Capitulo 4 - Primeiros passos para a guerra

Harry caminhou calmamente até a entrada do salão comunal da Sonserina nas masmorras já imaginando o que poderia acontecer quando lá entrasse.

-Puro sangue.

Disse a senha e entra no salão, vendo todos se voltarem para ele assim que chegou, ignorando os olhares, o moreno se dirige até o dormitório onde um loiro de olhos cinzentos arrumava suas coisas, os dois se encaram durante alguns segundos até ele se dirigir à cama onde aos pés, estava seu malão.

- Então você é o famoso Harry Potter! - diz o loiro com a voz baixa sem expressar qualquer sentimento, o moreno nem se vira para encará-lo então o loiro prossegue:

- Você deve ter muito azar para o chapéu seletor ter te colocado na Sonserina já que... muitos aqui... apóiam o Lord das Trevas.

- Não dou a mínima para quem apóia ou deixa de apoiar aquele infeliz. - responde sem o olhar.

- Não deveria falar dessa forma do Lord, a não ser que queira morrer logo.

Fala o loiro o encarando de forma avaliativa, pois, precisava ser muito burro para falar do Lord daquela maneira, Harry não dando atenção ao que o loiro falava, continua arrumando suas coisas até que vira e o encara.

- Deveria se preocupar mais com você mesmo, que está correndo mais risco do que eu no momento Draco Malfoy.

- Do que está falando? - pergunta o loiro calmamente sem demonstrar o nervosismo que sentia, o moreno apenas ergue uma sobrancelha.

- Você sabe do que estou falando Malfoy, eu sei que você não quer se curvar para aquele infeliz do Voldemort mas é obrigado a fazê-lo... por ordens do seu pai! Sei que tem em mente coisas melhores do que servir a um lunático! Sei de várias coisas ao seu respeito...

Continua Harry de forma calma encarando o loiro a sua frente que estava surpreso, mas não deixava transparecer; foi fácil descobrir tudo sobre a vida de Malfoy através de legilimência.

- Como você sabe de tudo isso?

- Tenho meus meios, mas o que realmente interessa aqui é o que você fará para alcançar seus objetivos.

- O que quer dizer com isso? – pergunta já muito intrigado com o rumo que a conversa estava tomando.

- Estou dizendo que você deveria pensar em meios de se livrar do seu pai e seguir seu próprio caminho, ditando suas próprias regras.

Explica se dirigindo para o banheiro enquanto o loiro pensava sobre o que ouvira mas, antes de fechar a porta o moreno torna a falar:

- A começar pelo que há entre você e a Weasley...

Aquilo sim deixou Malfoy chocado, pois ninguém sabia do romance secreto deles!

Melissa entra na torre da Grifinória após desejar boa noite ao irmão e a encontra lotada de alunos que conversavam alegremente sobre as férias, ela logo se dirige para o canto em que Hermione e Gina estavam.

- Demorei? - pergunta às duas que se assustam com a chegada silenciosa da garota.

- Não muito mas... o que o diretor queria falar com você? - foi logo perguntando Gina.

- Nada demais, ele apenas quis conversar sobre como estavam os estudos do meu irmão e meu. - fala a garota se sentando entre as duas no sofá.

"Aquilo não era de todo mentira já que o velhote viu o que Harry poderia fazer." pensa.

- Mione eu estava... - começa a falar um ruivo que se aproximava, mas para ao ver quem estava entre as duas grifinórias.

- Rony essa é a Melissa, Melissa esse é o irmão da Gina, Rony. - apresenta Hermione, Rony estava apenas encarando de olhos arregalados a garota o que fez Hermione fecha a cara.

- Prazer Rony e me chame de Mel. - diz a garota para os três.

- Me chame de Mione então. - diz Hermione sorrindo novamente.

- Er... prazer. - diz o ruivo para Melissa. A garota estava achando engraçada a reação do ruivo apesar de não saber o motivo. - Er... você não é irmã do Harry Potter?

- Sim. - responde a ruiva entendendo agora o porque da reação.

- Você não queria me falar algo Rony? - pergunta Hermione.

- Não acho... não lembro.

- Bem eu estou um pouco cansada então já vou me deitar, boa noite a todos. - diz Melissa.

- Boa noite. - falam os três enquanto vêem Melissa se levantando, seguindo para o dormitório e cruzando com a Morgan que a olha como se não fosse nada, olhar este que é devolvido com a mesma intensidade.

- Garota metida... - murmura a ruiva subindo as escadas sem saber que a morena também tinha a mesma opinião sobre ela.

Alheios às reações das casas com seus últimos integrantes, Minerva Mcgonagall, Sirius Black e Remus Lupin conduziam o diretor da escola às pressas para a enfermaria... o silêncio entre os três professores era causado pelos fatos presenciados a pouco tempo na sala do diretor. Harry Potter havia subjugado o Alvo Dumbledore, um dos maiores bruxos do último século de forma que não havia dúvidas que o jovem era extremamente poderoso.

- O que está acontecendo aqui? Meu Merlin o que aconteceu ao diretor? - pergunta a enfermeira Madame Ponfrey surpresa e preocupada com o diretor.

- Um acidente ocorreu. - disse Sirius para não causar alvoroço, Mcgonagall e Lupin concordam com o maroto.

- Como assim um acidente? - pergunta a enfermeira colocando o diretor em uma das camas e lançando feitiços curativos nele.

Ela fica chocada com o modo como o diretor se encontrava pois as perfurações com as agulhas eram fundas e em pontos de extrema sensibilidade. Após duas horas e um tratamento cuidadoso dos ferimentos, o diretor acorda.

- Como se sente Alvo? - pergunta a enfermeira.

- Estou bem Popy. - responde o diretor sem prestar atenção.

Dumbledore estava mais preocupado com o que aconteceu com ele mais cedo, não conseguia acreditar no que Harry Potter havia feito; sabia que deveria ficar atento ao garoto mas aquilo havia superado tudo o que esperava... só de lembrar dos olhos do moreno...sentia um frio na espinha.

"Tenho que ficar mais atento àquele garoto, preciso arrumar uma forma de controlá-lo e de trazer a garota para minhas mãos outra vez.", pensa o diretor sobre os irmãos.

- Agora você poderia me esclarecer o que aconteceu com você diretor? - pergunta a enfermeira.

- Um acidente Popy... apenas um acidente. - diz o diretor. - Você poderia nos dar licença por um instante?

- Claro. - diz a enfermeira contrariada se retirando da sala.

- Temos um assunto delicado em mãos... - diz o diretor.

- O que você vai fazer em relação aos Potter's? - pergunta Mcgonagall.

- Não tenho ideia ainda mas... não podemos deixar que eles ajam como o Sr. Potter agiu hoje.

- O que quer dizer com isso diretor? - pergunta Remus enquanto Sirius apenas observava.

- O sr. Potter demonstrou ser perigoso, não podemos deixá-lo solto.

- O que? Pelo que eu percebi ele apenas se defendeu de você! - diz Sirius revoltado, pois o diretor não podia estar querendo dizer isso.

- Sirius... os atos dele mostraram além da crueldade, o fato de que ele não tolera negativas.

- Você também não aceitou bem o fato dele ter tirado a irmã do lugar em que estava presa, aliás, você a escondeu de todos!

- Você deve compreender que foi o melhor para ela pelo tempo em que estávamos vivendo... eu... eu só estava pensando no melhor a se fazer.

- E o que você pretende fazer agora? - pergunta Mcgonagall interrompendo-o.

- Sobre o que houve em meu escritório... será melhor ninguém tomar conhecimento e sobre o fato dele e da irmã estarem se comportando de forma inapropriada... terei que tomar medidas firmes.

- Olha, você... não será preciso ameaçá-lo pois se tentar encostar na Melissa, Harry vai dar outra surra em você. - diz Sirius nervoso retirando-se da enfermaria.

- Eu vou falar com ele. - Remus também se retira com uma expressão dividida entre o apoio ao amigo e a censura.

- Eu preciso me retirar também Alvo, até amanhã.

- Até amanhã Minerva.

"Esse garoto mal chegou e já está me causando problemas... preciso dar um jeito nele.", pensa o diretor.

Harry dormia tranquilamente no dormitório da Sonserina quando percebe não estar mais lá e sim no lugar em que treinou durante anos.

- Que bom que veio me visitar. - ouve o moreno assim que se levanta vendo Ariana sorrindo a sua frente.

- É bom vê-la novamente. - responde se dirigindo, com ela, até a casa e se sentando na mesma poltrona de anos atrás.

- Vi que descobriu mais uma armação do velhote...

- Aquele desgraçado está querendo alguma coisa com minha irmã. - diz com raiva.

- Sua irmã é poderosa e Dumbledore sabe disso.

- O que quer dizer com isso?

- No momento certo você saberá, mas tome muito cuidado com ele... - diz seriamente para depois sorrir divertida. - Muito interessante a idéia das agulhas.

O moreno gargalha com isso, ele queria ter feito mais com o velhote manipulador mas não poderia chamar mais a atenção do que chamou.

- Aquilo não foi nada demais, mas creio que não foi para isso que me trouxe até aqui.

- Tem razão... estou interessada com o andamento de seus planos.

- Por hora estou me informando do que está acontecendo e procurando aliados.

- Hum... vejo que já tem alguns em mente.

- Sim mas... estou um pouco em duvida quanto a eles. - fala pensativo.

- Então está na hora de voltar para seu mundo pois sua resposta o aguarda.

Diz Ariana de forma enigmática enquanto tudo escurecia e o moreno acorda em seu dormitório vendo que faltava poucos minutos para as seis.

- Eu ainda vou descobrir como ela faz isso. - resmunga o moreno vendo Silver aparecer em uma silenciosa explosão de luz e ouvindo uma risada divertida em sua cabeça.

- O que você tem para mim garota? - pergunta o moreno para a fênix que recebia carícias após pousar em seu ombro e retirando o pergaminho de sua pata, a fênix solta uma nota baixa e melodiosa antes de desaparecer.

À medida que lia o que estava escrito no pergaminho, um sorriso nascia em seus lábios, finalmente a resposta que ele queria estava em suas mãos. Vai tomar um banho e faz sua higiene depois de incinerar cuidadosamente o pergaminho... não queria correr o risco de alguém pegá-lo. Após terminar de se arrumar com o uniforme, meia hora depois, segue para o salão principal para tomar o café-da-manhã, encontrando-o praticamente vazio pelo horário, mas sorri discretamente, quando percebe que o diretor o olhava fixamente.

Harry tomava seu café calmamente até avistar sua irmã entrando no salão e se dirigindo para a mesa dos leões juntamente com duas outras garotas, uma ruiva e outra de cabelos castanhos, ele decide falar com ela sobre a carta apenas no dia, pois sabia que ela iria tentar convencê-lo de levá-la junto.

Alguns minutos depois, Draco Malfoy entra no salão e se dirige para a mesa das serpentes, sentando perto do moreno, mas sem lhe dirigir a palavra. Harry sabia que ele ainda estava pensando no que havia dito na noite anterior.

Pouco depois, um dos professores que Harry sabia ser Severo Snape, diretor da casa da Sonserina, passava pela mesa das serpentes distribuindo os horários para os alunos e quando chega a sua frente, lança um olhar de profundo nojo, recebendo em troca, um olhar provocativo e zombeteiro de seu "aluno", fato que o irrita mais ainda, contudo... decide ignorar.

Melissa tomava seu café calmamente, ela já havia percebido o olhar constante do diretor sobre ela e o irmão e, o olhar que a professora Mcgonagall lançou enquanto entregava seu horário de aulas mas não dava muita atenção a isso, mas sim, a conversa que estava tendo com Mione sobre títulos interessantes de livros variados. Melissa percebe certa troca de olhares entre Gina, que estava ao seu lado e um loiro sonserino, com cara de quem tinha o rei na barriga.

Quando já estava na hora de seguirem para as aulas, as três se levantam e rumam para fora do salão, sendo seguidas por um moreno de olhos verdes que as alcança logo nos pés da escadaria de mármore.

- Nem bom dia eu ganho de você? - pergunta o moreno assustando as duas que acompanhavam Melissa.

- Bom dia Harry! - diz Melissa abraçando-o e recebendo um beijo na testa.

- Harry esta é Hermione Granger e, Gina Weasley.

- Muito prazer em conhecê-las. - diz pegando na mão que cada uma lhe oferecia e dando um beijo nas costas delas, o que causou um estremecimento involuntário nas garotas.

- Prazer Potter.

- Por favor, me chame apenas de Harry. - diz sorrindo para a castanha que retribui.

- Então me chame de Mione, que é como meus amigos me chamam.

- Prazer Harry. - diz Gina de forma animada para o moreno que sorri para ela.

- O prazer é meu, Gina.

- Bem acho que já estamos atrasados melhor irmos.

Diz Melissa não gostando nada da forma como a ruiva olhava para o irmão e de como o moreno parecia dar corda. Harry ergue uma sobrancelha para irmã que sai andando e arrastando Gina.

- A Mione é do seu ano Harry então ela pode te mostrar a sala enquanto a Gina me mostra onde ela e eu vamos ter nossa primeira aula.

- O que houve?

- A Mel é muito ciumenta. - diz divertido para garota que sorri também.

- Vamos? Nossa primeira aula é de Poções e nossas casas fazem todas as aulas juntas. - diz Mione se dirigindo para as masmorras junto do moreno.

Chegam na sala e logo se dirigem para carteiras no fundo, conversando sobre a matéria, ele descobre sobre como o professor ensinava e sua predileção pelos alunos de sua casa. Quando a sala estava cheia e o professor já se encontrava nela prestes a começar seu discurso, a porta se abre e um ruivo entra correndo, ele se dirige para uma carteira ao lado da Hermione.

- Desculpe o atraso professor. - diz o ruivo de forma baixa.

- Vejo que ainda não aprendeu o caminho para minha sala Sr. Weasley... - diz o professor de forma baixa enquanto olhava o ruivo. - Parece que não tem competência nem para saber a localização de uma sala de aula, não consigo acreditar que mesmo assim passou no N.O.M da minha matéria.

Os sonserinos riam do ruivo que estava vermelho enquanto Harry erguia as sobrancelhas para o professor.

- Antes que eu me esqueça... menos dez pontos para Grifinória pelo seu atraso.

Os alunos da grifinória olharam torto para o ruivo que havia perdido pontos no primeiro dia de aula mas ficaram quietos. Os olhos do professor se fixaram no moreno após o termino do discurso e pelo olhar dele, a sala sabia que aquele aluno seria o novo "alvo" do professor, mesmo sendo da casa das serpentes.

- Sr. Potter... o que o Sr. estava aprendendo na sua outra escola referente a minha matéria? - pergunta com desprezo para o moreno que o fitava silenciosamente.

- Diversas poções sobre as quais não vem ao caso... - responde simplesmente, a sala prende a respiração com o comentário e o professor estreita os olhos de maneira perigosa.

- Vejo que a falta de educação é um problema gético dos Potter's... veremos se sua irmã tem o mesmo problema. - sibila em uma sutil ameaça, o moreno estreita os olhos para não cometer nenhuma bobagem e o professor sorri com isso.

- O Sr. deveria tomar cuidado com o que fala professor. - diz o moreno, todos os alunos arregalam os olhos e Hermione ao seu lado engasga.

- Está me ameaçando Potter? - sibila raivosamente com a mão na varinha coçando para lançar uma maldição imperdoável no moreno.

- O Sr. me entendeu errado professor... eu apenas quis dizer que... acusações feitas em base de "velhas impressões"... podem ser equivocadas.

Responde calmamente fazendo o professor segurar a cruciatos que queria lançar já, os alunos, olham para ele de forma surpresa e até com pena pois sabiam que a vida dele seria um inferno a partir de agora.

- Muito bem Sr. Potter já que não quer responder a pergunta que lhe fiz, veremos como se sairá em minha matéria... sem as respostas para suas possíveis perguntas.

Dizendo isso o professor se volta para o resto da sala raivosamente. O moreno ainda olhava para o professor que começou um discurso sobre os N.I.E.M.'s. A aula correu com o professor explicando sobre o que eles fariam ignorando o moreno e falando de como duvidava que metade da sala conseguisse passar nos exames.

- Cara... é a primeira aula e eu já perco pontos... aquele seboso. - resmungava o Weasley enquanto andavam em direção até a próxima aula ao lado da Hermione e do moreno que parecia nem ser percebido pelo ruivo.

- Mas aquela conversa dele e do Potter... ele deve ser louco. - comenta o ruivo sem perceber que o moreno se encontrava do outro lado da garota.

- Mas você não deveria ter se atrasado. - diz Mione sem querer falar do comportamento do moreno.

- De que lado você está? - pergunta com raiva

- Do lado certo, dessa vez ele teve razão por tirar aqueles pontos.

- Por que você não guarda seus argumentos para o professor Snape, Weasley? - pergunta o moreno já cheio daquela discussão sem sentido.

- Ninguém chamou você na conversa! - diz o ruivo sem olhar para quem estava ao lado da garota, Harry conta até dez para não dar um belo soco na cara do ruivo por essa resposta.

- Tome cuidado com o modo que fala comigo Weasley. - diz de forma tão fria quanto a usada para o professor Snape, fazendo os dois sentirem um frio na espinha, então ele olha para o estranho percebendo que ele era ninguém menos do que Harry Potter.

- F-foi mal... - diz o ruivo nervoso e surpreso.

- Vamos para sala logo antes que nos atrasemos Mione. - fala calmamente o moreno seguindo em frente junto da garota e do ruivo.

-Você é mesmo Harry Potter? - pergunta o ruivo assim que entram na sala. - Sou Rony Weasley, prazer.

- Prazer. - diz o moreno de forma educada enquanto se dirige até a carteira ao lado da Mione e o ruivo se senta ao lado dele.

As aulas seguem no mesmo ritmo de poções, os professores dando explicações sobre a importância dos exames na vida dos aluno após se formarem. Assim se passou a semana. O trio incomum recém formado de dois grifinórios e um sonserino era comentado por todos e até mesmo Harry não sabia o que o havia levado a ficar tanto tempo com os outros dois.

Na sexta-feira no salão principal enquanto o moreno jantava sozinho em seu canto da mesa sonserina... Melissa, Hermione, Gina e Rony conversavam alegremente durante o jantar, falando sobre como foi o primeiro dia de aula e Gina perguntando tudo o que o moreno havia feito.

"Tenho notícias importantes para lhe falar.", diz o moreno através de legilimência para Melissa que se surpreende.

"Tudo bem então.", responde a garota na mente do moreno cheia de curiosidade.

Após o jantar enquanto todos se dirigiam para seus salões comunais, Harry e Melissa se dirigiam para o sétimo andar e, após ele passar três vezes em frente da uma parede, uma porta aparece e os dois entram, encontrando uma sala confortável com duas poltronas que eles ocupam.

- Que lugar é esse e como você sabe dele? - pergunta Melissa curiosa.

- Essa é a sala precisa, ela se transforma naquilo que a pessoa quiser basta fazer o que eu fiz lá fora e eu a vi na mente do diretor, no dia em que vim fazer minha matrícula.

- O que você queria falar de importante?

- Segunda de manhã recebi uma carta marcando uma reunião com Keven e Celine para a meia-noite de hoje. - fala seriamente.

- Esta é uma ótima notícia mas... por que não me contou antes? Esquece! O que importa é: a que horas vamos partir? - pergunta a ruiva animada.

- Eu não disse antes porque tinha certeza de que você iria tentar me convencer a te levar junto, eu sairei faltando meia hora para o horário marcado e você vai ficar na escola.

- Como assim? Nem sonhando que você vai até lá sozinho! - a ruiva estava indignada com o irmão.

- Eu vou sozinho sim, você vai ficar aqui para me cobrir... não quero que ninguém desconfie.

- Você está arrumando desculpas para não me levar.

- Melissa, por favor, não comece está bem? Você vai ficar na escola e este assunto está decidido. - fala sério, não dando margem para a ruiva retrucar.

Melissa cruza os braços emburrada fazendo o moreno sorrir dela.

- Mel... nada vai dar errado, confie em mim.

- Eu confio em você... neles é que não confio!

- Mas é melhor começar a confiar pois a confiança é a chave para que essa aliança seja feita, eu confio neles pois não sou considerado um inimigo por eles e enquanto eles pensarem assim... nada irá me acontecer.

- Ok mas... mesmo assim eu me preocupo. - Melissa se rende à discussão resolvendo confiar no moreno, ela sabia que ele não faria nada que fosse idiota e esperava mesmo que a confiança que ele estava depositando naqueles dois não fosse sua ruína.

- Eu vou ficar bem. - diz suavemente enquanto se levanta e abraça a garota dando em seguida um beijo na testa dela. – Agora... vamos que eu tenho um compromisso mais tarde que não posso me atrasar.

As horas se passaram rapidamente e logo já eram 23:30, Harry se dirigia para fora do dormitório vestido com uma calça preta assim como os sapatos, uma camisa vermelha-sangue e um sobretudo preto com capuz lhe escondendo o rosto. O salão comunal da Sonserina estava vazio aquela hora, o que facilitou ao moreno que, observando ao redor para ter certeza de que estava sozinho, desaparece ao ser engolido pelas sombras do salão.

Harry aparece nas sombras de uma árvore de frente para um grande portão de ferro ladeado por altos muros, ele se aproxima do portão onde dois homens altos estavam de guarda que, logo abrem passagem para o moreno que é guiado por um deles até uma mansão que mais parecia um castelo medieval.

A mansão possuía quatro andares, era feita com pedras escurecidas, as janelas eram grandes e com cortinas escuras que deixavam pouco da luz interior transpassá-la...Harry segue o segurança pelas portas, seguindo por um longo corredor com vários quadros nas paredes de bruxos e trouxas até chegarem em frente a portas de madeiras claras, o segurança bate e entram logo em seguida.

- Senhor... ele chegou. - diz o segurança com a voz grossa e respeitosa enquanto o jovem retirava o capuz.

- Sim, obrigado Marco, pode se retirar. - diz uma voz masculina vinda da ponta da mesa.

O moreno segue a direção da voz, enquanto Marco se retira da sala fechando a porta atrás de si. Observa então um homem que aparentava ter por volta de 25 anos, tinha cabelos loiros e lisos até os ombros, pele pálida, um corpo definido, lábios finos e olhos vermelho-sangue, um homem muito atraente para as mulheres o encarando de forma curiosa e intrigada. Ao lado do homem, havia uma linda mulher de cabelos negros até a metade das costas com cachos definidos, pele tão pálida quanto a do homem ao seu lado, um corpo que faria qualquer mulher querer se matar de inveja, lábios cheios, vermelhos e convidativos, olhos azuis expressando curiosidade e malícia ao encarar o moreno. Ali estavam os líderes dos dois maiores clãs vampirescos da Europa.

- Keven, Celine é um prazer conhecê-los. - diz o moreno aos dois.

- Sente-se Sr. Potter. - diz Keven líder dos Willians o que é atendido pelo moreno que se senta ao lado dele e de frente a morena. - É um prazer conhecê-lo também.

- Prazer em conhecê-lo Sr. Potter. - diz Celine líder dos Montag.

- Apenas Harry por favor. - diz de forma calma.

- Pois bem Harry... ficamos bastante curiosos sobre o motivo de querer falar conosco. - diz Celine com a voz doce e envolvente sorrindo de forma charmosa.

- O que me fez pedir por esta reunião foi o fato da guerra bruxa estar prestes a estourar novamente. - diz seriamente e vendo as expressões de seriedade se formar nos rostos dos outros dois.

- Você não é o primeiro a tentar nos convencer de entrar nesta guerra e também não será o primeiro a receber uma negativa nossa... - diz Keven de forma suave.

- Exatamente. - concorda o moreno deixando os dois confusos. - Sei que Voldemort tentou convencê-los a se unirem a ele e que recusaram... com isso ganharam um inimigo em potencial.

- Explique-se.

- Voldemort não aceita ser contrariado e... com suas negativas... ele deve ter ficado com ódio de vocês e ainda não vai querer correr o risco de que aconteça o que está acontecendo agora, ou seja, uma reunião entre vocês com um inimigo dele.

- E para que não corra o risco de nos unirmos a algum inimigo dele você acredita que tentará nos destruir?

- Sim, o que não aconteceu até agora pelo fato dele saber que não possui força suficiente para isso mas, eu percebi que tinha um dos servos dele vigiando a propriedade.

- Então ele está nos observando para saber de nossos passos e quando ele se achar forte o suficiente para nos derrotar ele irá nos atacar. - afirma Celine. - Uma teoria muito lógica e bem realista.

- Você está sugerindo que nós devemos nos unir para enfrentar um inimigo em comum? - pergunta Keven com a face neutra enquanto analisava Harry com um olhar intrigado pois ele tinha certeza de que sentia algo de familiar naquele garoto.

- Sim.

- Mas me responda, por que nós deveríamos nos unir com um simples bruxo se podemos destruir aquele verme? - pergunta Celine.

- Não me julgue pela aparência Celine. - diz o moreno calmamente, mas era perceptível que não gostara da comparação.

- Quem é você? - pergunta Keven após passar alguns minutos tentando descobrir de onde vinha aquela familiaridade que ele sentia com o garoto.

- Harry James Potter, filho de James Potter e Lílian Evans Potter. - responde calmamente, Celine olhava intrigada para Keven que olhava para Harry.

- Quem é você? - Keven torna a perguntar.

Harry o encara durante alguns minutos em silêncio enquanto Celine parece ter finalmente entendido o que estava acontecendo e olha para o moreno com outros olhos.

- Sou aquele que nasceu das sombras, que foi embalado pela escuridão, o filho daquela que repudia a luz... esse sou eu. - diz o moreno em um tom sombrio e gelado, uma aura negra começou a ser exalada de seu corpo enquanto seus olhos escurecem até ficarem tão negros que, aquele que os encarassem, perderiam-se nas trevas que ali havia.

Keven e Celine arregalam os olhos de surpresa com o que acabaram de ouvir, eles agora sabiam o que havia de familiaridade no moreno: eram as trevas profundas e puras que o envolviam.

-Nós nos uniremos a você mestre. - diz Keven de forma respeitosa após alguns segundos e em seguida curva a cabeça em uma reverência, ato que foi seguido por Celine que ainda estava surpresa.

- Nossos clãs estão ao seu dispor mestre. - diz Celine respeitosamente.

- Obrigado e, por favor, me chamem de Harry. - diz o moreno novamente com a voz calma e suave e logo os dois concordam. - Espalhem a notícia pelos seus clãs todos devem saber o que está acontecendo.

- Assim será feito Harry o que mais quer que façamos? - pergunta Keven.

- Por hora deixem todos em alerta pois Voldemort não deve demorar para tentar algo, agora eu preciso ir, quando desejar falar comigo usem Silver.

Termina o moreno se levantando, gesto que é acompanhado pelos dois mestres vampirescos que o acompanham até o saguão de entrada.

- Volte quando desejar Harry. - diz os dois mestres fazendo respeitosas reverências para o moreno.

- Nos vemos em breve. – despede-se, sendo engolido pelas sombras do cômodo.

- Ele é realmente o herdeiro do trono? - pergunta Celine.

- Tenho certeza, você deve ter percebido a aura sombria que ele exalava... ele é o herdeiro do trono negro. - responde Keven com confiança.

"Finalmente o herdeiro veio ao mundo para assumir seu trono e aqueles que se puserem em seu caminho sentirão o irá dele.", esse pensamento o faz sorrir enquanto se encaminham para a sala de reuniões, eles tinham muito o que fazer agora.

Em um lugar onde reina a crueldade e o medo, um castelo se erguia imponente e assustador, onde em uma sala, Voldemort se encontrava sentado em seu trono... meditando sobre seus futuros passos na guerra, ele se encontrava absorto em seus pensamentos até que batidas na porta o despertam.

- Entre. - diz numa voz fria e sibilante vendo a seguir um de seus comensais entrar e se ajoelhar a sua frente. - O que aconteceu para que me interrompa? - pergunta friamente fazendo o comensal tremer.

- My Lord, eu trago notícias sobre os Willians e os Montag. - diz trêmulo.

- Continue.

-Hoje à uma hora atrás, eles se reuniram no covil dos Willians e logo depois um encapuzado apareceu e foi recebido ficando lá dentro até a hora em que vim te avisar Mestre.

- Quem era?

- Não deu para ver seu rosto pois ele usava o capuz do sobretudo que vestia, era um homem de mais ou menos um e noventa de altura.

- Você não viu quem era e não viu quanto tempo ele ficou lá? - pergunta o Lord com a voz perigosamente baixa fazendo o comensal tremer fortemente de medo.

- N-não my Lord, perdão.

- Incompetente. Crucius! - o comensal começou a urrar de dor enquanto se contorcia no chão, depois de alguns minutos o Lord retira a maldição. - Eu quero saber quem era, o que estava querendo lá e a reação daqueles animais, você me entendeu?

- S-Sim my Lord. - diz fracamente o comensal se retirando da sala.

"Malditos... o que estão tramando? Terei de agir rapidamente para eliminar aqueles infelizes.", pensava o lord.

- Malfoy! - Grita o Lord e logo em seguida Lucius Malfoy entra na sala, ajoelhando-se em seguida.

- O que deseja my Lord? - pergunta com a voz fria.

- Como estão os planos para os ataques àqueles vampiros que se negaram a me servir?

- Estamos avançando com rapidez, dentro de poucas semanas estaremos prontos para atacá-los.

- Semanas? - pergunta o Lord estreitando os olhos.

-Sim my Lord, para que não haja nenhum erro creio eu. - Malfoy sente um arrepio de medo mas disfarça rapidamente.

- Apresse os planos Malfoy e... quero que ataquem o Beco Diagonal amanhã! Matem todos os sangues-ruins que virem, juntamente com todos que fizerem frente a vocês, recrutem aqueles que estiverem pendendo para meu lado seja por qual for o motivo.

- Sim my Lord estarei planejando agora mesmo o ataque.

- Pode sair. - após uma reverência Malfoy se retira da sala deixando o Lord sozinho.

"É chegada a hora de meus comensais voltarem a espalhar o medo pelo mundo bruxo para todos saibam do meu poder. Não importa quem seja o convidado daqueles vermes pois irei esmagá-los.".

Em Hogwarts, Harry aparece no salão comunal da Sonserina e se dirige rapidamente para o dormitório dos garotos do sexto ano, onde se troca e deita pois já passava da uma da manhã, ele não tinha aula no dia seguinte mas não queria perder uma noite de sono enquanto ainda havia calmaria no mundo mágico. O sorriso que o moreno tinha nos lábios mostrava o contentamento que ele sentia, pois agora ele tinha grandes aliados na guerra. Seu sono foi calmo e relaxante.

Na manhã seguinte o dia estava ensolarado, o moreno se levanta as cinco e quarenta como o habitual, faz sua higiene pessoal, toma banho, se troca colocando uma calça jeans escura, uma camisa verde musgo e um tênis de cor escura. Desce para o café encontrando o salão principal com poucos alunos mas, o que prende a atenção do moreno é uma grifinória que estava tomando seu café tranquilamente.

Sophie tinha acordado cedo aquele dia sem motivo aparente, a garota se vestia com uma calça jeans justa, uma blusinha branca com uma jaqueta jeans por cima e all star branco, ela se encontrava tomando café-da-manhã quando sente ser observada, olhando para a mesa da sonserina ela percebe um moreno de olhos verdes a fitando intensamente. Ela se lembra dele, da seleção... Potter... esse era o seu nome, reparando melhor, a garota percebe que ele era bastante atraente e aquele ar sombrio e misterioso que o circulava era, na opinião dela, um charme.

Harry vê a morena lhe encarando e resolvendo provocar, deixa um sorriso torto e maroto se formar em seus lábios o que é devolvido por uma sobrancelha erguida elegantemente. Os dois continuavam a se encarar de forma intensa, parecia que nem piscavam, até que o moreno ergue o copo que bebia suco em um brinde silencioso desviando o olhar no instante em que um grupo de garotos se sentava perto da garota e tentava atrair sua atenção.

Sophie continuava a olhar para o moreno sonserino intensamente enquanto conversava com os garotos e garotas ao seu redor, mas ele parecia estar ignorando-a completamente pois não lhe lançou mais nenhum olhar, isto a deixa bastante intrigada pois algo nele a atraia de uma forma intensa mas não teve tempo para pensar sobre isto pois sentiu outro olhar sobre si e, olhando ao redor, percebe a Potter ruiva lhe olhando como que querendo matar... o que causou um sorriso debochado na morena.

Melissa entra no salão principal para o café e olha para mesa Sonserina no instante em que Harry brindava à Sophie, aquilo a deixou vermelha de raiva da garota esnobe.

"O que pensa que está fazendo Harry James Potter?", grita furiosamente na mente do moreno que ergue uma sobrancelha interrogativa para o nada.

"Nada demais irmãzinha, apenas cumprimentando uma colega de classe e, a propósito, quero falar com você na sala precisa.", responde o moreno calmamente o que aumenta a raiva da ruiva.

"Não se faça de inocente Potter, se eu ver você perto daquela metida...", ameaça a ruiva ouvindo uma risada baixa na sua mente.

Olhando para a garota Melissa percebe que ela a olhava e lhe devolvia um sorriso debochado, fazendo a ruiva ter que se controlar para não quebrar todos aqueles dentes.

- O que houve Mel? - pergunta Hermione enquanto Rony e Gina a olhavam curiosos.

- Nada não Mione, apenas a Morgan que perdeu a noção do perigo. - diz a ruiva alto suficiente para a morena ouvir mas é ignorada.

Hermione, Rony e Gina não entendem nada mas preferem não perguntar. Harry se levanta pouco depois e sai do salão principal enquanto os quatro grifinórios se sentavam na mesa e tomavam seu café em silêncio até que Melissa se levanta.

- Gente esqueci o livro que estou lendo na torre e vou buscar.

- Tudo bem. - diz Hermione e Rony concorda com a boca cheia de comida.

- A gente se vê no jardim. - diz Gina.

Melissa vai até a sala precisa onde o moreno lhe esperava sentado em uma poltrona.

- Agora você vai me explicar o que foi aquilo que eu vi no salão principal?

- Não... - diz o moreno calmamente, Melissa fica com o rosto da cor dos cabelos com a resposta. - Não foi sobre isso que te chamei aqui!

Fala o moreno antes que a ruiva o interrompa, Melissa se senta ainda com raiva e encara o irmão.

- Então?

- Consegui o apoio do Keven e da Celine, eles já estão se organizando. - diz o moreno seriamente para a ruiva que abre um sorriso feliz.

- Essa é com certeza uma boa notícia.

- Mas Voldemort já sabe.

O sorriso se apaga dos lábios da ruiva.

- Isso é uma complicação.

- Não duvido que dentro de pouco tempo ele vá atacar os covis. - os dois param e refletem sobre o que poderia acontecer a seguir.

- Você está certo, Voldemort não vai ficar quieto mas o que pretende fazer?

- Já deixei Keven e Celine avisados e eles já devem ter tomado medidas de segurança para possíveis ataques.

- Vai fazer o que agora? - pergunta curiosa sobre o próximo passo do irmão.

- Vou atrás do apoio do Dimitri. - diz de forma sombria, Melissa toma um susto com a notícia, pois aquilo sim era perigoso.

- Você ficou louco? Nem os comensais que foram falar com ele saíram vivos de lá!

- Mas eu não sou um comensal e tenho meus meios de ser convincente. - fala calmamente, a ruiva já estava achando que o moreno havia dormido pouco e estava dopado de sono.

- Você só pode estar brincando.

- Não estou, a partir de agora irei reunir todas as raças de criaturas das trevas que honrarem sua essência pois logo a guerra irá estourar mais uma vez!

A voz do moreno havia ficado profunda e olhos se tornaram negros; após esta explicação do irmão, Melissa apenas concorda mesmo que contrariada mas algo os faz esquecer da conversa que acabaram de ter, Silver aparece em uma explosão de luz e deixa um pergaminho cair no colo do moreno para sumir em seguida.

- Malditos! - diz o moreno após ler o que estava escrito.

- O que houve? - pergunta Melissa.

- O Beco Diagonal está sobre ataque.