Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Comer dá sono e dormir da fome.

Projeção astral.

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Quando fico longe de você.

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Inuyasha é um grande mentiroso.

Eu pensava encolhida no meio de toda aquela escuridão.

Eu já vim aqui antes, no dia em que me lembrei de meu acidente, mas daquela vez eu apenas caí, como se alguém tivesse me jogado num buraco, e depois quando dei por mim estava voando no céu, como se houvesse chegado ao outro lado.

Desta vez eu me lembrei do motivo do porque eu estava tão furiosa com o Inuyasha no dia do acidente, foi porque eu descobri que ele estava saindo com Kikyou, e sei que houve algo mais antes disso, mas não consigo lembrar (e nem sei se quero), e então tudo se apagou, como se de repente alguém tivesse apagado a luz, e eu simplesmente me sentei e encolhi-me aqui pensando no quanto Inuyasha é mentiroso.

Não sei o porquê, mas eu apenas sei que Inuyasha mentiu para mim naquele dia, ou antes, dele.

_Há quanto tempo devo estar aqui? – me perguntei.

Da primeira e ultima vez, me pareceu que eu caí por apenas alguns minutos, mas ouvi Inuyasha dizer ao meu corpo no hospital que, havia se passado uma semana, e agora também parece que se passaram apenas alguns minutos. Então quanto tempo realmente terá se passado? Dias? Semanas? Meses? Anos?

Suspirei isso não vai ficar assim de jeito nem um, eu vou voltar e jogar umas poucas e boas na cara do Inuyasha, afinal eu ainda preciso gritar com ele até lhe estourar os miolos.

_E é exatamente isso que eu vou fazer! – exclamei me erguendo decidida.

Duas palavras: Péssima. Ideia.

Eu comecei a girar descontrolado na escuridão, balançando meus braços feitos uma ave que não pode voar em desespero e totalmente desengonçada, enquanto gritava "Para!" desesperadamente.

Nunca fiquei tão feliz por está fora do meu corpo físico como fiquei neste momento.

Já que se eu não estivesse fora do meu corpo, certamente teria vomitado, e já que estava girando descontroladamente, eu teria vomitado em mim mesma, e teria ficado coberta dos pés a cabeça, pelo meu próprio vomito.

Então eu repito: Nunca fiquei tão feliz por está fora do meu corpo como fiquei naquele momento.

_Kagome? – foi à primeira coisa que ouvi, no mesmo segundo em que parei de girar.

Olhei em volta, parecia que ainda estava tudo girando, mas percebi que eu apenas estava tonta. Muito tonta.

_Nunca mais faço isso. – murmurei levando a mão a testa e me deitando, seja lá onde eu esteja.

_Kagome é você mesma! – exclamou a mesma voz, eu senti algo saltar ao meu lado, e por causa da tonteira eu demorei alguns minutos para perceber que era a voz de Inuyasha – Você está muito zangada?

_Espere o mundo entrar em foco para eu começar a gritar com você. – resmunguei cobrindo meus olhos com as mãos – Mas me faça o favor de ficar tagarelando, para que eu tenha certeza de que não perdi a noção de tempo de novo.

_Você sumiu por nove dias, Kagome! – ele exclamou – Nove dias!

_Então perdi o aniversário de Souta. – gemi – Por sua culpa!

_Eu achei que você não fosse mais voltar. – ele continuou a falar, me pergunto se está me escutando – Fui vê-la duas vezes por dia no hospital deste então, e Kikyou ficou zangada por que...

_Não fale dela. – resmunguei.

_Oh certo. Mas onde esteve?

_Não sei ao certo. – me sentei lentamente e abri os olhos cautelosamente, suspirei quando vi que tudo tinha tomado o foco novamente, então voltei meus olhos fulminantes para Inuyasha – Porque cardas d'água está saindo com ela? – disparei.

Percebi que estava sentada na cama de Inuyasha logo ao lado dele, que deu um pequeno salto de susto e quase caiu no chão.

_Kagome você sabe que...

_É! – interrompi – Sei que você sempre foi um paspalho que ficava correndo feito um cachorrinho obediente atrás dela!

Acredite eu queria chama-lo de algo bem pior, mas tenho uma politica de não falar palavrões.

Inuyasha podia ter se ofendido, dizendo que as coisas não eram assim (o que seria uma grande mentira), mas ao invés disso ele sorriu carinhosamente.

_Que bom que está de volta.

_Acho que ter ficado com aquela vaca por tanto tempo, afetou seu cérebro. – zangada eu cruzei os braços– Eu estou aqui te ofendendo, e tudo que você faz é sorrir!

Inuyasha deu de ombros.

_Você tem razão em estar zangada.

Eu suspirei e me recostei à cabeceira da cama, ainda estou zangada, mas é muito chato ficar gritando com outra pessoa, quando ela parece nem sequer se importar.

_Eu tenho mesmo. – resmunguei – Foi por isso que foi me visitar tão regularmente desde que sofri o acidente? Por culpa?

_Não! – ele negou no mesmo instante, mas eu vi em seus olhos que não era bem assim. – Bem, eu também fui porque você é minha melhor amiga, eu queria ser o primeiro a vê-la abrir os olhos.

_Ótimo! – bufei.

Inuyasha moveu-se desconfortável, e também se recostou a cabeceira da cama.

_Não deveríamos... Continuar tentando fazer com que você se lembre para consegui acordar?

_Eu tinha me esquecido disso. – confessei envergonhada.

_Não me surpreende. – Inuyasha sorriu bem humorado – Aposto que ainda não consegue lembrar-se do nome de sua mãe.

_Não. – eu admiti envergonhada e fechei os olhos – E suponho que você não possa me ajudar nisso.

Inuyasha tossiu.

_Fora isso consegue se lembrar de mais alguma coisa? – De repente me lembrei de qual a cor favorita do Sesshoumaru! – Que não seja sobre o Sesshoumaru!

_Então não. – neguei – Mas podíamos sair para dar uma volta, quem sabe eu não me lembro de mais alguma coisa?

_Dar uma volta? – ele repetiu nervoso – Agora?

_É. – franzi o cenho e abri os olhos – Agora, o que tem demais?

_Você quer dizer... Neste exato momento?

_Sim. – olhei para a janela, querendo me certificar de que era dia e não de madrugada. – Neste exato momento.

_Juntos? Você e eu?

_É. – concordei desconfiada – Já que da ultima vez que eu saí só, acabei chegado em nossa antiga escola e vendo uma cena, nada agradável.

Inuyasha moveu-se inquieto ao meu lado.

_Qual o problema?

Antes que ele me respondesse, ouvimos a campainha tocar, a raiva entalou na minha garganta, e meu corpo começou há oscilar, eu respirei fundo e perguntei o mais calma possível, porém minha voz deve ter soado como uma lamina de espada atravessando suas entranhas:

_É ela, não é?

_Kagome entenda. – ele me suplicou – Kikyou ficou magoada por eu ter dado o bolo nela um monte de vezes para ir te ver no hospital, então há umas duas horas ela me ligou e disse que iriamos sair.

_E você como um bom cãozinho obediente, resolveu sentar e abanar a cauda. – rosnei, mas então respirei fundo e perguntei com um pequeno sorriso – Onde está o seu irmão? Talvez ele me possa fazer companhia. E Então eu nem vou sentir a sua falta. – impliquei.

_Como é? – ele perguntou confuso, ao fundo eu podia ouvir a campainha tocando insistentemente. – É quarta-feira Kagome, meio de semana, ele está trabalhando.

Acabei de me dar conta de que nunca tive a mínima ideia sobre qual seja a profissão de Sesshoumaru.

_E você como um bom vagabundo, está jogado aqui na cama conversando com o espirito da sua amiga em coma. – girei os olhos. – O que? – perguntei quando o vi sorri triunfante.

_Você admitiu ser um espirito.

_Eu não...! Eu só...! – tentei concertar – Ah quer saber? Vá abrir a porta que essa campainha me dá nos nervos! – me levantei da cama em um salto – Mas eu vou embora, não quero ficar de plateia.

_Aonde você vai? – perguntou-me quase desesperado.

_Não sei. – respondi me dirigindo para a janela – Talvez eu volte em uns dias, ou horas, sempre que me irrito ou fico longe de você eu perco a noção do tempo.

Saltei para fora assombrada com a minha própria descoberta, é isso mesmo! Eu perco a noção do tempo quando estou longe de Inuyasha!

Pousei no chão e rapidamente olhei para o andar de Inuyasha, mas é claro, como não percebi antes? Sempre que estou longe dele eu... Eu perco a noção do tempo. Foi isso o que houve na escola: horas se transformaram em segundos para mim.

_Ótimo sou uma viajante temporal descontrolada, e Inuyasha é a minha ancora!

Resmunguei mal humorada, olhei em volta a procura da menina branca, para me fazer companhia, mas ela não estava por perto, havia apenas pessoas incapazes de me ver ou ouvir, ah como eu queria poder assombrar a vaca da Kikyou.

Mas a maldita não poda me ver, então ia ser meio que difícil fazer isso.

Uma garota passou pela calçada e seu cachorro começou a latir para mim, será que tem graça assombrar cachorro?

_Não Titã, não lata para o nada. – ela dizia confusa olhando-o como se houvesse enlouquecido – Junto Titã. Junto.

Pergunto-me porque os animais podem me ver. Não fiquei muito tempo pensando nisso, porque avistei um carro familiar se aproximando pela rua, olhei para o céu e percebi que já estava anoitecendo, havia perdido a noção do tempo de novo, só que não me importei muito, e segui o carro de Sesshoumaru garagem adentro.

Mas quando entrei percebi que o carro de Sesshoumaru estava vazio, o motor já havia até mesmo esfriado, como se estivesse parado ali á horas, suspirei, eu odeio esse negocio de ficar perdida no tempo!

_Isso é realmente muito chato. – choraminguei saindo do estacionamento, e percebi que já estava amanhecendo.

_Bom dia Kagome. – disse-me Inuyasha saindo do prédio vestindo seu uniforme escolar – Passou a noite aqui fora?

_Acho que sim. – respondi caminhando ao seu lado – O que você e a vaca ficaram fazendo na minha ausência?

_Coisas de namorados.

Apertei os punhos.

_Bom saber que ficou assim tão amigo da garota que enfiava minha cabeça na privada!

Nós dois paramos de andar, e ficamos nos olhando.

_Quando você lembrou?

_Neste exato momento! – sai marchando na frente dele – Ah e acabei de me lembrar do ultimo dia das bruxas antes do meu acidente, quando ela e as amigas cacarejantes me atingiram com uma chuva de ovo podre.

_Kagome! – percebi que ele tentava me alcançar, mas não diminui a velocidade.

_Quer saber de uma coisa Inuyasha? – perguntei irada me virando para ele – Talvez eu não acorde do meu coma simplesmente porque eu não queira acordar!

Ele ficou estático, e eu fechei os olhos com força como se estivesse prestes a chorar, mas depois os reabri, Inuyasha havia sumido, olhei em volta, havia poucas pessoas andando pela rua, com roupas de academia como se estivesse fazendo caminhada, mas nem uma delas era Inuyasha, então olhei para o céu, o sol estava nascendo de novo.

Suspirei e me sentei na calçada, no instante seguinte Inuyasha sentou-se do meu lado.

Olhei para o céu novamente, o sol estava alto, o que indicava que era próximo do meio dia, me guiar pelas posições do sol e da lua é uma ótima forma de "me guiar" no tempo.

_O que você quis dizer ontem? – me perguntou triste – Com talvez você não queira acordar.

_Pra que eu vou acordar? – Dei de ombros, sem coragem para encará-lo. – Para a Kikyou voltar a enfiar minha cabeça na privada enquanto você a apoia?

_Eu nunca faria isso! – ele defendeu-se.

Eu lhe lancei um olhar profundamente magoado.

_Kikyou sempre me odiou, e quando eu te perguntei se você namoraria a garota que mais me odeia no mundo, o que você respondeu?

_Respondi que eu nunca faria isso. – ele murmurou.

_E o que houve no dia seguinte? – respirei fundo – Descobri que meu melhor amigo é o maior mentiroso do mundo e sai correndo, então fui atropelada e estou em coma até hoje.

_Eu sinto muito Kagome.

_Eu sei que sente. – suspirei – Entretanto não posso afastar-me de você.

_Por quê?

_Porque quando estou longe de você, e como se eu não existisse. – confessei, simulando deitar a cabeça em seu ombro, já que se realmente o fizesse, minha cabeça atravessaria seu ombro. – De alguma forma, eu estou presa ao seu lado.

Nós passamos todo o final de semana e o que restou da sexta-feira andando de um lado pro outro para que eu tentasse me lembrar da minha vida. Eu reconheci facilmente o lugar onde dei meu primeiro beijo: uma praça próxima ao templo Higurashi.

_Foi lá naquele banco, está vendo? – perguntei feliz por me lembrar disso – Foi com Hojo!

Inuyasha não pareceu muito contente que eu tivesse me lembrado disso, e saiu resmungando algo sobre eu só me lembrar de coisas desnecessárias e irritantes.

Eu também reconheci a minha sorveteria favorita, perto da estação de metro, mas Inuyasha ficou bem zangado quando eu me lembrei de que ela pertencia ao pai do Hojo, não sei por que ele não gostou de Hojo só de eu falar dele, já que ele nunca conheceu o Hojo, pois o beijo aconteceu quando eu tinha onze anos de idade, pouco antes de ele ser mandado a um colégio interno, eu nunca o vi novamente e até então eu nunca havia falado de Hojo para Inuyasha.

E também reconheci a casa do Kouga, que ficava na mesma rua, um garoto por quem eu tinha uma queda (não tão grande quanto a que eu tenho por Sesshoumaru) e que as meninas da escola diziam também ter uma queda por mim. Infelizmente nós nunca nem sequer nos falamos direito porque eu sempre tinha o Inuyasha feito uma sombra do meu lado. Os dois eram meio que rivais, me entende?

_Ele foi me visitar alguma vez, desde o acidente? – perguntei quando estávamos no metro, indo para algum outro lugar, segundo as palavras de Inuyasha, bem longe da casa de Kouga.

_Não que eu saiba. – Inuyasha me respondeu, mas quando viu que eu fiquei triste tentou concertar – Mas eu também quase nunca encontro com a sua mãe e o seu avô no hospital, o que não significa que eles não vão te visitar! Pode ser que o lobo fedido também vá uma vez ou outra, mas nós nunca nos encontramos por lá!

_Lobo f...? – então eu comecei a rir ao me lembrar da razão daquele apelido.

Na sexta série o professor de artes teve a brilhante ideia de fazemos uma peça de teatro valendo como pontuação para a quarta avaliação, e Kouga atuou como o lobo mau, desde então Inuyasha o vem chamando de lobo, eu só nunca soube o porquê do "fedido".

Também me lembrei de outras poucas coisas sem importância, durante o resto do final de semana, e Inuyasha ficava irritado sempre que eu me lembrava de algo em relação à Sesshoumaru ou qualquer outro garoto, salvo o Souta.

_Você realmente precisa me seguir até a escola? – ele me perguntou na segunda feira, quando chegamos à escola.

Inuyasha estava com profundas olheiras debaixo dos olhos, talvez por não tiver conseguido dormir direito à noite, comigo o observando do canto do quarto, feito algum tipo de visagem. Admito que fosse ate divertido imitar aqueles sons que os fantasmas fazem nos filmes uma vez ou outra. No domingo de manha eu até mesmo saí me arrastando de dentro da televisão. Inuyasha saiu correndo tão rápido que podia facilmente ultrapassar o ligeirinho!

_É claro, se esqueceu de que eu me perco no tempo quando fico longe de você? – dei de ombros – Além do mais, talvez eu me lembre de mais coisas na escola.

_É só por isso mesmo? – ele cruzou os braços.

_E que outra razão eu teria?

_Ficar me assombrando, que parece ser o seu passatempo favorito, ou então me atazanar quando eu estiver com Kikyou.

_Isso nem sequer passou pela minha cabeça. – falei inocentemente, embora o nome daquela vaca tenha me incomodado um pouco (muito).

_Inuyasha! – ouvimos alguém gritar.

Quando nos viramos vimos que era uma garota de cabelos e olhos chocolate que vinha correndo, ela usava o seifuku verde da escola, e seus cabelos estavam soltos. Não a reconheci, mas senti uma coisa muito boa no meu peito quando a vi, então não consegui evitar um sorriso... Que logo sumiu a ouvir a noticia que ela trazia:

_Eles vão desligar os aparelhos da Kagome!

*.*.*.*

Hei, hoje estou muito feliz, e como eu estar neste estado de espirito é muito raro (normalmente sou uma pessoa triste e deprimente) e as minhas provas de quarta avaliação começam nessa segunda-feira, então vou ficar sem tempo para escrever.

Respostas as review's:

Gabyh: Espero que eu não tenha demorado muito, mas não se preocupe eu não vou desistir desta fanfic aqui.

Bem você já viu, ela ficou muito irritada e começou a lembrar das coisas mais rapidamente! \o/

EllenChaii: Oi EllenChaii. *.*

Espero que tenha dado tempo de se atualizar nessa fanfic, porque senão você vai ficar sem entender mesmo. KKKKK

Priscila Cullen: Exatamente, foi por causa da vaca da Kikyou! (eu sempre a culpo por tudo que tenho chance.).

Sim deve ter sido muito difícil, ele deve ter se sentido culpado e tudo. (eu sou muito má!).

Kah: Sim, a partir de agora as coisas vão começar a clarear.

Bad Little Angel: Primeiramente: Amei o seu nome! Tipo quer dizer "Pequeno anjo mal" certo? Achei T-U-D-O!

Exatamente, reviver o próprio acidente deve ser uma coisa horrível, mas é necessário para que entendamos a estória.

Bem, ela é afim do Sesshoumaru sim, só que ela deve ser igual a mim: fica gamada em todos!

Hum... Mas ela ainda está viva. U.U

Kiaraa: Não eles não tinham nada.

O Inuyasha apenas traiu a confiança da Kagome.