.Oi!

Como prometido, mais um capítulo.

Fico super feliz de saber que a fic esta agradando.

Boa leitura

Edward

Eu nunca pensei que gostaria de estar perto de uma mulher como gosto de estar perto de Isabella. Mas gosto. Eu não estou inteiramente certo do por que. E apesar de estar perto dela, possivelmente, mais perto do que alguém já teve o privilégio de estar, quero mais. Eu quero tudo dela. Em todos os sentidos possíveis.

A manhã seguinte à tequila tinha passado, e eu estava preocupado que as coisas seriam estranhas entre nós.

Não por causa do que Isabella me disse que lhe tinha acontecido... Porra, não. Isso não mudou em nada a forma como a vejo, do jeito que a quero. A única coisa que mudou é o quão profundamente quero enterrar meu punho na cara daquele babaca. Eu pensei que estava chateado quando soube que ele batia nela. Mas, sabendo o que sei agora, minha raiva foi tão além de chateado, não há sequer uma palavra para isso. Tudo que sei é que quero matar um homem que nunca conheci, e faria isso com a porra de um prazer absoluto. O olhar no rosto de Isabella quando ela me disse o que ele fez e como ele a machucou... era de vergonha. Como se, de alguma forma, o que aconteceu tivesse sido culpa dela. Isso fez eu me comover por ela... por mim. É difícil distinguir entre os dois agora. Sua dor, de alguma forma, está entrelaçada com a minha. Mas isso é Isabella. Ela não é uma pessoa que você encontra, em seguida, simplesmente dá no pé. Ela se incorpora tão profundamente dentro de você, mesmo sem querer, que você não tem escolha, a não ser senti-la. Isso é o que ela fez comigo. E estou tão feliz por isso. Quando estou perto dela, realmente me sinto vivo, de uma forma que não tenho estado há muito tempo. E vou passar todos os momentos que tenho com ela, fazendo-a ver que nada do que lhe aconteceu foi culpa dela. Vou fazê-la se ver da maneira que a vejo.

Incrível. Forte. Linda. Tão fodidamente linda. Dói querer ela do jeito que quero e não ser capaz de tê-la. Depois que meu cérebro compreendeu o que tinha dito a ela naquele bar sobre mim, estava me cagando que talvez a tenha perdido. Eu não poderia estar mais errado. Isabella não ligou para nada disso – os erros que cometi. Ela não me olhou diferente. Ela não me julgou. Ela vê mais em mim. Ela vê o eu real. O Edward que tinha há muito tempo esquecido que existia. O eu antes do jogo, e das mulheres... antes das merdas épicas. Eu passei tanto tempo acreditando que era uma pessoa ruim. E não podia ver além disso, até ela. Às vezes isso é tudo o que se precisa. Apenas uma pessoa para virar tudo de cabeça para baixo. Lembrá-lo da pessoa que você era. Isabella me faz querer ser a pessoa que eu era antes de toda a merda.

Eu sei que soo como uma menininha, mas não me importo. Eu só quero estar perto de Isabella, e continuar sentindo o mesmo que sinto quando estou com ela. E estou achando que quero estar com ela mais vezes do que não estar.

Ontem, Isabella e eu fomos para a cidade fazer compras para que ela pudesse conseguir algumas coisas que ela precisava. Este era um território novo para mim. Eu nunca fiz compras com uma garota. Nem mesmo Angela.

Pode parecer sem importância para você, mas confia em mim, fazer compras com uma garota foi um grande passo para mim – enorme, na verdade. Quando ela terminou as compras, almoçamos no restaurante novamente. Eu podia ver a sobrancelha levantada de Angela e seus olhares curiosos todo o tempo que estivemos lá, mas não dei a ela uma oportunidade de me interrogar. Eu apenas não estou pronto para discutir isso... o que quer que isso seja. Nosso dia juntos foi bom, considerando as grandes revelações da noite anterior. Nós nos divertimos, e o assunto do nosso passado nunca veio à tona. Isabella não mencionou nada sobre querer sair e encontrar outra mãe em potencial, e não iria pressioná-la. Eu estava feliz por tê-la ali comigo. Eu contei piadas ruins. Ela riu muito. E sim, poderia ter tentado conquistá-la com a minha personalidade cintilante. Eu sei que o meu rosto e corpo não serão suficientes para ganhar o seu afeto. Isabella vai precisar mais de mim, e quero dar isso a ela. Dar-lhe tudo de mim.

Quando voltamos para o hotel, eu tinha tarefas para fazer, mas Isabella insistiu em me ajudar. Nós trabalhamos juntos com facilidade. Eu cozinhei o jantar. Aceitando que seria somente macarrão com queijo, ela disse que era o melhor que já tinha provado. Depois do jantar, nós assistimos a um filme na sala de estar principal com Dozer posicionado como uma dama de companhia entre nós. Foi difícil estar tão perto dela no escuro e não ser capaz de fazer alguma coisa. Eu queria muito beijá-la, mas nunca parecia ser o momento certo para fazer um movimento.

Encontro-me à procura de pistas em suas palavras e ações, mas no instante em que pego alguma dica, ela já se foi, e fico me perguntando se estou apenas olhando com tanta força que estou me fazendo ver coisas que realmente não existem. Eu sei que estou agindo como uma garota, analisando tudo – estou me transformando em uma maldita menina. E sim, sou plenamente consciente de quão irritante soo, mas isso é o que ela faz comigo. Ela me tem amarrado em todos os tipos de nós. Isabella não é como qualquer garota que já conheci, e sabendo o que aconteceu com ela, ir atrás dela é ainda mais difícil. Então, isso me deixou com apenas uma opção – se estamos destinados a acontecer, nós aconteceremos. Deixe a natureza seguir seu curso. Sem pegar o touro pelos chifres. Eu só espero que a natureza se apresse, porque posso sentir o tempo se esgotando com Isabella.

Claro, ainda estou flertando com ela. Isso não parou. É de mim que estamos falando. Eu não conseguiria parar se tentasse. Isso seria como pedir a Dozer para não cheirar o traseiro de outro cachorro. Flertar é tão natural para mim, como cheirar bundas é para Dozer. E Isabella não parece se opor a isso – a minha paquera, quero dizer. Eu gosto da reação que tiro dela quando faço isso. O rubor em suas bochechas me dá esperança para mais. Deus, eu quero mais.

E agora, estou tentando desesperadamente não olhar para as pernas dela. É a primeira vez que as vejo. Obrigado sol quente, é tudo que posso dizer.

Ela está estendida sobre um cobertor na passarela sobre o lago lendo um livro. Dozer, é claro, está com ela. O cachorro está caidinho por ela. Ela está usando uma regata e os shorts rasgados que ela comprou ontem. Eles ficam alguns milímetros acima do joelho. As garotas que conheço geralmente usam seus shorts rasgados tão curtos que suas nádegas ficam amostra, mas não Isabella. Ela continua puxando-os para baixo, como se estivesse desconfortável de estar mostrando tanta pele.

Mas você sabe, acho seu short mais sexy do que aqueles que mostram a bunda. Eles deixam mais para a imaginação, e sei que no dia que conseguir ver por debaixo deles, terá valido totalmente a pena esperar, porque a visão parcial da sua perna está me excitando muito. Ela tem ótimas pernas.

Meu pau se contrai, então tiro meus olhos de Isabella e me concentro em conduzir o cortador de grama para que possa conseguir alguma maldita grama cortada. Meu celular começa a vibrar no meu bolso.

— Angela — respondo, colocando o telefone entre a orelha e o ombro.

— Oi... Ok, então tenho um encontro hoje à noite. — Ela parece em pânico.

— E isso é uma coisa boa ou uma coisa ruim?

— Os dois.

— Por quê?

— Porque o meu encontro é com Jessica Stanley.

— Ah, certo.

Jess uma garota que Angela tem uma coisa enorme. Ela é uma garota legal que trabalha como DJ. Muito gostosa. E, infelizmente para todos os homens, ela é lésbica, assim como minha melhor amiga. Estou bem ciente de quão gostosa Angela é, não estou cego porra – mas mesmo que Angela não jogasse no outro time, não faria diferença. Ela é minha melhor amiga e a coisa mais próxima de uma irmã que tenho.

— Eu encontrei com ela no supermercado — diz Angela, ainda parecendo ansiosa. — Ela tem uma apresentação hoje à noite perto de Grand Junction, e ela me pediu para ir.

— Tem certeza de que ela realmente te chamou para um encontro, e não apenas te chamou para a apresentação? — Angela é conhecida por interpretar mal os sinais. Ela foi ferida antes – muito.

Eu não vou deixar isso acontecer de novo.

— Sim, papai. Eu não sou uma completa retardada. Eu sei quando uma garota está me convidando para um encontro. Você sabe, quando ela diz: "Ei Angela, queria saber, se depois da minha apresentação, você quer sair"? Então pergunto: "O que, você quer dizer como um encontro"? E ela diz: "Sim, quero dizer um encontro".

— Tudo bem, entendi. É um encontro — rio. — Eu estou na lua por você.

— Bom, porque preciso que você venha.

— O quê? Ah, vamos lá, Angela. Você sabe que apreciaria um ménage com duas garotas gostosas, tanto quanto qualquer cara, mas sério, não vou fazer um ménage com você.

— Em seus malditos sonhos, Cullen! — Ela berra pela linha.

Rindo, afasto meu celular para evitar um sangramento no ouvido. Angela tem um verdadeiro conjunto de pulmões, mas não posso evitar provocá-la. Ela é muito fácil. Eu coloco o telefone de volta no meu ouvido.

— Falando sério, pra que você precisa de mim lá?

— Porque a apresentação de Jess tem a duração de uma hora e meia, e não quero sentar no clube sozinha.

— Então, basta ir depois que a apresentação estiver terminada.

— Eu não posso. Eu disse que ia vê-la tocar. Por favor, Edward. Estou muito nervosa com isso. Jess é a garota mais gostosa que já conheci. E ela é legal. Eu não sou legal.

— Você é legal, Angela.

Ela faz um som de escárnio.

— Sério, precisamos trabalhar em sua confiança.

— Ok, então vamos trabalhar isso esta noite. Você pode me dar dicas de como agir perto dela. Isto é o que você faz de melhor, falar com as meninas gostosas e ser legal. Você pode fazer com que eu seja incrível nisso também. E se eu começar a agir como... Bem... Eu, você pode me dar um empurrãozinho... E sei que haverá muitas meninas gostosas para que você possa dar em cima depois que você terminar de me treinar.

Ela acha que está me persuadindo acrescentando isso, mas não quero mais ser esse cara. Eu não quero estar fora em um clube pegando garotas. Eu quero estar com Isabella.

Apertando o freio, paro e olho para ela. Ela está perdida em seu livro. Ela parece bonita pra caralho. Ela se parece com tudo o que nunca soube que queria. Eu desligo o motor, pegando o telefone na minha mão.

— Será que o seu silêncio significa que você está pensando? — Angela pergunta, soando esperançosa.

Eu não quero deixar Angela triste. E se eu sair, isso não significa que tenho que terminar a noite com uma garota na minha cama. Eu poderia apenas ir, em seguida, sair, depois que Angela se sentisse bem com Jess.

Eu exalo.

— Eu estou considerando. Continue falando.

— Tudo bem... Então, a entrada é gratuita, cortesia de Jess. E eu vou comprar suas bebidas a noite toda. Além disso, é uma festa com tinta, algo diferente.

— Que porra é uma festa com tinta?

— Pelo que Jess disse, a tinta é pulverizada em cima das pessoas.

— Parece incrível.

— Não seja sarcástico. Então você virá? Por favor.

Meus olhos vagueiam para Isabella novamente, e um pensamento começa a se formar... Eu poderia pedir a Isabella para vir comigo. Isabella e eu juntos em um clube... Dançando... Com calor e suados... Nossos corpos juntos... Isso pode fazer as coisas acontecerem. Ou, pelo menos, mudar um pouco as coisas.

— Ok, eu vou. Mas vou levar alguém.

— Yay! Edward, você é o melhor amigo pra caralho sempre!

— Eu sei — inexpressivo. — Então, que horas é essa coisa?

Ignorando a minha pergunta, ela pergunta:

— Então, quem você vai trazer? Alguém que conheço?

— A hora, Angela?

Ela suspira com minha dispensa descarada.

— A apresentação de Jess começa às nove. Outra coisa... Você pode dirigir? Meu carro está na oficina.

— Inferno Fodido! Então, e as bebidas que você planejava me comprar a noite toda...?

— Soda.

Eu não posso deixar de rir de sua audácia.

— Eu vou te dever.

— Você irá. Muito.

— O que vou acabar fazendo? Lavando a sua roupa ou algo igualmente nojento?

— Eu não sei. — Eu coloco o telefone no meu outro ouvido. — Mas tenho certeza que posso pensar em algo bom.

— Seja o que for vai valer à pena, por um encontro com Jess— diz ela com uma voz sonhadora. — Então vamos lá, me diga quem você trará esta noite? Não é como se você fosse bancar o tímido aqui. Estou perdendo alguma coisa?

— Eu vou buscá-lo às oito. — E antes de desligar, acrescento: — E vou levar Isabella comigo.

Rindo, empurro o meu celular no meu bolso e desço do cortador de grama. Isso vai dar a Angela algo para mastigar, em vez de se preocupar com seu encontro iminente. As orelhas de Bulldozer se aguçam quando me aproximo. Ele se levanta e manca para mim. Eu me agacho para acariciá-lo.

Os olhos de Isabella se levantam do livro para mim.

— Hey. — Ela sorri, sentando-se.

De repente me sinto nervoso. E um pouco enjoado.

— Seu livro é bom? Você parecia perdida nele.

Virando o livro, ela encara a capa. Eu sorrio quando vejo que é uma foto de um cara seminu estendido sobre uma garota seminua. Livro pornô. Vai Isabella.

Percebendo seu erro de me mostrar a capa, seu rosto fica vermelho brilhante. Ela rapidamente fecha o livro e o abaixa. A capa de trás para cima, o casal nu para baixo. Vergonha.

— Sim, está tudo bem. — Ela olha para o lago. Inclinando-se, ela arrasta os dedos na água. — Eu queria perguntar... Essa água é boa para nadar?

— Sim — respondo, movendo-me para me sentar na frente dela. — Eu nado aqui o tempo todo. Você quer dar um mergulho agora?

Uma imagem de Isabella vestindo um biquíni passa pela minha mente. É uma imagem boa pra caralho.

— Oh, não agora. — Ela morde o lábio inferior com os dentes.

E é isso. Meus pensamentos vão para a merda. Leva-me um bom minuto para lembrar por que eu realmente vim.

Angela. Encontro. Clube.

— Então, eu, uh... — Eu tiro o meu cabelo dos olhos. — Eu vim porque acabei de desligar o telefone com Angela. Ela tem um encontro hoje à noite, e ela me convenceu a ir com ela.

Sua sobrancelha levanta.

— Encontros não são para ser uma coisa entre duas pessoas?

— Normalmente. Mas é um grande negócio para ela, e seu encontro vai ser com uma DJ num clube, então ela vai ficar sozinha durante a primeira hora, mais ou menos. Ela precisa de mim para lhe fazer companhia. E Angela é impossível de se dizer não quando ela quer alguma coisa, então disse que iria e... Eu estava... Uh, me perguntando se você queria ir junto? Comigo.

Seus olhos se arregalam. Eu não tenho certeza se esse choque é bom ou ruim.

— Você quer dizer, como em um encontro? — Seus olhos instantaneamente se fecham com um gemido. — Eu disse isso em voz alta? Eu disse isso em voz alta. Oh deus.

Eu não posso deixar de sorrir, ou esconder a felicidade na minha voz.

— Sim, você disse em voz alta.

— Oh Deus. — Ela geme novamente, cobrindo o rosto com as mãos. Minha confiança é reforçada instantaneamente, eu alcanço seu rosto tirando sua mão dele. Um olho se abre.

— Você quer que eu te convide para um encontro?

Lentamente, ela abaixa a outra mão do rosto. Meu coração está batendo no meu peito, esperando que ela me tire da minha miséria.

— Sim — ela sussurra.

Eu entrelaço meus dedos nos dela.

— Então eu estou te convidando para um encontro.

Isabella

Oh deus. Oh deus. Oh deus.

Eu concordei em ir a um encontro com Edward. O que estava pensando? Eu não estava pensando. Esse é o ponto. Eu estava olhando para seus olhos incríveis e disse sim antes que soubesse com o que eu estava concordando. A culpa foi minha, porque havia toda aquela conversa do encontro de Angela... Eu fiquei confusa e pensei que ele estava me convidando para sair... E, eu sendo eu, sem querer soltei o que estava pensando, o que parece que faço o tempo quando estou perto dele, e antes que eu percebesse, ele estava perguntando, e eu dizendo que sim. Eu deveria desistir. Eu não quero, mas deveria. Eu não tenho o melhor histórico quando se trata de homens. Eu não sou boa em selecionar vencedores. Mas este é Edward. E tenho cerca de oitenta e cinco por cento de certeza de que posso confiar nele. Ele não me deu nenhuma razão para não fazê-lo. E sim, sei que Jacob pareceu confiável no início, mas naquela época eu era ingênua e tola. Eu não sou mais aquela pessoa. Eu sei quais sinais procurar, e não vejo nenhum deles em Edward. Não há o alto grau de gentileza, que está lá no início para esconder o monstro à espreita. Não há nenhum controle de sua personalidade. Ele é apenas quem ele é. De qualquer modo, Edward tem sido muito aberto e honesto comigo sobre o seu passado. Se tudo o que importasse fosse me enganar e me colocar onde ele me quer – em sua cama e sob seu controle – não seria desse jeito. E homens como esses não são honestos. Não de imediato, de qualquer maneira.

Edward é divertido. Ele me faz rir. Ele me faz sentir a felicidade de uma forma que nunca conheci. Eu amo estar perto dele, e acho que mereço um pouco de diversão; um pouco de felicidade e alegria na minha vida. E realmente, é apenas um encontro. Não é como se eu fosse me casar com o cara.

Eu deveria sair com ele hoje à noite e ver como vai ser. Eu não tenho absolutamente nada a perder, e não estaremos sozinhos. Angela vai estar lá com seu encontro também. Vai ficar tudo bem.

Respirando fundo, examino minha aparência no espelho. Eu não tinha certeza do que vestir. Edward disse que eu não deveria usar nada que eu gostasse muito já que aparentemente há uma festa com tinta no clube esta noite. Eu nunca ouvi falar disso antes, mas parece divertido, se não for um pouco bagunçado. Mas estou aberta para tentar coisas novas no momento. Eu não sou realmente uma dançarina, e não sou apegada a nenhuma das minhas roupas, por isso não é muito difícil escolher o que vestir. Está uma noite muito quente, então decidi usar uma regata branca e uma calça cáqui de linho. Eu complementei com um bonito colar de contas pretas e brancas e uma pulseira combinando que comprei quando fiz compras com Edward ontem. Eu quero parecer tão atraente quanto possível, mas não tenho muito com o que trabalhar aqui. Não pode ser feito muito com o meu cabelo curto, mas o estilo tem crescido muito em mim e ele parece legal. Eu apliquei um pouco de maquiagem – rímel, blush e brilho labial. Eu também usei um corretivo já que ainda há um traço de contusão amarela ao redor do meu olho. Não escondi o corte em minha testa, mas está se curando bem. Estou amarrando o meu tênis quando há uma batida na porta.

Meu encontro está aqui.

Um enxame de borboletas alcança voo no meu estômago. Eu rapidamente termino de amarrar o meu tênis e fico de pé, respirando fundo enquanto me aproximo da porta.

Eu abro para um Edward parecendo "mais lindo do que o normal". Ele só está vestindo uma camiseta preta e jeans rasgado. Tênis branco em seus pés. Simples, mas oh tão eficaz. Edward faz qualquer coisa parecer boa. Eu posso ver que ele se barbeou, pois a barba de mais cedo se foi. Seu cabelo cobre é sua marca registrada. Meus dedos coçam para percorrer os fios sedosos. Eu posso sentir sua loção pós-barba. Limpa e fresca. Ele cheira tão incrível quanto ele parece; exatamente como um homem deve cheirar. Eu tenho que resistir à tentação de me inclinar perto e inalar.

Ele passa a mão pelo cabelo brilhante.

— Você está ótima, — Ele balança a cabeça. — Quero dizer, bonita. Você esta muito bonita, Isabella.

Eu enrolo meus dedos em volta das contas, segurando-as como se minha vida dependesse disso.

— Obrigada, você também , não bonita, bonito. Quer dizer você esta bonito. — Deus, me mate agora.

Edward ri e inclina o ombro contra o batente da porta.

— Você está pronta para ir? Eu disse a Angela que nós iríamos buscá-la às oito, por isso precisamos partir em breve.

— Claro. Deixa só eu pegar minhas coisas.

Eu decido não levar uma bolsa comigo, então coloco minha chave do quarto, dinheiro e gloss no bolso enquanto Edward espera no corredor. Eu tranco a porta atrás de mim, então sigo ele para fora do hotel até o seu carro.

Ele abre a porta do passageiro para mim. Ninguém nunca fez isso antes, e não posso deixar de sorrir com o seu gesto. Eu deslizo para o banco e vejo Edward dar a volta no capô. A maneira como seu corpo se move com uma confiança natural... é tão atraente nele. Eu mesma queria ser tão confiante. Ele sobe ao meu lado. Há um silencioso desconforto entre nós. Eu sei que sou a causa disso, por causa dos meus nervos, em estar em um encontro com ele, mas estou realmente perdendo a tranquilidade que normalmente temos entre nós. Eu quero ter um encontro com Edward, só não gosto da pressão que isso está colocando em mim... Ou a pressão que estou colocando em mim mesma.

Ele liga o motor e o rádio preenche o fundo vazio, mas o silêncio entre nós ainda é palpável.

— Você está bem? — Suas palavras suavemente faladas levam meu rosto até ele.

Eu torço minhas mãos no meu colo.

— Só um pouco nervosa, acho.

— Sobre?

— Estar em encontro. — Eu torço as contas em torno do meu dedo. — Eu só... Eu não tenho... — Eu balanço minha cabeça, lutando para encontrar as palavras certas para explicar meus sentimentos.

— Ei... — Ele toca suavemente meu queixo com o dedo. Eu amo o jeito do seu toque. Eu nunca pensei que seria possível, e nunca me cansarei dele me tocar, mas só gostaria de saber como dizer a ele. Como expressar o quanto ele me faz sentir... Como me sinto sobre ele. Eu sei que não sou o que ele está acostumado, e sei que nunca vou ser capaz de ser como aquelas mulheres. Eu tenho medo de ser uma decepção para ele. —... Não há nada para ficar nervosa. Estamos apenas saindo para nos divertir, dançar e ser pulverizados com tinta. — Ele sorri. É impossível não sorrir de volta. — Lá vai você. — Ele toca no canto do meu sorriso com o polegar. E as malditas borboletas começam no meu estômago outra vez, mergulhando e dando cambalhotas. — Nada vai acontecer hoje à noite que você não queira, ok? — Seu olhar é quente sobre minha pele. Eu respiro profundamente.

— Ok.

Angela parece nervosa sobre seu encontro. Ela não fez nada além de falar sobre isso desde o momento em que a pegamos. Ela é como um pacote de nervosismo, mas honestamente, eu gosto. Eu gosto dela. E os nervos de Angela estão me fazendo sentir um pouco mais normal sobre os meus próprios nervos. Eu amo a dinâmica entre Angela e Edward. A maneira como ele parece nunca ficar irritado ou nervoso com sua tagarelice incessante sobre seu encontro com Jess. Jacob nunca teria me deixado falar assim, mas acho que Angela é amiga de Edward, e não sua namorada. Eu me perguntei por que eles não são nada mais do que amigos já que Angela é muito bonita e eles se dão tão bem, mas tive a minha pergunta respondida depois de cinco minutos que Angela entrou no carro quando ela falou sobre Jess no sentido feminino. Acontece que Angela está em meninas.

Uma menina que foi para a minha escola era lésbica. Ela foi intimidada incessantemente por causa disso. Eu costumava me sentir tão terrível por ela, mas não era como se pudesse fazer alguma coisa para ajudá-la. Eu gostaria ter podido ajudar, mas não podia sequer lidar com meus próprios problemas, então não consegui ajudar ninguém. Gostaria de saber se Angela sofreu qualquer incômodo por causa de sua orientação sexual. Se ela sofreu, então estou feliz que Edward estava ao seu lado, porque posso imaginá-lo chutando qualquer um que a tenha intimidado.

Edward estacionou a algumas quadras do clube e fizemos a curta caminhada a pé. A calçada é estreita, então Angela está na frente, Edward e eu atrás. Porque estamos tão perto, nossas mãos ficam se roçando enquanto caminhamos. Toda vez que elas se tocam, um choque de calor inflama o meu braço. Estou desesperada para segurar a mão dele. Nós nos demos às mãos antes, sempre Edward segurando a minha, mas isso foi antes disto, quando éramos apenas amigos. Agora as coisas mudaram, e ficar de mãos dadas parece um negócio tão grande.

— Foda-se. — Eu o ouço murmurar, e a próxima coisa que sei é que ele está pegando a minha mão.

Meu coração alcança o voo, zumbindo em torno do meu peito. Ele se inclina para o meu ouvido.

— Está tudo bem? — Seu hálito quente sopra sobre a minha pele.

Tremendo, viro a cabeça descansando meu queixo no meu ombro, olho em seus olhos.

— Está mais do que bem.

Ele levanta minha mão, trazendo-me para perto dele, e roça um beijo sobre meus dedos.

Eu quase não consigo tirar os olhos de cima dele. Ele se torna mais bonito e mais precioso para mim a cada segundo, e isso me assusta. Ele é muito bom para alguém como eu. Jacob estava certo quando disse que eu não era nada. Eu não vou significar nada para alguém tão bom quanto Edward. A felicidade que eu estava sentindo desaparece. Meu estômago cai. Eu olho em frente e encontro Angela olhando por cima do ombro para nós, sorrindo. Então, ela capta meu olhar, e seu sorriso desaparece. Eu rapidamente desvio o olhar, e colo um sorriso falso, aliviada quando o clube fica visível. Seguimos Angela até a portaria, e graças a Jess, que nos colocou na lista de convidados, não temos que esperar na fila enorme. Eu só estive em um clube uma vez. Foi com Jacob e seus desprezíveis amigos ricos. Aquele clube era um pouco melhor do que este lugar, mas realmente prefiro este. Parece como um clube deve parecer. Tudo escuro e sujo. Piso pegajoso de bebidas derramadas. Isso parece real. O baixo está pulsando forte, vibrando através dos meus pés, e sinto um tremor de emoção por estar aqui; fazendo algo fora do meu normal. O clube está lotado; um mar de gente. Percebo que a maioria das meninas está vestida com menos roupas do que eu, vestindo shorts e camisetas curtas. Eu gostaria de poder usar shorts tão curtos como elas usam, mas as cicatrizes na parte de trás das minhas coxas me impedem de fazê-lo, assim como a minha grave falta de confiança.

Meu bom pressentimento desaparece instantaneamente, deixando-me sentindo deselegante e fora de lugar, e me perguntando por que diabos Edward está aqui comigo. A súbita vontade de sair para me esconder e confortavelmente comer até que eu esteja passando mal me impulsiona. Eu enrolo meus dedos em minha mão, apertando minhas unhas contra minha pele, tentando expulsar o desejo. Como se ouvisse a minha dor, Edward aperta minha mão.

Eu olho para ele.

— Ei, você está bem? — Ele grita sobre a música.

Com um sorriso falso, aceno. Ele olha para mim por muito tempo, desconfiança curvando sua boca. Parece que ele está tentando ver dentro de mim, e isso me deixa inquieta, então desvio o olhar. Ele se aproxima. Eu sei que ele vai me questionar mais. Sinto seu corpo pressionado contra o meu, e meu corpo vai para a guerra contra a minha mente.

Eu o quero perto, mas também quero que ele vá embora.

Eu sou salva por Angela, quando ela vem saltando.

— Jess se apresentará em dez minutos, então vamos pegar uma bebida primeiro, então podemos ir vê-la — ela grita por cima da música.

Edward recua, dando-me espaço. Eu quase exalo de alívio. Eu posso sentir seus olhos queimando em mim, mas não posso encontrar o seu olhar.

Sorrindo para Angela, digo:

— Claro. Parece bom.

Angela lidera o caminho para o bar. Edward está logo atrás de mim. Quando chegamos ao bar, fico ao lado de Angela. Edward chega por trás, com as mãos em cada lado meu, colocando-as no bar e me prendendo. Meu corpo está plenamente consciente de quão próximo ele está e quer ele mais perto. Minhas mãos estão coçando para segurá-lo de volta e puxá-lo para mim.

— As bebidas são por minha conta, então o que vocês querem? — Diz Angela.

— Eu vou comprar as bebidas. — A voz profunda de Edward vem entre nós.

Os olhos de Angela piscam para ele.

— De jeito nenhum! O acordo era que eu ia comprar suas bebidas esta noite por você ter vindo comigo.

— Negócio desfeito. Agora me diga o que você quer? — Há um ar de autoridade em sua voz, que surpreendentemente gosto. Com isso minha pele formiga, e outras partes minhas também.

Angela, aparentemente não afetada por ele, diz:

— Tudo bem. Eu não vou discutir com você. Assim economizo alguns dólares. Eu vou querer um uísque com soda – feito como bola de fogo.

— Isabella... O que você quer?— Ele fala no meu ouvido, sua voz profunda e ofegante. Embaraça-me. Eu sinto que ele não está me perguntando sobre escolha de bebidas no momento. E sei exatamente o que quero – ele.

Eu viro minha cabeça, só para encontrar a minha boca agora perigosamente perto da dele. E por perigosamente, quero dizer perigosa por causa da minha insistente necessidade em beijá-lo agora. Se isso acontecer hoje à noite, aqui no bar definitivamente não será o lugar.

Meus olhos encontram os seus, bem a tempo de vê-los escurecer. Ele sente isso também... Quer isso... eu. Meu corpo fica muito excitado.

Recompondo-me rapidamente, digo:

— Cerveja. Engarrafada. Por favor. — E olho para frente. Olhando de relance, vejo Angela sorrindo alegremente para nós. Eu meio que fico com a sensação de que ela gosta de mim com Edward.

As mãos de Edward me envolvem. Ele se move para o lado e se inclina contra o bar para ser servido. Sinto uma cutucada no meu ombro, e me viro para uma Angela sorrindo. Ela se move para trás um pouco longe de Edward, então sigo.

— O que você está achando de Durango? — Pergunta.

Eu sorrio, pensando em Edward – a única coisa que realmente gosto sobre esta cidade.

— Eu gosto.

— Sim, não é tão ruim. Mas quando você já viveu aqui toda a sua vida, como vivi, ela se torna um pouco chata.

Eu entendo isso, sabendo como me sentia estando presa em Boston por toda a minha vida.

— Você nunca esteve em outro lugar? — Eu pergunto.

— Claro, estive em férias, mas em nenhum lugar emocionante. Eu adoraria viajar.

— Você deveria.

— Edward esteve viajando.

— Sim, ele me disse. Sudeste da Ásia, certo?

Angela parece um pouco surpresa que eu saiba disso, que se transforma rapidamente em um sorriso.

Antes de ter a chance de considerar a reação dela, uma voz feminina aguda chama minha atenção. Principalmente porque ela está gritando o nome de Edward. Viro-me para ver uma bartender muito bonita com longos cabelos loiros e pernas mais longas ainda. Ela aparentemente conhece Edward muito bem se a expressão em seu rosto mostrar alguma coisa, enquanto ela se inclina sobre o bar e joga os braços em volta do seu pescoço. Meu estômago aperta em um nó de ira ciumenta. Estúpido, sei, mas mesmo assim está lá. Ele desajeitadamente a afaga de volta, em seguida, rapidamente puxa os braços dela ao redor dele. Ela agarra o antebraço, mantendo-o com ela, mas o vejo tirar a mão dela. Ela se inclina e diz algo. Ele balança a cabeça, que ela claramente não gosta, se olhar irritado em seu rosto for qualquer indicação. Ela olha para ele por um longo momento, então, sem outra palavra se afasta e começa a fazer as nossas bebidas. Edward se vira em nossa direção. Eu rapidamente desvio o olhar para que ele não veja que eu estava observando.

— Eu não me preocuparia com isso — diz Angela perto do meu ouvido. — Todas as mulheres se comportam assim perto dele.

— Sim, mas mais ainda as que ele já dormiu. — As palavras saem da minha boca antes que possa detê-las. Eu aperto a minha boca fechada. Eu não posso acreditar que disse isso. Angela está, sem dúvida, ciente do passado de Edward quando se trata de mulheres, mas não é o lugar para esse tipo de comentário.

Ela levanta a sobrancelha.

— Ele tem conversado com você. Estou feliz, mas surpresa que ele lhe disse essas coisas. Ainda assim, vou levar isso como um bom sinal, considerando que você está aqui em um encontro com ele. Você deve realmente gostar dele. — Então ela sorri largamente. — E ele deve realmente gostar de você.

Não posso dizer que as suas palavras não me afetam, porque elas afetam. Quero que Edward goste de mim.

— O que te faz pensar isso? — Eu pergunto.

— Porque ele nunca foi este tipo de honesto com uma garota antes. Inferno, ele nunca esteve em um encontro de verdade. E se ele está dizendo a você toda a sua merda, então você deve realmente significar algo para ele. Ele deve te considerar muito. Ele quer que você saiba a verdade, e isso é um grande passo para ele.

Eu honestamente não sei o que dizer, então não digo nada.

— Olha, não sei quanto tempo você ficará aqui, Isabella, e sei que Edward pode parecer um bundão, mas ele não é. Não realmente. Quando ele se preocupa com alguém, ele se preocupa com tudo. E ele leva muito mal perder alguém que ele se preocupa.

— Sua mãe?

— Caramba! Ele te contou sobre a mãe dele? Merda, ele gosta de você. — Ela sorri e envolve um braço em volta da minha cintura. O contato me surpreende e bloqueia todos os músculos do meu corpo. Isso acontece cada vez que uma nova pessoa me toca. — Só não quebre o coração dele, agora que ele finalmente está funcionando, por favor. — Ela ri levemente.

Meu interior se enrola.

— Eu não acho que tenho o poder de fazer isso.

— Oh, você ficaria surpresa — diz ela, baixando a voz.

Eu levanto os meus olhos para ver um sorridente, mas curioso Edward andando em nossa direção, com as mãos carregadas de nossas bebidas. Ele me dá a minha cerveja.

— Obrigada. — Eu sorrio.

Seus olhos seguram os meus por um momento antes de se virar para Angela.

— Você quer ir ver Jess agora?— Ele entrega a Angela sua bebida.

— Você sabe o quê? — Seus olhos se lançam para mim, depois de volta para Edward, um sorriso movendo-se lentamente em seu rosto. — Eu estou bem. Eu tenho que ir com Jess.

A testa de Edward se enruga em confusão.

— Tem certeza disso?

— Eu tenho certeza — diz ela, andando para trás e para longe de nós no meio da multidão. — Vocês dois se divirtam. — Antes de se virar, ela me dá uma piscadela conspiratória. Muito Sutil? Eu tenho que segurar uma risada.

— Se precisar de mim, me ligue no meu celular, — Edward fala atrás dela. Angela acena em reconhecimento antes de desaparecer no meio da multidão.

Edward vira para mim.

— Então... Somos só você e eu.

Arrepio e um monte de nervosismo se aglomeram mim.

— Somos.

— Você quer tentar encontrar um lugar para se sentar?

— Claro.

Sigo Edward para o andar de cima, onde ele diz que vai ser mais silencioso e estaremos mais propensos a encontrar um assento. Ele está certo. Nós encontramos um sofá vazio com vista para a pista de dança logo abaixo. Sento-me primeiro. Edward se senta ao meu lado. Meus nervos se intensificam mil vezes agora, porque somos só ele e eu. Nenhuma Angela como garantia. Eu não consigo pensar em uma única coisa para dizer a ele, então abafo isso, continuando a beber a minha bebida e fingindo estar fascinada com todas as pessoas do clube.

— Você ainda está nervosa. — Sua mão vem para cima, puxando a minha da minha boca. Eu estava brincando com meus lábios, mesmo sem perceber. Edward desliza seus dedos nos meus, segurando minha mão. Meu estômago se dissolve. Eu viro meu rosto para ele, não percebendo o quão perto ele está, me fazendo ficar quase nariz a nariz com ele. Minhas bochechas queimam de calor. Eu me esquivo pelo sofá, colocando-me contra o descanso de braço, e não nego o nervosismo. Não há motivo. Não quando ele pode me ler tão bem.

— Sou eu quem está deixando você nervosa? Algo que estou fazendo, ou apenas toda essa coisa de estar em um encontro comigo?

Eu viro meu corpo para ele. Meus joelhos tocam sua coxa.

— Não é você. É só estar em um encontro. Eu só namorei um cara antes, e não funcionou muito bem para mim. — Sem pensar, toco no corte cicatrizado em minha testa.

Seus olhos seguem as minhas mãos, e encaram o que restou da minha relação com Jacob muito depois de ter tirado a minha mão. Seu rosto é impassível, mas sei que sua mente está funcionando. Eu posso ver isso em seus olhos. Eu estou querendo

saber se tudo o que tenho feito é lembrá-lo da confusão de onde vim... da bagunça que sou... o que Jacob fez para mim... que carrego muita bagagem. Eu o afastei de mim?

— Eu estou cancelando nosso encontro, — diz ele.

O quê? O pânico começa a rastejar até minha garganta.

— Edward, olha, sinto muito se eu...

— Não se desculpe. E você realmente diz muito isso. Precisamos trabalhar nisso.

Aperto as contas em torno do meu pescoço, precisando de algo para agarrar.

— Você quer que vá embora?

Seus olhos se arregalam em desgosto.

— O quê? De jeito nenhum quero que você vá embora. O que quero é que você relaxe e divirta-se comigo esta noite, então tudo que estou fazendo cancelando nosso encontro é tirá-lo da equação. Se acontecer de se transformar em um encontro depois, então, será incrível. Se isso não acontecer, então posso ficar um pouco decepcionado... — Ele sorri para me deixar saber que ele está brincando. — Não há qualquer tipo de pressão aqui. Eu gosto de você – muito. Eu acho que é bastante óbvio. Mas quero que você queira estar aqui comigo, da mesma forma como quero estar com você. Se você ainda não chegou lá, então está tudo bem. Eu vou esperar até que você chegue. Não importa o tempo que levar.

Ele é real? Eu quase quero lhe beliscar para ter certeza. Ele gosta de mim. Muito. Estou radiante com a sensação mais incrível – nunca senti nada parecido. Meu coração começa a bater mais rápido do que sabia possível, sem causar um ataque cardíaco.

Eu sei que estou olhando para ele, mas não posso parar. Tudo o que posso ver é ele, e esqueço porque estava nervosa em primeiro lugar. Por que construí este encontro todo em minha mente. A música silencia a palpitação ensurdecedora. O mundo é excluído, desaparecendo apenas para nós... Ele. Em seguida, todo o pensamento se perde, e só sigo o que o meu corpo está me dizendo para fazer. Eu pressiono minha mão ao lado do rosto de Edward, absorvendo o calor e a força dele. Eu me inclino para pressionar meus lábios em sua bochecha. Ele se move como eu, e os meus lábios roçam no canto de sua boca. O calor passa por mim, me marcando. Eu me afasto, chocada, mas querendo mais. Eu umedeço os lábios, ressecados de repente. Uma lambida me deixa com o gosto viciante dele. Sua loção pós-barba, o refrigerante que ele está bebendo... Tudo o que ele personifica. Os olhos de Edward se incendeiam com algo que tenho certeza. Tenho certeza porque estou sentindo isso também. Luxuria. Desejo. Necessidade. E algo mais. Algo mais profundo. Ele desliza os dedos pelo meu cabelo, cobrindo a parte de trás da minha cabeça, então descansa sua testa contra a minha.

— Eu sinto o mesmo que você — digo, minha boca tão perto da dele que se me movesse um centímetro nós nos beijaríamos. — Eu quero ficar aqui com você... mais do que qualquer coisa.

Ele solta um suspiro satisfeito. Isso me acalma.

— Devo retomar nosso encontro? — Sua voz soa deliciosamente rouca e incrivelmente sexy, provocando arrepios em mim.

— Nunca foi cancelado. — Eu sorrio.

Edward

— Você quer dançar?

Erguendo os ombros levemente, Isabella me dá um olhar inseguro, então se vira para olhar para a pista de dança. Depois de me beijar, ela ficou um pouco mais relaxada. Se soubesse que isso a teria relaxado, diria para ela fazer isso mais cedo. Talvez ela precisasse apenas quebrar o gelo.

O problema é que agora não consigo parar de olhar para sua boca... Seus lábios carnudos e macios... Querendo senti-los contra os meus... Inteiramente... Ela parece incrível. E cheira bem pra caralho. Eu ficaria contente em sentar com o meu nariz enterrado em seu pescoço, inalando seu perfume doce pelo resto da noite – e no intervalo beijar aquela boca linda dela, é claro. Quando ela se inclinou para beijar minha bochecha acredite ou não, não foi de propósito, foi apenas uma reação natural a ela. Eu não me arrependo nem por um segundo, porque quando seus lábios tocaram o canto dos meus... porra... se um contato momentâneo de seus lábios nos meus é assim, então só posso imaginar o quão incrível será ao beijá-la corretamente . E agora, é claro, tudo o que posso pensar é em beijá-la. Está levando um verdadeiro esforço da minha parte não fazer um movimento, mas não quero apressá-la e foder tudo. É por isso que estou sugerindo dançar – algo para manter minha mente ocupada. Embora, observando seu lindo corpo se movendo em uma pista de dança provavelmente enviará os meus pensamentos de volta para o sul. Eu me inclino para perto de suas costas, olhando por cima do ombro.

— Eu acho que a pulverização de pintura pode começar em breve. Eu acho que poderia ser divertido, então nós podemos parar e ver como Angela está indo com Jess.

Ela olha para mim, seus lábios curvando-se levemente.

— Ok.

Nós dois ficamos em pé. Eu me movo para o lado para deixar Isabella sair primeiro. Ela passa e o roçar de seu corpo contra o meu me faz segurar um gemido.

Nós apenas começamos andar quando sinto a mãozinha de Isabella deslizar para minha. Eu olho para ela surpreso. Mas feliz. Realmente muito feliz. Suas bochechas coram. Esta é a primeira vez que ela segura a minha mão. Sempre fui eu quem pegou a dela.

Eu tenho inventado desculpas para justificar tocá-la mesmo que apenas por um segundo, e agora esta noite, depois de uma política de não contato de sua parte, que entendo, sabendo o que ela passou, ela me beijou e está segurando a minha mão. Eu sei que estas são grandes coisas para ela, o que as tornam grandes para mim. Elas mostram que ela confia em mim. Eu toco suavemente sua bochecha rosa com a ponta dos dedos. Ela sorri.

Caminhamos para descer as escadas, de mãos dadas, em nossa própria bolha, e porque a porra do mundo me odeia... No instante em que meu pé bate no degrau, nós topamos justo com Tanya.

— Edward... Oi. — Tanya joga um sorriso para mim.

Porra. Há um brilho inconfundível em seus olhos. Eu já vi isso antes. Ou seja, quando ela estava nua e debaixo de mim.

— Oi. — Minha voz é tensa. Eu puxo Isabella para o meu lado, colocando o braço em volta de seus ombros de modo que não haja dúvidas sobre quem ela é para mim. — Tanya, conheça Isabella. Isabella, Tanya. — Eu faço a coisa educada e apresento-as, mas, honestamente, é a última coisa que quero fazer. Apresentando a garota que sou louco para a última garota que fiz sexo? Porra.

— Oi. — Isabella levanta a mão em um pequeno aceno. Ela é tão adorável. — Prazer em conhecê-la, Tanya.

Os olhos de Tanya se lançam para Isabella. Ela hesita um pouco, então se recupera rapidamente. Seu olhar retorna para mim, me queimando como um laser.

— Bem, você certamente não estava mentindo. Você se certificou em não perder tempo e encontrou uma nova amiga de foda.

Eu sinto Isabella tensa debaixo do meu braço.

— Tanya... — Há um aviso na minha voz.

— Parece que você barganhou baixo, consideravelmente. Mas então, não é como se você pudesse ter melhor do que eu. — Seus olhos cortam para Isabella. — Eu sinto muito em dizer isso, mas ele não é nada mais do que lixo em excesso. Ele vai te foder, então te despejar antes mesmo que você tenha a chance de colocar a sua calcinha de volta.

Que porra é essa! Ok, então ela não está muito longe da parte de despejar... Mas ainda assim, que merda! Falar comigo como uma merda, tudo bem, eu mereço. Mas não Isabella. Eu não vou deixá-la falar dessa maneira.

Abro a boca, pronto para dizer a Tanya para voltar de onde veio, quando ouço a doce voz de Isabella dizer...

— Bem, aparências à parte, indo apenas para sua personalidade aqui, Tanya, eu diria que Edward barganhou para algo maior do que um arranha-céu comigo. E, como se vê, estou apenas com ele para o sexo, por isso parece que somos perfeitamente

compatíveis. Ah, e eu não uso calcinha também, então não temos nenhuma preocupação sobre essa parte.

Minha boca cai aberta. Tanya parece que acabou de ser esbofeteada por Isabella.

Ela continua.

— Ok. Certo. Bem, eu diria que foi bom falar com você, mas não foi, então... Tchau. — Isabella se move debaixo do meu braço, deixando-o cair ao meu lado.

Com a cabeça erguida, ela se afasta e atravessa a multidão. E meus olhos estão colados a ela, desfilando sua bunda enquanto ela se vai. Santa porra do caralho. Você já assistiu a essa cena em Grease, no final do filme, quando Sandy transforma a sua aparência e age completamente diferente, vestida com calças pretas apertadas. E Danny a vê, e ele está... Chocado – o melhor tipo de descrença. Tipo, "Puta merda, como não sabia quão gostosa a minha garota poderia realmente ser"? Então ele praticamente vai atrás dela como um cão com a língua de fora. Sim? Bom, então você sabe do que estou falando, porque, agora, esse sou eu. Estou correndo atrás Isabella como se ela fosse a última gota de água na terra, e estou seriamente seco. Estou pronto para romper em uma música e fazer uma serenata com "Você é a única que sempre quis" apenas para chamar sua atenção. Porque a Isabella irritada é fodidamente gostosa. Como, fora dos limites de gostosa. Claro, já sabia que ela era gostosa. Mas isso... Wow.

Porra wow. Eu nunca fiquei tão excitado como estou agora.

Meu pau está tão duro que poderia bater pregos.

Graças a Deus está escuro e cheio aqui, para que ninguém possa ver a minha ereção. Eu finalmente a alcanço, bem perto da pista de dança. Enganchando os meus dedos na parte superior da sua regata, tropeço nela. Ela se vira. Seus olhos estão arregalados, um incêndio ainda neles. Seu peito está subindo e descendo, e estou literalmente sem palavras. Eu tenho uma centena de pensamentos que fluem pela minha mente – nenhum deles são claros – e não consigo encontrar uma porra de palavra para iniciar uma frase coerente. E também, estou realmente tentando não olhar para seus peitos.

Eu vejo que a raiva nos olhos dela enfraquece, e a Isabella que conheço está de volta.

— Oh Deus, Edward, sinto muito. O que eu disse lá atrás... — Ela cobre o rosto com as mãos. — Deus, não sei o que deu em mim. Eu só... Eu não gostei do jeito que ela falou de você. É só que... Isso me fez ficar com tanta raiva. E eu não fico com raiva – nunca.

Eu entro em seu espaço. Despindo suas mãos de seu rosto, eu as seguro ao seu lado. Esses enormes olhos chocolates dela piscam para mim com total inocência.

— O que você fez lá atrás foi bom. Você se defendeu sozinha. Tanya estava sendo uma cadela, e ela mereceu o que você disse. Só lamento que ela disse aquelas coisas para você, por minha causa.

Ela balança a cabeça.

— Está tudo bem.

— Não, não está. — Eu mergulho minha cabeça para mais perto dela. — Eu não estou feliz com a maneira que Tanya te tratou, mas estou feliz que você ficou com raiva. Você deveria ficar com raiva com mais frequência. — Deus, ela deveria. Ela realmente deveria. — Mas, principalmente, estou feliz que você ficou com raiva por minha causa. — Porque isso me diz que você se importa, provavelmente mais do que mereço.

— Ah, não... Oh Deus! Eu disse a ela que não uso calcinha. — Diz ela, como se sequer tivesse ouvido uma palavra do que eu disse. Uma expressão de horror voa em seu rosto. — No meio do clube, eu disse "Eu não uso calcinha". — Ela procura os meus olhos. — Eu uso. Durante todo o tempo. Mesmo para dormir. — Ela fecha os olhos com um gemido.

— Pare de falar, Isabella. — Eu rio. — Eu nunca pensei por um segundo que você não usasse calcinha. — Apenas desejava, esperava, rezava...

Seus olhos se abrem, o olhar neles surpreendentemente em alerta.

— Edward, sei que não é da minha conta, mas... Você realmente... Saiu com essa garota? Eu só pergunto por quê... Bem... — ela morde o lábio. — Ela só não é uma pessoa muito legal.

Eu não estava esperando que ela dissesse isso. Antes de falar, considero a minha resposta com cuidado. Eu não vou mentir para ela, mas vou ter a maldita certeza de dizer isso da maneira certa.

— Eu nunca saí com Tanya – isso nunca chegou tão longe.

— Oh. Ahh — compreensão piscou em seus olhos. — Você só dormiu com ela.

— Eu nunca realmente dormi com ninguém. Mas... Nós fizemos sexo, sim.

Ela dá um passo para trás, se afastando de mim, me obrigando a soltá-la.

— Eu sei que você me contou sobre o que você costumava fazer... Com as mulheres... E está tudo bem, não estou te julgando. De modo nenhum. E sei que isso é apenas o nosso primeiro encontro, e não tenho muita experiência no campo de namoro... Bem, quando se trata de homens em geral, mas sei de uma coisa... Quando estou com alguém, estou apenas com ele. E quero que seja a mesma coisa comigo. Eu entendo se isso for diferente para você, mas se você quiser ficar com outras mulheres enquanto nós saímos... Então sinto muito, não sou a garota certa para você.

Eh? Eu não sou inteiramente certo de onde isso veio. Eu pensei que tinha sido muito claro sobre o que sinto por ela, mas, obviamente, não, então ela precisa saber. E agora.

— Isabella, nunca estive com ninguém para definir parâmetros... Eu nunca tive um relacionamento. Eu nunca namorei ninguém. Você é a primeira pessoa que tive um verdadeiro encontro.

Ela não diz nada, seu rosto está vazio, e eu adquiro essa dor súbita no peito. Eu sinto que estou perdendo ela antes de sequer ter chegado a tê-la.

— Quando eu lhe disse sobre mim, do jeito que eu era, o meu comportamento... O cara que você teve um vislumbre através de Tanya, é quem eu era. Não quem sou agora.

Ela envolve seus braços em torno de si mesma, de forma protetora. Eu odeio que ela sinta que precise se proteger de mim.

— O que mudou? — Sua voz é calma, hesitante.

— Você. — Aproveito a oportunidade e chego perto dela novamente, fechando minhas mãos em torno de seus braços. Ela não se afasta. Isso me dá esperança. — Você mudou as coisas para mim.

Ela olha para o lado.

— Você... As coisas mudaram para mim também.

— Eu mudei?

Ela acena com a cabeça, puxando o lábio inferior com o polegar e o indicador.

— Eu vejo você, Isabella. Só você. — O meu olhar cai para seus lábios.

Ela para de puxá-los, sua mão caindo para o lado. "This Is Love" do Will. . começa a tocar em segundo plano. O medley de piano suaviza a multidão em nossa direção. Os olhos de Isabella se levantam até os meus. Meu coração começa a pular no meu peito. Em seguida, a canção explode, como o calor entre nós, até que há uma fogueira de desejo queimando tudo ao nosso redor. Sua respiração vacila, ficando rápida... Seus olhos se fecham em uma dessas doces respirações curtas... Seus lábios se abrem um pouco... E eu sei. É isso. O momento em que eu estava esperando desde que ela entrou no hotel. Eu me inclino para ela, colocando seu rosto em minha mão, mais do que pronto para pressionar minha boca naqueles doces lábios dela... e então o nível de ruído em torno de nós aumenta exponencialmente até que meus ouvidos estão quase sangrando com os guinchos e gritos de riso. E então sinto a razão desses gritos quando respingos de tinta caem em cima de mim. Os olhos de Isabella se abrem, a boca aparecendo um O.

Merda de festa com tinta. Eles não poderiam ter esperado uns malditos cinco minutos a mais antes de explodir essa merda! Eu corro a mão pelo meu cabelo e olho para minha palma. Está listrada com tinta amarela, azul e rosa. A mão de Isabella vai para o seu rosto. Ela está igualmente coberta com tinta como imagino que estou. Correndo seus dedos sobre sua bochecha, em seguida, sua testa, ela fica riscada com as cores, misturando-as. Ela parece ainda mais bonita, se possível. Incandescente. Exótica. E incrivelmente perigosa para o meu coração. Ela olha para cima para ver a chuva contínua de cor, protegendo os olhos com a mão e rindo.

E eu não posso esperar a porra de um segundo a mais. Tomo seu rosto em minhas mãos, e a beijo. Duramente. Há um tremor em seu corpo. Sinto-a tensa por uma fração de segundo, então ela relaxa e seus lábios se abrem com um gemido. Eu sinto isso por todo o caminho até o meu pau. E vamos apenas dizer, ele está fodidamente feliz com isso.

Deslizando meus dedos em seu cabelo, cubro a parte de trás de sua cabeça.

— Tudo bem? — Eu sussurro em seus lábios. Ela acena com a cabeça.

É a única resposta que preciso. Eu beijo-a mais profundamente, deslizando minha língua em sua boca, precisando mais dela. As mãos de Isabella deslizam para cima do meu braço. Eu posso sentir a mancha da tinta entre minha pele e a dela, e isso faz com que a sensação de seu toque seja ainda mais intensa. Ok, então talvez eles tenham alguma ideia dessa coisa de tinta. Ela se ergue alguns centímetros nas pontas dos pés, enlaçando os braços em volta do meu pescoço, segurando meu cabelo com os dedos, mantendo-me com ela. Não que ela precise, porque não tenho nenhuma intenção de ir a qualquer lugar agora. Se é que alguma vez tive. Mas gosto que ela me queira mais perto. Que ela não queira me deixar ir. Eu envolvo meus braços em volta de sua cintura fina, envolvendo-a, levantando seu pequeno corpo contra o meu. Ela é tão pequena, tão frágil, mas tão indestrutível. Ela é fodidamente incrível. Tudo o que não sabia que eu estava procurando. Eu sei que estou fodido. Ela me tem agora. Se alguma vez houve uma chance de voltar atrás depois de sentir o gosto dela, está acabado. Estou acabado por ela. Eu sei que ela estará indo embora em pouco mais de uma semana, mas eu não posso deixar isso acontecer. Eu vou ter que descobrir uma maneira de mantê-la em minha vida para sempre. Descobrir uma maneira que ela queira ficar comigo.

Isabella

Se um momento pudesse ser eternizado no tempo para sempre, mantido lá para ser revisitado e apreciado, então o meu seria a noite passada. Eu embrulharia a memória, amarraria firmemente com uma fita, e manteria segura para sempre. Guardá-la-ia lá para abrir sempre que precisasse ser lembrada de um momento maravilhoso.

Eu sei que para a maioria das garotas que vão a um encontro com um cara e são levadas a uma boate e pulverizadas com tinta neon, pode não ser a sua ideia de uma noite para lembrar. Mas, para mim, é. Porque foi a minha noite. Edward fez tudo por mim. Focado em mim. Importava se eu estava feliz, e se estava me divertindo. Eu. Foi como uma liberdade completa, só que com outra pessoa. Eu poderia dançar como quisesse dançar. Conversar com quem eu quisesse. Beijar quem eu quisesse beijar... Edward. Não havia medo. Nem controle. Nem raiva. Apenas felicidade. Eu nunca experimentei nada parecido, mas eu queria mais uma vez... E mais uma vez... E mais uma vez... Era como a melhor fatia de bolo de liberdade, coberto com creme chantilly e granulado. E Edward era o granulado.

Ficamos no clube, envoltos em nós mesmos. Quando a noite acabou e era hora de ir embora, Edward e eu voltamos para o hotel juntos em seu carro, e Angela conseguiu uma carona para casa com Jess.

Ele era perfeito. Isso era perfeito. E quando ele me acompanhou até a porta, me deu um beijo de boa noite, o mais doce beijo de todos. Então ele foi para seu quarto. Tomei banho e tirei a tinta o melhor que pude, e caí na cama em uma nuvem de contentamento.

Agora, estou deitada na cama, bem acordada no auge do raiar do sol, incapaz de voltar a dormir. Eu estou contando os segundos até que possa ver Edward novamente enquanto reconto cada momento da noite passada – salvo esbarrar com uma das conquistas anteriores de Edward. Eu tremo só de pensar no que ela disse, e tremo ainda mais quando penso no que disse a ela.

Quando ouço uma batida na minha porta, quase pulo para fora da cama de excitação, não lembrando, até que abro a porta, que ainda estou de pijama. Eu provavelmente pareço completamente desgrenhada. Eu realmente nunca estive tão preocupada com a forma como aparento, até ele. Eu só me vestia e parecia bem porque era esperado isso de mim por Charlie e Jacob.

— Bom dia. — Sua voz é baixa e rouca. — Eu não te acordei, não é?

Deus, ele é lindo, mesmo nesta hora da manhã.

— Não. Estou acordada há algum tempo. Não consegui dormir.

— Eu também. Eu tive essa garota na minha mente a noite toda.

— Alguém que eu conheça? — Eu tento segurar um sorriso.

Dozer aparece ao lado de Edward, com olhos de cachorrinho para mim. Empurrando Edward, ele vem para mim.

— Ei, amigo. — Eu me ajoelho e o acaricio.

— Talvez você a conheça — diz Edward, respondendo a minha pergunta. — Cabelos castanhos, olhos chocolates... Linda. Nós fomos a um encontro ontem à noite.

Ele acabou de me chamar de linda. Linda.

Recompondo-me, olho para Edward.

— Sério? — Eu digo, brincando também. — Então, como foi o encontro?

— Bem, essa é a coisa... — Ele se agacha, acariciando Dozer, que está posicionado entre nós. Seus dedos tocam os meus. Calor lampeja no meu braço estendendo-se direto para o meu coração. — O encontro foi incrível, e não fui capaz de parar de pensar nela... Ou em sua boca linda desde então... — Ele se inclina sobre Dozer. Perto de mim. Eu inspiro. — E a coisa é, realmente preciso beijá-la novamente.

Baboom! O som do meu coração... Tão alto, que tenho certeza que ele pôde ouvir.

— Eu acho que ela precisa que você a beije também — respiro.

— Você acha? — Ele passa a língua em seu lábio inferior. Meu interior se revira.

— Mmm — murmuro.

Eu fecho meus olhos quando ele traz a sua boca para minha, mais do que pronta para prová-lo e sentir o que explosão de seu beijo cria dentro de mim. É só quando separo meus lábios contra os dele que lembro que não escovei meus dentes.

— Espere — digo contra sua boca, pressionando minha mão em seu peito. — Eu não escovei os dentes.

— Shh. — Sua mão vai para a parte de trás da minha cabeça... Me segurando... Me beijando mais profundo. Aparentemente, ele não tem nenhum problema com o meu hálito matinal. Eu tenho, mas realmente não quero parar de beijá-lo agora.

Todo pensamento é perdido quando ele corre a língua ao longo do meu lábio inferior, em seguida, desliza-a em minha boca. Eu enrolo meus dedos em sua camisa. Seus beijos são como drogas. Eu poderia viver uma vida feliz ficando chapada com ele durante todo o dia. Ele fica tão perto de mim quanto pode com um cão de trinta quilos colocado entre nós, e pega o meu rosto com as duas mãos, tendo controle total do beijo. É neste exato ponto que sinto que as coisas mudam entre nós. Aprofundam-se. Não me pergunte por que ou como, elas apenas fazem, e sei que ele sente isso também, por causa do olhar em seu rosto quando ele afasta a boca da minha com um suspiro, os olhos encarando profundamente os meus. Eu sei que, neste momento, há uma ligação indissolúvel entre nós. Algo nos amarra, de forma irrevogável, e não importa o que, nunca vou ficar sem ele.

— Oi — sussurro.

— Oi — Ele sorri.

Dozer levanta a cabeça entre nós, cutucando Edward para trás de mim. Eu rio, e afago Dozer, dando-lhe a atenção que ele quer.

— Então, onde eu estava antes de me distrair? — Ele sorri, ainda parecendo tão atordoado quanto eu.

— Você estava me contando sobre o incrível encontro que você teve na noite passada.

— Certo, sim. Bem, foi tão impressionante que estava esperando que ela fosse a outro encontro comigo hoje.

— Você sempre pode perguntar a ela.

— O que você acha que ela diria?

— Hmm... — Eu pressiono meus lábios e penso. — Eu estou pensando que ela definitivamente diria que sim.

Ele sorri largamente.

— Bom, porque tenho um dia incrível planejado para ela. — Ele se inclina para frente e me dá outro beijo rápido, mas se afasta muito rápido, deixando-me querendo mais. — Você vai querer lavar o cabelo de novo. — Ele enrola um pedaço do meu cabelo em volta do seu dedo.

— O quê? Por quê? — Eu toco o meu cabelo, onde sua mão está e sinto os fios crespos. Maldita tinta.

— Azul, e um pouco de rosa. — Ele se inclina, examinando. — Parece bem em você.

— Eu vou ficar com a minha cor natural, obrigada.

Rindo, ele fica de pé. Eu sigo.

— Banho. Em seguida, tenha a sua bunda bonita vestida o mais rápido possível para que possamos sair. Precisamos começar cedo para onde estamos indo.

— Para onde vamos? — Pergunto.

— Você vai ver quando chegarmos lá. Vamos, Dozer. Deixe Isabella ficar pronta. Eu tenho algumas salsichas com o seu nome.

As orelhas de Bulldozer se levantam com a menção de salsichas. Para um cão com um gesso em sua perna, ele com certeza se move rapidamente.

— Deixada de lado por salsichas, — cantarolo. — E eu pensei que tínhamos algo especial, Dozer.

— Só para você saber... — Edward inclina seu ombro contra a porta. — Eu nunca iria deixá-la de lado por algumas salsichas. — O brilho em seus olhos é inconfundível. Eu enrubesço um vermelho brilhante por todo o caminho até meus dedos dos pés. Sorrindo, ele se vira e começa a descer o corredor. — Oh, e certifique-se de usar sapatos confortáveis. E trazer algo quente, apenas no caso. — Ele fala.

— Trarei. — Eu fecho a porta atrás de mim, agarrando minha felicidade e apertando meus braços em volta dela. Uma coisa que estou começando a perceber com Edward é que momentos maravilhosos não são uma raridade. Parece que terei mais do que uma grande memória com ele para guardar, e acho que meus braços e meu coração estarão cheio delas.

Vestida com jeans, camiseta e tênis, e trazendo um moletom com capuz comigo apenas para o caso, estou no carro de Edward, indo para a cidade com ele. Ele ainda não me disse para onde estamos indo, mas tenho uma boa ideia do que vamos fazer quando ele estaciona do lado de fora do White Rock Jeep Tours.

— Você está me levando em um passeio de jipe? — Eu nunca fiz nada parecido antes.

— Sim. Tudo bem?

— Mais do que bem. — Corro os dedos na parte de trás de seu cabelo sedoso.

— Eu faço passeios para Wade, o proprietário, principalmente na alta temporada — ele me diz. — Porém, não tanto neste verão com meu pai longe. Você está segura comigo. Eu sou um guia turístico oficial. — Ele sorri. — Pensei em levá-la até La Plata Canyon. É incrível lá, e um dos meus lugares favoritos para ir. Além do canyon, há alguns lagos deslumbrantes, rios e cachoeiras. Toneladas de animais selvagens... E me lembro de você dizer o quanto você gosta de animais.

Eu costumava pensar que os animais eram muito mais amáveis do que as pessoas. Até que conheci Edward.

— Que tipo de animais? — Eu estremeço de excitação com a ideia.

Ele pega a minha mão, movendo-a de seu cabelo, e beija meus dedos.

— Cervos, alces, marmotas, juncos. Você geralmente pode avistar alguns falcões e águias. E se tivermos muita sorte, podemos até ver um leão da montanha ou um urso.

Meus olhos se arregalaram.

— Leões e ursos. Soa bem. — Eu dou um puxão em meu lábio inferior. — Mas se eles chegarem muito perto, nós nos afastaremos o mais rápido possível de lá, certo?

Ele ri, e coloca a mão na minha coxa, apertando suavemente.

— Certo.

Ele não parece notar como todo o meu corpo congela, o que é uma coisa boa. O congelamento é uma mistura de surpresa, medo, mas a maioria é desejo. Eu quero as mãos de Edward em mim.

— Vamos lá, vamos começar. Saio do carro e sigo-o até a loja, amarrando a minha blusa de moletom na cintura enquanto ando.

Edward empurra a porta e um sino anuncia nossa chegada. Ele me deixa passar primeiro. Um grande homem de cabelos grisalhos está atrás do balcão, lendo um jornal. Ele olha para cima.

— Edward meu garoto, como você está?

— Bem — diz Edward, caminhando até ele. Eles fazem essa coisa de aperto de mão viril que os homens fazem. — Wade, esta é minha amiga Isabella. — Ele me apresenta.

Os olhos sorridentes de Wade passam para mim. Eu sei que ele percebe o restante do meu olho roxo e o corte na sobrancelha.

— Hey Isabella, prazer em conhecê-la. Você esteve em uma briga, mocinha? — Ele aponta para o meu rosto.

Eu congelo instantaneamente, e então relaxo, com o rosto impassível, a mentira flui facilmente de meus lábios.

— Eu tive uma conversa interessante com um lance de escadas depois de muitas cervejas.

Wade ri.

— Sim, tive algumas dessas também. Deixe-me só pegar as chaves para o seu jipe. — Ele dá um tapinha no braço de Edward e desaparece nos fundos.

Posso sentir os olhos de Edward em mim. Eu sei o que ele está pensando. Ele está querendo saber como posso mentir de forma tão eficaz, tão facilmente, sem pensar duas vezes. Isso vem de anos de prática. Finalmente, arrisco um olhar para ele. O olhar que ele está usando é mais de confusão, mostrando sua testa franzida, e tristeza em seus olhos.

— Desculpe por Wade perguntando... Você sabe — diz ele em voz baixa. — Ele não quis ofender. Ele é apenas um cara direto.

— Está tudo bem. — Eu sorrio, encolhendo os ombros.

É fácil de fazer, porque o isolamento das minhas emoções ainda está em vigor. Inclinando-se mais perto, Edward traz seu rosto para o meu.

— Finja para o resto do mundo, Isabella. Eu entendo a sua necessidade de fazer isso. — Levantando a mão, ele corre o polegar sobre meus lábios. — Mas não finja comigo.

Estou chocada com a sua essência. Tudo que posso fazer é acenar. Ele cobre minhas bochechas com as mãos e aperta os lábios na minha testa, me puxando para perto de seu peito, dizendo o resto sem palavras. Cada parte de mim está em sintonia com ele neste momento.

Ouço Wade limpar a garganta. Edward e eu nos separamos rapidamente.

Wade ri.

— Aqui está. — Ele entrega as chaves para Edward. — Eu estou te emprestando o meu, não acho que você iria querer um de oito assentos só para vocês dois.

— Você tem certeza? — Edward verifica.

Wade acena.

— Leve-o e se divirta. Ele está estacionado nos fundos. Quando você terminar, basta colocá-lo de volta lá. Se eu não estiver aqui, coloque as chaves na caixa de correio.

— Vou fazer. E obrigado novamente por isso, Wade, realmente aprecio. — Edward aperta a sua mão.

— A qualquer hora, filho. Divirta-se. Diga oi para o seu pai por mim. Como ele está? Não o vi ultimamente.

— Está bem, ele está fora, no momento. Meu avô fez uma operação, então ele está lá cuidando dele por algumas semanas.

— Deixe-o saber que perguntei por ele — diz Wade.

— Vou deixar, obrigado.

— Tchau — digo, seguindo Edward até a porta. — Foi bom te conhecer, Wade.

— Você também, mocinha.

No instante em que estamos fora da loja, pergunto a Edward,

— Como está o seu avô?

Edward me olha com calor em seus olhos.

— Ele está voltando ao seu antigo eu. Liguei para meu pai ontem e falei com vovô no telefone. Ele estava me criticando, me atormentando, então sei que está ficando melhor. — Ele sorri com carinho.

— Me desculpe por não perguntar antes. Minha cabeça fica um pouco cheia às vezes.

— Eu entendo. — Ele toca meu ombro. — Espere aqui, só preciso pegar uma coisa no carro.

Eu o vejo correr até seu carro, em seguida, abrir o porta-malas e tirar uma sacola térmica.

— Comida para mais tarde — ele esclarece quando me alcança.

— Você fez um piquenique, Edward Cullen?

Pela primeira vez, vejo um rubor em suas bochechas.

— Talvez eu tenha feito — ele resmunga e sai andando.

Sorrindo e me sentindo um pouco... Zonza, ando ao lado dele e enfio meu braço no dele.

— Obrigada. Eu nunca tive um piquenique antes.

Seu olhar é de surpresa.

— Nunca como em – nunca?

— Nunca. — Eu afirmo.

Ele pressiona um beijo no topo da minha cabeça.

— Bem, estou realmente feliz que estou tirando a sua virgindade de piquenique porque faço um piquenique excelente pra caralho.

Eu rio, feliz por ele não poder ver meu rosto agora, pois está perto de parecer queimado pelo sol de tão vermelho.

— É mesmo? — Tento parecer casual, mas isso não funciona. — Bem, não tenho nada para comparar, então vou ter que aceitar sua palavra.

— Oh, você tem a minha palavra. Eu sou o melhor.

Edward é realmente talentoso com a arte de flertar. Suas insinuações me fazem corar como uma adolescente, e meu corpo se incendiar como uma estrela pornô.

Nós andamos para a parte de trás da loja onde vejo um grande jipe vermelho esperando por nós. Está coberto de sujeira, mas parece totalmente legal. Minha excitação sobe milhares de graus. Edward abre minha porta, então me ajuda, pois é tão longe do chão e sou muito baixa. Minha cintura e quadris ainda estão queimando com a sensação de suas mãos enquanto ele sobe no banco do motorista. Ele coloca o cooler no banco de trás.

— Aperte o cinto, baby. Eu vou levá-la para a viagem de sua vida. — Sorrindo, ele liga o motor, acelerando espalhafatosamente.

Baby. Ele me chamou de baby. Eu sei que é totalmente estúpido, mas não consigo tirar o sorriso do meu rosto por seu apelido carinhoso.

Recupero-me antes que ele perceba que estou agindo totalmente como uma menina, dou risada.

— Você é um nerd total, você sabe disso?

Ele me olha muito ofendido.

— Hey! Eu sou legal, e você sabe disso.

Reviro os olhos, balançando a cabeça.

— Vamos, diga... Você sabe que você quer. Apenas deixe as palavras... "Oh, Edward. Você é tão legal e tão incrível". Não há necessidade de ter vergonha de falar a verdade, baby. — Ele dá um sorriso arrogante.

Deixo escapar uma risada.

— Eu gosto de como você está acrescentando isso. Vou dizer que você é descontraído e dirige um carro impressionante, mas por baixo de tudo você é um nerd que está tentando sair.

Jogando a cabeça para trás, ele ri alto. É profundo e viril. E maravilhoso.

— Machucou. — Ele dramaticamente aperta a mão no coração. — E eu aqui pensando que você tinha descoberto meu jeito impressionante. Acho que só vou ter que te impressionar com minhas incríveis habilidades de guia turístico.

— Falou como um verdadeiro nerd. — Eu sorrio.

Nós conversamos com facilidade, enquanto Edward nos leva para La Plata Canyon. Quando chegamos ao canyon, estou encantada. Eu nunca vi nada como isso antes. Nós não temos este tipo de lugar em Boston, e aquece o meu coração para o Colorado. Eu posso ver por que minha mãe voltou para viver aqui.

Minha mãe. Eu não tenho pensado nela há dias. Não porque eu tivesse esquecido, mas porque Edward tornou-se o foco dos meus pensamentos.

Quando penso em minha mãe, e como ela me abandonou, isso torna as coisas doloridas. Eu não quero me machucar. Eu só quero sentir todas as coisas maravilhosas que sinto quando estou com ele. Eu sei que não posso evitar isso para sempre. Encontrar minha mãe é o que me trouxe aqui. Mas por hoje, escolho não pensar nisso.

— Isto que estamos atravessando é o Lago Creek — Edward diz, enquanto nos conduz pela ponte de madeira.

Espio pela janela para olhar para a água abaixo. Perfeito.

— E isso é La Plata Peak. — Edward aponta para montanha coberta com neve. — É um ótimo lugar para escalar.

— Parece bonito — murmuro.

— Podemos caminhar até lá um dia, se quiser? Eu a levaria hoje, mas nós não temos o equipamento certo com a gente.

A promessa de mais tempo com Edward? Hum, sim, por favor!

— Eu gostaria disso. — Eu sorrio.

O caminho pelo canyon é incrível. Edward para muitas vezes para apontar certas coisas para mim. Ele conhece este lugar tão bem, e ele soa tão fascinante quando está me contando sobre a história dos canyons. Nós paramos e saímos do jipe para ir olhar o lago favorito de Edward. É no fundo do canyon e os picos em volta estão cobertos de neve. A água é a mais azul que já vi, e bem no meio do lago está uma formação rochosa elevada. Eu fecho meus olhos e imagino como seria se sentar naquela pedra, a água a minha volta. Completa solidão. Liberdade.

Paz. Apenas paz. Gostaria de saber se a dor no meu coração e a assombração na minha cabeça apenas desapareceria, e eu finalmente estaria livre de tudo.

Edward chega por trás e envolve seus braços em volta da minha cintura. Seu calor me rodeia. Sinto-me segura em seus braços.

— Conte-me sobre suas viagens — murmuro, satisfeita.

— O que você quer saber?

— Onde você esteve.

Ele aconchega seu rosto na curva do meu pescoço.

— Eu fui para as Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura, Vietnã, Camboja e Tailândia.

— Uau. Isso é um monte de lugares.

— Hmm. Meus amigos e eu queríamos ver o mundo, então nós resolvemos começar com o Sudeste Asiático. Acampando, trabalhando pelo caminho, nos arranjando tanto quanto podíamos – ficamos em um monte de espeluncas — Ele ri. — Mas eu não me importo, só queria ver o mundo. — Ele expira. Faz calor na minha pele, e flui por mim, colocando meu estômago em alvoroço. — Estávamos prestes a partir para a Índia... Quando recebi a notícia sobre a minha mãe.

— Eu sinto muito, Edward. — Eu envolvo meus braços ao redor dele, abraçando-o. — Você acha que vai viajar de novo?

— Não.

— Por que não?

Ele move o nariz pelo meu pescoço, inalando. Isso faz coisas loucas com o meu corpo. — Você cheira tão fodidmente bem. Como baunilha.

Eu sei que ele está fugindo, mas é difícil se importar neste momento. Formigamentos correm para o sul, e posso sentir minha calcinha ficando úmida.

— Eu uso sabonete de baunilha. — Minha voz soa ofegante. Definitivamente, não como eu.

Ele me inspira novamente.

— Cheira incrível. — Ele libera sua mão, alisando a minha barriga lisa, e engancha um dedo no meu cinto, me puxando contra ele. Eu posso senti-lo contra minhas costas e meu corpo começa a reagir, instantaneamente me acendendo... Querendo sentir mais dele... Sentir mais disso. — Eu amo este lago — diz ele perto do meu ouvido, sua respiração fazendo cócegas e me despertando. — Isso me lembra da cratera que vi no Monte Rinjani.

— Onde é isso?— Pergunto totalmente desinteressada.

— Indonésia. — Ele coloca a mão no meu rosto, então me vira para ele.

Minha boca seca

Seu olhar se move para a minha boca. Minha língua se lança para umedecer os lábios repentinamente secos. Seus olhos incendeiam.

— Você está com fome? — Pergunta ele.

Eu não estou totalmente certa de que estamos falando de comida agora.

— Estou com fome. — Eu digo com uma voz que não se parece com a minha. É toda ofegante e sexy.

Sem outra palavra, Edward esmaga sua boca na minha, sua língua na minha boca instantaneamente. Eu me viro em seus braços. Ele me puxa com força para ele.

Eu gosto do jeito que isso me faz sentir. Protegida. Querida. Ele me faz sentir sexy e desejável. Tudo o que nunca senti antes. Nosso beijo rapidamente se transforma em algo quente e desesperado. Eu envolvo meus dedos em seus cabelos, puxando-o, segurando-o comigo. Ele deve gostar porque o som que ele faz na minha boca é mais do que encorajador. Ele pega meu traseiro e me levanta. Instintivamente, coloco minhas pernas em volta de sua cintura. Eu nem sequer percebo que nos movemos até que sinto minhas costas contra o jipe. Seu beijo é urgente, igual ao meu.

Estou chocada com a minha reação a ele... O quanto o quero, mas estou confusa – confusa com a luxúria que está incitando o meu corpo a puxá-lo para mais perto, mas o medo me diz para afastá-lo.

Será que ele pararia se eu parasse?

Eu quero que ele pare?

Não. Ainda não.

— Deus, Isabella — diz ele contra a minha boca.

Sua mão se move para cima da minha lateral, segurando meu peito sobre a minha camiseta. No instante em que ele me toca, meu mamilo endurece. Eu gemo contra sua boca. Sua mão está se movendo sob a minha camiseta, levantando-a, e seus dedos estão dentro do cálice do meu sutiã, e estou pensando sim... Deus, sim! Ele puxa o sutiã para baixo, pegando meu peito nu em sua mão quente e áspera, correndo o dedo sobre o pico endurecido... Eu quero tanto ele...

Então o sinto endurecer contra mim. Sua ereção pressionando contra minhas partes de menina…

E um clarão de Jacob, prendendo-me contra a parede, tentando me estuprar, leva tudo embora.

Eu vou foder algum sentido em você. Você precisa aprender uma lição.

A mão de Edward de repente se torna a mão de Jacob. E não há prazer. Apenas temor. Medo puro. E pânico. Eu estou em pânico. Meus músculos travam com o medo que me controla. Eu vou vomitar.

— Pare. Por favor, pare. — Estou sem fôlego, empurrando a sua mão.

Eu preciso que ele saia de cima de mim, agora. Edward retira a mão da minha camiseta de imediato, colocando-as sobre o jipe acima da minha cabeça.

— Jesus, me desculpe. Isabella, você está bem? — Ele procura o meu rosto. — Diga-me que está bem? Merda, me fui rápido demais. Eu não estava pensando. Eu sinto muito. — Ele está balançando a cabeça.

— Está tudo bem, só... Eu queria... — Eu mal posso recuperar o fôlego. — Eu acho que... Eu... Eu não posso. Não agora. Eu sinto muito.

— Isabella, não... — Ele descansa sua testa contra a minha. — Você não tem que explicar. Você nunca tem que me explicar. E nunca se desculpe. Eu sou o único que tem que se desculpar. Eu apenas me perdi em você por um momento, mas isso não vai acontecer novamente. — Seu tom é veemente, cheio de promessas. — De agora

em diante, vou seguir a sua liderança. Nós vamos tão lento, ou tão rápido quanto você quiser.

O som de sua voz, as suas palavras, me acalma – me acalma como nada que já conheci.

— Ok. — Eu respiro.

Demoro um momento para me recompor, mas quando eu faço, pego o seu rosto em minhas mãos.

— Você é a melhor pessoa que já conheci, Edward.

Ele olha nos meus olhos por um longo momento.

— Idem, baby. Idem.

Edward

Eu estraguei completamente as coisas com Isabella. Não é de estranhar, pois é de mim que estamos falando. Comecei a pensar com meu pau em vez de com meu cérebro quando a tinha pressionada contra o jipe de Wade. Ela parecia fodidamente incrível contra mim, e eu a queria tanto, mas depois ela começou a entrar em pânico, o medo era palpável. E me senti como o maior idiota do mundo. Eu ainda me sinto como um idiota.

Eu sei o que ela passou, mas mergulhei diretamente. Eu deveria ter perguntado se estava tudo bem tocá-la; deveria ter verificado se cada movimento que fiz estava bem. Eu apenas pensei que pelo jeito que ela estava sendo comigo que estava tudo bem e que ela estava ali comigo.

Quão errado eu estava?

Ela ficou em silêncio depois disso, não é de surpreender. Eu levei-nos até este cume que é coberto com flores silvestres e tem uma excelente vista do desfiladeiro. Eu pensei que ela gostaria de ir lá em cima, e estava certo. Ela pareceu se animar um pouco, e voltar como estava antes, mas não completamente de volta para como ela era originalmente comigo. A abertura dela e a sensação de proximidade tinham ido embora. Ela tinha desligado.

Nós comemos, fizemos mais alguns passeios, e me certifiquei de não tocá-la o tempo todo. Foi difícil, mas eu disse que ia seguir seu exemplo e eu quis dizer isso. Ela não fez nenhum movimento para me tocar. Isso foi há três dias. Nós não nos beijamos, tocamos, ou seguramos as mãos, desde então. Nós assistimos filmes, jantamos, apenas saímos do hotel, mas é como se estivéssemos voltado para como éramos antes – apenas amigos.

Ontem tivemos mais uma viagem mal sucedida para encontrar sua mãe.

Com apenas duas Renée's, Isabella não poderia escolher uma delas para ir, então ela me fez escolher. Não é fácil escolher, então acabei fechando os olhos e apontando o dedo para o papel. Foi assim que escolhi a nossa próxima Renée para visitar. Eu só desejei ter escolhido a outra, porque esta foi igual a anterior. Não era a Renée de Isabella. No início, pensei que ela fosse. clara e pequena, assim como Isabella. Uma senhora muito legal. Quando disse a ela por que estávamos lá, ela nos levou para dentro, nos sentamos na sala de estar e ela nos fez chá. Então ela começou a nos dizer, de uma forma muito legal, porque não havia nenhuma maneira que ela pudesse ser a mãe de Isabella. Ela não podia ter filhos.

Dizer que me senti como uma merda completa era um eufemismo. Nós conversamos por algum tempo, mas senti que Isabella lentamente escorregou para longe. Eu odiava essa sensação mais do que poderia começar a expressar. Renée nos ofereceu mais chá, então por educação eu disse que sim.

Quando Renée se levantou para ir à cozinha, ela fez uma pausa e virou-se para Isabella.

— Se eu tivesse sido abençoada com uma criança, então gostaria de ter uma tão linda como você.

Teria sido um elogio, mas isso tinha machucado Isabella. Eu podia ver isso escrito em todo o seu rosto…

— Você está bem? — Perguntei-lhe em voz baixa.

— Sim.

Eu não tinha certeza se ela tinha me ouvido ou não. Ela estava paralisada, olhando Renée Swan com curiosidade. E cobiça. Eu podia ver claramente em seu rosto. Eu sabia que Isabella queria que ela fosse sua mãe. Isso me entristeceu por ela. E me preocupei que vir aqui tivesse sido um erro. Eu estava começando a achar que essa busca por sua mãe estava causando-lhe mais mal do que bem, quando Isabella se levantou abruptamente.

— Você está bem? — Eu perguntei novamente, ficando de pé e me movendo em sua direção.

Seus olhos chocolates vieram até mim, mas ela não estava lá. Ela estava em algum lugar perdido, e enterrado no fundo daqueles belos olhos chocolates que estavam em pânico. Ela pensou que estava escondendo isso, mas eu vi. Porque eu a vejo.

— Eu tenho que ir — ela soltou, seus olhos voando para a porta da frente.

Eu sei que quando Isabella precisa sair, não havia conversa fiada, nem gentilezas. Ela só tinha que ir – percebi isso na visita à primeira Renée Swan. Balançando a cabeça, peguei a mão fria dela.

— Claro baby. Vamos.

E eu a tirei de lá. Isabella não tinha falado durante toda a viagem de volta para casa, e no instante em que chegamos, ela saiu do carro, e foi direto para seu quarto. Eu a tinha deixado. Eu não a vi por toda a noite. Eu sabia que ela precisava de espaço, então dei a ela.

Quando ela saiu de seu quarto esta manhã, ela parecia aborrecida e cansada, não parecendo ela mesma. Ela me disse que ia sair, e fiquei desapontado. Eu sinto falta dela. Eu sei que parece loucura, porque a vejo o tempo todo, mas sinto falta de poder tocá-la. Sinto falta de apenas estar com ela.

Ela esteve fora o dia todo. Eu estou começando a pensar que ela poderia estar me evitando. Honestamente, não sei o que pensar. E o pensamento de tudo o que fiz está bagunçando a minha cabeça. Eu odeio não saber onde estou com ela. Voltamos a ser apenas amigos? Eu estraguei tudo completamente com ela? Será que ela mudou de ideia sobre mim... Nós?

Eu não posso simplesmente aparecer e perguntar a ela. Estou preocupado que se fizer, vou ouvir algo que não quero.

Levanto-me, me sentindo irritado e frustrado e com raiva de mim mesmo. É um dia quente de merda, e não esfriou com o sol se pondo.

Dozer levanta a cabeça e dá um suspiro triste. Ele está sentindo falta dela também. Foda-se.

Eu preciso me refrescar. Eu tiro a minha regata e bermuda, deixando apenas a minha boxer. Eu corro em direção ao lago, pelo calçadão, e mergulho de cabeça. A água fria me acerta, me fazendo sentir imediatamente mais esclarecido. Eu nado sob a água até que meus pulmões começam a queimar, me forçando a emergir. Eu esfrego minhas mãos sobre meu rosto, secando a água, e empurrando o meu cabelo para trás. Piscando a água para fora dos meus cílios, jogo minha cabeça para trás e flutuo na água enquanto olho para o céu.

Eu não tenho nenhuma ideia de quanto tempo fico assim, mas quando decido nadar novamente, abaixo as minhas pernas e levanto a cabeça para ver Isabella de pé, na beira do calçadão, me observando.

Ela parece a silhueta de um anjo por causa do brilho do céu no início da noite. Respirando fundo, nado até ela, chegando a poucos centímetros do calçadão quando eu paro.

Dedos segurando a barra da sua camisa, ela puxa-a pela cabeça, e a deixa cair no chão. O ar é empurrado para fora de mim, e eu só posso olhar para a belíssima vista. Shorts jeans e um sutiã de renda branco fazem uma imagem sexy.

Ela se parece com a porra de um anjo.

A porra de um anjo sexy.

Então ela desabotoa sua bermuda e desliza para baixo, tirando-a. Ela está usando uma calcinha de renda combinando.

Obrigado Deus.

Eu estou paralisado. Eu nunca vi nada tão bonito quanto ela.

Sentada na beira do calçadão, ela balança as pernas na água. Com as mãos nas laterais, ela desliza para baixo, submergindo-se. Ela nada para perto de mim.

— Oi — diz ela em voz baixa.

— Oi.

— Me desculpe, por não estar por perto. Eu só ...

Eu balanço a minha cabeça.

— Isabella, você não tem que explicar nada.

— Sim, eu tenho. E vou. Mas não agora. Agora, tudo o que quero é que você me beije... E faça amor comigo.

Foda. Se.

Eu chupo uma respiração. Eu a quero. Realmente quero. Meia hora atrás, teria vendido meu Mustang se isso significava que eu podia estar com ela. Mas agora…

Eu não sei o que isso significa. Ela esteve fora durante todo o dia, e agora ela chega, tira a roupa, e me diz que quer fazer amor comigo.

Meu pau diz ao meu cérebro para calar a boca, e apenas fazê-lo, mas minha cabeça está preocupada que se eu fizer, isso só vai acabar empurrando-a para mais longe.

— Eu preciso de você, Edward... Por favor — ela sussurra.

Ouvi-la implorar assim…

Eu estou perdido. Adicione ao fato que eu não tive relações sexuais por uma semana, e ela é a mulher mais linda que já tive o privilégio de conhecer, e minha força de vontade está morta, puta que pariu.

Minha mão vai para a parte de trás de sua cabeça e minha boca colide na sua.

Ela geme, seus braços indo imediatamente em volta do meu pescoço, suas pernas envolvendo a minha cintura.

Jesus fodido Cristo.

Eu envolvo os meus braços em volta de sua cintura fina, beijando-a como se não houvesse fôlego em meu corpo. Como se ela fosse a minha tábua de salvação. Com nossas bocas se fundindo, eu lambo o interior de sua boca. Ela tem gosto de uma mistura de doce e antisséptico bucal. Suas mãos deslizam por meus braços, para a água e, em seguida, para minhas costas. Seus dedos rastejam para o elástico da minha cueca.

— Eu quero você — ela respira em minha boca.

Então meu cérebro maldito tem que reconsiderar. Eu realmente odeio meu cérebro às vezes.

— Espere. — Eu me afasto, respirando com dificuldade. A decepção claramente aparece em seus olhos. Pego seu rosto em minhas mãos. — Nós não temos que fazer isso agora. Eu vou esperar, não importa quanto tempo você precise. Eu só quero estar com você. Isso é tudo o que importa. O sexo pode vir depois.

Seu aperto em minha boxer aumenta, e posso sentir suas unhas cravando em minha pele.

— Eu não quero esperar. Eu quero você agora. Eu quero me sentir normal , completa e inteira, e eu sinto todas essas coisas quando estou com você.

Meu coração afunda. Eu balanço minha cabeça, sério.

— Baby, fazer sexo comigo não vai mudar a forma como você se sente sobre si mesma. Essas coisas ainda estarão lá mais tarde.

Quem diabos sou eu hoje? Dr. Phil do caralho?

( Dr. Phil: programa apresentado por Phil McGraw. O programa abrange casais infelizes no casamento, crianças rebeldes, perda de peso e etc.)

— Mas elas terão ido por um tempo.

Eu balanço minha cabeça de novo, porque não sei mais o que fazer. Para ser honesto, estou me sentindo fodidamente destruído agora.

Ela abaixa o olhar.

— Você não me quer — ela sussurra, começando a se afastar.

O tom de sua voz quase me mata. Mantendo o abraço, eu forço seus olhos para mim.

— Eu quero você, baby. Acredite em mim, quero você como nunca quis nada na minha vida. Não consigo pensar em mais nada, além de você. Qual seria a sensação de estar dentro de você. Eu quero você, porque estou atraído por você. — Eu solto um leve suspiro, meu olhar abaixa. — Mas eu quero que você transe comigo porque você quer, pelas mesmas razões que quero. E não por outra razão.

Ela se inclina e chupa meu lábio inferior em sua boca.

— Eu quero você, porque, desde o dia em que te conheci, não pensei em mais nada, além de qual seria a sensação de ter você dentro de mim.

E assim, meu cérebro se vai. Eu a beijo com tudo o que tenho. Eu beijo ela como se não soubesse quanto tempo me resta com ela. E talvez seja porque eu não saiba. Ela se esfrega contra o meu pau dolorido, e a necessidade de estar dentro dela torna-se urgente.

— Porra, Isabella — gemo.

Segurando ela, percorro a água e caminho até a margem, não querendo deixá-la por um segundo, apenas um destino está na minha mente – minha cama.

As mãos de Isabella estão segurando meus ombros, as unhas cravadas em minha pele úmida. Seus seios molhados estão pressionados contra o meu peito, implorando para tocá-los. Deslizando a palma da minha mão sobre a renda do sutiã, esfrego o mamilo já duro. Então levo minha mão para cima, ao redor da sua nuca, movendo meus dedos em seu cabelo, pego sua boca novamente em um beijo profundo, duro. Ela geme um som tão fodidamente erótico que quase perco minha merda aqui. Quando finalmente chego ao meu quarto, chuto a porta, em seguida, deito-a na minha cama. Meu quarto está na escuridão, a única luz é a que entra pela janela. Eu realmente quero vê-la, então alcanço a lâmpada, mas ela me interrompe.

— Deixe desligada.

O quê? Por quê? Eu quero ver cada centímetro lindo dela, mas porque é ela, eu sei que ela deve ter suas razões, então deixo pra lá e, lentamente, retiro a minha mão. Podemos renunciar a luz, mas depois de hoje, todas as luzes deste maldito quarto estarão acesas para que eu possa ver todos os belos centímetros dela.

Eu olho para ela, deixando meus olhos se acostumarem com a escuridão. Eu vejo a silhueta da pele macia de Isabella na minha cama, e isso me excita de uma forma que não sabia que fosse possível. Eu nunca tive uma mulher na minha cama antes. Este sempre foi o meu espaço, mas quero compartilhar meu espaço com ela. Eu a quero aqui. Eu a quero em todos os aspectos da minha vida.

Subindo na cama, me ajoelho entre suas pernas. Eu me inclino sobre ela, as mãos pressionadas no colchão ao lado de sua cabeça. Eu levo minha boca para baixo e beijo-a mais uma vez. Então passo minha mão, em movimentos carinhosos, por seu rosto, seguindo por seu pescoço até atingir o bico dos seios, onde sua pele ainda úmida me aguarda.

— Tudo bem? — Eu verifico antes de começar.

— Sim. — Ela parece ofegante e sexy.

Tão quente.

Erguendo sua mão para minha cabeça, ela desliza os dedos no meu cabelo úmido. Eu libero uma alça do seu ombro, deixando-a cair, enquanto puxo o cálice do sutiã, libertando seu peito. O mamilo está rígido, e por isso muito pronto para mim. Eu abaixo minha cabeça e levo-o até minha boca, sugando forte. Ela geme, seus quadris empurrando para cima, pressionando fortemente sua boceta contra meu pau. Eu quase gozo.

— Foda-se — gemo.

Eu aperto seu quadril com a mão, mantendo-a firme. Eu pretendo fazer isso durar o maior tempo possível.

Eu volto minha atenção para seu mamilo, lambendo-o com a minha língua, então começo a lamber e chupar cada parte de seu peito. Não contente com o acesso limitado, passo minha mão por trás dela, alcançando o fecho de seu sutiã. Ela se inclina, permitindo-me soltá-lo, e deslizo-o pelos seus braços, jogando-o ao chão. Ela deita de novo, com as mãos sobre os meus ombros. Eu olho para seus peitos nus, incapaz de desviar o olhar.

— Porra... Isabella, você é linda.

Sua mão vai para o seu rosto, cobrindo-o.

Eu sei que ela está se sentindo tímida. Eu tiro a mão dela de seu rosto.

— Você é linda — reafirmo e pressiono um beijo em seus lábios.

Eu desloco seu corpo, permitindo-me acesso a seu peito negligenciado. Eu levo-o à minha boca, dando-lhe a mesma atenção, chupando e lambendo enquanto belisco o outro mamilo com os dedos.

Ela grita. Empurrando contra mim, ofegante

— Edward, por favor. Eu preciso de você.

— Foda-se. Você é tão gostosa. — Eu deixo cair a minha cabeça contra seu peito. — Eu queria que isso durasse, mas não sei se consigo.

Ficando de joelhos, engancho meus dedos na barra de sua calcinha úmida. Faço uma pausa, dando-lhe tempo para deixar-me saber se isso é demais. Ela acena com a cabeça, de leve.

— Por favor — diz ela.

Eu puxo a calcinha por suas pernas. Ela dobra a perna, permitindo-me tirá-la de um pé, e depois do outro. Eu jogo-a no chão e olho para sua boceta. Está raspada e cheirosa. Aposto que ela tem um gosto tão doce quanto seu cheiro. Meu pau endurece ainda mais. Eu o agarro através da minha boxer molhada, esfregando minha vara para cima e para baixo, o tempo todo olhando para sua boceta.

— Eu preciso te provar. — Eu estou perguntando, mas não espero por sua resposta porque saio da cama, com os joelhos no chão, e afasto suas coxas. Eu pressiono minha boca em sua boceta, chupando seu clitóris. Jesus, ela tem um gosto incrível.

Ela grita, choramingando, cravando os calcanhares na cama. Eu sorrio, amando a reação dela enquanto passo o meu nariz entre seus lábios, inalando-a.

— Bom pra caralho — murmuro, sabendo que a vibração da minha voz só vai provocá-la ainda mais.

— Por favor, Edward... — ela geme. — Eu preciso...

Eu corro minha língua para baixo, empurrando para dentro dela, levando mais de sua doçura a minha boca.

— Shh... Está tudo bem. Eu tenho você, baby. — Eu pressiono minha língua no seu clitóris e deslizo um dedo dentro dela. Em seguida, outro. Então estou bombeando meus dedos dentro e fora, lambendo e chupando. E não paro até ela explodir sob a minha boca.

Enquanto ela está voltando de seu orgasmo, tiro minha boxer num tempo mais rápido conhecido pelo homem, e escalo-a ofegante, corpo trêmulo, tão pronto para estar dentro dela, que nem mesmo é engraçado. Eu a beijo, correndo minha língua sobre os lábios, deixando-a provar-se em mim. Ela chupa minha língua em sua boca. Seus dedos cravam em meus quadris, me puxando para mais perto.

— Eu quero você — ela respira.

Jesus. Ela é tão sexy, porra. Eu alcanço a minha gaveta, e puxo uma caixa fechada de preservativos que tinha comprado quando Isabella e eu começamos a sair. Chame isso de planejamento futuro. Eu sou um tipo de cara otimista. E isso foi otimista, não oportunista.

Acontece que eu estava certo ao comprá-los e mantê-los aqui. Eu costumava ter um preservativo no meu carro ou na carteira. Mas Isabella não é uma daquelas garotas que costumava sair, e eu sabia que quando fizesse sexo com ela, isso seria aqui, acontecendo exatamente assim.

Eu rasgo a caixa, arranco a película de um, e desenrolo o preservativo. Posicionando-me entre suas pernas, pressiono a cabeça do meu pau em sua entrada. Eu paro para beijá-la, não de um jeito brusco e apaixonado, mas de um jeito doce e terno. Eu quero que ela saiba o que ela significamuito para mim. Como eu me sinto sobre ela. O quanto quero isso com ela.

Suas mãos apertam minha bunda, me impulsionando para frente. Seguindo ela, lentamente deslizo dentro dela.

— Isabella... — Eu gemo seu nome como uma oração.

Seus quadris se movem debaixo de mim.

— Edward — ela respira.

Beijando-a novamente, eu tiro e empurro de novo.

— Você me faz sentir malditamente bem. Eu nunca quis ninguém como quero você.

— Oh Deus. — ela geme, cravando as unhas em minhas costas, arranhando a minha pele.

A sensação de suas unhas... Estando dentro dela... Eu perco isso. Eu começo a fodê-la como nunca fodi ninguém antes.

— Não pare, Edward. Não pare nunca. — As pernas de Isabella se levantam, envolvendo a minha cintura enquanto continuo a impulsionar para dentro dela.

É demais.

Ela é demais.

Todos esses sentimentos e emoções e sensações... Tudo para ela... Por causa dela... E não tenho ideia do que fazer com eles.

Levo suas mãos acima da cabeça, segurando-as na cama. Eu enlaço meus dedos nos dela, empurrando meu pau para dentro e para fora, vendo seu rosto, vendo o seu prazer, absorvendo cada gemido e sussurro do meu nome que ela faz. Não passa muito tempo até que sinto o aperto em volta do meu pau, e sei que ela está quase lá.

— É isso aí, baby — arquejo sobre sua boca. — Goze para mim.

No instante em que a sinto gozando, explodo dentro dela, gozando forte como nunca gozei antes.

Jesus fodido Cristo. Isso foi … Uau...Uau...

Recuperando nosso fôlego, fico dentro dela, relutante em deixá-la. Eu pressiono um beijo suave em seus lábios.

— Uau — murmura.

— Eu diria isso com certeza.

Ela ri. É o som mais doce.

Eu descanso minha testa contra a dela, respirando ela.

— Eu sou louco por você, Isabella. — Eu preciso que ela saiba como me sinto. O quanto ela significa para mim. Eu preciso que ela saiba tudo o que eu ainda não sei como dizer.

Seus dedos tocam meu rosto. O toque é mínimo, mas sinto como se ela estivesse batendo em minha alma.

— Eu sinto o mesmo — ela sussurra.

Meu coração esmaece, só agora percebendo o quanto eu precisava ouvir essas palavras dela.

— Dê-me um segundo para me limpar. — Saindo dela, vou ao banheiro, descartando o preservativo e me lavando rapidamente. Quando termino, puxo as cobertas debaixo dela, e subo na cama, nos cobrindo. Puxando-a para mim, enrolo meu corpo ao seu, aconchegando-a em mim, e segurando-a firme.

Estou abraçando.

Depois do sexo.

E eu não quero correr. Eu não quero estar em outro lugar, além de aqui, com Isabella em meus braços.

Uma sensação de paz como nunca conheci me inunda. Eu estou me afogando nela. E quero cada gota de Isabella em meus pulmões até que tudo o que esteja respirando seja ela.

Ela acaricia meu braço com seus dedos.

— Estou feliz — ela sussurra.

Eu sorrio contra sua pele macia.

— Eu também, baby.

Ela se vira para mim, com um sorriso em sua boca linda.

— O quê? — Eu pergunto.

Ela corre o dedo no meu peito.

— Podemos, hum... Fazer isso de novo?

— Agora? — Eu levanto uma sobrancelha.

— Mmm.

— Ele pode precisar de um minuto para conseguir alguma vida de volta nele — digo apontando para meu pau.

Ela coloca sua mão para baixo, envolvendo seus dedos pequenos em volta de mim, e o meu pau volta para a vida com o seu toque.

— Ok, talvez um minuto fosse exagerado — digo, sorrindo enquanto viro-a de costas. Montando em cima dela, amando o riso que sai de seus lábios, que eu levo em consideração enquanto selo a minha boca sobre a dela.

Beijos e até