A história se chama Bodas de Vingança e a autora é Lucy Monroe bem como as personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
Resumo:
No exato momento em que Mamoru Chiba viu a modelo Usagi Tsukino, teve a certeza de que um dia a possuiria. Mas a beleza dela não era a única coisa que o atraía – ele queria vingança! Usagi não seria uma conquista fácil. Ao ser rejeitado pela beldade, ele chegou à conclusão de que seria preciso uma mudança de tática para seduzi-la. De uma forma inesperada, Mamoru dará o último passo rumo a sua vingança: casando-se com Usagi!
CAPÍTULO SEIS
Usagi foi tomada de surpresa quando Ângelo estacionou o luxuoso carro na garagem da magnífica residência em estilo Frank Lloyd Wright, situada num rochedo com vista panorâmica da praia particular.
Esperava que ele sugerisse um quarto de hotel para tomarem uma ducha antes do jantar, mas a magnificência e a privacidade da casa era algo além das expectativas.
— É sua? — inquiriu, quando Mamoru desligou o motor do veículo.
— Sim.
— É surpreendente que tenha uma residência desse tipo. Presumo que raramente tenha tempo para aproveitá-la.
— Achei-a útil para negociações com as empresas da costa leste.
Aquilo fazia sentido. Privacidade e praticidade. Qualidades convenientes quando se trata de fechar negócios.
A simplicidade arquitectónica do interior da residência era característica de Wright, mas o requinte da decoração apontava para os gostos de Mamoru.
Ele a encaminhou até um quarto com uma ampla janela de vidro que descortinava o oceano.
— Pode tomar uma ducha e se trocar aqui.
— Obrigada.
Desejava que ele a deixasse sozinha. Não confiava nos sinais que o próprio corpo emanava quando aquele homem estava por perto.
Depois de banhar-se, Usagi escovou os cabelos em frente ao espelho do amplo banheiro. Optou por deixá-los soltos, caindo em ondas sedosas por sobre os ombros, o que fazia um belo contraste com o vestido branco. Optara por um modelo mais conservador do que o da noite anterior, embora o traje lhe realçasse as curvas perfeitas sem estar colado ao corpo.
Uma carreira de pequenos botões começava no pescoço e acabava a vinte centímetros da bainha, deixando uma fenda que se abria conforme ela andava.
Mordiscou o lábio, desejando ter trazido algo menos insinuante. Ainda assim, caminhou decidida até a sala.
— Pronta? — indagou Mamoru, vestido com calça jeans e uma camisa pólo branca que contrastava com a pele morena e lhe realçava os músculos definidos do peito.
Ela pousou as mãos na cintura numa pose típica de modelos.
— O que você acha? Estou?
Os olhos predadores passearam pelo corpo escultural como que o despindo.
— Está linda.
— Obrigada — agradeceu ela, calçando o par de sandálias de salto fino.— Mas agora sim, estou pronta.
Mamoru lhe ofereceu o braço numa atitude cavalheiresca que ela aceitou de pronto.
Estava curiosa em saber os planos que ele tinha em mente para aquela noite. Depois do episódio da praia, achava que Mamoru talvez usasse de intimidade sexual para convencê-la da compatibilidade entre ambos.
No passado, cometera o erro de acreditar que um bom entrosamento sexual significava um relacionamento bem-sucedido. Não era mais tão ingénua, mas não podia negar o excitamento que sentia toda vez que Mamoru estava próximo. Nem mesmo Seiya exercera tal atracção sobre ela.
O jantar transcorreu fabuloso e Usagi não pôde deixar de considerar a possibilidade de que ele de fato apreciava sua companhia. Ela também gostava de estar ao lado daquele homem incrível.
Por mais que se sentisse atraída por Mamoru, estava certa de que não se tratava apenas de sexo.
Embora fosse o que ela tinha em mente, enquanto Mamoru dirigia pela estrada de volta à casa.
— Está tarde. Quer passar a noite aqui? — perguntou ele, enquanto estacionava o carro.
— Não era seu plano desde o início? — retrucou Usagi, provocando-o.
Ele deu de ombros.
— De fato, era o que eu tinha em mente, mas se não se sentir à vontade, a levarei de volta a Portland.
— Há muitos quartos nesta casa — observou ela.
— Sim.
— Mas presumo que acabaremos ocupando o mesmo.
— Ficará a seu critério.
E de minha libido, pensou Usagi que, sob todas as circunstâncias, estava fora de controle. De qualquer forma, não queria passar o resto da noite viajando de carro pela estrada e se despedir dele à porta de sua casa.
— O bom senso diz que eu fique.
— Excelente. — Dizendo isto, Mamoru contornou o carro e abriu a porta do carona. — Não estava nem um pouco disposto a dirigir pelas montanhas à noite.
Mas ele o faria se ela assim exigisse. O que era um ponto a seu favor. A confiança de Usagi crescia a cada instante, sem que ela se desse conta disso.
Mamoru acendeu a lareira e abriu a porta de vidro que dava para a varanda. O barulho da rebentação encheu a sala e o ar frio tornava bem-vindo o calor do fogo, apesar de estarem no verão.
Usagi descalçou as sandálias e afundou os pés no felpudo carpete, antes de caminhar em direcção à porta de vidro escancarada. Amava os dias longos e os esplêndidos poentes, típicos daquela estação do ano.
Não sabia por quanto tempo se deteve a apreciar a vista, mas já era noite quando se deu conta do mundo à sua volta. Em breve a lua iluminaria o firmamento, mas naquele momento a profunda escuridão a fez imaginar se não estariam sozinhos no mundo.
— A vista daqui é maravilhosa — declarou, sem desviar o olhar da paisagem.
O ambiente estava em profundo silêncio.
Usagi se voltou para ver onde Mamoru estava e bateu contra o peito másculo logo atrás de si.
Ele colocou as mãos sobre os ombros delgados e inclinou o rosto para encará-la.
— Eu quero você, Usagi.
— Está mesmo disposto a me convencer através da sedução?— O rosto masculino não esboçava nenhuma reacção, o que a deixava mais nervosa. Optou por lançar mão do cinismo que tantas vezes utilizara como escudo no passado. — Ou será o contrário? Espera que sua proposta me convença a ir para cama com você? E então, no dia seguinte ou quando estiver farto, basta alegar que não éramos tão compatíveis como pensava.
O tom de voz de Usagi era acusatório. As palavras deliberadamente ofensivas, mas aquilo não pareceu aborrecê-lo. Limitou-se a encará-la, com olhar de quem sabia algo que ela desconhecia. Alguma coisa que Usagi ansiava por descobrir, mas temia conhecer.
Os lábios sensuais de Mamoru roçaram os dela.
— Você... — Beijou-a de modo suave. —...Terá... — Passou a língua macia sobre os lábios entreabertos de Usagi. —...De... — Outro beijo, porém mais ousado. —...Confiar... — Dessa vez, a língua experiente lhe explorava a boca de forma despudorada. —...Em... — Deslizou as mãos firmes até os quadris curvilíneos. —...Mim.
Pressionou a pélvis contra ela, deixando evidente seu estado de excitação. Em seguida, tomou-lhe os lábios num beijo exigente, enquanto as mãos másculas comprimiam o quadril de Usagi contra o dele. Como aquele contacto provocante e atrevido poderia Parecer tão natural e certo?
Assim como acontecera na praia, o corpo feminino reagiu àquela proximidade como se tivesse encontrado seu abrigo no universo. Usagi se sentia impotente ante algo tão profundo.
Ela entreabriu os lábios em sinal de rendição e rezou para não vir a se arrepender no futuro.
A língua quente e húmida explorava-lhe o interior da boca, elevando-lhe a temperatura. Mamoru tinha um gosto agradável, melhor do que o cheesecake que comera de sobremesa. Usagi passou os braços em torno do pescoço largo, erguendo-se na ponta dos pés.
O mundo parecia rodar e ela se sentia como que empurrada em uma avalanche de emoções. Não sabia para onde, mas tão pouco se importava. Estava muito ocupada em devorar um par de lábios sensuais, aos quais gostaria de ficar colada por toda eternidade.
Mamoru se inclinou, deitando-a sobre o carpete felpudo e interrompendo o beijo. Só então Usagi se atreveu a descerrar as pálpebras com um gemido de protesto.
Eles se encontravam próximos à lareira. O brilho laranja era a única luz no ambiente. Seu reflexo bruxuleava sobre as feições masculinas num intercâmbio mágico entre iluminação e sombra. Usagi se deitou de costas, fitando-o com olhar intenso. O coração batia descompassado, enquanto os lábios pulsavam de desejo pelos beijos daquele homem.
Mamoru se inclinou, deitando a seu lado com o corpo sustentado pelo cotovelo. A perna musculosa cobrindo a dela.
Usagi sentiu-se envolta por aquele homem. Totalmente absorta pelo poder que dele emanava, enquanto sentia a própria respiração entrecortada pela excitação.
— Está com medo? — perguntou ele, em tom casual.
— Não me disse para confiar em você?
Mamoru ergueu a sobrancelha. A luz do fogo emprestava uma aparência primitiva ao rosto de traços perfeitos.
— E você confia?
— Estou tentando.
Ele lançou mão de um de seus raros sorrisos.
— Óptimo. — Em seguida, roçou o polegar na pele macia do rosto feminino, deixando um rastro de sensações inebriantes impresso por onde passava. — Você é linda.
Por muito tempo, aquelas palavras fizeram parte do cotidiano de Usagi e acabaram por perder o significado. No entanto, ele não a estava vendo como um corpo perfeito para exibir a criação de algum estilista. Avaliava-a como amante e nenhum homem tivera a permissão para fazê-lo nos últimos dois anos.
A admiração que Seiya tinha por ela parecia fazer parte de seu próprio orgulho por tê-la conquistado. Algo que a incomodava, a despeito do quanto pensara que o amava.
Mamoru a via como um homem costuma ver uma mulher que deseja e não como um troféu para exibir aos outros.
O pensamento a atingiu como uma onda de prazer e ela o saboreou alguns segundos antes de responder.
— Obrigada. — Esticou a mão para tocar as feições másculas, deslizando-a, em seguida, pelo pescoço e clavícula. — Você é um homem muito bonito.
O esboço de um sorriso curvou os lábios de Mamoru.
— Nunca pensei em mim nesses termos.
— Como a maioria dos homens. — Sorriu divertida. — Mas pode crer no que digo. É esteticamente perfeito. Tem as feições masculinas mais belas que jamais vi. E conheci muitos homens belos em minha antiga profissão.
— Quer dizer que me acha o homem mais sexy que conheceu?
— Sim.
— São os genes sicilianos. — O tom pretensamente arrogante era mais divertido do que irritante.
O comentário a fez soltar uma gargalhada.
— Seus pais deviam ser extremamente belos.
— Acho que sim.
— Acha?
Uma sombra perpassou o rosto de Mamoru que se forçou a sorrir.
— Eu não pensava neles dessa forma — retrucou, evasivo.
— Tenho a impressão de que não se sente à vontade em falar sobre seus pais. Estou enganada?
— Não.
— Talvez ajudasse a superar o que quer que o incomode se dividisse com alguém. — Não queria parecer uma psicóloga amadora, mas algo lhe dizia que ele escondia muito sobre si.
Não podia criticá-lo. Por vezes, era bastante reservada, mas havia lhe contado mais sobre Seiya do que a qualquer outra pessoa. E depois que o fizera, sentira-se melhor.
Mamoru traçou com o dedo indicador a contorno do decote do vestido, roçando-o de leve contra a pele macia da clavícula de Usagi. O simples toque a fez ofegar, mas sabia que aquele era um momento delicado, portanto, procurou não ficar tão ciente da masculinidade primitiva daquele homem.
— Mamoru?
— É um assunto muito delicado.
— Até mesmo para confidenciar à mulher para qual propôs casamento?
Um lampejo de tristeza perpassou os olhos azuis, quando eles se deslocaram dos seios fartos para a face de Tara.
— Quer que eu fale sobre eles?
— Sim.
— E tão importante para você?
— É.
Mamoru mudou de posição, sentando-se sobre o carpete e abraçando os joelhos. Em seguida suspirou e passou a mão pelos cabelos, deixando-os em desalinho.
— Não sei por onde começar.
— Por onde quiser. — Usagi, ergueu o corpo, sentando-se a seu lado. Agradeceu o calor da chama, agora que ele não a tocava.
O vento frio que vinha da porta de vidro escancarada, envolvia o ambiente. Mas ela apreciava o som das ondas na praia.
— Papai conheceu minha mãe numa viagem de negócios à Sicília. — O tom de voz de Mamoru era destituído de emoção. — Ele se apaixonou no instante em que a viu. Pelo menos era o que dizia.
Algo se agitou dentro dela mediante tais palavras.
— Prossiga — disse ela.
— Meu pai a pediu em casamento e voltaram para os Estados Unidos juntos.
— Parece bastante romântico. — Talvez não acreditasse no amor ou em finais felizes para si mesma, mas, pelo que parecia, os pais dele haviam conhecido esse sentimento. — Eles foram felizes?
Uma centelha de dor perpassou o rosto másculo.
— Sim. Amaram-se durante todo o tempo que durou o casamento, mas meu pai morreu de infarto quando eu tinha vinte anos. Mamãe ficou perdida sem ele.
— Sinto muito.
— Eu também senti. Ela não sabia como gerir a empresa... E eu ainda era estudante. Não estava preparado para tomar as rédeas dos negócios.
— Deve ter sido difícil para você.
— Mais ainda quando penso no que isso nos custou.
— O que ela fez?
— Contratou um homem que lhe foi altamente recomendado. Um executivo brilhante. Eu trabalhava ao lado dele durante as férias de verão. Pensei que ele estivesse me ensinando o ofício para que eu pudesse assumir a empresa tão logo me formasse.
Um profundo rancor permeava a voz de Mamoru.
— Foi esse homem que o fez perder a empresa?
— Sim.
— Então ele não era tão bom quanto pensou?
— Aquele patife mentia o tempo todo. Um aproveitador capaz de lançar mão de qualquer artifício para conseguir seu intento. — Desviou o olhar, fixando-o no fogo que crepitava. — Seduziu minha mãe e convenceu-a a vender a empresa para ele pela metade do valor real e depois a dispensou.
As palavras ficaram suspensas no ar. Tão carregadas de ódio que ainda eram capazes de causar dor.
Usagi podia senti-la.
Aquele homem fora pior do que Seiya. De certa maneira agiam de forma parecida.
— Ele era dez anos mais novo que minha mãe, mas o fato não parecia ter importância — continuou Mamoru num tom de voz mais baixo. — Ela estava tão vulnerável pela viuvez que se tornou presa fácil para o oportunista. Eu achava que ele estava sendo um bom amigo e uma companhia para ela durante o tempo que eu me encontrava na escola.
— Parece se culpar pelo que aconteceu.
— Não tanto quanto o culpo.
— Ele a abandonou tão logo colocou as mãos na empresa?
— Não sem antes a destruir. Zombou de minha mãe por ela ter acreditado que um homem mais moço iria se interessar em casar-se com ela. Arruinou-lhe o senso moral e a auto-estima. — Bateu com o punho no chão. — Acreditei que ele fosse meu amigo, mas quando descobri que aquele escroque estivera usando minha mãe, tive vontade de matá-lo.
— Mas não o fez.
— Deveria ter feito. Eu estava furioso e o sangue de meus ancestrais sicilianos teriam- me levado a isso, se não estivesse tão ocupado, tentando lidar com o suicídio dela.
Usagi o fitou com expressão horrorizada.
— Ela se matou? Por causa dele?
— Ela ainda amava meu pai quando aquele monstro cruzou seu caminho. Ele tirou proveito da solidão de minha mãe e quando a abandonou, ela sentiu como se tivesse traído a memória do marido falecido. Foi criada no seio de uma família tradicional siciliana e não pôde se perdoar pelo que fez.
— Ela lhe disse isso?
— Deixou-me um bilhete, tentando explicar seu ato para que eu não a odiasse. Deus sabe que isso seria impossível, mas ela não conseguiu viver com as lembranças, a humilhação e... a solidão.
Então desistiu de viver, pensou Usagi. Ao menos a mãe dela continuara lutando a despeito dos relacionamentos catastróficos pelos quais passara. Tampouco a abandonara.
— Ele a matou. — As palavras saíram como disparos de uma metralhadora.
Usagi ficou em silêncio. De certa forma Mamoru estava certo, mas em sua opinião a mãe dele fora covarde também. Mulheres são traídas pelos homens que confiam o tempo todo. Era só ver o exemplo da própria mãe... e o seu. A opção dela fora de extremo egoísmo para com o filho, mas não podia condená-la. Tinha de respeitar a fraqueza daquela mulher.
— Obrigada por ter me contado — disse por fim.
Ele a fitou com um olhar frio.
— Mais alguma pergunta? Gostaria de saber como ela morreu e o que aconteceu com aquele bastardo?
— Apenas se quiser falar.
— Ela tomou barbitúricos que lhe haviam sido prescritos pelo médico logo após a morte de meu pai. Dormiu abraçada ao travesseiro e nunca mais acordou-
— Eu sinto muitíssimo. — Não havia o que dizer numa situação como aquela. Algumas coisas eram difíceis de se expressar em palavras.
— Já se passaram dez anos.
— E ainda dói como se fosse hoje — observou ela.
— Não por muito tempo.
— Planeja vingar-se do homem que causou tudo isso?
Mamoru a fitou com um olhar sério.
— Conhece-me muito bem. Sim, pretendo.
De alguma forma Usagi não estava surpresa com o fato de ele ter esperado tantos anos para revidar. Mamoru era um tigre nos negócios e isso significava que não costumava deixar nada inacabado. Estava certa de que a vingança que ele estava planejando seria meticulosa e avassaladora.
— É típico de sua natureza siciliana — afirmou ela, com um suspiro. — Espero que isso lhe traga a satisfação de que precisa.
Mamoru contraiu a mandíbula.
— Trará.
Ela pensou em argumentar, mas se calou. A vingança não traria a mãe de volta, mas talvez o ajudasse a seguir em frente. Não deixou de se sentir desconfortável com o fato de que o homem que lhe propusera casamento estivesse envolvido em um plano de vingança.
O fato de Mamoru ter se transformado num dedicado homem de negócios fora uma maneira de alcançar sua vendeta. O império que criara se baseava em recuperar empresas falidas. Não conseguia imaginá-lo destruindo empresas e desempregando pessoas para se vingar de um único homem. Por certo, tencionava arruinar apenas o inescrupuloso homem e não seus funcionários. E para ser sincera, o escroque bem merecia.
Em seguida, Mamoru virou-se para encará-la com um olhar sensualmente predador.
Ela lutou por ar e tencionou o corpo.
— O que foi?
— Velhos rancores não têm lugar no nosso presente, stellina.
Quando pensou em responder, sentiu as costas pressionadas contra o carpete e os lábios masculinos tomando posse dos seus, enquanto ondas de energia sexual emanavam daquele homem envolvendo-a em puro êxtase. Não podia deixar de se surpreender pela forma como a língua experiente explorava cada centímetro do interior de sua boca.
Não sabia como ele obtivera tal prática, tampouco tamanho autocontrole, mas o fato é que ambos a faziam capitular ante seu poder.
Pensara conhecer tudo sobre um homem versado na arte da sedução, mas Seiya não era páreo para Mamoru.
Ele fazia o desejo crescer-lhe com carícias ousadas e provocantes que Usagi até então desconhecia. O fogo crepitava na lareira atrás deles e a fria brisa marinha fustigava os corpos inflamados pela paixão.
Cada terminação nervosa do corpo feminino foi trazida à vida com uma força inebriante. Faíscas eléctricas lhe percorriam a espinha, fazendo-a tremer de desejo.
A mão firme lhe envolveu um dos seios, fazendo com que o mamilo se intumescesse, ansiando por mais estímulo. A suave pressão sobre o tecido da lingerie não era o suficiente. Usagi arqueou o corpo em direcção à fonte de seu prazer para aumentar a fricção.
Mamoru deslizou a mão pelo seio farto, enquanto ela erguia o tórax e gemia.
— Quero tocar sua pele — sussurrou ele, num murmúrio sensual.
— Sim.
As mãos firmes e longas começaram a desabotoar o vestido com destreza. Ele parava a cada botão aberto para depositar um beijo na pele exposta.
— Oh. Mamoru... — Usagi cravou os dedos no carpete, tentando em vão encontrar apoio. Algo que a amparasse da avalanche de emoções que a invadia.
— Esse vestido é muito sexy, querida — disse ele contra a pele macia e alva do colo delicado, fazendo-a estremecer.
— Obrigada.
— Terá de usá-lo de novo.
Ela sorriu da arrogância do tom da voz masculina.
Por fim, Mamoru afastou a parte de cima do vestido para revelar o fecho da peça íntima que ficava localizado na frente. Teria usado aquela lingerie deliberadamente? Teria seu subconsciente facilitado a tarefa que Mamoru executava com maestria naquele momento?
Ele não parecia ter pressa. Com movimentos lentos, afastou o meia-taça, aproveitando a fricção do tecido para aumentar a excitação de Usagi.
Oh, Deus! Aquele homem sabia exactamente o que fazer.
Mamoru baixou o olhar para o torso nu, emoldurado pelo tecido do vestido com apreciação ostensiva.
— Bellisima, cara.
— Soa tão sensual quando fala em italiano — afirmou ela, ofegante. — O que disse?
— Linda. É isso que você é, Usagi.
Notou que Mamoru não traduzira o cara, mas ela sabia o que significava. Seria querida para ele?
Esperava que sim, pois quanto mais tempo permanecia ao lado daquele homem extraordinário, mais se sentia envolvida pela aura máscula e sensual.
As pontas dos dedos longos traçavam círculos pelo contorno dos seios fartos. Primeiro em um... depois no outro. Para a direita... e para a esquerda. Nunca tocando os mamilos rijos.
— Por favor, Mamoru.
— O que deseja, cara? Diga-me. — A voz masculina tinha um tom gutural, intensificando o discreto sotaque italiano.
— Quero que me toque.
— É o que estou fazendo — retrucou ele, com um sorriso provocante.
— Mais. Por favor.
— Quero ouvi-la dizer as palavras.
— Não. — De repente se sentiu muito vulnerável.
Ele estava exigindo uma reacção que ela nunca ousara ter. — Não me faça colocar em palavras.
Ele retirou a mão e a encarou curioso.
— Por que não?
Usagi teve de inspirar todo o ar que podia para os pulmões antes de responder.
— Isso lhe dará total controle.
— Ao contrário. Tudo que você pedir eu farei. Isso põe o poder em suas mãos.
— Quer que eu suplique?
Um sorriso ferino perpassou o rosto masculino de traços perfeitos.
— Apenas se quiser.
E aquele era o único homem que poderia fazê-la desejar tal coisa.
— Qualquer coisa que eu pedir...
— Sim — redarguiu ele de pronto, com um sorriso encantador que revelava os dentes alvos.
Seiya nunca lhe dera tal poder quando se tratava de sexo. Não podia imaginar que outro o faria. Tal oferta exigia uma boa dose de autoconfiança e consideração. E não era qualquer homem que possuía estas qualidades.
— Até se eu o mandar parar? — Usagi.
— Especialmente nesse caso.
Ele estava de fato, colocando o controle nas mãos dela. Homem algum fizera aquilo com ela. Mamoru queria seu corpo, mas antes desejava a permissão de sua mente.
— Quero que toque meus mamilos — disparou ela, corando. A excitação de proferir as palavras aumentou-lhe o desejo.
— Seu pedido é uma ordem.
Antes que ela esboçasse reacção, Mamoru tomou um dos mamilos entre os dedos, massageando-o numa doce tortura.
Ondas de prazer perpassavam-lhe o corpo seminu indo alojar-se no centro de sua feminilidade.
— Com mais força, por favor. — E se lembrando das palavras de Mamoru. — Aperte-os — ordenou.
E ele o fez com maestria. Primeiro de maneira suave e depois com força crescente até que sons selvagens fossem emitidos pelos lábios entreabertos de Usagi. Mamoru se deteve na tarefa, elevando-lhe o estado de excitação a um nível quase insuportável. Ela lutava por ar, ao mesmo tempo em que erguia os quadris numa dança sensual.
— Parece uma deusa do sexo à luz do fogo.
As palavras a atingiram como um raio.
— Sinto-me uma mulher à beira do êxtase.
A mão máscula se moveu sobre os botões restantes, perfazendo a trilha de beijos excitantes de instantes atrás. Parou quando encontrou a diminuta lingerie branca.
Quando terminou de desabotoar o vestido, examinou o corpo curvilíneo coberto apenas pela delicada peça íntima.
As pernas de Usagi se abriram como que respondendo ao olhar de fogo que ele lançava à púbis.
Mamoru aceitou o convite com a rapidez de uma flecha, deslizando os dedos longos entre o tecido rendado e a pele em chamas do corpo feminino para pousar na fenda quente e húmida. Inclinou o rosto, levando os lábios a um dos mamilos intumescidos e o sugando com avidez até fazê-la gritar de prazer.
Os dedos mágicos executavam maravilhas em suas reentrâncias. Ela começou a se mover de encontro à mão firme. Os braços delicados envolviam-lhe o pescoço largo para mantê-lo pressionado contra o seio. Uma sensação que até então desconhecia foi crescendo e atingiu-a como uma tsunami.
Sem controle do próprio corpo. Usagi se movimentava frenética de encontro à mão que a estimulava até que espasmos de prazer a sacudiram.
Quando conseguiu inspirar algum ar para os pulmões, segurou o pulso largo.
— Pare! — suplicou.
Ele o fez, abraçando-a com excessiva ternura. Os olhos de Usagi se encheram de lágrimas.
Agradecimentos:
Priscilla Salles oieeeeeee parece que hoje vais ter as cenas que tanto querias ehehehe até a próxima. Bjs
Grazy oieeeeeeeee muito obrigado pelos comentários até o próximo caps
