Capitulo 14 - Preparativos para as férias

Harry, Hermione, Laura e Deric Granger surgiram das sombras no saguão de entrada da casa do jovem de olhos esmeraldas, o casal Granger tinha a respiração presa na garganta. Harry olhou para eles e ergueu uma sobrancelha enquanto Hermione se dirigia até os dois para ver como estavam.

- Mãe? Pai? Vocês estão bem? - pergunta ela preocupada encarando os pais que ao olhar para ela, soltam o ar que seguravam.

- Tudo bem filha – responde Laura um pouco trêmula.

- Se essa é mais suave que a outra aparatação... não quero saber como ela é... - diz Deric para o divertimento do moreno.

- Ela é menos desconfortável, mas é mais estranha, parece que estamos atravessando um mar gelado. - diz a garota confusa olhando para Harry.

- Como já disse Mione, essa forma de se locomover não é igual à aparatações... e o frio que você sentiu é causado pelo fato de termos viajado por entre trevas e sombras, não há luz ou calor nas sombras... lembre-se disso. - responde a pergunta muda da garota que acena com a cabeça enquanto os pais dela arregalam os olhos.

- Como assim viajamos pelas trevas? Isso não está certo, está? - diz Deric olhando para a filha no final.

- Harry não é como Voldemort pai, mas ele também não é... como posso dizer... bonzinho. - explica a garota temendo que os pais não entendessem.

- Não é bonzinho? - pergunta Deric olhando para o jovem com um expressão avaliativa.

- Não sou e nem penso em ser. - responde Harry de forma calma fazendo o casal Granger dar um passo para trás.

- Pai, mãe calma... Harry não é um daqueles "bons moços" que aparecem em histórias, mas isso não quer dizer que ele queria dominar o mundo ou coisa parecida, ele apenas usa métodos que a grande maioria da população condena como errado. - Hermione tenta explicar.

- O que seriam esses métodos? - pergunta Laura olhando-o intrigada e nervosa.

- Não me importo em matar, torturar ou fazer algo pior com meus inimigos. Não tenho a menor compaixão por aqueles que já destruíram dezenas de lares e casas. Isso é uma guerra Sr. e Sra. Granger... e em uma guerra, vence aquele que eliminar primeiros seus inimigos. - responde para o casal que fica chocado com o que ouviram e logo depois como em um estalo olharam para Hermione.

- Filha você já...? - pergunta Deric baixo para a garota que olha para eles mordendo o lábio inferior.

- Se eu já matei? Sim, não ouve capturas no ataque a Hogsmeade... todos os comensais foram mortos e a maioria dos imortais também. - responde ela em voz baixa vendo os pais prenderem a respiração por um momento.

- Eu... mesmo sendo difícil dizer, concordo com Harry. Não há como vencer uma guerra como essa sem matar seus inimigos... - diz Laura dando um sorriso nervoso para a filha. - Pode não parecer filha, mas eu tenho orgulho de saber que você está lutando para dar um fim a essa guerra, mesmo usando dessas artimanhas.

- Obrigada mãe. - diz a garota com um pequeno sorriso enquanto Deric ainda estava surpreso demais para dizer algo.

- Que bom que a Sra. entende o que a Mione está fazendo, ela não era muito adepta a ideia de tirar uma vida mas depois de saber o que os jornais escondem a mando do ministério, o que os comensais e os outros aliados daquele medíocre já fizeram. - fala o moreno e os pais da garota olham para ela vendo um brilho de fúria e desprezo passar pelos olhos da filha, eles sabiam que Hermione não era alguém que cultivava emoções daquele tipo e ficaram pensando que o que ela descobriu sobre a guerra deveria ser horrível. - Mas agora é melhor entrarmos para que se acomodem.

Após dizer isso, Harry guia a família Granger para dentro da casa e a surpresa deles era palpável ao adentrarem a sala. Os Granger olhavam para tudo surpresos, não esperavam encontrar uma casa daquele tamanho.

- Essa é a sua casa? - pergunta Hermione incrédula ainda seguindo o moreno em direção a grande escadaria que havia ali por onde subiram até o primeiro andar.

- Sim, por que a surpresa? - pergunta normalmente como se estivesse comentando sobre o tempo.

- Ela é uma mansão não uma casa. - Mione aponta o óbvio para o amigo que ergue uma sobrancelha esperando ela continuar.

- O que ela quis dizer é que esperávamos uma casa grande e não uma mansão como essa. - explica Laura.

- Entendo... ela não foi comprada Mione, ela está na família há séculos, por isso que ela é grande assim. Os Potter, como deve saber, é uma das famílias mais antigas que se tem notícia no mundo bruxo e, com séculos de existência e o orgulho junto com o desejo que as famílias bruxas tem de se mostrar, resultou em propriedades como essa. - explica com calma para os outros três que concordam com a cabeça.

Eles seguiram por um largo e bem decorado corredor com portas dos dois lados e no fim do corredor, Harry abre um aposento de portas duplas e os quatro se deparam com uma grande suíte, com uma cama de casal espaçosa, mobilhado com duas poltronas e um sofá em frente a uma lareira, havia um tapete que Hermione nem quis chutar o valor e duas portas que ela julgou ser o banheiro e o closet.

- Mestre já chegou. Wend já arrumou tudo mestre, as roupas dos Sr. e Sra. Granger estão no closet... arrumadas por tom de cor e tamanho mestres, Wend arrumou da esquerda para direita. - diz a elfa sorrindo e fazendo uma grande reverência para cada um deles.

- Nossa! - exclama Laura surpresa assim como o marido e a filha.

- Você sempre se mostrando mais e mais empenhada em tudo o que faz Wend, obrigado fez um ótimo trabalho como sempre . - diz Harry sorrindo para a elfo que abre um sorriso ainda maior, o que seria impossível na opinião dos Granger, e logo seus olhos estavam marejados.

- Obrigada mestre, Wend fica muito, muito feliz por agradar o Sr. fica sim. - diz antes de desaparatar com um estalo seco.

- Espero que as acomodações tenham agradado vocês. - pergunta virando-se para o casal Granger.

- Agradou sim Harry obrigada por nos trazer para sua casa. - agradece Laura e Deric concorda com a cabeça.

- Ótimo, qualquer coisa basta chamar pela Wend que ela virá lhes atender e mostrar o resto da casa... eu e a Mione temos que voltar para Hogwarts. - diz o moreno para eles.

- Mas você ainda não me explicou o porquê de ter elfos. - acusa a garota.

- Wend e sua família sevem aos Potter desde que se tem notícia, são gerações e gerações de elfos que cuidam das propriedades e sempre foram tratados dignamente. Eles não aceitam e nunca aceitaram a liberdade que você imagina... e nós, bruxos, podemos ao menos tratá-los com dignidade e respeito que eles, como qualquer outro ser, merecem. - fala de forma séria.

Hermione ia retrucar mas foi interrompida:

- Ele tem razão filha. - diz Laura para a garota que a olha surpresa.

- Até você mãe?

- Eu também concordo com ele filha. - diz Deric.

- Entenda filha, como você mesma nos disse, eles já estão há séculos vivendo nesse regime de escravidão e seria praticamente impossível reverter isso, Harry tem razão em dizer que, o que os bruxos podem fazer, no mínimo, é tratá-los de forma decente e respeitosa. - explica Laura para a garota.

- Ok, vocês venceram. - diz ela a contra gosto no que os outros riem baixinho.

- É melhor irmos Mione. Foi um prazer conhecê-los Sr. e Sra. Granger. - diz despedindo-se do casal.

Hermione abraça cada um.

- Até logo mãe, pai nos vemos nas férias. - diz afastando-se deles.

- Até logo filha, obrigada mais uma vez Harry e juízo os dois. - diz Laura olhando para a filha com preocupação e depois para o moreno.

- Cuidem-se não façam nada perigoso! - diz Deric.

- Juízo podemos prometer... mas não fazer nada perigoso... já não dá. - fala o moreno calmamente e Hermione concorda com a cabeça.

O casal suspira sabendo que não poderiam fazer nada para impedir a filha.

- Me prometa que tomará cuidado filha. - pede Laura.

- Sempre mãe, não se preocupe. - diz a garota sorrindo para os pais.

- Vamos Mione? - diz o moreno e então os dois são tragados pelas sombras do quarto deixando para trás o casal olhando para onde eles estavam há poucos instantes.

- O que você acha dele Laura? - pergunta Deric para a esposa com o cenho franzido.

- Acho que... apesar de não parecer, ele é um boa pessoa. Ele é apenas um garoto que amadureceu cedo demais. - diz ela com calma, olhando para o marido antes de começar a explorar o quarto.

Harry e Hermione aparecem na sala precisa encontrando-a vazia, os dois se dirigem para a porta e seguem pelos corredores do castelo em silêncio, encontravam-se perdidos em pensamentos.

Caminhavam lado a lado, mas estavam completamente distantes um do outro em pensamentos, enquanto Hermione pensava em seus pais e o que poderia acontecer dali pra frente, ele pensava em como o tempo estava cada vez menor para por seus planos em prática.

Saíram de seus pensamentos ao se depararem com o fim do corredor, onde a castanha subiria até a torre da grifinória e o moreno desceria até os aposentos da sonserina.

- Até mais Harry e obrigada de novo pelo que fez pelos meus pais. - dia a garota sorrindo para o moreno que devolve o sorriso.

- Não foi nada Mione, nos vemos depois. - diz ele dando as costas a ela e descendo as escadas.

Hermione segue até a torre da grifinória onde se senta em uma poltrona de forma relaxada e tranquila por saber que seus pais estavam seguros.

Harry entrou no dormitório das serpentes e o encontrou vazio como esperava, pois além de ser sábado... ainda estava próximo da hora do almoço. Vai para seu quarto, onde Silver, empoleirada na cabeceira da cama, esperava-o com uma carta nas patas, a Fênix ao vê-lo solta uma nota alegre e musical enquanto levantava vôo e pousa em seu braço.

Harry passou a acariciar as penas da bela ave enquanto andava até sua cama, sentando-se e em seguida, tirando a carta da pata da ave, que levantou vôo logo após ter dado uma bicadinha carinhosa nos seus dedos, desaparece em uma explosão de chamas brancas. Ele desenrolou a carta, que sabia ser de Amélia Bones e passou a ler o que escrito.

Caro Sr. Potter

Fiquei surpresa ao receber a carta de minha sobrinha comunicando o seu interesse em conversar comigo em particular e espero que possamos nos encontrar em breve, estarei esperando que marque o dia e o local.

Atenciosamente,

Amélia Bones

Ps.: Avise Susana que os pais dela a liberaram para poder passar os feriados de fim de ano em sua casa.

Harry sorri com o que havia lido, mais um de seus amigos estará em sua casa no fim do ano... isso era ótimo para o treinamento que tinha mente, e ainda poderia conseguir o apoio de um membro do ministério, o que o agradava muito.

Se dirigindo para os jardins, ele passa o resto do dia embaixo de uma árvore apenas relaxando como se não houvesse nada para fazer além de aproveitar aquele momento de paz.

Molly Weasley preparava o almoço daquele sábado com um aperto de preocupação no peito, a guerra que acontecia estava ficando cada vez mais perigosa, seu marido e filhos estavam envolvidos, até mesmo Rony e Gina acabaram se envolvendo nela o que sempre causava um aperto mais doloroso... eles ainda eram crianças.

Tão entretida que estava com suas preocupações, não percebeu que uma das corujas da torre havia entrado pela janela aberta da cozinha. A coruja piou chamando sua atenção. Mesmo confusa pela carta inesperada, algo dentro dela dizia que era de um de seus filhos o que fez se dirigir em direção a coruja e tirar a carta de sua pata, que voa em seguida.

Mamãe e papai

Como vocês estão? Esperamos que estejam bem, Rony e eu estamos ótimos e não precisa se preocupar tanto mamãe, como sei que deve estar.

Estou escrevendo para dizer que esse ano não iremos passar as festas de final de ano na Toca e antes que fique se perguntando, não iremos ficar em Hogwarts também, passaremos as férias na casa de um amigo. Fiquem tranqüilos, a casa dele é muito segura e nem nós sabemos direito onde fica.

Esperamos que entendam nossa decisão. Feliz Natal e Ano Novo para vocês, mamãe e papai.

Com amor

Gina

Molly lia e relia a carta ficando cada vez mais pálida enquanto o que havia escrito naquele pedaço de papel penetrava em sua mente. A mulher teve que sentar-se em uma das cadeiras para não cair pois as pernas falharam.

- Arthur! - grita e depois de alguns segundos o Sr. Weasley aparece na cozinha.

- Molly? O que houve? - pergunta preocupado após ver como Molly estava pálida e tremendo.

- Olhe! Olhe isto Arthur. - diz ela entregando a carta a ele enquanto as lágrimas de preocupação começavam a encher seus olhos. Arthur lê a carta com surpresa e ao final fica sem palavras por alguns minutos.

- Eles não virão? E ainda vão para a casa de um amigo que não sabemos quem é e onde mora? - pergunta ele incrédulo olhando para as palavras escrita pela filha totalmente alterado.

- Não podemos deixar eles fazerem isto Arthur. É muito perigoso e nem sabemos quem é esse amigo! - fala Molly em tom choroso.

- Vamos falar com eles, enviar uma carta, contudo não acredito que adiantará muito Molly, Gina foi bem clara no aviso. - diz Arthur com a testa franzida.

- O que?

- Essa carta foi somente um aviso Molly, ela apenas não quis nos deixar preocupados quando não desembarcar do trem... - responde ele analisando o que havia implícito na carta.

- Você não vai deixar nossos filhos fazerem isto não é Arthur? - pergunta ela chocada.

- Rony já é maior de idade e Gina... Gina sempre foi um caso a parte, você sabe que quando ela põe algo na cabeça não há nada que a faça mudar de ideia.

- Mas Arthur, Você-Sabe-Quem está atrás deles depois do que fizeram em Hogsmeade eles precisam ficar protegidos.

- Não acho que eles precisam de proteção depois do que demonstraram naquele ataque Molly e, tenho quase certeza de que é para a casa daquele que os treinou que eles vão... só nos resta saber quem é esse alguém. Eles se tornaram guerreiros Molly e não há dúvidas de que nessas férias eles estarão treinando duro.

- O que? - pergunta Molly com a voz esganiçada imaginando seus filhinhos treinando para a guerra. -Mas eles são apenas crianças! Nem deveriam saber o que está acontecendo.

- Eu queria acreditar que eles ainda são crianças Molly mas... eles não são! Cresceram e já são grande o suficiente para saber o que podem fazer para ajudar nesta guerra, mesmo que nós não concordemos.

Diz ele encarando a derrota, sabia que os filhos não voltariam atrás em suas decisões. Molly ainda chorava em silêncio sabendo que o marido estava certo, mesmo não querendo admitir que seus filhos estava no meio daquilo tudo.

- O que podemos fazer é acreditar neles e pedir a Merlin que eles consigam sair vivos e inteiros dessa guerra. - com isso Arthur abraça sua chorosa esposa e a consola.

Na manhã seguinte após o treinamento na sala precisa Harry e os outros estavam sentados e conversando sobre o que ficou resolvido da viagem para a casa do moreno.

- O que você disse para seus pais Gina? - pergunta Hermione curiosa.

- Ah eu disse que o Rony e eu não iríamos para A Toca esse fim de ano porque iríamos para a casa de um amigo, pedi para que eles entendessem e aceitassem nossa escolha.

- Traduzindo: Nós vamos e não há nada que possam fazer para nos impedir... - diz Rony dando de ombros.

- Nossa! - exclama Susana.

- Mamãe e papai conhecem bem a Gina para saber que ela nunca muda de opinião quando encasqueta com algo. - diz o ruivo no que Gina sorri divertida.

- E você Susana? - pergunta a ruiva.

- Meus pais concordaram ao saber para que eu iria para a casa do Harry, claro que eu pude dizer mais do que vocês pois não havia o risco da carta ser interceptada e minha tia está bastante curiosa e ansiosa para conversar com ele. - responde ela sorrindo.

- Minha vó ficou feliz por saber que eu vou para a casa do Harry, ela disse ele seria uma boa influência para mim e que eu poderia aprender muito com ele. - diz Neville divertido no que Harry ergue uma sobrancelha e os outros riem baixinho.

- Parece que a sua avó me tem em alto estima. - diz Harry.

- E você Mione? Como foi com seus pais? - pergunta Gina.

- Até que foi fácil, depois que explicamos o que estava acontecendo e o que acontecerá eles concordaram mas ficaram um pouco receosos quanto ao Harry no começo. - responde a garota.

- Quem não ficaria? Ele é intimidante com essa aura escura que o cerca. - constata Rony revirando os olhos.

- Para quem sabe apreciar... isso é um charme Rony. - diz Sophie como se falasse do tempo o que gerou um olhar nada amistoso de Melissa que estava apenas ouvido o que era dito. - E eu também tenho passe livre para ir até sua casa Harry. - diz ela de forma charmosa.

- Ótimo, então todos irão. Isso facilitará e muito o treinamento de vocês. - diz depois de sorrir para a morena e rir de Melissa que parecia a beira de um ataque.

- Como vamos até lá? Creio que tanto Voldemort quanto Dumbledore tentarão segui-lo ou interceptá-lo. - pergunta Draco.

- Assim que a escola nos liberar para cruzar os portões, eu vou levá-los para lá antes mesmo de chegarmos a Hogsmeade. - responde o moreno com calma e Hermione treme ligeiramente o que não passou despercebido pelos outros.

- Por que será que essa tremida da Mione não me inspira confiança. - diz Gina no que Harry e Melissa riem divertidos enquanto os outros concordam com a ruiva.

- Não é ruim como aparatar só é desconfortável. - explica Hermione para eles.

- Sei... bem já vou indo que tenho uma montanha de deveres para fazer. - diz Rony fazendo uma careta e Neville o acompanha.

- Ele nunca vai mudar. - diz Hermione olhando para o ruivo balançando a cabeça em negativa logo depois.

- Ainda bem que sabe cunhadinha. - diz Gina rindo enquanto saía junto com Draco e uma Hermione vermelha feito um tomate.

- Eu também tenho deveres, me ajuda Luna? - pede Susana.

- Claro.

Diz a loira aluada enquanto olhava para um pontinho na parede e logo depois as duas deixavam a sala. Harry, Melissa e Sophie foram os que permaneceram na sala e logo os dois já estavam em uma íntima troca de olhares, o que fez a ruiva ficar da cor de seus cabelos.

- É melhor eu sair daqui antes que vomite. - diz Melissa se retirando da sala a passos duros e bufando enquanto Harry e Sophie a olhavam de forma divertida.

- Acredito que haja um assunto inacabado entre nós Sophie. - diz Harry com a voz suave enquanto se levantava e se dirige até onde ela estava e senta-se ao lado dela pois a poltrona havia se tornado um sofá de dois lugares.

-Concordo. - diz ela em um tom provocante olhando-o com um sorriso malicioso que era devolvido com a mesma intensidade.

- Ótimo. - diz ele com a voz rouca antes de puxá-la para si e beijá-la com intensidade e desejo.

Sophie sentiu-se arrepiar com o toque dos lábios do moreno e devolve o beijo com a mesma intensidade enquanto passava as mãos pelo pescoço e começava a acariciar a sua nuca.

Harry emite um gemido que na opinião de Sophie mais parecia um rosnado de um animal faminto e sente como era puxava para o colo dele antes que pudesse perceber. Harry desceu os beijos pelo queixo até chegar ao pescoço da garota que respirava com dificuldade enquanto inclinava a cabeça para o lado para dar mais espaço, sentindo sua pele ser devorada centímetro por centímetro.

Aquele sabor deixava o moreno cada vez mais sedento por ela e para Sophie era indescritível a sensação que os beijos lhe causavam, sentia-se tremendamente quente e de sua boca só saiam gemidos.

Ela passava as mãos pelos cabelos e costas do moreno enquanto ele tinha uma das mãos em suas costas e a outra descia e subia pela sua perna, o que lhe causava arrepios de prazer com aquele toque provocante. A sala precisa estava muito quente na opinião dos dois, mas não era como se estivesse se importando com este fato.

Sophie buscou a boca do moreno e eles estavam mais uma vez em uma batalha pelo controle do beijo, logo o moreno assumiu o controle do beijo deixando-o mais intenso e possessivo. Ela pode sentir como o moreno passou a ser dominante e possessivo e, após interromperem o beijo, passaram a se olhar ofegantes e com sorrisos nos lábios.

- Sophie... quer ser minha namorada? - pergunta de forma direta aquilo que queria fazer há muito tempo. Sophia o olhou surpresa pelo pedido.

- Claro que quero gatinho. - diz ela se recuperando da surpresa e o olhando com um sorriso enorme nos lábios. - Mas vamos deixar a conversa para depois.

Depois de dizer isso Sophie puxa o moreno para mais um beijo intenso e cheio de desejo que o jovem não perde tempo em corresponder com a mesma intensidade e com uma fome voraz pela agora "namorada" de olhos azuis. Ele a segurava de forma firme e possessiva puxando-a para mais perto, enquanto devorava sua boca, ela correspondia ao beijo ao mesmo tempo em que ia sendo dominada pelas carícias do moreno.

- Melhor descermos para o café. - diz Sophie enquanto Harry traçava um caminho de beijos pelo seu pescoço e que não consegue conter um gemido.

- Quer mesmo ir?

- Você não está me ajudando. - diz ela com a voz falha sentindo uma língua marcar a pele do pescoço e logo depois ouve uma risada baixa.

- Vamos. - diz ele, afastando-se e olhando para a face vermelha da garota que manteve os olhos fechados até sentir o moreno lhe observar. Sophie o olha com a face mostrando frustração pela falta dos toques do moreno o que causa um sorriso maroto no moreno.

-Vamos logo então. - diz ela se levantando contrariada o que causou um riso no garoto.

- Não fique assim. - diz ele após abraçá-la pelas costas colando os corpos e depositando um leve beijo em seu pescoço. - Teremos o fim de semana inteiro para aproveitarmos. - sussurra ele com a voz rouca o que gera um arrepio na garota.

- Irei cobrar. - diz ela de modo provocante sorrindo de forma charmosa enquanto se virava e beijava o moreno novamente. - Estou ficando viciada em você gatinho.

- Vou encarar isto como um elogio. - diz ele com uma sobrancelha erguida e um sorriso maroto. - Aliás, também estou dependente de você. - diz ele antes de oferecer a mão a ela que a segura e os dois deixam a sala precisa se dirigindo para o salão principal.

Ao passarem pelas portas do salão principal, que naquele momento já se encontrava lotado, todas as cabeças se voltaram para eles e para as mãos unidas. Olhares de inveja partiram de todos os lados... assim como olhares nada amistosos que vieram em direção ao moreno, que sorri divertido... os olhares que mais importavam a eles eram os dos amigos que mantinham sorrisos nos lábios, que diziam que já havia demorado e Melissa que parecia a ponto de lançar uma maldição em Sophie.

Harry percebe o olhar orgulhoso do padrinho e o avaliativo do velhote do Dumbledore, o que o faz pensar que o velhote já maquinava alguma forma de tirar vantagem disto. Os dois se dirigiam a passos calmos até a mesa dos leões onde seus amigos estavam tomando café.

- Harry Potter explique-se! - exclama sua irmã em voz baixa, com um brilho que os amigos classificaram como perigoso no olhar.

- Mel... controle-se. - avisa o moreno olhando para ela.

- Me controlar? Eu não estou descontrolada! Agora me explique o que está acontecendo aqui. - diz ela cerrando os dentes.

- Eu pedi a Sophie em namoro e ela aceitou. - diz ele de forma direta vendo a ruiva arregalar os olhos.

"Se controle Melissa!" fala ele através de legilimência.

"Como você quer que eu me controle depois de saber que você caiu nas garras dessa oferecida?" Melissa praticamente grita de volta.

"Ela não é nenhuma oferecida e você sabe muito bem disso! Esfrie a cabeça antes que acabe fazendo uma besteira!"

"Eu não vou aceitar isso Harry! Ela não te merece e você deveria escolher melhor com quem sai e não escolher umazinha qualquer..."

"Chega!" rosna o moreno na mente da garota que para na hora e todos podem ver que Melissa havia murchado um pouco no seu banco.

"Você está sendo injusta com ela, a está ofendendo apenas porque não vai com a cara dela e isso é o mesmo tipo de preconceito que causou esta guerra... que levou nossos pais. Você realmente acredita que eles iriam te apoiar em um preconceito deste que você utiliza para julgar a Sophie?" pergunta o moreno notando a seguir o silêncio que havia na mente da ruiva.

"Não... eles não aprovariam... " diz ela baixinho.

"Tente ser imparcial e observá-la de longe ou seja direta e fale com ela... mas não a julgue antes de realmente conhecê-la." termina o moreno se voltando para a mesa e se servindo.

Todos ao redor dos irmãos Potter ficaram em silêncio durante a troca intensa de olhares dos dois, ninguém teve coragem de interrompe-los, suas expressões, nada amistosas, assustavam.

Todos estavam em silêncio e observavam o que iria acontecer agora que havia terminado a conversa dos dois, sabiam que eles faziam isso quando queriam privacidade. Sophie decidiu manter-se em silêncio pois, por mais que implicasse com a irmã do moreno não tinha nada contra ela, era apenas pelo fato de ser divertido deixá-la nervosa.

Melissa estava pensando em tudo o que Harry havia dito, e tinha que concordar com o irmão, havia sido através de um preconceito tolo que havia se originado toda essa e outras guerras, onde milhares de pessoas morreram, incluindo seus pais.

A garota via e revia o que sabia e as suposições sobre Sophie e mais uma vez teve que concordar com o irmão... não estava sendo muito justa com a garota e mesmo que vivessem se provocando, não havia nada da moral da morena que pudesse questionar.

Sophie olhava para os irmãos esperando pelo que aconteceria até que Melissa se vira para ela e a encara com uma expressão avaliativa no rosto, logo depois desceu os olhos por seu corpo todo... o que foi bastante desconfortável para a morena e então voltou a encará-la.

- Se você machucar ele, eu te mato. - diz Melissa de forma séria e direta pegando Sophie de surpresa assim como os amigos deles.

Rony e Neville estavam com a boca aberta em espanto e Hermione, Gina e Susana olhavam incrédulas para a Potter. Harry apenas sorriu apreciando o fato da irmã ter finalmente pensado friamente sobre a morena.

- Não se preocupe com isso, não é minha intenção. - responde Sophie de forma séria depois de se recuperar da surpresa. Melissa apenas assente com a cabeça e logo depois se volta para seu café.

- Estou me sentindo uma donzela pura e inocente. - Harry comenta de forma divertida colocando as duas mãos sobre o peito e fazendo uma expressão de inocência arrancando risadas de todos ao redor incluindo Melissa que decidiu ser mais relaxada com os ciúmes do irmão afinal, ninguém jamais poderia tomá-lo dela.

" Que bom que entendeu Mel, eu vou ser sempre o seu irmão em primeiro lugar." diz Harry de forma carinhosa na cabeça da ruiva que sorri mais para ele.

- Eu posso resolver isto rapidamente... ou bem lentamente... - diz Sophie com a voz maliciosa apenas para o moreno e os amigos deles ouvirem.

- Sophie! - diz Gina com os olhos arregalados em falsa surpresa. - Tem crianças aqui. - prossegue e depois se vira para Rony tapando os ouvidos dele com as mãos arrancando mais risadas.

- Muito engraçado Gina. - diz o ruivo tirando as mãos da irmã dos ouvidos.

- Foi boa vai Rony. - diz Hermione rindo.

- O Rony é inocente gente... é diferente. - diz Susana divertida.

- Coitado dele, só porque ele não entende disso não quer dizer que não possa ouvir. - diz Melissa fingindo estar séria.

- Até você! Eu vou comer que ganho mais. - diz aborrecido enquanto os outros riam menos Harry que olhava para a irmã

- O que foi Harry? - pergunta ela vendo o moreno erguer uma sobrancelha.

- Então a senhorita entende do assunto? Desde quando você se tornou tão entendida? - pergunta ele com a voz suave que seus amigos sabiam esconder os ciúmes dele, Melissa sorri de forma sarcástica.

-Ora! Você pode namorar e eu não posso ter meus casos? - provoca ela sorrindo marota vendo como o irmão erguia as duas sobrancelhas.

- Casos? - sussurra ele enquanto estreitava os olhos.

- Não seja chato Harry, deixe-a curtir a vida... ela é muito curta para se perder tempo. - diz Sophie piscando discretamente para a ruiva.

- Obrigada cunhadinha. - diz a ruiva.

-Não sei se prefiro as duas brigando ou se unindo... - diz o moreno olhando as duas garotas de gênios fortes trocando olhares cúmplices. - E desde de quando passaram a se unir?

- Desde o momento em que você me convenceu a não tratá-la como tratava. - responde Melissa com a voz calma e inocente.

- Se deu mal Harry. - diz Neville divertido.

- Lidar com uma de cada vez já era difícil... imagina agora que ela se uniram... - comenta Luna distraída fazendo o moreno erguer uma sobrancelha olhando para duas garotas que estavam sentadas a sua direita e esquerda.

- Que sorte a minha. - diz Harry de forma sarcástica causando risadas naqueles que ouviram.