Estava fazendo um barulho forte de água caindo.

Será que era alguém tomando banho?

...

Não, o barulho parecia muito forte e parecia vir do lado de fora.

Ela abriu os olhos lentamente, piscando enquanto assumia uma posição sentada, encarando o espelho do outro lado do quarto.

1,65 m de altura, 55 kg de peso, físico mediano pra mignon e de pele clara. Os cabelos em um tom castanho meio avermelhado, lisos e finos até o meio das costas com uma franja reta. Os olhos são em um tom castanho-esverdeado meio avelã.

Alice bocejou um pouco antes de sair da cama e colocar seus óculos de aro escuro e fazer a costumeira trança no seu cabelo, pegando o celular enquanto caminhava para perto da janela.

-...Pelo visto hoje é o dia de devolver os livros para a biblioteca.

Desviou o olhar do aparelho para a janela, franzindo o cenho ao ver a pesada chuva.

Ninguém sairia em um tempo desses.

-Mas eu preciso devolvê-los hoje ou eu vou pagar multa. –Grunhiu, pegando a capa e o guarda-chuva, enfiando os livros dentro de uma sacola plástica. -...Além do mais não é como se eu tivesse algo de interessante para fazer.

-00-

"Hoje é o dia em que você completa 18 anos e também o dia em que, infelizmente, terá que sair daqui"

Marie meneou a cabeça e pegou a sua pequena mala de pertences, sorrindo.

-Muito obrigado por tudo.

-Você sabe aonde você vai? –Perguntou a responsável pelo orfanato com um leve tom de preocupação.

Afinal, a garota era muito conhecida por ser muito avoada e no mundo dela.

-Eu vou aonde o vento e o Lucca me levar! –Respondeu Marie despreocupada olhando para o espaço vazio ao seu lado. –Não é mesmo Lucca?

-Er... Certo. –Respondeu a mulher.

"Marie você deveria parar de tentar falar comigo na frente das pessoas ou elas vão achar que você tem algum problema"

-Nah, só porque elas não podem ver não significa que você não exista Lucca.

"...Sério, pare, ou vão te por no hospício e essa é a última coisa que desejo para você"

-Hahah, não se preocupe, eu vou ficar bem! Afinal~ Disse ela dando uma pirueta. –Eu estou bem crescida agora!

"...Crescida não é bem o termo que utilizaria", a figura deu uma leve tossida.

Apesar de ter 18 anos ela ainda era pequena e magrinha, de pés e mãos delicadas. O rosto era fino, a boca miúda, os olhos castanhos grandes e seus cabelos negros e lisos sendo cortados na altura do queixo.

"Você parece ainda mais infantil com essa roupa de babados"

-Phew! Eu gosto tá? –Replicou ela botando a língua para fora de forma brincalhona.

-Hum... Marie? –Chamou a mulher um pouco desconfortável.

-Sim?

-Boa sorte.

-00-

-Hoje o dia está parado... Também, com essa chuva eu duvido que alguém queira aparecer na biblioteca. –Jane murmurou com tédio.

Jane já era uma mulher de 20 anos, Cabelos castanho chocolate, lisos e volumosos no meio das costas, jogados de lado, olhos azuis claros, 1,68m de altura, 65kgs, curvilínea, seios ligeiramente fartos, lábios carnudos e rosados, a pele queimada do sol.

Você deve estar até perguntando o porquê de uma garota assim estar em um lugar empoeirado como esse quando ela poderia estar em um lugar mais divertido não é?

Bom, em primeiro lugar porque ela trabalhava ali, segundo, porque era um lugar calmo e tranquilo e terceiro por gostar de livros.

Principalmente os de mistério.

-Bom, ao menos está chovendo. –Murmurou olhando para fora, ouvindo atentamente o som das gotas de chuva caindo com certo fascínio.

-... Vim devolver os livros. –Uma voz baixa sussurrou.

-Huh?

-Os livros. –Falou a voz, um pouco mais alta dessa vez.

Jane nem piscou quando avistou a garota, sabia quem era e de certa forma não achou estranho à presença dela ali.

-Pode deixar os livros aqui, eu vou carimbar e guardá-los depois.

A garota, como sempre, apenas meneou a cabeça como sempre e se retirou para a parte mais silenciosa da biblioteca, provavelmente a sessão de literatura infanto-juvenil.

-Que garota estranha, consegue ser mais antissocial do que eu. – Murmurou Jane carimbando um papel que controlava as devoluções e colocando os livros em um canto.

Tlim Tlim~

-Mas quem está me ligando em uma hora dessas enquanto estou no trabalho? –Franziu o cenho atendendo o celular. –Alô?

-Jane querida você ainda está na biblioteca? –Perguntou uma voz do outro lado da linha.

-Tia?! O que você está fazendo ligando nesse horário? –Respondeu Jane em um tom irritado. –É lógico que estou na biblioteca, que ideia é essa de me ligar?!

-Ah... Bom, eu pensei que você deve estar aí nesse lugar mofado sem nada para fazer então não pensei que teria problema. –Respondeu a sua tia com um tom de voz casual. –Então pensei em convidá-la para uma festa que me contrataram! Vai ser grande e é bem capaz de você encontrar um bom partido~!

-PELA ÚLTIMA VEZ! –Disse em tom exasperado, irritado e frustrado. –EU NÃO TO NEM AÍ PRA ESSAS COISAS!

-Ai meus delicados ouvidos!

-Desculpa e licença, mas vou desligar antes que meu superior me demita!

-Ah! Jane espere um mom-

-Click-

Era uma desculpa bem esfarrapada para evitar a mesma ladainha irritante de sempre já que o superior dela decidiu ir embora mais cedo por conta de um problema que ele tinha que resolver.

"E eu duvido que além daquela garota venha alguém mais aqui"

...

Bom, já que ela não tinha nada para fazer por que não pegar um livro para ler?

-00-

Harry Potter, Crônicas de Narnia, Alice no País das Maravilhas...

São livros que ela adora, não importava quantas vezes ela lesse nunca se sentiria enjoada, adorava histórias de contos de fada e também sobre magia e outros mundos, tudo sendo muito interessante e divertido.

-Diferente do mundo real, monótono e cinzento. –Murmurou Alice colocando o livro de Alice no País das Maravilhas na mesinha, encarando o céu que já que já começava a se escurecer.

Como ela gostaria de viver em outro mundo, fantástico e fascinante, igual aos livros!

-00-

-Hum... Vejamos... –Murmurou Marie olhando para uma placa e para dois caminhos diferentes. –Que caminho você sugere Lucca?

"Com certeza aquele que não te leva ao hospício"

-Ok, então deve ser o caminho da esquerda né? – Ela perguntou a figura ao lado, recebendo um meneio de cabeça como afirmação. –Certo! Então vamos! A aventura nos espera!

Ela andou por um bom tempo pela estrada de terra e campos de lavanda, o agradável cheiro impregnando o ar.

"... Tem uma estação logo em frente"- Seu amigo imaginário, Lucca, falou, apontando para um antigo poste com a pintura descascando – "Talvez seja bom você pegar um, assim você pode ir a uma cidade cheia de pessoas!"

-Eu não gosto de cidades, barulhentas demais. –Respondeu Marie. –Além disso, os campos são muito bonitos, a cidade é muito monótona com todas aquelas construções cinzentas.

"Marie você deveria ir, assim tem maior chance de você fazer mais amigos além de mim, o que não conta"

-Geez... Lucca, às vezes eu me pergunto por que você insiste tanto que eu faça novos amigos, não que eu seja antissocial, mas...

"Eu me preocupo" – Respondeu. –"Você não pode viver em um mundo isolado como esse, não é saudável, isso impede você de amadurecer como pessoa".

-Ah... Mas são as pessoas que não querem fazer amizade comigo por eu ser estranha, mas eu tento viu? –Respondeu Marie.

"Marie..." –Lucca arqueou a sobrancelha.

-Com licença. –Uma voz pigarreou.

-Hum?

Marie encarou o recém chegado, um homem de longas madeixas de um amarelo pálido com duas pintas(?) em sua testa, puxando uma mala de rodinhas e segurando uma carta e um buquê de flores de lavanda.

-Sim? O que deseja? –Perguntou Marie com um grande sorriso, enquanto o home parecia levemente desconfortável.

-Você por acaso saberia dizer onde fica a estação de ônibus?

-É só seguir esse caminho reto.

-Oh... Eu vejo, muito obrigado.

-Você gostaria que eu te ajudasse a carregar as suas coisas? Eu também estou indo para lá! –Ofereceu-se Marie. –Ah! A propósito, o meu nome é Marie! E o seu?

-...Shion.

-Certo Shion, eu vou te ajudar a segurar o buque tá?

-... Fique a vontade. –Respondeu o homem, como se ele quisesse se livrar do buquê.

"Que estranho, por que ele gostaria de se livrar de um buque de flores tão bonito como esse?" – Perguntou Lucca.

-É por que ele vem acompanhado dessa carta estranha. –Respondeu Shion, como se tivesse ouvido, para a surpresa de Marie e Lucca.

"Heim?"

-Shion... Você consegue ver o Lucca?

-Lucca? Que nome... Incomum. – Ele respondeu, piscando em confusão. – E... Como assim? Não há um rapaz do seu lado?

"Você consegue me ver? Quer dizer, além da Marie ninguém mais consegue me ver".

Shion arregalou os olhos em surpresa e apreensão.

-Ei Lucca, você é um fantasma e nunca me contou? –Falou Marie fazendo beicinho.

"Até onde nos ensinaram eu duvido que eu seja um fantasma" –Respondeu – "Nós nos encontramos quando ambos éramos crianças e duvido que fantasmas cresçam como pessoas normais"

-Hum... É verdade – Concordou Marie. – Mas como essa pessoa consegue te enxergar.

-E-Eu não estou vendo nada de anormal. – Disse ele apressadamente, pegando o buquê das mãos dela. –Ah! Muito obrigado por se oferecer por me levar até o ponto, mas eu acho que mudei de ideia e vou pegar outro caminho.

-Hum? Por que?

-N-Nenhum motivo em especial, adeus! –Disse, afobado, correndo como diabo fugindo da cruz.

-Acho que o assustamos.

"Mas por que ele ficou com medo? Será que achou que eu era um fantasma?"

-Mesmo que você fosse um você não é muito intimidador Lucca.

"Retire o que você disse, eu cosigo parecer bem assustador!" –Replicou ele com um meio sorriso.

-Boo! Hahahha, eu duvido muito! –Respondeu ela começando a correr. – Você não me pega!

"É o que vamos ver!" – Ele sorriu, começando a correr atrás dela.

-00-

-Aqui está, você pode ficar com o meu lanche moça.

-Peter! Eu já disse para você não fazer isso! –a mãe do garotinho deu bronca, olhando para a garota esfarrapada a sua frente, franzindo o cenho levemente.

Ela tinha uma pele morena amendoada, de cabelos grandes e ondulados da cor do carvão enquanto seus olhos tinham uma tonalidade cinza. O nariz arrebitado e pequeno, lábios proporcionais e rosto assimétrico. Baixa e magra a ponto de alguns ossos serem visíveis. Peito mediano, quadril largo e bunda grande, sem dúvida uma beleza escondida pelas condições duras em que vivia.

-...Obrigado. –Agradeceu quietamente, se levantando e indo ao beco onde normalmente vivia.

Ela tinha sido abandonada quando nasceu. Crescendo nas ruas de Nova York e se virando quando podia, sua casa atualmente sendo uma caixa enorme de papelão que ela teve a sorte de encontrar.

"Preciso achar algo sólido ou para cobrir minha atual morada" –Pensou se sentando perto da caixa e mordiscando o enorme sanduíche. – "Se chover vai desmanchá-la"

-Aurora.

Aurora se virou para um velhinho que saia da caixa ao lado. Parecia velho e exausto demais, com os ossos mostrando com tamanha evidência que não seria difícil confundi-lo com um esqueleto.

A garota, Aurora, apenas meneou a cabeça e partiu o seu lanche ao meio, entregando o pedaço nas mãos do outro que mordiscava lentamente, como se quisesse apreciar o alimento por mais tempo.

Ela recomeçou a comer, ambos em silêncio.

Aurora era muito apática para várias coisas já que cresceu em um ambiente inóspito, sendo os mendigos que viviam com ela naquele beco, o mais próximos de familiares que ela tinha, tendo uma regra entre eles de um ajudar o outro quando fosse necessário para a sobrevivência de todos.

-Tem um som de algo sendo puxado perto daqui. –Disse outro mendigo, saindo de sua morada, encarando a única entrada do beco.

Havia uma espécie de veículo estranho, puxado por cavalos do lado de fora, parando bruscamente enquanto uma figura uniformizada saía da porta segurando um buquê de cravos em uma mão, e um envelope em outra.

-Por acaso você seria a senhorita Aurora? –Perguntou o estranho recém-chegado.

-00-

Uma figura de pele ligeiramente morena, olhos e cabelos negros e lisos até as costas preso em um rabo de cavalo andava pela rua estreita. De altura mediana, com pouco busto e uma marca em seu pulso a garota empurrava os seus óculos de lentes que escurecem até encostar-se ao começo do nariz, olhando para todos os lados para verificar se alguém estava a seguindo.

Erika Erikdaught parecia uma pessoa normal, mas estava longe disso, de passo furtivo e disposição arisca, a garota era filha de um dos chefes das gangues locais, então inimigos espreitavam todos os lugares, principalmente, naquela região.

... Não que quisesse qualquer coisa com isso, já que tinha sido bem traumatizada com um evento do passado que passou por causa de seus status, então queria ficar longe disso.

-...Não que eu tenha escolha. –Murmurou subindo em cima de um muro, equilibrando-se até chegar do outro lado, pulando graciosamente no chão. –Afinal, o meu pai só me permitiu ter uma liberdade temporária, em breve eu vou ter que me juntar à gangue, quer eu queira ou não.

Suspirou.

-Como eu adoraria ser livre... –Sussurrou olhando para o céu que estava começando a se escurecer.

-00-

Era melhor ela voltar, já tinha pegado os livros que queria, e o céu tinha clareado, surpreendentemente sendo possível até ver as estrelas que normalmente eram ocultas pela poluição.

-O que é aquilo? –Perguntou-se quando viu uma carruagem estacionada em frente a sua casa, com um estranho uniformizado segurando um buquê de margaridas e um envelope branco.

O estranho pareceu sentir o seu olhar e se virou em sua direção, dando passos curtos enquanto vazia uma mesura, estendendo o buque em sua direção.

-Por acaso você seria a senhorita Alice Wood?

-Sim? – confirmou com certa relutância.

-Esse buque de flores e essa carta são destinadas a senhorita.

-...Isso é uma piada? –Perguntou arqueando a sobrancelha, mas pegando o buque de qualquer forma.

-Não senhorita, não é. –Negou o estranho. – Bom, agora eu preciso ir, cuide bem das flores!

-00-

-Ah... Já é bem tarde, ainda bem que encontramos esse depósito abandonado. – Disse Marie limpando um antigo banco de pedra, colocando sua bolsa e deitando-se.

"É, mas é melhor nós encontrarmos outro lugar pela manhã, esse lugar não parece seguro".

-Relaxa Lucca, vai estar tudo bem. – Replica Marie se ajeitando para dormir quando ela ouvi o barulho de alguém batendo na porta. –Hum? Quem será?

Ela se levantou em um pulo, andando até a porta meio arruinada, se deparando com uma figura uniformizada segurando um buque de lavanda.

-Senhorita Marie Cécile Roussillon?

-Sim, sou eu.

-Esse buque e essa carta são para você.

-Oh! Que lindo! –Disse ela pegando as delicadas flores e sentindo o seu delicado aroma. –Obrigado!

-Disponha senhorita. –Respondeu o estranho. –Agora peço licença já que preciso retornar, mesmo nós não podemos ficar muito tempo do "lado de fora"

-Que incrível Lucca! Nós vamos juntos!

"Huh..."

-Oh que surpresa ver um habitante aqui. –Respondeu a figura uniformizada encarando(ao menos ela pensava que sim, já que ele estava usando máscara). –Suponho que fisicamente você não esteja aqui.

-Hum? O que você quer dizer com isso? –Perguntou Marie com um olhar curioso.

-Em breve a senhorita vai descobrir. –Disse o estranho entrando na carruagem e desaparecendo de vista.

-00-

Quando Jane chegou em casa ela estranhou a figura à sua porta, segurando um belíssimo buque de rosas, e parado feito estátua.

-...Desculpe, mas quem é você?

-O entregador. –Respondeu a figura se curvando em um cumprimento. – Esse buque de rosas e essa carta são destinados à senhorita.

-Flores? –Ela pegou o buque, olhando o belo arranjo com cuidado.

Aquelas deveriam ser as rosas mais lindas que já vira na vida, de certa forma, a sua beleza parecia até surreal.

-Sim, belíssimas flores escolhidas a dedo pelo mestre.

-Um momento. – Respondeu Jane de forma desconfiada. – Isso não é presente de pretendentes ou algo do gênero não é? A minha tia não está envolvida certo?

-Não, meu mestre não tem intenções do gênero. –Confirmou a figura. –É um presente muito importante.

-... Por que ele me escolheu? Eu o conheço?

-Hum... Não, ele escolheu pessoas aleatoriamente para dar essa chance.

-Chance? Que chance?

-Assim que ler a carta vai entender.

-00-

Aurora encarou a figura a sua frente com a testa franzida e muita desconfiança já que a figura uniformizada a lembrava de guardas.

E ela nunca se dava bem com guardas.

-Senhorita, eu lhe asseguro que não desejo lhe fazer mal. –Falou a figura como se pudesse ler os seus pensamentos. – Só estou aqui para lhe entregar esse buque e essa carta.

-...

Aurora olha com desconfiança por mais um tempo mas decide aceitar, afinal, ganhar algo quando você não tem nada é uma preciosidade e oportunidade única.

-...Como a senhorita não consegue ler eu vou dizer qual é o conteúdo da carta. –Pigarreou.

"Senhorita Aurora"

"Você está convidada a ir ao mundo além da ilusão e do real"

"Um trem estará disponível no horário de 2:00 e 14:00 todo o dia para a senhorita embarcar, não é possível recusar uma oportunidade como essa"

-00-

-Cloc cloc-

-É impressão minha ou eu estou ouvindo barulho de cascos? –sussurrou Erika olhando de um lado para o outro, mas não avistando ninguém.

Para falar a verdade, a rua estava estranhamente deserta.

"Devo estar ficando paranoica" – Pensou, mas mesmo assim não baixou a guarda.

-Senhorita. –Sussurrou uma voz atrás dela, o que a fez pular e se virar rapidamente.

-Quem é você?!

-Peço desculpas por tê-la assustado . –Disse o estranho com uma mesura, estendendo o buque de jasmins. –Estou aqui para entregar esse buque e essa carta.

-...Se isso for algum truque.

-Não é nenhum truque senhorita. –Negou o estranho. –Isso é apenas um convite formal para a senhorita visitar o mundo além das vistas e do entendimento.

-...Que diabos você está falando?

-A senhorita vai entender assim que pegar o trem. –Respondeu a figura misteriosamente. –Agora, se me der licença, eu devo retornar ao lugar de onde vim.

-O que você...!

De repente a paisagem começou a se distorcer, e uma carruagem apareceu para o seu espanto.

O estranho entrou no veículo e a paisagem começou a se distorcer novamente, fazendo com que a estranha aparição sumisse e a rua ficasse repleta de pessoas.

O que era aquilo?

E o que seria esse mundo "além da ilusão"?

-0000000000000000000000000000000000000000000000000 00000000000000000000000000000000000000000000000000 000000-

ERGH! Desculpa por demorar tanto! Bloqueio! X_x

Ok, recapitulando quem entrou:

Albafica: Alice Wood

Dégel: Jane Brandford

Kardia: Erika Erikdaught

Shion: Marie Cécile Roussillon

Dohko: Aurora

? : Rosemary Collins

OBS: É, eu sei que eu tinha dito que não ia colocar nenhum par original mas HASHSHAHAHS, sei lá, parece eu não consigo não fazer isso assim como criar Leon/Refas da vida XD

Próximo capítulo elas vão entrar no trem e o Shion apareceu nesse capítulo! 8D

...

Reviews:

Jules Heartilly-HAHAHA, sem problema, eu sei como é XD

E cara, fagulhas para todo lugar MAHAHHAA, sem problema, pode pegar no meu pé, eu seu que preciso atualizar as outras, mas ugh, bloqueio!

Ah, e espero que você não se importe de eu ter mudado livraria para biblioteca, é que depois de eu ter visto que eu errei após várias páginas escritas eu fiquei como Nope, não vou reescrever toda a estrutura.

Mache-san- Dohko tem a paciência de um santo e o carisma lá nas alturas, ele vai dar um jeito de alguma forma XD, hahahaha

Ah! E se você quiser pode me chamar de Elhienn, todos me chamam assim hehehe~

Notte di Luce- Ah então foi sem querer? Oh bem, eu dei nome ao seu personagem já que você não deu nenhum, espero que não se importe .

Lune Kuruta- Hahaah, fazer o que, você sempre escreve personagens interessantes XD(De todas as fichas que você me enviou a Monica se tornou a minha favorita!)

Ah, os personagens que eu mencionei se chamam Nageki e Nanaki, são de um game chamado "Hatoful Boyfriend", não dá para explicar que aspecto eles tem de similar com a sua personagem por que tem muito spoiler envolvido ^^*gota*