Capitulo 5 - Confronto no Beco Diagonal
O dia começava de forma calma no Beco Diagonal com os lojistas se preparando para mais um dia de trabalho e vários bruxos transitando pelo local para suas compras. A calmaria parecia reinar no local, mas fazia muito tempo que ela havia deixado a população bruxa, a guerra ameaçava explodir novamente e as pessoas tomavam todos os cuidados possíveis para não serem a próxima vítima dela.
Vários bruxos e bruxas estavam fazendo suas compras na manhã daquele sábado quando vários sons de aparatação são ouvidos, seguidos da aparição de dezenas de comensais da morte com suas vestes negras e máscaras prateadas, o pânico se espalhou pelo centro comercial bruxo assim que a Marca Negra foi lançada aos céus e a primeira loja explodiu pelos feitiços lançados pelos encapuzados... A gritaria era ensurdecedora, pessoas correndo para todos os lados tentando fugir, feitiços e maldições sendo disparados pelos comensais que matavam ou feriam mortalmente aqueles que eram atingidos.
Eles avançavam rapidamente matando e torturando todos os que estavam pelo caminho não importava se eram homens, mulheres, crianças ou idosos, aqueles que cruzavam seus caminhos acabavam mortos ou eram torturados de forma brutal. Poucos minutos depois o Beco já estava cheio de corpos espalhados pelo chão e os aurores aparatavam para tentar conter a massa de bruxos das trevas, os comensais, no entanto sorriram mais do que antes e começaram a atacar os aurores matando vários em minutos, poucos eram os que conseguiam duelar por mais de alguns minutos sem serem mortos ou torturados.
Enquanto mais aurores aparatavam no local para ajudar, os comerciantes e fregueses se escondiam nas lojas rogando a Merlin para que os aurores conseguissem deter os comensais, mas a situação não estava boa, corpos de vários aurores estavam espalhados pelo chão, uns inteiros... outros mutilados. O caos reinava no local.
Em Hogwarts enquanto os alunos tomavam o café-da-manhã animadamente uma carta cai na frente do diretor da escola após uma explosão de chamas vermelhas, Dumbledore abre e a lê rapidamente para se levantar em seguida e, lançando um olhar significativo para os outros professores, segue em direção à sua sala. Pouco tempo se passa e todos os professores estavam junto do diretor em seu escritório.
- O que houve Alvo? - pergunta Mcgonagall.
- O Beco Diagonal está sobre ataque preparem-se. - diz de forma firme, os professores ainda chocados esperam as ordens. - Minerva convoque os membros da Ordem, Sirius, Remus... venham comigo. Os outros cuidem da escola e não deixem os alunos suspeitarem de nada.
Após todos confirmarem, seguem para cumprir as ordens do diretor. Mcgonagall lança um patrono avisando os principais membros da Ordem e logo em seguida partem para o Beco por uma chave de portal feita pelo diretor sem perceber que, envolto pelas sombras, um par de olhos esmeraldas observava tudo atentamente para desaparecer em seguida. Harry aparece na sala precisa onde Melissa o esperava impaciente.
- E então?
- Dumbledore acabou de deixar a escola junto do Sirius, Remus e Mcgonagall. - diz olhando para a irmã seriamente. - Tome cuidado.
- Sempre. - diz a ruiva com um sorriso maroto antes de, junto do moreno, ser tragada pelas sombras.
O massacre no Beco Diagonal estava no auge quando vários bruxos vestidos com calças negras, camisas vermelhas, uma máscara dourada em forma de fênix e um sobre-tudo vermelho com uma fênix dourada nas costas surgiam nos quatro cantos do local, a Ordem da Fênix havia chegado liderada pelo maior mago da atualidade: Alvo Dumbledore.
Os comensais encaram os novos adversários com fúria e partem para cima deles com tudo fazendo as torturas darem uma pausa para que novos combates acontecessem.
Dumbledore enfrentava sem maiores dificuldades três comensais que faziam o possível para mandar o diretor dessa para uma bem pior; os membros da Ordem ocultos pelas máscaras enfrentavam os comensais da morte com a fúria de ver inocentes mortos e torturados mas, estavam em menor número e pouco a pouco os comensais avançavam sobre eles, membros experientes como Sirius e Remo enfrentavam, cada um, dois adversários até que Sirius os estupora ouvindo palmas e uma risada maníaca.
- Olha só... não é que você está aprendendo a brincar priminho? - mesmo com a máscara a voz não se deixava enganar.
- Você sabe que eu sei brincar há muito tempo Bella... afinal já te venci muitas vezes. - diz o maroto se virando para encarar sua prima Bellatrix Lestrange, a única mulher nas fileiras do Lord das Trevas quase tão temida quanto o próprio Lord.
- Não me faça rir priminho... - diz com a voz risonha escondendo a raiva pelo comentário do maroto - Agora vou te ensinar como se deve brincar, certo? - diz com a voz infantil erguendo a varinha. - Crucius!
Sirius desvia da maldição imperdoável soltando uma gargalhada que mais parecia um latido.
- Isso é tudo o que sabe Bella?
- Ora seu... Citrax!
O raio cinza chumbo da maldição negra passa raspando pelo maroto acertando uma loja atrás do mesmo que é totalmente destruída, o maroto agradece aos seus bons reflexos, pois morreria de uma forma nada agradável se fosse atingido.
- Vai continuar fugindo ou vai me enfrentar... priminho?
- Claro que não Bella... Estupore! - lança o feitiço estuporante com força, mas ele é facilmente rebatido pela comensal que ri.
- Feitiços escolares não vão me atingir priminho... - diz como se ensinasse algo para uma criança. - Avada Kedavra! - mais uma vez o maroto se salva, desta vez do raio verde da maldição da morte, convocando uma porta de madeira que estava caída para servir de escudo.
- Não seja tão previsível Bella. - diz o maroto.
A comensal já estava cheia daquilo e empunha sua espada, ela era estilo oriental toda negra e desprendia uma aura profana; Sirius vendo-a avançar com a espada em punho, empunha a sua também, que diferente da outra, era no estilo celta com o cabo azul-marinho e a lâmina prateada.
Bellatrix ataca com força na diagonal, mas o golpe é defendido pelo maroto o que causou uma pequena rajada de vento, os dois se encaram profundamente medindo forças até que recuam ao mesmo tempo um medindo o outro.
Remus observava o amigo enfrentar a comensal, receoso, sabia que o maroto tinha a cabeça quente e isso poderia causar sua derrota mas não podia fazer nada para ajudar já que enfrentava dois comensais à direta do amigo. Um feitiço particularmente forte o obriga a se desviar e perder de vista o combate dos primos enquanto entrava em uma ruela do Beco.
- Deprimo!
O feitiço de explosão acerta um dos comensais em cheio no peito fazendo-o voar alguns metros até bater contra uma parede e cair desacordado, o outro comensal vendo o parceiro inconsciente, volta a atacar o lobisomem com fúria até ser atingido por um certeiro encarceros. Remus volta correndo ao Beco para ver o amigo enfrentar a comensal de igual para igual, mas por pouco tempo, pois outro comensal aparece para enfrentá-lo.
Alheio a isso Dumbledore enfrentava três novos oponentes de forma que faria qualquer um duvidar de sua idade e aparência, com gestos simples de varinha o bruxo conseguia fazer os comensais recuarem até estarem lado a lado; sem dar chances a eles o diretor deixa-os inconscientes e se dirige ao centro do lugar onde aconteciam outros combates.
Em meio a toda essa agitação nenhum dos dois grupos parece notar que dois jovens observavam tudo do alto de um dos telhados do local, Harry e Melissa assistiam a tudo desanimados pois esperavam mais do que aqueles comensais de baixo nível, apesar de verem que um dos membros da Ordem enfrentava uma comensal particularmente poderosa, parecia ser aquela que estava liderando eles.
- Parece que aquela comensal é a única que vale a pena. - diz Melissa.
- Bellatrix Lestrange. Ela é um dos mais poderosos comensais da morte. - diz Harry analisando os movimentos da comensal.
Sirius e Bellatrix estavam com suas atenções voltadas apenas para seu duelo, nada os desconcentrava da batalha que parecia estar em grau de igualdade entre os dois adversários. O maroto atacava com força para ter chances de transpassar as defesas da comensal, mas Bellatrix não era a preferida do Lord apenas por ter um rosto bonito e se defendia com maestria enquanto contra-atacava com golpes em pontos vitais que não acertavam o maroto por conta de seus reflexos.
- Você deve estar enferrujada Bella...
Provoca o maroto que estava com o corpo coberto de pequenos machucados, Bellatrix não estava muito diferente dele mas parecia estar mais inteira. A provocação é seguida de um forte golpe da espada da comensal, que foi defendido pelo maroto, contudo não teve tanta sorte e foi atingido por um potente soco desferido pela mão esquerda da comensal, Sirius sentiu o impacto do soco no lado direito do rosto, ficando desnorteado tempo o suficiente para receber mais dois socos: um no queixo e outro no estômago que o fez curvar, seguidos de uma forte joelhada no peito que o lançou a pouco mais de dois metros.
- Acho que é você quem perdeu o jeito priminho... - debocha a comensal andando calmamente até o maroto que se levantava com certa dificuldade. - Foi derrubado tão facilmente...
O encara de forma divertida sentindo a marca negra em seu braço esquerdo esquentar e em seguida dezenas de comensais aparatam no beco cercando os membros da Ordem que ainda estavam em condições de duelar.
- Parece que de hoje você e o restante dos seguidores do velhote não passam. - diz com falso pesar.
O maroto olha ao redor percebendo que estavam em menor número e que estes comensais pareciam estar mais bem preparados do que os primeiros a atacarem o lugar.
Do alto do telhado de uma das lojas Harry e Melissa também percebem os reforços do lado do Lord das Trevas.
- Parece que é a nossa hora... - diz a ruiva com a adrenalina correndo pelas veias.
- Não faça nada imprudente! - diz o moreno antes de ser engolido pelas sombras.
- Como se "eu" fosse a imprudente. - fala a ruiva indignada também sendo engolida pelas sombras.
Os comensais recém chegados atacam impiedosamente os membros da Ordem da Fênix atingindo vários que estavam prestando atenção em seus duelos, as baixas do lado da luz já eram enormes e cada vez mais membros eram derrubados... para cada membro da Ordem havia três comensais da morte. Dumbledore estava, pela primeira vez naquele dia, tendo dificuldades em seu duelo, pois enfrentava seis comensais ao mesmo tempo e eles eram bem mais poderosos do que os anteriores.
Remus estava com um ferimento grave no braço esquerdo proveniente de uma maldição cortante que sangrava abundantemente, ele via que a Ordem estava sendo massacrada pelos comensais e que nem mesmo Dumbledore conseguia se sobressair a um número tão denso de comensais, se eles não recuassem agora seriam mortos mas... se recuassem o Beco Diagonal e todos os que ainda estavam ali... seriam mortos.
- Vejam só... um passarinho com a asa quebrada. - a voz arrastada de Lucius Malfoy foi ouvida pelo lobisomem que se vira para encarar o comensal.
- Não posso dizer que é um prazer vê-lo Malfoy pois estaria mentindo.
- Lupin... Hoje teremos um cachorro a menos no mundo pois você irá morrer agora... Avada Kedavra! - lança a maldição da morte na direção do lobisomem que se desvia no último instante.
- Expelliarmus! - sussurra o lobisomem apontando a varinha para o comensal que se defende facilmente do feitiço enquanto ria.
- Você é mais tolo do que eu pensava para acreditar que esse feitiço iria funcionar contra mim lupino. Deprimo! Crucius!
O lobisomem desvia com dificuldade do primeiro, mas no segundo... ele não teria tanta sorte pois já estava para atingi-lo, até ser bloqueado por uma barreira transparente!
O comensal olha em volta para saber de onde havia vindo àquela barreira.
- Quem é você? - pergunta para um estranho vestindo roupas pretas e com capuz que impedia que os outros vissem seu rosto, o estranho estava a esquerda dos dois bruxos mas não disse nada.
Remus observa o estranho curioso, pelo tamanho e formas era com certeza uma mulher mas a varinha erguida e a pose superior mostrava que ela não estava para brincadeira. Malfoy não gostou nada de ser ignorado pela encapuzada e se preparava para dar uma lição nela.
- Você deve ser muito burra para querer enfrentar um comensal como eu garota! - diz o mascarado, mas novamente é ignorado o que o deixa furioso. - Avada Kedavra!
O raio verde vai em direção da garota que com um simples feitiço convocatório intercepta o ataque com um pedaço de madeira que explode.
- Diffindo! - sussurra a garota com a varinha apontada para o comensal que se defende facilmente.
- Isso é tudo o que pode fazer? Crucius!
A maldição da tortura percorre rapidamente a distância que os separava mas a garota simplesmente dá dois passos para a direita escapando da maldição e surpreendendo tanto Malfoy quanto Remus, que se escorava em uma parede pela fraqueza do sangue perdido.
- Confringo! - a surpresa de Malfoy o impediu de se desviar e o feitiço explodiu no meio do seu peito o arremessando a alguns metros e caindo de costas no chão.
- Ora sua... Citrax! - Malfoy se levanta rapidamente e lança a maldição negra.
- Protego corporio! - a mesma barreira transparente envolve a garota e a protege da maldição.
Malfoy fica chocado pois aquela maldição era capaz de destruir até feitiços escudos. A encapuzada suspira de forma desdenhosa e desaparece sem fazer nenhum barulho, o comensal arregala os olhos ao sentir-se golpeado fortemente no queixo e, antes de ser jogado para trás, enxerga a encapuzada a sua frente percebendo que havia sido ela quem o golpeara.
Melissa estava sentindo tédio por conta do duelo com Malfoy resolvendo deixar a magia de lado para ver se ficava mais interessante, em uma velocidade que um humano comum não conseguiria ver, ela corre em sua direção e acerta um potente gancho de direita no queixo do comensal que é arremessado para trás mas antes de ir muito longe, a ruiva o segura pelo pé o puxando de volta e acertando em seguida um direto de esquerda no nariz e o barulho de osso quebrando é ouvido antes do grunhido de dor.
- Sua desgraçada. - diz o comensal cambaleando para trás e com um gesto de varinha cura o nariz para logo depois avançar contra a infeliz que o havia acertado, Melissa acompanha a movimentação do comensal com os olhos e desvia para a esquerda do forte soco que visava acertar seu rosto para logo depois tentar um chute com a perna direita na altura da cintura do comensal que defende com a perna direita e, em seguida, acerta uma cotovelada na lateral do pescoço da ruiva que a deixa um pouco zonza mas não por muito tempo, ela se recupera para esquivar com um salto para trás de um chute de esquerda do comensal que visava acertar sua coxa direita.
Malfoy tinha que admitir que aquela garota tinha habilidade, o Lord com certeza ficaria feliz em tê-la ao seu lado.
- Por que você não deixa de tentar me vencer e aceita o convite de servir ao Lord das Trevas? Ele ficaria muito feliz em recebê-la como fiel seguidora. - diz o comensal encarando a ruiva de forma avaliativa e depois com surpresa e raiva: a garota começara a rir.
- Eu nunca abaixaria a cabeça para aquele idiota.
- Como ousa falar assim do Lord das Trevas?
O comensal avança furioso em direção a garota que cruza os braços em frente ao rosto para bloquear seu soco, a ruiva percebeu que ele havia empregado mais força no último golpe do nos outros.
Malfoy estava furioso com aquela infeliz que ousava insultar o Lord e começou a aumentar a força dos golpes para que ela não saísse viva daquele combate.
Remus observava tudo com surpresa pois não era qualquer bruxo que poderia enfrentar um dos mais poderosos comensais de Voldemort como aquela garota estava fazendo. Ele ouviu o convite feito e a recusa da garota... fato que o fez erguer as sobrancelhas pela coragem dela. Viu também como ela se defendeu dos golpes do comensal e como ela, com um movimento rápido, lhe acertou uma rasteira e antes dele bater no chão o chutou no estômago, fazendo-o ser arrastado no chão por uns dois metros.
Malfoy se levanta cuspindo sangue e blasfemando mentalmente, torna a atacar a garota mas o primeiro golpe de direita foi facilmente defendido por ela, mas o soco no peito e a joelhada na lateral do corpo dela, furaram suas defesas fazendo-a cambalear alguns passos, contudo se recupera a tempo de se desviar de outro chute e desferir um potente soco no lado direito do comensal, que cambaleia e antes de poder dar outro golpe, tem que se desviar de um golpe da espada que o comensal sacou que iria acertar na cintura.
Malfoy decide acabar logo com a maldita garota e, com a espada em mãos, parte para cima desferindo um golpe na diagonal que a acertaria no ombro mas que é defendido por uma lâmina vermelha-sangue de cabo preto que a garota retirou da bainha branca que estava em sua cintura escondida pelo sobre-tudo.
A surpresa do comensal ao encarar a espada era tudo o que ela queria para empurra-lo com força e acertar um golpe na perna direita dele, mesmo que tenha sido superficial, o loiro se recuperou da surpresa no último instante. Malfoy emitiu um grunhido de dor e logo volta a atacar com força, com um movimento horizontal que quase a parte ao meio, mas é defendido pela espada da garota, o choque entre as duas espadas gerou faíscas mas nenhum dos dois prestou atenção a isso pois já se preparavam para o próximo movimento.
Malfoy direciona um golpe na altura do peito que é defendido e com o punho esquerdo, desfere um soco no rosto dela que não se deixa abater e golpeia com o cabo da espada o queixo do comensal para em seguida golpear com um giro de espada o braço direito, resultando em um profundo ferimento.
- Isso não vai ficar assim maldita. - diz o comensal antes de fugir aparatando do local, Melissa apenas observa a fuga do comensal sem nada fazer.
"Outro dia eu acabo com ele...", pensa dando de ombros, ela se vira para o lobisomem o olhando de forma avaliativa.
- Você está bem? - pergunta disfarçando a voz.
- Sim apenas um corte... - diz o lobisomem a olhando surpreso e curioso e antes que pudesse fazer qualquer pergunta... os dois sentem um arrepio na espinha.
"Acho que alguém vai se dar mal."- pensa a ruiva sorrindo.
Harry aparece nas sombras da loja do Sr. Olivaras e observa como a situação estava cada vez pior: a Ordem, que já estava tendo problemas para lidar com os primeiros comensais, agora estava sendo massacrada pelos reforços que os comensais receberam.
O moreno via que Dumbledore era o único que estava conseguindo continuar a combater os comensais sem ser ferido, Sirius já estava há um bom tempo duelando com Bellatrix Lestrange e Remus estava bem, apesar do ferimento no braço.
Ele viu Melissa assumir o duelo contra o comensal que atacava o lobisomem mas não tinha tempo para assisti-lo pois tinha comensais para liquidar. Então aponta a mão direita em direção a um aglomerado de nove comensais da morte que cercavam três membros da Ordem que estavam sendo torturados.
- Bombarda Maxima!
A força com que o feitiço os atingiu, foi o suficiente para explodir cinco comensais e ferir os outros quatro, o moreno observa a surpresa dos mascarados sobreviventes ao observar o estado em que seus companheiros se encontravam depois de um único ataque; a raiva era palpável, viram então, um estranho encapuzado andar em direção a eles.
- Quem é você insolente? - pergunta uma voz arrastada e fria.
"Sempre as mesmas perguntas...", pensa o moreno entediado, enquanto observava os comensais com as varinhas apontadas para ele.
- Avada Kedavra! - sussurra Harry apontando a mão para o comensal da esquerda, a maldição rompeu o escudo conjurado pelo mesmo e o acertou direto no peito, lançando-o longe, já morto.
Os outros comensais olharam surpresos para o que havia acontecido e então passaram a lançar maldição atrás de maldição, que eram facilmente bloqueadas.
Harry partiu correndo em direção aos três comensais restantes se desviando das maldições que eram mandadas em sua direção e acerta um potente soco no rosto do comensal do meio lançando-o para trás.
Em seguida, com um giro, se desvia do feitiço lançando pelo comensal da esquerda e o acerta com um chute nas costelas, fazendo um barulho de ossos sendo quebrados, que é ouvido juntamente com o grito de dor, ele foi arremessado para o lado se chocando contra a parede de uma loja, e fica se movendo com dificuldade.
O último comensal o olha temeroso dando um passo para trás com a varinha tremendo na mão, mas o moreno não dá chance de fuga e já estava em sua frente acertando um soco direto, seguido de uma joelhada no estômago que o faz curvar e ficar na posição perfeita para acertar uma forte cotovelada na nuca, que tem o pescoço quebrado, desabando molemente no chão.
Os dois comensais que foram golpeados primeiro pelo moreno se levantam com suas varinhas em punho.
- Avada Kedavra! - gritam os comensais ao mesmo tempo.
As maldições atravessam a distância até o moreno rapidamente e, quando elas estavam prestes a atingi-lo, com um movimento simples. Ele se desvia para trás no instante em que as duas maldições se chocam.
Os comensais olham a cena a cada instante mais assustados e percebem que o moreno simplesmente desapareceu, para logo depois sentirem, um após o outro, golpes rápidos e certeiros arremessando-os um em direção ao outro, colidindo fortemente.
Harry reaparece em frente aos dois comensais que se levantavam com dificuldade, o moreno direciona um cruzado de direita no rosto do comensal da direita, que dá dois passos para trás e aproveitando o impulso do corpo, gira e passa uma rasteira no outro comensal que antes de cair no chão é acertado fortemente no rosto pelos seus pés. Harry sente os ossos do rosto do comensal ceder pela força aplicada para em seguida ser arremessado para trás arrastando no chão, deixando um rastro de sangue por onde passava e uma poça onde parou... mas não deu atenção a isso, se volta para o último comensal restante com a palma da mão direita apontada para ele.
- Arcane Chaos!
Lança o feitiço que atinge o comensal diretamente no peito, sem chances de defesas para o encapuzado que desaba no chão com os olhos arregalados e a respiração difícil, sentindo o sangue congelar nas veias impossibilitando-o de correr pelo corpo. Harry apenas observa o comensal agonizando no chão, vendo como a vida abandonava aquele corpo de forma lenta. Após mais alguns segundos o comensal não resiste dando fim ao entretenimento do moreno.
O jovem estava se aborrecendo com aquilo, ele esperava ter uma batalha e não brincar de pega-e-mata com comensais. (N/B – eu não conhecia esta brincadeira! Hahaha)
Ele queria mais, só matar não o estava satisfazendo, sua sede por sangue havia sido despertada e ele queria sentir o sangue de seus inimigos o manchando, queria sentir a vida deles ser brutalmente arrancada por suas próprias mãos.
Com esses pensamentos, suas unhas cresceram e se tornaram garras longas e negras como piche assim como seus olhos que passaram a brilhar de um negro demoníaco.
Um arrepio na espinha foi sentido por todos no campo de batalha que havia se formado no Beco, todos que ainda se mantinham vivos sentiram que um besta estava à solta e que eles eram as presas.
Sirius e Bellatrix pararam o duelo após sentirem a mudança na energia do lugar mas logo voltaram a atacar. Dumbledore também sentiu essa mudança mas, ao contrário de muitos, ele não se intimidou mas ficou curioso sobre o que poderia estar exalando aquela magia selvagem. Remus sentia-se atraído por aquela aura ao mesmo tempo que temia o que poderia acontecer e Melissa, apenas esperava curiosamente para saber quais seriam os primeiros passos do irmão, temendo que ele ficasse descontrolado.
Harry deixa um rosnado baixo escapar de sua garganta e no silêncio que havia se formado ao seu redor ele foi ouvido por todos. O moreno não queria mais se controlar, ele queria o sangue dos comensais e ele teria.
Se movimentava com extrema rapidez: em um momento ele estava parado observando tudo ao redor e no outro, já se encontrava correndo velozmente na direção do cheiro doce do sangue não precisando procurar muito, ele encontra alguns aurores enfrentando um grupo de comensais.
Sem pensar em mais nada, pula por cima dos aurores caindo em cima do comensal que estava no meio da formação deles cortando sua garanta com um único movimento de sua mão direita; todos os bruxos que viram a cena ficaram surpresos e temerosos com o ser que havia degolado o comensal com as mãos, os comensais logo passaram a atacá-lo com diversos feitiços poderosos, mas o encapuzado era rápido demais, se desviava enquanto se aproximava rapidamente, perfurando o abdome do comensal à sua frente com suas garras e erguendo o braço, rasga pele, órgãos, partindo os ossos do comensal, ele urra de dor cuspindo sangue em cima do ser que parecia apreciar todo aquele líquido vermelho que banhava suas vestes.
Harry com um movimento rápido encontra e esmaga o coração do comensal que solta outro grito de agonia e o lança em direção ao feitiço que outro comensal tentava lhe acertar bloqueando-o, o moreno se volta para o comensal que tentou lhe acertar e avança rapidamente em sua direção, para surpresa de todos pois a velocidade deixava eles apenas verem uma sombra negra se movendo, Harry alcançou o comensal e com um movimento da mão esquerda faz cortes profundos no peito dele sentindo mais sangue cobrir suas vestes. Assim que a carne é rasgada e o comensal cai no chão urrando de dor, o moreno dá um salto ficando na horizontal em pleno ar enquanto gira em torno de si mesmo para assim se esquivar de mais meia dúzia de feitiços lançados tanto pelos comensais quanto pelos aurores, coisa que o deixou tentado a matá-los também.
Os comensais mesmo temerosos, continuaram a atacar ferozmente o moreno que segue avançando e quando estava prestes a ser alcançado, desaparece fazendo todos ficarem nervosos, olhando ao redor para tentar encontrá-lo o que só acontece quando um grito de agonia é ouvido fazendo todos se virarem em sua direção para ver um comensal com um braço saindo de seu peito e com o moreno as suas costas. O comensal ferido gemia já agonizando quando o moreno retirou o braço em um único movimento e desaba no chão fazendo uma poça de sangue surgir ao seu redor.
Harry que olha o corpo caído no chão e ergue os olhos encarando os bruxos a sua frente.
Já os bruxos, apenas conseguiam ver uma besta, pois era isso que o moreno parecia ser naquele momento, o capuz mesmo cobrindo o rosto, não conseguia ocultar o brilho que os olhos negros desprendiam e deixava a todos aterrorizados, pois não era humano, eram os olhos de uma besta cercando sua presa e eles... eram as presas.
Cansado de esperar a atitude de algum dos comensais, o moreno torna a avançar em direção aos encapuzados enquanto um sorriso de cruel felicidade se forma no seu rosto e um rosnado escapa de sua boca.
O primeiro que teve o azar de ser alcançado, teve o braço direito dilacerado, no instante seguinte já tinha as garras cravadas no peito e no pescoço de um segundo comensal que antes mesmo que tivesse a chance de gritar, já estava morto. Harry agora tinha suas roupas ensopadas do mesmo sangue que escoria pelo seu rosto, mas a sede somente aumentava, ele queria derramar mais e mais sangue e com esse pensamento salta sobre outro comensal.
Melissa que havia deixado Remus para ver o que estava acontecendo com o irmão, assiste, do alto de uma casa, o massacre que acontecia. Os gritos de pura dor e sofrimento chegavam aos seus ouvidos ao mesmo tempo em que via o irmão esquartejar mais dois comensais como se fossem feitos de papel. Não havia piedade nos atos do moreno e ela sabia que se continuasse assim não sobraria humanos no Beco.
Dumbledore se livra dos comensais que ainda ousavam atacá-lo e se dirige para a origem dos gritos e da aura selvagem que se instalara no Beco deparando-se com um estranho encapuzado, com as vestes negras tingidas de sangue, a forma como ele atacava e matava os comensais era assustadora mas, para o diretor, serviu apenas para fazer a cobiça brilhar em seu olhos, ele queria aquele ser sob "suas ordens" e ele o teria.
O diretor viu quando o encapuzado degolou o último comensal vivo e partiu em direção a outro grupo que enfrentava os membros, já bastante debilitados da Ordem da Fênix. Parecia que nada iria detê-lo, quando ele os alcançou os comensais foram sendo retalhados da mesma forma que os anteriores.
Melissa já estava pensando em intervir quando vê o diretor acompanhar o irmão com os olhos, aquilo a deixou furiosa pois o brilho nos olhos dele significava que ele tentaria algo contra ele e isso, ela não permitiria! Com isso em mente ela desaparece nas sombras para que pudesse observar o irmão mais de perto, não queria correr nenhum risco.
Sirius e Bellatrix duelavam com a atenção voltada para a aura que haviam sentido, nenhum dos dois sabia a quem pertencia e muito menos de que lado estava, essa falta de atenção no duelo rendeu vários ferimentos sérios para os dois, que só estavam em pé pela vontade de derrotar o oponente pois as forças já os estavam abandonando. Poucos minutos depois eles percebem que os gritos que estavam sendo ouvidos por todo o Beco estavam se aproximando deles e logo depois, um comensal sem um braços e com profundos cortes no tórax desaba em frente aos dois, que pulam para trás para não serem atingidos pelo corpo ensanguentado e sem vida.
- Mas... o que está acontecendo aqui? - pergunta Bellatrix furiosa.
A pergunta dela logo é respondida pela aparição do encapuzado manchado de sangue, Harry olhava o maroto e a comensal apontando suas espadas para ele mas não liga pois tem que se desviar para a direita evitando que um raio roxo o atingisse.
Sirius se defende do raio com sua espada enquanto observava o encapuzado atacar o comensal que surgiu atrás dele com as mãos nuas, para o maroto isso era loucura mas foi com surpresa que ele viu o sangue do comensal manchar, ainda mais as vestes do estranho e percebe então que, o vermelho não era a cor delas mas sim do sangue. Bellatrix observava a cena com raiva.
"Quem aquele infeliz pensa que é para desafiar o Lord das Trevas.", pensava a comensal apontando a espada para o encapuzado.
- Avada Kedavra! - grita a comensal mas o estranho se desvia e a encara.
Os olhos negros e selvagens dele nos azuis insanos dela, foi o suficiente para fazer um arrepio correr a espinha da comensal. Harry a encara com ódio e parte em sua direção, ele estava tomado pela sede e não deixaria aquela humana insolente o atacar.
Bellatrix observa a movimentação do estranho de guarda erguida pronta para se defender e contra-atacar, mas mesmo assim não foi rápida o suficiente, a três passos de distância da comensal, Harry simplesmente desaparece deixando-a tensa para em seguida sentir uma respiração forte na nuca.
Sirius viu o estranho aparecer nas costas da comensal com surpresa e viu, nos olhos arregalados da comensal o medo para depois, seguir com os olhos, o movimento rápido da mão direita do encapuzado. O maroto viu com espanto que, ao invés de unhas, o estranho tinha garras longas e negras que acertaram com força as costas da comensal ferindo-a facilmente.
Bellatrix sentiu a dor aguda nas costas e prendeu o grito que ameaçou deixar sua garganta enquanto cambaleava para frente mas ela não era uma das melhores do Lord por nada e mesmo com as costas feridas e sangrando, ainda foi rápida o suficiente para enfiar a espada na coxa direita do estranho, que urra mancando para trás, enquanto a comensal avança, Sirius vendo que o estranho seria morto pela prima, decide ajudar mas antes de conseguir se aproximar deles o encapuzado defende o golpe da espada com as garras e em seguida a acerta um forte gancho de direita, fazendo-a literalmente levantar vôo e, antes dela sair de seu alcance, ainda com a mão direita, agarra o pé da comensal, com um forte puxão a comensal ainda no ar é segura pelo moreno, ela sente o corpo fazer um arco para logo depois se chocar violentamente com o chão.
O maroto observa abismado como o estranho fez o corpo da comensal se chocar ao chão como se fosse feito de pano, mas a força do golpe foi tamanha que gerou um forte tremor de terra e a comensal afundou no piso duro da ruela do Beco. Bellatrix sentia seus ossos quebrados e sabia que não teria condições para continuar e, com o amargo gosto da derrota na boca, ela aparata segundos antes das garras do estranho acertar onde estaria seu coração.
Os comensais que ainda estavam vivos e que viram o que aconteceu, debandaram do lugar às pressas e os membros da Ordem e aurores que ainda estavam em pé ajudavam seus feridos e apontavam suas varinhas para o estranho encapuzado.
Sirius continuava encarando o estranho sem nenhuma reação mas quando percebe que seu olhar era correspondido, acena com a cabeça um cumprimento para aquele que matou vários inimigos em comum, o estranho devolve o cumprimento enquanto o maroto via as garras retrocederem e virarem unhas humanas para, em seguida o estranho virar as costas mas, antes que ele pudesse dar dez passos é atingido por um forte feitiço de extinção sendo lançado contra a parede de uma loja que desmorona em cima dele.
- Mas o quê? - pergunta o maroto procurando a origem do feitiço e vendo Dumbledore ainda com a varinha empunhada andando em direção da loja desabada. - O que você está fazendo Dumbledore? - pergunta chocado com o diretor.
- Esse ser é perigoso, não sabemos quem é, nem de que lado está... ele precisa ser interrogado. - diz o diretor observando uma movimentação nos escombros.
- Será que o fato dele ter matado vários comensais e ainda ter ferido gravemente a Bellatrix não é o suficiente? - pergunta Remus que havia acabado de chegar e presenciado tudo enquanto Tonks curava seus ferimentos.
- Isso só nos mostra que ele não está do lado dos comensais mas... não quer dizer que ele esteja do nosso lado. - fala calmamente enquanto observava os escombros serem remexidos e o encapuzado aparecer dentre eles.
Melissa já estava com um milhão de maldições negras em mente para lançar no diretor quando vê o irmão saindo do meio dos escombros o alívio foi imediato mas a preocupação não a abandonou, partindo ao seu socorro.
Dumbledore viu o estranho sair cambaleante dos escombros e já preparava outro feitiço poderoso para detê-lo e quando um jorro de luz chumbo é lançado de sua varinha, ouve-se uma voz feminina gritar:
- Frost Barrier!
Uma barreira de gelo se ergue em frente ao moreno barrando o ataque do diretor, todos os presentes se voltam na direção da voz e observam um segundo encapuzado, mas esse era claramente uma mulher pois além de ser mais baixa, era perceptível os moldes mais suaves do corpo dela. Dumbledore a olhava incrédulo pois o feitiço que lançara era extremamente poderoso e aquela encapuzada o defendera.
- Quem é você? - pergunta o diretor apontando a varinha para ela.
Melissa apenas o encara de tal forma que mesmo sem o diretor poder ver sua expressão, ele sentiu um arrepio na espinha. Ela se encaminha calmamente até onde a barreira ainda se encontrava em pé e com um gesto de varinha a faz desaparecer, revelando o outro encapuzado.
Dumbledore percebendo a intenção de fuga dos dois se pronuncia:
- Os impeçam!
Mas foi tarde demais pois quando as dúzias de feitiços são lançados, tanto por membros da Ordem quanto por aurores, batem nas sombras das paredes da loja ao lado onde os dois estranhos pareciam ter sido tragados.
A frustração era visível na expressão do diretor de Hogwarts que estava confiante que o estranho encapuzado não conseguiria escapar, mas novamente ele se enganara.
Sirius e Remus estavam confusos, exatamente como todos os outros sobre o que havia acontecido, pois ao mesmo tempo em que os estranhos haviam ajudado com os comensais, eles não pareciam estar ao lado deles, aí estava a dúvida:
De que lado eles estavam?
