A história se chama Bodas de Vingança e a autora é Lucy Monroe bem como as personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
Resumo:
No exato momento em que Mamoru Chiba viu a modelo Usagi Tsukino, teve a certeza de que um dia a possuiria. Mas a beleza dela não era a única coisa que o atraía – ele queria vingança! Usagi não seria uma conquista fácil. Ao ser rejeitado pela beldade, ele chegou à conclusão de que seria preciso uma mudança de tática para seduzi-la. De uma forma inesperada, Mamoru dará o último passo rumo a sua vingança: casando-se com Usagi!
CAPÍTULO SETE
Usagi não sabia dizer por quanto tempo ficaram deitados naquela posição, até que lhe ocorreu que o que acabara de experimentar fora um tanto unilateral, ele nada dissera... Sequer insinuou possuí-la.
Que tipo de homem maravilhoso era aquele? Por certo era diferente de todos que já conhecera ou ouvira falar.
Esticou a mão e deslizou os dedos ao longo do membro rijo que pressionava o tecido da calça.
Um gemido baixo emergiu do peito másculo.
— Humm!... Isso é muito bom, cara.
— Quer fazer amor?
— Já estamos fazendo, mas se está se referindo a uma relação sexual... — Ele se calou e Usagi o fitou com olhar inquisitivo, esperando que continuasse. — Sem dúvida, que a desejo, mas lhe fiz uma promessa, lembra? Sem sedução. Depois do que acabou de acontecer entre nós...
— Talvez eu tenha mudado de ideia — interrompeu-o. Mamoru estava certo, mas... — Talvez queira ser seduzida.
— Não costumo faltar com minha palavra. — Apesar da evidente excitação do corpo, o tom de voz de Mamoru era firme.
Usagi respeitava aquela atitude. Até a admirava. Mas aquilo não significava que ele tivesse de ficar deitado como uma estátua, em agonia sexual.
Pensando assim, roçou a mão na masculinidade excitada, apreciando o modo como o corpo viril respondia à simples carícia.
— Posso lhe dar prazer de outra forma.
A única resposta de Mamoru foi um grunhido alto que se formou na garganta. Tomando aquilo como um consentimento. Usagi se virou de lado, sentindo a mão forte e protectora pousada no ápice de seus quadris. Era como se estivessem conectados pela intimidade.
Com movimentos lentos, desabotoou a calça de Mamoru e deslizou a mão por dentro. A solidez do membro rijo contra a seda fina da cueca a fez engolir em seco, imaginando como seria tê-lo dentro de si. Mas sabia que ele não faria nada para pressioná-la. Não aquele homem, que insistira em manter a palavra, mesmo quando tentara persuadi-lo a não fazê-lo.
Ela o acariciou com mais firmeza e sentiu-o ainda mais rijo. Em seguida ergueu o corpo, ajoelhando-se a seu lado. Segurou no cós da calça, esperando que ele se levantasse também.
Mamoru assim o fez e Usagi abaixou o jeans, escorregando-o pelas coxas musculosas. Depois foi a vez da peça de baixo, deixando a erecção colossal totalmente exposta.
— Está... Bem preparado — disse, quase ofegante ante a magnífica visão.
Maroru exibiu um sorriso extremamente sexy.
— Nunca ouvi nada parecido.
Quando Usagi se inclinou em direcção ao membro excitado, Mamoru a deteve.
— Se colocar os lábios em mim, juro-lhe que minhas boas intenções irão tirar férias e não voltarão até que eu esteja imerso dentro de você.
Ela assentiu, respeitando-lhe o desejo.
— Estou vestindo apenas uma lingerie. Quero que tire a camisa também.
— Sentindo calor?
— Não sabe o quanto!
Os dois explodiram numa gargalhada antes de caírem abraçados sobre o carpete felpudo. Dessa vez, com Mamoru deitado de costas e ela estendida por cima dele.
— Isso é muito bom.
— Não fiz nada.
— Não precisa. Ter seu lindo corpo colado ao meu já é bastante excitante.
Apesar dele não ter usado nenhum termo italiano, as palavras foram ditas com sentimento. Usagi fechou os dedos em volta do membro erecto, apertando-o com firmeza.
— É tão macio.
— Como assim? — inquiriu ele, curioso.
— Quero dizer... Sua pele é como acariciar veludo. Nunca lhe disseram isso?
— Você está dizendo... é tudo que importa.
Ela sorriu divertida.
Mamoru gemeu outra vez, quando Usagi intensificou a carícia. A mudança na cadência da respiração reflectia o quanto ele estava apreciando o estímulo. Nunca experimentara algo assim. Um homem tão poderoso se colocar à sua mercê.
— Oh, cara. Não pare!
Ela obedeceu, acariciando-o com maior intensidade até que um grito rouco ecoou no ambiente. Em seguida, colou o corpo ao dele como que compartilhando o momento de êxtase. Nunca havia sentindo algo tão especial. Deitada ao lado daquele homem incrível como se tivesse encontrado seu porto seguro.
Ficaram deitados naquela posição, absorvendo o calor do fogo até que ele a ergueu nos braços e a levou para o quarto.
Como Usagi previra, passaram a noite na mesma cama.
Usagi se despediu de Mamoru no aeroporto com a promessa de responder à proposta dele no final de semana seguinte.
Mal acreditava que o estava fazendo esperar, tampouco que Mamoru estivesse permitindo que ela o fizesse.
Ele deixara claro que queria sua decisão, mas não a forçara a nada. Era evidente o quanto ela o queria. A ponto de arriscar qualquer coisa... Inclusive casamento. Mas, por fim, Mamoru concordara em esperar até o final de semana, o que a deixara ainda mais feliz.
Seiya sempre quisera lhe impor sua vontade, assim como os homens que passaram pela vida de sua mãe.
Mamoru era diferente. Desejava que aquiescesse, mas não à custa do seu respeito próprio. E aquilo não tinha preço.
Tentando não repetir com Mamoru o mesmo erro que cometera com Seiya, dedicou algumas horas de trabalho, pesquisando sobre ele. O pouco que conseguiu descobrir apontava para a extrema discrição do magnata, que parecia ser o oposto de seu ex-namorado.
Era implacável quando adquiria uma empresa arruinada e a transformava em algo rentável, mas era conhecido pela habilidade por tornar todos os recursos disponíveis em bens lucrativos, inclusive o quadro de funcionários. Contribuía regularmente com entidades beneficentes. Tinha fama de homem íntegro e honesto e, como Neflite contara a Rita, não se tratava de um playboy.
De fato, não havia quase nada sobre ele nas colunas sociais. Ao que parecia, não era afeito a frequentar a alta sociedade.
Tudo que encontrara estava relacionado à sua habilidade extrema de ganhar dinheiro e transformar empresas falidas em negócios rentáveis.
Procurou por informações sobre a empresa do pai de Mamoru, mas como desconhecia o nome, não logrou êxito. O golpe económico nunca era mencionado nos artigos mais atuais. Excepto pelo que o próprio Mamoru havia lhe contado, seu passado era envolto em mistério.
O índice de demissões nas empresas que ele adquiria era baixo. Um bom sinal, se é que precisava de mais um. Mamoru era um homem em quem se podia confiar.
Na noite de quinta-feira, Usagi esperava na fila do supermercado, enquanto o senhor à sua frente discutia com o caixa sobre o preço promocional de uma lata de conserva. Aquele havia sido um longo dia, bem como toda a semana. Sentira a falta de Mamoru mais do que pensara que seria possível. Como alguém se tornara tão necessário em tão curto espaço de tempo? Perdera horas de sono, considerando a possibilidade de aceitar a proposta de casamento. Aquilo não fazia sentido, mas ainda assim seu coração lhe dizia que precisava de Mamoru.
Não que Usai acreditasse naquele órgão, mas não conseguia ignorar seus apelos.
Reprimiu um bocejo com a palma da mão, enquanto o caixa designava outro empregado para conferir o preço da mercadoria em questão. Aquela discussão estava se tornando entediante.
Sabendo que nada se resolveria até que o funcionário retornasse, deslizou o olhar pela prateleira de periódicos próximo ao caixa. Deteve-se a ler o título de algumas reportagens até que seus olhos se fixaram numa das notícias em destaque... Não podia ser!
Mas era.
Uma grande foto sua e de Mamoru, atracados em um abraço caloroso na piscina de Rita, abrangia quase toda a primeira página de um tablóide sensacionalista. No título estava escrito: A tentadora Usagi conquista outro namorado rico...
Será que nunca se livraria daquele apelido repugnante? Droga! Não fora ela que tentara Seiya a ter um relacionamento, tampouco o fizera com Mamoru.
A linha ao final da foto era ainda pior. Ir para cama com o patrão fará a ex-modelo triunfar no mundo dos negócios?
Puxou o jornal da prateleira com tanta força que quase rasgou a primeira página e folheou-o à procura da reportagem. Sentia a raiva aumentando por dentro à medida que virava as folhas, até que encontrou o que procurava. O artigo ocupava as duas páginas centrais e mais fotos dos dois estavam expostas. Todas insinuando intimidade sexual.
Uma os mostrava saindo do restaurante na viagem que fizeram à costa. O braço de Mamoru pousado em seus ombros, numa atitude possessiva. A foto não deixava margem a dúvidas, mas o jornal ainda a comentava em tom ferino.
Como há dois anos, estava sendo pintada como uma caçadora de fortunas, mas desta vez com o dono da Primo Tech. Uma fonte não revelada da gerência estava citada. O depoimento dava conta de que Usagi estaria tentando obter promoções através de um ofício mais antigo do que o trabalho árduo e a perseverança.
Estava tudo relatado... seu relacionamento com Seiya e mais especulações sobre o fato de ela ter sido sua possível amante durante o casamento com a herdeira do petróleo. E até a insinuação de que Usagi fosse a causa do iminente divórcio.
Sentiu uma profunda náusea e teve de respirar fundo para não vomitar sobre as páginas do jornal e perder o pouco que havia ingerido naquele dia. Não almoçara, tentando adiantar todas as suas tarefas para poder folgar na sexta-feira à tarde e no fim de semana.
Mamoru chegaria no início da tarde do dia seguinte.
Teria visto o artigo? Não tinha como saber. Achara estranho o fato de ele não ter telefonado durante toda a semana. Esperara que Mamoru tentasse acelerar sua decisão com telefonemas frequentes, mas ele não o fizera. Só sabia o dia de seu retorno por que ele lhe dissera antes de partir.
Pousou o olhar na reportagem do tablóide mais uma vez. Quantas pessoas teriam lido aquilo?
Não se tratava de um jornal de grande expressão, mas era publicado em todo o território nacional.
Não podia crer que aquilo estava acontecendo de novo. Não fizera nada de errado, no entanto, estava sendo proclamada como uma vadia que usava o corpo, em vez do cérebro, para subir na vida. Aquilo era o que mais a incomodava. Graduara-se como uma das alunas mais brilhantes da classe e era muito boa no que fazia. Não precisava do patrocínio do dono da empresa para alcançar uma promoção. Era perfeitamente capaz de conseguir uma por seus próprios méritos.
Aquela situação seria cómica se não doesse como uma faca enterrada no peito. O mais pesaroso era saber que quem quer que tivesse fornecido as fotos ou as informações ao tablóide, estivera na festa de Rita. Um de seus colegas de trabalho até se empenhara, mesmo que de modo anónimo, em dizer algo desprezível. A traição a queimava por dentro.
Não conseguia pensar em ninguém dentro da empresa capaz de tamanha vilania. Mas de uma coisa estava certa. Apenas uma pessoa insistira em tirar fotos dela e de Mamoru no churrasco: Neflite... o jornalista frustrado.
Ele lhe dissera que era um profissional idóneo e que a fotografia era apenas um hobby. Aquele tablóide estava longe de ser a expressão do jornalismo sério e as fotos por certo foram bem pagas. O que fazia do hobby um trabalho.
Um indecente e vil ofício... mas que não podia ser ignorado. Sentiu uma nova onda de ânsia quando outro pensamento a assolou. Teria Rita conhecimento daquilo?
Há dois anos, dois modelos que Usagi pensara serem seus amigos, a haviam traído da mesma forma. Para desfrutarem de expressão na mídia, inventaram todo o tipo de mentira sobre ela, exacerbando a imagem de destruidora de lares que a imprensa insistia em divulgar.
Talvez estivesse sendo muito ingénua, mas não conseguia aceitar o fato de Rita estar envolvida no plano de Neflite. A amiga era uma pessoa muito correta, e parecia de fato estar apaixonada pelo namorado.
O que significava que, naquele momento. Rita poderia estar se sentindo tão ferida quanto ela... se tivesse lido a reportagem.
O que estavam fazendo com ela não era justo. Aquele rato bastardo! Se o visse naquele momento, ele estaria perdido!
— Senhora. É a sua vez!
Usagi ergueu o olhar para encontrar o caixa e os demais companheiros de fila a observá-la. Pela expressão nos rostos deles, a deviam estar chamando há algum tempo. Ao que tudo indicava, o certame sobre a conserva fora solucionado.
Ela jogou o exemplar no balcão do caixa.
— Vou levar isto também.
Pagou pelas mercadorias e saiu apressada. A dor e a raiva atingiam-na em ondas gigantescas.
A revolta aumentou no dia seguinte quando, ao chegar na empresa, descobriu que estava sendo demitida. Foi informada que a ordem partira do escritório de Mamoru de Nova York, mas se recusou a acreditar. O magnata era muito inteligente para demitir uma mulher com quem fora para a cama. Seria um prato cheio para a mídia sensacionalista e ele sabia disso.
Aquilo colocaria Mamoru e sua empresa em risco de um processo de assédio sexual, se a mulher em questão fosse desonesta.
O gerente de recursos humanos, designado a lavrar sua demissão, acabou por lhe revelar que Mamoru estava em Porto Rico, tratando de uma emergência relacionada a uma catástrofe que afectou uma de suas usinas. Pelo que ele sabia, até a comunicação telefónica fora atingida.
Aquilo explicava o fato de ele não ter ligado durante toda a semana.
Ao constatar que Mamoru não retornara na tarde seguinte, e sequer telefonara, Usagi contactou seu escritório. A secretária confirmou o que o gerente de recursos humanos dissera e acrescentou que o patrão estava telefonando apenas para ouvir suas mensagens. Usagi deixou uma, aborrecida com a ausência dele e com sua incapacidade em contactá-lo. Tinha de admitir que a emergência com a qual Mamoru estava lidando não era algo que se pudesse delegar a outra pessoa ou subestimar.
Decidiu não permitir que o trauma do passado interferisse em seu julgamento. Isso significava continuar acreditando no homem que desejava mais do que deveria.
Pelo menos até que ele se mostrasse indigno de tal confiança.
Por hora tinha outro problema a resolver. Pensando assim, discou o número de Rita, mas a amiga não estava em casa e foi forçada a deixar um recado na secretária electrónica.
O toque do telefone a acordou na manhã seguinte. Perdera horas de sono pensando na melhor amiga e no homem que lhe propusera casamento.
Esperando que fosse Rita, apressou-se era atender.
— Alô?
— Usagi?
A voz lhe parecia familiar, mas não conseguiu identificá-la.
— Sim? — respondeu, clareando a garganta.
— Preciso vê-la, querida.
— Quem está falando? — inquiriu com a mente sonolenta ainda fora de foco.
Uma coisa era certa. A voz do outro lado da linha não pertencia a nenhum dos dois homens que tinham o direito de tratá-la daquela maneira: Mamoru e seu padrasto Diamond.
— Não me diga que esqueceu do tom de minha voz. Lembro-me de cada detalhe seu, Usagi. Como poderia não lembrar do doce perfume ou do sabor dos lábios que...
— Não estou disposta a ouvir obscenidades. — Usagi interrompeu o interlocutor, reconhecendo por fim a voz.
A gargalhada de Seiya soou baixa e sedutora, como se aquele patife pensasse que ela estava aceitando o flerte.
— Que tal uma visita? Prefere que eu as diga pessoalmente?
— Você está em Portland? — questionou, horrorizada diante da possibilidade. Como ele conseguira seu número?
— Não. Mas posso partir para aí imediatamente se quiser. Precisamos conversar.
— Nosso assunto se esgotou há dois anos.
— Estou me divorciando.
— Que sorte a da sua esposa! — disparou, incapaz de conter o sarcasmo. Como Seiya ousava achar que ela estaria interessada?
— Compreendo seu ressentimento, querida. Cometi um terrível engano quando a abandonei. Mas agora quero corrigir meu erro.
— Não sei o que quer dizer com isso. Na verdade, me fez um favor dois anos atrás. Não vou permitir que desfaça a única coisa boa que fez em sua vida. Você é um manipulador. Suga as pessoas à sua volta e as deixa secas, sem a menor compaixão. — Não sabia como fora capaz de pensar que amava aquele homem. Uma semana ao lado de Mamoru havia deixado clara a diferença entre os dois. — Não o quero de volto em minha vida. Não me telefone mais e se ousar aparecer em Portland para me importunar, irei à polícia dar queixa de assédio.
— Sei que está muito aborrecida comigo, mas não compreende que...
— Está errado — interrompeu-o de novo, recusando-se a escutar o discurso ilusório. Ele a seduzira com aquele tom de voz sexy e desculpas convincentes no passado, mas isso não aconteceria de novo. — Não estou aborrecida e sim pasma por você ter ousado pensar, sequer por um segundo, que eu iria escutá-lo de novo depois de ter me usado e jogado aos lobos da mídia.
— Posso explicar tudo.
— Não permitirei que o faça! — declarou, suspirando aborrecida. — Deixe-me em paz ou então serei eu a ir à imprensa dar entrevistas reveladoras.
— Usagi, escute. Não pode confiar em Mamoru Chiba.
Então ele lera o tablóide. Aquele rato do Neflite teria muito que explicar.
— Minha vida pessoal não é de sua conta.
— Eu costumava ser sua vida pessoal.
Aquela conversa estava lhe dando nos nervos.
— Isso foi há muito tempo, Seiya. Adeus!
Interrompeu a ligação, batendo o fone com força no gancho.
Cinco minutos depois, o telefone voltou a tocar. Observou o identificador de chamadas e notou que era um interurbano, e a ignorou. Seiya sempre primara pela insistência, pensou.
Notas: me perdoem a demora, espero que o caps compense
Priscilla Salles: oi oi oi aqui está a continuação, desculpa a demora. Atrasado mas um bom ano novo para você.
Andrearogue: olá espero que goste da continuação. bjs
