N/A: Esse capítulo é um dos motivos da fanfic ser marcada como MATURE! Avisando, apenas.


Capítulo 8 -

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Saiu da sala rapidamente, sua cozinha era o único lugar daquela casa que estava minimamente organizado. A sala estava uma bagunça com seus livros. Respirou fundo, com as costas na parede, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Tinha conversado com Frigga. Frigga. Que, além de ser rainha de Asgard, era sua sogra, já que namorava o príncipe de Asgard. Gemeu. E estava péssima, nem um pouco vestida para a visita da realeza. Precisava fazer o chá, e não ia fazer aqueles de saquinho que se comprava no mercado. Sempre tinha alguns chás mais gostosos guardados para ocasiões como essa – não que esperasse algum dia que a rainha viesse tomar chá na sua casa. Na prateleira de baixo, pegou as ervas para o chá. Colocou-se nas pontas do pé para alcançar o armário de cima. Esticou-se o máximo que podia para alcançar a chaleira e, quando percebeu, uma mão a segurava em cima de sua cabeça. Rodou os olhos e virou-se para encontrar Loki, com uma cara não muito boa.

-O que minha mãe faz aqui? - Loki sussurrou. Ele tinha a péssima mania de entrar na sua casa sem fazer barulho, sem anunciar e a assustar daquele jeito. Cruzou os braços e levantou as sobrancelhas. Loki. Já fazia alguns dias que não o via. - Estava com saudades. - Ele depositou um selinho rápido, como se lesse sua mente.

-Eu também. Mas vá até a sala e pergunte. - Respondeu no mesmo tom, brava. - E vê se faz igual gente e entre pela porta de frente. O que você está fazendo aqui? Não tinha que ir para algum lugar com seu pai? - Deu de ombros.

-Dei uma escapada. - Helena pulou e alcançou a chaleira. Foi até a pia da cozinha e encheu a chaleira com água. - Já não disse que estava com saudades, tem motivo melhor? - Encarou-o com o olhar gelado. O sorriso de quem estava aprontando alguma coisa estava no rosto de Loki.

-Pela porta da frente, que nem uma pessoa parcialmente normal! - Foi a vez de Loki rodar os olhos. Ouviu quando seus dedos estralaram e ele sumiu da cozinha. Respirou fundo. Um dia ficaria louca com essa mágica dele. Alguns segundos depois, ouviu a batida impaciente característica de Loki e soltou uma risada pelo nariz.

-Posso deduzir que é meu filho? - Frigga perguntou, de pé perto da estante de livros. - Não se importa?

-Não, pode continuar. E bem... - Deu de ombros, enquanto corria até a porta para abri-la. Loki estava de braços cruzados e cara entediada quando abriu a porta, encarou-a com um olhar gelado que ela retribuiu com uma sobrancelha erguida.

-Satisfeita, agora? - Helena riu e assentiu com a cabeça. Loki depositou um beijo carinhoso em sua testa. - O que eu não faço por você? - Sussurrou, antes de se separar e entrar no apartamento. A moça percebeu o sorriso enorme que surgiu em seu rosto com aquela frase e fechou os olhos, contendo um risinho apaixonado de sair. - Olá, mãe.

-Filho, sabe que seu pai não vai ficar nada feliz quando não te encontrar. - Ele deu de ombros e se jogou no sofá. Pode ouvir a voz de Helena em sua mente "modos" e a olhou para perceber os braços cruzados e as sobrancelhas erguidas. Endireitou a coluna.

-Bem, posso falar a mesma coisa. - Frigga riu e se aproximou do filho para dar um beijo em sua bochecha. Helena saiu de fininho até a cozinha, onde arrumou uma bandeja com três das suas melhores xícaras, um pote com alguns cubos de açúcar e, quando ouviu a chaleira apitar, com cuidado colocou-a no meio. - Deixa que eu levo. - Loki sussurrou, atrás dela. Curvou-se um pouco para colocar o queixo em seu ombro e passou as mãos em sua cintura.

-Obrigada, você até parece um príncipe quando faz isso. - Riu com o barulho de indignação que Loki emitiu ao ouvir aquela frase.

-Idiota. O que você e minha mãe conversaram? - Helena depositou um beijo rápido em sua bochecha e sorriu.

-Nada que te interesse. Vamos, a rainha de Asgard está na minha sala de estar, esperando pelo chá.

-Vocês duas juntas... Nada de bom deve ter saído disso. - Resmungou, soltando-se de Helena e pegando a bandeja com firmeza. Loki colocou-a na mesa de centro e Helena abaixou-se para servir.

-Obrigada, querida. - Frigga sorriu para ela, enquanto pegava a xícara de sua mão. Depois, serviu mais duas xícaras e foi até a poltrona onde Loki a esperava. Já tinham ficado muito tempo sentados naquela poltrona, então sabia que se encaixavam certinho ali. Sentou e passou uma xícara para Loki. Percebeu que durante todo o período em que ela se arrumou na poltrona, Frigga não havia tirado os olhos deles. O jeito como Helena sentou, como Loki passou a mão por trás dela e como ele havia se arrumado para que ela ficasse o mais confortável possível, mesmo que isso significasse que suas costas encontrassem a parte dura do encosto. Percebeu o sorriso no rosto da rainha e sentiu as bochechas corarem. - O que aconteceu para você vir para cá, Loki? A verdade. - Helena encarou-o e percebeu quando ele soltou o ar devagar.

-O de sempre, mãe. Pai disse que era uma viagem "para reconectarmos", mas uma hora ele e Thor sumiram por Vanaheim. Acredito que a "viagem de conexão" não era comigo, de qualquer jeito. Já voltei faz algumas horas, e até agora eles não perceberam.

-Vocês três. - Frigga suspirou. - Como você sabia que eu estava aqui, filho?

-Eu cheguei no castelo, os guardas avisaram que você havia saído. Não tem muitos lugares fora de Asgard que você tenha curiosidade em visitar a não ser... - Helena sentiu as bochechas corarem. - E estava com tempo livre também, não tenho nada para fazer em Asgard. Como deduzi que você já tinha atrapalhado os estudos de Helena, não achei mal em vir.

-Oh, é verdade, estamos atrapalhando, querida? - Helena riu e negou com a cabeça.

-Já estava terminando. Não se preocupe. Precisava mesmo dar uma pausa, estou ficando louca. - Frigga sorriu e colocou um fio de cabelo que tinha saído do lugar atrás da orelha.

-E o que acha de Loki ter fugido do acampamento? - Deu de ombros e tomou mais um gole do seu chá.

-Eu prefiro não expressar minha opinião sobre Odin. - Resmungou baixinho. Loki gargalhou. - Mas... - O deus fechou a cara imediatamente e foi a vez da rainha rir um pouco. - Não acho que foi certo, Loki. Você fez sua parte?

-Estou me sentindo ofendido, Helena.

-Pare de ser dramático. - Respirou fundo, o cheiro do chá quentinho a reconfortando. - Eu só acho que de algumas vezes você também não dá espaço.

-Sigyn tem razão, Loki.

-Vocês duas juntas, não. Por favor, parem.

-Pare de ser idiota, filho. - Helena aumentou o sorriso e se arrumou no abraço de Loki. Começava a se sentir confortável daquele jeito, como se finalmente ela estivesse onde deveria estar desde o começo. - Estamos tentando ajudar.

-Não tentem. - Loki ficou emburrado. Helena suspirou e levantou-se o suficiente para deixar a xícara quase vazia já na mesa de centro. Já estava quase acostumada com essas mudanças repentinas de Loki. Frigga sorriu fraco para ela, que deu de ombros.

-Ok, ok. Não vamos mais falar disso, tudo bem? - Arrumou o sobretudo dele, tentando uma aproximação amigável. Ele a encarou de canto de olho e deixou o corpo, antes tenso, relaxar um pouco.

O chá que havia sobrado na chaleira já tinha esfriado. Loki já tinha esquecido o pequeno incidente do começo da conversa e fazia um carinho gostoso pelo braço de Helena. A moça tentava não dormir com aquele gesto, que fazia com que seus olhos ficassem cada vez mais pesados. Sabia que, assim que eles fossem embora, tinha que voltar aos estudos, pelo menos para terminar todos os capítulos que cairiam na prova. Frigga encarou Helena por alguns segundos antes de sorrir maternalmente.

-Acho que está na hora de eu ir.

-Está cedo. - A rainha se levantou e Lena se endireitou na poltrona.

-Não, vou deixar vocês dois um pouco a sós. Não fique até tarde, Loki. Quando seu pai chegar, espero que você já esteja em Asgard. - Sigyn se levantou, arrumando a camiseta que Loki tinha feito o favor de tirar do lugar. Loki se levantou junto.

-Pode deixar, mãe. - Helena sorriu. Ele já estava esparramado no sofá onde a rainha estava sentada antes, enquanto ela a conduzia para a porta. Frigga passou a mão no rosto da nora, sorrindo.

-Espero que você entenda o que eu vim conversar com você. Não fique brava.

-Não, claro que não. - Aumentou o sorriso, um pouco constrangida com aquela demonstração de afeto, mas, ao mesmo tempo, com um sentimento inexplicável de orgulho por ter feito a rainha de Asgard gostar tanto dela. - Eu entendo.

-Ótimo. Queria poder ficar mais. Outro dia, se você permitir e quiser, claro, eu venho e podemos passar uma tarde agradável conversando, sem a interrupção do meu filho. - Ouviu Loki grunhir e deu risada.

-Adoraria, Frigga. Obrigada. - A mulher se inclinou um pouco, depositando um beijo leve em sua testa.

-Então até logo, querida. E não se atrase, filho. - Com aquelas últimas palavras, a deusa tinha sumido do corredor. Tal mãe, tal filho. Rolou os olhos com o pensamento e fechou a porta.

Helena olhou para a mesa, ainda toda bagunçada com todos os livros e cadernos, e depois para Loki, deitado no sofá, sentindo-se em casa. Mordeu o lábio inferior. Sabia que precisava estudar, a prova valia metade da nota de conclusão do curso. Sem ela, não se formaria no meio do ano. Ao mesmo tempo, queria deitar com Loki, deixar que ele a abraçasse pela cintura, colocasse o queixo em seu ombro. Podiam dormir e esquecer um pouco do mundo. Ele abriu um olho, percebendo que ela ainda estava parada perto da porta. Conhecia aquela expressão de sua namorada. Era culpa. Gargalhou.

-Pegue o livro, Helena. Estude. Eu estou morrendo de sono, não preguei o olho essa noite.

-Tem certeza? - Loki assentiu e jogou uma mão por cima do rosto, impedindo a claridade de o atrapalhar.

Tinha odiado a ideia de ir "acampar" com seu pai. Não conseguiu dormir por um minuto naquele chão duro, com a grama incomodando, Thor roncando ao seu lado – e virando-se de cinco em cinco minutos, o que rendia alguns chutes e socos – enquanto seu pai tinha uma barraca esplendorosa só para ele, que apostava ter até uma banheira de hidromassagem. Mas foi, com a mínima esperança que talvez aquilo fosse funcionar e que talvez seu pai parasse de tratá-lo como um intruso. O que claramente não tinha acontecido. Ouviu os passos de Helena até a mesa e depois percebeu que ela chegou perto.

-Levanta um pouco, Loki. - Franziu o cenho, mas fez o que ela pediu. Sentou-se rapidamente e percebeu que ela se jogou no sofá, cruzando as duas pernas em cima do estofado, o livro pesado no braço do móvel. - Pronto, pode voltar a deitar. - Deixou um suspiro de satisfação sair quando, ao se deitar, uma das mãos dela foi imediatamente para seu cabelo, num carinho gostoso.

-Deuses, Helena. - Ela riu. - Isso é...

-Não se acostume, idiota. - Inclinou-se e depositou um selinho rápido. - Ou vamos ter sérios problemas com as minhas notas caindo pela metade.

-Não me acorde nunca. - Sussurrou, quase ronronando. Lena o encarou por um tempo, sentindo o coração bater no peito mais forte do que o necessário. Tirou os fios de cabelo que caíam no rosto do deus, ouvindo mais um suspiro dele. Ele estava fazendo aquilo de propósito. Não conseguiria estudar daquele jeito. Mordeu o lábio inferior e decidiu que precisava estudar aquele livro enorme de Clínica Médica.

Não sabia quando ele tinha dormido, mas a respiração pesada indicava que ele não estava naquele plano de consciência. Pelas suas contas, já tinha se passado quase uma hora que estava naquela posição, e tinha terminado os capítulos que faltava para sua prova. Não queria acordá-lo, mas também não queria ficar ali, sem fazer nada. Loki estava tão relaxado dormindo que provavelmente seria um pecado acordá-lo. Tinha o pequeno problema que Frigga tinha frisado que ele não podia se atrasar para chegar em casa, também. Fechou o livro, deixando no braço do sofá, e enterrou as duas mãos no cabelo de Loki.

-Ei, Loki. - Estava se odiando por acordá-lo. Passou a mão pelo seu rosto e percebeu que ele se mexeu, resmungando. - Desculpa, mas você precisa acordar. Ou eu posso ficar admirando você dormir, pode escolher.

-Hm... Eu sou mesmo maravilhoso, não? - A voz dele saiu rouca de sono, mandando calafrios por todo o corpo de Helena. - Dormi por quanto tempo?

-Uma hora. Não sei quando você precisa voltar.

-Posso ficar mais algumas horas. - Helena sorriu. - E você, terminou de estudar? - Sussurrou um sim baixinho. Loki, então, abriu os olhos e levantou o tronco, o suficiente para que ela conseguisse passar as pernas para dentro do sofá e deitar-se com ele.

Lena fez exatamente o que ele queria, arrumando-se perto dele. Os narizes estavam encostados, já que o sofá era pequeno para os dois, as pernas entrelaçadas. Loki a segurava pela cintura, o mais próxima possível, e Helena tinha suas mãos em sua nuca. Quase dois meses. Essa era a contagem de tempo deles, e já parecia uma eternidade. Pelo jeito que as respirações sincronizaram quase imediatamente, ou como Loki sabia segurá-la de um jeito que parecia que ela nunca mais estaria sozinha no mundo. Fechou os olhos, sentindo um beijo delicado de Loki em sua bochecha, depois em sua mandíbula, em seu pescoço. Soltou o ar pesadamente, um sorriso pequeno e relaxado.

-Tudo bem? - Assentiu rapidamente.

-Por que não estaria, Loki?

-Não vou fazer nada que você não queira. - Abriu os olhos de repente, encarando-o. Depois de alguns segundos, aumentou o sorriso, trazendo as mãos para segurar seu rosto.

-Você é um idiota. - Soprou.

-Já tivemos essa conversa.

-Sim, e eu já disse que não precisa se preocupar. Eu confio em você. Você não vai me machucar.

-Helena.

-Você nunca me machucou. Nenhum roxo. Ok? E outra, faz parte. Deixa as coisas mais... Interessantes. - Mordeu o lábio inferior, ainda sem desfazer o contato visual. Sentia Loki cedendo, sentia o aperto dele ficando mais forte, os corpos cada vez mais juntos.

-Lena, você não presta. - A moça gargalhou. - Se eu te machucar...

-Pare com isso, Loki. Sério. Pare com isso e faço algo de útil com a sua boca antes que eu te chute do meu sofá. - O deus colocou o rosto em seu pescoço e respirou fundo. As mãos delicadas de Helena foram para os fechos da peça de metal que cruzava o peito de Loki, indicativo que realmente ele tinha vindo direto de seus compromissos com seu pai para sua casa, já que normalmente ele aparecia vestido muito mais casualmente. Quando finalmente conseguiu soltá-la, Loki olhou-a mais uma vez. - Sério, está tudo bem.

-Você tem que entender, Helena. - Sussurrou, segurando as mãos dela. - Eu sinto seu coração acelerar e já acho que algo pode acontecer. Sou mais forte que você, e sabe disso. Eu quero, deuses, como eu quero. - A voz dele saiu frustrada, quase numa súplica. - Mas não posso se isso significa que tenho a possibilidade de te machucar. - Helena o encarou, piscou os olhos castanhos. Já estava começando a se sentir patética por se jogar em cima dele, mas a voz baixa dele ainda ecoava na sua cabeça, ele a queria.

-Eu entendo, Loki. - Entrelaçou os dedos nos dele e sorriu. - E eu já disse: confio em você. - Eles se encararam por mais algum tempo antes do deus soltar uma risada baixa.

Loki queria, a queria. Desde o primeiro dia, desde antes de começar a se apaixonar por ela. E ali estava Helena, quase implorando para que ele deixasse todas as preocupações de lado e fizesse algo. Se não tivesse algum sentimento envolvido, talvez ele nem pensaria duas vezes. Desfez o contato visual para depositar um beijo delicado no pescoço dela, sentindo-a arrepiar. Gostava de todo esse poder que ele tinha sobre ela. Trouxe-a mais para perto, se isso fosse possível, e aproximou o rosto de sua orelha.

-Então feche os olhos. - Helena teve certeza que todos os pelos do corpo tinham arrepiado com a voz de Loki tão perto. Conteve um suspiro enquanto fechava os olhos o mais rápido e forte possível. Sentiu quando ele se afastou e emitiu um som de protesto, que ele respondeu com uma risada. - Olhos fechados, Lena.

-É? Para você poder fugir? - Ele gargalhou. Ouviu e sentiu ele se levantando. - Loki.

-Shhh. - A moça levantou as sobrancelhas, em dúvida. Ouvi o barulho do metal e couro quando Loki se mexia e deduziu que ele tinha voltado a se abaixar. O toque dele foi tão delicado que demorou a entender o que estava acontecendo. Um braço por trás dos seus joelhos e um nas suas costas e, suavemente, ela estava suspensa. Como se ele não estivesse fazendo nenhum esforço para levantá-la, mesmo não estando exatamente dentro do peso ideal. Abraçou o pescoço de Loki e abriu os olhos, surpresa. - O sofá não parece ser o lugar mais apropriado para isso.

-Loki, você não presta. - Usou as mesmas palavras, sorrindo. Ele sorriu de volta, malicioso.

Fechou os olhos, aproveitando a carona no abraço que ela tanto gostava. Durou pouco, já que logo suas costas encontraram o colchão macio. Arrumou-se no centro da cama, ouviu dois baques no chão, que concluiu serem as botas de Loki, e logo ele estava em cima dela. Loki a beijou, delicada e calmamente, as mãos já dentro da camiseta dela, dedilhando a pele de sua barriga, sentindo-a arrepiar com o toque. Ela já passava as mãos pelos seus ombros, tirando o pesado sobretudo que começava a incomodar – uma peça de roupa desnecessária naquela hora. Satisfeita apenas quando ouviu o barulho do metal dos detalhes do sobretudo encontrar o chão, Helena sorriu durante o beijo e levou as mãos ao seu rosto, grudando-o mais perto de si.

De olhos fechados, querendo aproveitar cada carícia, sentiu quando Loki separou o beijo, para começar a traçar uma linha de mordidas e mais beijos até o seu pescoço. Soltou o ar e inclinou a cabeça, dando mais espaço para ele. A trilha foi até o ponto mais profundo do decote em V da camiseta e voltou, tirando um gemido de protesto de Helena. Loki riu e isso fez a moça abrir os olhos rapidamente para encará-lo feio. Enquanto não desfaziam o contato visual, que passou a ser muito mais intenso conforme o tempo foi passando, meio sem direção, as mão de Helena foram até a parte de cima do traje de Loki.

-Como isso funciona? - Perguntou, já perdida na não-funcionalidade da roupa dele. Se aquilo era para servir como cinto de castidade, bem, poderia muito bem funcionar. Ele riu e puxou a parte de cima da armadura pela gola, não se importando em tirar os metais ou qualquer outra coisa, para revelar uma camiseta verde por baixo. - Quantas camadas.

-Quer dizer, que se eu tirar sua camiseta, já vamos...

-Não, idiota. - Beijou-o, calando sua boca. - Vou adorar ver você tentar tirar o sutiã. - Loki rolou os olhos e Helena também se livrou da sua camiseta cinza, jogando-a na pilha de roupas de Loki. Ele parou por alguns segundos, observando o sutiã preto que usava, a atenção um pouco desviada para o movimento do peito dela, que subia e descia rapidamente pela respiração acelerada. - Loki. Olhos. Pra cima.

-Bem, você que começou, caso não se lembre. - Sussurrou um "idiota" antes de puxá-lo para si de novo. As mãos firmes dele agora a seguravam pela cintura e subiam devagar pelas costas, para descer de novo.

-Eu estou sinceramente tentando entender como vou tirar isso... – Apontou para o sutiã com o queixo. - De você. Estou altamente tentado a usar mágica.

-Isso seria extremamente injusto. - O sorriso malicioso dele aumentou e ela soube que nunca aquela relação seria justa, não enquanto namorasse o deus das travessuras. Para não ficar para trás, enquanto Loki a beijava com desejo, passou a puxar a camiseta dele para cima, quase desesperada para saber o que ele tinha embaixo de todas aquelas camadas de roupa.

Loki se separou rapidamente apenas para dar o mesmo fim do resto de suas roupas à sua camiseta: o chão, voltando a distribuir beijos por todo o colo, agora exposto, de Helena, que se conteve em apenas sentir os músculos de Loki se contraindo com seu toque em seu abdômem.

-O fecho fica na parte de trás, Loki. - Pegou as mãos dele, conduzindo até a tira do sutiã. Sabia que ele era inteligente e logo descobriria como abrir, pelo menos esperava. Não queria ter sempre abrir o sutiã, igual fazia com seu ex-namorado.

Helena logo estava deixando o sutiã cair de qualquer jeito para fora da cama, tentando não se sentir envergonhada agora que estava parcialmente nua, pela primeira vez, na frente de Loki. Não tinha pensado muito bem nisso quando o convenceu a fazer tudo isso. Antes que qualquer outra insegurança passasse por sua cabeça, as carícias de Loki subiram até seu seio, enquanto uma mão segurava sua nuca. Fechou os olhos e soltou o ar, aquilo era... De outro mundo. O nariz de Loki encostou no seu uma vez e, com os lábios quase se tocando, pode ouvir o sussurro quase inaudível.

-Perfeita.

Aquela voz, aquele toque. O primeiro gemido verdadeiramente de prazer escapou da boca dela antes que pudesse perceber o que estava acontecendo. Enterrou os dedos nos cabelos negros e bagunçados de Loki. Uma mordida no pescoço. No ombro. Ela tinha certeza que aquelas duas deixariam marcas. Mais delicadamente, ele fez o caminho até seus seios. Deixou o corpo relaxar ainda mais na cama quando Loki soltou sua nuca, levando a outra mão até sua cintura, esperando por aquilo. Uma mão ainda envolvia um de seus seios, enquanto o outro tinha uma atenção especial com mordidas e chupões que a faziam contorcer.

Sua respiração já estava pesada, e precisou respirar ainda mais fundo quando Loki, provocando-a, dedilhou o caminho entre os seios até o cós da calça jeans. Tirou uma de suas mãos do cabelo dele, descendo até seu ombro, e fincou as unhas, em protesto. Ele riu um pouco, antes de voltar a subir para beijá-la. Começou a trabalhar no cós da calça dela, abrindo-o lentamente. Fez a calça descer passando a mão pelas costas de Helena, descendo pela sua bunda e trazendo a calça para baixo. Ela se contorceu depois, até que a calça estivesse bem longe dali e fez a mesma coisa com a dele, querendo se ver livre da peça. Subiu arranhando as costas de Loki, fazendo-o gemer rouco entre os beijos – cada vez mais violentos. Quando a calça de Loki já estava onde devia estar, no chão, junto com todas as outras peças, o deus sentiu que podia avançar um pouquinho mais.

Trabalhou um pouquinho mais nos seios de Helena, enquanto suas mãos acariciavam e apertavam as coxas dela, controlando na força para não deixar muitos roxos. Deixou os olhos verdes encararem-na por algum tempo, sorrindo maliciosamente. Os beijos e as mordidas começaram a descer por sua barriga, as unhas dela ainda fincadas em suas costas. As curvas de Helena, que Loki já admirava com roupa, eram ainda melhores sem, concluiu quando sentiu as coxas dela a apertarem pela cintura querendo o máximo de contato possível. Voltou a encará-la, apenas para poder ver nos olhos dela o que aconteceria quando uma mão simplesmente deslizasse para dentro de sua calcinha.

-Loki. - Ela apertou ainda mais as unhas em suas costas, o dourado da íris consumido em prazer. E seu nome, dito num gemido que o incentivou a começar a, devagar, fazer movimentos circulares em seu clítoris.

Helena soltou o ar ruidosamente, deixando o nome de Loki escapar mais uma vez. Arqueou as costas, sentindo choques passar por todo o seu corpo. Os movimentos dos dedos do deus começaram a ficar mais rápidos, ela tentava puxar ar o suficiente para os pulmões, mas não estava sendo o suficiente. Os lábios entreabertos deixando escapar gemidos cada vez mais altos e não pode evitar de tentar ter ainda mais contato com ele, apertando seu quadril contra a mão de Loki. Desceu as unhas, arranhando as costas dele, querendo mostrar que, pelos deuses, aquilo estava bom. Ele parou por alguns segundos, o que a fez levantar um pouco o tronco em protesto. Percebeu quando sua calcinha já estava longe, e ele também não estava mais com suas boxers.

Voltou a estimular seu clítoris em movimentos extremamente torturantes e prazerosos e, para se impedir de gemer alto demais, grudou sua boca no pescoço de Loki, fazendo questão de tentar deixar alguma marca com mordidas e chupões bem elaborados, que era retribuídos com aumento de pressão nos movimentos dos dedos dele. Ela não aguentaria por muito tempo. Sentia todo aquele prazer se acumulando dentro dela, todos os músculos se contraindo, as costas arqueando ainda mais, procurando ainda mais pressão e contato. Levantou o rosto do pescoço de Loki, deixando a boca bem próxima da orelha dele, deixando os gemidos soltos, a respiração descompassada batendo em seu pescoço. Loki gemeu com aquele ato. Ela queria enlouquecê-lo, e estava conseguindo. Helena puxou o ar ruidosamente.

-Loki. - Gemeu alto, arranhando com força as costas dele, sentindo a tensão de cada músculo explodir de repente. Não conseguia mais manter as coxas apertadas em volta dele, não conseguia mais manter uma respiração minimamente decente. Seu corpo caiu na cama, sentindo espasmos dos dedos do pé até a cabeça. Fechou os olhos e respirou fundo, gemendo em satisfação. - Isso foi... incrível.

-Obrigado. - Abriu um dos olhos para encontrá-lo sorrindo convencido. Puxou o ar pela boca mais uma vez, tentando se recuperar. Puxou-o pelo pescoço para um beijo profundo e demorado. Aproveitando a distração, sem que ele percebesse, colocou-se ao lado dele e, logo depois, colocou-se por cima. Loki desfez o beijo, com as sobrancelhas erguidas.

-Minha vez, Loki. - Ele sentou-se na cama, com Helena sentada em seu colo. Deuses. Tinha a melhor namorada do mundo.

As pernas dela estavam enlaçadas em seu tronco, deixando-os colados. A moça distribuía beijos delicados na linha da mandíbula de Loki, para então descer até seu pescoço, onde começou a mordê-lo com um pouquinho mais de força, com a certeza que ele não se machucaria. O tronco dela roçava nele a cada movimento e o fazia quase perder o controle. Suas mãos apertavam a coxa dela e, de algumas vezes, subiam por suas costas, até sua nuca, onde se embolavam no cabelo loiro já todo bagunçado, antes de voltarem dando arrepios por todo o corpo dela.

As mãos delicadas envolveram seu membro, fazendo-o gemer. Ela começou uma deliciosa tortura, com movimentos ritmados. Loki jogou a cabeça para trás e Helena sorriu ao ouvi-lo ronronar. Os gemidos dele eram, de certa forma, perigosos. Baixos, roucos, a faziam perder um pouco dos sentidos. Loki voltou a olhá-la, sabia que não aguentaria tanto tempo daquele jeito e ainda precisava dela. Sem esforço algum, voltou a girá-la, deixando-a deitada mais uma vez. Helena entendeu, afundou uma mão no cabelo dele, e outra apertou seu braço. Loki respirou fundo e a penetrou, devagar, ainda com medo que a fosse machucar.

Ouviu um gemido dela, sem saber se aquilo era dor ou prazer. Olhou-a preocupado, encontrando-a de olhos fechados, os lábios semiabertos e soube que ela não estava sentindo dor pelo carinho gostoso que ela fazia em seus cabelos.

O ritmo era lento no começo, como se aquilo fosse fazer aquele momento durar parar sempre. Abraçou o tronco dela, trazendo-a mais para perto, sussurrando seu nome de algumas vezes, enquanto ela sussurrava o dele também. Os dois envoltos naquela nuvem de prazer e êxtase só deles. Aumentava a velocidade conforme os gemidos dela ficavam mais altos e aquilo o estimulava. E, como num clichê de conto de fadas, os dois atingiram o ápice ao mesmo tempo.

Helena sentia o coração bater forte no peito. Já sabia muito bem quais eram os sentimentos por Loki muito antes do sexo, mas, quando ele deitou ao seu lado, puxando-a para um beijo lento, tenro, com um carinho delicioso nos cabelos, ela teve certeza que já amava Loki como nunca tinha amado ninguém, como nunca amaria ninguém. Tinha medo de assustá-lo, tinha medo de soar necessitada demais – já tinha convencido-o de qualquer forma a irem para cama, pelos deuses. Então fechou os olhos, aproveitou o beijo e esperou que ele falasse alguma coisa.

-Helena. - Ela resmungou um "hm", se aninhando melhor nos braços dele.

-Se você for falar que agora você tem que ir, eu te mato. - Ele riu.

-Não. - Tocou no queixo dela com delicadeza, pedindo para que ela o olhasse. - Vou te assustar se eu falar que eu acho que te amo? - A moça sorriu e negou com a cabeça. Voltou a se aninhar no peito dele. Seu coração ainda batia forte, podia sentir o carinho dele nos seus cabelos e nas suas costas, as pernas entrelaçadas. Estava tão relaxada e ele ainda tinha falado tudo o que estava sentindo. Seu sorriso aumentou e escondeu o rosto na curva do pescoço dele.

-Não. Porque sinto a mesma coisa. - Sussurrou, tentando fazer aquele momento durar para sempre.


N/A:

ESSE

FOI

O

CAPÍTULO

MAIS

DIFÍCIL DE

SE ESCREVER

NA FACE

DE TODA

A TERRA!

Espero que tenham gostado. Porque demorou pra sair, acreditem. Eu fiquei travada e não saia, mais por vergonha do que por bloqueio criativo, porque sabia exatamente o que queria nesse capítulo. Vergonha. Vocês nem sabem direito quem sou e eu to com vergonha de por essas coisas haha. Vai entender. Mas é, tá ai.

Lembrem sempre de deixar o review de vocês, eu leio, viu?

Aliás, só me respondam uma coisa: esse ritmo de um capítulo por mês ta bom? Posso tentar postar dois por mês, mas é tentar! Sem promessas! Mas logo to chegando na parte que to com bastante coisa escrita e dai a história anda. Um capítulo por mês, com a certeza de sair, ou dois por mês, sem a certeza? Opinem, pfvor.