Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Comer dar sono, e dormir da fome.

Projeção astral.

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Pode me ver?

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_Alguém, por favor, tem alguém ai? – eu chamava em vão enquanto vagava pelo "mundo branco", como assim o denominei. Embora eu soubesse que eu era a única ali, e a única resposta que eu recebia fosse à do eco de minha própria voz, eu continuava insistindo, na esperança de encontrar alguém – Inuyasha? – e o nome dele continua a escapar de meus lábios. – Inuyasha? – Eu não sei por que continuava insistindo em chamar.

Eu vaguei por mais algum tempo no mundo branco, não sei ao certo quanto porque neste lugar não há como ter alguma noção de tempo, olhando para todos os lados, tudo era igual: tudo era branco, tudo parecia não ter fim.

_Por favor. – gritei – Alguém me ajude. – lentamente eu caio de joelhos com as mãos em minha cabeça, os olhos apertados – Inuyasha... Ajude-me. – sussurrei.

Quando abrir os olhos novamente, vi o branco, o que mais poderia haver além do branco no "mundo branco"? Mas desta vez havia algo de diferente, afinal... Eu não me lembrava de ter me deitado.

Lentamente eu me sentei e olhei em volta, eu ainda estava em um "mundo branco", mas era um diferente, pois este novo mundo branco tinha quatro paredes, uma janela de um lado e uma porta do outro... Porta? Eu disse porta? Quer dizer... Que é uma saída!

Ansiosa eu coloquei meus pés no chão, só naquele momento dando-me conta de que eu não estava deitada no chão, sentido o contato do chão frio com as pontas dos meus dedos, levantei-me. E sorri, oh sim eu sorri, finalmente sairia daquele lugar.

Porém eu mal dei três passos e a porta abriu por si só, e de lá veio uma figura de branco (e que outra cor poderia ser?), surpresa arregalei os olhos, sim surpresa, pois até então eu não havia visto mais ninguém além de mim no "mundo branco".

_Por favor. – pedi estendendo a mão – Ajude-me, eu estou presa neste lugar e...

_Em minha opinião. – a mulher começou a falar, ela é alta, pelo menos 1,75 de altura tem cabelos acinzentados presos em um coque mal feito e que parecem ser feito de elásticos alem de que usa roupas brancas e aparenta ter em torno de cinqüenta anos – Os familiares deveriam desligar os aparelhos, afinal, eles não sabem se um dia ela irar acordar.

Que aparelhos?

_Não diga isso, ela ainda pode acordar. – respondeu uma outra mulher que entrava logo atrás da primeira, empurrando um carinho, seus cabelos são negros, presos em um rabo de cavalo alto, ela usa óculos, e é mais baixa que a primeira, 1,58 pelo menos, aparenta ser mais jovem, talvez sete anos mais jovens, e também usa roupas brancas.

_Sim pode. – respondeu a primeira de forma contrariada, passando ao meu lado como se eu não existisse – Mas quando?

_Não se pode saber. – respondeu a segunda mulher também passando por mim como se eu não estivesse ali. – Nunca se pode prever quando uma pessoa em coma acordará.

_Ou se acordará.

Quem está em coma?

Do que elas estão falando?

Por que agem como se eu não estivesse aqui?

_O que está havendo? – perguntei me virando.

O que eu vi me provocou o que talvez tenha sido o maior choque da minha vida, se é que ainda estou viva: Eu estava lá!

Deitada em uma cama de lençóis brancos, os quais me cobriam até a altura do estomago, meus braços estavam descobertos e estendidos ao lado de meu corpo por sobre os lençóis, eu estava pálida e meus cabelos estavam soltos, e havia aparelhos ligados a mim. Aparelhos que monitoravam meus batimentos cardíacos e que me ajudavam a respirar, entre várias outras coisas, isso quer dizer que estou viva... Não é?

_Pobre menina. – disse a segunda – Tão nova...

_E tudo por causa de um bêbado irresponsável! – disse a primeira.

Cambaleei alguns passos para trás sem nada compreender, minha mente funcionando a mil, pensamentos e mais pensamentos passam por ela, de forma tão rápida que eu não consigo compreendê-los...

_Ah! – gritei levando as mãos a minha cabeça e saindo correndo dali.

Isso é demais para mim.

_Por favor! – gritei ao chegar ao lado externo do hospital – Por favor, alguém me ajude!

Ninguém, não houve resposta, foi como no mundo branco onde eu gritava por ajuda e ninguém respondia, a diferença é que desta vez eu posso ver as pessoas, e elas não me vêem.

Não vêem e não me ouvem, é como se eu não existisse.

_Oh céus, isso só pode ser um pesadelo. – murmurei deixando-me cair de joelhos na grama, e só naquele estante percebi está usando uma daquelas camisolas de hospital que deixam toda a parte de trás descoberta, mas eu não me importei.

Porque me importaria?

Ninguém pode me ver usando-a.

_É apenas um sonho ruim. – murmuro com os olhos fortemente fechados – E quando eu abrir os olhos, tudo estará normal de novo...

Eu abri os olhos, ainda estava ali ajoelhada na grama, usando a camisola de hospital, vendo as pessoas indo e vindo, saindo e entrando no hospital, eu as vejo... Mas elas não vêem.

_Eu preciso acordar. – disse voltando a fechar os olhos – Eu preciso...

_Kagome?

Alguém... Chamou-me?

Rapidamente ergo o olhar e me deparo com olhos negros... Inuyasha!

_Inuyasha! – exclamei feliz, ele pode me ver!

_Kagome! – ele exclamou de volta, seu rosto surpreso havia sido substituído por um grande sorriso – Kagome você está acordada!

_Oh Inuyasha! – me levantei em um pulo e atirei-me em seus braços para abraçá-lo... Mas o ato não se concluiu, eu não abracei Inuyasha, porque eu simplesmente passei através dele.

E cai no chão.

_Ka-Kagome?

Quando olhei em seus olhos, vi que eles estavam confusos e amedrontados, eu só não sei quem está mais amedrontado e confuso nessa história, se ele ou eu.

_Eu já devia saber. – o ouvir murmurar baixando o rosto – É só mais uma alucinação...

_Não sou uma alucinação! – exclamei.

_Você não deveria falar. – falou colocando as mãos nos bolsos e olhando para o céu – Na verdade, deveria ter sumido antes de chegar ao chão.

_Inuyasha! – exclamei novamente – Eu não sou uma alucinação!

_Não é? – perguntou olhando-me com uma sobrancelha arqueada, o que, cá entre nós, é um claro sinal de que ele não acredita em mim.

_Não. – respondi.

_Então, o que você é?

Ops, nessa ele me pegou, eu não sou um fantasma porque estou viva, eu vi meu corpo naquela cama de hospital, mas também não sou uma pessoa porque não tenho corpo...

_Eu não sei. – Murmurei baixando o rosto.

Mas rapidamente o ergui quando ouvi o som dos passos de Inuyasha se afastando.

_Ei! – chamei, mas ele continuou se afastando a passos largos, com as mãos enfiadas nos bolsos – Aonde vai? – perguntei correndo atrás dele.

Esse garoto anda rápido!

_Eu vou para casa! – o ouvir resmungar – Vou me deitar na minha cama e só levantar amanha!

_E porque você vai fazer isso? – perguntei com genuína curiosidade praticamente correndo ao seu lado.

_Porque acho que estou Biruta. – respondeu-me em um resmungo.

_Porque acha que ficou biruta? – vocês não precisam falar, eu sei que faço perguntas demais.

_Porque estou vendo e ouvindo a minha melhor amiga, que está em coma há dois anos!

Ele disse... Dois anos?

_E pior! – me olhou zangado – Estou conversando com ela!

Eu parei de caminhar, eu sabia que estava em coma, meu corpo pelo menos, mas achei que fosse uma coisa que tivesse acontecido há horas, dias no máximo, mas não... Dois anos!

_Falas sério? – perguntei parada ali o vendo se afastar – Dois anos?

Ele não me respondeu, ao invés disso pegou um MP4 do bolso e colocou os fones no ouvido.

Ah não! Você não vai me ignorar Inuyasha! Isso é que não!

_Como fiquei em coma? – perguntei correndo para alcançá-lo, afinal tudo de que me lembro foi do som de um carro, a dor insuportável, os gritos e o mundo branco... – Eu... Fui atropelada?

Ele não me respondeu, pelo contrario, ele aumentou o volume da musica.

_Inuyasha não me ignore! – reclamei – Eu não sou uma alucinação sua!

_Eu sabia que não deveria ter comido aquela pizza ontem à noite. – o ouvir resmungar – Estava com um cheiro estranho e mesmo assim eu comi! – ele me olhou pelo canto dos olhos, como que para confirmar se ainda estou aqui, e, oh sim, eu estou, e não pretendo ir embora tão cedo! – E ficar vendo aqueles vídeos de Kagome até tarde da noite não ajudou em nada.

_Inuyasha você precisa acreditar em mim! – falei em tom de suplica – Eu sou real! – exclamei – Ou quase. – murmurei.

Ele não me respondeu, continuou caminhando com seus passos largos e ligeiros.

_Pare de me ignorar! – ordenei correndo e parando em frente a ele com a mão estendida para frente, e ele passou direto, simplesmente me atravessou como se eu não estivesse ali.

Embora tecnicamente eu não esteja.

Suspirei, cruzando os braços e olhando para o chão, ficar insistindo para ele de que eu sou real, parece que não vai dar certo mesmo... É hora do plano B...

_Se ao menos eu tivesse um plano B. – Suspire novamente. – Por outro lado, se Inuyasha não fosse tão estupidamente teimoso, eu não iria precisar de "plano B" nem um! – irritei-me.

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Eu sei que demorei, e ainda por cima apareço com um capitulo curto desses, mas olhem pelo lado bom: estou de férias e terei mais tempo para digitar. ^^

Respostas as review's:

Gabyh: Que bom que gostou.

Inubynna-Camyxxx: É eu tirei minha idéia de lá, achei super legal a idéia do filme, mas garanto que a história é bem diferente.

Rinzinha-chan: Riu? Eu não achei que alguém fosse rir disso... Na verdade chegaram a me dizer que isso parecia um drama.

Harumizinha Potter: Obrigada. *.*

Priscila Cullen: Oi.

Que bom que achou legal.

Eu também espero que seja a introdução de uma ótima estória.

E eu pretendo porta essa fic à medida que eu for postando "The fury in the snow".