Capitulo 3 – Hogwarts

Na manhã do dia seguinte os dois irmãos se encontravam tomando o café-da-manhã para poderem sair, o moreno estava com os pensamentos no que faria naquele dia e no treinamento que estava preparando para a irmã, ele não poderia deixá-la indefesa. O moreno vestia uma calça preta assim como os sapatos, uma camisa verde musgo e o indispensável sobre-tudo preto, enquanto a ruiva vestia uma calça jeans escura, uma camiseta de mangas curtas com gola alta e uma sobre-tudo preto com capuz, roupas essas que foram transfiguradas pelo irmão para usar apenas por um dia, até terminarem as compras.

Após o café eles se dirigem até o lado de fora da mansão,Harry pediu para que Melissa colocasse o capuz e depois desaparatam no átrio do ministério. Dirigiram-se até um bruxo que ficava atrás de um balcão e Melissa só o seguia, olhando tudo ao redor, observando com atenção uma fonte onde um grupo de estátuas douradas estavam no meio dela, havia um bruxo com ar nobre e uma bela bruxa sendo observados pelos olhos adoradores de outras três estátuas: um centauro, um duende e um elfo doméstico, a garota achou aquilo uma grande mentira.

-Você está certa é mesmo uma grande mentira. - diz o jovem chamando a atenção da garota para si. Eles chegaram até o bruxo.

- Em que posso ajudá-los? - o bruxo pergunta num tom falsamente educado sem desviar o olhar do jornal que lia.

- Temos assuntos a tratar no escritório de direito mágico. - responde Harry com um tom frio que faz o bruxo tremer involuntariamente.

-Claro sr., ele fica no quinto andar... corredor da direita... terceira porta da direita. - fala o bruxo temeroso.

Harry acena um obrigado e segue junto a Melissa para os elevadores. Chegando no quinto andar eles se encaminham para a porta indicada pelo bruxo da recepção, na porta havia uma placa de madeira dizendo em prata: Escritório de Direito Mágico.

Passando pela porta os dois se deparam com uma grande sala com diversas divisões em salas menores e uma bruxa em um balcão recepcionando os recém chegados.

- Bom dia, em que posso ajudá-los? - pergunta a atendente de forma educada.

- Bom dia. Eu gostaria de regulamentar a situação de minha irmã. - diz o moreno também educado.

- Só um momento sr. - diz a atendente mandando um pequeno aviãozinho rosa para uma das salas as suas costas e recebendo outro como resposta. - Por favor sigam pelo corredor a minha esquerda e entrem na última porta.

- Obrigado. – agradece,seguindo as informações indicadas, ele bate na porta e depois de receber a permissão entra logo após Melissa.

- Bom dia, me chamo Augusto Halle. Sentem-se por favor e me digam, em que posso ser útil?

- Eu gostaria de regulamentar a situação da minha irmã. - enquanto o moreno fala a garota retira o capuz.

- Em que sentido sr...?

- Potter, Harry Potter. - fala o moreno vendo os olhos do bruxo a sua frente se arregalar e seguir até sua cicatriz.

- É um imenso prazer conhecê-lo sr. Potter. - diz o bruxo admirado, já o moreno não dá atenção a isso. - O que exatamente o sr. quer resolver a respeito de sua irmã?

- Minha irmã passou a vida toda em um orfanato trouxa após a morte de nossos pais e eu só a descobri por pura sorte mas, ela não carrega o sobrenome da família e nem tem direitos sobre nosso patrimônio... - explica calmamente.

- Entendo... - reflete o sr. Halle. - Mas sinto dizer que sendo menor, o sr. não poderá retirá-la do orfanato.

- Eu sou emancipado sr. Halle.

- Neste caso não haverá problema! - o bruxo claramente queria fazer bonito na presença do menino-que-sobreviveu.

Com alguns acenos de varinha o sr. Halle já possuía em sua mesa vários documentos.

- Aqui está sr. Potter, apenas assine nos lugares marcados que a srta...

- Melissa Jane Potter. - responde a garota enquanto o moreno dá uma rápida leitura antes de assinar e passa para ela assinar também.

- Ótimo. - diz o sr. Halle recebendo os papéis e, com outro aceno de varinha, eles emitem um brilho. - Conferindo as informações: Melissa Jane Potter, nascida em 21 de Setembro de 1981, 14 anos, responsável legal o sr. Harry James Potter, irmão mais velho e emancipado. Confere?

- Sim. - responde o moreno enquanto uma pasta amarela aparece em cima da mesa do sr. Halle.

- Aqui estão seus documentos srta. Potter, eles também constam no mundo trouxa. - fala entregando a pasta para a garota. - Mais alguma coisa sr. Potter?

- Sim, eu gostaria que o sr. não comentasse nada do que foi dito aqui a ninguém... não quero expor minha irmã a... atenções desnecessárias.

- Claro, como quiser.

- Gostaria também de fazer a matrícula dela em Hogworts para o quinto ano, sem deixar a identidade dela aparecer, seria possível?

- Hum... fazer a matrícula dela sem deixar nenhum professor ou o próprio diretor ficar sabendo? Não será fácil mas... farei para o sr. - fala o bruxo de modo calmo.

- Muito obrigado sr. Halle. - diz o moreno se levantando para para sair.

- Não por isso sr. Potter, foi um prazer ajudá-lo. - diz o sr. Halle apertando sua mão e logo em seguida beijando as costas da mão da Melissa. - Srta. Potter.

- Foi prazer sr. Halle. - Diz a garota sorrindo e se retirando com o irmão.

Depois do Ministério, a próxima parada dos dois foi o Beco Diagonal, o moreno os aparata para as portas do Gringotes, entrando no banco, logo se dirige para uma sala lateral, sem nem chegar perto dos balcões e entra em um pequeno escritório onde um duende os esperava.

- Sr. Potter recebi sua carta falando de sua visita ao banco. Srta. Potter... - fala o duende sendo direto.

- Sim Grampo, como deve saber essa é minha irmã e nós viemos ver o cofre da família. - fala enquanto o duende analisava Melissa.

- Certo me acompanhem por favor. - o duende se levanta e segue em direção a uma porta, à direita da mesa, ao passarem por ela chegam a um túnel com um vagonete dourado no qual subiram para uma longa viagem pelos túneis do banco até que pararam no cofre número 7.

As portas eram de ouro maciço cravejadas de diamantes, deveriam ter mais ou menos três metros de altura; Melissa as olhou fascinada pela beleza e os detalhes perfeitos dos acabamentos.

Harry chama a atenção da irmã e a leva até a porta onde encosta a palma da mão em um lugar que parecia ter sido feito para isso então as portas se abriram para dentro, revelando uma ampla sala decorada como uma sala de estar, com duas portas ao fundo.

Ele segue até a porta da direta, que se revela o verdadeiro cofre e Melissa só tinha uma palavra para definí-lo: Imenso.

Havia pilha e mais pilhas de galeões, cicles e nuques organizados do lado direito, no lado esquerdo havia prateleiras cheias de jóias das mais variadas e belas possíveis. Ainda havia pilhas de pedras preciosas em frente as prateleiras, muitas das quais eram maiores que o punho da ruiva e ao fundo havia uma estante cheia de papéis.

- São os documentos das propriedades da família: escrituras, aluguéis, ações de empresas... etc. - explicou enquanto caminhava até uma mesinha que havia no corredor central pegando algo, guardando no bolso, virando as costa para o cofre, saiu.

- Vamos Melissa, não vamos precisar retirar nada.

- Então por que entramos?

- Para você ter alguma noção do que tem. - responde simplesmente enquanto se dirigia para a porta da esquerda, que se revelou um enorme biblioteca, na qual havia a árvore genealógica dos Potter's na parede ao fundo.

- Agora ficou claro o que havia de errado. - diz o moreno analisando o local vazio ao lado do seu nome e com um aceno de mão, um fio prateado igual aos que interligavam os nomes saiu de Lílian Evans Potter e James Potter descendo alguns centímetros e parou no local em que o nome Melissa Jane Potter apareceu.

- Como...? - pergunta a ruiva confusa.

- Dumbledore. - responde simplesmente. - Esta é uma das bibliotecas da família talvez a mais antiga e com os títulos mais raros e valiosos então tome cuidado com eles.

- Vou poder pegá-los? - pergunta com os olhos brilhando, uma de suas grandes paixões são os livros.

- Claro eles também são seus... escolha alguns e vamos. - dito isso, esperou a irmã escolher alguns volumes. Ela lhe entrebou e, com um aceno de mão os livros sumiram.

- Eles estão te esperando em seu quarto agora vamos.

Voltaram para a sala de entrada do cofre, então a garota percebe uma moldura enorme entre as duas portas, nela havia um grande 'P' com um dragão vermelho o rodeando.

- O brasão dos Potter's. - diz Harry se encaminhando para a saída do cofre e voltando com o vagonete até a sala do duende, depois, deixando o banco, seguiram até Olivaras.

Entraram na loja que era pequena e que, tirando uma cadeira e várias caixas de varinhas, empilhadas em dezenas de estantes, estaria completamente vazia.

- Bom dia! A que devo a visita dos dois jovens? - disse uma voz voz calma vinda de um homem que saia das sombras da loja. Ele tinha olhos prateados e encarava os dois como se tentasse lembrar de algo.

- Creio que estão atrás de mim para comprar varinhas certo?

- O sr. está certo... Contudo, eu já tenho uma, minha varinha vem de outro fabricante. Minha irmã veio atrás de uma nova já que a dela está inutilizada. - enquanto explicava, o sr. Olivaras se aproximou e arregalou os olhos.

- Harry Potter! - disse surpreso. - Eu o esperava ha seis anos atrás... seus pais tinham deixado encomendado suas primeiras varinhas mas... a srta. eu receio... não ter recebido nenhuma encomenda...

-Não houve tempo para nossos pais encomendarem, mas gostaria de comprar uma varinha nova, isso é possível?

- Claro! Estenda o braço com o qual segura a varinha srta.

E a seguir, foram tiradas suas medidas. Então começou a prova das varinhas, até que finalmente uma foi escolhida.

- Mogno... vinte e seis centímetros com dois fios de cabelos de Veela... um material não muito usado por mim mas... essa varinha em especial me pediu para ser feita...

Os dois irmãos saíram da loja depois de pagarem o preço de sete galeões por ela. Melissa ainda estava confusa com o que ouviu do sr. Olivaras.

"Como uma varinha pode pedir para ser feita?", a ruiva se perguntava se ver para onde estava indo.

- Bom... espero que se divirta.

Disse o moreno sorrindo zombeteiro para a ruiva, que percebe estar de frente para a loja Madame Malkin – "Roupas para Todas as Ocasiões", ao entrarem foram logo atendidos por uma moça, um pouco mais velha que Harry.

- Bom dia... Queremos veste para Hogwarts...veste formais e informais femininas.

Enquanto a atendente se dirigia para atender os pedidos, ele se volta para a garota:

- E isso é para você.

- O que é isso? - perguntou a garota aceitando um cartão dourado com detalhes negros.

- Isso é o que trás a felicidade para as mulheres... chama-se cartão de crédito. Com ele você pode fazer compras sem precisar carregar dinheiro.

Harry passou a explicar sobre o cartão e assim que Melissa entendeu tudo ficou extremamente animada, principalmente ao saber que o cartão era sem limites! (N/B – Nossa... eu quero um desses! Por Merlin! Hahahahaha)

Harry viu os olhos dela brilharem quando correu para os catálogos.

Finalmente chegou o dia da partida para Hogwarts, os irmãos Potter's, já estavam vestidos com o uniforme da escola. Ocupavam uma das cabines do expresso que serpenteava pelos campos, apenas aguardando a chegada na renomada escola.

Harry se encontrava perdido em pensamentos enquanto Melissa, lia concentrada um livro sobre encantamentos antigos, desde o treinamento que tivera com o moreno nas últimas semanas de férias, a garota havia se interessado muito sobre os diversos ramos da magia antiga.

Após algumas horas de viagem, Melissa deixa a cabine para explorar o trem. Observa que havia vários alunos, com diferentes idades, circulam pelos compartimentos, a procura do carrinho de doces.

Olhando mais para frente do trem, a ruiva observa uma garota que parecia chamar a atenção de todos os garotos ao redor, apesar do jeito – que na opinião da ruiva era esnobe – não podia negar que ela era bem atraente. Sem dar muita atenção para a garota, segue novamente para a cabine que ocupava com o irmão.

Chegaram à estação de Hogsmead ao cair da noite, seguindo de barco até o castelo sob a supervisão do guarda caça, Hagrid.

Nas portas de entrada do castelo, a professora Minerva Mcgonagall, uma mulher de aspecto severo, os aguardava. Ela conduz todos os alunos até uma sala onde pede para os transferidos esperarem o fim da seleção dos mais novos para em seguida serem selecionados.

Harry e Melissa se mantiveram longe da visão tanto do guarda caça, quanto da professora Mcgonagall, mantendo-se nos fundos da sala.

Os dois irmãos permaneceram na sala juntamente com mais uma garota que Melissa percebe ser a garota esnobe do trem, o moreno olhava ao redor desinteressado enquanto aguardava que fossem chamados. Percebe pouco depois, que havia mais uma pessoa além da irmã na sala, reparando melhor na garota percebe que ela era simplesmente linda com os cabelos pretos, olhos azuis, pele branca como neve, corpo definido, rosto de traços suaves como porcelana... deveria ter um e setenta e cinco de altura, o rosto deixava transparecer o tédio que o moreno também sentia; como se soubesse que estava sendo observada ela se vira na direção do moreno o encarando com os azuis nos verdes, até serem interrompidos pela voz do diretor chamando-os.

No grande salão após a seleção dos alunos do primeiro ano, Dumbledore se levanta com o costumeiro sorriso bondoso e diz aos presentes:

- Peço a atenção dos senhores mais um momento... - o silêncio reinava no grande salão juntamente com a curiosidade. - Este ano, Hogwarts terá o prazer de acolher mais três estudantes. Dois dos quais cursarão o sexto ano e um o quinto.

Os comentários enchiam o grande salão, todos estavam curiosos sobre os novos estudantes.

Dumbledore e os outros professores também estavam ansiosos para verem os alunos mas, o que mais chamava a atenção do diretor, era o fato da identidade do último aluno ter permanecido em sigilo, até mesmo dele!

As portas de entrada tornaram a se abrir e por ela passaram três jovens, entre quinze e dezesseis anos, apesar de ter pensado muito sobre a identidade misteriosa do aluno nada preparou o diretor para o que veria.

A ala masculina de Hogwarts ficou hipnotizada pela beleza da bela morena que adentrou o salão com seus cabelos negros até pouco abaixo dos ombros, seus olhos de um azul profundo, no rosto de traços suaves, juntamente com o belo corpo que se movia de forma suave e provocante.

Atrás, se encontrava um moreno que fez as garotas suspirarem alto, cabelos pretos, olhos verdes e porte físico de dar inveja a atletas de elite, caminhava ao lado de uma bela ruiva que possuía uma expressão serena no rosto de pele alva, com os olhos do mesmo verde que o moreno, possuía um andar calmo, com movimentos graciosos do corpo, tão definido quanto ao da morena que seguia à frente.

Dumbledore estava em estado de choque... ele não conseguia imaginar como o garoto havia descoberto a irmã... muito menos como a tirara de um local tão bem protegido!

"Isso é impossível! Ele não tinha como saber dela... nem como entrar lá sem que eu soubesse!", pensava o diretor chocado.

Sirius e Remo olhavam o moreno, felizes por vê-lo novamente, mas, surpreendem-se com a garota ruiva que andava ao seu lado, pois ela era idêntica a Lílian Evans com quinze anos! Intrigados... olham para o diretor que parecia tão surpreso quanto eles.

Harry andava ao lado da irmã enquanto prestava atenção nas reações ao seu redor, Melissa olhava tudo com grande interesse, pois sempre teve curiosidade em conhecer a famosa escola que seus pais frequentaram. Os dois, ao mesmo tempo, dirigem seus olhares para a mesa dos professores, encontrando o olhar chocado do diretor. O moreno sorri discretamente enquanto Melissa ergue uma sobrancelha em sinal de provocação.

Dumbledore viu o olhar provocativo da ruiva e o sorriso do moreno enquanto pensava sobre o fato de não poder subestimar mais uma vez aquele garoto, o sorriso dele poderia ser divertido mas... o olhar era ameaçador.

- Muito bem... quando eu chamar seus nomes, sentem-se no banquinho e ponham o chapéu seletor em suas cabeças.

Pronuncia Mcgonagall após o choque inicial, os três apenas aguardam.

- Morgan, Sophie. - a morena aproxima-se e senta no banquinho com toda classe que possuía e coloca o chapéu na cabeça, poucos segundos foram precisos para ele selecioná-la:

-Grifinória! - anuncia o chapéu para delírio dos grifinórios e desagrado do restante dos garotos.

Sophie se dirige para a mesa dos leões, sentando ao lado de alguns garotos do sexto e sétimo ano.

- Silêncio. - pede a professora consultando a lista mais uma vez, mas para de olhos arregalados perante o próximo nome.

- Er... Potter, Melissa. - diz em voz tremida.

Todo o salão se silencia enquanto a bela ruiva se dirige até o banquinho sob os olhares de todos. Sirius e Remo estavam em estado de choque desde a revelação do nome da garota. Dumbledore analisava todas as possibilidades de reverter o que estava acontecendo e Harry encarava tudo divertido.

- Uma Potter... já faz algum tempo que você deveria ter sido selecionada por mim... - Melissa ouve o chapéu dizer em sua cabeça. - Mas pelo que vejo... você não pode comparecer antes... não tenho dúvidas de qual casa deva ficar então... Grifinória!

Melissa levanta e vai até a mesa dos leões, onde é aguardada com muita expectativa por grande parte dos integrantes, olhando para o irmão recebe uma discreta piscada de olhos o que a faz sorrir.

- Bom... vamos ao último aluno... - retoma a palavra a professora que já parecia recuperada.

Harry se dirige para o banquinho antes mesmo de o seu nome ser pronunciado.

- Potter, Harry.

Agora o salão irrompeu em murmúrios de surpresa pelo fato de Harry Potter, o-menino-que-sobreviveu estar frequentando Hogwarts.

Ele se senta no banquinho enquanto todos o observam e coloca o chapéu seletor na cabeça.

- Hum... mais um Potter para selecionar... como eu disse a sua irmã você também está atrasado alguns anos... - começa o chapéu.

"Me selecione logo pois não tenho tempo para perder te ouvindo.", pensa o moreno.

- Hum... gênio forte mas... se quer assim vejamos... tem coragem, é leal com aqueles que tem por perto, apesar de não ter piedade com aqueles que cruzam seu caminho... valoriza sua única família... é astuto, sabe o que quer e não mede esforços para conseguir o que deseja... qualidades que se encaixam em mais de uma casa... - fala o chapéu de modo concentrado na escolha a ser feita.

O moreno já estava muito impaciente com aquilo tudo e pensava seriamente em atirá-lo longe.

- Bom... já sei onde colocá-lo... Sonserina! - grita a última parte com força para todos ouvirem.

Um silêncio incrédulo se seguiu após a pronúncia da casa a qual o moreno pertenceria, ninguém conseguia acreditar que Harry Potter é, a partir de agora, um sonserino! Enquanto o moreno se dirigia para a mesa da sonserina, recebe dezenas de olhares mortais dos ocupantes e o salão prosseguia emudecido.

"É mano... mal chegou e já está abalando..." – Mentaliza Melissa através da legilimência.

"Você sabe como eu adoro chamar esse tipo de atenção...", devolve o moreno sarcasticamente ouvindo a seguir a gargalhada da garota.

Harry se senta em um ponto afastado dos demais, ignorando os olhares sobre si e se concentrando na mesa dos professores.

A escolha do chapéu deixou o diretor mais intrigado ainda quanto ao moreno e fez Sirius e Remo ficarem calados, apenas observando o filho dos seus grandes amigos ocupando um lugar na mesa das serpentes.

- Sejam bem-vindos novos alunos e um ótimo regresso para nossos veteranos! - se levanta o diretor enquanto sorri bondosamente e olha nos rostos dos alunos, demorando alguns segundos no do moreno sonserino e no da ruiva grifinória.

- Antes de apreciarmos um magnífico jantar... darei alguns avisos. Primeiro, a floresta que se encontra nas terras da propriedade é proibida para qualquer estudante. Segundo, o nosso zelador o senhor Filch, me pediu para dizer que a lista de artefatos não permitidos na escola cresceu! E por último... o corredor da direita, do terceiro andar está proibido para todos os que não desejam ter uma morte nem um pouco agradável. - diz olhando para todos por cima dos óculos de meia-lua.

- Agora tenho a certeza de que esse velho já lhes atrasou demais o jantar... então... boa apetite.

Dizendo isto, o diretor senta, enquanto é aplaudido e as mesas se enchem de pratos saborosos, que são prontamente atacados pelos alunos. Na mesa dos leões a atenção era dividida entre Melissa e Sophie, tanto garotos quanto garotas puxavam assunto com as duas.

- Oi... meu nome é Hermione Granger. - uma garota de cabelos castanhos e cheios se apresenta.

- Prazer, Melissa.

- Gina, muito prazer. - se apresenta a ruiva que estava ao lado da tal Hermione.

- Então você é mesmo uma Potter e irmã do Harry Potter? - pergunta com os olhos brilhando de curiosidade, Hermione revira os olhos enquanto Melissa sorri.

- Sim... sou um ano mais nova que Harry.

- Mas... nunca falaram nada de você... nem mesmo nos jornais. - comenta a ruiva e Hermione concorda silenciosamente.

- Meus pais ainda estavam escondidos quando minha mãe soube que estava grávida, nasci em casa, depois desapareci por segurança... - responde de forma superficial.

A morena arqueia a sobrancelha de modo interrogativo enquanto a ruiva olha para a mesa sonserina.

- Mas me contem... como as aulas são aqui? - devia do assunto e a conversa seguiu de forma descontraída.

Melissa descobre que é do mesmo ano que Gina e Hermione era do ano do seu irmão.

- Bom... agora que todos já estão saciados e querendo nada mais do que uma cama quente e confortável... eu lhes desejo uma boa noite a todos.

Fala o diretor para os alunos que se levantam, mas antes de saírem tornam a ouvi-lo:

- Gostaria que o sr. e srta. Potter acompanhassem a professora Mcgonagall.

Os burburinhos tornam a encher o salão que se esvaziava rapidamente enquanto os irmãos Potter esperavam a professora.

- Me sigam, por favor. - dizia ela se dirigindo para as escadaria de mármore.

A caminhada foi feita em silêncio, apesar da professora lançar vários olhares para os dois, Harry sabia que chegara a hora de enfrentar o velhote e estava até curioso sobre qual seria a desculpa dada por ele.

Chegaram à gárgula no sétimo andar, a professora disse a senha e eles foram subindo a escada em espiral com a ruiva querendo mais do que tudo dar uma lição no manipulador do diretor.

Ao chegarem na porta da sala do diretor, era possível ouvir vozes que o moreno reconheceu, com um sorriso, como sendo de Sirius e Remo.

- Entrem. - ouvem a voz do diretor após a professora Mcgonagall bater na porta.

Os três entram e Ele vê que estava certo ao Observar os dois marotos junto ao diretor. Dumbledore olhava os dois de forma intensa e tentava usar legilimência na ruiva, mas apenas consegue ver um sorriso zombeteiro nascer nos seus lábios ao expulsá-lo de sua mente.

- Será que agora você poderia nos esclarecer o que está acontecendo aqui? - Sirius pergunta nervosamente.

- Creio que seja melhor vocês se sentarem. - diz o diretor conjurando cinco cadeiras que são logo ocupadas.

- O que aconteceu nesta noite Sirius foi algo que e temia... Melissa deixou a proteção que eu havia feito para protegê-la.

- O QUE? - a ruiva grita indignada com aquela mentira.

O moreno trinca os dentes para se manter controlado e puxa a mão da irmã que se senta. Sirius, Remo e Mcgonagall olham tudo confusos.

- Mas então ela... ela é mesmo filha do James e da Lílian? - pergunta Remo.

- Sim, depois de alguns meses escondidos, Lílian descobriu estar grávida e deu a luz a Melissa no dia 28 de agosto de 1981... dois meses antes de serem atacados por Voldemort. - ao ouvir o nome os três professores tremem.

- Mas... como nunca soubemos dela? - pergunta Sirius de modo acusador.

- Porque o mais seguro para ela era ser mantida escondida de todos! Seria muito arriscado para ela ser reconhecida como filha dos Potter'!

Explica, tentando aparentar uma calma que não sentia, deixando a ruiva quase explodindo de raiva e o moreno se segurando para não matá-lo, enquanto os dois marotos parecem não demonstrar satisfação com a decisão que fora tomada por Dumbledore.

- Então... foi para "minha segurança"... você me escondeu de todos atrás das ruínas da casa dos meus pais, com feitiços que me impediriam a dar dois passos para fora da casa? Isso tudo foi para "minha" segurança diretor? - pergunta a ruiva entre dentes encarando com fúria o diretor.

- Sim. - responde simplesmente e de modo calmo.

Melissa queria arrancar a cabeça daquele desgraçado.

- Seria muito mais seguro para você ficar escondida.

- E não falou de mim, nem para meu irmão, também para minha segurança?

- Harry ficou desaparecido nos últimos nove anos.

- Mas... se não contou nem para os melhores amigos dos meus pais... o que me faz acreditar que contaria alguma coisa para ele se ele estivesse aqui?

- A palavra que dei aos dois! Eu fui um grande amigo deles minha jovem... - fala serenamente.

- Chega Mel, não há razão para entrar em discussões como essa. - diz o moreno também já farto daquela historinha, se levantando junto da irmã.

- Creio que nossa conversa ainda não terminou Harry. - diz o diretor de forma calma, mas era perceptível o tom de comando, o que deixou os dois irmãos mais raivosos.

- A atitude de ter retirado sua irmã da segurança do abrigo em que ela se encontrava foi muito irresponsável!

- Eu não estou ligando a mínima para o que você acha ou deixa de achar. - diz o moreno se voltando para ele, Dumbledore levanta as sobrancelhas surpreso.

- Você deveria pensar mais na segurança de sua única família, devemos voltar a escondê-la em segurança principalmente agora com a volta do Lord das Trevas. - apela o diretor, mas o que consegue é deixar o moreno furioso.

- Eu estava pensando na segurança da minha irmã quando a tirei da prisão que você criou... ou você acha que sou idiota para não perceber os feitiços de restrição, contenção mágica e a varinha adulterada que você deu para ela usar?

Agora Dumbledore estava surpreso com o que o jovem sabia, enquanto os outros professores estavam chocados com a atitude dele.

- Eu... eu não tenho idéia do que está falando Harry? Na certa é um mal entendido e... quanto à varinha, não era seguro para ela ter uma varinha poderosa em magia quando não havia um bruxo para supervisioná-la. - fala de modo calmo.

- Mas... então o Sr. confirma que deixou minha irmã completamente isolada do mundo? - diz de forma baixa pegando novamente de surpresa o diretor.

Sirius e Remo olham inconformados para Dumbledore.

- Como eu disse... era mais seguro para ela permanecer no anonimato. Você deveria saber disso Harry já que também permaneceu assim por nove anos. - acusando-o serenamente – Mas... não devemos discutir isto... devemos tomar providências para que ela esteja em segurança novamente!

- Nem tente encostar nela Dumbledore ou irá se arrepender! - diz o moreno de forma fria e com um olhar selvagem que fez os presentes sentirem um frio na espinha e a ruiva sorrir.

- Está me ameaçando Sr. Potter?

- Sim... estou.

Perante esta resposta, o diretor ergue as sobrancelhas enquanto encara o moreno nos olhos.

- Sr. Potter! Tenha mais respeito o diretor! - diz Mcgonagall de forma severa mesmo estando intrigada com os fatos descobertos mas Harry não lhe dá atenção.

- Com licença... mas... minha irmã e eu vamos nos retirar.

Se levanta seguido da ruiva mas para ao ouvir a porta ser trancada. Virando para trás vê o diretor com a varinha apontada para a porta. o encarando de forma séria.

- Desculpe Sr. Potter mas... como já havia dito... não terminamos a conversa.

- A conversa já terminou diretor! Deixe-nos sair sem que eu precise arrebentar a sua porta!

- Suas ameaças não surtirão efeito aqui Sr. Potter. - diz de forma séria. - Sentem-se!

- Parece que decidiu deixar a mascara cair diretor...

Harry estava a ponto de amaldiçoá-lo enquanto o encarava nos olhos, os outros presentes observavam cautelosos, o que acontecia.

- Estou apenas tratando do que é melhor para vocês, mas... se o Sr. não consegue enxergar... serei forçado a agir de forma firme para que vocês não se machuquem! - diz o diretor de formar firme, levantando discretamente a varinha.

Isso era tudo o que Harry queria , com movimentos rápidos de mão, desarma e lança fortemente o diretor contra a parede da direita.

- Potter! - exclama Mcgonagall chocada enquanto o moreno caminhava lentamente até o diretor que se levantava com dificuldade.

- O que foi diretor? Onde está toda aquela firmeza das ações para nos proteger?

Pergunta com a voz gélida enquanto chutava o diretor nas costelas, Melissa assistia a tudo com um sorriso no rosto.

- O que está fazendo Harry? - pergunta Remo alarmado vendo o diretor gritar ao receber outro forte chute nas costelas.

- Eu te avisei velho para não tentar nada contra minha irmã.

O ódio era perceptível em sua voz, enquanto levantava o diretor pelos cabelos, sentindo-se feliz ao ouvir os gemidos de dor.

- Quer que eu o largue Dumbledore? - pergunta o moreno e, sem esperar resposta, desfere um soco com a mão direita na face do diretor que bate com força na parede enquanto cospe sangue pela boca.

- Harry para! - Sirius já tinha saído do estado de choque e olhava aquilo dividido entre parar o afilhado ou ajudá-lo.

Harry sem dar ouvidos ao apelo do padrinho, apóia o pé direito em cima do joelho direito do diretor e o olha nos olhos antes de, com um movimente rápido, pressionar o pé com força até ouvir os ossos se partindo, junto ao grito de agonia do diretor.

- Ops...te machuquei diretor?

Pergunta cinicamente vendo o diretor levar as mãos até o joelho quebrado, era visível aos presentes, pela forma como o joelho cedeu que os ossos perfuraram na parte interna da dobra deste.

O sorriso de Melissa crescia cada vez mais com o tratamento que o irmão dava ao diretor, enquanto os três professores estavam pálidos e paralisados.

Harry, não satisfeito com o que tinha feito com aquele desgraçado, pisa de forma impiedosa nos ossos quebrados e pressiona lentamente o joelho quebrado ouvindo mais estalos e berros, sem reação, o velho diretor já deixava lágrimas rolarem pelo rosto.

- Ora diretor... um bruxo tão estimado como o Sr. e "famoso" por ter derrotado um grande bruxo das trevas... chorando como uma criança... tshi... tshi... - fala o moreno falsamente desapontado.

Dumbledore tentava se afastar dele mas o joelho partido não ajudava.

- Fugindo diretor? - pergunta enquanto se abaixava a frente do diretor.

Pegando o braço esquerdo deste, delicadamente, sem parar de encarar os olhos azuis que agora demonstravam medo, para por um momento para deixar um sorriso sádico se abrir em seu vira a palma da mão do diretor para cima mantendo o braço esticado e faz pressão no cotovelo até as juntas e os ligamentos se romperem fazendo mais berros saírem de sua boca.

- P-para... - consegue sussurra o diretor com a voz tremida pela dor intensa nas fraturas e ligamentos rompidos.

- Parar? Mas porquê? Está tão divertido...

Ele se levanta e conjura dez agulhas finas e de metal, que pela cor vermelha, pareciam estar em brasa, elas tinham cerca de dez centímetros de comprimento.

Os olhos do diretor e professores se arregalaram mais ainda ao perceber que, ao pegar uma das agulhas, esta não parece queimá-lo.

- P-por favor... n-não... - dizia fracamente.

Mas foi em vão...o moreno começa a perfurar sua perna boa com a agulha em brasa na altura da coxa, lentamente. Agora os berros de dor vinham acompanhados, não de estalos secos de ossos quebrados mas... de um barulho de carne sendo frita e do cheiro forte de carne queimada.

Mcgonagall, Sirius e Remo estavam sentindo pena do diretor ao mesmo tempo em que não conseguiam se aproximar dos dois para separá-los, era como se uma barreira invisível estivesse bloqueando o caminho. Mas, o que eles não sabiam, era que estavam certos, pois Melissa havia isolado os dois, lançado feitiços imperturbáveis no escritório enquanto apreciava a diversão do irmão.

- Sabe diretor... desde que descobri sobre minha irmã, eu estava tentado a fazer algo assim... - comenta o moreno simplesmente enquanto analisava uma segundo agulha e começava a perfurar o cotovelo quebrado bem entre os ossos fraturados.

Os berros estavam alto o suficiente para o castelo inteiro ouvir, se não tivessem proteções mágicas na sala.

- P-para... por favor para... não, não...

Implorava o diretor para o deleite do moreno que direcinava a terceira agulha para a região da virilha e a enterrava, sem nenhum pingo de piedade, até só ficar visível, um ponto vermelho na pele alva do diretor.

Então, enfiou a quarta na clavícula direita, de forma rápida e violenta. Dumbledore não tinha mais forças para tentar resistir e seus berros ficavam cada vez mais fracos enquanto uma poça de sangue se formava ao seu redor.

O sangue frio e o óbvio prazer na expressão do moreno deixavam Sirius, Remo e Mcgonagall muito assustados, o estado do diretor era, no mínimo, digno de pena, mas parecia que o moreno não se satisfazia.

Harry via que o diretor não tinha mais reação e a brincadeira perdeu a graça, decidiu ser bonzinho e parar.

- Sabe diretor... acho que terminamos por hoje... - diz de forma suave sorrindo para o quase inconsciente Dumbledore e se levanta.

- Espero que tenha entendido o recado e... se tentar algo farei muito pior do que lhe enfiar agulhas. Vamos Melissa, amanhã temos aulas. - fala de suave e calma com a ruiva como se nada tivesse acontecido.

A garota se dirige junto a ele que a esperava na porta sob olhares chocados e temerosos dos três professores, mas que não deu atenção a eles.

Seguiram pelos corredores até que ele a deixa na frente da entrada do salão comunal da Grifinória.

- Aquilo foi realmente divertido Harry... pena que não pude fazer nada. - comenta feliz e ao mesmo tempo emburrada, fato que o faz sorrir.

- Quem sabe da próxima vez... - pisca o olho vendo um sorriso brotar nos lábios da garota.

- Mas agora é melhor você ir dormir, a senha é lealdade.

Depois de falar a senha... ele observa o retrato se virar e, após desejar boa noite a irmã e vê-la entrar toma o rumo das masmorras.

- Ora de cultivar a amizade entre os colegas de dormitório. - fala com a voz carregada sarcasmo.