Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.
Aviso: palavreado forte no capitulo a seguir, tire ascrianças da sala.
Parabéns pra você. Eu só vim pra comer. Esqueci o presente. Nunca mais vou trazer. (8)
Projeção astral.
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Uma conversa com Miroku.
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A mão de Kanna pousou sobre meu ombro, e eu ergui a cabeça com o olhar vazio, a minha volta a cena começou a se desenrolar.
_Kikyou, não acha que isso é exagero? – ouvi a voz distante e levemente familiar da segunda garota – Ela já esta em coma, talvez nunca acorde, é mesmo necessário que ela morra?
_É! – gritou Kikyou, sua voz foi como mil agulhas em meu cérebro – Inuyasha me deixa a ver navios para vir ver aquele estrupício!
_Mas... – a outra garota tentou dizer.
Atrás de mim a porta se abriu em um estrondo.
_Kikyou sua puta maldita! – vociferou Inuyasha.
As duas garotas arfaram e giraram surpresas em suas cadeiras para verem Inuyasha, espumando de raiva, e pronto a matar alguém. Em um relapso de memória eu reconheci a segunda garota: Kagura.
_Mas o que é isso? – gritou o Dr. Naraku colocando-se de pé – Segurança! Segurança!
_Inuyasha eu posso explicar! – Kikyou disse rapidamente, com o terror estampado em seu rosto.
Mas Inuyasha não quis lhe dar ouvido.
_Eu vou estrangula-la sua vadia do inferno! – ele tentou avançar contra Kikyou, que se encolheu na cadeira, mas dois caras musculosos surgiram do nada e agarraram-lhe os braços – Largue-me! – disse furioso enquanto era arrastado para longe, e eu apenas observava a tudo impotentemente. – Eu vou te pegar sua putinha egoísta e imatura! Eu vou te pegar! – grita enfurecido enquanto é arrastado para longe.
Inuyasha nunca ameaçou uma mulher antes.
Eu nunca vi Inuyasha tão furioso. Constato em choque. Na verdade eu nunca vi ninguém tão furioso.
A mão de Kanna apertou meu ombro de leve, e eu a olhei com expressão vazia.
_Vamos sair daqui. – sugeriu solicita.
Ela pegou minha mão e juntas nós atravessamos andar por andar do hospital, até chegarmos ao céu, lá em baixo vi Inuyasha se colocado para fora do hospital, mas não pude descer e ir até ele, eu... Só fiquei aqui parada.
_Desculpe. – Kanna apertou levemente minha mão – Eu queria ajudar, mas... Acho que fiz justamente o contrário.
_Não! – eu finalmente voltei a mim – Kanna você fez bem, você fez Inuyasha ver a crápula que a Kikyou é! E isso é uma coisa que eu nunca conseguiria fazer antes de...!
Morrer.
Eu não quero dizer isso, não em voz alta, Kanna e Inuyasha acreditam que eu possa acordar, eles tem esperança, mas eu sei qual é a verdade: Eu nunca vou consegui acordar eu... Vou morrer.
E provavelmente eu ficarei acorrentada ao plano astral como Kanna.
_Bem acho que você tem de ir agora não é? – Kanna largou minha mão.
Olhei para ela, e por um momento, Kanna me fez lembrar de uma garotinha carente que não quer ser deixada sozinha no próprio quarto à noite.
Acima de nós o céu ganhava tons alaranjados, deve ter se passado duas horas no mínimo, eu preciso ir ver como esta Inuyasha.
_Acho que sim. Obrigada Kanna.
Comecei a voar para longe, em direção ao apartamento de Inuyasha. Mas então, a menos de dez metros de distancia, eu parei.
O que eu estou fazendo?
Olhei para trás, Kanna ainda estava lá parada com seu espelho na mão, e agora inclinava a cabeça para o lado não é justo que nós duas continuemos presas aqui na dimensão astral, pelo menos uma de nós tem de alcançar a liberdade, afinal... Ela está tentando deliberadamente me ajudar a acordar, então acho que eu deveria retribuir o favor.
_O que foi?
_Kanna você já... Tentou falar com Kagura? – perguntei – Sabe, e dizer para ela não se sentir culpada.
_É impossível. – suspirou Kanna – Kagura não é nem de longe uma sensitiva.
Pense Kagome, pense.
Eu poderia pedir ajuda a Inuyasha, embora ele não possa ver nem ouvir Kanna, eu poderia servir como meio de intercessão entre eles, e ele poderia falar com Kagura... Mas Inuyasha está um pouco alterado agora, não acho que ele possa nos ajudar. Porém... Eu conheço outra pessoa que pode.
_Kagura não é sensitiva. – eu repeti – Mas Miroku é!
_O que? – Kanna piscou.
_Miroku é sensitivo Kanna, ele pode nos ajudar! – voei até Kanna e apenhei-lhe a mão – Venha, vamos procura-lo!
_Tudo bem. – Kanna disse em um tom de quem dizia "Eu não tenho escolha tenho?" – Mas espero que não seja muito longe, eu só posso me afastar de Kagura por uma distancia limitada.
_Não é longe! – eu disse tentando parecer segura disso – Talvez se insistirmos bastante ele nos escute!
Admito que eu tive medo de que não me lembrasse qual era o caminho para o templo budista onde Miroku morava, mas acabei conseguindo chegar lá com facilidade, o que, particularmente, foi um grande alivio.
_Eu vinha muito aqui quando era criança. – contei a Kanna enquanto sobrevoávamos o pátio do templo. – Meu avô sempre me trazia, mas quando Miroku começou a, hã... Crescer, as visitas foram ficando cada vez mais raras, e então pararam de vez quando ele pegou Miroku pedindo a mim para ter um filho dele.
_Porque ele fez isso? – Kanna perguntou-me.
_Não tenho ideia. – respondi atravessando a janela do quarto de Miroku.
A luz piscou quando nós duas entramos, mas logo se estabilizou novamente.
O quarto de Miroku era bem simples, com o chão de madeira e as paredes pintadas em azul petróleo, havia uma longa escrivaninha debaixo da janela, com um computador e mais algumas coisas que não prestei atenção em cima, a cama ficava logo ao lado, e na parede oposta a da janela estava uma poltrona cheia das roupas de Miroku perfeitamente amassadas e jogadas ali (o lema do Miroku é: tá limpo? Dá pra usar!), acima da cama havia meia dúzia de prateleiras repletas de... Brinquedos?
Pisquei e olhei com mais atenção, mas realmente a dezenas de brinquedos perfeitamente enfileirados nas prateleiras do quarto de Miroku, e lentamente eu comecei a reconhecê-los: Super homem, Batima, Mulher Maravilha, Homem-Aranha, Fleche, Mulher Gavião, Lanterna-verde, Átomo, Super garota, Arqueiro verde, Caçadora, Questão, Canário negro... E muitos outros que não consegui identificar.
Girei, e pela primeira vez percebi o pôster da Mulher gato grudado na porta, além do abajur do Super homem perto da cama dele, e muitas outras coisas com temas heroicos espalhados por todo o quarto. Rapidamente abaixei-me para olhar de baixo da cama de Miroku, e ali estavam três caixas repletas de revistinhas em quadrinhos.
_A-há! – eu comemorei – Por isso que ele nunca deixava alguém entrar no quarto dele!
Coloquei-me de joelhos, e vi que eram 1h30min no relógio despertador digital do Batima.
_Ele sente nossa presença. – disse-me Kanna, inclinada sobre o rosto de Miroku.
E de fato ele tremia debaixo dos cobertores, e sua respiração se condensava diante de seu rosto, a pele estava começando a ficar levemente azul.
_Miroku! Miroku! – eu chamei desesperada com medo que ele congelasse diante de meus olhos.
_Kagome? – ele sussurrou dormindo, e franziu o cenho – Onde você está?
_Aqui Miroku, acorde, eu tenho que falar com você!
_Mais tarde Kagome. – ele murmurou virando-se e se encolhendo debaixo do lençol – Eu estou com frio.
Olhei para Kanna.
_Ao menos ele pode escutá-la. – disse tentando ser positiva.
Eu suspirei não vou me dar por vencida assim tão facilmente, Miroku vai acordar por bem ou por... Mal.
_Miroku nós precisamos de ajuda! – Tentei de novo, e em resposta ele apenas resmungou algo incompressível. Muito bem, então terá que ser por mal. – Miroku se você não acordar imediatamente, eu vou espalha por toda a Tókio que você coleciona bonequinhas!
Ele levantou-se num salto, com os olhos arregalados.
_Não são bonequinhas, são figurinhas de ação! – e piscou. – Kagome?
_Eu estou aqui.
Respondi, mas ele não me escutou, e vasculhou o quarto com os olhos provavelmente a minha procura, só que também não podia me ver, suspirou e balançou a cabeça.
_Acho que estive sonhando.
_Não! – eu disse rapidamente – Não foi um sonho Miroku, eu estou aqui olhe para mim!
_Não adianta. – disse Kanna a meu lado – Ele não pode nos ouvir, ele até pode sentir nossa presença, mas de tão acostumado prefere ignorá-la.
_Acostumado? – perguntei.
_Os espíritos sentem a presença de um sensitivo como sangue na água. – ela virou-se para a janela – É melhor irmos embora.
Eu olhei abismada para Kanna, ela não pode desistir assim tão facilmente!
Segurei-lhe o ombro impedindo-a de ir embora e falei decidida:
_A mim ele vai ter que ouvir! – e virei-me para Miroku, sentado imóvel em sua cama, com o olhar fixado no vazio e a respiração saindo em baforadas que se condensavam diante de seus olhos, provavelmente esperando nós duas irmos embora – Miroku nós não vamos embora até você nos ajudar!
Um leve vinco formou-se entre suas sobrancelhas como se ele sentisse minha obstinação em ficar aqui, e provavelmente sente mesmo, e ainda mais decidida eu estiquei minha mão para lhe dar um puxão de orelha, momentaneamente esquecida de que não posso tocar nada sólido, e minha mão acabou atravessando-o e infiltrando-se em sua cabeça. Ele afastou-se em um pulo como se tivesse levado uma descarga elétrica.
_Miroku me escuta! – insisti já perdendo a paciência e antes que conseguisse me impedir disparei: – Eu vou morrer, e você precisa ajudar Kanna antes disso!
Olhei para Kanna, apertando firmemente as mãos contra a boca, pensando que ela ficaria magoada por eu praticamente ter dito que toda a sua ajuda é inútil porque eu nunca vou acordar e de qualquer forma vou morrer, mas seu rosto mostrava-se impassível como sempre.
_Você esta realmente muito obstinado. – ouvi Miroku dizer, e rapidamente o olhei, e vi que ele me olhava com expressão vazia – Posso sentir a sua obstinação em ficar, você não vai embora vai?
_Não até você ajudar Kanna. – respondi e olhei para Kanna novamente, e ela balançou a mão em frente ao rosto de Miroku, depois me fitou:
_Ele ainda não pode nos ver e nem nos ouvir, só que de alguma forma consegue sentir o que falamos.
_Sentir?
Ela encolheu os ombros.
_Olha se é ajuda que você quer. – ele recomeçou a falar, em tom de quem estar se sentindo ridículo por falar sozinho – Eu não posso dá-la.
_Você pode! – eu insisti. – Miroku, por favor, sou eu, Kagome!
Por algum tempo, minutos ou segundos talvez, ele não disse nada.
_Kagome? – ele piscou confuso, e então, seu rosto empalideceu e a boca abriu-se num circulo. – Oh não, Kagome!
_Eu não morri! – apressei-me a dizer. – Eu não estou morta!
Ainda.
_Ele ainda não pode nos ouvir. – lembrou-me Kanna.
Sendo assim, Miroku continuou em sua onda de pânico desordenado.
_Você não pode ter morrido! – ele dizia em pânico – Só era para desligarem seus aparelhos daqui a 40 dias! – ele olhou o relógio digital 2h14min – Aliais 39 dias! Kagome o Inuyasha vai pirar, ele... – ele parou franziu o cenho e apertou os lábios fortemente, eu quase podia ver as engrenagens no cérebro de Miroku trabalhando. – Há algum tempo que eu venho sentindo mal estar só de chegar perto do Inuyasha, era você o tempo todo, eu devia ter percebido, mas sua presença era tão fraca... Você não esta sozinha. Está?
Miroku piscou, e de alguma forma, eu pude perceber que ele lentamente começava a nos enxergar, ele olhou diretamente em meus olhos.
_Você não esta morta.
_Não. – neguei.
Ele olhou para Kanna.
_Mas você está morta.
_Há algum tempo. – ela concordou.
Ele voltou a me encarar, com um ar pensativo, tentando entender porque eu era um fantasma se não estava morta, de repente ele estalou os dedos e seu rosto encheu-se de compreensão.
_Projeção astral! – ele disse – Você projetou seu corpo no astral!
Ele ter compreendido as coisas tão rapidamente me deixou confusa, porque a julgar pelo seu quarto, o Miroku não é o tipo de cara que se envolve muito com esses temas espirituais, então eu tive que perguntar:
_Como você sabe o que é uma projeção astral? – pisquei.
Ele cruzou os braços, estufou o peito orgulhoso, e dando um sorriso bacana respondeu:
_No desenho "Batima – Os bravos e os destemidos" há um capitulo onde Batima é enterrado vivo, e para pedir ajuda ele projeta seu corpo no astral.
_Ah tá. Eu não devia ter perguntado. – murmurei – Será que você pode ajudar Kanna?
Miroku empalideceu.
_Ah não Kagome não! – e de repente ele segurava a cabeça enquanto a balançava de um lado para o outro – Não! Não! Não! Você não pode ir procurar outro sensitivo? – ele me olhou suplicante.
_Não Miroku tem que ser você! – afirmei e abaixei-me para pegar as correntes de Kanna, mas tive de piscar algumas vezes para poder enxerga-las, e quando me levantei mostrei-as a ele – Você é o mais próximo, e Kanna tem um limite de até onde pode ir.
_Hã... Belas joias.
_Miroku!
_Tudo Bem... – ele coçou o queixo – Normalmente eu ignoraria vocês e fingiria estar dormindo até você irem embora, mas já que é para você Kagome... Tudo bem, eu posso tentar fazer alguma coisa pela sua amiga, vamos lá.
Ele colocou-se de pé e atravessou nós duas, olhei para o tapete com estampa da liga da justiça no chão, estou começando a me incomodar com isso das pessoas ficarem me atravessando o tempo todo.
_Vamos tomar alguma coisa lá na cozinha. – Miroku convidou-nos, segurando a porta aberta do quarto para que nós passássemos.
_Há quanto tempo você junta bonequinhas? – perguntei quando saímos para o corredor.
_Não são bonequinhas, são figurinhas de ação. – O rosto de Miroku se aqueceu.
_Huhun. – murmurei em tom de "Qual a diferença?" – E porque tem tantos brinquedos no seu quarto?
_Não são brinquedos, são itens de colecionador! – ele retrucou, saindo para a sala.
_Eu nunca vi um quarto com tantos brinquedos. – comentou Kanna.
_Itens de... Ah deixa pra lá. – ele passou as mãos no cabelo e entrou na cozinha e foi até a geladeira – Querem alguma coisa? Um chá gelado? Um suco? Talvez um café?
Cruzei os braços.
_Ok. Não teve graça. – ele admitiu servindo a si mesmo de suco.
_Eu gosto de chá gelado. – comentou Kanna.
Nós dois a olhamos por algum tempo, enquanto Kanna acomodava-se confortavelmente em uma das cadeiras, em duvida se ela estava falando sério ou não, até que Miroku pigarreou.
_Então... Você quer chá gelado?
Kanna balançou a cabeça.
_Não obrigada.
_Hã... Que lindo espelho você tem.
_Obrigada. – Kanna acenou de leve com a cabeça.
_Desculpem-me a falta de jeito. – Miroku falou puxando uma cadeira sem jeito para que eu sentasse – Mas já faz algum tempo desde que falei com um morto, então estou meio enferrujado.
_É mesmo? – perguntei curiosa. – Quanto tempo faz?
Engraçado. Inuyasha preferiu me ignorar e fingir que eu não estava ali, outras pessoas teriam entrado em pânico e começado a gritar, mas Miroku agiu com tanta naturalidade diante de nós que achei que ele falasse com gente morta todos os dias.
Miroku encolheu os ombros.
_Acho que a ultima vez foi quando meu tio avô morreu, eu tinha oito ou nove anos... E ele me disse...
_O que ele disse?
_Que lembrasse a mamãe de não se esquecer de alimentar o Sammy, o peixinho dourado dele. – ele franziu o cenho e logo em seguida praguejou baixinho – Eu me esqueci de dizer a mamãe sobre Sammy.
_Hã... Certo. – eu disse – Miroku, esta é minha amiga Kanna ela é prima de Kikyou, e ela precisa da sua ajuda.
Miroku enrijeceu quando eu disse que Kanna era prima de Kikyou, e olhou para ela como se não acreditasse que as duas tinham algum grau de parentesco.
_Eu puxei aos meus avós. – ela encolheu os ombros.
_Claro. – falou como se fizesse todo sentindo, virou-se para o armário e tirou de uma de suas gavetas um velho caderninho com pelo menos três milímetros de poeira, e uma caneta dentro, quando se virou viu-me encarando o caderno – Ei, quando se tem o meu trabalho é importante anotar algumas coisas... Pelo menos, foi o que meu tio avô me falou.
_Seu tio avô também era sensitivo?
_Foi o que o espirito do meu tio avô me disse. – ele corrigiu-se desconfortavelmente. – Ele foi o primeiro e ultimo fantasma com o qual falei, eu era só um garoto, fiquei tão apavorado que nunca mais quis ver um fantasma na minha frente. Mas deixem isso pra lá, em que posso servi-las?
Ele abriu o caderno e arrancou a primeira folha, onde eu pude vislumbrar as palavras "Sammy" e "comida", pouco antes dele amassa-la e jogá-la de lado.
_Desde que eu "acordei", Kanna vem me ajudado com pequenos favores Miroku, e agora eu quero retribui-los ajudando-a a consegui sua liberdade.
_Huhun. – Miroku rabiscou a palavra "Liberdade" em seu caderninho e depois olhou diretamente para Kanna – E qual é exatamente o seu problema?
_Eu morri na noite de meu aniversário, quando o leque de Kagura, minha irmã, saiu voando de suas mãos e eu me ofereci para ir pegá-lo, mas um caminhão me bateu e eu morri na hora. – Kanna explicou sem rodeios – Kagura sente-se culpada pela minha morte, e sua culpa é tão pesada que me acorrenta ao plano astral e não me deixa seguir em frente.
Eu espiei o caderninho de Miroku, onde ele havia rabiscado algumas palavras sem nexo: "Aniversário", "Caminhão", "Morte", "Culpa", "Acorrentada", "Plano astral", "Seguir em frente". Ele ergueu os olhos concentrado e nos perguntou:
_Então vocês querem que eu...
_Fale com Kagura, isso. – eu completei.
_Certo. E mais alguma coisa?
_Sim. Diga a ela que a prima dela é uma maldita vaca miserável e mesquinha. – falei antes que pudesse me segurar.
Então me lembrei de Kanna, olhei para ela pronta a fazer um pedido de desculpas, mas ela me surpreendeu:
_E que eu não gosto dela.
Miroku sorriu para nós duas, como se confidenciasse um segredo e baixou os olhos para o caderninho, eu espiei enquanto ele escrevia:
"PS. Sua prima é uma maldita vaca miserável e mesquinha, e Kanna não gosta dela".
_Então, é só isso meninas?
_Acho que sim. – olhei para Kanna, e ela concordou – É Miroku, é só isso.
_Tem certeza? – ele insistiu.
_Bem... – pensei um pouco – Ah sim! Pare de ser sem vergonha e diga logo com todas as letras que você gosta da Sango, para ela!
Miroku ficou vermelho na mesma hora.
_Não vai anotar? – provoquei-o.
Então ele rabiscou em seu caderno "Kagome", "Chata", "Sango", "Confessar-me".
_Ei! – eu reclamei.
_O que eu quis dizer é se você não quer enviar nem uma mensagem ao Inuyasha.
_Uma mensagem para o Inuyasha? – pisquei, mas logo depois sorri para ele, é claro, o Miroku não sabe que eu posso me comunicar perfeitamente bem com o Inuyasha – Ah não, obrigada Miroku, mas é só isso mesmo.
_Certo. – Miroku concordou fechando o caderno, mas ainda me olhando com aquele olhar de "Você tem certeza?" – Eu vou falar com Kagura na escola.
_Mas hoje é sábado. – murmurei – Vamos ter que esperar tanto?
_Bem, acontece que eu não sei onde Kagura mora.
_Eu sei. – nós dois olhamos para Kanna – Eu moro lá.
_Bem então vamos. – ele moveu-se na cadeira e olhou através da janela atrás de si, o sol havia acabado de nascer – Aliais eu preciso ir me arrumar.
Ele levantou-se da cadeira, mas não saiu da cozinha sem antes me dizer:
_Ah, e como eu não sei se voltarei a vê-la amanha meus parabéns Kagome, feliz aniversário.
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Este cap. Está pronto desde o dia 08/04, legal né? Finalmente estou começando a me organizar com as Fanfic's! ^^
Quem sabe que dia é hoje? É o aniversário de Projeção astral! Que review's!
Resposta a review:
Gabyh: Bem, você viu que bem que ele tentou.
Sabe que isso me deu uma ótima ideia? (riso maligno).
Ah eu sei como é, eu também estou em abstinência, pra você ter uma ideia, das fic's que estou lendo a que foi postada mais recentemente foi postada em vinte e cinco de fevereiro de 2012.
