Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Comer dá sono e dormir da fome.

Projeção astral.

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Prometa-me.

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Quando Inuyasha saiu do quarto, já haviam se passado quase três horas, e eu estava sentada no sofá ao lado de Sesshoumaru vendo televisão com ele.

_Olá. – eu dei um sorriso do tipo "Desculpe ter te dado o bolo".

_Não sabia que já estava em casa. – ele falou – Não te ouvi chegar.

_Cheguei ainda há pouco. – Sesshoumaru botou a bandeja com seu jantar sobre a mesa da sala e se levantou – Jantar?

_Estou cheio. – ele respondeu embora estivesse olhando diretamente para mim – Comi qualquer coisa pela rua.

_Vagabundo. – provocou Sesshoumaru seguindo pelo corredor em direção à cozinha – Se passou o dia todo na rua aposto que não ouviu o telefone tocar e nem sabe de quem é as mensagens na secretária eletrônica.

Eu olhei para Inuyasha que contraia o maxilar, e soube: ele estava em casa quando o telefone tocava, e sabia de quem eram as mensagens na secretária eletrônica.

Mas se ele recusou-se a atender, então só podem ser duas pessoas...

_Foram seus pais. – afirmei – Foram seus pais quem ligaram.

Ele desviou o olhar, e eu suspirei.

Eu conheci o Inuyasha quando tínhamos doze anos, e até então ele ainda morava com os pais, mas mesmo assim não parecia que eles tinham um relacionamento muito bom, ele nunca me disse muita coisa sobre os pais, na verdade, ele nunca me disse qualquer coisa sobre os pais, e eu tão pouco os vi, mesmo que em foto, até que poucos dias depois de fazer treze anos Inuyasha fugiu de casa para morar com o irmão que, segundo ele, odeia com todas as fibras de seu ser.

E o sentimento é reciproco, mas eu não acho que os dois se odeiem tanto assim, porque Sesshoumaru poderia muito bem ter enxotado ele para fora, mas ao invés disso o abrigou e deu um quarto para ele.

Um pouco mais de um ano mais tarde, quando Inuyasha já tinha quatorze e eu tinha acabado de fazer treze, veio o acidente.

_Não, eu não sei de quem são as mensagens na secretária eletrônica. – ele negou por fim, após um longo momento em silêncio, mas eu tenho certeza de que ele está mentindo.

Sesshoumaru voltou à sala com um copo de água, e ergueu uma sobrancelha para Inuyasha, tenho a impressão de que ele também sabe que Inuyasha está mentindo, porém ele não comentou nada, atravessou a sala e apertou o botão da secretária eletrônica.

_Você tem uma nova mensagem – a secretaria eletrônica informou, depois ouvimos o "PIB" e a voz de uma mulher desconhecida para mim começou a falar – Alô Sesshoumaru, é Izayoi, eu só liguei para saber como o Inuyasha está. Hã... Ligue-me tá bem? Amo vocês. Os dois.

_Sua mãe. – eu adivinhei.

_Minha mãe. – Inuyasha repetiu – Vai ligar para ela?

Sesshoumaru bebeu um gole de água antes de responder com outra pergunta.

_E porque você mesmo não faz isso, pivete?

_Ela pediu para você ligar. – Inuyasha retrucou – E se eu ligar, ele pode atender.

Franzi o cenho, estranhando a forma como Inuyasha falou "ele", como se fosse algum vírus contagioso que pudesse te matar só de você falar nele.

_E até quando pretende evita-lo? – Sesshoumaru colocou o copo de água em cima da televisão e pegou o fone do telefone.

_Até me formar. – Inuyasha fez uma careta – E não vai ser em direito!

_Diga isso a ele então. – Sesshoumaru lhe estendeu o gancho do telefone sem fio após discar alguns números.

_Eu já disse lembra? E fui colocado para fora de casa.

_Achei que tivesse fugido. – murmurei chocado.

_Eu fugi. – ele resmungou – Depois que minha mãe conseguiu convencer meu pai a me deixar voltar para casa quando me expulsou só que agora quem não queria mais ficar lá era eu.

_Comovente a sua história de vida. – Sesshoumaru girou os olhos e colocou o fone na orelha – Izayoi, você me ligou.

Sesshoumaru ficou falando com a mãe de Inuyasha pelo telefone, mas ele, pegou as chaves e saiu, é claro que eu fui atrás dele, estranhamente ele preferiu descer pelas escadas ao invés do elevador, mas nós paramos de descer entre o segundo e o primeiro andar, Inuyasha sentou-se nos degraus e eu fiz o mesmo. Ficamos calados por algum tempo, até o silêncio começar a me incomodar.

_Você está bem?

_Onde esteve esse tempo todo? – ele me olhou

_Primeiro você me responde, depois eu te explico. – balancei a cabeça.

_Estou. – ele respondeu – Não é que eu não queira falar com a minha mãe, eu só não quero falar com ele.

_Seu pai?

_É. Ele quer que eu curse direito. – suspirou – Eu ainda não sei o que quero fazer da minha vida, mas com certeza não é direito.

_Você deveria tentar explicar isso a ele.

_Já tentei, muitas vezes, da ultima vez ele me colocou para fora de casa, minha mãe acabou discutindo com ele que acabou me deixando entrar em casa de novo, então eu arrumei minhas coisas, saí pela janela e nunca mais voltei. Aquele velho é teimoso feito uma mula.

_Que nem alguém que eu conheço. – dei uma risadinha.

_Agora me diz onde esteve.

_Que rapaz mais insistente. – girei os olhos de brincadeira – Mas tudo bem eu conto: estive com a Kanna.

_Quem? – Inuyasha franziu o cenho.

_É uma longa história.

_Temos tempo.

Sem ter outra escapatória, eu contei tudo a Inuyasha, como cheguei e vi Sesshoumaru no hospital, a história de Kanna, prima de Kikyou, como ela quis me ajudar e as coisas que havia me contado: as três dimensões. O fio prateado da vida. A misteriosa linha vermelha. E por fim, sobre a minha divida misteriosa.

_Você não tem a menor ideia do que seja? – perguntou-me.

_Sinceramente não. – confessei.

Acabamos ficando um bom tempo ali conversando, e quando voltamos Sesshoumaru estava lavando pratos na cozinha, ele disse a Inuyasha que Izayoi pediu de novo que ele voltasse para casa e que o pai estava arrependido, mas Inuyasha fingiu que não escutou, e mudou de assunto.

_Há quanto tempo tem ido visitar Kagome no hospital?

_Desde o acidente. – respondeu com pouco caso, colocando o prato no escorredor e desligando a torneira.

_Por quê? Vocês dois mal se falavam. – ele me olhou desconfiado como se perguntasse "Então, o que está me escondendo?".

_Eu sou inocente! – ergui as mãos a altura da cabeça. Hã... Eu sou inocente não é?

_Não sei. – ele respondeu secando as mãos e saindo da cozinha – Fui uma vez, depois voltei de novo e de novo, apenas isso, eu acho que ela me lembra de Rin, mas eu não lhe devo satisfações pivete.

_Rin? – perguntei quando Sesshoumaru foi embora.

_A namorada dele. – explicou-me Inuyasha – Viajou para estudar no exterior faz três anos, parece que mais um ano e ela voltará para cá... – ele franziu o cenho – Agora que ele falou vocês são até meio parecidas mesmo.

Eu caí para trás, sentada no ar, e fui caindo lentamente até chegar ao chão.

_Sesshoumaru tem namorada? – balbuciei. – E porque eu não sabia?

_Bem, porque você conheceu Sesshoumaru nas poucas vezes que ele foi me buscar na escola, lembra? E nessas ocasiões Rin nunca estava com ele, e depois você só passou a frequentar este apartamento quando eu fugi de casa, mas Rin já havia viajado há algumas semanas. – ele explicou – Acho que há uma foto dela no quarto d...

Ele hesitou, talvez finalmente percebendo o estado deprimente em que eu me encontrava.

Nota mental: Homem é um animal muito lento de raciocínio.

_Ah Kagome, não... Não chore, por favor. – ele ajoelhou-se a minha frente.

_Você ainda não entendeu Inuyasha? – balancei a cabeça sem levantar o olhar – Eu não posso chorar nessa forma.

Ele tentou tocar meu rosto, talvez esquecendo que não pode me tocar, mas quando sua mão encontrou-se com o nada ele recuou e sentou-se no chão, bem ao meu lado e respirou fundo.

_Não te contei nada porque achei que era apenas uma paixonite, muitas meninas têm paixonites pelo Sesshoumaru... O que é muito mau gosto em minha opinião. – dei uma pequena risadinha – E também não queria te ver ficar assim.

_Mas esconder de mim também foi errado. – eu suspirei e coloquei a cabeça entre os joelhos – Você me deixou alimentar falsas esperanças.

_Feh. – ele deve ter se sentido desconfortável, porque se levantou – Será que há algo que eu possa fazer para me redimir?

De repente, e sem motivo aparente, me lembrei de que antes do acidente eu costumava fazer chantagem emocional com o Inuyasha, mas só às vezes.

_Na verdade sim. – olhei para ele com olhos pidões. – Poderíamos ir ver seus pais.

Ele afastou-se para trás, seu rosto endureceu-se e seus ombros ficaram tensos.

_Não. – disse firmemente.

_Está bem, então. – murmurei com voz chorosa enxugando uma lágrima imaginaria de meu rosto e escondi a cabeça de novo entre os joelhos. – Eu só achei que queria se redimir comigo, só isso.

_Droga Kagome! – o ouvi resmungar, e logo depois ir embora, então a porta de seu quarto bateu.

Ergui a cabeça, é hora de começar a contagem regressiva, cinco... Quatro... Três... Dois... E... Ouvi a porta de seu quarto se abrindo de novo, Inuyasha veio marchando de volta, enquanto eu encenava minha melhor cara de choro, ele parou a minha frente com expressão contrariada e braços cruzados.

_Está bem. – e desviou o olhar – Vamos amanhã depois da escola.

Meu rosto iluminou-se com um sorriso e eu saltei sobre Inuyasha para abraçá-lo, que se assustou com minha reação.

_Obrigada Inu...! – e acabei atravessando-o, e quase caindo no chão.

Mas parei no ar.

Olhei para trás com um sorriso sem jeito, e ele deu o mesmo sorriso e virou-se para ficar de frente para mim.

_Estamos sempre nos esquecendo deste detalhe não estamos?

_É. – eu concordei – Nós estamos sim... – Então me lembrei de outro pequeno detalhe do qual havíamos nos esquecido – Sesshoumaru!

_O que...? – ele franziu o cenho.

_Onde está Sesshoumaru? Ele pode ter te ouvido falando sozinho, e estar neste exato estante telefonando para o hospício!

_Ah. – ele fez – Não, ele se trancou no quarto, deve estar on-line falando com... Rin. – sua voz foi baixando à medida que ele falava – Desculpe. – sussurrou.

_Tudo bem. – eu saltei e flutuei até sentar-me em cima da geladeira – E então? Vai jantar ou não?

Inuyasha me olhou e franziu o cenho, como se finalmente percebesse algo, então disse:

_Porque está vestida com o uniforme de Ed. Física da escola?

No dia seguinte, Inuyasha e eu fomos andando para a escola, ele parecia desconfortável, como se cada minuto que se passasse lhe proporcionasse uma dor enorme, mas ele já está há o que? Três anos sem ver ou falar com os pais?

Acho que isso já é um absurdo, já é hora deles sentarem e conversarem!

_Quando vai trocar essa roupa? – ele me perguntou.

_Eu estive pensando, e conclui que troco de roupas sempre que me lembro de algo. – falei pensativa. – Por exemplo, a ultima coisa da qual me lembrei foi o dia em que conheci Sango, e nesse dia eu estava usando o uniforme de Ed. Física.

_E no templo...

_Eu me lembrei de que costumava varrer o pátio usando roupas de miko. – completei.

_Legal. – ele disse – Então se você quiser trocar de roupa...

_Basta eu me lembrar de outra coisa. Sim. – eu sorri.

_Então me faça um favor.

_Quer que eu troque de roupa.

_Hã... Sim. Isso também, mas eu queria te pedir para parar de andar de costas, já está me dando nos nervos.

_Oh. – eu sorri desajeita.

Estávamos andando lado a lado normalmente, exceto pelo fato de eu ser uma projeção astral, quando me ocorreu uma ideia.

Quando eu era pequena, eu via um desenho que simplesmente amava de todo coração, mas eu amava tanto que insisti para que minha mãe me fizesse à roupa que a protagonista usava na abertura do desenho, e acho que ainda me lembro da letra da canção... Talvez, só talvez...

Comecei a andar na frente, mas eu não estava realmente andando, porque meus pés deixaram de tocar o chão e agora eu estava flutuando a uns cinco centímetros dele, enquanto simulava andar de patins, com as mãos entrelaçadas nas costas e olhando para o céu, logo comecei a cantar:

Eu só quero.

E espero.

Ter pra sempre.

Dei um salto no ar e girei, para ficar de frente a Inuyasha, que agora me olhava confuso enquanto andava e comecei a patinar de costas.

Você junto a mim!

Coloque as mãos em concha sobre o peito e baixei a cabeça com um olhar triste.

Não me atrevo.

Tenho medo.

Balancei a cabeça e olhei para ele com um sorriso radiante, estendendo os braços à frente como se quisesse abraça-lo, mas continuei patinando de costas.

De dizer que eu te amo.

E que te quero assim!

Virei-me de novo e comecei a simular está correndo sobre patins.

Por que...

Por que...

Por que...

Por que...

Comecei a dar vários saltinhos no ar e girar, com os braços acompanhando o movimento.

Quero viver.

Contigo a vida inteira.

Abri os braços e saí voando, fazendo piruetas no ar.

Te darei; meu amor.

Com você eu quero voar.

Lá do alto eu virei-me para Inuyasha novamente e encolhi-me em posição fetal, colocando as mãos em concha sobre o peito, e baixei o rosto novamente, só que desta vez com uma singela expressão de carinho.

Nos teus braços quero viver para sempre.

Só te dando o meu carinho.

Estiquei-me novamente, dei as costas a Inuyasha e decolei para ainda mais alto com os braços abertos e fazendo piruetas novamente.

Para nós podia até parar o tempo.

Parei bem no alto como se estivesse de pé, e virei-me para ele de novo, tendo certeza que meu cabelo iria balançar.

Tudo eu farei!

Não te deixarei!

E comecei a voar em alta velocidade na sua direção, com os braços estendidos para frente como se fosse abraça-lo.

Thu thu thu.

Amor!

Quero o teu calor!

O atravessei e pousei suavemente na calçada bem atrás dele, e sorri quando vi que minha experiência havia dado certo: eu estava usando a roupa que a Sakura usa na abertura de seu desenho, que é o meu favorito, Sakura card. captor. Com báculo mágico e tudo!

_Olha Inuyasha deu certo! – comemorei dando pulinhos.

Inuyasha virou-se para mim, e parecia totalmente desconcertado, só que ficou mais ainda quando viu minhas roupas.

_O que é isso que está vestindo?

_Sakura card. Captor. – expliquei começando a andar sorridente – Eu adorava esse desenho quando era pequena, esta é a roupa da protagonista.

_Legal que esteja revivendo seus dias de infância, agora, por favor, se vista que nem gente normal. – ele girou os olhos ao meu lado

Olhei para ele pelo canto dos olhos, Inuyasha ainda está aborrecido porque eu estou praticamente o obrigando a ir ver os pais, mas tudo bem fechei os olhos e tentei me concentrar para lembrar-me de algo. E acabei me lembrando de meu primeiro beijo, com Hojo, naquela pracinha, e eu estava usando um vestido bem levinho, azul bebê, de decote quadrado não muito fundo, alças finas, e que batia três dedos depois do meio das cochas. Usava uma sandalinha branca de salto plataforma, e uma bolsa da mesma cor. Voltei a abrir os olhos e sorri quando me vi usando aquela roupa.

_Melhor? – perguntei a ele.

_É. – ele respondeu.

Eu não quis dizer a ele quando havia usado aquela roupa, porque provavelmente ele iria me mandar trocar de roupa de novo.

Quando chegamos à escola, Miroku e Sango vieram até nós, digo, até o Inuyasha, e eles não tinham noticias nada boas.

_Falamos com a Sra. Higurashi e o vovô Higurashi. – disse Miroku um pouco tenso – Eles estão decididos a desligar os aparelhos.

_Aquele médico idiota conseguiu fazer a cabeça deles! – irritou-se Sango. – Quando tempo temos agora?

_Quarenta e três dias. – eu respondi junto com Inuyasha.

_Não é muito. – disse Miroku levando a mão até a nuca.

Ele esta sentindo a minha presença de novo.

Eu dei um passo à frente, pronta a falar com Miroku, na esperança de que talvez ele consiga me ouvir, mas algo me impediu: uma voz estridente que fez meus tímpanos tremerem.

_Inuyasha! – Kikyou.

Sango fechou a cara imediatamente e pegou Miroku pelo braço.

_Nós vamos indo Inuyasha, nos vemos depois.

Miroku foi embora com ela, sem dizer nem uma palavra, eu até pensei em ir com eles, mas tive medo de me afastar de Inuyasha e perder a noção do tempo de novo, ao meu lado Kikyou saltou sobre Inuyasha para abraça-lo e beijá-lo, eu olhei para o lado oposto.

Talvez perder a noção do tempo não seja assim tão ruim.

_O que aconteceu com você Inuyasha? – ela perguntou manhosa – Desde quinta-feira que não nos vemos.

_Jura que foi assim há tanto tempo? – eu disse – Nossa passou voando!

_Ah Kikyou... – Inuyasha a pegou pelos braços e a afastou de si, eu olhei a cena com uma sobrancelha arqueada – Legar te ver, também.

_Como assim "legal te ver, também"? – ela cruzou os braços – Você ficou três dias inteiros sem me dar noticias, e isso é tudo que tem a me dizer? Nem um pedido de desculpas? Nem uma explicação?

_Nossa, mas que cena! – girei os olhos e me deitei no ar, com os braços cruzados atrás da cabeça – E apenas por causa de três dias!

_Kikyou... – Inuyasha rangeu os dentes e apertou um pouco mais os braços dela – Você está fazendo uma cena.

_Uma...! Uma cena! – Kikyou conseguiu livrar-se dele e o empurrou – Inuyasha Taisho, eu não estou fazendo uma cena, é você quem já não liga mais pro nosso namoro!

_Nossa, se isso não é uma cena, não quero nem imaginar o que seja uma cena. – comentei começando a mover minhas pernas, para "nadar" ao redor deles – Olha só já tá até amontoando gente!

Inuyasha acabou ficando ruborizado com o meu comentário. Porque percebeu que realmente algumas pessoas estavam parando para olhar a cena, e obviamente o viam como o vilão da história.

Bando de fuxiqueiros que não tem o que fazer.

_Não... Não é isso Kikyou. – ele tentou acalmá-la – É só que, está acontecendo algumas coisas e... Tenho ficado sem tempo.

_Que coisas? – ela exigiu saber.

Inuyasha olhou em volta, Kikyou percebeu seu olhar e virou-se irritada com as mãos nos quadris para a multidão.

_Dá licença? Um pouco de privacidade seria bom!

_O que? Ela não quer atenção? – surpreendi-me quando os alunos começaram a ir embora. – Acho que estou passando mal! – coloquei as costas da mão na testa e fingir desmaiar.

_Pare! – ralhou-me Inuyasha, bem baixinho.

Voei ao seu redor, como se fosse uma serpente, e parei bem atrás dele, simulando passar as mãos ao redor de seu pescoço, então sussurrei sinistramente:

_Nem morta!

Sabe que eu até entendo porque os espíritos assombram os humanos?

É muito divertido!

_Bem, e então? – Kikyou virou-se para ele.

_É Kagome, ela está com problemas. – ele disse.

_Não me venha com essa, aquela garota está em coma no hospital!

_Aquela garota. – eu repeti – Olha só como a sua namorada se refere a mim.

Inuyasha balançou a mão no meu rosto, como se quisesse me fazer evaporar. Kikyou olhou-o estranho.

_Um mosquito irritante zumbindo no meu ouvido. – ele explica.

_Um mosquito! – repito indignada – Inuyasha Taisho nunca mais ouse me chamar de mosquito i...!

_É serio Kikyou, eles estão querendo desligar os aparelhos dela. – ele recomeça a falar em tom sério e me ignorando completamente.

_E daí? Eu não dou à mínima! Não é problema nosso! – pude perceber que ela desejou não ter dito nada no momento em que fechou a boca, mas já estava feito – Digo, eu só...

_Também não posso sair com você hoje Kikyou. – Inuyasha cortou friamente – Vou visitar meus pais.

_Inuyasha, espera...! Eu não...! Foi um acidente! – ela tentava consertar enquanto Inuyasha se afastava pelo corredor.

_E essa. – eu disse com pesar logo ao seu lado – É a sua namorada.

Ele olhou-me, como se me perguntasse: "E você tinha que me lembrar disso?".

Durante todo o período das aulas, eu fiquei flutuando acima e ao redor de Inuyasha, hora sentada na posição de lótus o vendo escrever, hora deitada com os braços cruzados atrás da cabeça olhado para o teto, mas entediada em tempo integral, confesso que eu já tinha me esquecido que a gente passa tanto tempo assim na escola, por isso que tanta gente é mal humorada desde jovem!

Mas embora eu tenha achado que demorou demais para acabara, percebi que para Inuyasha tudo passou rápido demais.

_Talvez possamos ir até o hospital, e quem sabe você não consiga descobrir qual é esta sua divida.

Olhe para ele pelo canto dos olhos.

_Você não quer mesmo ir ver seus pais, quer?

_Faço qualquer coisa para não ir. – ele me respondeu.

Não adiantou, ele já tinha me prometido então tinha que ir de qualquer forma, claro que não faltaram tentativas de me convencer, a fazermos qualquer outra coisa que não fosse ir ver os pais dele, sinceramente eu não posso acreditar que os pais dele possam ser tão horríveis assim.

Duas horas e meia, depois quando chegamos a frente à casa dos pais dele, Inuyasha recusou-se a bater na porta.

_Talvez não estejam em casa. – disse relutante.

_Talvez você precise bater na porta – eu pressionei. – Bata de uma vez homem!

Ele respirou fundo e tocou a campainha, esperamos alguns minuto e nada, Inuyasha me olhou sorrindo feliz e aliviado, como se tivesse acabado de ganhar uma nota maior do que esperava em uma prova para qual não estudou.

_Não há ninguém em casa, vamos embora.

Ele virou-se e desceu os três degraus que separavam a porta da casa da calçada, eu suspirei e o segui, mas quando toquei os pés na calçada, a porta atrás de nós abriu-se.

_Inuyasha? – chamou uma voz feminina.

Inuyasha olhou para trás.

_Olá. Mamãe.

*.*.*.*

Eu já tinha que ter postado dia 07/02, mas a minha net foi cortada por falta de pagamento, então só estou podendo postar agora. ^^'

Respostas as review's:

Priy Taisho: Bem isso é porque os fantasmas não podem interferir tanto no mundo físico, é contra as regras e... Ai a verdade é que eu gosto de fazer suspense mesmo KKKK.

Lady Kah: Eu sei, o Sesshoumaru visitando a Kagome é tudo! *-*

Ah tudo bem, desde que você continue acompanhando! ^^

Gabyh: Ah isso foi mais um capitulo explicativo, a partir de agora as coisas vão se desenrolar.

Sabe mesmo?*sorrisinho*