Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Doces ou travessuras?

Projeção astral.

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Uma visita ao lar.

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_Matar. Matar. – sussurrei no ouvido de Inuyasha, com uma voz sinistra – Hora de matar.

Ele moveu-se, mas não acordou, suspirei sentando-me ao seu lado, de repente houve um solavanco e eu quase cai, mas Inuyasha não teve a mesma sorte e acabou realmente caindo, prendi o riso.

_O que foi isso? – ele resmungou levantando-se com sono.

_Você caiu. – eu não me segurei, acabei rindo – E foi engraçado.

_Cale-se. – ele resmungou saindo do metro, junto com outras dezenas de pessoas. Eu o segui.

_Inuyasha...

Ele fez sinal para que eu ficasse calada, e tirou o celular do bolso.

_Pode falar. – disse ao telefone, permaneci calada esperando ele desligar o celular. – Kagome estou falando com você.

_Oh. – fiz – Mas porque está falando no celular se está falando comigo?

_Para não acharem que eu sou um louco falando sozinho na rua. – ele respondeu-me, olhando-me pelo canto dos olhos.

_Certo. – concordei – Me diga você sempre cai no sono quando tá no metro?

_Não. Acontece que tive uma noite muito mal dormida.

_Pudera. – revirei os olhos – Vara a madrugada na frente daquele computador!

_Não seja estupida! – ele exclamou – Estou acostumado a varar pela madrugada na frente do computador e ainda assim acordar cedo no outro dia para ir à escola.

_Essa é a vida do adolescente viciado em internet se adaptando a esses novos tempos. – girei os olhos – Mas se não foi o computador o que foi?

_Você! – acusou-me.

_Eu? – indignei-me – Eu fiquei quieta no canto espetando amanhecer! – me defendi.

Noite passada eu fiz uma grande descoberta: não sinto sono nesta forma!

_E você já tentou dormir com os olhos de uma figura fantasmagórica vidrados em você? – ele irritou-se, e pude vê-lo apertar mais o celular – Eu cheguei até mesmo a sentir o frio da morte sua doida!

_Sinto-me ultrajada. – aleguei.

_Tanto faz. – Inuyasha girou os olhos – E porque estamos indo ao templo da sua família afinal?

_Porque você precisa se purificar de suas mentiras. Porque quero que tenha uma boa conversa com o Souta sobre os perigos de sair sozinho numa cidade grande como essa. E para dar os parabéns a ele. – respondi contando nos dedos – Já que ele faz aniversario amanha.

_Em outras palavras, nós vamos ao templo da sua família porque você é super protetora com o seu irmão.

_Não sou não! – neguei, mas então me dei conta de que não lembrava – Sou?

_É claro que...! – ele não terminou, porque percebeu que eu realmente não lembrava – Você não lembra?

_Pra falar a verdade, eu me lembro de muita pouca coisa sobre antes de eu entrar em coma. – confessei.

_E o que exatamente você lembra?

_Bem... – pensei um pouco, tentando reunir toda a escassa informação que eu tenho na cabeça – Me chamo Kagome Higurashi tenho treze anos...

_Quatorze. – ele interrompeu-me.

_O que?

_Você tem quatorze agora. – explicou-me – E faz quinze em menos de dois meses.

_Faço quinze anos. – sorri meio distante – E ao invés de ter uma festa como as outras meninas, eu vou estar na cama de um hospital!

Não que eu goste de festas, e acabo de me lembrar de que desde sempre eu avisei mamãe e vovô que não queria uma festa nos quinze anos, e eles não reclamaram não, mamãe porque não gosta de festas e vovô porque não iria gastar uma fortuna só pras pessoas virem comer de graça e depois ainda saírem reclamando.

_Talvez você já esteja acordada até lá. – disse-me Inuyasha de forma otimista, mas deve ter percebido que não adiantou de muita coisa, e por isso suspirou e voltou ao assunto original – Você precisa se lembrar, porque talvez seja por isso.

_Me lembrar de que? – perguntei – E talvez seja por isso o que?

_Você precisa se lembrar de quem você é. – ele explicou-me – Talvez seja por isso que você não consiga voltar ao seu corpo: Porque você não se lembra do que foi antes de entrar em coma.

_É claro que lembro! – eu protestei – Eu fui... Digo! – balancei a cabeça – Eu sou Kagome Higurashi!

_E quem é Kagome Higurashi? – certo, eu tenho plena consciência de que essa é uma pergunta que deveria ser fácil, pôs é, deveria, mas não é, porque eu simplesmente travei! Como assim? Eu esqueci quem eu sou? – Kagome, o que exatamente você se lembra de antes do acidente?

_Ah eu... – pensei um pouco – Eu me chamo Kagome Higurashi, e você é Inuyasha Taisho meu melhor amigo desde a 6° série do primário, tenho um irmão caçula chamado Souta, minha mãe e meu avô e moro num templo budista.

_Nomes.

_O que?

_Nomes. – ele repetiu – Quais os nomes da sua mãe e do seu avô? – calei-me por alguns estantes – Você não sabe, não é?

_É claro que sei! – contrariei – Só que... Esqueci.

_Certo. – Inuyasha suspirou, e quando viu que eu o olhava esperando alguma coisa disse – O que é?

_Quais os nomes? – perguntei – Eu quero saber, me diga. – ele se calou – Você também não sabe. – concluir cerrando os olhos – Que tipo de amigo você é?

_O tipo que está tentando te ajudar a sair do coma! – ui, essa doeu – É só isso, ou você lembra-se de mais alguma coisa?

_Bem... – pensei um pouco, e de repente meu cérebro pareceu iluminar-se com a luz da sabedoria! – Você tem um meio irmão que é oito anos mais velho, o nome dele é Sesshoumaru, e ele faz aniversário no dia 12 de abril, o que significa que ele é de aries, e por tanto um líder nato! – eu não consigo parar de falar – Vocês nunca se deram muito bem, mas mesmo assim você foi morar com ele aos... Treze anos! É exatamente isso! Você tinha treze anos quando se desentendeu com seus pais e foi morar com Sesshoumaru, mesmo que os dois não se suportem!

_Só? – perguntou-me Inuyasha, mas eu preferi ignorar a aparente irritação em sua voz.

_Ele também é um gato. – acrescentei com um dar de ombros.

_Ótimo! – disse Inuyasha entre dentes, e socando o celular no bolso da calça – Você esquece até o nome da sua mãe, mas deve lembrar até a placa do carro do Sesshoumaru!

Bem, agora que ele comentou, eu lembro sim. Mas ele já parece zangado o suficiente então é melhor ficar calada.

_Quer que eu tente me lembrar de mais coisas? – perguntei.

Ele não respondeu, percebi que ele havia dado o assunto por encerrado no momento em que socou o celular no bolso. Mesmo assim, eu decidi continuar a tentar me lembrar, mas antes que eu sequer tivesse tempo de começar, ouvi a voz de meu irmão:

_Oi Inuyasha!

Surpreendi-me ao perceber que ele vinha correndo em nossa direção, ou melhor, na direção de Inuyasha, e ele usava umas roupas muito estranhas, olhei para trás e vi que estávamos bem no topo das escadarias, como eu não havia percebido que havíamos subido elas? Voltei a olhar para Souta, que estava cada vez mais próximo, e fixei meu olhar em suas roupas estranhas, elas eram largas e bizarras, uma espécie de calça azul bebê e uma camisa branca, mas de corte estranho. Franzi o cenho achando-as levemente familiar.

_Que roupas são essas que ele está usando? – perguntei a Inuyasha.

_Ei garoto! – exclamou Inuyasha assim que Souta parou a nossa frente – Porque está usando essas roupas de fundo de baú de monge budista?

Sorri para Inuyasha, ele estava ficando cada vez melhor em me responder indiretamente.

_Estou ajudando vovô em alguns afazeres do templo. – respondeu Souta – E ele exigiu que eu vista essas roupas quando ajudar no templo.

As palavras de Souta me trouxeram uma imagem a cabeça, e eu fechei os olhos para ver melhor. Era outra daquelas imagens sem sons, desta vez eu usava roupas parecidas as que Souta usa agora, só que ao invés de azul e branco é vermelho e branco, meus cabelos estão presos num rabo de cavalo baixo por uma fita branca e há duas mechas que se destacam do resto do penteado, me caindo sobre os ombros, em meus pés há um par de sandálias de madeira, mas não consigo lembrar-me o nome, e meias brancas, eu estou varrendo algumas folhas secas do pátio do templo. De repente viro-me com um grande sorriso, pareço ter ouvido algo, enquanto aceno para...

_E o que você vai ganhar em troca? – a voz de Inuyasha penetrou-me os pensamentos, e eu abri os olhos.

_Nada! – disse Souta em tom que leva a crê que ficou ofendido.

_Como assim "nada"? – Inuyasha cruzou os braços de forma cética – Para você está se prestando a isso, alguma coisa ele ofereceu!

Souta suspirou derrotado.

_Ele me ofereceu algum dinheiro para comprar figurinhas, para meu álbum do Harry Potter.

Álbum de figurinhas do Harry Potter? Desde quando Souta tem um álbum de figurinhas do Harry Potter? Desde quando Souta gosta do Harry Potter? E principalmente, quem é Harry Potter?

_E você? – perguntou meu irmão – O que faz aqui?

_Vim visitar o templo. – essa não deve ter convencido nem ele mesmo!

_Por quê? – desta vez foi Souta que cruzou os braços de forma descrente – Kagome ainda está no hospital lembra?

Deixei meu queixo cair. Como assim, todo mundo sabia que o Inuyasha vinha ver a mim ao invés do templo? Até o Souta, menos eu?

_Posso vir visitar um templo à hora que me der vontade! – retrucou Inuyasha.

_Você está querendo alguma coisa, irmão cachorro, eu sei. – alfinetou Souta.

Irmão cachorro? É verdade, Souta sempre o chamou assim! Mas eu nunca entendi o por que!

_Não estou não. – negou Inuyasha.

_Está sim. – eu contra disse no estante seguinte – Você quer que ele pare de fugir de casa!

Inuyasha girou os olhos, e abaixou-se a altura de Souta segurando-o pelos ombros.

_Está bem, eu realmente quero algo. – disse contrariado com o sorriso vitorioso de Souta – O que eu quero é que você pare de fugir de casa.

_Eu nunca...

_Todos os sábados quando vai ver sua irmã.

_Isso é mentira! – Souta tentou afastar-se de Inuyasha, mas ele segurou mais firme em seus ombros – Eu vou visitar a mana com o consentimento de mamãe e vovô, nunca fugi!

_Mas que pequeno mentiroso descarado! – murmurei cerrando os olhos.

_Eu sei que está mentindo. – disse Inuyasha olhando fundo nos olhos de Souta.

_E o que você tem haver com isso? – Souta tentou afastar-se novamente – É a minha irmã, posso ir vê-la quando eu quiser!

_É perigoso para um garotinho de o seu tamanho ficar andando sozinho por uma cidade grande como Tókio! – exasperei-me.

Por falar nisso, sabiam que Tókio é a cidade mais densamente populosa do mundo?

_Essa cidade é muito grande para um pirralho como você ficar perambulando, sozinho. – resmungou Inuyasha levantando-se e esfregando o punho no topo da cabeça de Souta.

_E você liga? – Souta perguntou como quem perguntava se ia chover.

Senti que Inuyasha estava pronto para dizer não, e o fuzilei com os olhos.

_Ligo. – respondeu Inuyasha um pouco hesitante – Claro que ligo, porque se te acontecer alguma coisa enquanto sua irmã está no hospital, ela vai me estrangular quando sair.

Sorri vitoriosa.

_Ainda bem que você sabe!

_Minha irmã não vai sair do hospital. – retrucou Souta, para meu completo desanimo – E se sair vai ser direto para o cemitério.

_Não fale um absurdo desses! – esbravejou Inuyasha, fazendo Souta cair sentado no chão pelo susto e eu dar um salto pela mesma razão. – Está me ouvindo? Ela vai acordar! Entendeu? Kagome vai acordar! – ele continuava a gritar, deixando eu e Souta apavorados.

_O que está havendo aí Souta? – ouvi a voz de minha mãe gritar ao longe. – Que gritaria é essa?

_Não é nada mãe! – gritou Souta de volta, ainda com os olhos vidrados em Inuyasha, e cheios de terror – Acontece que me zanguei com Buyo que espalhou todas as folhas que eu amontoei!

Buyo! Rapidamente olhei em volta o procurando, Buyo meu obeso gato de estimação! Será que ele ainda se lembra de mim? Infelizmente não o encontrei.

_Vai embora! – a voz de Souta chamou-me a atenção novamente – Mamãe e Vovô não podem vê-lo aqui!

_Por quê? –Inuyasha e eu perguntamos ao mesmo tempo.

_Porque você vai deixar eles deprimidos com essa história de que Kagome vai acordar um dia! – exclamou Souta – Agora vai embora irmão cachorro!

_Certo. – Inuyasha girou-nos próprios calcanhares, e começou a descer as escadas, comigo em seu encalce é claro – Mas guarde minhas palavras Souta: sua irmã ainda vai acordar um dia!

_Ei! – chamei descendo ao seu lado – Você esqueceu-se de pedir perdão por suas mentiras!

Inuyasha girou os olhos, e olhou para Souta por cima dos ombros.

_Peça perdão a Buda por mim, em nome de minhas mentiras. – e continuou a descer.

Vi Souta franzir o cenho para Inuyasha, mas acenou, mesmo que ele já estivesse de costas e não pudesse vê-lo.

_Ei! – chamei novamente, Inuyasha suspirou – Diga novamente.

_O que? – sussurrou Inuyasha quase inadiavelmente.

_Diga novamente, o quanto é perigoso andar sozinho por ai! – exclamei, mas não sei por que também estou sussurrando.

Inuyasha suspirou e voltou a olhar Souta por cima do ombro.

_E pare de fugir está bem? – perguntou em tom cansado – Se te acontecer alguma coisa, o fantasma de Kagome vai me assombrar para o resto da vida.

_Fantasma uma pinoia. – resmunguei, mas então sorri sadicamente – Mas você tem razão, se acontecer algo com meu irmão vou te assombrar para o resto da tua vida! Isso se eu não acordar especialmente para te estrangular.

Inuyasha tornou-se tenso por alguns estantes, mas logo continuou sua descida.

_Ei Inuyasha. – estou começando a ser chata.

Inuyasha suspirou pesadamente, e passou as mãos pelos cabelos de forma cansada, neste momento, tenho certeza que se ele pudesse me jogaria escada abaixo, mas como ele não pode a única coisa que fez foi dizer:

_O que é agora Kagome?

_Você não desejou parabéns a ele, lembre-se que ele faz aniversário amanha! – Que data é amanha? Eu só sei que vai ser segunda feira... Opa! Acabei de me dar conta que não lembro quando é o aniversário do Souta!

_E parabéns pelo seu aniversario, fedelho! – gritou Inuyasha sem virar-se ou deixar de descer – Muitos anos de vida e blábláblá.

_Obrigado. – gritou Souta de volta – Mais nove anos e estarei dirigindo!

Ri, me lembrando de que em todos os seus aniversários Souta contava quantos anos faltavam para ele poder dirigir.

Inuyasha e eu já estávamos na calçada andando há alguns minutos, mas ele não para de me olhar pelo canto dos olhos, e isso começava a me incomodar.

_O que? – perguntei.

_Suas roupas... – respondeu distraído.

Parei de andar no mesmo estante, para contemplar minhas roupas, eram aquelas mesmas roupas estranhas das cores vermelha e branca que eu havia visto naquela imagem em minha cabeça, onde eu varria o templo. Passei as mãos nos cabelos e notei que também estavam com o mesmo penteado.

_Quando...?

_Logo depois que o pirralho disse que estava ajudando seu avô com o templo. – Inuyasha respondeu antes que eu terminasse – Já saímos do templo, pode trocar de roupas agora.

_Eu não sei como. – confessei com um sorriso amarelo, mas uma coisa veio-me a mente. – Inuyasha, eu sou uma miko?

Inuyasha olhou-me um pouco desconcertado por causa da pergunta repentina, mas suspirou e fez sinal para que eu esperasse, enquanto pegava o celular no bolso.

_Mais ou menos. – respondeu.

_Ou sou ou não sou. – repliquei.

_Tecnicamente você é uma estudante comum, só que foi nascida e criada naquele templo, e seu avô é o monge de lá, logo você é uma miko tanto porque está no seu sangue quanto porque você nasceu e foi criada num templo.

_Ah. Certo. – disse em compreensão – Inuyasha?

_Ô nome doce! – ele girou os olhos – Fala.

_O que é uma miko? – meu sorriso amarelo retornou aos meus lábios, dessa vez maior e mais cara de pau.

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Olhem eu aqui com mais um capitulo! Hoje estou muito feliz! Recebi três notas na escola (imaginem minha felicidade ao saber que nem uma das três era vermelha) e é dia das bruxas! E eu amo o dia das bruxas, porque sempre passa aquele monte de desenhos e filmes sobre o halloween! Ah sim, mas uma coisa, quinta feira é meu aniversário, então o que acham de me mandarem review's de presente?

Respostas as review's:

Dreime: Certo, mas não está mais triste agora né? ^^

Não tenho certeza do que esta falando, mas vou rir também, hahaha.

Gabyh: É ele é fofo quando quer.

Não se preocupe, acho que no próximo episodio a Kagome vai descobrir isso.

Não, eu não vou abandonar, reconheço que fiquei fortemente inclinada a abandonar não só essas mais todas as fic's, mas felizmente e graças a Tei-chan, isso não vai acontecer!

Kah: Ótimo, fico feliz com isso.

Kiaraa: É eu até pensei nisso, porque não gostei muito do que escrevi, mas desisti da ideia.

Fique tranquila, logo a sua curiosidade vai acabar, porque é quase certo que ela vai descobrir isso no próximo episodio.

Acho que não demorei não né?