíper e, após dar uma última olhada no espelho, se dirigiu à porta. Quando a abriu, quase caiu para trás com a intensa avaliação do olhar de Mamoru. Aquele homem parecia querer devorá-la viva.
Respirando fundo, tentou ignorar a incrível reacção do corpo másculo à sua presença.
— Oi.
— Ok. — O olhar penetrante a varreu da cabeça aos pés e foi suficiente para fazê-la arder de desejo. — Você está lindíssima!
— Obrigada.
Ele tinha trocado o terno habitual por uma camisa de seda branca que contrastava com o suéter preto e calças compridas cinza que enfatizavam a perfeição de suas formas viris.
— Você também não está nada mal.
O sorriso largo era mais que um convite a pecar.
Ele estendeu a mão.
— Está pronta?
— Ainda não me maquiei. — Não se maquiava com frequência, mas afinal era um encontro. O primeiro nos últimos dois anos.
— Você não precisa disso.
Usagi ergueu a cabeça e o observou como se estivesse diante de uma espécie alienígena.
— A maioria dos homens quer ver suas companheiras deslumbrantes.
— Você não é um ornamento em meu braço. Deve parecer bonita aos meus olhos e isso é tudo que importa.
— Obrigada.
— Além do mais, maquiagem não pode melhorar o que já é perfeito.
— Nossa! Você sabe usar as palavras.
— A verdade deve ser dita.
— Nem sempre. Às vezes, a verdade machuca. — Usagi não soube porque disse aquilo, talvez por se lembrar de si mesma.
— Tem razão, mas ainda prefiro a verdade à desonestidade.
— Eu também. Prometa que sempre me contará a verdade?
Mamoru a encarou como se analisasse o motivo que a levara a fazer tal pedido, então assentiu com a cabeça. I
— Jamais mentirei para você.
— Eu também jamais mentirei para você.
Ele a segurou pelo braço e a conduziu até a porta.
— Agora que já estabelecemos nosso pacto, vamos jantar.
Usagi sorriu. Um sentimento de felicidade borbulhou em seu interior. A menos que Mamoru Chiba fosse o melhor actor do planeta, lhe prometera honestidade e ela acreditara nele. Não importava o quão estranho aquele pacto poderia parecer para os outros, mas lhe proporcionara uma sensação de paz e uma ponta de esperança no futuro.
Já estavam perto de Washington Park, quando Usagi se lembrou de perguntar onde iriam jantar.
— Estamos quase chegando.
Pelo que ela sabia, não havia nenhum restaurante próximo ao local onde se encontravam, a menos que se contasse com as lanchonetes na Rose Garden. O que parecia ser para onde se dirigiam, mas não podia imaginar porque Mamoru a estava levando para lá.
Percebeu estar certa acerca do destino tomado, quando o Mercedes parou em um estacionamento perto dos jardins. Mamoru saiu, abriu a porta para ela fazer o mesmo e a fragrância de rosas inundou os sentidos dela. Solstício de verão. O ar estava carregado com a maravilhosa fragrância floral.
Usagi fechou os olhos e inalou.
— Acho que o céu deve ter este cheiro. Tão doce e tão bom...
— Fico feliz que tenha gostado.
Tomando-a pela mão, Mamoru a conduziu por uma arcada até alcançarem um dos jardins privados, protegido por uma cerca viva alta. Ele parou e Usagi viu um conjunto de pratos de porcelana chinesa artisticamente dispostos sobre uma mesa, recoberta por uma toalha de linho branco e iluminada por um romântico candelabro no centro. Havia ainda duas cadeiras colocadas em lados opostos da pequena mesa. Ele puxou uma delas para que ela se acomodasse e sentou na outra.
Um garçom imediatamente serviu-lhe de entrada um copo de champanhe e carne de siri sobre uma camada de alface.
Ela o fitou aturdida demais para fingir não ter sido afectada pelo empenho dele para agradá-la.
— Este lugar é maravilhoso!
— Eu queria que esta noite fosse especial.
— Algum motivo em particular?
— Sim. Porque o que está acontecendo entre nós é especial.
Aquelas palavras a seduziram por completo.
O jantar foi uma experiência incrível. Conversaram sobre diversos temas, inclusive os planos de Mamoru para a Primo Tech. Ele escutou as idéias dela sobre o assunto e então contou-lhe que adquirira mais duas empresas que estava ressuscitando.
Aquela conversa os manteve distraídos até a sobremesa, quando Mamoru disse:
— Fale-me sobre Seiya Kou.
Os músculos dela enrijeceram.
— Já lhe falei tudo que tinha para falar.
— Negativo.
— Costuma interrogar as mulheres com quem sai sobre seus relacionamentos passados?
— Apenas quando esses relacionamentos ainda estão interferindo no presente.
— Isso não é verdade. Veja, eu não estou aqui?
— Sim. Mas insiste em me manter afastado por causa de sua experiência desastrosa.
— Tenho afastado todos os homens durante os últimos dois anos. Não é nada pessoal.
— Tornou-se pessoal no momento que fui considerado igual aos outros. Sua recusa em ter um novo relacionamento faz parecer que ainda não o esqueceu. — Aquela idéia pareceu desagradá-lo.
— Já superei. Pode acreditar.
Usagi não pôde decifrar a expressão dele, mas não estava certa se ele acreditou.
— Eu lhe disse que não mentiria para você.
— Mas se está mentindo para si mesma, em que isso poderia ajudar?
— Não sou tão tola assim.
— Espero que seja verdade.
Usagi não se sentiu ofendida pelas palavras dele. Na realidade, sua insistência a comoveu.
— Confie em mim. Só isso.
— Como o conheceu?
— Em um show. — Talvez conversar sobre aquele assunto o deixasse mais descansado, pensou ela.
Além disso, sentia-se bem mais confortável compartilhando seus segredos com Mamoru do que com qualquer outra pessoa, mas ainda não sabia por quê. — Seiya pediu ao meu agente que me apresentasse a ele e isso me deixou lisonjeada.
— Ele é bem mais velho que você.
— Dezesseis anos e foi isso que o tornou atraente em relação aos outros homens mais jovens. Não apenas soube como me conquistar, devido à sua experiência, como também cometi o erro de pensar que idade significava maturidade e que ele sabia o que queria.
— E não sabia?
— Acho que sim... Mas no fim, não era eu.
— Então se separou dele.
— Sim.
— E ele se casou com uma herdeira um mês depois do rompimento.
— Não me pergunte como Seiya conseguiu isso.
Ela deveria estar a par das histórias dos jornais. Por que foi se envolver com um homem que tinha um caso com outra quando se conheceram?
— Ele estava vivendo com outra pessoa quando conheceu você.
— Como sabe disso?
Mamoru encolheu os ombros.
— Li nos jornais.
— Bem, só fiquei sabendo dela depois.
— Acredito.
— Duvido.
— Você soa amarga.
— Os tablóides me massacraram... Retratavam-me como aproveitadora enquanto Seiya cortejava seu verdadeiro amor. Apelidaram-me de Usagi Tentadora quando fui eu quem foi tentada e depois abandonada.
— Qualquer um que conhece Seiya Kou sabe que o sujeito é absolutamente incapaz de ter um verdadeiro amor.
— Você o conhece?
— Já nos encontramos. — A frieza no tom de voz deixava claro o que Mamoru pensava acerca do outro homem.
—. Então, não acha que sou algum tipo de oportunista, procurando me envolver com outro magnata charmoso?
— Oportunista?
— Você sabe o que eu quero dizer.
— Sim. Eu sei. E não penso assim.
— Mas...
— Eu te quero. Isso não é um crime.
— Não.
— Então, me acha charmoso?
— Em certas ocasiões, sim.
— É bom saber disso.
— Tenho certeza de que pensa assim.
— Se isso significa conquistá-la...
— O júri ainda está deliberando.
— Então vejamos se consigo apressá-lo.
— O quê?
Mamoru se ergueu e estendeu a mão.
— Venha dar um passeio comigo e deixe-me mostrar um pouco do meu charme a você.
O tom de voz tinha uma nota de diversão, mas não era uma piada. Aquele homem era perigosamente atraente. Tão dócil quanto um cordeirinho. Usagi pôs a mão sobre a dele e permitiu que a conduzisse para a parte principal do jardim, que fora fechado apenas para o deleite dos dois. A beleza luxuriante do lugar banhada pela luz ténue das velas deixou-a extasiada.
— Isto aqui é incrível! — ela proferiu depois de vários minutos de silêncio.
— Também acho. É um dos meus lugares favoritos.
— Costumava vir aqui quando morava em Seattle ou só o descobriu após comprar a Primo Tech?
— Quando era criança, vínhamos aqui todos os verões. Como se fosse uma peregrinação.
Ela o ouviu embevecida. Mamoru estava compartilhando aquele lugar especial e suas recordações preciosas com ela. Isso significava algo. Com certeza.
— Minha mãe adorava o festival de rosas anual — continuou ele. — E eu gostava de desfilar nas alegorias.
— Não posso imaginá-lo fazendo tal coisa.
— Eu era apenas um menino. Até mesmo os magnatas algum dia foram crianças.
— E duro de imaginar. Vejo você recuperando companhias desde o berço.
— Para ser franco, nunca me interessei pelo setor empresarial até completar vinte anos. Antes disso, pensava em ser engenheiro como meu pai.
— O que o fez mudar de idéia?
— A Vida. — Ele pôs o braço ao redor da cintura dela e a puxou de encontro ao corpo morno e rijo. — Meu pai era tecnicamente brilhante. Desenvolveu vários projetos e fundou sua própria companhia.
— Estou surpresa por ter sido tão bem-sucedido. Boa parte dos engenheiros não se mostra tão eficaz nas operações do dia-a-dia. — Usagi vi vendara esse fato inúmeras vezes na Primo Tech.
— Não era um excelente homem de negócios, mas sobreviveu.
— No entanto, você é brilhante nessa área.
— E um engenheiro medíocre.
— Não se pode ser bom em tudo.
— É verdade.
— Qual o nome da companhia de seu pai?
— Não existe mais. Foi absorvida por uma companhia maior.
A revelação a pegou de surpresa.
— Pensei que você a manteria intacta. Talvez por uma questão de orgulho.
— Eu não a possuía na ocasião.
— Sinto muito — disse Usagi, percebendo que o assunto lhe causava imensa dor.
Mamoru a virou de frente e a fitou.
— Chega de falar de negócios.
— Sobre o que gostaria de falar?
Ele abaixou a cabeça.
— Sobre isto — murmurou pressionando os lábios de encontro aos dela.
Ao contrário das outras vezes em que a beijara, aquela fora uma oferta suave e apaixonada. O desejo transpirava-lhes pelos poros, mas Mamoru não aprofundou o beijo. Quando afastou a boca, ergueu a cabeça e sussurrou.
— Você é muito sexy, stellina.
— Você me faz querer ser.
Mamoru experimentou um sentimento de triunfo.
Durante dois anos aquela mulher desejou parecer qualquer coisa menos sexy. Tinha evitado os homens e a intimidade completamente, mas em seus braços, queria voltar a ser mulher.
Estava muito perto de possuí-la, podia sentir isso.
— Venha, há algo que quero lhe mostrar.
Usagi deixou-se guiar para a parte mais baixa do jardim de rosas. Ele manteve a mão sobre o ombro delicado, roçando-lhe a nuca com o dedo polegar.
Uma sensação de vitória o acometeu ao sentir um tremor percorrer o corpo feminino, apesar do ar abafado.
A experiência o ensinara que eram os pequenos toques que seduziam uma mulher, não um espetáculo descarado de paixão. Já deixara Usagi saber o quanto a desejava, com aquela demonstração na piscina. Agora precisava lhe mostrar que não havia nada de errado em ela querê-lo também... porque ele sabia exatamente o que fazer nesse caso.
Com um movimento lento, inclinou-se e acariciou-lhe o lóbulo da orelha com os lábios.
— Sei como satisfazer seu apetite de mulher, Usagi. Será muito bom entre nós.
— Eu... — A voz vacilou como se ela não soubesse o que responder àquele comentário.
— Posso lhe proporcionar mais prazer do que qualquer outro homem que já passou em sua vida. Acredite em mim.
—Mamoru...
Ainda nem começara a beijá-la, mas a excitação de Usagi já se fazia sentir pela voz rouca e as batidas aceleradas de seu coração. Ele sorriu. Ela não sabia, mas haviam passado da primeira fase em direcção ao que ainda estava por vir.
Agradecimentos:
Priscilla Salles: aiaiaiaiaia querida também tou viciada ahahahaa vou tentar nunca me atrasar hummmm não tem assim muitas cenas picantes mas no próximo caps veremos eheheheheheheheeh claro eles são feitos um para o outro. Bjs
