Declaração: Todos os personagens não são meus. Só quero brincar com eles.
Avisos: Capítulo 1
N/A: Um obrigada especial para MillaHalliwell que revisou o último capítulo essa história. Pouca gente sabe como é legal ver que pessoas do mundo todos estão lendo, mas mais maravilhoso ainda, é quando alguém do próprio país e língua aprova a história. Espero que gostem do capítulo de hoje e que eu consiga fazê-los felizes =]
Ainda aqui? Então segure-se e aproveite.
Eu estava de volta a minha aldeia, e sabia que pelo menos poderia ver minha mãe. Ou deveria vê-la. Os moradores estavam preocupados, como sempre. Quando a Guarda vinha, significava que os jovens seriam levados. Já tínhamos mais cinco garotos e duas garotas conosco.
"Atenção! Quero que todos os jovens com 18 anos ou mais se apresentem!" assim que disse, os camponeses fugiram para suas casas. "Não queremos ter que fazer uma represália, então, sejam corajosos e saiam para defender seu reino!" Dois garotos vieram na nossa direção. Eu poderia ver o medo nos olhos de um deles, mas o outro mantinha uma expressão mais controlada. Esses eram os garotos que sobreviviam.
"Homens, procurem por mais garotos e os traga aqui. Tenho algo a fazer" os, agora meus soldados, desceram dos cavalos e partiram para vistoriar cada uma das casas.
Fui em direção a minha casa. Mamãe deveria estar lá, como pedi a ela.
Mas minha casa estava trancada. Meu coração apertou num sentimento não tão bom. Eu dei a volta pelo quintal e esperei encontrá-la nos fundos, cuidando dos nossos animais. Mas ao invés disso, cinco lápides estavam no fundo do quintal. Cai de joelhos quando vi o nome na última delas.
A sensação de dor e perda me preencheu. Mamãe tinha morrido. A praga tinha chegado à aldeia, e desde o dia em que soube, eu tive medo que algo podia ter acontecendo com ela. E como posso ver agora, aconteceu. Mas nesse momento eu não tinha tempo para lágrimas. Essa propriedade ainda era minha, mas já não era mais minha casa. Minha família tinha sido destruída na guerra e por uma fatalidade. Doeu meu coração abandonar tudo para trás e eu pensei em declarar luto. Mas o fronte de guerra era meu lar. Eu não poderia abandoná-lo. E há uma guerra a ser ganha. Manter pelo menos meu reino a salvo.
Eu não haveria festejos essa noite, mas os garotos precisavam ir para o castelo. Os levamos para o castelo, o mesmo castelo que eu não via a um bom tempo. Mas dessa vez, eu entraria pelos portões como Comandante.
Os homens que me testaram estavam lá, e se curvaram em reverência. O chefe da guarda que tinha ido me buscar também estava em missão, e eu vi o sorriso no rosto dele. Com certeza ele estava orgulhoso de ter descoberto algum talento. Mas eu não estava disposta a comemorar. Deixei meus soldados e os novos garotos num local específico para descanso dentro do castelo.
Meus olhos correram pelas varandas da Rainha, mas eu sabia que hoje meu coração não estava disposto a vê-la. Hoje eu não poderia ceder ao jogo que eu acreditava que estávamos jogando. Eu apenas queria algo para beber.
Não muito longe do castelo havia uma taverna que eu sabia que encontraria o que eu precisava. Minha armadura ficou nos meus aposentos, então eu era só uma mulher com um cavalo pela cidade. Espero que não arrume alguma confusão...
A taverna estava mais vazia que o normal, mais da metade das pessoas estavam na maldita guerra ou feridos por ela. Mas nada me impediria de passar boa parte da noite por aqui. Uma jovem serviu minha mesa, e eu deixei de me importar com as horas depois da quinta dose.
A dor de perder toda a minha família parecia mais maçante agora, as lágrimas não tiveram problemas em sair. Mesmo sendo forte como um soldado, eu ainda tinha sentimentos e minha família significava tudo pra mim, eram minha vida e tudo o que eu tinha de valioso. Eu sabia que perderia minha linha sem eles e que em breve eu teria que encontrar uma outra razão para viver.
Mas por agora, minha única razão era ganhar a guerra. Uma memória soou na minha mente e eu me lembrei do primeiro sorriso da Rainha no pátio do castelo. Eu tomei mais um copo do que quer que fosse que a taverneira me deu para beber e sorri. Ao menos eu ainda tinha alguma ilusão para viver.
Minha visão estava começando a ficar nebulosa e meus reflexos estavam lentos. Eu sabia que era hora de voltar para o castelo. Deixei um saco de moedas de prata sobre a mesa, e a jovem que me serviu acenou um adeus quando me viu sair pela porta.
Subi no meu cavalo e a breve viagem até o castelo passou num borrão pelos meus olhos. A última coisa que vi foi minha cama.
E meu último pensamento era de que eu não poderia mais me permitir chorar, mas fazer as malditas criaturas pagarem por ter tirado meus pais e irmãos de mim.
N/A: Ainda aqui? Então me dê uma revisão camarada!
