Ao se aproximar da porta de entrada da sua casa, Marvin ouviu um murmúrio que não conseguia identificar. Abriu a porta então e ficou surpreso e encantado ao perceber o que Missy estava fazendo.
A moça cantarolava o tema de Star Wars enquanto os créditos subiam.
-Não acredito que assistiu mesmo-Marvin disse maravilhado-e ainda por cima parece ter gostado.
-Se eu gostei?-Missy se levantou num salto e colocou as mãos na cintura-se eu gostei? Eu amei camarada! Apesar de ter muita coisa errada que não é como é de verdade no espaço, sim eu amei! E você é meu Luke Skywalker oficial!
-Na verdade eu sempre quis ser o Han Solo-admitiu ele.
-Não, não, não-ela chacoalhou as mãos e se aproximou segurando o rosto de Marvin-você é parecido com o Luke e não tem mal nenhum nisso. Você queria ser o Han porque ele é descolado aventureiro e fica com a garota no final?
-É-Marvin revirou os olhos ao perceber que Missy já o conhecia tão bem.
-Mas o Luke vive sua própria aventura-ela continuou animada-vira o grande jedi e o herói... mas eu não sei se gostei do que ele fez com o Darth Vader.
-Trouxe o pai dele pro lado do bem -Marvin explicou-que tem isso?
-Melhor deixar pra lá-Missy cantarolou no seu jeito misterioso.
-Você tá reassistindo tudo pelo visto-ele deduziu-olha se você me esperar podemos assistir juntos, depois do jantar? Ele se arrependeu logo em seguida depois de falar por ter sido tão ousado.
-Eu gostei!-ela sorriu-mas por que não vemos agora? O que tem de tão importante pra fazer que não vai ver Star Wars comigo?
-Hã...-ele coçou a cabeça de nervosismo-contas do trabalho, muitas mesmo. -Eu amo matemática!-ela se levantou de repente de novo-e sou muito boa. Me mostra essas contas que eu te ajudo e aí logo vemos os filmes.
Missy o puxou para a mesa e ele não conseguiu evitar um sorriso. Marvin abriu seu livro de contas, mostrando as mais difíceis que não conseguiu chegar a um resultado no trabalho. Missy deu uma rápida olhadela nas contas, tomou o lápis da mão de Marvin, apagou os erros e refez tudo tão rápido que o contador ficou impressionado.
Ele pegou uma calculadora para conferir os dados e viu que tudo estava certo. -Uau...-suspirou Marvin-você já fez tudo. Ele olhou fixamente para Missy, tão perto dele, fazendo seu coração palpitar.
-Inteligência também faz alguém se apaixonar-Missy sussurrou como se contasse um segredo.
Marvin se levantou para evitar qualquer outra aproximação.
-Vamos ver os filmes então!-anunciou ele para disfarçar.
-Vamos-concordou ela, se surpreendendo com seu próprio desapontamento.
Eles assistiram toda a trilogia em silêncio. Quando Retorno de Jedi começou a rolar seus créditos, Missy levantou sua mão como se estivesse numa sala de aula terráquea.
-Eu tenho uma pergunta-ela olhou para Marvin-se aquele fantasma bonitinho parecido com o Luke é o Darth Vader alguma coisa aconteceu com ele pra virar aquele ciborgue. Você sabe o que é?
-Bom na verdade não muito-Marvin deu de ombros-só o George Lucas, o criador da saga pode responder isso.
-Hum...-aquela resposta deixou Missy inquieta-tá... e quem é seu personagem favorito? Não diga Han Solo.
-Não não é-Marvin riu baixinho-você acertou em me comparar ao Luke, ele é o meu favorito mesmo.
-Eu sabia!-ela bateu palmas-e você sabe se o Luke tem ou já teve alguma namorada? A própria Missy não entendeu porque fez essa pergunta. Algo, talvez aquele sentimento bobo, a impulsionou a fazer isso.
-Por que?-Marvin riu mais alto agora-quer namorar o Luke Skywalker?
-É só curiosidade-ela tentou se justificar.
-Tá, sendo assim eu falo-Marvin cruzou os braços-tem uns livros que a história se passa dentro do universo da saga e alguns deles são sobre a Mara Jade, que se casa com o Luke.
-Você tem esses livros?-perguntou ela de uma vez-eu quero ler!
Marvin sentiu orgulho por fazer de alguém um fã de Star Wars. Ele se levantou e pegou os livros de Star Wars.
-Fique à vontade, mas tome cuidado com eles-Marvin os entregou a ela.
-Obrigada-Missy falou e logo começou a ler.
Marvin decidiu ir jantar e dormir, tendo o cuidado de deixar um pouco de comida para Missy. Ele ficou um pouco mais feliz porque eles gostavam de uma coisa em comum.
