Ele escapara. James entrou em seu apartamento na Quinta Avenida e fechou a porta atrás de si. Arranjos florais extravagantes apinhavam-se em torno do aparador de mogno e mármore do século dezoito. Aqueles eram novos.

Ele verificou rapidamente os envelopes que continham, relutante em abrir qualquer um. Podia adivinhar quem enviara os arranjos e imaginar o sentimento que expressavam. Não era que não apreciasse o apoio oferecido... era maravilhoso ter uma família tão afetuosa... mas não se sentia com vontade de celebrar.

Como era irônico que um grande dia como aquele o deixasse tão frio por dentro. Odiava o alvoroço todo. Não sabia como lidar com aquele tipo de sucesso.

O telefone começou a tocar, e ele moveu-se, mas parou ao ouvir o Sr. Foley, seu mordomo e chef, atendendo. Ele, então, anotou uma mensagem, murmurando um agradecimento e desligando.

O telefone tornou a tocar logo em seguida, e a campainha do apartamento também.

James fechou os olhos, passou a mão pela fronte e desejou estar em qualquer outro lugar. A maioria das pessoas teria adorado a honra que a News Weekly lhe concedera naquele dia, mas era a última coisa que ele precisava. Não suportava ser o centro de tantas atenções. O assédio excessivo de agora lembrava-o demais de suas origens, de tudo que tivera de enfrentar quando fora um simples joão-ninguém.

A campainha tocou uma segunda vez.

Ele tinha de se livrar de toda aquela publicidade, tinha de fazer algo em breve. Mas primeiro, a porta.

James abriu-a e recebeu um buquê ainda mais exuberante, um grande vaso de cristal repleto de lírios e orquídeas. Não havia mais lugar na mesa de canto também apinhada e deixou-o no piso de mármore.

O Sr. Foley apareceu junto à grande entrada em arco que conduzia ao amplo vestíbulo. Usava terno e gravata escura e camisa branca, bastante distinto e formal.

— Minhas congratulações, senhor.

James tentou sorrir enquanto meneava a cabeça em agradecimento, mas não conseguiu. Não se sentira tão solitário em muitos anos.

— Obrigado, Sr. Foley.

O mordomo curvou-se de leve.

— Posso lhe buscar um drinque, senhor? Um champanhe para celebrar, talvez?

— Gim e tônica estarão bem.

— Pois não, senhor. E minhas congratulações mais uma vez.

Não, solitário não era a palavra certa, pensou James, corrigindo-se, enquanto olhava em torno de seu luxuoso vestíbulo, abarrotado de flores. Não era solitário. Sentia-se sozinho. Era uma diferença sutil, mas significativa.

Uma diferença que continuou a atormentá-lo horas depois quando se deitou em sua cama. Como fora que se tornara uma figura tão importante?

Não era um playboy despreocupado e sofisticado, nem chegava a ser o gênio de Wall Street que o aclamavam e odiava o culto à personalidade. O James Potter que a mídia glorificava nunca existira. Ele podia ver o que eles viam... escolas de prestígio, namoradas lindas, tremenda riqueza. Nos jornais, ele parecia bem. Num terno italiano, parecia ainda melhor. Mas bastava raspar um pouco o verniz da superfície, espiar por baixo dos diplomas, da vida social, das roupas caras, e ele era James Riddle, o filho aterrorizado de Tom Riddle, um garoto tão desesperado para escapar da violência e pobreza de seu bairro que aceitava todos os tipos de empregos para ficar longe das ruas.

Ele dobrava jornais às quatro da manhã, entregava-os em sua bicicleta às cinco e recebia o pagamento nos bairros de alta classe à tarde. Quando terminava de entregar jornais, recolhia garrafas de cerveja e latas de refrigerante e, então, começava a cortar grama.

Criativo, havia confeccionado cartões e colocado em quadros de avisos, em caixas de correio, debaixo das portas das casas.

James Riddle. Faz-tudo. Pintura. Limpeza. Serviços Gerais.

Excelente trabalho a preços baratos. Referências disponíveis. Trabalho depois da escola e todos os finais de semana.

Qualquer coisa por um dólar.

Qualquer coisa para escapar do prédio decadente que chamava de casa.

Qualquer coisa para evitar o temperamento cruel de Tom Riddle e seus punhos impiedosos.

Com os olhos ardendo, James apanhou seu travesseiro e virou-se de bruços.

Os Potter o haviam ajudado a deixar seu antigo bairro para trás, e ele já ganhara dinheiro mais do que o bastante para garantir sua segurança financeira. Mas ainda não se sentia realizado. E o trabalho, que havia sido seu reduto mais seguro, tornara-se um pesadelo. Como fazer aquilo? Como continuar daquela maneira? Como se tornar alguém que não era?

Fechando os olhos, recostou a face no travesseiro. Mas com os olhos fechados, viu uma forma escura, e a forma se tornou uma tatuagem preta e verde no braço de Tom Riddle. A imprensa não adoraria saber que James Potter era, na verdade, James Riddle, do miserável Roxbury, não do opulento Beacon Hill?

Charlotte descobrira e era só ver o que acontecera. Ela não apenas o deixara. Fugira dele.

James não podia mais continuar com aquilo. Dorea o aconselhara a atirar um osso para a mídia, para lhes dar uma história. Uma história...

James Potter se casa.

James Potter não mais um solteiro.

Não mais sexy, agora apenas um entediante homem casado.

James respirou fundo, e a pressão em seu peito começou a diminuir.

Ele se casaria, sairia do centro das atenções, voltaria a ser um homem comum.

E lhe ocorreu, então, enquanto a tensão se dissipava, que conhecia a mulher perfeita, a mulher mais prática e sensata que lidava com a imprensa com facilidade, que conseguia cuidar de sua agenda e já conhecia seus hábitos e preferências... Lily.

Ela estava sendo a melhor secretária possível. Seria a melhor esposa possível.


No final, Lily compareceu à entrevista nas Indústrias Osborne. Não lhe pareceu certo cancelar no último minuto e achou que seria sensato manter algumas portas abertas. Mas, embora o Sr. Osborne fosse tão gentil pessoalmente quanto fora ao telefone, Lily soube que a vida que queria não estava em Charleston. A vida que queria estava em Wall Street, em Manhattan, e só em pensar em James seu coração disparava, mais dor do que prazer no rápido turbilhão de emoção.

No vôo de final de tarde de Charleston para Nova York, Lily tirou os grampos do coque severo, soltando os cabelos, que lhe cascatearam pelas costas. Cansada, seguiu com os demais passageiros após o desembarque, passando pelo terminal e saindo em busca de um táxi.

— Precisa de uma carona?

Era ele! Lily fechou os olhos por um instante, pensando que jamais se cansaria daquela voz. A respiração um tanto ofegante, virou-se.

— Olá, James... Sr. Potter. — Era a primeira vez que cometia um deslize daqueles.

James abriu um leve sorriso.

— Olá, Mily.

— Lily.

— Eu sei. — O sorriso dele alargou-se e, aproximando-se mais, tirou-lhe a bolsa de viagem do ombro, segurando-a. — Como foi a entrevista?

— Bem. — Ela franziu o cenho ligeiramente, dando-se conta de que ele estava ali, no aeroporto, quando deveria ter saído para jantar com membros de sua diretoria. — O que está fazendo aqui?

— Vim buscar você.

— O seu jantar com a diretoria...

— Eu o cancelei. — Ele não sorria mais. Na verdade, tinha agora uma expressão firme, determinada. — Eu estava esperando junto ao portão de desembarque, mas, de algum modo, acabei não a vendo entre os demais passageiros. Ah, aí vem o meu carro agora — acrescentou. — Conversaremos no caminho.

— No caminho para onde?

— Para o restaurante onde jantaremos.

Nada fazia sentido, pensou Lily, levando a mão à têmpora que latejava. Sentia-se tão cansada e desalinhada. Os cabelos estavam soltos, o tailleur amarrotado, os pés doíam. E ele queria levá-la para jantar agora, daquele jeito?

Fantasiara sobre jantar com James, mas não fora daquela maneira. Em sua fantasia, sentira-se elegante, descontraída, sob controle.

Aquele certamente não era o caso agora.

A limusine parou ao lado de ambos, e James abriu a porta detrás.

— Vamos — encorajou-a. — Não quero perder a nossa reserva para o jantar.

Lily lançou-lhe um olhar preocupado antes de se sentar no interior luxuoso da limusine. Enquanto o automóvel começava a rodar, James colocou uma dúzia de rosas vermelhas nos braços dela, o buquê adorável, atado com uma larga fita de seda lilás.

Ele nunca lhe dera flores antes, nem mesmo no Dia da Secretária. Ficou intrigada.

Lily sentiu um aperto no peito. Ficava surpresa em perceber quanto aquela situação era dolorosa. Sempre sonhara com aquilo, no momento em que acontecia. Parecia-lhe errado.

Flores deveriam significar algo, pensou freneticamente. Um jantar fazia parte do romance. Mas aquilo nada tinha a ver com romance. Eram negócios.

Ele a queria de volta na corretora. Estava determinado a tê-la de volta. Ela segurou o buquê com tanta força que as flores tremeram em suas mãos.

— Ele lhe ofereceu o emprego? — perguntou James, seu tom zangado.

Lily sustentou-lhe o olhar.

— Sim.

— Você o aceitou?

— Ainda não.

— Ótimo. Porque tenho algo a lhe propor.

— O quê?

— Vamos esperar até termos chegado ao restaurante. Apenas lhe peço que mantenha a mente aberta.

Mente aberta? O que ele queria dizer com aquilo? Nervosa, Lily lançou-lhe um olhar e a intensidade naqueles olhos castanho esverdeados roubou-lhe o fôlego.

— A mente aberta — repetiu James num tom manso, enquanto a limusine deixou a interestadual e dobrou por uma série de ruas antes de parar diante de um restaurante pequeno e acolhedor, com um estacionamento quase deserto. — É tudo o que lhe peço.

— Onde estamos? — perguntou ela, enquanto o chofer lhes abria a porta.

— Estamos nos arredores da cidade — explicou James depois que saíram para a noite quente de verão. — Este é o Franco's. É um de meus lugares favoritos. Vamos entrar.

Segurou-lhe o cotovelo de leve enquanto a guiava até a entrada do restaurante e foi o bastante para deixá-la com o rosto afogueado, a sensação de que o ar quase lhe faltava.

James nunca a tocara durante os seis meses de trabalho em conjunto, e a mão forte em seu braço fazia com que ondas de calor a percorressem.

A porta do restaurante abriu-se, e um cavalheiro distinto recebeu-os na entrada.

— Sr. Potter, estávamos a sua espera. Seja bem-vindo.

— Olá, Frank. Obrigado por nos acomodar.

Frank conduziu-os até uma mesa nos fundos. O restaurante tinha iluminação difusa, com toalhas vermelhas e várias velas aromáticas adornando as mesas. Exceto por aquilo, estavam todas vazias.

Lily retirou o blazer e Frank levou-o. Sentiu-se um tanto despida em sua blusa de seda branca, mas tentou se concentrar em outras coisas.

— O Franco's é italiano, ou francês? — Que pergunta tola. — Acho que não importa — acrescentou depressa. — Poderia ser qual quer um dos dois. Italiano, ou francês.

Ela estava tagarelando. Dizendo tolices. Aquela não seria uma boa noite.

— Não fique tão nervosa. Sou apenas eu. James Potter. Aquele chefe cretino para quem você trabalha...

— Não, por favor — suplicou ela, afundando mais na cadeira. — Não toque nesse assunto agora.

James sorriu.

— Estou brincando.

Ele brincava? Aquilo era uma revelação.

— Está certo.

James estivera estudando-a.

— Agora sei por que não notei você passando pelo portão de desembarque — comentou, quase aliviado. — Não está parecendo você mesma. Eu estava à procura das... — apontou para a própria cabeça, o dedo descrevendo círculos — ...tranças.

— Oh...

Ele ainda a encarava.

— Nunca a vi com os cabelos soltos.

— De fato, sempre os uso presos. Mas eu estava com um pouco de dor de cabeça no avião, e, assim, retirei os grampos. Você... não gosta dos meus cabelos soltos, não é mesmo? São um tanto rebeldes...

— Tolice. Apenas não estou acostumado a ver você assim, mas... está muito bem.

A voz dele adquirira um timbre diferente, e Lily tornou a ficar apreensiva, insegura. Aquilo não era normal. Não sabia o que fazer, ou dizer. Sentiu-se ainda menos à vontade quando Frank voltou com uma garrafa de champanhe.

Champanhe. Ela tornou a sentir o coração apertado. James estava fazendo uso de todo seu arsenal.

A primeira garrafa dela de champanhe de verdade, champanhe francês, num charmoso restaurante chamado Franco's, em companhia do Homem do Ano da News Weekly. Aquela não era sua vida. Naquele momento, estava vivendo a vida da ex-namorada de James, Annika. O único problema era que não sabia como ser Annika.

Sorriu com nervosismo, enquanto James preenchia as taças de ambos e lhe entregava uma. Engoliu em seco, dando-se conta de que era melhor dizer algo inteligente logo, fazer algo de certa sofisticação, ou acabaria ali, apenas encarando-o feito uma tola.

Ergueu sua taça.

— Ao Homem do Ano eleito pela News Weekly — brindou, a voz trêmula. — Parabéns, James. Você merece.

Ela soou tão sincera, tão espontânea, pensou ele, erguendo sua taça para acompanhá-la no brinde. A luz de vela favorecia-a, deixando-lhe a pele alva luminosa sob o brilho da chama.

Ela não era como as mulheres com quem ele saía. Era bem mais autêntica, mais real. Gostava de sua falta de sofisticação, era algo que o agradava mais do que glamour e requinte. Todos presumiam que, por ganhar somas fabulosas de dinheiro, gostava de luxo e ostentação. O oposto era verdade.

— Tem sido um ano e tanto — acrescentou ela. — Você é a pessoa favorita de todos.

— Não a sua — respondeu ele, zombeteiro.

Lily corou, baixando os olhos para a mesa.

— Você está falando sobre o livro, mas realmente detesto quando toca no assunto, porque os últimos seis meses têm sido incríveis. Falo sério, vamos encarar os fatos. Você é incrível.

Algo na voz dela tocou James a fundo. Era dona de uma suavidade que o surpreendia constantemente. Não conhecia mulheres que ainda eram tão ternas, tão... inocentes.

Ele franziu o cenho, momentaneamente confuso. Não estava totalmente à vontade com aquela ligeira mudança de sentimento. Na verdade, não estava à vontade com sentimentos, mas não a selecionara como candidata à esposa com base em sentimentos. Ela era a escolha mais racional, mais lógica.

— E pensar que uma semana atrás eu me sentia desvalorizada — comentou Lily a um dado momento com um sorriso irônico. — Acho que não posso me sentir dessa maneira agora, não é mesmo?

— Sentia-se desvalorizada?

— Você nem sequer sabia meu nome!

James sentiu uma ponta de culpa. Lily tinha razão em estar aborrecida.

— Eu gostaria que você tivesse me corrigido logo na primeira vez em que eu o disse errado. Que tivesse me dado um tapinha no ombro, me repreendido pelo interfone...

— Não teria sido possível — ela aparteou com um riso delicado e, à luz de velas, James deu-se conta de que os olhos dela eram verdes. — Você... você é... você.

— Brilhante dedução, Srta. Evans.

Ela tornou a sorrir, o rubor espalhando-se por suas faces, e algo tocou-o novamente. Aquela emoção era nova, um tanto protetora e acompanhada de uma boa dose de ciúme.

O Sr. Osborne não poderia ficar com ela. James não iria perdê-la.

O jantar terminou, Frank retirou a mesa e a garrafa de champanhe vazia foi substituída por café. Lily recostou-se na cadeira, relaxada, serena.

— Foi adorável — suspirou e, então, teve de cobrir os lábios para conter um bocejo. Não olhara para o relógio, mas devia passar da meia-noite. — Isto foi como um sonho.

— Não tem de terminar. — James inclinou-se para a frente. — Eu tenho uma idéia e sei que parecerá um tanto maluca, mas acho que daria certo e que ambos ficaríamos felizes.

— Você vai me dar um aumento?

Ele fitou-a nos olhos com intensidade.

— Pode-se dizer que sim.

Tirando uma pequena caixa de veludo negro do bolso, colocou-a sobre a mesa.

Lily teve a impressão de que seu coração parou por um momento. Sentiu-se estranha, uma inesperada ansiedade envolveu-a. James empurrou a caixinha gentilmente ao longo da mesa.

— Case-se comigo.

Ela começou a tremer. Sentia-se tão gelada por dentro de repente. Não podia acreditar que ele seria capaz de uma coisa da quelas, que a trataria daquele jeito.

— Isto não tem graça. — Tateou a cadeira em busca da bolsa, mas lembrou-se de que a deixara na limusine.

— Não estou fazendo uma brincadeira.

— Pare com isso.

— Lily...

Ela ignorou-o, levantando-se, o coração apertado, as faces queimando. Sentia-se tão humilhada.

— Não se levante — disse depressa.

— Eu pegarei um táxi.

James deixou dinheiro na mesa e seguiu-a rapidamente.

— Espere. — Barrou-lhe a saída estendendo o braço para apoiá-lo na porta. — Não saia. Não desse jeito.

— Acho que já tivemos drama o bastante por uma noite — disse ela, incapaz de fitá-lo, os braços cruzados sobre o peito.

Sem o blazer, ele podia, enfim, ver quanto ela era esguia e delicada. A blusa fina de seda moldava uma compleição pequena, mas bem-feita e apenas insinuava de leve as curvas femininas que ocultava, deixando perceber como estava vulnerável e indefesa naquele momento.

— Não fique zangada. Não estou tentando magoá-la. Só estou tentando lhe dizer que preciso de você.

Precisava dela? Pensou Lily, num valente esforço para conter as lágrimas. O homem não precisava dela. Era James, o solteiro mais sexy de Nova York. Como podia precisar de alguma coisa?

— Isso é como uma brincadeira de mau gosto que os garotos do colegial fazem. É algo que fazem... iludem uma garota, fazem com que se sinta especial e, então, humilham-na em seguida. Mas eu jamais teria esperado uma coisa dessas de você.

Ele segurou-a pelos ombros.

— Mas isto não é uma brincadeira. A proposta é real, e estou sendo bastante sincero. Mas obviamente abordei a situação da maneira errada.

Lily fechou os olhos.

— Tenha um pouco de compaixão, por favor.

Mas ele não parou de falar, nem a soltou.

— Eu deveria ter lhe dito em primeiro lugar que isto são negócios. Deveria ter iniciado a proposta dizendo-lhe que se trata de um trabalho. Eu quero mesmo me casar com você, mas nem tudo seria diversão. Há a mídia a lidar, além de uma tremenda pressão social, mas eu cuidaria de você financeiramente. Eu me certificaria de que você tivesse tudo que seu coração desejasse.

Ele aumentou ligeiramente a pressão de suas mãos em torno dos ombros dela.

— Tudo — repetiu com mais veemência.


O Casamento do Ano! Anunciavam os jornais de Nova York. O Solteiro Mais Cobiçado de Wall Street não Está Mais Disponível. Lily tentava evitar ler os jornais, não querendo ser apanhada no turbilhão de publicidade, mas, vez ou outra, recostava-se em sua cadeira, olhava para o vazio e apenas sorria. Ela, Lily Evans, iria se casar com James Potter dali a quatro semanas.

Havia papelada para assinar, um contrato e um acordo pré-nupcial rigoroso, mas o aspecto comercial não a incomodava. James precisava dela, e aquilo era o bastante.

Planejar o casamento era ainda mais empolgante. Pela primeira vez em anos, ela e a mãe tinham algo em comum e passavam horas ao telefone falando sobre tradições matrimoniais e tomando decisões quanto à cerimônia e recepção.

Lily confiou a ela numa noite que se sentia como Cinderela se arrumando para o baile. Tudo estava simplesmente perfeito, a vida não poderia ser melhor.

— Você realmente o ama, não é mesmo? — perguntou a mãe com gentileza, orgulho maternal em sua voz. Era quase como se não pudesse acreditar que Lily, sua filha mais tímida, iria em breve se tornar uma noiva radiante.

— É claro que sim! — Lily nem sequer precisava pensar a respeito. Não havia a menor dúvida em sua mente. Estava fazendo a coisa certa. James precisava dela, e ela, dele. — Sou louca por ele. Não poderia amar mais a alguém.

A mãe hesitou do outro lado da linha.

— E tem certeza de que ele é o homem certo para você?

— Eu amo James.

A pausa da mãe foi ainda mais longa daquela vez.

— Sim, querida, mas tem certeza de que ele ama você?


Olá gente! O tão esperado pedido aconteceu, mas vocês já sabem que o casamento não sai, a partir do próximo cap as lembranças da Lily acabam e a história continua a partir da fuga dela, ai ai o que vai acontecer? Obrigada a Sassah Potter, Layla Black, Joana Patrícia, Tata Potter, Ninha Souma, LaahB e pelos comentários maravilhosos.

Para todos aqueles que curtiram Summer e querem saber o que aconteceu com Tess e Nathan, EM BREVE uma continuação com eles. Beijos :*