Marvin sabia que se acostumaria com Missy ali, pelo menos até o fim da estadia dela. Ele já estava acostumado a se adaptar com pessoas diferentes, mas não queria dizer que ele gostava disso. Além disso, ele ainda não sabia como classificar o trambolho no quintal que veio acompanhando sua hóspede. Foi aí que Marvin decidiu checar a "geladeira". O treco era de metal, um tom prateado fosco e uma porta como de armário, dividia-se em duas na vertical. Quando abriu, Marvin não contemplou comida, mas sim uma imensidão branca, centralizada pelo que parecia ser uma sala de controle.

-Não pode ser-ele murmurou e fechou e abriu a porta de novo.

Viu a mesma imensidão outra vez.

-Tá legal-Marvin suspirou entrando em pânico.

Tomou coragem e entrou na "geladeira". O lugar não era frio, na verdade tinha uma temperatura agradável. Marvin começou a perambular pelo lugar, incrédulo ao vivenciar aquela impossibilidade. O lugar era infinito, mas também tinha um ar solitário. Até que se deu conta de que podia ficar perdido. Tratou de voltar em linha reta, o mesmo trajeto que fez quando entrou. Para seu alívio, Marvin encontrou a sala de comando. Abriu a porta e saiu, extasiado.

-Eu só posso estar sonhando-disse ele em voz alta-é, é um sonho.

-Ah não é-Missy estava ao seu lado com aquele sorriso sinistro-e não é uma geladeira, o nome correto é TARDIS.

-O que é você?-confrontou ele bem na cara dela.

-Não esperava essa atitude de você-confessou ela meio que gostando de como Marvin reagiu-você tava tão calminho.

-Você não me conhece e eu não te conheço-insistiu ele firmemente-se quer ficar aqui me fala a verdade!

-Tá tudo bem-ela ergueu as mãos rendida-tem o jeito perfeito de fazer isso.

Sem aviso prévio, Missy tomou a mão de Marvin e o guiou pra dentro da TARDIS, dando partida na nave em direção ao espaço sideral.