Oi gente!
Antes de mais nada gostaria de esclarecer algumas coisas. Faz quase um ano que eu não posto nada aqui, então decidi dar uma repaginada na historia e fiz algumas pequenas mudanças. Pra você que ja leu os primeiros capítulos, acho legal dar uma lida novamente pra não perder nada e pra relembrar. Você, que é um leitor ou leitora que chegou agora, sinta-se mais do que a vontade para comentar, criticar, rir, fazer piada, sei lá. Reviews são muito bem vindas e esperadas.
Eu amo James Potter de paixão, assim como os Marotos e a Lily, e tento mostra-los na fic como eu imagino que eles sejam, então pode não ser bem o que costuma-se ler por aqui...
Bom, acho que é isso ai, sejam bem vindos ao Finalmente Sua!
Com muito muito carinho,
Mari
Capitulo 1 – Salva por dois babacas
Antes que eu comece a minha humilde narrativa sobre meu ultimo ano de escola, permitam-me apresentar a minha vida...
Oi, meu nome é Lily Evans, tenho 17 anos e... como eu posso dizer isso? Ah sim, eu sou uma bruxa. Eu estudo em uma escola incrível, Hogwarts, e sou da Grifinória. Confuso? Bom, você se acostuma.
Que tal eu começar a minha narração a partir do final da primeira semana de aula? Era sábado, e era dia de Quadribol.
Os gritos e aplausos tomavam conta da arquibancada circular, era constante o rugido de leão que vinha de algum lugar atrás de mim. Faixas vermelhas e verde enfeitavam o local, assim como os cartazes que as pessoas seguravam acima de suas cabeças.
Tocaram o gongo.
- Mais um ponto para a Grifinória! – o comentarista anunciou.
O barulho aumentou e o rugido veio mais uma vez. No campo, os jogadores de vermelho também comemoravam. Animada, eu olhava para todos os lados tentando pegar cada detalhe: O que cada um dos jogadores faziam, o placar, os torcedores do time adversário, e finalmente, a bola mais importante do jogo. O pequeno pomo de ouro que fora refletido pela luz do sol chamou minha atenção. Logo atrás dele, o apanhador de vestes verdes se esforçava para chegar perto da única chance de seu time vencer, mas acabou sendo surpreendido pelo apanhador do time vermelho.
Com muita facilidade, o Grifinório se aproximava cada vez mais da bolinha que fugia em grande velocidade.
- Quer parar de brincar e acabar logo com isso? – um garoto que voava perto de mim gritou.
Um sorriso se formou no rosto do que seguia o pomo e, aumentando ainda mais a velocidade, chegou a ele em poucos segundos.
O jogo tinha chego ao fim, James Potter pegou o pomo de ouro. Com a vitoria nas mãos, ele voou para perto do amigo que havia gritado com ele e os dois começaram a rir.
Do outro lado do campo, na arquibancada onde estavam os Sonserinos, alguns meninos despedaçavam um pequeno leão de pelúcia, e outros vaiavam e faziam gestos obscenos com as mãos.
- Ele não é lindo? O James... – uma garota perto de mim comentou.
- Não mais do que o Sirius – a amiga respondeu.
- Hey, meninos – a primeira fez um gesto com as mãos para que eles se aproximassem.
Os dois garotos que ainda estavam empolgados e comentando sobre o jogo trocaram olhares e eu pude ver que aquilo era exatamente o que eles queriam. Voaram para perto das meninas, que davam pulinhos excitados.
Antes que eu pudesse ver qualquer outra reação, alguém me pegou pelo braço.
- Vamos Lily? – Marlene me olhou curiosa – a festa já vai começar.
- Já vou, Lene – Sorri pra ela.
Marlene é uma de minhas melhores amigas, é possuidora de cabelos longos e negros, que caem na cintura com pequenos cachos. Seus olhos castanhos estão sempre cobertos de maquiagem, e suas roupas não se encaixariam em uma revista de moda.
- Oi, Evans.
Me virei para encarar o moreno que havia me chamado, mas James não estava lá.
- Aqui em cima – ele disse quando, subitamente, sua cabeça apareceu na minha frente virada para o chão.
Os cabelos escuros e despenteados apontavam para baixo e os óculos quase lhe escapavam da face. As orelhas vermelhas já indicavam uma grande concentração de sangue na cabeça.
- O que faz ai em cima? – levantei as sobrancelhas para ele.
- Tenho uma boa visão daqui – ele deu de ombros – O que achou do jogo?
- Não me impressionou – tentei parecer convincente – já vi capturas melhores.
- Ai, essa doeu – Sirius disse aproximando-se.
James ignorou o amigo e se endireitou na vassoura.
- Você podia me dar uma chance de te impressionar, Evans. Que tal hoje depois da festa?
- Que tal nunca? – sugeri.
Ele riu.
- Vamos, Lily, você sabe que me quer. Todas me querem.
Me dei ao luxo de não responder, revirei os olhos e sai andando em direção ao castelo com Marlene logo atrás de mim.
- Que charme de menino – ela comentou – Humilde...
Pensei em responder algo como " ele me irrita " mas achei que seria obvio de mais, todos sabiam disso.
- Ele vai se gabar desse jogo por séculos. Por que ele foi o apanhador? Pensei que ele fosse o artilheiro, não?
Lene pareceu pensar no que dizer, mas acabou não falando nada.
Assim que entramos pelo retrato da Mulher Gorda, eu pude ver ( e ouvir ) a grande festa de comemoração. O Salão Comunal estava cheio, com faixas penduradas por todos os lados e os cartazes que antes eram a decoração do campo de Quadribol estavam agora presos pelas paredes do cômodo. Em um canto, havia uma mesa com doces e salgados, que estava sendo rudemente atacada por um garoto do sétimo ano.
Procurei um canto para me sentar assim que me separei de Lene e fiquei observando o movimento. Eu sou muito perceptiva, sabe. Estou sempre a procura de detalhes que ninguém mais repara, acho incrível poder achar beleza em pequenas coisas, coisas que ninguém mais da atenção. Por isso estou sempre observando o que esta a minha volta.
- Admirando a festa?
- Oi, Remus – sorri – É, estou. Você?
- Só procurando um lugar tranqüilo pra ficar. Não tive muito sucesso – disse apontando para as pessoas que riam e conversavam alto.
Remus Lupin é uma das melhores pessoas que eu conheço. É carinhoso e atencioso, e está sempre por perto. Ele é lindo, com cabelos louro escuro e olhos claros que se escondem atrás das olheiras. Tem um belo corpo, apesar de não praticar qualquer esporte. Seu rosto esta sempre arranhado e é só as feridas começarem a sarar que novas vão surgindo. Apesar disso, sua beleza é facilmente percebida, e seu bom humor é absurdamente contagiante. Ele é monitor chefe, assim como eu, então passamos um bom temo juntos.
- Adoro essas festas – o menino da mesa de doces comentou quando se sentou ao lado de Remus com os braços cheios de bolinhos.
Peter Pettigrew é um garoto gordinho que ta sempre comendo. Os dentes grandes e o nariz alongado fazem com que seu rosto lembre o de um rato. Não é tão alto como o amigo, mas mesmo assim, é mais alto do que eu.
- Sempre tem coisas para comer – acrescentou mordiscando um muffim.
- Você assaltou a mesa de doces – Remus notou indiferente.
O menino deu de ombros e continuou a comer.
Vi Remus acenar com a cabeça para alguém atrás de mim e quando me virei ara ver quem era, Potter estava me olhando com os braços abertos.
- Quer dar uma volta? – perguntou abaixando os braços.
- Pensei já ter rejeitado seu convite hoje – respondi calma.
- Não, não me lembro.
- Tchau, Potter – balancei a mão em dispensa.
Ele enrugou a testa com nítida frustração, olhou em volta e foi se juntar ao amigo Sirius, que conversava com duas meninas quintanistas.
- Não ligue para ele – Remus deu um sorriso fraco – tem um ótimo coração.
- Tem sim – Peter concordou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa – tem um coração tão grande que cabe todas as garotas de Hogwarts lá.
E então, ele começou a rir. Riu tanto que precisou agarrar a própria barriga para tentar amenizar a dor.
- Peguei um livro interessante na biblioteca – Remus ignorou o amigo.
Peguei o livro que ele estava estendendo e fitei a capa.
- Já li esse! É aquele que fala sobre vampiros e... lobisomens!
Ele se remexeu incomodado em sua poltrona e passou uma mão pelo rosto.
- Espero que eu goste então – o sorriso voltou.
- Fala ai, galera – Lene apareceu ao meu lado.
- Boa noite.
- Oi, Lene!
- Lily, eu estava indo pro dormitório...
- Eu vou junto – saltei da poltrona – boa noite, meninos.
- A gente se vê – Lupin disse
- Tchau! – Peter despediu, que uma vez parando de rir, voltou para seus bolinhos.
Eu tentava abrir caminho pela multidão para chegar até as escadas, mas acabei encontrando um pequeno obstáculo.
- Ai! – reclamei quando cheguei ao chão.
Assim que consegui me recompor, consegui identificar o motivo da minha queda: um menino sorridente de cabelos escuros estava deitado no meio do tapete.
- Black! – briguei – não tinha outro lugar para se deitar?
- Hey, Lily – ele respondeu com uma voz fina e engraçada – você já notou como essas estrelinhas giram rápido? – apontou para algum lugar acima de sua cabeça.
- Alguém tira ele daqui? – Marlene pediu.
Dei um risinho leve ao ver Sirius tentando se manter de pé e marchei para o dormitório do sétimo ano.
- Black esta completamente bêbado! – Marlene comentou depois de se jogar na sua cama.
- Conta uma novidade – Alice disse saindo do banheiro – já virou ritual dos Marotos se embebedarem nas festas.
- Remus e Peter pareciam bem sóbrios – comentei enquanto procurava meu pijama embaixo do travesseiro.
Corri para o banheiro e em menos de um minuto eu já estava trocada, pijama posto e cabelo preso em um rabo alto.
- ... eles estavam se agarrando na escada – Emily comentava animada com Alice, que parecia mais animada ainda.
As duas estavam sentadas na mesma cama, e Lene estava exatamente na mesma posição de antes.
- Quem? – perguntei.
- James e Janneth estavam aos amassos na escada – Emily respondeu.
- Oh, isso é nojento – torci o nariz.
- É, mas eles não devem pensar o mesmo – Alice comentou entre um risinho.
- Mas é claro que não pensam! Ele é James Potter! – Lene respondeu indicando que não estava dormindo.
- E ela é Janneth Raminsky – Emily completou – não me surpreende que eles finalmente estejam juntos.
- Vamos ver quanto tempo isso vai durar – Lene murmurou.
- Fico feliz por eles – respondi simplesmente, fazendo todas olharem para mim – Que? Que foi? Acho que eles combinam.
- HÁ! Qual é, Lily? A única pessoa com quem James combina é com você. Podia ser você aos amassos com ele.
- Claro, claro. Mas daí não seria a Lily, seria? Seria um Alien! – Lene respondeu antes que eu pudesse pensar no que dizer.
Todas caímos na risada, e eu finalmente adormeci entre as conversas animadas de Emily e Alice.
Tudo bem, pausa para algumas explicações.
Você deve estar se perguntando sobre o que Emily quis dizer com "Podia ser você aos amassos com James ".
Bom, como eu posso explicar? Já recebi alguns convites do Potter para encontros. Ta legal, vários convites. Mas o que importa é que eu recusei todos, as vezes com calma e outras vezes com uma pequena dificuldade em manter a postura. Mas o que eu posso fazer? ( sem ser aceitar, lógico. Isso está fora de cogitação ) Ele é um Maroto!
Ah, sim, me desculpe. Os Marotos...
Há sete anos, Hogwarts recebeu quatro jovens bruxos que não se contentaram em ser apenas estudantes comuns. Nãaaao, claro que não. Eles se juntaram numa amizade inexplicavelmente forte e formaram o famoso grupo dos Marotos. Eles são os caras mais bonitos da escola (tudo bem, talvez Peter nem tanto). Se os deuses do Olimpo viessem par a terra, seriam como eles. Sirius é um garoto alto, com cabelos escuros e ondulados e olhos morrom-escuro. Tem uma elegância incrível e uma postura imponente digna de um Black. Ele e Potter vivem se gabando por ai pelos belos corpos que eles tem, e eu não os culpo por isso (ta, talvez um pouquinho). James deve ser o menino mais bonito que eu já vi (que isso fique só entre a gente). Ele é alto como Sirius e Remus, tem cabelos rebeldes e despenteados em que ele não para de mexer. Seus olhos castanho-esverdeados se escondem atrás de um par de óculos, mas mesmo assim, é impossível não perceber a cor intensa. Os Marotos são, sem duvida, os caras mais desejados da escola.
Potter é um deles, e sabe o que isso significa? Eu digo o que isso significa: Nada de Lily pra ele. Ele já tem meninas demais, e aliás, pode ter a menina que quer (menos eu, que fique bem claro).
Não quero me tornar uma "PotterManíaca" cheia de "Ai, Potter, como você é lindo" ou " Ai, Potter, como você é isso ou aquilo" ou " Ai, James, mi-mi-mi..". Não, eu tenho sanidade suficiente para me manter longe dessa confusão. Quem me quer, tem que suar pra conseguir. Não sou uma garota fácil, como todas as Fãs de James Potter. Enfim.
Explicações feitas, hora de voltar para a minha historia.
No dia seguinte Alice me acordou, avisando sobre o meu repentino atraso. Tentei levantar, mas eu tive a sensação de que minha cabeça havia adquirido alguns quilos amais durante minha noite de sono. Assim que conseguir me por de pé, segui para meu banho matinal.
- Lily, você não vai fazer nada? – Emily perguntou quando passamos por dois quintanistas que estavam aos tapas – Aquele sonserino vai arrancar a orelha do Arnold- ouch, isso deve ter doido.
- Não é meu turno – resmunguei – Além do mais, estou mais preocupada com o meu café.
- Lily, você ta bem? Você ta meio verde...
- Não tenho certeza – admiti.
Um menino caiu de cara no chão na minha frente, e depois de um murmuro, se levantou para revidar o empurrão em outro garoto perto de nós.
- Tudo bem, já chega! CHEGA! – Lene disse tentando separar a briga dos dois – Voltem já para o Grande Salão antes que Lily dê detenção para os dois!
Contrariados, os dois seguiram caminhos diferentes pelos corredores, e eu me senti grata por ter Marlene por perto. Continuei seguindo ela e Emily, sem prestar muita atenção para onde estávamos indo até que cheguei a meu lugar na mesa da Grifinória, ao lado de Potter.
- Bom dia, meninas! – James disse, descansando sua xícara de café na mesa.
- Só se for pra você – resmunguei levando as mãos à cabeça.
- Nossa, estamos de mau humor hoje? – Sirius perguntou num falso tom de admiração.
- Você eu não sei, Black, mas eu estou com enxaqueca.
- Lily, Lily. Por que não disse logo? – ele tirou a varinha de dentro das vestes – Deixa que eu te ajudo com isso, sim?
Antes que eu pudesse protestar, o feitiço já estava feito. Meu suco de abóbora borbulhou por uns instantes e adquiriu um aspecto verde e viscoso.
- Beba – Sirius ordenou, com um sorriso no rosto.
Fiz careta e empurrei o copo para mais longe de mim. Nada que viesse dos marotos era seguro. O mais provável era que, se eu bebesse aquilo, fosse acabar com a aparência igual ao suco-mofado-de-abobora-nojenta: Verde e cheia de bolhas.
- Beba – James disse encorajador, me olhando com aqueles olhos tão profundos que me fizeram esquecer de quem eu era por alguns segundos.
- Beba de uma vez! – Marlene me acertou com um pedaço de pão, o que me deixaria muito irritada se isso não tivesse sido necessário para me acordar daquele transe.
Tapei o nariz com uma das mãos e, com a outra, levei a taça a boca. Tentei tomar tudo aquilo num gole só, e me surpreendi ao sentir um gosto não tão ruim quanto eu esperava. Não que ele fosse agradável.
- Sente-se melhor? – Remus perguntou curioso.
Eu me sentia. A dor de cabeça desapareceu tão rápido como um pomo de ouro.
- Você tem que me ensinar esse feitiço, Sirius – sorri agradecida.
- Qualquer coisa pra te ver melhor, Baby – ele piscou para mim.
- Tudo bem, acho que agora eu preciso de uma bela xícara de café.
- Aqui está – Peter empurrou um jarro para perto de mim – Quer um bolinho? Está realmente formidável.
- Não, obrigada.
- Eu quero um bolinho! – Emily deve ter se arrepender de ter pedido, pois um segundo depois, Peter jogou um muffim no meio da cara dela.
Todos caímos na risada, e acabamos nosso café bem a tempo para a aula do Slug.
- Mas esta perfeita! – Slug exclamou.
Era nossa tarefa fazer uma poção do morto-vivo, e vou te contar, eu mesma tive dificuldade para prepara-la. Agora o professor estava ao lado de Severus Snape, meu melhor amigo de infância, parabenizando-o pelo seu belo trabalho.
- E como prometido – ele continuou – aqui esta seu frasco de Felix Felicis. Muito bem, garoto.
Severus lançou seu melhor olhar de "Façam melhor, otários" para a bancada ao lado. Sentindo-se intimidado, Peter se encolheu o máximo que pode, estava quase sumindo por entre as vestes. Remus estava tão envolvido com seu próprio trabalho que nem percebeu a provocação. Sirius e James reagiram diferente. Sirius estava quase se levantando da bancada e indo dar um murro em Snape, Mas James, que estava tão irritado quanto o amigo, o segurou pelo braço e cochichou alguma coisa. Passou a mão pelos cabelos despenteados e, finalmente, sorriu malicioso.
Assim que a aula acabou, segui meu caminho até a sala de Transfiguração, e parei a poucos passos da porta, quando vi que alguém me aguardava na entrada. Com seus braços longos e finos cruzados junto ao peito, Severus me olhava com um sorriso quase macabro.
- Posso falar com você? – ele perguntou afastando os cabelos oleosos do rosto.
- Talvez na próxima vida – falei com a voz mais dócil que consegui.
- Ou você fala comigo por bem, ou... - procurou algo dentro das vestes.
Arqueei as sobrancelhas para ele e cruzei os braços, indignada.
- Você esta me ameaçando, Snape?
- É só um aviso, Evans – ele mostrou seu frasco de sorte liquida – Tenho um novo amiguinho, entende?
Senti meu rosto esquentar e eu tinha certeza de que eu estava ficando vermelha. Detesto isso, essa arrogância toda que ele tem. Snape é tão arrogante quanto Potter, mas pelo menos, James não é cruel. Só tem um ego grande demais (e quando eu digo "demais", eu quero dizer "DEMAIS").
- Você me da NAUSEAS! – apontei o dedo para seu nariz torto e pontudo.
- Você quem sabe – ele disse irritado.
- Evans! – Potter passou um dos braços pelos meus ombros.
- Potter? – perguntei confusa.
- Esta aqui fora sozinha? – Sirius me abraçou da mesma forma que o amigo. Ótimo, estou cercada por dois idiotas. Que, a partir de agora, eram meus heróis.
- Ela esta comigo– Snape grunhiu.
- Prongs, meu grande amigo, você ouviu alguma coisa?
- Não, meu caro Pads, apenas o som de sua adorável voz.
Dei um sorriso amarelo, divertida com toda aquela situação. Eles podem me irritar as vezes (muitas e muitas vezes), e serem absurdamente infantis quando querem, mas não posso negar que são ótimas companhias e, pra ser sincera, muito bonitos mesmo. Além, é claro, de serem bem engraçados (quando a "gracinha" não envolvia feitiços e azarações contra outros alunos).
Passei meu braço esquerdo pela cintura de James e o direito pela cintura de Sirius, envolvendo os dois num abraço.
- Vamos, meninos?
- Seu pedido é uma ordem, princesa – James respondeu com aquele sorriso idiota na cara.
Sirius mostrou a língua para Snape, do jeito mais infantil que eu podia imaginar que ele era capaz. Tive que me segurar para não rir.
- Obrigada – agradeci aos dois assim que pude.
- Não tem de que, ó adorável dama! – Black fez reverência.
- Acho que depois de te salvar do Ranhoso eu mereço um encontro com você, Evans. O que me diz? – James perguntou esperançoso.
- Não, Potter, muito obrigada.
- Foi o que eu pensei – ele me deu um beijo estalado na bochecha e foi se sentar perto dos amigos.
Senti uma sensação estranha e levei mão até o lugar em que os lábios de James haviam encostado. Foi ai que eu percebi que eu estava com um sorriso bobo e, instantes depois, me dei conta do que estava acontecendo.
- Ai não – choraminguei – se controla, Lily, ele é só o James Potter.
