A história se chama Bodas de Vingança e a autora é Lucy Monroe bem como as personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
Resumo:
No exacto momento em que Mamoru Chiba viu a modelo Usagi Tsukino, teve a certeza de que um dia a possuiria. Mas a beleza dela não era a única coisa que o atraía – ele queria vingança! Usagi não seria uma conquista fácil. Ao ser rejeitado pela beldade, ele chegou à conclusão de que seria preciso uma mudança de táctica para seduzi-la. De uma forma inesperada, Mamoru dará o último passo rumo a sua vingança: casando-se com Usagi!
CAPÍTULO CINCO
Ao retornarem ao carro. Usagi tinha os pensamentos confusos e a pulsação acelerada.
Haviam se demorado um pouco mais no jardim, onde Mamoru demonstrara um surpreendente conhecimento acerca das diferentes espécies de rosas, fazendo-a inalar o perfume e sentir a suavidade das pétalas.
Durante todo o tempo, tocara-a e dissera coisas com aquela voz grave e rouca que prometia o sol, a lua e as estrelas tudo envolto em um embrulho super-masculino.
As estratégias de batalha se mostraram extremamente efetivas. Ele derrotara sua resistência e quase a levara ao caminho da rendição com a velocidade e eficiência de um defensor bem-armado. Foi o reconhecimento, de sua própria falta de experiência que a fez hesitar.
Podia ter certeza do que queria e o que era melhor para si quando se encontrava sob a influência da presença magnética de Mamoru? Quando suas mãos tremiam literalmente com a necessidade de o tocar?
Fitou-o enquanto ele estacionava o carro em frente ao prédio dela e foi golpeada novamente pela exuberante perfeição masculina. Era tão sensual. Tão forte. Tão másculo. Não se lembrava de ter desejado um homem com tanta intensidade em toda sua vida, nem mesmo Seiya.
O que tornava imperativo que ela não mergulhasse no compromisso emocional sem saber quais os sentimentos dele.
Ainda podia se recordar com clareza das vezes que dissera que amava Seiya e não obtivera nenhuma resposta ou ao menos um "eu sei". Agora tinha ciência de que Seiya só lhe dizia as palavras que convinham à sua estratégia de manipulação. Não tinha mais ilusões tão ingénuas sobre o amor, mas também não considerava o sexo apenas um meio de satisfazer suas necessidades físicas. Jamais. Não queria entregar seu corpo a outro homem sem estar segura de que ele não a via como uma simples aventura.
Mamoru girou a chave e desligou o motor.
— Não vou convidá-lo para subir.
Ele enrijeceu e contraiu a mandíbula, fitando-a com um ar surpreso.
— Por que não?
— Porque vamos acabar fazendo amor e não me sinto preparada para isso.
Mamoru ergueu a mão e envolveu-lhe a nuca. O roçar suave do polegar na orelha dela, deixou-a arrepiada.
— Você me quer.
— Desejo não é o bastante.
— E o que é o bastante?
Usagi o encarou confusa com aquela pergunta. Não esperava que ele quisesse discutir as complexidades de uma relação. A maioria dos homens evitava esse tipo de conversa.
Mas, santo Deus, não era exagero dizer que Mamoru Chiba era diferente de qualquer outro homem que ela já conhecera.
— Não quero ser tratada como uma companhia ocasional.
— Eu quero mais do que uma noite.
— Quantas mais?
— Quantas mais você quer?
— Não estou bem certa.
— Não é uma boa resposta.
— Não posso enumerar isso.
— Claro que pode. O que você quer? Juras de amor?
Usagi, que já não acreditava no amor, sentiu o coração disparar à simples menção da palavra. Mamoru dissera que estava apaixonado por ela? Seria verdade?
— O que você quer? — insistiu ele. — Uma promessa de fidelidade ou quer mais? Talvez uma proposta de casamento. É o que precisa para se sentir segura e se entregar a mim? Um compromisso com "C" maiúsculo?
Ele estava dizendo que lhe daria todas aquelas coisas ou estaria apenas testando Usagi?
— Só sei que quero um relacionamento. Como saber o tipo e quanto tempo levarei, antes de estar preparada para me entregar a você?
— É inteligente demais para não conhecer a própria mente.
Só que naquele exacto momento, a mente dela estava confusa pelo desejo e pelo medo. Sua única defesa contra a lógica inexorável de Mamoru era a honestidade.
— Ouça, você tem razão. Tenho permitido que o passado controle o meu presente. Não quero mais deixar que isso aconteça, mas não significa que eu esteja preparada para ir para cama com você. Preciso de tempo para pensar.
O sorriso sensual e predatório a confundiu.
— Ah, você está pronta, mas está hesitando porque não sabe onde isso a levará.
Usagi sentiu uma queimação estranha no ventre.
Ele tinha razão.
— Você está certo. Não existem muitas opções para onde o sexo entre nós possa nos levar.
— Isto é verdade. Essas opções não mudam com o passar do tempo.
— Algumas delas ficam menos saborosas.
— Você não quer apenas uma noite, mas suponho que também não queira que após alguns finais de semana juntos procuremos outros parceiros?
A simples ideia a fez tremer de aversão.
— Não.
— Então só nos resta duas alternativas... Vamos viver juntos...
— Não! — ela praticamente gritou. — Fui estúpida de me enveredar por esse caminho uma vez... mesmo depois de assistir minha mãe cometer esse erro inúmeras vezes. Não permitirei que meu passado me controle, mas não vou deixar de aprender com ele.
— Então só nos resta uma alternativa: o casamento.
— Eu...
— Viu, não é muito difícil chegar a uma conclusão. Para se entregar a mim, você quer um compromisso para a vida toda.
— Não estou à procura de um casamento. — As palavras soaram como um mero sussurro e o rumo que a conversa tomou a deixou chocada.
— Não está?
— Não. Se você não fosse tão apressado, não estaríamos discutindo esse assunto, então não tente jogar a culpa em mim. Só disse que não quero fazer sexo casual com um homem que em breve desaparecerá de minha vida.
— Não me lembro de tentar culpá-la por alguma coisa e concordo com você sexo casual não é o que eu tinha em mente. As pessoas fazem isso o tempo todo, mas acredito que haja mais do que uma simples atracção física entre nós dois.
— Deixe-me ver se entendi — disse ela, sentindo-se desnorteada como nunca estivera em toda sua vida. — Está dizendo que quer se casar comigo?
— Sim.
— Não está falando sério. — De repente, o interior do carro lhe pareceu um pouco claustrofóbico.
— Não é só desejo. Gosto de você. Há muito não me sentia assim em relação a uma mulher. Tenho trinta anos e nunca me apaixonei por ninguém.
Usagi não conseguiu pensar em uma única palavra para responder. Seiya sempre se esquivara de um compromisso com um rosário constante de desculpas. Assim como todos os namorados de sua mãe. Jamais conhecera um homem como Mamoru disposto a mergulhar de cabeça em um casamento tão precocemente... a não ser Diamond.
O padrasto pedira a mãe dela em casamento no segundo encontro deles. Mas isso era porque a amava e Mamoru não lhe falara de amor. Não fazia sentido.
Ele suspirou fundo diante do silêncio dela.
— Respeito sua integridade e sua inteligência. Aprecio sua companhia e acho que sente o mesmo em relação a mim. Provavelmente, pensava que amava Seiya Kou, mas veja no que deu. Casar-se comigo seria muito melhor para o seu bem-estar emocional do que esperar que outro homem como ele apareça em sua vida.
— Se você se sente assim em relação a isso, podemos continuar nos encontrando... passar nosso tempo decidindo se um futuro faz sentido.
Mamoru balançou a cabeça decisivamente.
— Algumas das melhores decisões que tomei em minha vida foram baseadas em meus instintos. Esses mesmos instintos estão me dizendo que um casamento entre nós daria certo.
Aquilo ia além de tudo que ela poderia imaginar.
— Então, quer voar até Las Vegas e se casar amanhã? — Usagi perguntou num tom sarcástico, tentando fazê-lo enxergar o absurdo daquela atitude.
— Não seria uma má ideia. Acho que posso esperar mais uma noite para tê-la em meus braços.
— Você é louco!
— Nem pensar. Estou simplesmente convicto do que quero.
Usagi abriu a porta do carro, sentindo que se não saísse dali naquele momento, estaria perdida.
— Preciso pensar.
— Tem certeza de que não quer que eu suba? Eu poderia tentar convencê-la.
— De jeito nenhum! Não acho que seja uma boa ideia.
Mamoru não pareceu preocupado por aquela rejeição. Na realidade, olhou-lhe cheio de autoconfiança e sensualidade.
— Virei buscá-la amanhã cedo. Passaremos o dia juntos.
Usagi assentiu com um movimento de cabeça e cruzou a calçada em direcção ao edifício.
Assim que entrou no apartamento o telefone tocou e ela se apressou para atender a chamada.
— Alô.
— Stellina. Eu queria ter certeza de que chegou bem.
— Sim, cheguei.
— Não gosto do fato de seu edifício dispor de uma única porta para o exterior e notei que foi deixada aberta. É velha... e mesmo trancada, poderia ser facilmente arrombada.
— Não estamos em Nova York, Mamoru.
— Aqui também acontecem coisas ruins.
— Estou bem.
— Sim, mas ficarei mais descansado quando nos casarmos, pois saberei que estará sempre em segurança.
— Quer dizer que se eu me casar com você, vai contratar um guarda-costas para me seguir?
— E uma ideia a se considerar. Tenho vários disponíveis.
Usagi ainda estava ofegando de indignação quando ele disse adeus e desligou o telefone.
Usagi dormiu bem e acordou sentindo-se renovada, antes do despertador tocar.
A campainha do telefone soou no exacto momento em que ela saía do chuveiro. Era Mamoru avisando para se vestir adequadamente porque pretendia levá-la à praia. Também sugeriu que levasse algumas roupas sobressalentes no caso de se molharem. Ela desejou saber se ele não estava fazendo planos para passarem a noite fora, mas de qualquer maneira embalou algumas peças e outras necessidades em uma sacola. Estaria dando início à própria ruína? A proposta de casamento de Mamoru estava mexendo com a mente dela.
Minutos mais tarde, Mamoru estacionou o carro no acostamento próximo à praia. Apesar do calor e de ser um sábado, estava deserta. Fora o motivo pelo qual ele escolhera aquela região para construir uma residência de veraneio. Gostava de solidão.
Levaria Usagi para a casa mais tarde, quando sua reticência inicial de ficar sozinha com ele diminuísse.
Saíram do carro e pararam para apreciar a vista privilegiada.
— E deslumbrante! — exclamou ela, respirando fundo.
A água azul se prolongava até onde o olho humano podia alcançar e as ondas suaves arrebentavam contra as rochas das montanhas que cercavam a costa.
— Sim. Mas a vista não é a única coisa bonita por aqui.
Usagi desviou o olhar, mas Mamoru pôde ver que elogio a agradou. Uma vez mais, ela optara por um visual bem feminino, usando um top e um short curto que lhe deixavam à mostra o contorno perfeito das pernas e a pele lisa do tórax. As sandálias de tiras finas enfatizavam-lhe as linhas delicadas dos pés. Os longos cabelos loiros foram presos novamente num rabo-de-cavalo, deixando exposta a linha esbelta do pescoço.
Mamoru se inclinou para frente e depositou-lhe um beijo no lóbulo sensível de uma orelha, deliciando-se com a fragrância fresca e adocicada que exalava da pele feminina.
— Você cheira tão bem!
— Obrigada. — Ela se afastou com um movimento rápido e nervoso. — É melhor irmos até a praia.
— Não estamos com pressa — argumentou ele, deixando-se conduzir.
Poderia esperar para solidificar sua vantagem, pensou Mamoru. Não tinha dúvidas sobre como aquele dia terminaria. E estava desfrutando cada minuto daquela espera.
Caminharam alguns metros do acostamento até a praia. Assim que pisaram na areia, Usagi parou e retirou as sandálias, largando-as próximo a um tronco caído no caminho.
— Tem certeza de que ficarão seguras aqui? — perguntou ele.
— Está vendo alguém por perto para roubá-las? — Havia apenas mais um carro no acostamento e os únicos outros ocupantes da praia pareciam pequenos pontos à distância. — Deveria tirar seus sapatos também.
Mamoru não caminhava descalço na areia desde criança, mas havia algo naquela praia indomada que lhe despertava uma necessidade de se conectar à natureza. Então, se livrou dos sapatos e das meias e os deixou próximos às sandálias de Usagi.
Caminharam de mãos dadas, contornando a costa durante vários minutos. O silêncio entre ambos era surpreendente, considerando os assuntos que haviam discutido na noite anterior.
A areia estava morna de encontro aos pés dele, mas o calor gerado por suas mãos entrelaçadas era bem maior. Sempre que a tocava, Mamoru sentia como se recebesse uma descarga eléctrica. Até mesmo o mais leve contacto enviava-lhe impulsos ao longo das terminações nervosas e o fato de saber que ao possuí-la a estaria afastando de seu arqui-inimigo causou-lhe um imenso prazer.
Não ficara tão surpreso quanto ela com a proposta de casamento, entretanto, tinha ciência dos compromissos que estava disposto a assumir para conseguir sua vingança contra o homem que destruíra a mulher sofrida e vulnerável que lhe dera a vida.
O casamento seria uma ferramenta muito mais eficaz do que mera sedução, para evitar a possibilidade de uma reconciliação entre Kou e Usagi.
— Como você encara o casamento? — As palavras de Usagi demonstravam que o curso de seus pensamentos percorrera o mesmo caminho dos dele.
— É o compromisso mais importante entre um homem e uma mulher.
— Considera divórcio uma boa saída quando as coisas ficam difíceis?
— Não.
Ela parou e o encarou, com uma expressão interrogativa.
— O que pensa realmente do casamento?
— Eu quero uma companheira.
— A vida não se resume a sexo.
De fato seus pensamentos tinham percorrido caminhos bem parecidos.
— Eu disse uma companheira, não apenas uma amante. Gosto de falar de negócios com você. É estimulante. É a primeira mulher com quem me sinto à vontade discutindo assuntos profissionais.
Ela riu.
— O que mais?
— Quero ter uma família. Construí um império e não desejo deixá-lo para algum hospital que abrirá uma ala com meu nome em minha homenagem. — Nesse instante. Mamoru percebeu que suas palavras eram a mais pura verdade.
Por que não ter Usagi como mãe de seus filhos?
Não tinha nenhuma ilusão de se apaixonar loucamente e viver feliz para sempre com alguma mulher.
E com aquele casamento estaria destruindo seu maior inimigo.
Ela assentiu com a cabeça, parecendo pensativa.
— Então, acha que o casamento tem que ser para sempre.
— Você não?
— Sim. Não gostaria de expor meus filhos aos mesmos traumas que vivenciei na infância. Quero um casamento que seja eterno.
— Eu idem.
Usagi sorriu e não disse mais nada, enquanto caminhavam ao longo da costa. Os únicos sons ao redor eram o chamado das gaivotas e a rebentação das ondas nas rochas.
De repente, ela parou e se abaixou para pegar um balde vermelho que alguma criança por certo esquecera. Olhou para o objecto como se de alguma maneira o plástico luminoso segurasse as respostas do universo. Virou-se e o puxou pela mão.
— Venha.
— Onde?
— Quero construir um castelo de areia.
Atordoado, Mamoru limitou-se a fitá-la quando a viu começar a escavar a areia húmida e encher o balde.
Usagi o encarou por trás dos largos óculos de sol.
— Você vai ajudar?
— Por quê?
— Por que ajudar ou por que construir?
— Por que construir?
Ela encolheu os ombros.
— Sempre quis construir um e eu jamais tive oportunidade.
— Nunca?
— Cresci no meio-oeste. Nunca tinha visto o mar até começar a trabalhar como modelo. Mudei para Portland quando fui contratada pela Primo Tech, mas passei a maior parte de minha vida morando em estados fronteiriços.
Se alguém lhe tivesse dito que para seduzir uma ex-modelo precisaria construir um castelo de areia, teria classificado a ideia de absurda.
— Venha! Se pode construir empresas, também, pode construir um pequeno castelo de areia.
Mas a empreitada não se mostrou tão pequena assim. Usagi quis torres, um fosso, um pátio e um castelo digno de uma família real, o que levou duas horas para ser concluído. Quando terminaram, ela se sentou na areia e inspeccionou o trabalho, satisfeita.
— Muito bom!
— Parece formidável!
— Uma princesa poderia viver protegida atrás destas paredes todos os dias de sua vida. — Os olhos azuis assumiram uma expressão estranha. — Mas é só areia. Como a maioria das fantasias, parece grande, mas não sobreviverá à força da maré.
— Nem todos os sonhos desaparecem quando testados pela realidade.
— A maioria dos meus, sim.
— De que tipo de sonho está falando?
— Oh, sei lá... Que eu ia crescer e me tornar uma super-modelo...
— Você foi muito famosa.
— Mas nenhuma Cindy Crawford.
— Por que queria ser outra pessoa?
Ela riu.
— Coisas de menina.
— Que outros sonhos foram lavados pela força da maré?
Usagi deixou escapar um suspiro e fixou o olhar no castelo.
— Quando eu era menina, sonhava em ter uma família. Quando Diamond apareceu, eu já não confiava mais nesse sonho. Então, me mudei para não vê-lo partir.
— Mas ele não partiu.
— Não. Ele ficou com minha mãe, mas então cometi o erro de sonhar com meu próprio futuro ao lado de um homem que eu amasse. Levou quase dois anos, mas percebi que contos de fada não existem.
— O que está querendo dizer? — Céus, Usagi queria evitar o casamento de um modo geral, concluiu aborrecido. Justo agora que ele decidira que aquela seria a melhor forma de se vingar de Seiya. E pensando bem, casar-se com aquela mulher não era nenhum sacrifício. Não aceitaria uma recusa, decidiu.
— Que não estou procurando por um final feliz.
— E ainda assim hesita em se casar comigo. Por quê?
— Preciso saber se o que há entre nós é mais do que um simples castelo de areia na praia.
— Quanto tempo viveu em companhia de seu padrasto, antes de se mudar?
— Seis anos.
— Passou seis anos desejando saber se ele era real... Poderia passar outro tanto, desejando saber o mesmo sobre mim, mas eu sou real, bem como a minha proposta.
Então, Mamoru fez o que sabia fazer de melhor, inclinou a cabeça e deu-lhe um beijo caloroso nos lábios.
O beijo logo ganhou intensidade e Mamoru puxou-a, fazendo com que ela se sentasse em seu colo.
De imediato, Usagi se sentiu perdida. Tudo parecia inacreditavelmente perfeito. O calor do corpo viril de encontro ao seu, o cheiro do perfume masculino que a intoxicava e a tepidez dos lábios que a confortavam e a excitavam ao mesmo tempo.
O contacto com os músculos rijos dos braços que a envolviam transmitia-lhe uma sensação primitiva de segurança que nenhuma mulher moderna seria capaz de admitir.
Quanto mais a mente a alertava que sua atracção por aquele homem significava perigo com letras maiúsculas, seu corpo respondia ao dele como se tivesse encontrado a outra metade de seu todo. A metade que ela não sabia que estava perdendo até àquele momento.
Quis rejeitar tais pensamentos, classificando-os de ingénuos e fantasiosos, mas eles penetraram nela com a força de uma rocha sólida. Sua alma conhecia aquele homem.
Os lábios húmidos e quentes se amoldaram aos dela com perfeição e pressão suficiente para fazê-la gemer de prazer. As mãos ágeis deslizaram segurando-a firmemente pela cintura. Usagi sentia como se estivesse sendo beijada por um predador selvagem que reivindica sua fêmea, não um homem de negócios refinado. Ela correspondeu com uma ousadia que jamais se permitira explorar antes, enterrando os dedos nos ombros dele e se deleitando com a sensação de poder e virilidade.
Ele pressionou o corpo contra o dela, desejando estabelecer um contacto mais íntimo. Cada nervo de Tara vibrou com a força da excitação de Mamoru de encontro à sua carne mais sensível e nem as camadas de roupa entre os dois foram capazes de impedir o calor que o contacto gerou.
Deliciosas ondas de desejo a assaltavam, fazendo-a comprimir a pélvis contra a dele, ao mesmo tempo em que suas línguas continuavam travando um duelo repleto de sensualidade.
De repente, as mãos de Mamoru começaram a se mover devagar, num movimento provocante para cima e para baixo, afagando-lhe a região sensível abaixo dos seios.
Ao ser acariciada daquela maneira, Usagi prendeu o fôlego, ansiando que ele a explorasse mais intimamente. Mas ele não o fez e ela precisou afastar os lábios para encher os pulmões de ar.
— Mamoru... — murmurou, ofegante.
— O que existe entre nós é bom. Não negue isso stellina.
Usagi não emitiu resposta, permaneceu calada.
Mamoru deu-lhe um beijo no canto da boca e ajudou-a a se levantar. Ela sacudiu a areia das roupas e das pernas, enquanto ele retirava algo pequeno do bolso.
Era uma pequena câmera digital. Com um movimento rápido, ele tirou uma foto do castelo de areia e outra de Usagi olhando para ele.
Ela não estava sorridente. Aliás, sua expressão parecia vazia. Os pensamentos estavam confusos e o corpo ainda ansiava pelo dele.
— Você quer uma foto do nosso castelo de areia? — perguntou, surpresa.
— Existe mais de uma maneira de se preservar um sonho.
Com medo de interpretar a mensagem naqueles olhos azuis, ela se virou.
Mamoru sorriu, vendo-a caminhar em direcção ao acostamento.
— Não permitirei que se afaste de mim, Usagi.
Ela não respondeu porque, para ser honesta com ela mesma, teria que admitir que a última coisa que desejava era afastar-se dele.
Agradecimentos:
priscilla salles aqui está um novo caps….. enjoy. bjs
