Capitulo 2 - Melissa Jane Potter

O dia ainda amanhecia e Harry já estava tomando seu café-da-manhã em uma grande mesa de mogno com vários lugares. O moreno, vestindo uma calça e sapatos pretos com uma camisa branca estava com os cabelos soltos, se encontrava na cabeceira da mesa lendo o Profeta Diário enquanto tomava uma xícara de café e comia umas torradas com geleia de amora.

Na primeira página do jornal havia uma foto de um ataque que houve à família Bones, o moreno apesar de estar de volta há pouco tempo, sabia que Amélia Bones tinha um alto cargo no Ministério e que não se uniria aos comensais, tornando os Bones caçados por Voldemort. Havia também uma foto do primeiro ministro Cornélio Fudges, e abaixo dela, seu discurso, que dizia quais as ações que o ministério tomaria contra o ataque e que algo assim não se repetiria.

- Idiota, não conseguiria nem se defender. - diz o moreno com seu habitual tom frio enquanto dobrava o jornal e o colocava ao seu lado, sobre a mesa.

Terminando de comer uma torrada, ele dá um longo gole em seu café e se levanta, vestindo o sobre-tudo negro que estava as costas da cadeira em que sentava. Olhando no relógio em em seu pulso esquerdo, percebe que faltavam poucos minutos para o encontro que marcara com o velho diretor. Se encaminha em direção as grandes portas que ficavam do outro lado do grande salão, chegando em um corredor longo no qual não havia outras portas sem ser a que saiu e a que ficava no outro extremo do mesmo, ao atravessá-la o moreno se encontra no saguão de entrada da mansão, a esquerda da porta principal que se abre antes mesmo dele alcançá-la mas antes de sair é abordado pelo mesmo elfo da noite anterior.

- Meu senhor... deseja que Wend faça algo enquanto não está? - pergunta de forma respeitosa fazendo uma reverência.

- Não, obrigado. - responde após pensar recebendo outra reverência do elfo enquanto sai da casa então aparata em Hogsmeade.

Em Hogwarts, na sua sala, Alvo Dumbledore estava ansioso pela conversa que aconteceria dentro de pouco tempo. Ele nem podia acreditar que depois de tantos anos desaparecido, Harry Potter finalmente estaria na sua frente.

A notícia de que receberia um aluno estrangeiro transferido de uma escola americana havia deixado os professores curiosos já que o diretor não tinha revelado a identidade do tal aluno.

Queria ter a certeza de que seria o primeiro a falar com o garoto, precisava ter uma conversa particular com o jovem antes que ele tomasse conhecimento do padrinho e do tio postiço, o diretor sabia que eles seriam grandes problemas se tivessem a chance de falar com o garoto primeiro.

"Não posso arriscar perder ainda mais o controle da situação." - pensa o diretor observando da janela os campos da escola.

Após nove anos de procura pelo filho dos Potter's o acaso trata de trazê-lo ao alcance de suas mãos!

Sentia que agora os ventos começavam a soprar em sua direção. Com o retorno de Voldemort as coisas haviam ficado muito complicadas para todos e agora que o eleito estava vindo para o seu lado, poderia convencê-lo a ficar a seu favor, era exatamente isso que faria.

"O garoto provavelmente nem ouviu falar da guerra e não deve ter nenhum conhecimento sobre seu passado, afinal, a história de Harry Potter não é tão conhecida fora da Europa!" - pensa satisfeito.

As possibilidades estavam claramente a seu favor, pelo menos esse era o pensamento que pairava na mente do diretor.

Dirigindo seu olhar até os portões da escola, ele consegue distinguir, mesmo a distância, a figura de alguém vestido de negro. Sorri ao concluir de quem se tratava e executa um feitiço que destranca e abre os portões da escola para que o estranho entre, em seguida, eles vão se fechando às costas do moreno, assim ele também prenderia o garoto conforme a sua vontade.

Agradecendo o fato de os outros professores estarem em seus aposentos preparando um relatório sobre o que passariam para os alunos aquele ano, ideia que tivera para poder ter certeza de que não seria interrompido, Dumbledore se encaminha até sua mesa, sentando-se a seguir.

- Fawkes poderia buscar nosso convidado por gentileza. - diz de forma serena para a bela fênix que desaparece a seguir em uma explosão de chamas vermelhas.

Harry caminhava calmamente pelos jardins da escola em direção ao castelo quando, envolta em chamas vermelhas, uma fênix de penas vermelhas e de cauda dourada, aparece em sua frente pairando sobre sua cabeça até começar a planar diante de si.

A fênix o encara nos olhos como se estivesse querendo falar algo ao moreno que logo percebe do que se trata, estende a mão fazendo uma leve carícia em suas penas para logo desaparecer junto com o pássaro em outra explosão de chamas.

Dumbledore observa atentamente Fawkes retornar com o visitante, percebe que o rapaz a sua frente era alto, com os cabelos até os ombros, olhos verdes mas, diferentes dos de sua mãe, eles eram frios. A expressão no rosto não revelava sentimento algum, o que causou um arrepio no diretor, vestia uma calça negra assim como os sapatos e o sobre-tudo mas a camisa era branca, tinha o físico bem definido e era bastante pálido.

Já Harry, observa que o diretor parecia bastante velho, com os cabelos e a barba brancos, olhos azuis conhecidos moldados por óculos de aros meia-lua, nariz torto, expressão serena mas avaliativa e vestindo uma túnica roxa com estrelas prateadas, estava sentado atrás de uma escrivaninha com as mãos entrelaçadas em baixo do queixo.

- Sente-se por favor sr. Potter. - diz cordialmente lhe apontando uma cadeira em sua frente a qual o moreno ocupa.

- Obrigado por me receber hoje diretor. - fala o moreno de forma calma.

- Não há necessidade de agradecer meu jovem, estou apenas cuidando dos interesses da escola para abrigar mais um aluno. - responde de forma bondosa com um sorriso simples nos lábios que o moreno apenas devolve para causar boa impressão.

- Então como foi descrito na carta que recebi do sr. e a da sua antiga escola, deseja estudar em Hogwarts?

- Sim é exatamente isso que eu quero e pretendo descobrir um pouco mais sobre meus pais. - responde serenamente ao mesmo tempo que sente alguém tentando penetrar em sua mente mas encontrando uma muralha intransponível.

- O sr. poderia parar de tentar invadir minha mente? - pergunta de forma séria vendo o diretor erguer as sobrancelhas surpreso.

- Perdoe-me por isso... - fala surpreso pela solidez das defesas mentais do moreno. - Se me permite perguntar sr. Potter, eu como amigo íntimo dos seus pais gostaria de saber, o que aconteceu quando o sr. sumiu da casa de seus tios?

- Desculpe diretor mas, só falarei do assunto com meu padrinho presente juntamente com Remo Lupin, que também eram amigos dos meus pais. - responde de forma firme.

-Compreendo... - concorda contrariado. - Bom após resolvermos os assuntos de sua transferência poderemos voltar a esse assunto. Com os documentos que recebi de sua antiga escola, a matrícula em Hogwarts já foi efetuada. Agora, preciso lhe dizer que o período letivo começa no dia primeiro de Setembro, dentro de duas semanas, no qual os alunos pegam o expresso de Hogwarts na estação King's Cross plataforma nove e meio.

- Nove e meio? - pergunta fingindo um ar intrigado recebendo a carta que o diretor lhe oferecia.

- Entre as plataformas nove e dez, creio que será apenas questão de você seguir os outros alunos. Essa carta contem a lista de material escolar e mais o que os alunos podem e não podem trazer para a escola. Creio que o sr. saiba onde se encontra o Beco Diagonal não?

- Sim, obrigado.

- Quando chegar a Hogwarts será selecionado para uma das quatro casas: Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal ou Sonserina, que será como sua família aqui na escola e começará no sexto ano... - termina de esclarecer os fatos ao moreno que apesar de já saber disso ouve atentamente. - Agora que já resolvemos esse assunto, voltemos para minha pergunta sobre o que se passou em sua vida nesses nove anos do seu desaparecimento.

- Como eu disse diretor... só falarei a respeito disso na presença dos dois amigos de meus pais. - repete de forma firme, o diretor contrariado concorda.

- Fawkes, poderia chamar os professores Lupin e Black aqui por favor. - pede a fênix que some a seguir.

Vendo a expressão de interrogação no rosto do moreno responde:

- Seu padrinho e o Remo dão aulas aqui como professores de duelos mágicos e com armas. Matérias que são obrigatórias desde o quarto ano.

- Suponho que seja pelo fato da guerra recomeçar? - o moreno estava realmente surpreso agora, não esperava encontrar os amigos de seus pais na escola.

- Exatamente... - antes que o diretor pudesse dizer mais alguma coisa, Fawks reaparece no mesmo instante em que se ouve batidas na porta.

-Nos chamou diretor? - pergunta Sirius Black entrando na sala, sendo seguido por Remo Lupin.

Os dois vestiam calças e camisas sociais, apesar da calça do Sirius ser preta e a do Remo ser bege, as camisas eram brancas e os sapatos pretos; Sirius era alto, cabelos negros e ondulados até os ombros, olhos azuis e porte físico definido. Remo era pouco mais baixo que o primeiro, cabelos castanhas e curtos, olhos castanhos, magro e com uma expressão cansada. Ambos olham para o estranho sentado de frente para o diretor e concluem ser o misterioso aluno americano.

- Sim, eu os chamei aqui, apesar de querer manter a identidade do nosso mais novo aluno em segredo, para podermos conversar sobre algo... ele se recusa a dizer sem a presença de vocês dois. - diz o diretor calmamente.

Sirius e Remo se entreolham confusos e se voltam para o estranho que estava se levantando, eles esperavam qualquer coisa menos o que vinha a seguir. Quando o estranho se vira e os encaram Sirius e Remo perdem completamente a cor e arregalam os olhos de choque.

- Impossível... - sussurra Sirius.

Não era possível acreditar no que estava vendo a sua frente. Remo estava mudo de surpresa. Harry olhou um e depois para o outro analisando-os, enquanto esperava eles saírem do choque, coisa que aconteceu a seguir.

De fato, também estava nervoso mas aprendeu a manter seus sentimentos para ele mesmo.

A reação de Sirius foi no mínimo inesperada para o moreno, o bruxo simplesmente se atirou contra ele, abraçando-o tão forte que deixaria alguém normal com falta de ar.

- Harry! É.. é você mesmo? - pergunta o homem afastando-se um pouco e o olhando com lágrimas nos olhos.

- Sim, mas.. é... me desculpe... mas não sei quem é quem... - fala o moreno de forma confusa olhando os dois.

Remo, que acabara de voltar ao normal, vai até o moreno e também o abraça.

- Eu sou o seu padrinho, Sirius... - torna a falar o homem sorrindo largamente assim como o outro. - Esse é o Remo.

- Muito prazer em conhecê-los. - diz educadamente e com um sorriso simples.

O moreno avaliando melhor o padrinho, percebe que ele ainda carregava alguns traços dos anos que passou em Azkaban e isso o deixa furioso.

- Ah Harry, não sabe como ficamos preocupados com o seu sumiço. - diz Sirius e o moreno pode perceber a pontada de ressentimento por não estar por perto cuidando dele.

- Ficamos todos muito preocupados. O que aconteceu com você? - pergunta Remo que assim como Sírios ainda estava muito emocionado por ver que o filho dos seus grandes amigos estava bem.

Harry estava vendo tudo o que se passava na mente dos dois e ficou feliz por saber que o que eles sentiam naquele momento era verdadeiro.

- Era exatamente isso que eu estava perguntando a ele. - diz o diretor fazendo as atenções se voltarem para ele.

Após todos estarem sentados, Sirius e Remo em cadeiras uma de cada lado do moreno, o olham esperando a resposta. Harry respira fundo e começa o relato enquanto vasculha a mente do diretor discretamente, o moreno percebe que ele está tão ocupado tentando penetrar sua mente que deixou sua própria mente desprotegida!

- Bom diretor, quando eu fui expulso da casa dos meus tios, por fazer magia involuntária, fui largado no centro de uma grande cidade pelo meu tio... - começa a relatar os fatos.

Dumbledore levanta as sobrancelha ao ouvir o relato da expulsão, Sirius e Remo soltam exclamações furiosas, sendo o lobisomem um pouco mais controlado.

- Então enquanto eu procurava um lugar para passar a noite, encontrei um banco em uma praça próxima e acabei dormindo lá, quando o dia nasceu fui acordado por um guarda que disse que aquela praça não era lugar de mendigos. Quando ele me pegou pelo braço e começou a me arrastar para a viatura dele, apareceu uma mulher que disse para ele me soltar porque eu era sobrinho dela e que tinha sumido na noite anterior; quando o guarda foi embora ela se apresentou, se chamava Elisabeth Mason e me perguntou se eu estava bem e onde estavam meus pais... depois que eu contei que não tinha pais e que tinha sido expulso da casa dos meus tios ela ficou comovida com a minha história e me disse que, se eu quisesse, ela seria a minha mãe a partir daquele dia, eu aceitei. Depois de resolver as documentação com os cartórios trouxas, no qual nós fizemos questão de que eu continuasse com o sobrenome Potter, ela me levou para Los Angeles que era onde ela morava e onde morei até a pouco tempo atrás.

- Impressionante... - comenta o diretor que como os outros dois estavam surpresos. - Mas você não deveria ter aceitado a ajuda de um estranho poderia ser perigoso!

- Eu não tinha mais nada a perder diretor... - responde simplesmente.

- Mesmo assim... e essa Elisabeth Mason, ela simplesmente disse que te adotaria do nada? - pergunta Sirius intrigado com o fato.

- Depois de alguns anos eu descobri que minha mãe havia perdido o filho legítimo e o marido alguns meses antes de me encontrar e que eu era muito parecido com ele.

- Instinto materno... - conclui Remo pensativo. - Isso explica o fato dela ter te acolhido assim mas, o que aconteceu depois?

- Nós passamos a viver em LA e eu, a frequentar uma escola para trouxas. Com o tempo eu continuei a fazer magia involuntária, até que recebi uma carta dizendo que tinha sido aceito na Fênix Dourada junto com a presença da vice-diretora, professora Angela Brandon, que explicou tudo para mim e minha mãe. Então passei a estudar lá e procurar saber tudo o que pudesse sobre meus pais... descobri sobre a guerra...Voldemort e seus comensais... sobre o assassinato dos meus pais e a prisão do meu padrinho. Com tudo isso acontecendo, eu não quis vir para cá até descobrir que meu padrinho era inocente mas, eu não podia abandonar minha mãe, ela estava muito doente, câncer... ela.. ela não resistiu e morreu três meses atrás...

Relata fazendo uma encenação digna de prêmio, o moreno viu o quanto Sirius e Remo estavam tristes pela tragédia recente mas, também viu o diretor bolando planos para se aproveitar da possível fragilidade emocional em que deveria se encontrar para controlá-lo.

- Sentimos muito pelo acontecido a sua mãe. - diz Remo de forma triste recebendo um aceno de concordância da parte de Sirius.

- Realmente.. foi uma fatalidade sem tamanho... - diz o diretor com falso pesar fazendo o moreno ficar furioso com o que podia ver na mente dele. - Mas lembre-se de que você não está sozinho... Sirius, Remo e eu estamos aqui para quando, e o que você precisar.

-Sim, você pode sempre contar conosco Harry! - diz Sirius com o mesmo tom confortante que o diretor usara, apesar deste ser sincero.

- O-obrigado... - responde sorrindo levemente. "Isso está mais fácil do que eu imaginava..., Dumbledore é mais idiota do que pensei, pena ter que enganar o Sirius e Remo também."- pensa satisfeito.

- Então... a partir desse ano você vai estudar aqui, isso será ótimo. - Remo muda de assunto para dissipar o clima pesado que se instaurou no local.

- Você irá adorar Hogwarts Harry, tantas coisas para ver e descobrir... - Sirius comenta empolgado e com um sorriso maroto no rosto.

Ao ver esse sorriso Remo balança a cabeça negativamente já sabendo o que viria de seu amigo.

- Sirius, Harry acabou de chegar e você já quer corrompê-lo? - pergunta falsamente bravo.

- Alguém tem que dar continuidade aos marotos e como o Pontas Jr. é o único filho de marotos... está tudo nos ombros dele. É uma grande responsabilidade! - diz de forma séria mas com o sorriso maroto.

- Marotos? Pontas Jr.? - pergunta o moreno.

- Marotos era o grupo que seu pai, Remo e eu criamos enquanto estudávamos, os maiores pregadores de peças que Hogwarts já viu e verá! - diz de forma orgulhosa causando um riso divertido por parte do moreno que percebe a exclusão do traidor, ele já estava gostando muito do padrinho.

- Quanto ao Pontas Jr. é porque esse era o apelido do seu pai, assim como o Sirius é almofadinhas e o meu é Aluado. - Remo termina a explicação sorrindo feliz pelo óbvio interesse da parte do moreno.

- Vejo que se resolver seguir o exemplo do seu padrinho e do seu tio postiço terei problemas esse ano... - comenta o diretor de forma divertida.

Sirius solta uma sonora gargalhada que mais parecia um latido. Dumbledore se levanta dizendo:

- Bom já está quase na hora do almoço então aceita o meu convite para almoçar aqui sr. Potter?

- Sinto dizer que não posso, tenho que terminar a mudança, comprar os materiais e resolver outros assuntos em Gringotes. - responde se desculpando

Todos os três o olham surpresos... um garoto de dezesseis anos estar cuidando de si próprio, sem a orientação de um adulto, era muita responsabilidade... a total falta dela!

- Mas você é menor ainda! - Exclama Remo.

- Na verdade não... minha mãe quando soube que eu era bruxo conseguiu falar com um advogado bruxo que buscou no meu passado tudo o que pode, como descobriu que meu único guardião vivo estava impossibilitado de me criar, conseguiu a guarda permanente para minha mãe junto ao Ministério americano e sabendo que estava doente, fez junto ao advogado uma carta de emancipação de menor no caso dela não resistir, então eu sou legalmente maior. - explica detalhadamente.

Aquilo havia dado trabalho de se fazer afinal, traçar uma ação dessa e conseguir chegar até as pessoas certas para lhes implantar a memória foi complicado. Os três adultos estavam muito surpresos agora e essa notícia não agradou nada o diretor.

- Então você está por conta própria desde o falecimento de sua mãe? - pergunta Remo.

- Sim, minha mãe sempre me achou muito maduro para a idade e com isso ela me ensinou a me virar sozinho. Quanto ao Gringotes eu gostaria que o sr. me desse minha chave diretor, preciso dela para desocupar aquele cofre e acoplá-lo ao principal. - termina de forma educada.

- Você já tem conhecimento sobre o cofre dos Potter's? - pergunta o diretor conseguindo ocultar o fato de que não gostou da maioridade e do conhecimento sobre a herança de sua família.

-Sim... pois quando fui até o banco trocar dinheiro trouxa por bruxo, me colocaram a par de minha herança.

O diretor o encara por mais algum tempo até que faz um aceno com a varinha e uma pequena chave aparece em sua mão esquerda que é entregue ao moreno.

- Obrigado.

- Não fiz mais do que minha obrigação em resposta a amizade e confiança que seus pais depositaram em mim. - diz bondosamente.

- Agora eu preciso ir... - começa o moreno mas vendo que Sírios e Remo iam protestar continua - Só faltam duas semanas para as aulas e então nos veremos de novo até lá, estarei bastante ocupado com tudo o que tenho para fazer.

- Se quiser alguma ajuda não sinta vergonha de pedir. - oferece Dumbledore querendo saber de todos os passos do garoto e onde mora.

Sirius e Remo concordam.

- Muito obrigado mas não será necessário. Sei que vocês tem muito o que resolver até o começo do ano letivo e eu sempre gostei de fazer minhas coisas sozinho. - agradece de forma educada.

- Se é assim nos vemos no dia primeiro de setembro. - diz Sirius o abraçando e sendo seguido por Remo.

- Até lá Harry e se cuide.

- Pode deixar, Diretor. - se despede educadamente estendendo a mão, que é aceita pelo diretor.

- Apenas Dumbledore meu jovem, sem formalidades afinal não estamos no período letivo. - responde calmamente sorrindo para o moreno que retribui.

- Então até o dia primeiro de setembro Sirius, Remo e Dumbledore. Hum... poderia pedir para sua fênix me dar um carona até os portões por favor Dumbledore?

- Claro, Fawkes por favor. - diz o diretor a fênix e essa voa em direção ao moreno que assim que a toca some em um redemoinho de chamas.

- Ele já é um homem feito. - comenta Remo.

- Sim, idêntico ao James mas com os olhos da Lílian, não há como negar que é ele. - completa Sirius.

- Mas ele também é muito fechado e isso não é bom para alguém da idade dele. Nem ao menos disse onde está morando. - diz o diretor enquanto pensava em uma forma de descobrir tudo sobre o moreno, o fato de não conseguir transpassar suas barreiras mentais o deixou intrigado e frustrado.

- Ele apenas gosta de privacidade Alvo e deve estar morando em alguma das propriedades dos Potter's. - argumenta Remo.

O diretor apenas acena concordando enquanto os três se encaminham para fora da sala, mas já traçando planos para saber qual das propriedades estava sendo a morada do garoto, o que não seria fácil pela vasta quantidade de propriedades no nome da família.

Harry acabara de cruzar os portões de Hogwarts e aparata para sua casa, estava intrigado com um fato que encontrou na mente do diretor. Ele parecia fazer visitas frequentes a antiga casa dos Potter's e isso era no mínimo intrigante.

Enquanto entrava na sala ele divaga sobre esse fato por algum tempo até que resolve investigar. Tomada a decisão, o moreno é envolvido por sombras sumindo em seguida, aparecendo no cemitério de Godric's Hollow em frente ao túmulo de seus pais. Transfigurando dois crisântemos brancos e os colocando um em cada túmulo selou a promessa de vingá-los.

Após se levantar, coloca o capuz para ocultar o rosto e se dirige para sua primeira casa, onde encontra apenas suas ruínas mas ainda assim, podia sentir a magia antiga exalando dela, era sutil quase impossível de um bruxo comum notar e ela vinha de trás da casa, local para qual se dirigiu oculto pelas sombras.

A parte de trás da casa se resumia a um quintal com sinais de que um dia fora um canteiro de flores, a magia estava concentrada logo a frente,apesar de não ver nada, sabia que havia algo ali.

Concentrando-se em desativar os feitiços protetores que havia, pode ver surgir em sua frente uma pequena casa, que não devia ter mais do que três cômodos pequenos, cercada por uma cerca mágica que impediria qualquer fuga ou invasão. Observando melhor, pode notar certa movimentação do lado interior por uma das duas janelas a sua frente; a magia emanada dos dois ocupantes da casa era facilmente identificada: um elfo doméstico e um bruxo, mas a questão era: o que eles estavam fazendo ali?

- Coma menina Melissa, antes que esfrie. - o moreno ouve a voz do elfo esganiçada e fina.

- Já estou indo Dana, só vou terminar esta página. - a segunda voz era claramente jovem.

"Talvez da minha idade ou próxima.", pensa o moreno avaliando a voz da tal Melissa.

Não estava entendendo nada pois, o que o diretor iria querer mantendo uma garota, menor de idade e uma elfa escondida nas ruínas de uma casa?

Mas o que mais o intrigava era o fato de a voz da garota ter despertado nele um extinto protetor que nunca havia sentido antes, ele se sentia atraído por aquela voz e sentir que era seu dever proteger sua dona... isso o deixou surpreso e mais curioso ainda para descobrir a identidade da misteriosa garota.

Avança silenciosamente após ter quebrado as últimas barreira mágicas existentes e laçando feitiços iriam impedir até que a elfa desaparatace, chegando na janela ele consegue observar uma porta se fechando do lado direito do cômodo agora vazio.

Harry entra na casa sem fazer qualquer ruído e observando ao redor, ve uma sala simples de cor creme, uma lareira diretamente em frente a porta de entrada com alguns porta-retratos em cima e duas poltronas surradas em frente. A direita ele vê a porta pela qual as duas ocupantes passaram, a esquerda havia um sofá gasto e mais nada.

Se dirige até a lareira e observando os porta-retratos percebe, surpreso, que as fotos são de seus pais e até algumas dele ao lado dos pais e com um bebê recém-nascido que ele não sabia quem era e não tinha tempo para descobrir agora, vai para a porta a direita e, ao passar por ela se depara com um pequeno corredor com apenas duas portas a esquerda e uma no final, que estava aberta e se ouvia vozes vindas de lá.

Andando sorrateiramente naquela direção, o moreno vê a elfa servindo uma garota que estava de costas para ele; como já estava sem paciência por conta do encontro com o diretor decide abordá-las logo e quem sabe conseguir um duelo para se distrair.

- Deseja mais al... - a elfa é interrompida por um feitiço do corpo preso não-verbal lançado por Harry e cai para trás olhando assustada para algo sua frente.

- Dana? O que houve? - Melissa salta da cadeira e corre em direção a elfa tentando ver se ela estava bem mas quando ia falar mais alguma coisa sente a ponta de algo, que ela percebeu ser uma varinha, pressionar sua nuca.

- Se tentar reagir morre! - uma voz gélida e baixa é ouvida pela garota que sente um frio na espinha. O moreno vendo que ela não iria reagir prossegue. - Me entregue sua varinha e levante-se devagar.

Melissa entrega a varinha sem se virar e depois se levanta.

Harry, assim que pega a varinha sente algo estranho, como se a magia nela estivesse presa; rapidamente percebe que ela retinha o poder ao invés de lançá-lo...

- O... o que você quer? - Melissa diz de forma baixa, com a voz trêmula de medo, tirando o moreno de suas divagações. Aquela voz era familiar ao moreno mas ele não sabia de onde.

- Sente-se nessa cadeira!

Agora que estava de frente para ele, o moreno ficou em choque, a garota que o encarava de forma assustada tinha os cabelos ruivos com cachos comportados até os ombros, rosto em formato de coração, pele pálida possivelmente por medo e os olhos, os olhos eram idênticos aos seus. Em frente ao moreno estava a cópia perfeita de sua mãe, Lílian Evans Potter com uns quinze anos!

- Quem.. quem é você? - pergunta após se recuperar do choque.

- E-eu... eu sou Melissa.

- O nome completo. - exigiu o moreno.

- Melissa Jane Potter.

- Quem são seus pais? - pergunta mais chocado ainda.

- James Potter e Lílian Evans Potter. - responde nervosamente lançando olhares para a varinha apontada para ela e para a elfa no chão.

- O que você quer de mim? - pergunta com o pouco de coragem que ainda tinha.

Melissa estava quase tendo um ataque cardíaco, um estranho encapuzado invade a casa onde mora, prende a elfa que cuida dela e a mantém sob a mira da varinha! O que mais poderia acontecer?

Harry aproveitando o nervosismo da garota, observa a mente dela para descobrir o que se passava, vendo apenas medo do que poderia acontecer com ela e a elfa.

- Agora que sei quem você é... quero apenas conversar. - responde o moreno de forma mais calma enquanto abaixa a varinha e se senta a frente da ruiva, que o olha de modo surpreso, pois além de abaixar a varinha o tom que ele passou a usar não mais era intimidador e sim calmo e suave.

- Quem é você? - pergunta hesitante.

- Na verdade sou eu que deveria estar fazendo as perguntas, sabe? - comenta o moreno em tom divertido o que a faz ficar mais receosa. - Não precisa ficar com medo, eu apenas agi de forma rude por não saber que você era.

Diz de forma doce enquanto com um aceno de varinha retira o feitiço da elfa, que vendo-se livre corre para o lado da garota.

- Não se preocupe menina Melissa que Dana vai chamar o diretor e... - começa a elfa até ser interrompida.

- Não.. você não vai chamar aquele velhote aqui. - diz o moreno de forma firme e dura. - Já disse que foi um mal entendido, não pretendo fazer mal a nenhuma das duas.

- Então por que invadiu nossa casa? - pergunta a garota com uma sobrancelha erguida de forma petulante, o moreno apenas ri baixo.

- Me parece que você herdou o gênio difícil da mamãe. - constata o moreno deixando as duas confusas, enquanto retira o capuz fazendo a expressão confusa dar lugar a uma de choque. - Prazer Harry James Potter.

-Mas... mas como...? - pergunta Melissa completamente chocada. Era impossível que o irmão estivesse ali.

- Na verdade não é impossível. - retruca a afirmação que pairava na mente da garota que fica mais surpresa ainda. - Eu vim aqui depois de falar com Dumbledore. Ele me parecia bastante focado na casa de nossos pais mesmo ela estando em ruínas então eu decidi ver o que tanto o atraía aqui e descobri vocês.

- Mas como nos descobriu? - pergunta a garota mais chocada ainda, sabia que o diretor havia posto feitiços que impediriam qualquer um de achar mais do que destroços da casa principal.

- Eu também tenho meus truques. - diz sorrindo maroto.

Um sorriso que ela viu em tantas fotografias de seu pai. Ela sabia que ele poderia ser um farsante, que poderia estar ali para fazer algo de ruim com ela mas não conseguia desconfiar dele. Era estranho, já que era a única pessoa que , em um primeiro contato, lhe passava tamanha confiança assim.

- Por que não termina sua refeição para depois podermos conversar melhor? - sugere gentilmente o que é atendido pela garota que não tirava os olhos dele.

Harry a analisava de maneira crítica, mesmo sentada dava para perceber que não era alta, apesar do corpo já estar tomando forma ela parecia extremamente frágil para o moreno, as roupas gastas e velhas lhe lembrava os Dursley o que lhe causou raiva. Vendo que a garota havia terminado a refeição torna a falar:

- Vamos até a sala para conversar?

- Tudo bem. - responde de forma simples enquanto a elfa ainda estava temerosa pelo que o estranho poderia querer. Eles foram até a sala e se acomodaram nas duas poltronas.

- Bem se não se importar, eu gostaria de saber o por que de você estar presa aqui. Quantos anos você tem? - pergunta de forma suave e calma porém a garota percebeu um leve tom de desagrado.

- Eu vou fazer quinze daqui a um mês e a razão para eu estar aqui... Dumbledore. - fala começando de forma suave e terminando de modo raivoso, o moreno ergue uma sobrancelha. - Ele me prende aqui desde que eu me entendo por gente.

- Então deve ser desde a morte de nossos pais já que ninguém nunca ouviu falar de você... - fala o moreno mais para si mesmo do que para ela.

Ele tinha lido todos os arquivos que falavam sobre a morte de seus pais e não havia nada sobre outro membro da família, que sempre se resumira a ele e os pais.

- Mas o que ele ganharia com isso? - pergunta para si mesmo olhando para a parede atrás da garota.

- Eu não sei. - diz Melissa surpresa por saber que para o resto do mundo ela não existia.

Harry a encara por algum tempo enquanto chega a conclusão de que boa coisa não era já que ele a havia escondido de todos.

- Melissa me desculpe por não estar ao seu lado nesses anos todos. - a garota se surpreende com o pedido e pode ver que ele era sincero.

- Não se desculpe... afinal você nem sabia que eu existia. - diz com um pequeno sorriso que foi retribuído.

- Mas agora a situação mudou. - fala de forma firme a fim de passar segurança. - Você não acha mesmo que vou deixá-la aqui a mercê daquele velhote não é mesmo?

- Como assim? - pergunta ainda sem entender direito.

- Estou dizendo que seus anos de aprisionamento chegaram ao fim, você virá comigo para nossa casa. A partir de agora eu irei agir como o irmão e responsável legal por você. - explica de forma firme.

- Mas o Dumbledore...

- Ele terá o que merece no devido tempo, por hora vou te tirar desse lugar. Quanto a você. - diz se voltando para a elfa.

- Ela não tem culpa, ela me ajudou muito nesses anos. - Melissa sai em defesa da elfa.

- Calma não vou machucá-la, apenas vou quebrar o encanto que faz ser leal ao velhote. - diz de forma suave para acalmar as duas mas, para a elfa aquilo parecia pior do que tortura pois ela seria liberta.

- Não se preocupe Dana, farei isso apenas para que não tenha que nos delatar ao velhote e se a Melissa concordar você irá servir a ela ao invés dele, entendeu?

- Dana quer... Dana aceita ficar ao lado da menina Melissa. - diz a elfa feliz por poder ficar ao lado daquela que criou e ama desde pequena.

- Então...? - o moreno pergunta a garota.

- É claro que vou adorar ter você comigo Dana. - Melissa estava claramente contente e a elfa já chorava de felicidade.

- Bom deixa eu ver algo antes.

O moreno se levanta enquanto encara as duas fixamente e depois de alguns segundos ergue a varinha. Aponta primeiro para a elfa, sussurra algo que nenhuma das duas entende, um jato de cor dourado sai da sua varinha, atinge a elfa e, no mesmo instante, outro jato de luz é projetado, só que azulado e a atinge. O dourado era para quebrar o feitiço que a obrigava ser fiel a Dumbledore e o azulado, para quebrar o feitiço rastreador.

O moreno se volta para a garota e faz a mesma coisa.

- Pronto.

- O que você fez exatamente? - pergunta a ruiva curiosa.

- Dumbledore tem muitos truques nas mangas e não deixaria você aqui sem ter nenhum feitiço rastreador, ele também sabia que se você fugisse levaria Dana consigo então, por precaução, ele também colocou o feitiço nela. - explica para ela que acena em sinal de entendimento.

- Agora peguem suas coisas que já iremos partir.

As duas foram se arrumar e ele percebeu que ainda estava com o varinha da irmã, ao analisá-la melhor ele percebe que era uma varinha adulterada e que só poderia produzir azaração leves, isso o deixa furioso, com um aceno faz a varinha arder em chamas no momento em que a duas voltavam para a sala.

- Não! Por que você fez isso? - Melissa pergunta raivosa.

- Porque eu nunca deixaria você aquilo! - responde o moreno ainda extremamente nervoso, o que deixou as duas temerosas pois a voz voltara ao tom gélido e perigoso.

- Então você não vai me deixar usar uma varinha? Não vou poder fazer magia? - pergunta baixinho e desapontada.

- Do que você está falando? - pergunta o moreno sem entender. Melissa devolve o olhar confuso até ver uma expressão de entendimento se formar no rosto do irmão e em seguida uma de mais raiva ainda. - Você não sabe que ela era adulterada não é?

- Adulterada? - pergunta sem entender.

- O velhote maldito te deu uma varinha adulterada que só é capaz de fazer azarações fracas para que você não tivesse como tentar fugir ou enfrentá-lo! Aquele covarde de uma figa. - explode de raiva o moreno assustando Dana.

Melissa se sentia da mesma forma. O diretor a havia humilhado lhe dando uma varinha daquela. Harry após respirar fundo consegue se acalmar.

- Isso não importa agora, amanhã pela manhã nós vamos resolver isso.

- Já temos tudo arrumado. - diz a ruiva após também se acalmar e mostrando duas mochilas, sendo que uma só tinha livros, aquilo fez o sangue do moreno ferver e Melissa viu o olhar dele sobre as poucas coisas que tinha e pode jurar que os olhos dele ficaram negros por um instante.

- Deixe esses trapos que o velhote te deu como roupa e leve apenas os objetos pessoais, nós faremos compras para você.

Diz entredentes e a ruiva apenas concorda deixando a mochila com roupas no chão e vai para perto do irmão, sendo seguida por Dana. Harry estende as mãos para as duas que as tocam.

- Digam adeus a essa prisão. - fala antes de sumirem envolvidos por sombras.

Melissa e Dana sentem um arrepio na espinha pela forma com que estavam viajando, elas sabiam que não era aparatação pois não sentiram a famosa sensação desconfortável mas ignoraram isso assim que sentiram os pés tocarem o chão e viram à sua frente uma enorme mansão de aspecto sombrio, ela era imponente e pelo o que observavam por fora, por dentro deveria ser muito luxuosa.

- Bem-vindas a mansão Potter. - diz o moreno achando graça das expressões idênticas de surpresa. - Vamos? - pergunta quando vê que nenhuma das duas estava prestando atenção, as duas saíram do torpor e seguiram o moreno até a entrada da mansão.

- Onde estamos? - Melissa pergunta ainda surpresa e curiosa.

- Em uma das várias propriedades da família, mais especificamente em Dublin na Irlanda. - responde calmamente se encaminhando para dentro da casa.

- Meu senhor deseja alguma coisa? - Wend aparece na sala já fazendo uma enorme reverência ao moreno enquanto olhava para Melissa e depois para Dana.

- No momento nada Wend... pensando bem... gostaria que você mostrasse a mansão para Dana e explicasse tudo o que ela deve saber sobre as instalações. - pede o moreno olhando para Dana. - E essa aqui é minha irmã, Melissa Potter, e você deverá obedecer a ela também.

- Wend fica muito feliz ao saber que tem uma nova Senhorita a servir. - diz a elfa de forma feliz fazendo uma reverência respeitosa para a garota.

- Com licença meus senhores. - diz Dana fazendo também fazendo uma enorme reverência e se retirando junto de Wend.

Os irmãos observam as duas sumirem por um corredor e logo a seguir, ele pede para que ela o acompanhasse.

- Vou te mostrar seu quarto, creio que gostaria de tomar um banho para relaxar. - fala indo por uma escada até o segundo andar onde havia, de frente para a escada, portas duplas para algum cômodo e um corredor seguia para a direita e para a esquerda.

- Esse é o meu quarto. - aponta para as portas em frente a escada e virando a direita segue andando até o primeiro cômodo do lado esquerdo do corredor abrindo as portas, também, duplas e entrando sendo acompanhado pela garota.

- E esse é o seu... você poderá decorá-lo como desejar. - diz o moreno mostrando um quarto grande e luxuoso a janela de cortinas verdes, com varanda, ficava de frente para a porta, ao lado direito encostada parede havia uma cama de casal com lençóis de seda nas cores neutras, na parede da esquerda havia uma lareira com duas poltronas, a sua frente e de cada lado da lareira havia uma porta.

- A porta ao lado direito da lareira é o seu banheiro e a da esquerda o closet. - termina de explicar para uma Melissa boquiaberta.

-Caraca, esse quarto é maior que a outra casa inteira. - fala surpresa.

O moreno sorri divertido preferindo esquecer de tudo o que ela poderia ter tido e não teve por conta daquele velhote. Melissa olha cada detalhe do quarto depois passa para o banheiro.

- Uau...ele é perfeito. - o sorriso dela agora era gigantesco e dava até para ver os olhos dela brilhando enquanto olhava para o banheiro que era todo em azulejos brancos com detalhes azuis, uma banheira, uma pia embutida na parede, o sanitário e um chuveiro.

Depois de ver todos os detalhes do banheiro ela passa para o closet que mais parecia um segundo quarto cheio de portas e gavetas, ele era quase do tamanho do quarto em si.

- Nossa... pra que tudo isso?

- Pensei que mulheres gostassem de compras... então acho que esse seja o quarto mais indicado e completo para você. - diz o moreno divertido, Melissa lhe mostra a língua como resposta o que causa gargalhadas no moreno.