Capítulo 7 – 7º dia

- Escuta, preciso falar com você. – Victoire ouviu uma voz familiar e se virou. Era Susan.

A loira suspirou e voltou a olhar para o lago, no que a ruiva se sentou ao seu lado.

- Teddy me contou o que aconteceu ontem. Disse que você pediu um substituto e tudo pra detenção dele...

Vicky suspirou de novo.

- Olha só, você vai falar alguma coisa ou não? – Susan se irritou, encarando a menina.

- Você nunca fez questão de falar comigo, por que isso agora? – A loira perguntou, ainda sem encarar a outra.

- Porque eu sou amiga do Teddy e ele está triste. E sei que tudo isso é por minha causa. – Susan respondeu, ainda irritada. – Quer dizer, por causa da sua cabeça dura.

Victoire também se irritou e encarou a outra garota.

- Como é que é?

- É isso mesmo, Weasley! Po, o cara te fala mil vezes que é a fim de você, que terminou comigo por tua causa, faz altas declarações massas e você ainda fica brigando com ele por besteira?

- Besteira? – Vicky perguntou, se levantando, no que a outra a seguiu. – Me desculpe por não achar besteira dois amigos se beijarem na boca!

Susan revirou os olhos e bufou.

- Cara, a gente só é amigo. E pra sanar suas dúvidas, princesa, não, eu não gosto mais do Teddy. – A ruiva disparou, pegando Vicky de surpresa. – Eu sofri pra caramba quando a gente terminou e morria de ciúmes de você sim. Talvez seja por isso que eu não vá muito com sua cara hoje. Mas eu não tenho mais nenhum sentimento pelo Teddy que não seja amizade. Aliás, não que seja da sua conta, mas como sua cabeça parece ser dura demais pra entender as coisas, eu já tou em outra, assim como ele.

A loira arregalou ligeiramente os olhos, sem saber o que dizer. Susan respirou fundo e tentou falar mais calmamente.

- O Teddy não só gosta muito de você. Ele te ama. De um jeito que eu nunca vi. E foi por isso que eu precisei vir falar com você. Porque sabia que você não ia mais ouvir nada do que ele tivesse pra falar a respeito disso.

Vicky encarou o chão, sentindo os olhos se encherem de lágrimas. Susan se aproximou dela e pegou em sua mão.

- E apesar de tudo, eu sei que você gosta dele também. – Falou suavemente. – Não vou mais beijar o Teddy dessa forma, mesmo que seja uma coisa de amigos. Sei que é com você que ele quer estar, que é você que ele quer beijar, e que você sente o mesmo.

As lágrimas começaram a cair pela bela face de Victoire, pela culpa que ela sentia de ter brigado com o rapaz na noite anterior.

- E sei que te julguei sem te conhecer também. – Susan continuou. – Se o Teddy gosta de você, é porque você tem algo de especial. Por isso, eu quero tentar te conhecer e ser sua amiga também.

Vicky encarou a ruiva à sua frente, ainda chorando e com surpresa estampada em sua face. Passaram alguns segundos caladas, até que a loira conseguiu se recuperar e disse:

- Obrigada, Susan. Sei que também a julguei mal e peço desculpas por isso. Por mais que não queira admitir, eu morria de ciúmes de você com o Teddy.

- Eu sei. – Susan disse, rindo. – Isso era o que me consolava quando eu sentia ciúmes por ele gostar de você.

A loira riu junto.

- E agora, o que vai fazer? – A ruiva perguntou.

Vicky pensou por um tempo e falou:

- Agora eu tenho que deixar ele saber de uma vez por todas o que sinto por ele.

XXX

Teddy caminhava para a Sala de Troféus com uma feição triste. Aquele era seu último dia de detenções e ele achava que, como na noite anterior, Vicky arrumaria um substituto. Não conseguira falar com ela o dia todo e se sentia muito mal por isso. A única pessoa com quem conseguiu conversar foi Susan, o pivô de toda a discussão.

O rapaz respirou fundo e adentrou a Sala de Troféus, ficando aliviado pro ver que era a loira quem estava lá. Ela o encarou e ele pôde perceber que havia algo diferente na postura dela.

- Boa noite. – Ele disse.

- Boa noite, Teddy. – Ela falou, sem parar de olhá-lo, e pegando a varinha que ele lhe estendeu. – Pode começar.

Ele ainda a olhou por alguns segundos, antes de pegar o pano e se dirigir aos troféus. Após alguns minutos de silêncio, ele parou o que estava fazendo e se virou para ela.

- Por quanto tempo vamos ficar assim? – Perguntou, e a garota pôde notar a angústia em sua voz. – Se antes de ontem já era insuportável o pensamento de estarmos mal, depois de ontem é... – Ele não terminou a frase, só ficou encarando a garota.

Vicky suspirou.

- Susan veio falar comigo hoje.

Teddy ficou surpreso com aquilo.

- O quê?

- Ela veio me dizer que não sentia mais nada por você, que até já estava com outra pessoa, e que vocês realmente eram só amigos. – Vicky falou, séria.

Teddy ficou esperando a moça falar mais alguma coisa, mas como isso não aconteceu, ele se levantou e foi até ela.

- E...?

- E... Eu percebi que ela não é tão mal quanto eu pensava. – Vicky disse, sorrindo e se levantando. – Me desculpe, Teddy. Eu não tinha direito de ficar daquele jeito ontem. Afinal, não temos nada ainda...

- Isso mesmo, Vicky. Ainda. Porque, se depender de mim, eu quero ficar com você pro resto da minha vida. – Ele disse, pegando as mãos da garota. – Eu te amo, Victorie.

A loira sorriu largamente para ele.

- Eu também te amo, Teddy.

Ele a olhou sentindo que se coração ia explodir de felicidade.

- Como é? – Perguntou, fazendo a garota rir.

- Eu te amo, Teddy Lupin!

Ele riu alto de alegria e abraçou a garota, fazendo-a sair do chão e dando-lhe um beijo longo. Quanto acabaram, ele a colocou de volta no chão, mas sem jamais se afastar dela.

- Sério, Teddy, me desculpe. Tudo está sendo meio novo pra mim, como você sabe, mas, quando eu admiti para mim mesma que gostava de você, ficou mais difícil ainda ver a relação de vocês sem me sentir insegura e...

Teddy colocou um dedo nos lábios dela.

- Vicky, eu entendo. Sério. – Ele disse. – Na verdade, me senti lisonjeado de saber que você sente ciúmes de mim. – Ele brincou, fazendo a garota rir e dar uma tapinha nele. – Não, mas sério, a Susan é só minha amiga e você não tem motivo nenhum mesmo para se sentir ameaçada ou seja lá o que for por ela... Eu só quero você. Eu sempre quis só você, desde quando nem sabia o que era isso.

Os olhos da loira brilharam e o sorriso em seus lábios estava iluminado.

- Eu também, Teddy. Mesmo que por muito tempo pudesse parecer o contrário, eu também. – Ela disse. – E sabe o que mais?

- O quê?

Ela respirou fundo.

- Teddy Lupin, eu quero ser sua namorada.

O rapaz a olhou com os olhos ligeiramente arregalados. Quando se recuperou da informação, sorriu largamente e a beijou.

- Seu desejo é uma ordem, minha cara Vicky!

Os dois riram e se beijaram novamente. Ao se separarem, a loira tentou fazer uma cara séria e se soltou dele.

- Mas agora é hora de finalmente terminar sua detenção, Sr. Lupin. Ou podem achar que estou favorecendo meu namorado.

Os olhos dele brilharam ao ouvir as últimas palavras.

- Tudo bem, Srta. Weasley. Mas depois eu quero passar todo o tempo até o fim das aulas do seu lado.

- Pode deixar, Sr. Lupin. Teremos todo o tempo do mundo.

Continua...