A história se chama Bodas de Vingança e a autora é Lucy Monroe bem como as personagens pertencem a Naoko Takeuchi.

Resumo:

No exato momento em que Mamoru Chiba viu a modelo Usagi Tsukino, teve a certeza de que um dia a possuiria. Mas a beleza dela não era a única coisa que o atraía – ele queria vingança! Usagi não seria uma conquista fácil. Ao ser rejeitado pela beldade, ele chegou à conclusão de que seria preciso uma mudança de tática para seduzi-la. De uma forma inesperada, Mamoru dará o último passo rumo a sua vingança: casando-se com Usagi!

CAPÍTULO OITO

Ao verificar as mensagens na secretária eletrônica, Usagi arrependeu-se de não ter atendido à chamada que se seguira a de Seiya. Mas a mensagem que Mamoru deixara fê-la sorrir pela primeira vez nas últimas 36 horas.

Ele chegaria a Portland naquela noite. Não comentou sobre a reportagem escandalosa, mas desculpou-se por não ter telefonado quando adiara o vôo no dia anterior.

Usagi escutou a mensagem mais três vezes, apenas para ouvir a voz máscula, que se tornara uma carícia para seus ouvidos. Mas logo em seguida repreendeu-se pelo comportamento pueril.

O telefone tocou outra vez. Desta feita, o nome de um tablóide local apareceu no identificador de chamadas e ela se recusou a atender. O resto do dia não foi diferente da manhã. O telefone tocou ininterruptamente e as duas vezes em que Usagi cometera o erro de atender, um repórter estava do outro lado da linha.

Quando estava entretida, preparando uma bandeja de canapés para receber Mamoru, um pensamento a tomou de assalto.

O que mais a aborrecera no telefonema de Seiya, não estava relacionado às feridas do passado. Nenhuma dor por ter sido traída lhe oprimia o peito. Para ser sincera, tinha de admitir que nenhum pensamento sobre o ex-namorado lhe assombrava a mente nos últimos tempos. O que a deixara furiosa fora o fato de ele ter afirmado que Mamoru não era um homem confiável.

Tampouco podia ignorar a raiva que sentia cada vez que lembrava que fora evitando um telefone de Seiya, que deixara de atender a um de Mamoru.

Como aquele cafajeste ousara por em dúvida o carácter do homem que povoava todos os seus sonhos? Estava certa de que Mamoru jamais a magoaria, ou permitiria que fosse magoada por terceiros. Ficaria furioso quando soubesse de sua demissão. Não tinha dúvidas de que o rato do Neflite iria lamentar o fato de tê-los usado como trampolim para sua ascensão profissional.

Mas logo outro pensamento ainda mais estarrecedor lhe aflorou à mente.

Ela confiava em Mamoru.

Voltara a acreditar em um magnata.

Fora esse o motivo que a levou a lhe dar o benefício da dúvida sobre sua demissão. Era essa a razão pela qual o esperava com o coração cheio de esperança ao invés de angústia. Por mais estranho que pudesse parecer, algo lhe dizia que podia confiar naquele homem.

Aquilo era mais assustador do que o fantasma de Seiya retornando dos escombros do passado. Ao contrário de Mamoru, o ex-namorado não representava um perigo em potencial para a saúde emocional de Usagi. Não estava certa do estrago que causaria à sua felicidade o fato de ter de deixá-lo, mas tinha a impressão que não seria pequeno.

Não tencionava apaixonar-se. Tampouco se sentir tão vulnerável.

Antes que pudesse entrar em pânico, tentou convencer a si mesma que confiança não significava amor. Eram emoções distintas, pensou resignada. Porém muito próximas um diabinho lhe assoprou no ouvido.

Como permitira se colocar em tal situação? Haviam passado apenas alguns dias juntos. Sabia que homens poderosos como Mamoru, via de regra, não eram inteiramente confiáveis. Não precisava que Seiya lhe dissesse aquilo. Mas ainda assim, sentira-se ofendida quando o ex-namorado fizera a acusação.

O coração insistia em lhe dizer que Mamoru era diferente dos demais. Talvez fosse a falta de reservas com que ele falara sobre seu passado. Não condenava a mãe, mas estava determinado a fazer o culpado por sua dor pagar um preço alto.

Aquilo fazia dele um homem protector. Ainda que fosse da memória da mãe.

Arrependia-se do fato de ter pesquisado sobre a vida do magnata. Todas aquelas informações sobre o homem implacável, porém honesto que encontrara na Internet, haviam lhe virado a cabeça. Ou o coração. Mamoru se definira como um sujeito persistente, que fazia as coisas acontecerem. E tudo que descobrira a seu respeito nos sites da Internet, concorria para corroborar com a aquela descrição.

Um homem que levara dez anos elaborando uma vingança, por certo não tinha a inconstância como característica. Se afirmava que queria casar com ela, não desistiria diante do primeiro obstáculo.

O que estava fazendo? Repreendeu-se Usagi. Tentando convencer a si mesma a aceitar a proposta de Mamoru? Ou encarando o inevitável?

Tudo que sabia era que confiava nele, o desejava e Deus a ajudasse, precisava daquele homem.

Sem querer, Seiya emprestara nova perspectiva sobre a decisão que vinha remoendo durante toda a semana. Mamoru não se parecia em nada com o ex-namorado e Usagi estava certa de que se recusasse sua proposta, lamentaria muito mais perdê-lo do que fizera com Seiya.

O interfone tocou, arrancando-a de seus devaneios. Ela se precipitou para a saleta e apertou o botão preto do aparelho, que abria a porta de entrada. Estava certa de que era Mamoru. Pensando assim, aguardou-o no corredor, onde poderia vê-lo chegar.

Dentro de instantes a figura alta e elegante lhe assomou à vista. Os olhos azuis pareciam cansados e a face pálida, mas o corpo viril caminhava com o vigor costumeiro em sua direcção.

Quando estavam a alguns centímetros de distância, ele esticou o braço, puxando-a para si e cobrindo-lhe os lábios num beijo longo e faminto. Usagi envolveu o pescoço largo com as mãos e correspondeu com a mesma intensidade.

Quando se deu conta do que estava acontecendo ao redor, descobriu-se envolta pelos braços fortes de Mamoru que se recostava à porta já fechada. Não perderia tempo, tentando atinar como chegaram até ali. Como pensara há instantes, seu pretendente era do tipo que fazia as coisas acontecerem. E aquela era uma delas.

Os dedos longos e bronzeados de Mamoru lhe acariciavam a nuca de um jeito que só ele sabia fazer.

— Senti sua falta, stellina.

— E eu a sua, Mamoru.

O brilho dos olhos azuis a fez perder uma batida do coração.

— Nunca abra a porta sem perguntar quem é.

Usagi deu uma gargalhada, lisonjeada pela preocupação no tom de voz masculina.

— Sim, senhor — brincou.

Ele a beijou de novo. Dessa vez, com mais intensidade. Se é que isso era possível.

— Estou falando sério.

— Eu sei.

Mamoru a guiou pela sala de estar até o sofá, sentou-se e a acomodou no colo, deixando-a ciente da rigidez de sua masculinidade. O calor que dele emanava, fazia vibrar todas as terminações nervosas do corpo feminino.

— Vejo que estava mesmo com saudades — provocou ela.

O magnata não sorriu da troça.

— Adverti severamente meu vice-diretor.

— Foi dele a iniciativa de me demitir?

— Sim.

— Então está sabendo da matéria sensacionalista?

— Vi a foto na banca de jornal do aeroporto.

Usagi estremeceu ao se lembrar do golpe pérfido que sofrera.

— Não se indignou?

— Minha reacção à reportagem não foi nada comparada a que tive quando descobri que havia sido demitida com a desculpa de contenção de despesas. Não a considero o tipo de profissional que deve ser dispensado, mesmo numa crise económica. — Fez uma pausa, suspirando exasperado. — Além disso meus directores são treinados para não agirem com impulsividade nessas situações. Deveriam ter aguardado minha volta.

Usagi não pôde deixar de notar a determinação e frieza com que ele se expressava.

— Pareceu-me que eles tinham uma razão para achar que aprovaria a decisão deles.

— Tinham: a ignorância.

— Como assim?

— Ignoravam minha reacção, pois nunca enfrentaram uma situação parecida antes.

Usagi esperou em silêncio que ele continuasse. Mamoru a fitou com intensidade, como se estivesse preste a fazer uma revelação.

— Meus assessores estão comigo há bastante tempo para saber que detesto publicidade, seja ela de que tipo for. Além do que, nunca namorei uma funcionária de minhas empresas. Tampouco expus meus relacionamentos nas páginas de tablóides sensacionalistas. A última capa de revista em que apareci foi na Newsweek.

— Eu li o artigo. Era bastante interessante e muito mais verdadeiro do que este.

— Sem dúvida. Só concedo entrevistas à imprensa séria. Vou matar Neflite. — Pelo modo como ele proferiu as palavras, Usagi sentiu pena do oportunista.

— Também acha que foi ele?

— Quem mais?

— Não consigo pensar em ninguém, mas estou certa de que Rita desconhecia as intenções do namorado — afirmou não tão segura quanto queria parecer.

Mais uma vez estava concedendo o benefício da dúvida a alguém. Afinal, funcionara com Mamoru.

Notando o tom vacilante de Usagi, ele lhe ergueu o queixo, fitando-a nos olhos.

— Já falou com sua amiga?

— Não. Ela não estava no escritório quando fui demitida, e até agora não retornou meu telefonema.

— Meu vice-diretor vai fazer um treinamento em desenvolvimento de recursos humanos.

Usagi sentiu uma certa simpatia pelo diretor geral.

— Isso será muito produtivo.

— Principalmente se você o ministrar.

Ela riu divertida.

— Eu não trabalho mais para a Primo Tech.

— É verdade. — Mamoru afundou uma das mãos nos cabelos sedosos, deslizando-a por toda sua extensão. — São tão macios — afirmou, exibindo um sorriso sexy. — Quero que ocupe um lugar a meu lado.

— Como? — inquiriu Usagi, confusa. Primeiro aquele homem enigmático fazia um comentário sobre seus cabelos e, em seguida, lhe oferecia um emprego?

— Em minha vida.

— Quer dizer que não me quer como funcionária?

— Claro que quero. Acha que vou permitir que um cérebro do calibre do seu fique livre para a concorrência?

Usagi sentiu-se aquecida pelo elogio, mas muito mais pela proximidade do corpo viril. Ainda assim não estava certa onde ele queria chegar.

— Eu... acho que não estou conseguindo acompanhar seu raciocínio.

— Quero que ingresse no seu próximo emprego trabalhando para mim como Usagi Chiba e não Tsukino.

Ela engoliu em seco e disparou:

— Sim.

Os olhos azuis se dilataram de surpresa.

— Aceita se casar comigo?

— Quando quiser.

— Está falando sério?

— Como nunca o fiz.

— Sem grande apresentação? — questionou ele, parecendo explodir de felicidade.

— Não. Mas faço questão da presença de minha mãe, Diamond e Rita.

— Fechado. — Sem lhe dar tempo para mais nenhum comentário, puxou-a para si e cobriu-lhe os lábios num beijo possessivo. Dessa vez, quando Mamoru se afastou, ela notou que ambos haviam perdido algumas peças de roupa.

Usagi ainda vestia o sutiã, mas a blusa estava completamente aberta, assim como a dele. A gravata jogada a um canto do sofá e o terno amarfanhado no chão.

Ele a fitava como um faminto em frente a um banquete.

— Eu te quero.

Usagi se recostou ao peito másculo que parecia queimar contra sua pele.

— Eu também te quero.

— Mas nós teremos de esperar.

— Até o casamento? — perguntou ela, sentindo o coração flutuar. Preenchido por um sentimento que não sabia explicar.

— Sim — concordou de pronto.

Por algum motivo aquilo lhe parecia certo e Usagi sorriu, feliz por ter aceitado a proposta de casamento.

Apesar de ter gostado da ideia de esperar, não sabia de onde tiraria o autocontrole necessário para suportar um longo noivado.

— Teremos uma lua-de-mel alucinante.

— Pode contar com isso.

A campainha do interfone tocou outra vez, interrompendo o interlúdio romântico.

— Está esperando alguém?

— Não — retrucou Usagi, erguendo-se.

— Desta vez pergunte quem é, antes de abrir a porta.

Usagi obedeceu, imaginando como fora negligente antes. Não importava quem estivesse esperando, não deveria ter agido daquela forma. Poderia ter sido algum criminoso ou mesmo um repórter ousado.

— Quem é?

— Usagi?

— Sim.

— É Rita. Posso entrar?

— Claro, querida — disse Usagi, notando o tom choroso da amiga.

— Componha-se, Mamoru. — Gritou para dentro da sala. — Rita está subindo.

— Preocupada de ela ver meu peito musculoso?

— Talvez — brincou ela. — Mas na verdade, não quero que ela desconfie do que estávamos fazendo.

— Parece-me bastante conservadora, se considerarmos o que estão falando de nós por aí.

Usagi deu de ombros, mordiscando o lábio superior.

— Isso te incomoda?

— Não. Esqueceu-se que fui criado no seio de uma família siciliana? Antes de meu pai falecer, mamãe era o protótipo do conservadorismo.

— Gostaria de tê-la conhecido.

Uma vaga sombra perpassou os olhos azuis.

— Eu também gostaria que a tivesse conhecido.

Uma batida à porta os arrancou do momento nostálgico. Mamoru abriu a porta para encontrar Rita, fitando-o como se estivesse vendo um fantasma.

— Senhor Chiba?

— Mamoru, por favor. Fui convidado de seu churrasco. Isso nos coloca num nível menos profissional.

Os olhos de Rita se encheram de lágrimas, enquanto ela tentava abafar um soluço com a mão.

Usagi se precipitou em sua direcção, passando os braços em volta dos ombros da amiga.

— Está tudo bem, querida. Sabemos que não teve nada a ver com aquela história sórdida.

Ela não estava certa da opinião de Mamoru, mas, ao menos, não estava agindo com frieza ou desconfiança.

— Mas Neflite teve — disparou Rita, dando vazão ao pranto.

Usagi a puxou para si até que ela se acalmasse e então a guiou para o interior do apartamento.

A amiga tomou fôlego, aceitando o lenço que Mamoru lhe oferecera. Os olhos ainda rasos d'água.

— Ele ainda teve a coragem de dizer que não sabia por que eu estava tão furiosa.

— Aquele idiota! — exclamou Mamoru. — Desculpe — acrescentou, não querendo piorar o estado da funcionária.

— Terminei o relacionamento com ele — declarou Rita, com os lábios trémulos. — Não acredito que me deixei envolver por aquele patife.

— Oh, querida — confortou-a Usagi, dirigindo o olhar a Mamoru que também a fitava consternado.

— Pedi demissão da Primo Tech. Depois que descobri que foi demitida, disse-lhes para irem para o inferno com o Programa de Treinamento Gerencial.

— Vou reintegrá-la ao quadro — interveio Mamoru sem hesitar.

Rita balançou a cabeça em negativa.

— Obrigada, mas preciso partir. Toda minha vida fui superprotegida. Quero me aventurar. Conhecer novos lugares e pessoas que valham a pena. Pensei que Neflite fosse uma delas, mas vejo que estava enganada.

A afirmação partiu o coração de Usagi.

— Talvez eu possa ajudá-la a encontrar um emprego em outro lugar — argumentou Mamoru.

Um brilho de esperança perpassou os olhos de Rita.

— Fala sério?

— Claro.

— Não está zangado comigo?

— Não posso culpá-la pelo comportamento pérfido de seu ex-namorado.

— É muito generoso senhor... Desculpe, Mamoru — agradeceu a amiga, esboçando um sorriso.

Eles a convidaram para jantar e quando o magnata ficou sabendo que Rita falava espanhol e italiano, disse-lhe que seria muito fácil lhe arrumar um emprego no exterior se esta fosse sua vontade.

A amiga de Usagi partiu com um sorriso no rosto, a despeito da tristeza no olhar.

— Tenho vontade de dar um soco no nariz de Neflite — declarou Usagi, revoltada assim que Danette partiu.

— Fiz melhor que isso. Mandei mover uma acção contra ele por conseguir a foto sob falso pretexto.

— Acho que não o condenarão por isso.

— Talvez não, mas só o fato de ter de comparecer ao tribunal e contratar um advogado de defesa, já será um grande infortúnio.

— Tem razão.

— Deixemos esse assunto de lado e passemos ao nosso casamento.

— Tenho uma sugestão — disse Usagi com um brilho luminoso no olhar.— Podemos viajar para Reno, nos casar e alugar uma suíte num hotel para passarmos a noite de lua-de-mel. O que acha? — Questionou ela, certa de que não seria capaz de refrear seus impulsos femininos por nem mais um dia.

Ele sorriu divertido. O mais alegre sorriso que o vira esboçar.

— Seremos muito felizes em nosso casamento, stellina. Você me serve como uma luva.

Mamoru deslizou o olhar em torno da capela satisfeito com o que via. Uma cerimónia pomposa estava fora de questão. Não apenas por consumir tempo para o preparo, mas por não desejar que a publicidade em torno do acontecimento chamasse a atenção de Seiya Kou para seu plano de vingança.

Quando viu o beijo que dera em Usagi na piscina estampado no tablóide sensacionalista, o primeiro pensamento que lhe ocorreu foi o dinheiro que desperdiçara, subornando o detective particular de Kou, para que ele não mencionasse ao patrão o fato de os dois estarem saindo juntos.

Durante a viagem até Portland temera que ao aterrissar, descobrisse que Seiya chegara a ela primeiro. Mas, para seu alívio isso não acontecera.

Por essa razão precipitara o casamento. Mas o relacionamento deles estava longe de ser um instrumento de vingança.

Dera uma chance ao seu vice-diretor de consertar o erro que cometera. Incumbiu-o de providenciar um casamento digno de uma princesa em menos de 24 horas. A capela ficava localizada nos arredores do Reno. Nas montanhas que margeavam o mais afluente e menos turístico lago Tahoe.

A construção católica fora decorada com dezenas de rosas brancas e amarelas e íris cor púrpura. Castiçais dourados ostentavam a luz das velas que emprestavam um brilho dourado ao vidro atrás do altar. Parecia ornada da maneira exata para que sua futura esposa desfilasse ao longo da nave da igreja.

A mãe de Usagi e Rita já estavam posicionadas no altar. Jedite, o investigador particular e amigo de longa data de Mamoru, ocupava o lado oposto.

Naquele instante, o som harmónico das gaitas de foles encheu o ambiente com os primeiros acordes da marcha nupcial.

O olhar de Mamoru procurou o fundo da igreja para observar a grossa porta dupla de madeira se abrir e revelar Usagi em sua beleza ofuscante. A figura altiva se movimentava com elegância, os olhos castanhos-escuros repletos de encanto feminino e o braço delicado entrelaçado ao do padrasto.

Enquanto a futura esposa se aproximava, uma miríade de sentimentos inexplicáveis se mesclava no íntimo de Mamoru. Um desejo possessivo, por certo fazia parte deles. Em breve, aquela mulher seria sua companheira e parceira sexual.

Usagi não estava usando um vestido de noiva tradicional, mas o modelo branco e fino, parecia ter sido desenhado para realçar cada curva no corpo perfeito. O decote em "v", revelava a pele alva e macia dos seios fartos. Feminino e sexy, o modelo era a definição exacta da fantasia sexual masculina.

Mamoru esforçou-se por se concentrar na homilia do padre, durante a cerimónia. Procurou repetir com exactidão as palavras que o religioso lhe mandava dizer e sorriu triunfante ao ouvir Usagi proferir as dela. Em instantes foram declarados marido e mulher.

Depois da cerimónia, os convidados foram levados a um sofisticado restaurante, que fora fechado para o jantar de comemoração. Tudo o que Mamoru desejava era carregar Usagi para a suíte do hotel e torná-la sua.

Mas o brilho no olhar da esposa fazia a espera valer a pena. A mãe e o padrasto tinham significado especiais na vida dela. Parecia uma família feliz. Do tipo que ele não lidava há muito tempo.

Depois da morte dos pais, diminuíra as visitas à família na Sicília. Costumava encontrá-los apenas em acontecimentos especiais ou datas festivas.

— Quando lhe passei aquela informação sobre Seiya, não imaginei que ela o levaria tão longe — afirmou Jedite, arrancando-o de seus pensamentos.

A mãe de Usagi e o marido estavam dançando, e Rita e a esposa estavam no toalete feminino.

Mamoru se virou para encarar o amigo.

— De que outra forma poderia garantir que Seiya não colocasse as mãos nela?

Jedite o fitou nos olhos.

— Sei o quanto pode ser duro e implacável, mas, por favor, diga-me que essa não é a única razão para estarmos aqui.

— Acha que Usagi estaria melhor na companhia daquele bastardo ególatra?

— Ela não me parece estúpida o bastante para cometer o mesmo erro duas vezes.

— Seiya é um homem bastante convincente.

— Não o suficiente para fazê-la concordar em ser sua amante.

— Acredito que não.

Uma vez que Seiya estivesse divorciado, as regras mudariam.

Apenas tomara providências para tirá-lo do jogo de forma definitiva.

— Sente alguma coisa por ela além da necessidade de atingir seu inimigo? — perguntou o investigador, soando como um homem que possuía senso moral.

— Eu a desejo.

— Só?

— Não é da sua conta.

— Sou seu amigo.

— Mas não meu pai.

Jedite limitou-se a fitá-lo com olhar desconcertante até para um homem como Mamoru.

— Está bem. Eu a desejo, mas também a respeito e gosto de sua companhia. É o suficiente?

— Acho que sim.

— Não vou magoá-la, se é isso que o preocupa.

— Já parou para pensar em como ela reagirá quando souber de sua conexão com Seiya?

— Com um pouco de sorte, Usagi não ficará sabendo disso. Nunca lhe direi nada.

— Nunca acreditei muito na sorte — retrucou o amigo.

Tampouco Mamoru.

Agradecimentos:

Priscilla Salles: ainda bem que gostou ehhhhhhhh!

Espero que goste deste caps!

Andrea Rogue: ainda bem que gostou ehehe… tento ao máximo actualizar toda a semana, só uma vez que não deu. Bem aqui vai ela. E espero que goste. Bjo