Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Feliz natal! \o/

Projeção astral.

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E agora? O que fazer?

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Eles não podiam fazer aquilo, se desligassem meus aparelhos eu iria morrer e isso seria... Assassinato.

Eutanásia, sacrifício, ou seja, lá qual o nome que dão.

Mas, tentei pensar positiva, talvez os esforços meu e de Inuyasha, tenham dado algum resultado e eu tenha melhorado então eu não preciso mais dos aparelhos. Claro, deve ser isso, porque do contrario os aparelhos só poderiam ser desligados com a permissão de minha família, e a minha família não me quer morta... Quer?

_Eles vão desligar os aparelhos, por acaso querem mata-la? – perguntou Inuyasha nervosamente, verbalizando meus pensamentos – Sango, como você sabe disso?

No momento em que ele disse o nome daquela garota, uma seria de lembranças despertaram em mim, e eu pude me lembrar de tudo sobre aquela garota, seu nome e sobrenome, sua idade, seu aniversario, signo, cor favorita, e como nós nos conhecemos...

Inuyasha e eu nos conhecíamos a pouco mais de uma semana, por tanto eu ainda acreditava que ele ia ver o templo para comprar amuletos, e estávamos saindo da aula de Ed. Física (o que significa que eu estava usando aquele uniforme de Ed. Física constrangedor), enquanto eu explicava a Inuyasha sobre o ultimo amuleto que ele havia comprado no templo Higurashi.

_Você só tem que pendura-lo próxima a porta da sua casa e...

Fui interrompida ao ouvir um forte estalo, como o de uma bofetada, em seguida a primeira coisa que eu vi foi Miroku cair no chão.

_Miroku! – exclamei, correndo até ele preocupada.

É estranho, mas eu já conhecia aquele pervertido do Miroku a um bom tempo, às vezes ele e o pai visitavam nosso templo, ou eu e vovô íamos visitar o templo dele, mas mesmo assim eu só comecei a falar realmente com ele depois de conhecer Inuyasha, que me conheceu através de Miroku. Confuso não é?

_O que você fez a ele? – perguntei levemente irritada, para a garota que o havia estapeado que, assim como eu, também usava um uniforme de Ed. física.

_Ele passou a mão em mim! – ela defendeu-se com o rosto vermelho, só não sei se era de vergonha ou raiva. Talvez os dois. – De novo!

Eu virei-me para Miroku, (que fingia estar inconsciente) pronta para lhe dar uma bronca, quando senti sua mão deslizar por cima do meu pequeníssimo short vermelho de Ed. Física, então corei como um pimentão e pulei gritando para longe dele.

Pisquei voltando ao tempo de agora, sim eu me lembro, naquele dia Inuyasha ficou tão zangado que Miroku andou de olho roxo por mais ou menos oito dias, e a garota que o estapeara e eu, nos tornamos boas amigas. Muito boas amigas.

_Inuyasha, eu... Eu... – ela levou as mãos à cabeça e a balançou com os olhos cheios de lágrimas, parecia que as estava segurando há muito tempo – Ontem eu fui ver Kagome no hospital, até levei a ela um buque de Azaléas...

No mesmo estante lembrei-me que as azaléas são as minhas flores favoritas, e senti-me culpada. Sango é a minha melhor amiga (depois do Inuyasha) e pelo que vejo, ela não se esqueceu de mim, até mesmo continua a lembrar de minha flor favorita, enquanto que eu... Eu esqueci-me completamente de Sango.

_E então Sango? E então? – Inuyasha pressionou, pegando-lhe as mãos com as suas.

_Eu estava para entrar no quarto dela quando... Quando... – ela soluçou – Eu ouvi o médico de Kagome conversando com o vovô Higurashi e a Sra. Higurashi, de que talvez Kagome nunca acorde e que o melhor a se fazer seja...

_Desligar os aparelhos. – Inuyasha e eu sussurramos ao mesmo tempo.

_Inuyasha eles não podem fazer isso, não podem! – ela balançou a cabeça fortemente.

Alguns alunos que chegavam à escola estavam olhando para eles, e cochichando coisas nada agradáveis sobre meus amigos, bando de fofoqueiros, só que Sango e Inuyasha estavam envolvidos demais no papo de "vão desligar os aparelhos da Kagome" para perceber isso.

Até que Miroku chegou...

_Ei, estavam me esperando para entrarmos todos juntos? – perguntou animado como sempre.

Mas então ele reparou nas mãos deles, unidas, e franziu o cenho, Inuyasha percebeu para onde ele olhava e largou as mãos de Sango imediatamente, completamente rubro (engraçado como mesmo numa situação dessas, ele ainda encontra tempo para se sentir envergonhado e constrangido).

_Miroku! –exclamou Sango lançando-se aos seus braços.

Ok. É oficial, neste momento o meu corpo lá no hospital deve ter tido uma parada cardíaca, e os médicos estão preparando o desfibrilador para tentar fazer meu coração bater novamente.

_O que houve? – perguntou Miroku parecendo tão surpreso quanto eu.

Inuyasha balançou a cabeça num gesto de "aqui não" e começou a se afastar da escola.

_Espera! – chamou Miroku – Nós não vamos entrar?

Sango fungou, agarrando-se a camisa de Miroku e a molhando com suas lágrimas. Ele suspirou e beijou-lhe o topo da cabeça, então Sango afastou-se, mas pegou a mão dele e começou a leva-lo na direção que Inuyasha havia ido.

Essa foi a primeira vez que eu os vi tão próximos sem que Miroku esteja passando a mão em Sango, e sem que Sango esteja tentando mata-lo.

Ou seja, aquilo foi uma cena bizarra e surreal, do tipo que a gente só vê em "além da imaginação". Mas mesmo assim... Eu os segui.

Inuyasha levou os dois diretamente para o apartamento que divide com Sesshoumaru, os três permaneceram num silencio mortal durante todo o caminho, a não ser pela baixa explicação de Sango a Miroku sobre a possível desativação de meus aparelhos.

Mas eu notei que durante todo o percurso Miroku esfregou a nuca vez ou outra, também pude ver que sua pele estava meio azulada, e ele batia levemente os dentes de frio, apesar do calor, além de que uma ou outra vez ele olhava quase diretamente para onde eu estava parada, como se soubesse que eu estava lá. Então presumi que ele estava sentindo minha presença de novo.

_Temos de convencê-los a não desligarem os aparelhos. – Inuyasha disse assim que botou o pé para dentro do apartamento que divide com Sesshoumaru.

_Isso é óbvio Inuyasha, mas como faremos isso? – perguntou Sango com a compostura já recuperada.

Quem a visse neste exato instante, jamais diria que Sango andou chorando, exceto pelos olhos levemente avermelhados. Entenda que o fato da Sango chorar é realmente raro, e é ainda mais raro você vê-la chorando!

_Eu sugiro que o Inuyasha vá falar com os Higurashi. – sugeriu Miroku, um pouco hesitante em entrar.

Percebi que eu estava muito próxima à porta e me afastei, para sentar-me ao lado de Sango no sofá, momentos depois Miroku entrou e se sentou no outro sofá junto com o Inuyasha, provavelmente porque eu estou neste aqui.

_Bem te salvei de ser apalpada, amiga. – eu sorri para Sango.

Então percebi que Inuyasha me lançava um olhar reprovador por eu está brincando numa hora dessas, e eu me encolhi o sofá murmurando um "desculpe", então ele voltou-se para Miroku.

_Porque eu?

_Porque você é quem melhor os conhece. – respondeu Miroku.

_Mentira! – acusou Inuyasha – Você os conhece a mais tempo do que eu!

_Mas você os via com mais frequência, e o avô da Kagome não gosta de mim. – Miroku sorriu amarelo.

_Provavelmente porque você me pediu para ter um filho seu na frente dele, sendo que nós dois éramos apenas crianças. – eu sorri sarcástica para Miroku, e no instante seguinte Inuyasha deu um cascudo nele.

_Ai! – ele reclamou – Porque fez isso?

_Não interessa! – Inuyasha cruzou os braços – Agora, Sango, nós precisamos saber o que exatamente o médico disse a eles para convencê-los de desligarem os aparelhos e quando eles vão desligar.

_Eles... – a voz de Sango falhou um pouco – Vão desligar no aniversário de dois anos do acidente.

_Temos então... – parei para fazer algumas contas – Quarenta e quatro dias.

_Isso é só um pouco mais de um mês. – lamuriou-se Inuyasha jogando a cabeça para trás com as mãos e cobrindo o rosto. – O que o médico disse a eles Sango?

_Coisas como... Kagome estar sofrendo muito no estado em que está que é preciso deixa-la partir, porque é impossível dizer quando ela acordará ou se ela acordará um dia, porque os comas variam de um a outro e também que no caso dela acordar ela pode ficar... – sua voz foi baixando até sumir.

_O que? – Eu e Miroku incentivamos ao mesmo tempo – Ela/Eu pode/posso ficar como ao acordar?

Ao ouvidos de Inuyasha, sendo ele o único que pode me ver e ouvir, a pergunta deve ter soada confusa, já que ele ouviu nossas duas vozes misturadas, mas aos ouvidos de Sango que não pode me ouvir, a pergunta soou clara sendo que a única voz que ela ouviu foi a de Miroku.

_Paralitica. – Sango soltou de uma só vez, e todos nós ficamos novamente em silencio mortal, Sango foi a única a continuar a falar. – No dia do acidente ela precisou de uma cirurgia às pressas, o carro lhe bateu muito forte e... Eles fizeram o máximo para salvar Kagome e a deixar sem sequelas, mas só iriam conseguir saber se ela ficou ou não paralitica depois que ela acordasse.

_Só que eu nunca acordei. – sussurrei me recostando ao sofá – Inuyasha e se for verdade? E se meu corpo realmente estiver paralitico?

_Não! – respondeu-me Inuyasha, então começou a balançar a cabeça – Não! Não! Não!

_Inuyasha. – Miroku chamou-o seriamente segurando-lhe o braço – Inuyasha fique calmo, nós não viemos aqui discutir se a Kagome pode ou não ter ficado paralitica, nós viemos aqui para discutir como faremos a família dela desistir de desligar os aparelhos dela!

_É isso mesmo. – apoiei me levantando – Além do mais, olhe para mim eu posso andar perfeitamente bem!

E para provar comecei a andar de um lado para o outro na sala atravessando a mesinha de centro repetidas vezes.

É claro que, talvez este corpo não físico nada tenha a ver com meu corpo material possivelmente paralitico, mas eu só disse isso para acalmar Inuyasha.

_Foi assim que ele os convenceu não foi? – Inuyasha perguntou de repente – Dizendo que ela poderia acordar e descobrir-se paralitica.

_Isso não é razão para me matarem! – protestei.

_Mas ainda assim, isso não seria razão para mata-la. – disse Miroku, quase como se houvesse me ouvido.

_Ah o médico falou tanta coisa sobre isso aquele "Naraku" – disse Sango em tom cansado – Nos custos de tratar de uma deficiente, nos risco de Kagome poder cair em depressão e... O fato de que eles seriam obrigados a se mudarem do templo sagrado, por causa daquela escadaria e suas dezenas de degraus.

Que tipo de médico é esse que está tentando convencer os familiares de sua paciente a desligarem os aparelhos e deixarem-na morrer?

_Além do mais, eles já perderam totalmente a esperança de que Kagome vá acordar um dia. – disse Inuyasha rabugento.

_Então nós precisamos fazê-los voltar acreditar que Kagome irá acordar um dia. – afirmou Miroku. – Que tal começarmos por Souta? Ele é pequeno, deve ser mais fácil de convencer.

_Não. – disse Sango – Ele é só um garotinho, não influencia em nada sobre os aparelhos de Kagome.

_Apoiado. – concordei me sentando ao lado dela.

_Mas o que faremos então? – perguntou Inuyasha – Será que o médico aceitaria suborno para convencê-los a não desligarem os aparelhos?

_E da onde tiraríamos o dinheiro Inuyasha? – perguntou Sango, então suspirou e balançou a cabeça – Não, eu acho melhor irmos falar diretamente com os Higurashi adultos mesmo.

_Mas é o que eu estou dizendo desde o inicio! – exclamou Miroku – Então, quem de nós irá?

_Todos nós. – afirmou Sango – Três contra dois.

_Eu... Não vou. – disse Inuyasha, me olhando diretamente enquanto passava as mãos nervosamente pelos cabelos.

_Por quê? – disseram Sango e Miroku ao mesmo tempo.

_Não posso explicar. – ele respondeu – Vocês vão, eu fico, mas não se preocupem porque eu também vou ajudar... Da minha maneira.

Levou algum tempo para Inuyasha convencer Miroku e Sango a irem sozinhos falar com meu avô e minha mãe, mas finalmente ele conseguiu.

Então nós dois ficamos olhando da janela da cozinha até que Sango e Miroku desaparecessem do nosso alcance de vista, e Inuyasha apressou-se para seu quarto.

_O que vai fazer? – perguntei o seguindo – O que está planejando?

_Você precisa lembrar-se de tudo o mais rápido possível, para o caso deles não conseguirem convencer seu avô e sua mãe. – me explicou catando o que pareciam ser álbuns de fotografias por todo o quarto.

_Inuyasha! – chamei, mas ele pareceu não me ouvir – Inuyasha!

_O que? – ele respondeu finalmente. Agora enfiando um terceiro álbum debaixo do braço.

_É que nós não sabemos se é realmente essa a razão de eu não poder voltar ao meu corpo! – despejei.

Inuyasha parou no batente da porta e me olhou seriamente.

_Não. Não sabemos. Mas essa é a nossa única esperança.

É ele está certo. Essa é a nossa única esperança.

_Então... Fotos? – perguntei me sentando ao lado dele no sofá.

_Desde a época que nos conhecemos. – ele concordou abrindo o primeiro álbum – Acho que isso pode fazer você se lembrar de algo, não é?

_Acho que sim. – concordei – Afinal já me lembro de bastante c...

_Kagome. – espantei-me ao ouvir a voz da menina branca me chamando – Kagome.

Olhei em volta a procurando, mas na sala estávamos apenas eu e Inuyasha.

_O que foi? – ele me perguntou.

_Nada. – eu respondi – Só achei que tinha ouvido alguém me...

_Kagome. – novamente ouço a voz dela.

Só que dessa vez me levanto em um pulo porque parece que ela soprou bem no meu ouvido.

_Kagome, você está bem? – perguntou-me Inuyasha.

_Sim. – respondi olhando em volta desconfiadamente.

_O que está procurando?

_Nada.

_Kagome. – novamente a ouvi me chamando – Kagome, precisamos falar, venha Kagome.

Então eu olhei para cima, não sei como explicar, mas de repente eu sabia exatamente onde estava a menina branca, e também sabia que deveria atender ao seu chamado.

_Estou indo. – respondi sem muita certeza de que ela poderia me ouvir.

_Indo? – repetiu Inuyasha – Indo aonde?

_Ao hospital. –disse a ele já começando a flutuar – Me encontre lá.

_Espere Kagome! – ele levantou-se num salto – Você não pode ir, nós temos que...

_Eu preciso. – contei-lhe delicadamente.

Então, eu ganhei os céus, e novamente voei livre como um pássaro em direção ao hospital, para ir ao encontro da menina branca.

*.*.*.*

Feliz Natal Gente!

Então o que acharam deste capitulo? O que será que a menina branca quer com a Kagome? Vamos, chutem! Vejam se adivinham!

E, eu não sei por que, mas sinto que essa estória se aproxima do fim.

Respostas as review's:

Bad Little Angel: Ah eu amei o seu nome!

Muito bom mesmo! Se eu tivesse tido essa ideia antes, eu o usaria! U.U

Ah eu sei como é isso, já aconteceu comigo e eu tive que reescrever tudo de novo, mas agora eu aprendi a lição: sempre que termino algo eu envio pro meu e-mail, assim se acontecer algo tudo que eu tenho que fazer é baixar do meu e-mail.

Ah tá, agora entendi.

Kah: Ah que bom que está adorando!

Nisso eu concordo, ele realmente parece com o do anime estando com a Kikyou e com ciúmes da Kagome. U.U

Eu também sou muito fã do Sesshoumaru, talvez eu o coloque no próximo capitulo!

Gabyh: Exatamente! Ela vive num mundo paralelo completamente louco KKKK

Isso mesmo, vão desligar, porque eles têm medo que ela nunca acorde!

É verdade, mas vamos admitir que no anime ele é igualzinho, quando promete que vai ficar junto com a Kagome e depois sai correndo atrás da Kikyou.

EllenChaii: Êpa! Calma! Respira! O.O

Muita calma nessa hora, e lembre-se: Não mande ninguém para o tártaro, pense no tio suquinho, ele não que mais gente pra congestionar o submundo.

Inveja? Eu?

Porque eu teria inveja se sou filha de Éris? Deusa primordial do caos e da discórdia. *risada sinistra* Cuidado, não me provoque.