Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Comer dá sono e dormir da fome.

Projeção astral.

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Minha dívida.

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_Estou aqui. – falei assim que atravessei a janela de meu quarto e pousei no chão, só que a cena que vi, foi uma que eu nunca nem sequer imaginar em ver: Sesshoumaru em pé ao lado de minha cama.

Ele esticou uma mão e a passou levemente pelo contorno de meu rosto, e sim, eu senti o toque dele, depois voltou a recolher a mão e a colocou dentro do bolso do paletó, e ficou ali, em silencio, apenas olhando para o meu corpo inerte.

_Porque está vestida desse jeito? – dei um pequeno pulo de susto quando a menina branca apareceu do meu lado.

No entanto, a pergunta dela me deixou intrigada e eu me obriguei a olhar minhas próprias roupas, fiquei mais vermelha do que já fiquei em toda a minha vida e foi à primeira vez desde que tudo isso começou que eu dei graças aos céus por ninguém poder me ver, eu estava usando o uniforme de educação física da escola. Quando foi que isso aconteceu? Porque Inuyasha não me disse nada?

Suspirei, provavelmente estava tão envolvido, com o lance de que vão desligar meus aparelhos que ele nem notou.

_Ele não é de falar muito, é? – perguntou-me a menina branca me tirando de meus devaneios – Ele vem aqui com regularidade, todas as segundas-feiras no final do horário de visita.

_Verdade? – sussurrei – E diz alguma coisa?

_Não, apenas fica olhando você dormir, depois vai embora.

Então, Sesshoumaru vem me visitar com regularidade no hospital? Saber disso me fez sentir uma profunda alegria dentro do peito, quer dizer, nós nos falamos muito poucas vezes, e eu sempre ficava nervosa e envergonhada demais para falar qualquer coisa com coerência e mesmo assim, aqui está ele, me visitando no hospital. Será que ele sabe dos meus sentimentos por ele? Ou que querem desligar meus aparelhos?

_Você sabe por que eu te chamei? – a menina branca cortou-me os pensamentos.

_Uh... Não. – respondi desviando meu olhar de Sesshoumaru para ela – E não posso ficar por muito tempo, porque eu perco a noção de tempo longe do Inuyasha e não posso perder tempo algum, porque estou com meus dias contados. Literalmente.

_Eu sei disso tudo. – ela me fitou – Quando se esta morta, você sabe de muita coisa.

Engoli o seco, às vezes, só às vezes, eu me esqueço de que essa garotinha está morta.

_Inuyasha. – falei de súbito – Ele veio aqui?

_Veio. – me respondeu – Esteve esperando aqui até o horário de visita acabar e a enfermeira o expulsar daqui, poucos minutos depois este homem chegou.

_Se o horário de visitas acabou então o que Sesshoumaru faz aqui? – franzi o cenho.

Sesshoumaru estava tão imóvel, enquanto velava por meu corpo na cama de hospital, que até parecia uma estatua.

_Ele é bem persuasivo eu acho. – me respondeu a menina branca.

_Espera! – exclamei – Se o horário de visita já acabou então...! – virei-me rapidamente para trás e gemi ao perceber que o cenário lá fora não era de um inicio de manha como quando eu deixei Inuyasha e disse para vir me encontrar aqui, e sim de um meio de tarde, talvez 16h50min. – Eu perdi a noção de tempo de novo!

_Você disse que não pode perder tempo, então vamos. – a menina branca virou-se e atravessou à janela, eu ainda lancei um ultimo olhar a Sesshoumaru antes de segui-la.

Claro que eu já saí voando por ai, e é até bem divertido, mas a menina branca, ela não voava, ela andava pelo céu, como se estivesse andando no chão ou em qualquer outra superfície sólida, eu ainda tentei andar como ela, mas meus pés se atrapalhavam sem ter nada em que pisar, eles tropeçavam no ar e enrolavam-se uns nos outros, e eu acabava sem sair do lugar, foi realmente caótico, depois de alguns momentos eu suspirei e decidi voar, como já estava acostumada. Enquanto isso, a menina branca me esperava pacientemente, afinal ela tinha toda a eternidade não é? Já havia morrido.

_Kagome, eu te chamei porque quero te ajudar a despertar.

_Verdade? – eu me senti emocionada, e tenho certeza que começaria a chorar se pudesse – Obrigada... Muito obrigada.

_Para acordar você precisa saber, para saber você precisa lembrar, e para lembrar é preciso entender.

_Eu não entendi. – murmurei sem graça.

_É muito simples Kagome, para despertar, você precisa saber o que a mantém presa a esta dimensão, e para saber, primeiro você precisa lembrar, mas não vai conseguir fazer isso sem antes compreender.

_Compreender o que?

_Tudo. – ela tocou os pés no chão.

Eu não tinha percebido que estávamos perdendo altitude, mas me espantei quando vi que já era noite, o tempo estava passando rápido demais, e isso não é bom, ao nosso redor estava havendo um festival, e eu me peguei tentando reconhecer aquele templo.

_Onde estamos? – perguntei olhando em volta, as pessoas atravessavam a mim e a menina branca sem se dar conta de nossas presenças ali.

_É melhor perguntar, quando estamos.

Olhei para ela sem entender, como assim? Eu havia perdido tanto assim a noção do tempo?

Mas, ainda que temerosa, eu decidi por fim perguntar:

_Quando estamos?

_20 de setembro de 1998. – respondeu para o meu espanto – Meu aniversário de oito anos de idade, e também à noite em que deixei o mundo dos vivos.

Preciso dizer que isso me deixou toda arrepiada?

_Venha. Quero lhe mostrar algo. – ela me segurou pela mão e começou a levar-me por entre as pessoas – Ali está.

Disse olhando para duas crianças, duas meninas vestidas em kimonos na verdade, ambas olhavam de um lado para o outro, um pouco assustadas, como se estivessem perdidas, eu me surpreendi ao perceber que uma delas era a menina branca, exatamente igual a como ela está agora aqui do meu lado segurando-me pela mão, tudo era igual, inclusive o espelho em suas mãos e as roupas.

Prestando um pouco mais de atenção eu vi que a menina branca a nossa frente não era exatamente igual a que segurava a minha mão, na verdade os cabelos dela não eram brancos, eram loiros, mas de um tom tão claro que pareciam quase brancos, a pele continuava clara, mas não tão alva quanta agora, e os olhos... Eles não eram opacos.

A menina ao seu lado parecia ter metade de sua idade, os olhos eram de um estranho tom de castanho, quase vermelhos, e os cabelos eram escuros e estava presos com duas pequenas plumas, ela usava um kimono também branco com algumas listras cor de vinho, mas a manga direita ficava caindo do ombro, revelando outro kimono por baixo, de cor azul.

_Aquela sou eu, e minha irmã caçula. – me disse a menina branca – Eu ganhei este espelho de minha mãe, numa das barraquinhas deste festival, ela é obcecada pelo próprio reflexo e achou que eu deveria ser também, só que logo depois minha irmã e eu nos perdemos dela. – fez uma pausa – Nós ficamos um pouco diferentes quando morremos. – comentou.

_Kanna. – chamou a garotinha, ajeitando a manga do kimono impacientemente – Eu estou com medo, onde está a mamãe?

_Fique calma Kagura, tenho certeza que vamos acha-la. – estremeci quando eu ouvi a menina branca, que acabei de descobrir que na verdade se chama Kanna, dizer o nome da irmã caçula.

Aquele nome me despertou terríveis lembranças, Kagura, sim eu lembro-me muito bem deste nome, ela é a prima e comparsa de Kikyou, era ela quem ajudava a prima em tudo para me atormentar, um dia, enquanto Kikyou tentava enfiar minha cabeça na privada ela ficou vigiando da porta, e em outro ela "testemunhou" contra mim, dizendo que eu agredi sua prima sem razão, sendo que o que realmente aconteceu foi que Kikyou me puxou os cabelos e eu pelo susto acabei batendo com a costa da mão na face dela, e a marca da minha mão no rosto dela só serviu para dar ainda mais razão ao testemunho falso de Kagura. Minha mãe foi chamada e eu quase fui suspensa.

_Não julgue Kagura. – me pediu Kanna – Está noite mudou, talvez para sempre, o jeito dela de agir.

Eu acenei com a cabeça, meio insegura.

Mas... Se Kanna é a irmã de Kagura, que é prima de Kikyou, então Kanna é... Prima de Kikyou.

_Kanna. – choramingou a Kagura pequenininha – Eu quero a mamãe.

_Eu sei Kagura. – ela falou docemente – Mas fique calminha e vamos ficar bem aqui, lembra? Mamãe nos disse que no caso de nos perdemos devemos ficar paradas esperando alguém nos achar.

Eu olhei para Kanna chocada com seu comportamento tão maduro para uma criança de seu tamanho.

_Sempre fui muito responsável. – comentou.

_Olhe Kagura. – disse a outra Kanna, a que ainda estava viva, aparentemente tentando animar a irmã – Não é lindo aquele leque? Você o quer?

_Sim. – os olhos da menininha brilharam – Eu quero!

Kanna sorriu, e eu achei que ela ficava uma gracinha sorrindo, e levou a irmã até uma barraquinha de tiro ao alvo com vários prêmios, um deles era um leque branco, com detalhes vermelhos e de extremidades negras.

Fiquei impressionada com a pontaria de Kanna, que ganhou o leque para a irmã caçula sem nem soar, eu ficaria lá até o festival acabar e não teria acertado nada.

_É tão bonito Kanna, obrigada. – agradeceu a menininha.

Para uma criança da sua idade ela até que falava muito bem.

Foi então que algo aconteceu, Kagura pareceu ver algo e sorriu com isso, depois saiu correndo sem esperar a irmã, enquanto gritava:

_Olhe Kanna, é um policial, ele pode nos ajudar a achar a mamãe!

_Kagura espere. – gritou Kanna tentando correr, mas se atrapalhando com o kimono – Não corra você pode se machucar!

_Ah não tem problema não irmã, eu sei correr muito b... Uh! – fez quando seu leque saiu voando – Meu leque!

_Deixa que eu pego. – disse Kanna passando correndo pela irmã, uma mão segurava o espelho enquanto a outra segurava seu kimono para que ficasse acima dos joelhos e ela pudesse correr livremente.

O leque voou até o meio da Avenida e sem pensar Kanna correu até ele.

_Espere menininha. – gritou o policial fazendo menção de ir até Kanna – Não vá para a rua pode ser perigoso!

Mas Kanna não ouviu o policial, ela abaixou-se na avenida e apanhou o leque, depois se virou sorridente para a irmã e o balançou acima da cabeça.

_Kagura eu peguei!

De repente ouviu-se o som da buzina de um caminhão, e tudo ficou absolutamente sem som, se tornou mais lento e em preto em branco, eu vi Kagura gritar já com o rosto molhado de lágrimas, o policial correu em direção a Kanna, mas não houve tempo, e ela foi atingida por um caminhão, então eu me vi, não dentro da cena, mas olhando-a através do espelho do espirito de Kanna, e tudo o que eu pude ver, foi à mão inerte de Kanna caindo no asfalto e largando o leque quebrado. Depois tudo desapareceu e eu apenas pude ver a mim mesma refletida ali.

_Eu morri na mesma hora. – me disse Kanna – Por toda a minha curta vida eu fui responsável, e em meu único momento de irresponsabilidade eu abandonei o mundo dos vivos.

_Sinto muito. – falei.

_Não sinta. – ela me pediu – Kagura é quem sente muito, e sua culpa me impede de atravessar para o plano espiritual, eu estou presa a ela.

Uma sepultura surgiu atrás dela, como se tivesse surgido das sombras, e Kanna se sentou nela, logo um cemitério começou a se formar em nossa volta, e eu me vi cercada de sepulturas, a cima de nós o céu continuava claro, como se não houvesse se passado nem 10 minutos desde que estivemos no hospital. Já comentei que sempre tive horror a cemitérios?

_Este é meu tumulo Kagome. – me disse Kanna, sem largar de seu espelho – Meus pais não quiseram cremar-me e levar-me para casa, pois acharam que isso atormentaria ainda mais a minha irmã.

Eu fiquei com pena de Kanna, por ter morrido tão jovem.

Ela olhou em volta e eu fiz o mesmo, havia umas poucas pessoas visitando alguns túmulos, e eu estremeci ao avistar uma garota de cabelos curtos e escuros meios esverdeados, que vestia roupas escuras e curtas, ela estava sentada em cima de outra sepultura e brincava distraidamente com um pente vermelho entre suas mãos, o único problema era que o tom pálido da pele e os olhos opacos e vermelhos me lembraram de Kanna, então eu soube que ela também estava morta.

_Não podemos conversar em outro lugar? – perguntei quase suplicante.

_Kagome, existem três dimensões, a primeira delas é a dimensão dos vivos, daqueles que possuem um corpo material, e é chamada de plano material. – Kanna começou a explicar parecendo não escutar meu pedido – A terceira dimensão é a dimensão dos mortos, daqueles que apenas esperam para reencarnar, e ela é conhecida como plano espiritual.

_E... A segunda dimensão?

_A segunda dimensão, é chamada de plano astral, aqui se encontram tanto os vivos quanto os mortos, mas apenas em situações... Especiais.

_O que quer dizer com isso?

_Quero dizer Kagome, que está dimensão é um tipo de prisão, é a dimensão dos espectros que não podem partir para o plano espiritual porque ainda estão presos de alguma forma ao plano material, a estes damos os nomes de espíritos desencarnados, ou simplesmente fantasmas. E também, no seu caso, a dimensão dos vivos que por alguma razão escapuliram de seus corpos a estes se dá o nome de projeções astrais.

_Então eu sou uma projeção astral?

_Exatamente. – respondeu-me Kanna – Todos nós que estamos aqui presos a esta dimensão temos uma divida, uma tarefa pendente por assim dizer, quando quitamos essa divida somos libertados para partir ao plano espiritual, ou no seu caso, voltar ao plano material.

_E como quitamos nossa divida?

_Normalmente, precisamos procurar uma pessoa sensível ao mundo espiritual, para que possa nos ajudar, alguém como seu amigo Miroku.

_Miroku?

_Você não percebeu que ele sente sua presença quando você se aproxima? – no espelho de Kanna começou a surgir à imagem de Miroku, como uma foto.

_É... Eu percebi. – confessei – Mas então ele sabe que estou lá?

_Quase. Ele sabe que há alguma coisa lá, mas não sabe que é você, acho que ele tem medo, do contrario caso se esforçasse um pouco ele seria sim capaz de nos ver, ouvir e ajudar. – lentamente a imagem de Miroku desfez-se do espelho de Kanna – Porém você já tem alguém que pode vê-la.

_Inuyasha. – murmurei.

_Talvez ele possa te ajudar a quitar sua divida, mas você tem que se lembrar dela sozinha.

De repente, tive um pressentimento.

_Você sabe qual é minha divida não sabe Kanna?

_Como eu disse Kagome, quando se está morta se sabe de muitas coisas. – respondeu-me Kanna. – Mas você tem que lembrar sozinha, eu não posso interferir.

_Kanna. – chamei – O que te prende ao plano astral?

Kanna me olhou, e em seguida colocou-se de pé.

_Kagome olhe para mim. – pediu – O que você ver?

Atrás dela seu tumulo desapareceu, e ao nosso redor o cemitério fez o mesmo, eu a olhei com atenção, mas para mim ela continuava sendo apenas uma pequena menininha morta, de kimono branco e um espelho na mão, então eu prestei um pouco mais de atenção. E vi que em torno de Kanna surgiam correntes de aparência pesada e enferrujada, havia correntes em torno de seu pescoço, nos pulsos, nos tornozelos e por todo o corpo.

_Tanta dor, tantas lágrimas... Aqui estou com a alma aprisionada, a consciência de meu ser sendo testada. Aqui estou eu em cárcere eterno. Meu crime? Amar. – Kanna recitou tristemente. – Eu amei demais a minha irmã.

Eu não conseguia parar de encarar as correntes de Kanna, elas a prendiam a algum lugar inexistente, pois as correntes se estendiam através da infinita escuridão, parecendo levar a lugar algum, e eu me sentia surpresa por ver que aquela menina tão pequena ainda conseguia continuar de pé, mesmo com aquelas correntes que pareciam ser extremamente pesadas.

_No plano astral não existe gravidade Kagome. – explicou-me como se lesse meus pensamentos – Por isso eu não sinto o peso das correntes, mas ainda assim elas servem perfeitamente para me prenderem aqui.

_Mas que correntes são essas Kanna?

_Kagura sente-se culpada por minha morte, e sua culpa é tão intensa e pesada que me mantem presa a este mundo, me mantem presa a ela. E a única forma de libertar-me é fazer com que Kagura perdoe a ela mesma. – disse-me Kanna – É por isso que eu estou te ajudando Kagome, nós estamos em situações muito parecidas, ambas fomos atropeladas, ambas corríamos por uma pessoa. Se você morrer, certamente terminara aprisionada no plano astral como eu, pelas correntes da culpa de Inuyasha.

_Mas quando Kagura morrer, você será libertada, não é? – de repente me dei conta de que havia acabado de desejar a morte de sua irmã – Desculpe-me.

_Eu não serei libertada após a morte de Kagura. – respondeu-me Kanna – A principio pensei a mesma coisa, mas então me dei conta que se a culpa de Kagura permanecer mesmo após a morte, nós ficaremos presas no plano astral, até que ela cumpra sua divida: perdoa-se. Não foi culpa de Kagura o que aconteceu, eu deveria ter olhado para os dois lados antes de atravessar. – Então ela ergueu o espelho em minha direção – Kagome, porque você acha que Inuyasha pode vê-la?

_Não sei.

_Então olhe para si mesma Kagome, e me diga: o que você vê?

Eu olhei para seu espelho, mas não vi a mim, e sim a um fio prateado, mas parecia ser feito de algo, que não era sólido, quase como se ele fosse liquido. Franzi o cenho.

_Eu vejo um fio prateado. – respondi.

_Este fio, é o que liga teu espirito a teu corpo, quando ele se rompe, a vida se extingue. Este, Kagome, é o fio da vida.

Então o fio transformou-se, já não era mais o fio prateado, era uma linha vermelha, dessas que se usa para costurar, e eu não entendi o que aquilo queria dizer.

_E esta linha vermelha? – perguntei – O que ela é?

_Esta linha Kagome, é o que te liga a Inuyasha, é por causa dela que você perde a noção de tempo longe dele, é por causa dela que ele pode te ver e te ouvir, esta linha apesar da aparência frágil é o laço mais forte que pode existir entre dois seres humanos, ela é inquebrável e pode vencer todas as barreiras do tempo e até mesmo da morte, esta linha Kagome, tem tudo haver com a tua divida, ela pode aprisiona-la e também libertá-la.

_Que linha é essa? – perguntei com desespero.

_Descubra você mesma, e então saberá qual é a divida que você tem a pagar.

Kanna começou a se dissolver, juntamente com a escuridão.

_Kanna! – eu chamei antes que ela desaparecesse por completo – Não pode me dar nem mesmo uma dica?

Ela inclinou a cabeça levemente para o lado.

_O que você sente por Sesshoumaru Kagome? – perguntou-me – O que você sente exatamente por Sesshoumaru Kagome?

E de repente eu me vi sentada no sofá da sala de Inuyasha e Sesshoumaru.

Ouvi o som da fechadura e a porta se abriu, dando passagem a Sesshoumaru, olhei para o relógio na parede ele dizia que ainda era 17h22min, então eu havia ficado aproximadamente apenas meia hora junto com a menina b... Digo, junto com a Kanna. E eu ainda tenho 44 dias para acordar antes de... Engoli o seco, se aprisionada no plano astral pelas correntes da culpa.

Eu preciso descobrir qual é a minha divida pendente, e para isso, preciso saber o que significa aquela linha vermelha. A inquebrável linha vermelha.

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Eu já tinha que ter postado dia 02/02, mas a minha net foi cortada por falta de pagamento, então só estou podendo postar agora. ^^'

Demorei né? Aposto que teve gente que pensou que eu abandonei!

Respostas as review's:

DH: Prontinho mistério resolvido!

Gabyh: Não se preocupe a Kanna só quer ajudar, ela não quer que Kagome acabe igual a ela.

Comigo é ao contrário, toda vez que eu vejo que não tem post eu quase enlouqueço! ^^

Lady Kah: Hei que linda a sua foto! *.*

Bem eu não tenho muita certeza, é que falta pouca coisa a ser resolvida, mas do jeito que eu enrolo... Então pode ser que já esteja próxima do fim e pode ser que não.

Você acertou a menina branca só quer ajudar, mas realmente não é simples. ^^

Hitsuki-chan: Obrigada, eu fico toda convencida quando recebo elogios.

E desculpe a demora.

Meel Jacques: Ah jura que esta amando? ^^

Sempre que alguém diz que gosta das minhas fanfic's eu fico me sentindo o máximo!

DR Nunes: Caramba adoro elogios! Obrigada! ^^

Ah eu também amo esse filme, eu acho ele tão... Sei lá, lindo talvez.

Espero que tenha saciado um pouquinho a sua curiosidade, vou tentar não demorar tanto na próxima vez.

danda jabur: Não foi minha culpa, cortaram a net. ^^

Mas admito que seja bem interessante deixar as leitoras nesse suspense.

Não se preocupe com isso, a Kanna só quer ajudar mesmo.