Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Comer dar sono, e dormir da fome.

Projeção astral.

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Teimoso, ou simplesmente burro?

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Seguir Inuyasha por Tókio, desde o hospital até o apartamento, foi difícil, pois eu acabei por perdê-lo de vista, (o idiota deu um jeito de me despistar em meio à multidão e eu acabei por não ver qual metro ele pegou!).

Por isso eu escolhi voltar à superfície, e começar a andar na multidão, vai ser uma longa caminhada... Certo eu sei que podia pegar o metro, mas eu simplesmente não suporto o fedor de cê-cê!

E os metros estão sempre lotados, quase não se pode respirar lá dentro, além de que você fica mais exprimido que sardinha em lata, apesar de que neste estado eu duvido que fosse sentir tal desconforto.

Então eu me dei conta de uma coisa: porque andar quando eu podia voar?

Afinal havia sido dessa forma que eu havia chegado ao hospital não é?

Mas admito, voar não é nada fácil, eu tentei de várias maneiras, pulando no chão e balançando os braços, pulando de um banco na praça e balançando os braços, imitando a posição do super-homem e gritando "para o alto e avante", também tentei uma de baz laitier gritando "Ao infinito, e além!"... Em fim, nada deu certo.

E, foi quando eu ouvi...

_Você devia tentar fechar os olhos.

Olhei assustada na direção da voz que falava comigo, pois até aquela altura achava que apenas Inuyasha era capaz de me ver, e acabei por me deparar com uma menina branca, a pele dela era tão clara que ela chegava a ser albina, e seus cabelos eram compridos com duas flores brancas a adornarem-lhe, eles lhe alcançavam a quase um palmo abaixo de seus ombros além de carregarem um tom imaculadamente branco, assim como o kimono que ela usava, cujo qual quase lhe alcançava os tornozelos e tinha mangas compridas com pequeninos lacinhos em alguns pontos a enfeitá-lo, e ela carregava um espelho redondo e branco em suas mãos.

Enfim, tudo nela era branco, exceto seus olhos castanhos opacos, ela era uma menina branca.

E embora ela estivesse no meio daquela confusão que eram as ruas de Tókio, ela se destacava.

_Você falou comigo?

_Falei. – respondeu-me, e confesso que jamais havia ouvido uma voz tão calma antes. – E lhe disse para tentar com os olhos fechados.

Concordei ainda meio chocada por alguém, além de Inuyasha, poder me ver, e principalmente por ter uma reação bem melhor que a dele, em seguida fechei os olhos.

_Você tem que esvaziar a mente, eu garanto que é bem melhor do que ficar rodando os braços como se fossem as hélices de um helicóptero. – aconselhou-me a menina branca.

Eu me senti ruborizar, há quanto tempo será que ela estava olhando?

Mas tudo bem, vamos lá... Esvazie a mente... Esvazie a mente... Esvazie a... Isso não esta dando certo!

_Escuta, acho que isso também não está dando c... Ah!

E quando me dei conta, eu estava a vários metros do chão, sim, aquela garota branca realmente tinha razão.

E desta forma enquanto Inuyasha seguia seu caminho por de baixo da terra, dentro do vagão de algum metro, abarrotado de gente, eu segui meu caminho pelo ar, livre pela imensidão do céu azul.

É até bem divertido voar, eu devo ter ficado horas dando piruetas no ar, às vezes até mesmo imitando alguns super heróis, como o super homem, e o super choque (só que sem aquela chapa de metal dele), mas espantei-me quando um passarinho piou bem alto voando em minha direção eu tentei parar, pois estava em alta velocidade, assim como o passarinho, mas nem um de nós dois conseguimos, só que ao invés de nos chocarmos ele simplesmente me atravessou, e ficou voando num mesmo lugar alguns metros depois, dando uma série de pios zangados.

Ele deve ter xingado até a minha mãe.

E depois foi embora voando (certamente se perguntando quando os humanos aprenderam a voar), e eu me dei conta que não era só Inuyasha ou aquela menina branca que podiam ver-me, como também os animais.

_Me desculpa! – gritei, e logo depois segui meu caminho voando, mas desta vez prestei mais atenção.

E por sorte não aconteceu mais nenhum incidente... Isso nunca acontece com o Super-homem.

_Oh, ali está o prédio do Inuyasha! – exclamei ao avistar o prédio a, pelo menos, 2 km abaixo dos meus pés. – Bem, lá vou eu.

Então simplesmente deixei meu corpo cair, a uma velocidade muito alta, fechei os olhos por causa do vento, eu só fiz isso porque sabia que não ia me machucar, e além do mais sempre quis saber qual a sensação de se saltar de bang jump, só que tinha muito medo de me machucar (morrer).

E então eu me dei conta de que não há uma corda para me puxar de volta ou mesmo fazer-me parar de cair, e digamos que aquele velho ditado "do chão não passa" não se aplica a mim.

Virei-me bruscamente em pleno ar esticando uma perna mais que outra e abrindo os braços, e de alguma forma parei de cair, suspirei aliviada ao notar que estava flutuando a poucos centímetros do chão, e sorrindo deixei que meus pés tocassem o mesmo, nunca mais eu faço isso.

_Bem... Em que andar será que eu parei? – me perguntei.

Olhando em volta vi a porta de um apartamento com o numero "201" gravado, e logo em frente à porta de outro apartamento com o número "202", estou no segundo andar, mas o Inuyasha mora no terceiro, olhei para cima, talvez eu deva pegar o elevador... Ou as escadas.

_Ou quem sabe... – olhei para cima.

Em um salto (literalmente) eu já estava atravessando o teto do segundo andar, quem também é o chão do terceiro, e a primeira coisa que vi foi à porta do apartamento "301", olhei de um lado para o outo querendo-te certeza de que Inuyasha (ou a menina branca) não estavam por ali, e fui andando na pontinha dos pés, para não fazer barulho, embora eu ache que nem que eu estivesse marchando meus pés seriam capazes de fazer algum tipo de som.

Parei alguns passos além da porta "301" e olhei de um lado para o outro novamente, então respirando fundo eu atravessei a parede, e a estante com a televisão que estava logo do outro lado, e deparei-me com uma sala de esta deserta, porém havia sons vindos da cozinha, sem fazer barulho algum (estou ficando boa nisso!) eu corri para atravessar a sala, e atravessar a parede a minha frente, indo parar então no interior no banheiro, mas não parei ali, em menos de dois segundos eu já havia chegado ao outro lado, e atravessado à cabeça e metade de meu corpo, mas não atravessei só a parede, como também uma pequena mesinha contendo um garrafão de água, e com espaço suficiente para mais um, que se encontrava do outro lado, não entendo como Inuyasha e Sesshoumaru podem comer em uma mesa tão pequena... Ah já sei, eles comem cada um em seu próprio quarto. -.-'

E por falar em Inuyasha ele estava ali na cozinha, mexendo em alguma coisa nos armários, e por estar de costas não havia me visto, logo tratei de aproveitar-me disso e atravessar a cozinha o mais rápido que pude, para entrar na geladeira, em poucos segundos, durante os quais eu preparei-me para simular uma expressão tipo "morta-viva", Inuyasha abriu a geladeira.

_Me ajuuuuuuuude! – gemi (ou uivei?) estendendo os braços para fora.

A cara que o Inuyasha fez foi impagável, eu precisava ter tirado uma foto!

Ele ficou branco como cera, com os lábios entre abertos e os olhos esbugalhados, eu quase pude ouvir seu coração parando, para logo depois começar a bater aos saltos na garganta dele, tive que me controlar para não cair na risada, e quando ele bateu a porta, eu não me aguentei, mas coloquei as mãos sobre a boca para abafar a gargalhada.

Depois saio aos tropeços de dentro da geladeira, eu já estava quase chorando de tanto rir (ainda que abafadamente), e vi Inuyasha segui feito um zumbi pelo corredor.

Eu lhe avisei Inuyasha Taisho, irei assombrá-lo pelo resto de tua vida, até a loucura se for preciso!

Com este pensamento atravessei a cozinha e o banheiro novamente, fazendo meu caminho de retorno, e chegando a sala poucos segundos antes de Inuyasha, que vinha andando muito lenta e atordoadamente, então corri e me escondi na estante, encolhida ali dentro, ajeitando os cabelos e o pequeno lenço vermelho de meu seifuku.

Segundos depois ergui a cabeça, deixando-a transparecer através do vidro da televisão, e comecei a falar:

_E agora as ultimas noticias: Jovem garota que se encontra em estado de coma arranja um jeito de sair do próprio corpo e pedi ajuda a seu melhor amigo, mas adivinhem... Ele se recusa! Que Espécie de melhor amigo é esse, senhoras e senhores, que se recusa a ajudar a melhor amiga quando ela mais precisa me digam que amigo é esse?

Não sei o que foi mais engraçado, a cara dele quando abriu a geladeira, ou o barulho que a cabeça oca dele fez quando se chocou com o chão, e mesmo sabendo que ele já não me ouvia eu continuei a falar, desta vez com um tom risonho.

_Mas não se preocupem senhoras e senhores, ela esta dando a ele o merecido castigo, e das duas umas: ou ele enlouquece, ou aceita ajudar ela. Esperemos que ele escolha a segunda opção! – terminei erguendo a mão esquerda sinalizando um "V" de vitória.

Saio de dentro da televisão e vou correndo até Inuyasha, me ajoelho para ouvir seu coração e descubro que ele ainda esta batendo, que bom, porque seria horrível que "o resto da vida dele" fosse tão curta, mas quando percebi que ele estava acordando, me levantei em um salto e atravessei a parede logo atrás de mim.

Bem vinda ao banheiro novamente.

Ouvi a porta do quarto de Inuyasha se abri e se fechar, e atravessei minha cabeça pela parede para olhar o corredor: vazio.

Sai do banheiro e corri o ultimo pedaço do corredor para chegar à sala, ultrapassei a porta do quarto de Inuyasha em alguns passos e enfiei a cabeça através da parede, a primeira coisa que avistei foi Inuyasha deitado na cama segurando o travesseiro contra o rosto, cautelosamente eu entrei no quarto e pulei na cama, atravessando-a propositalmente, então de debaixo da cama, eu gemi:

_Inuyaaaaaaaaaasha. – pude senti-lo pular no colchão. – Me ajuuuuuude – Então como uma alma condenada eu atravessei o colchão arrastando-me.

Inuyasha arregalou os olhos e ficou pálido novamente, então girou na cama e caiu no chão, acho que essa vai deixar marca, fingindo me arrastar pelo colchão, quando na verdade eu estava apenas me levantando, eu continuei gemendo por ajuda, agora entendo porque os fantasmas assombram as pessoas: é muito divertido!

Então fingi ter sido presa por alguma coisa.

_Inuyasha! – exclamei suplicante, e fui retrocedendo, fingindo tentar agarrar-me ao colchão, mas minhas mãos o atravessavam – Inuyasha!

Aquelas breves aulas de teatro que fiz aos doze anos, vem bem a calhar agora.

_Socorro! – ofeguei – Inuyasha...!

Vi o pavor tomar conta dos olhos de Inuyasha, e por um milésimo de segundo tive pena dele, mas então, lembrei-me de como ele me tratou, ignorando-me e acusando-me de não ser eu mesma, e minha pena desapareceu com a conclusão de que ele merece levar um pequeno susto.

_Kagome! – gritou pulando sobre o colchão e tentando agarrar-me pelos pulsos, mas é claro que não consegui e eu escorreguei para baixo da cama e de lá através do chão para o apartamento de baixo.

Mal toquei o chão e saltei novamente, flutuando com uma graça que eu não sabia que tinha para atravessar o teto e colocar a cabeça dentro do quarto de Inuyasha, e o que vi, foi uma figura angustiada olhando debaixo da cama.

_Kagome! – chamou desesperado – Kagome volte!

Pergunto-me se ele ficou desse jeito quando eu fui engolida pela escuridão, hum... Semana passada, não foi?

Sentei-me no chão, ainda com as pernas atravessadas nele, o que significa que meus pés estão pendurados no teto do quarto do apartamento debaixo, mas e dai? Ninguém pode me ver mesmo... A não ser que tenha um papagaio (já sei que os pássaros podem me ver) pra me dedurar.

Nossa da onde tirei isso... Ando com a cabeça nos ares.

Além de todo o resto do meu corpo "não físico" é claro.

_Vá, vá, não precisa chorar, eu estou aqui. – avisei-o da minha presença cruzando as pernas.

Inuyasha levou um sustão tão grande que quase desmontou a cama quando bateu com a cabeça nela, onde estão as câmeras quando se precisa delas?

_Como você...? – ele olhou de mim para o amontoado de entulhos em baixo da cama.

_Sabe de uma coisa. – tombei a cabeça para o lado – Acho que eu fui uma péssima influencia para você, por ter ensinar minha "técnica secreta" para "arrumar" o quarto.

Com velocidade ele pegou alguma coisa de baixo da cama e atirou contra mim, e é claro que o objeto misterioso me atravessou, portanto eu não senti nem cocegas.

_Isso não foi muito educado. – censurei – Você podia ter me machucado.

Gente, eu não lembro que mentia tanto!

_Vai de ré espirito maligno! – exclamou Inuyasha.

_Me chamou do que? ¬¬'

_E pare de fingir que é a Kagome!

Não acredito que ele ainda não acreditou em mim! -.-'

Depois ele pegou outra coisa e a jogou contra mim, é claro que me atravessou, espera um pouco, isso que ele me jogou foi...?

_Sal...? – pisquei confusa – Porque você tem sal em baixo da cama?

_IAAAAAAAAAAAA! – gritou tentando acertar-me com uma barra de ferro.

Nossa, ele deve ter um arsenal de coisas bizarras em baixo da cama!

_O que mais você tem ai em baixo? – perguntei lentamente escorregando para atravessar o chão.

Novamente repeti o ato de saltar, graciosamente, segundos depois da ponta de meus sapatos tocarem o chão do quarto do apartamento de baixo, e atravessei minha cabeça e parte de meus ombros pelo teto.

_Vamos ver... – murmurei olhando em volta, já que agora me encontro embaixo da cama dele – Uma embalagem de comida chinesa vazia que até aniversario já deve ter feito, uma bola de futebol murcha, um tabuleiro de jogo de damas, uma prova com nota vermelha, uma caixa de bombons pela metade, um vidro de remédio vazio, um saco de sal aberto e quase seco, um mouse de computador, um óculos escuro sem uma das lentes, um boneco do homem aranha, uma bola de boliche... Já chega, se eu for falar tudo ficarei aqui para sempre. – suspirei.

Então flutuei para atravessar o colhão, acima de minha cabeça, e sentar-me nele, com as pernas cruzadas na posição de lótus.

_Muito me admira, nunca terem encontrado um desaparecido embaixo da sua cama. – comentei e segundos depois a barra de ferro atravessou-me o corpo novamente quando Inuyasha tentou acertar-me – Ou você é muito teimoso, ou é burro mesmo.

O som estridente da barra de metal caindo no chão fez meus ouvidos doerem, afinal algo capaz de me ferir.

_K-Kagome? – gaguejou Inuyasha.

Girei os olhos.

_Eu já decidi você é burro mesmo!

_Sim. – ele murmurou passando a mão pelos cabelos – Grossa, e estupida desse jeito só pode ser a Kagome.

_O QUE É QUE VOCÊ DISSE? – urrei.

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Olha eu aqui de novo minha gente!

Passei rapidinho para postar, porque tenho uma pilha de dever de casa, para fazer (e como sempre deixei p/ a ultima hora) bem é isso, até a próxima!

Ah, e não se esqueçam de comentar!

Respostas as review's:

Harumi Evans Potter: É eu demoro às vezes, mas é sem querer. ^^'

Gabyh: Ah valeu. ^^

Bella Taisho: Mesmo? Deve ser porque ela foi inspirada em um filme... Eu disse inspirada e não copiada.

Priscila Cullen: Ah que bom, os comentários como o seu elevam a autoestima de uma autora. *V*