Observações: 1. Bom, aqui está o novo modo de narração, com POV de – quase – todos os personagens. Espero que gostem, não deixem de me informar o que acharam, ok? XD~
2. Mudança drástica de título, já que achei o anterior abominável. Tive váááários problemas para um título bom e acabei usando a minha grande inspiração, a banda Simple Plan, e peguei o nome de uma música deles, que eu acho que se encaixa perfeitamente. Afinal, qual o melhor título para alguém sem idéias - com aceeeentoo!!!!! - que Untitled?
3. Todos os feitiços usados nesse capítulo são originais do livro, filme ou jogo de HP. Eu fiz o meu dever de casa e pesquisei os melhores feitiços para a fic! XD
4. Vamos para de enrolação e partir para a fic! Espero que gostem de mais esse capítulo, que escrevi de coração para vocês: não sou nada sem meus leitores. Sério, vocês me dão inspiração para seguir em frente! Valeu a todos e continuem acompanhando! (N/C: Tá, Nanda, assim o pessoal sai da página e nem lê a fic. Aliás, as notas vão ficar maiores que a história!) OK, parei!
Disclaimer: Nem o Harry, Ron, Mione, Jay, Lily, Six, Remus, Peter e Sevie são meus, como todo mundo sabe. Eles pertencem à Tia Jô, obviamente. Assim como o Vovô Dumbie e a Tia Minnie. A Suzie e a Bia são minhas. Mas só. Por enquanto. XP Essa fic não tem fins lucrativos. Quem dera. suauhsauhsaus
"- Tudo bem - disse Sirius, e, com um aceno de varinha, levitou Remus até uma cama. - Peter, cuida dele.
Peter, que olhava nervosamente para a porta a cada exatos dois minutos, deu um pulo.
- Sim - respondeu, aproximando-se do amigo.
- Você está bem? - Sirius perguntou para James.
- Sim, me dê dois minutos e começamos – respondeu, sentando-se na plataforma.
Quando começaram a lutar, James e Sirius estavam a todo vapor.
Remus já havia acordado e assistia a luta, que já durava uns dez minutos, quando a porta se abriu.
- O que vocês estão fazendo aqui? - perguntou Remus surpreso, aproximando-se dos recém-chegados."
"O melhor amigo é aquele com quem nos sentamos por longas horas, sem dizer uma palavra, e ao deixá-lo, temos a impressão de que foi a melhor conversa que já tivemos." - Autor desconhecido.
Capítulo Sete:
Untitled
Narrado por Lily Evans
Tudo bem, tudo bem... Assumo que nunca fui muito com a cara dos Marotos. Sempre os achei infantis - apesar de o Remus estar entre eles, mas ele é uma exceção -, então o que aconteceu naquele dia foi bem estranho.
- O que vocês estão fazendo aqui? - perguntou Remus surpreso. - Aliás, como conseguiram entrar aqui?
Eu, Suzie e Bia olhamos para Peter, que tentava passar despercebido.
- Fizemos Peter nos contar - respondi.
- Na verdade, eu fiz - disse Bia, sorrindo.
Realmente. Não quero nem saber que artifícios a minha amiga com aquele corpo de modelo teria usado para fazê-lo abrir a boca.
Remus devia ter imaginado a mesma coisa, pois ficou vermelho.
Mas meus olhos, naquele momento, estavam mais preocupados em observar a luta que se desenvolvia no interior da sala.
- Ah, eles estão ali há uns bons dez minutos. Não sei como agüentam - Remus disse meio sem jeito ao ver a direção de meu olhar. - Eu mesmo só agüentei uns cinco minutos.
- Sete - corrigiu Peter, com um cronômetro trouxa na mão direita.
- Afinal, o que fazem aqui?
- Nós queremos saber o que diabos está acontecendo - respondi, sem mover meus olhos de Potter e Black.
- Sim, não é de hoje que vocês e os alunos novos estão em um clima beeem estranho - complementou Bia.
- Rictusempra!
- Protego!
Todos nos viramos para os marotos que haviam lançado os feitiços.
A cena era representada pelo Black no chão e totalmente exausto e Potter indo em sua direção - apesar de parecer não estar em condições nem de mover um dedo - para ajudá-lo a se levantar.
Suzie, que havia permanecido em estranho silêncio desde que entramos na sala, foi correndo verificar como estavam, fazendo com que os dois percebessem - com grande surpresa - a nossa presença.
- Maninha, o que está fazendo aqui? - perguntou Potter, que obviamente estava tentando mudar o foco da raiva presente no rosto de Suzie para nossa presença inusitada e, provavelmente, nada bem-vinda.
Não sei porque, mas sempre que ele a chamava por esse apelido, algo dentro de mim se remexia. Talvez fosse pelo instinto protetor que emanava da palavra. Isso fazia com que Potter parecesse mais velho e responsável.
Estranho, porque antigamente quando eu ouvia tal apelido, eu o achava tão infantil. Vai entender os sentimentos de uma ruiva.
- Vocês é que tem que me responder: Por que diabos estavam se matando? - perguntou num tom que misturava repreensão, preocupação e raiva.
Narrado por Suzannah Felton
Cara, eu não agüento ver as pessoas que amo se machucarem. Muito menos se um estiver causando dor ao outro.
James, apesar de ter apenas cinco meses¹ a mais que eu, é como se fosse o irmão mais velho que eu nunca tive. Foi assim desde os oito anos, quando me mudei para a casa em frente à sua. Sirius entrou na família por conseqüência.
Pela proximidade de nossas casas, acabamos passando as férias juntos todo ano, sem contar os anos anteriores a Hogwarts.
Por esse motivo, simplesmente não pude entender o que diabos eles faziam duelando.
- Vocês é que tem que me responder: Por que diabos estavam se matando?
Os dois sentaram-se exaustos em algumas poltronas que apareceram ali por conveniência, e começaram a explicar enquanto eu cuidava de alguns dos seus ferimentos.
Condene-me se quiser, mas eu não ia assistir eles sangrarem até a morte! - Tá, eu exagerei, os cortes não eram tão graves, mas mesmo assim!
Eles contaram uma história maluca de que os alunos novos não vieram para estudar, mas para se vingar, que tinham algo a ver com Azkaban, e, se duvidar, com Voldemort. Então, como bons meninos que eram, simplesmente o convidaram a uma batalha para ver quem era o mais forte, tendo como prêmio a verdade.
Vou te contar, os Marotos tem cada uma!
- Então, aqui estamos nós, treinando... AI, SUZIE! - gritou Sirius quando apertei o algodão banhado em uma poção curativa (que arde tanto quanto álcool, que eu deixe isso bem claro) com força sobre sobre seu braço (muuuuito bem definido, por sinal).
Que que é? Beleza é para ser admirada, oras.
- Bem feito - disse, meus olhos faiscando. Quem mandou ele ser tão imbecil?
Fala sério, todos que me conhecem sabe que não aturo criancice – não me entenda mal, considero criancice quando alguém faz algo perigoso sem sentido nenhum. Agora, marotice é algo beeeem diferente - de machos da idade deles.
- O que nós fizemos de errado? - perguntou Sirius, exasperado.
- Pelo amor de Deus, uma competição? Quantos anos vocês têm?!
- Você diz isso porque não viu o bilhete - disse James. Então ele citou as palavras do bendito pedaço de pergaminho.
- Bem, isso é no mínimo suspeito - assumi.
- E aí, quando vai ser o duelo? - perguntou Bia animada.
Todos estavam sentados em poltronas vermelhas, discutindo o assunto. Bem, todos menos eu, que me encontrava ajoelhada no chão, cuidando dos Marotos. Sempre sobra o pior lugar pra mim. (N/A: Fala sério, se fosse no meio dos Marotos, eu sentaria até no inferno, ushaushaushuashuahs)
Percebi que James lançava olhares sorrateiros para Lily, provavelmente preocupado com o que a ruiva pensava.
Contive um suspiro, olhando para Sirius. Ele também podia ter essa consideração, afinal estamos saindo há algumas semanas - fato que achei estranho. Sirius já deveria ter me chutado, como fazia com todas as outras. Eu já estava pronta para isso.
Voltei a olhar para James. No caso dele, estava óbvio o amor que sentia por minha melhor amiga ruiva. Todos percebiam isso, menos ela. Que contraditório.
Infelizmente, meus sentimentos também eram fortes quanto ao Sirius. Pena que ele nunca corresponderia.
Fui acordada de meus devaneios quando ouvi a voz de Remus, soando ao longe.
- Não sabemos ainda - respondeu ele. - Marcamos de nos encontrar com eles no Salão Comunal depois que todo mundo tiver ido dormir.
Acorda, Suzie! - uma vozinha disse na minha cabeça (N/A: Isso mesmo, a Suzie também é incomodada por sua consciência. N/Consciência: Hey, eu ouvi isso!). - Hora de botar os Marotos nos seus devidos lugares!
- Estaremos lá, então - eu disse, em um tom que significava "assunto encerrado".
- Hey, como assim? - começou James. Suspirei: Você pediu! - Vocês não... AI, SUZANNAH!
Não pude me segurar, quando percebi o algodão já estava em seu tórax, pressionando a terrível poção contra sua carne viva.
- James Potter, ai de você se nos deixar de fora dessa - disse em tom determinado.
Ou maníaco, depende do ponto de vista. Fazer o que, sou assim!
James procurou pela ajuda do Sirius, que abria a boca para responder, mas se conteve quando eu, convenientemente, levantava o frasco de poção em frente de seus ferimentos e sorria - devo adicionar que meu sorriso não era neeeeem um pouco sádico *risada maléfica* (N/A: Desculpem, mas não pude evitar de colocar a Suzie sádica. Poxa, fala sério, alguém tem que manter os Marotos sob rédeas curtas!). Não sei, mas de repente me deu uma vontade de curar ferimentos! - Tá, isso foi completamente sádico.
- Desculpa, mas ela é muito sádica - disse Sirius, sem perder o frasco (sério, estou passando a amar essa poçãozinha!) de vista.
Sorri triunfante - certo, lá no fundo, mas beeeeeeeeeeeem lá no fundo mesmo, senti pena dos pobres coitados. (N/A: Já sabemos que não vamos querer a Suzie como inimiga!)
O que eles pensavam? Ninguém deixa Suzannah Felton de fora!
A conversa continuou, até que todos achavam que era tarde o suficiente para voltarmos para o Salão Comunal. Foi nesse momento que Sirius me passou um bilhetinho discretamente por entre os dedos enquanto passava por mim.
Narrado por Harry Potter ² [ou Mattheis]
- Okay, nós com certeza perdemos algo - deixei escapar para Ron e Mione quando entramos no Salão Comunal, já tarde da noite, e demos de cara não só com os Marotos, mas com basicamente todo o sétimo ano da Grifinória.
Todos estavam sentados em volta da lareira. Percebi também que pararam de conversar quando passamos pelo retrato.
Tá bom, isso com certeza seria mais difícil que eu imaginava.
Remus respondeu ao meu olhar inquisitivo.
- Bem, nós meio que... contamos a elas.
- Não que tenha sido por vontade própria - resmungou Sirius.
Suzie cutucou-o fortemente nas costelas.
Tudo bem, isso foi o suficiente para entendermos o que havia acontecido.
Nós três sentamo-nos em frente a eles – e conseqüentemente ao lado da lareira.
Devo observar que estava quente ali.
- Então, por onde começamos? - perguntou Lily para quebrar o gelo. Não imaginei que ela estivesse metida nisso também...
- O duelo - sugeriu Ron.
- Sobre isso, acho que devemos esperar uma semana - disse Sirius.
Olhei para ele.
- Para nós dois nos prepararmos - James respondeu à minha pergunta silenciosa.
- Domingo, então? - perguntei.
Os outros concordaram.
- E depois? - perguntou Suzie.
- A caça ao tesouro - disse Sirius, seus olhos brilhando.
Ele, de algum modo, estava se divertindo com isso. Para ele, tudo não passava de uma grande brincadeira.
Como eu queria poder pensar assim. Acho que nunca pude ter esse ponto de vista sobre nada em minha vida. Enquanto a minha infância foi cruelmente reduzida, parecia que a dos Marotos havia sido expandida até sabe-se lá quando. Bem, ao menos havia um equilíbrio ali.
- Sim, desse nós participamos - disse Ron, meio que para se certificar de que ele e Mione estavam incluídos nessa etapa.
- Em primeiro lugar, qual será o tesouro? - perguntou Mione.
- Bem, como cada time é composto por três integrantes, sugiro que cada um escolha um objeto próprio para o adversário procurar.
Adversário. Que palavra terrível. Eu adversário do meu próprio pai.
Porque eu fui me meter nessa mesmo? Ah, sim, por que sou um idiota!
- Tudo bem, então para evitar problemas, cada time só vai conhecer os tesouros do outro no dia. Será feita uma pista para cada objeto. Não vale chegar no lugar e achar outra pista. No final quem conseguir os três tesouros e voltar para o ponto de partida primeiro ganha - disse Remus.
- Sim, mas quando será? - perguntei.
- Por mim, pode ser na quarta-feira da semana que vem. Assim teremos tempo de esconder os tesouros depois do duelo - sugeriu James. (N/A: Mas no fim vocês vão ver que eles deixam pra última hora. N/C: Culpa da autora. E para de dar spoilers! N/A: Affe, uma consciência é tão inútil... N/C: Pára de encher o saco dos coitados dos leitores e deixa eles lerem! N/A: Gomen. -.- N/B: o.O)
Novamente todos concordaram.
- Então sobra o quadribol - eu disse.
- Eu estava pensando. O que acha de ser no dia do jogo contra a Sonserina? Depois do jogo - disse James.
- Você não vai estar cansado? Afinal, eu soube que você é o capitão do time - disse.
Porém eu sabia a resposta. Um Potter não cansa de quadribol. Quando eu jogo, por exemplo, eu deixo os meus problemas de lado, e é apenas eu, a vassoura, o pomo e o campo.
Eu tinha certeza de que ele pensava o mesmo.
Minha teoria foi comprovada quando ele sorriu ao responder.
- Não se preocupe com isso - disse.
- Então, agora que está tudo resolvido, podemos dormir? - perguntou Suzie, bocejando.
- Não reclama, Suzie - resmungou Sirius. - Vocês estão aqui porque querem.
Narrado por Ronald Weasley [ou Strongfort]
Tudo bem, eu já achava aquelas garotas meio maluquinhas. Mas com a resposta que Suzie deu ao Sirius, eu tive certeza: Ela botou a língua para fora. Simplesmente isso. Eu nunca imaginei que os jovens dos anos 70 fossem tão fora da casinha. Sirius apenas sorriu de volta. Ali tinha algo.
Comprovei minha tese de insanidade no dia seguinte, vendo Suzannah e Bia praticamente rastejando atrás de Lily, implorando pelo dever de Poções.
Vai entender. (N/A: Não que ele não faça isso com a Mione, mas deixa pra lá. u.u')
Com isso, comecei a me perguntar se a loucura se devia à época ou ao sexo: mulheres são seres incompreensíveis.
Hermione Granger é a prova viva disso.
- Ronald, como você é machista! - disse ela, mexendo sua poção.
- Não é machismo, Mione, é fato!
- Fato? - riu sem humor. - Que fato?!
- O fato de que são três homens contra dois e uma mulher!
- Machismo! Você está dizendo que uma mulher enfraquece o time!
- Não ponha palavras na minha boca!
- Estranho, Ronald, eu achei que eu nunca havia sido problema nos últimos sete anos em estivemos juntos! - Mione estava quase chorando. Aquilo era desesperador.
- Gente, vocês querem, por favor, discutir a relação fora da sala de aula? - perguntou Slughorn.
Eu e Mione nos encaramos, ambos vermelhos. Assim parecia que nós tínhamos uma relação importante.
O que eu não posso negar. Pra falar a verdade, tudo ficou confuso depois da derrota de Voldermort. Hermione parecia estar com um humor ruim desde então.
Outro dia, Harry me contou que ela só ficava assim quando eu estava lá.
A aula terminou e saímos em silêncio.
Harry nos puxou imediatamente para uma sala vazia e ficou nos encarando por um tempo.
- Tudo bem, gente, precisamos de uma terapia em grupo - disse ele, sentando-se sobre uma mesa.
- Harry, nós temos Herbologia agora - resmungou Mione.
- Como se nós já não tivéssemos aprendido aquilo tudo – respondeu, revirando os olhos.
- Então você pretende nos manter aqui presos? - perguntei.
Ele suspirou.
- Nós temos muito o que conversar - murmurou. - Vocês já perceberam que nós estamos no passado? E se não conseguirem consertar o vira-tempo? Já pensaram nisso? Quando finalmente chegarmos ao nosso tempo, vamos ter ganhado uns vinte anos aparentemente do nada!
Permanecemos em silêncio.
Eu não tinha pensado desse modo.
Harry passou a mão pela testa, onde estava escondida a cicatriz.
- Ontem ela começou a formigar - disse.
- Isso é possível? - perguntei. - Quero dizer, aparentemente ela não está aí.
- Ela apareceu no meio da noite. Tive que refazer os feitiços antes que os outros percebessem.
- Que droga, parece que a sua ligação continua com o Voldemort do passado - disse Mione, pensando alto.
Harry suspirou novamente.
- Eu estou com medo. E se Voldemort tiver um de seus ataques quando nós estivermos com os outros?
Ficamos em silêncio, pensando sobre o que ele havia falado. Não tínhamos resposta. Tudo iria por água abaixo se isso acontecesse.
Tivemos sorte de Voldemort estar manso até agora.
Harry levantou a cabeça e nos encarou.
- Mudando de assunto, vocês não acham que isso tá chegando longe demais? - perguntou.
- Longe demais com o que? - perguntou Mione.
Mas eu sabia a resposta.
- Vocês dois. Isso está ficando insustentável! Depois de tudo o que aconteceu, vocês continuam com essas briguinhas estúpidas! Não acham que está na hora de acabar com isso?
Lembrei-me do ano passado, quando aquela Horcrux havia me manipulado, me fazendo pensar que Harry e Mione estavam juntos. Aquilo foi absoluto ciúme. Eu já estava ciente disso.
Eu nutria algo a mais do que amizade por Mione.
Suspirei.
- Eu nunca achei que uma mulher enfraquecesse o time. Pelo contrário, você ajudou até demais - disse.
Mione, que encarava atentamente o chão, deu um breve sorriso.
Harry nos olhou e suspirou.
- Muito bem, vou deixar vocês aqui. Por favor, não se matem - disse, dirigindo-se para a porta. - Ah, Mione – chamou, já com um pé fora da sala, ao que ela olhou-o.
- Sim?
- Você pediu para avisar quando a poção da visão estivesse acabando. Vou para o último frasco.
- Tá bom - respondeu, voltando a olhar o chão.
Comecei a me perguntar o que havia de tão interessante naquele piso.
Harry saiu e encarei Mione.
- Ele está certo - disse. Mione deu um pulo ao ouvir minha voz.
Comecei a me aproximar dela. Em momento nenhum ela levantou o olhar. Talvez não fosse o chão, mas seus pés. Bom, continua sem sentido nenhum. Ela ali, sentada sobre a mesa, encarando os pés. Sabe o que eu disse sobre as mulheres? Esquece. Não há jeito de decifrá-las.
- Isso está realmente insustentável - cheguei perto o suficiente para tocar seu rosto e levantá-lo com meus dedos.
Só então percebi que seus olhos estavam marejados. Subi meu dedo por seu rosto e limpei a lágrima que caía, solitária.
- Mione, eu preciso te contar uma coisa - sussurrei.
- O quê? - sussurrou de volta.
Não sei de onde tirei coragem para contar aquilo, mas o fiz.
- Eu te amo - disse.
Para minha total surpresa, ela jogou seus braços sobre o meu pescoço e me beijou.
- Eu também te amo.
Narrado por Suzannah Felton
Eu me sentia uma fugitiva assim. Sério, isso não podia ser normal. Mas quem disse que eu quero ser normal?
Lá estava eu, andando pelos corredores no horário de aula sorrateiramente, enquanto passava os dedos pelo pergaminho. Passei a noite lendo e relendo as frases. E já as havia decorado: "Me encontre amanhã no segundo período da tarde, no local de sempre. Estou morto de saudades. Beijos.".
Passei três vezes no bendito corredor e a porta apareceu.
Pus a mão sobre a maçaneta prateada e respirei por um momento, preparando-me para o que viria a seguir. Abri um pequeno sorriso e virei a maçaneta.
Entrei em uma sala confortável, com uma lareira queimando lenha e sofás bem convidativos a sua volta. Aproximei-me do sofá mais próximo e percebi que eles eram bordados, formando delicadas rosas sobre toda a superfície.
Foi nesse momento que me atacaram por trás.
Gritei o nome que nunca saía da minha cabeça.
Narrado por Sirius Black
- SIRIUS! - gritou ela vermelha, mas rindo.
- Que foi, Suzie? Não posso nem te abraçar? - ri, virando-a para mim pela cintura.
- Desde que tenha um aviso prévio... - sussurrou com um sorriso, brincando com a gola da minha camisa, que estava displicentemente aberta quatro botões.
Nossa proximidade fazia com que minha respiração falhasse. Comecei a acariciar seu rosto, delicado sob minhas mãos.
Com a outra mão, afastei o longo cabelo negro de seus olhos e fitei-a.
Suzie começou a roçar seu nariz no meu. Estávamos matando a saudade que crescia enquanto estávamos perto, mas impossibilitados de realmente ficar juntos.
Desde que isso começou, nós fizemos um acordo silencioso de não contar a ninguém o que acontecia.
Antes isso tudo não passava de beijos, mas agora... Bem, não sei explicar... Eu simplesmente não consigo mais ficar olhando para seu rosto sem querer tocá-lo. Não consigo olhar seus lábios sem querer beijá-los intensamente.
O que estava acontecendo?
Ela sorriu para mim e a beijei.
Carreguei-a para o sofá e ficamos sentados ali, nos beijando e acariciando.
Comecei a deitar-me sobre ela, sem parar de beijá-la, deixando minha mão passear por sua cintura.
Suzie começou a acariciar meu peito por debaixo da camisa.
Percebi que esse era um sinal verde para prosseguir. Subi minha mão para suas costas e voltei pela barriga, sob a blusa, sentindo sua pele morena aveludada. Tenho sonhado muito com ela. Mais do que deveria. Com a outra mão, tracei o caminho de suas pernas e cheguei sob a saia.
Repentinamente, senti sua mão, pequena sobre a minha, parando o movimento que eu fazia.
- Não, por favor... - sussurrou. Sentei-me e fitei seus olhos escuros, que começaram a marejar.
Ela sentou-se também e sustentou o olhar.
- O que aconteceu? Fui rápido demais? Desculpa, eu... - mas ela me interrompeu balançando a cabeça negativamente, deixando as lágrimas caírem de seus olhos.
- Não, Sirius, não é isso, é que... Eu não quero fazer isso... Não se não houver... - ela pausou, olhando para mim e levantando-se do sofá enquanto falava.
- Não houver o quê? - perguntei, quando tudo o que eu queria era abraçá-la e fazê-la parar de chorar. Meu Deus, a Suzannah estava chorando!
Ela suspirou em meio a um soluço.³
- ... Amor.
Fiquei parado, estático, sem conseguir mover um dedo. Sério, parecia que haviam lançado um Petrificus Totallus e eu não vi.
Amor.
Aquela palavra ecoava em minha cabeça, e, a cada vez que se repetia, quebrava mais um pedaço do meu coração. Ela não me amava?
Então pensei claramente. Não, ela queria dizer que eu não a amava.
Enquanto eu lutava contra mim mesmo, Suzannah se virou e saiu da sala, quase correndo.
Sentei-me lentamente no sofá.
Narrado por Beatriz Lean
Eu já havia me decidido: Hora de entrar em ação!
Desfilei pelos corredores de Hogwarts até a biblioteca assim que acabaram as aulas, onde encontrei quem eu queria: Remus Lupin. Ele estava sentado com James - isso não era problema.
Abri meu melhor sorriso e sentei-me ao lado de Remus.
- Olá, meninos! Remus, posso falar com você? - perguntei, com a minha voz calma e musical.
James abriu um sorriso e levantou-se.
- Bem, eu tenho algumas coisas a fazer. Todos estão nos terrenos, então vou buscar meu pomo e me juntar ao pessoal lá fora - sorriu ele.
Dei um tchauzinho e virei-me para Remus.
- Algum problema? - perguntou ele, meio vermelho. Ele é tão fofo!
- Na verdade, eu tenho um, sim. Você.
- Eu?
- Sim, você está me evitando, não está? - perguntei fazendo beicinho.
- Eu? N-não!
- Então eu posso perguntar uma coisa?
- C-claro.
Aproximei-me de seu ouvido e sussurrei.
- Fica comigo?
Ele olhou pra mim, incrédulo.
- Já não estou aqui?
Fala sério, quando eles não querem ver, não vêem mesmo.
Mas tudo bem, eu abro os olhos dele.
Sorri.
- Eu quis dizer assim - falei aproximando-o pela gravata e beijando-o.
A partir desse momento, estávamos "oficialmente" juntos.
Mas eu não estava satisfeita.
Não mesmo.Narrado por Lily Evans
Era sexta-feira de sol, quando todas as aulas terminavam mais cedo, e todos estavam lá fora, se divertindo.
Eu ia fazer o mesmo, como minhas amigas haviam sumido da face de Hogwarts, resolvi pegar um livro que havia deixado no dormitório para ler sobre a sombra de alguma árvore.
Quando passava pelo quadro, porém, vi uma cena infeliz: dois morenos abraçados.
A princípio, não fiquei preocupada. Depois, porém, reconheci aqueles cabelos longos que chegavam até quase a cintura e o dono dos cabelos arrepiados em que ela estava abraçada.
Saí de lá pasma. Não, essa não era a palavra certa. Naquele momento, não pude identificar aquele sentimento. Agora me pergunto se era ciúme... ou sentimento de traição.
Eu realmente nunca esperava ver Suzie com Potter. Aquilo foi demais. Ela parecia tão certa de que ele era como um "irmão" para ela.
É, irmão, conta outra.
Mantive isso em segredo: quem era eu para me meter na vida deles?
Narrado por Suzannah Felton
Depois daquela cena com Sirius, eu não sabia o que fazer. Aproveitei-me do fato de que as aulas haviam acabado e todos estavam aproveitando o resto da tarde de sol lá fora e fui para o Salão Comunal. E, sim, comecei a chorar como um bebê. Sentei-me em uma poltrona em frente à janela, abracei meus joelhos e fiquei chorando silenciosamente.
Levei um susto ao ouvir a voz de James, soando preocupada atrás de mim.
- Hey, Maninha, o que está fazendo aqui num dia tão lindo? - perguntou ele, sentando-se no parapeito da janela e ficando de frente para mim.
- O dia está péssimo - funguei, sem ter coragem de encará-lo.
Eu realmente não estou acostumada a chorar. James nunca me via chorando.
- O que está acontecendo, Suzannah? - perguntou, levantando meu rosto.
Eu não me controlei. Quando vi, já havia jogado meus braços sobre ele e chorava copiosamente.
- James, eu não sei o que fazer... Não agüento mais isso... Eu não deveria ter deixado isso chegar tão longe, eu... - chorei, com minha voz abafada sobre sua camisa.
- Hey, calma aí! Respira, tá bom?
Concordei com a cabeça e chorei mais em seu colo, enquanto lentamente me acalmava.
Nossa, eu tenho certeza que se eu tivesse um irmão mais velho de verdade, ele não chegaria nem aos pés do James.
Naquele momento, alguém entrou pelo quadro, mas logo saiu. E só ouvi o barulho, abafado sobre os braços do James.
Quando finalmente me acalmei, ele me soltou com delicadeza e olhou em meus olhos.
- Tudo bem, agora me conte o que está acontecendo.
Comecei a ficar nervosa de novo. Sabe quando a gente acumula sentimentos por muito tempo e depois solta tudo de uma vez? Pois é.
- James, você tem que prometer que nunca vai dizer isso a ninguém - disse, com a voz rouca.
- Claro que não vou dizer, você sabe que pode confiar em mim.
- Você não pode contar isso ao Sirius!
Eu já estava desesperada.
- O que foi?
- Você vai me achar uma estúpida!
Ele me olhou indignado.
- Espera aí! Quem é você e o que fez com a minha amiga? A Suzannah que eu conheço nunca se abalaria pelo que os outros pensam ou falam sobre ela! Aliás, a Suzannah que eu conheço é dura na queda.
É, ele estava certo. Soltei uma risadinha enquanto secava uma lágrima. James sempre sabia o que dizer.
- Tudo bem, agora diga - repetiu.
- Eu.. Eu estou... Eu...
Droga, lá estava eu, enrolando de novo. E olha que eu odeio pessoas enroladas!
- Fala, Suzannah!
- Eu estou apaixonada pelo Sirius! Pronto, falei.
Encarei-o e percebi seu olhar sério.
É, meu amigo, estávamos em sérios problemas. Apaixonados um pelo melhor amigo do outro, sabendo que eram amores impossíveis.
Porque a vida é tão cruel?
¹ Sabem que eu estava pesquisando a data de nascimento do James no sétimo livro, quando descobri que ele tem exatamente - sem brincadeira - cinco meses a mais que a Suzie. Eu coloquei nela a minha data de nascimento (obviamente anos antes N/Consciência: Não, juuura?), 27 de agosto, e descobri que o Jay também nasceu dia 27. Mas eu tinha chutado total quando escrevi. Será destino? Sshuahsuashuashuahsuahs
² Que pena, tenho certeza de que vocês estavam adorando o ponto de vista da Suzie naquele momento, né? Shauhsuahsuahsuah
³ N/C: Isso é possível? Suspirar em meio a um soluço?
N/A: Ah, minha filha, com a Suzannah, tudo é possível!
N/Lily: Poxa, cês sabem cortar um clima, hein?
N/A: Não podemos evitar, é de natureza!
N/Lily: A Suzie foi inspirada em você, né Nanda?
N/C: Como você soube? *sarcástica*
N/A: Isso é complô? ò.ó
Nanda Evans:Hey, people!
Bom, gente, esse foi um capítulo bem dramático, não acharam?
Eu já arrumei a vida de um casal – faltam três suahsuahsuashaus.
Na verdade, não criem esperanças sobre o Remmy com a Bia, porque seu futuro não será feliz. Hwahwahwahwa *risada maléfica*
Bom, eu sei que a história era para ser J/L, e isso foi tudo o que não apareceu. u.u'
Sorry, mas mudarei tudo no próximo cap, prometo!
Mas vocês perceberam que esse cap foi beeem maior?
Nove páginas, meu recorde!
N/C: Uau, Nanda NOOOOVE PÁGINAS! *sarcástica*
Você anda muito sarcástica ultimamente, consciência.
Bom, como esse cap foi bem maior, espero bem mais reviews!
Sinto o enorme prazer de informar que passei dos 90 REVIEWS!*Nanda flutuando* XD~
Aqui vão as respostas para as Reviews:
Shakinha: Que bom que gostou do cap! Pois é, a Lily tem um instinto meio de detetive, mas não se preocupe: o trio maravilha é expert em inventar desculpas, uahsuahsuashu
Bom, agora vc descobriu quem chegou na sala, né? Sabe como é, se eu não parar na melhor parte, ninguém comenta! Suashuashuash Nanda Evans é má por natureza!
Quanto à sua dúvida, existem dois mapas e duas capas: do passado e do presente, que no fundo são os mesmos, mas mesmo assim. XD~
Espero que tenha gostado do cap e que continue acompanhando! Bjoess!!
Layla Black: Pois é, não posso dizer quem vai ganhar, mas posso dizer que vai ser o máximo! XD
Bom, a Lily é discreta, acho que será uma boa companhia, mas sabe-se lá, né? Na minha fic, tuuudo pode acontecer! Bjoes e valeu por comentar!
Cristal Evans: Obrigada pela contribuição, cê viu que cheguei aos 90? Estou muuuuito feliz. XDD
Pois é, não dá pra não ler as fics quando vem novo cap, né? XD~
Tentei ao máximo explorar os personagens, espero que esteja gostando!
Bom, não posso dizer o que vai acontecer, senão não tem graça, certo? Para dizer a verdade, nem eu mesma sei ao certo o que vai acontecer. Não tenho controle sobre a fic, ela simplesmente acontece! XP
A idéia de a Lily conviver com o James não é ruim. Vamos ver no que dá, certo?
"'- O que vocês estão fazendo aqui? - perguntou Remus surpreso, aproximando-se dos recém-chegados.'
Harry, Rony e Mione? O.O
Só pode!
Ai meu Deus!
Só você pra fazer isso com a gente! -.-
(Ta, eu sei que eu também faço... =X)
ahuahuihuiaha"
Bom, como você lê isso antes da fic, não posso dizer quem entrou, mas acho que foi supreendente, certo? XD
"Mas essas quinze revies chegarão rapidinho você vai ver! *-*
E você também vai postar rapidinho! *-*
E me fazer bem feliz!
YUPI!"
Bom, não sei se foi rápido, mas espero que esteja gostando e que continue lendo a fic, pq nada me deixa mais feliz do que fazer os meus leitores felizes!
"E você tem razão na história do Rabicho... é por causa dele que temos essa história maravilhosa...
Mas eu ainda o ODEIO!"
Eu não odeio ele, mas tenho pena. Ele é covarde demais para odiá-lo. Ele é digno de algo beeeem pior como a pena! XP
Bom, espero que tenha gostado! Bjoess
melguinha3: E aí, se surpreendeu com quem entrou na sala?
Espero que tenha gostado! E vc viu q vieram beeem mais do que os 15 reviews que eu humildemente pedi? *Nanda flutuando*
Bom, espero que esteja gostando e que continue acompanhando!
Bjoess
Miss Suzie: Que bom que está gostando: continue lendo! Bjss
Milli Kurosaki: Agora ficou dificil saber sobre o mapa. Mas tanto faz! Valeu por coment! Bjss
Sra. Potter: Pois é, o Harry tem que enfrentar cada barra. Tadinhoo... Quanto à Lily, só lendo para descobrir, certo? Hehehe Bjoess
Adlis Jones: Que bom que adorou, não sabe como fiquei feliz com isso! Voto computado! E quanto à nova ortografia, pois é. Para falar a verdade, eles só fazem isso para atrapalhar as nossas vidas! Minha principalmente, que vou fazer vestibular no próximo ano. T.T
Espero que eu não tenha demorado e que vc tenha gostado do cap! Bjoes!
Vii Haruno: Bom, para compensar o anterior, esse foi grandinho, neah? XD Espero que continue acompanhando! Bjoes!
Tutu/Minha Filhinha/T das PAFT's: Que bom que atendeu ao meu pedido, mas poderia ler a fic, não acha, filhinha? XP Brincadeira, ti amu muuuito! Bjoes! - nos vemos segunda-feira na aula. Shaushaushuashuah
Popo/P das PAFT's: Bom, acho que tu gostou neah, afinal continuou comentando – e nem foi pq eu te enchi o saco até não poder mais, suahushaushaus. É, eu sei que é a melhor – e primeira – fic da tua vida. XD~ Quanto ao "Prima Originalmente – Falsificada – de Lily Evans", o que posso dizer? Se não faço parte da família do Harry, só me resta sonhar, certo? Hehe Se eu não parar na melhor parte, os coments não vem! Então sim, é o segredo! Suahsuahsuahs Love ya!
Caroline Wilde: Oi, que bom que está gostando! Novas leitoras são sempre bem-vindas! Espero que eu não tenha demorado muito, mas acho que valeu a pena, porque esse é um dos meus melhores caps. Espero que tenha gostado dele também! Muitos beijões!
Alê/Lelê/A das PAFT's: Realmente, antes tarde do que nunca! XD Que bom que gostou amiga, valeu mesmo por ler, cê sabe que tem um lugar guardadinho no meu coração, né? =D Quanto à minha consciência, o que posso dizer? Ela tem personalidade própria! Meu carma que carrego dentro de mim. u.u' Espero que continue lendo e – mesmo se estiver mentindo aushaushuash – gostando da fic! Bjoes, love ya!
Muito obrigada a todos que leram/comentaram/favoritaram/alertaram a fic ou a mim.
Espero que cotinuem lendo, pois nada me faz mais feliz do que deixar meus leitores felizes!
Muitos beijos!
Nanda Evans
(Prima Originalmente – Falsificada – de Lily Evans)
AkatsukiOwner-sama: Hello, de novo! Capítulo 7, YAY! Nossa, todos os casais avançando e nada ainda ainda de James/Lily, hein? Que coisa... Mas a competição está chegando! Muitas emoções por vir, aguardem ansiosamente! Ah, e, é claro, o destaque do capítulo vai pro título! Quer título mais profundo e direto que esse? Huhsauhsauhsa. O melhor de todos. XD
Ministério da Saúde adverte: Não apertar o botão abaixo e não comentar nessa fanfic poderá acarretar em danos à saúde mental de Nanda Evans.
