Não podia ser. Ele não podia estar ali. Não a ou vira dizendo aquilo... não era? Empalidecendo, Lily virou-se para descobrir James Potter atrás de si, um casaco leve e preto dobrado por sobre o braço, os cabelos pretos quase arrumados.

— Sr. Potter — sussurrou ela, a boca seca. — Está de saída?

Ele a encarou, a expressão curiosamente dura.

— Estive tentando encontrar você.

Lily sentiu o rubor espalhando-se por suas faces.

— Vim tomar um refrigerante.

— Entendo.

Houve um momento de silêncio tenso entre ambos, algo que nunca acontecera antes. Ele sempre falara, ela sempre ouvira. O homem nunca ficara silencioso em sua companhia antes.

— Gostaria de alguma coisa?

— Você recebeu um telefonema de uma certa Sra. Fielding. Disse que era urgente. Deixei o número na sua mesa.

Lily não se lembrava de nenhuma Sra. Fielding e perguntou-se o que poderia haver de tão urgente.

— Obrigada.

James baixou os olhos, os lábios apertados.

— Da próxima vez, talvez você queira se lembrar de levar isto — acrescentou, estendendo a mão para revelar um pequeno pager.

Lily adiantou-se para pegar seu aparelho, mas ficou tensa quando seus dedos roçaram a palma da mão dele e uma corrente eletrizante percorreu-a.

Ele estava zangado.

Em seus cinco meses e meio trabalhando para o homem, nunca o vira demonstrando nenhuma emoção e, ainda assim, agora estava com raiva.

Rapidamente, para encobrir sua confusão, Lily prendeu seu pager ao cinto da saia, enquanto Tiffany jogava o cigarro e apagava-o com o salto do sapato.

Sr. Potter — murmurou ela, a voz um tanto ofegante, enquanto estendia a mão.

Ele hesitou, virou-se ligeiramente e abriu um sorriso educado.

— Já nos conhecemos?

— Nos vimos uma vez — respondeu Tiffany, abrindo um amplo sorriso quando ele lhe segurou a mão. — Quero dizer, você tratou de negócios com um dos sócios da firma onde trabalho, e eu cuidei da papelada.

— Ah. Você trabalha com Remus...?

— Sim. Ele o admira muito. Nós todos o admiramos, aliás.

Uma limunise preta parou junto ao meio-fio, o chofer uniformizado mantendo o motor ligado. James soltou a mão de Tiffany, lançou um olhar ao veículo e tornou a fitá-la.

— Tenho de me apressar. Foi um prazer conhecê-la, senhorita...

— Saunders. Tiffany Saunders. E eu trabalho com Remus.

— No sexagésimo-terceiro andar, certo. — James tornou a sorrir, e Lily pôde ver por que as mulheres se derretiam a seus pés. Havia algo em seus olhos, no magnetismo que possuía que fazia com que uma pessoa se sentisse... ainda que brevemente... especial. Como se fosse a única na face da terra.

Lily engoliu em seco, o coração apertado.

Ele nunca a olhara daquela maneira, nem uma única vez sequer.

Ele nunca nem sequer se dera ao trabalho de memorizar seu nome direito.

Um nó em sua garganta, ela desejou de todo o coração nunca ter trabalhado para o homem.

Ele se adiantou até a limusine a sua espera, a conversa esquecida, nenhuma despedida necessária. Seguir adiante parecia ser seu lema tácito, não havia tempo a perder, nem paciência para amenidades. Apenas ir adiante até o compromisso seguinte em sua agenda.

Mas, de repente, James parou e virou-se, parecendo extremamente elegante e à vontade em seu terno preto, apesar do opressivo calor do verão nova-iorquino.

Lily se perguntou como o homem fazia aquilo, como lidava com o calor e a pressão sem transpirar, ofegar ou fazer uma única queixa.

Como previa o mercado financeiro antes que o próprio mercado soubesse o que faria?

Como realizava dezenas de transações de milhões, bilhões de dólares sem se preocupar, entrar em pânico ou vacilar?

Ela não sabia. Não tinha como saber. Não tinha nada em comum com o homem.

O Sr. Potter a encarava agora, a fronte alta e bronzeada ligeiramente franzida.

— Está procurando outro emprego, Srta. Evans?

Era a última pergunta que Lily teria esperado e certamente desconcertou-a ao extremo. Céus! Seu chefe sabia a respeito de sua entrevista de emprego também? Ou seria apenas uma brincadeira, um complemento a seu comentário sobre ela poder se tornar uma comediante momentos antes?

Lily piscou algumas vezes, engoliu em seco e tornou a piscar, as lentes dos óculos ficando ligeiramente embaçadas, os pensamentos rodopiando em nenhuma direção lógica.

O que deveria dizer? Como responder a uma pergunta daquelas?

— Não — disse, enfim, as faces corando. — É claro que não.

Ele arqueou as sobrancelhas, encarando-a diretamente e torceu os lábios de maneira quase imperceptível.

O rubor dela acentuou-se. Sentiu-se como uma criança apanhada numa travessura.

— É claro que não — repetiu ele num tom manso de zombaria em sua voz. — Vejo você depois.

— Certo.

James tornou a virar-se e entrou na limusine à espera.

Tiffany desapareceu silenciosamente no saguão do Edifício Torre, deixando Lily sozinha na calçada.

Por um longo momento, ela não se moveu, o coração disparado. O que acabara de acontecer ali? O que o Sr. Potter quisera dizer?

Finalmente, tratou de afastar o temor, atirou o resto do refrigerante quente num cesto de lixo e tornou a subir até o escritório.

Trabalhou até o horário do jantar e, enfim, quando já fizera tudo o que poderia naquele dia, desligou o computador e pegou o metrô para casa.


Estava de volta ao escritório às seis e meia da manhã seguinte. Como de costume, era a primeira das assistentes administrativas a chegar e havia se incumbido de ligar as luzes do escritório a cada manhã, regular o ar condicionado e preparar o café.

A bebida fumegando na cafeteira elétrica, ela deixou a copa dos funcionários e seguiu em direção ao conjunto de escritórios da presidência, acendendo as luzes pelo caminho. Aproximando-se do escritório do Sr. Potter, gelou.

Ele já havia chegado e estava sentado à própria mesa, a porta entreaberta. Nunca deixava a porta entreaberta. Era um homem que preferia privacidade, sempre.

Lily ficou parada na ante-sala onde ficava seu escritório, quase hipnotizada, ouvindo-o digitar ao teclado de seu computador.

Algo estava errado. A porta não deveria estar aberta. Ele não deveria estar usando seu computador ainda. Deveria estar lendo os jornais.

O que acontecera? Seria algo relacionado à imprensa? Ela recebera três telefonemas no dia anterior de várias fontes ligadas à mídia. Ou aquilo seria algo mais pessoal? Teria algo a ver com... ela?

O som no teclado cessou momentaneamente, e Lily foi toma da por uma sensação das mais estranhas. Sua pele se arrepiou. Seu corpo pareceu ficar incrivelmente sensível, por inteiro.

Jamais se sentira tão ciente da presença dele antes. Embora a mente lhe dissesse que ele ainda permanecia à mesa, era quase como se estivesse parado ali a seu lado, tocando-a.

O calor espalhando-se por suas faces, respirou fundo. Estava se deixando levar pela imaginação, disse a si mesma, censurando-se, obrigando-se a agir.

Adiantando-se até sua mesa, retirou o casaco leve e pendurou-o no gancho ao lado do armário de arquivo.

Enquanto puxava a cadeira, notou um livro de capa verde-clara no meio de sua mesa.

Não se lembrava de ter deixado um livro ali na noite anterior. Sempre deixava a mesa limpa, vazia.

Aproximou-se mais e ergueu o livro. Nunca Trabalhe para um Cretino.

Largou-o como se a tivesse queimado. Céus! O livro. Era o livro. O que mencionara a Tiffany. Ele fora lhe comprar um exemplar...

Ela cambaleou até a cadeira, sentando-se pesadamente, a bolsa caindo a seus pés.

James Potter ia despedi-la. Era por aquele motivo que a porta estava entreaberta. Estava a sua espera para poder lhe dar o proverbial bilhete azul.

Mas não deveria ter acontecido daquela maneira. Fora ela que estivera em busca de um novo emprego. Que ficara magoada. Aquela cujos sentimentos tinham sido pisados.

E, ainda assim, algum dia o chefe reclamara dela? Já a insultara publicamente? Ou até mesmo em privacidade?

Por que havia feito aquele comentário indiscreto a Tiffany? Por que deixara suas emoções sobrepujarem o bom senso? Qual era mesmo o ditado? O peixe morria pela boca...

Sentia-se profundamente constrangida.

O interfone em sua mesa tocou.

— Srta. Evans, quando tiver um minuto, eu gostaria de lhe falar.

O coração de Lily disparou no peito. Não conseguiu se mover, incapaz de encontrar forças em suas pernas.

Mas não podia ignorá-lo. Já estava encrencada. Era melhor resolver logo aquilo de uma vez por todas e enfrentar o pelotão de fuzilamento.

Respirando fundo, afastou a cadeira da mesa e levantou-se, alisando a saia de pregas azul, certificando-se de que cada uma estava reta. Era sua melhor saia, aquela que usava quando precisava se sentir arrumada e ainda mais profissional. Se houvera um dia em que precisara dela, era aquele.

O interfone tornou a tocar.

— Oh, e, Srta. Evans, não precisa trazer o livro com você.

James observou Lily entrando em seu escritório, empertigada, os olhos arregalados por trás das lentes dos óculos pesados, os cabelos presos em severas tranças enroladas na cabeça num penteado copiado de alguma tia-avó. Ela sentou-se depressa na beirada da cadeira diante da mesa e dobrou as mãos sobre o bloco de anotações e a caneta que levara.

Ele esforçou-se para ser cordial.

— Bom dia.

— Bom dia, Sr. Potter.

Lily recostou-se na poltrona de couro atrás da mesa.

— Como você está?

— Bem, obrigada. — Ela soou firme, decidida, exatamente como a secretária competente com quem ele contara ao longo dos seis meses anteriores.

Então, engoliu em seco.

— Quanto ao livro...

— Não quero falar sobre o livro.

— N-Não?

— Não. Eu sabia que você o queria e, então, comprei um exemplar para lhe dar de presente. Feliz Dia das Secretárias.

— Mas isso foi em abril, Sr. Potter.

— Antes tarde do que nunca. — Ele se inclinou para a frente e pressionou uma tecla do computador, verificando o mercado europeu antes que fechasse. Observou as várias cotações de ações antes de tornar a se recostar na poltrona.

— Tenho que poder confiar na minha equipe — disse após um momento, grato com o fato de sua voz soar tão calma quando, na verdade, fervia de raiva por dentro desde que a ouvira fazendo seu comentário ferino no dia anterior em frente ao edifício.

Sua secretária perfeita era uma fraude.

Até agora, pensara na Srta. Evans como uma futura Sra. McGonagall, ela tendo sido sua primeira assistente executiva e, certamente, a melhor até então. A Sra. McGonagall fora organizada, precisa, eficiente, inteligente e controlada. Estivera sempre um passo à frente dele e praticamente antecipara cada necessidade sua antes que ele mesmo tivesse se dado conta do que iria precisar.

A Sra. McGonagall fora sua assistente por sete anos e aposentara-se à um ano e meio, um pouco antes de ele ter comprado a Financeira Bradley numa negociação amistosa. Tentar preencher o lugar da Sra. McGonagall fora impossível, e James passara de assistente a assistente até que herdara Lily Evans através da compra da Bradley.

Não pensara que iria gostar da Srta. Evans, não esperara que alguém que se escondia atrás de grandes óculos de lentes um tanto escuras e roupas sisudas seria tão eficiente quanto sua inestimável Sra. McGonagall, mas Lily Evans não era apenas boa. Era excelente. Era a futura Sra. McGonagall, a secretária exemplar.

— Preciso confiar em você — disse. — Tem total acesso a mim. Sabe detalhes sobre minha vida pessoal, sobre a da minha família, minhas finanças. Se conversa com Tiffany do sexagésimo - terceiro andar, quem me garante que não falará com um repórter amigável?

Ela ergueu a cabeça e sustentou-lhe o olhar.

— Eu não falarei — declarou com frieza.

— Mas ontem você...

— Aquilo foi um erro! — Lily se levantou da cadeira. Jamais o interrompera antes, nunca o contradissera e sua resposta veemente surpreendeu a ambos. — Eu lamento muito, Sr. Potter, sinto-me péssima quanto ao que aconteceu ontem. Foi um descuido de minha parte, mas, com toda a franqueza, não quis dizer nada com aquilo...

— Está à procura de outro emprego?

Lily entreabriu os lábios, o rubor espalhando-se por suas faces, mas não emitiu nenhum som.

Ela não respondeu porque não podia, pensou James, estendendo a mão para seu telefone, precisando de algo, qualquer coisa para controlar sua raiva.

Como aquilo fora acontecer? Onde fora que se equivocara em relação a ela?

— Esqueça — disse num tom um tanto abrupto, incapaz de se lembrar da última vez em que se sentira tão traído, ou enganado. — Sei que você quer a sexta-feira de folga. Tire-a.

Lily afundou mais na cadeira.

— Por favor, perdoe-me — sussurrou, o rosto afogueado, as mãos se entrelaçando no colo. — Eu o admiro tanto. Tenho-o em tão elevado conceito.

— Não foi o que pareceu ontem.

— Eu sei, mas não é pela razão que pensa. Tiffany estava... se alvoroçando. Todas o fazem e... — Ela respirou fundo. — Não quero soar como uma delas. Eu queria parecer... confiante.

— Confiante?

— Sim — repetiu Lily, trêmula. — Nunca fui confiante em minha vida, e as mulheres estão sempre perguntando a seu respeito, mulheres bonitas e glamorosas, e eu fico insegura. Nem sequer consigo acreditar que estou lhe dizendo uma coisa dessas, mas é a verdade. Sou uma tola. Eu só queria que Tiffany pensasse que sou como ela.

— Como ela?

— Você sabe, sofisticada.

James não ouvira nada tão lastimável em anos. Sua incrivelmente inteligente e capaz assistente queria impressionar uma cabeça-de-vento como Tiffany? Por quê?

Estudou-a atentamente, tentando enxergá-la através dos óculos e dos lábios apertados e o que viu foi um rosto jovem e oval com uma fronte elegante e um queixo pequeno e arredondado.

— Você tem minha aprovação — disse após um momento. — Por que precisa da dela?

Lily não moveu um músculo. Sua expressão fixa não mudou, apenas o rubor se intensificando em seu rosto.

— É uma boa pergunta, Sr. Potter.

— Pense a respeito — respondeu James, frustrado, zangado e incerto sobre o que fazer. Devia despedi-la? Podia confiar nela? O que deveria acontecer em seguida?

— Você irá a uma entrevista de emprego na sexta-feira?

Ela hesitou pelo mais breve momento.

— Sim.

James estava perdendo a paciência. Inclinando-se para fren te, apertou outra tecla, selecionando uma opção em seu monitor. O mercado estava aberto. O pregão da bolsa tinha começado.

— Se você ficar com o outro emprego, esperarei que cumpra duas semanas de aviso prévio.

Lily desviou os olhos. Não havia emoção em seu rosto. Parecia mais uma vez a assistente serena e capaz de sempre.

— Como descobriu a respeito da minha entrevista de emprego?

James sentiu o estômago se contraindo. Odiava conflitos. Odiava sentir-se desconfiado. Charlotte o arrasara e, embora tivessem se passado quinze anos desde que ela o rejeitara, algumas coisas eram impossíveis de esquecer.

Mas não deixou nenhuma de suas emoções transparecer. Aprendera, anos antes, a manter sua vida pessoal em privacidade.

— Ligaram do escritório do Sr. Osborne na segunda-feira pedindo referências suas. Falei com o Sr. Osborne diretamente.

Lily ergueu a cabeça para fitá-lo, os olhos preocupados por trás dos óculos pesados.

— E o que lhe disse?

James sentiu seus lábios se curvando num arremedo de sorriso.

— Que você era a melhor secretária que já tive.


— James, eu e Charlus estamos preocupados com você. — A dicção precisa de Dorea Potter estava ainda mais vigorosa ao telefone naquela noite. — A cada vez que ligamos a tevê, lá está você. Não podemos pegar uma revista sem que haja uma história a seu respeito.

James acabou de vestir uma camiseta por sobre o jeans, tendo tirado o terno e colocado roupas mais confortáveis agora que estava em seu apartamento.

— Está cansada da minha popularidade? — provocou-a ele, mudando o telefone sem fio de um ouvido para o outro, enquanto se adiantava até a cozinha.

— Não é o que eu quero dizer. Sabemos quanto você se empenhou para deixar o passado para trás, mas agora esses repórteres estão vasculhando tudo. E me refiro a tudo.

James abriu uma garrafa de água mineral e tomou um longo gole.

— Vai ficar tudo bem — disse, querendo acreditar em seu próprio otimismo, enquanto se recostava numa bancada, sua cozinha imensa e moderna, grande o bastante para acomodar um grupo de chefs. — Os repórteres perseguirão a outro alguém muito em breve. As pessoas se cansam e seguem em diante.

— Isso não é tudo. Há mais uma coisa, e não sei ao certo como lhe dizer, ou até se devo, mas não quero que você saiba disso por meio de outra pessoa.

— Então, conte-me.

O silêncio se prolongou do outro lado da linha.

— Eu vi Charlotte.

James gelou.

O quê?

— Charlotte veio até a nossa casa.

Ele sentiu-se como se tivesse levado um golpe físico no peito. Mal conseguia respirar.

— Sozinha?

— Sim.

James pousou a garrafa com tanta força no balcão que um pouco da água verteu.

— O que ela queria?

— Saber sobre você. Saber o que tem feito durante todos esses anos.

Charlotte.

— E o que você lhe disse?

Dorea soltou um suspiro de impaciência.

— Eu lhe disse: leia os jornais. Ligue a tevê no noticiário. A vida de James está em todo lugar.

Ele quase riu. Era bem típico de Dorea dar uma resposta daquelas.

— Charlotte disse que cometeu um erro — prosseguiu Dorea, a voz enfraquecendo, como se dar aquela informação lhe causasse grande dor. — Deu a entender que quer reparar tudo.

— Passaram-se quinze anos.

— Você quis isto uma vez.

— Quinze anos atrás.

— Cinco anos atrás — corrigiu-o Dorea.

James sacudiu a cabeça devagar, zangado, não entendendo por que aquilo fora acontecer agora, quando tinha tanta pressão sobre seus ombros, quando havia tantas pessoas dependendo dele.

— Como ela estava?

— Ainda mais bonita. A passagem dos anos a deixou ainda melhor. É uma beldade clássica. O que você esperava?

Ele sentiu um aperto no peito. Fechou os olhos. Não queria ouvir aquilo, não queria saber de nada.

— Não quero falar com ela.

— Está certo.

— E não quero vê-la.

— Então, não o faça.

Mas ainda enquanto proferia as palavras, James estava rindo de si mesmo. A quem estava enganando? Mesmo quinze anos depois de ela ter desaparecido de sua vida ainda não a havia esquecido.

— Dorea... Mamãe... — James encostou o punho cerrado na fronte, lutando contra temores sobre os quais muito poucos sabiam. — O que farei? Como sairei disto?

— Em primeiro lugar, esqueça Charlotte, ela não tem a menor importância — declarou Dorea, decidida, confortável em assumir o comando novamente. — E, em segundo, livre-se da imprensa!

— Como?

— James, você é inteligente. Atire-lhes um osso. Dê uma história à mídia... e não me refiro a Charlotte!


Olá gente! Estou tão feliz, que gostaria de compartilhar minha felicidade com vocês, Quarta-feira, dia 20-03-13, minha sobrinha nasceu, uma princesinha, linda e cheira de saúde, um verdadeiro anjo. Muito obrigada as meninas que comentaram: Layla Black, izzalima, Luana Mesquita, Tata Potter e Ninha Souma. Agora gente vou curtir um pouquinho ela, beijos e até mais.