Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Doces ou travessuras?

Projeção astral.

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Parabéns para mim.

É claro que eu não matei Kikyou, embora vontade não me tenha faltado (apesar de eu ser pacifista), mas na verdade eu voltei a ser uma inofensiva projeção astral e simplesmente, á atravessei, assim como também atravessei a parede. Quando voltei ao quarto Kikyou estava caída desmaiada no chão.

Tenho a certeza de que ela vai ficar bem.

O Poltergeist foi divertido, eu admito, mas deixou a mim e principalmente a Kanna, completamente esgotada.

_Eu estou bem. – ela me disse quando a peguei antes de cair no chão – Só preciso dormir um pouco.

_Espíritos dormem? – eu perguntei confusa.

_Só em situações de extremo desgaste espiritual. – de repente Kanna começou a sumir em meus braços – Diga a Miroku, que nós dois tentaremos falar com Kagura novamente, daqui a alguns dias.

E então, ela sumiu.

Logo eu senti o cansaço também se apoderar de mim, ofegante eu apoiei as mãos no chão, minhas pálpebras de repente pareciam pesadas demais para que eu pudesse sustentar, pois meus olhos queriam se fechar a todo custo.

Sentia-me como se a qualquer momento fosse desmaiar. Mas, olhei para Kikyou desfalecida no chão, eu não quero dormir aqui, não neste quarto.

Fechei os olhos por alguns segundos, pelo menos eu acho que foram alguns segundos, e quando voltei a abrir eles eu estava em um quarto totalmente diferente.

O quarto tinha as paredes azuis celestes, o teto era branco e o chão de madeira polida, tinha uma janela com cortinas brancas na parede a minha frente, na parede da esquerda estava uma cama com colcha de cama dos transformes, e na parede direita uma cômoda com quatro gavetas e em cima dela uma televisão, entre eles, havia um pequeno tapete redondo de cor bege. Girei e vi que em um canto da parede oposta estava um Puff em forma de bola de basquete furada.

Fui me arrastando lentamente até lá, cansada demais para me por de pé, joguei-me cansada no pufe e senti que meus olhos estavam se fechando sozinhos.

Ouvi uma porta se abrindo.

Esforcei-me para abrir os olhos novamente, quando consegui avistei Inuyasha parado na porta usando somente uma bermuda roxa estilo surfista, ele estava olhando ao redor como se procurasse por algo quando me viu, seus olhos se esbugalharam e ele veio correndo até mim, deslizando de joelhos pelo chão ao se aproximar.

Eu queria ter falado com ele, perguntado onde estávamos, porque eu não reconhecia aquele lugar, mas não pude, porque meus olhos fecharam-se e eu pedir a consciência antes mesmo de ter a chance de dizer algo, mas a ultima coisa que ouvi foi à voz de Inuyasha chamando-me:

_Kagome!

Estranhamente, tive uma sensação de dejávù.

Sou uma projeção astral, por tanto não sonhei, ao invés disso eu simplesmente fechei os olhos e esqueci de que existia.

Uma eternidade parecia ter-se passado quando comecei a ouvir sons novamente, e eram vozes:

_Eu já te disse Inuyasha, ela esta bem, só que muito cansada, ela esta somente dormindo.

_Como ela pode estar dormindo se é uma projeção astral?

_Como nós, os seres etéreos também se cansam, só que para isso acontecer eles precisam passar por algum tipo de desgaste espiritual, como por exemplo... Se comunicar diretamente com alguém que não é sensitivo.

_Como você pode saber de tudo isso? – Inuyasha perguntou em tom de desconfiança.

_Está escrito no diário do meu tio avô, eu ganhei de herança quando ele morreu, ele também era um sensitivo, e lá também estava escrito sobre isso. – houve uma pausa e um farfalhar de folhas de papel – Vê como os cabelos dela estão flutuando? E o corpo brilhando? Indica que ela está, basicamente, recarregando as baterias. Então ela esta bem, não precisa se preocupar.

_Ela não esta bem! – insistiu Inuyasha – Já se passaram duas horas e ela ainda está assim!

_É normal, acho que seres etéreos podem hibernar até por anos.

_Anos?! – apavorou-se Inuyasha.

_Nada. Esquece. Ela está bem, Ok?

_E quanto a todo esse sangue aqui?!

_Não é sangue de verdade, para ser ela teria que ter um corpo.

_E do que você chama isso?!

Eu queria falar, queria mexer-me e abrir os olhos, mas não conseguia. Era como se estivesse amarrada, e algo realmente muito forte segurasse meus olhos e boca.

_Ah deixa pra lá, o que me intriga mesmo é você poder vê-la se já me disse que não é sensitivo. Como faz isso?

Meus olhos apertaram-se, finalmente senti que estava me libertando e consegui mover os dedos das mãos, entreabrir os lábios e balbuciei:

_Nós dois também gostaríamos de saber.

Meus olhos finalmente abriram-se, e eu pude ver na minha frente Miroku e Inuyasha, este ultimo estava quase tão pálido quanto Kanna. O rosto de Inuyasha iluminou-se, e ele pegou Miroku pelos ombros e começou a sacudi-lo.

_Ela acordou! – Ele exclamou – Ela está bem! Olhe Miroku, ela está bem!

Miroku estava sendo tão sacudido por Inuyasha que eu achei que sua cabeça fosse sair rolando de seus ombros. E quando finalmente parou de sacudi-lo, Miroku deixou a cabeça cair para trás, com a língua para fora e os olhos fechados, como se houvesse desmaiado.

Abafei uma risadinha com a mão, já sentindo a total liberdade de meus movimentos. E isso chamou a atenção de Inuyasha para mim, porque ele olhou-me furioso apontando o dedo em minha cara.

_E você Kagome, é realmente a pior! – disse com raiva, para a minha surpresa, afinal a um segundo atrás ele estava pulando de alegria – Sabe como eu fiquei quando entrei no meu quarto e te vi aqui jogada e ensanguentada?!

_Oh. – fechei os olhos e imaginei meu seifuku limpo e arrumado novamente, e quando os abrir, ele realmente estava limpo. – Peço desculpa por isso.

_Eu não te disse que ela esta bem? – falou Miroku, enquanto fazia alguns exercícios com o pescoço, como se quisesse ter certeza de que a cabeça ainda estava no lugar, em suas mãos havia um velho caderninho com capa de couro marrom, depois me encarou. – Kagome você deixou o Inuyasha feito um louco!

_Deixei? – olhei de Miroku para Inuyasha, que ficou rubro e desviou o olhar.

_Deixou, e ele ligou desesperado lá para o templo dizendo que você estava morrendo. E sabe o que eu pensei quando eu respondi "Estou indo para o hospital" e ele me disse "Não, venha para a casa dos meus pais agora!"?

A casa dos pais dele é claro. Olhei ao redor, por isso eu não reconheci esse quarto, porque este é o quarto que Inuyasha usava quando criança, quando ainda morava com os pais. Ele provavelmente tinha acabado de chegar aqui quando me viu. Voltei a encarar Miroku.

_Não. O que?

_Eu pensei que ele tinha roubado o seu corpo do hospital! Peguei o carro do meu pai e dirigi feito um louco até aqui! – exclamou se levantando.

_Você já tem carteira? – perguntei confusa.

_Não.

_Então como veio dirigindo até aqui?

Ele sacudiu a cabeça e mudou de assunto.

_Por Buda Kagome, porque é que não me disse que ele também pode vê-la?

Cocei a nuca com a mão direita, a verdade é que também não sei por que não contei ao Miroku sobre isso.

_E afinal, como ele pode vê-la se não é um sensitivo? – perguntou-me, mas depois murmurou consigo mesmo – É como se de alguma forma estivessem ligados, ou qualquer coisa do tipo.

_Hã...

Continuei coçando a nuca, mas então percebi que o olhar de Miroku recaiu sobre minha mão esquerda, e lentamente começou a mover-se como se estivesse seguindo algo, e parou nos braços cruzados de Inuyasha. Quando voltou a olhar-me seu olhar era suave, como se ele tivesse acabado de descobrir a respostas para todas as perguntas.

_Ah, já entendi.

_Entendeu? – eu pisquei.

_Então nos explique. – Inuyasha voltou a falar pela primeira vez. – Porque nós dois ainda não entendemos.

Miroku esticou os braços acima da cabeça, depois tentou tocar os dedos dos pés sem dobrar os joelhos, e ai começou a fazer alguns alongamentos, como se tivesse estado na mesma posição (ajoelhado na minha frente) por muito tempo. Colocou as mãos nos quadris e esticou o pescoço de um lado para o outro, estalando-o, enquanto nos dizia:

_Digamos que se a Sango fosse uma projeção astral, eu poderia vê-la.

_É claro que veria Miroku, você é um sensitivo. – girei os olhos.

_Ah é, isso também, mas eu me referia a outra coisa.

_O que? – perguntei juntamente com Inuyasha.

Miroku virou-se rapidamente e foi caminhando até a janela com passos rápidos.

_Deixem pra lá, eu tenho que achar Kanna agora, ela está sumida desde ontem.

_Não mude de...! – irritou-se Inuyasha.

_Kanna! – lembrei-me – Ela disse-me para te dizer que vocês tentarão de novo daqui alguns dias, ela estava cansada e foi dormir um pouco.

Miroku olhou-me por cima do ombro com o cenho franzido.

_O que vocês duas andaram aprontando afinal?

Eu quis responder, mas a porta do quarto abriu-se antes da minha boca, e Izayoi Taisho enfiou a cabeça por ali, espiando para dentro do quarto. Depois ela deu um suspiro, desconsolado.

_Que coisa triste.

_O que é triste mãe? – Inuyasha olhou-a por cima do ombro.

_Você já não mora mais comigo e com seu pai, e quando vem visitar-nos fica trancado no quarto e ainda chama um amigo para se trancar junto, e logo hoje que Inutaisho alugou na locadora um filme bem legal para assistirmos.

_Que filme dona Taisho? – intrometeu-se Miroku.

Izayoi olhou para cima e coçou o queixo pensativamente.

_É um filme novo, meu marido acabou de voltar da locadora com ele... Hã... "Os Vingadores" eu acho.

De repente Miroku pareceu ter ganhado os superpoderes do flash e saiu correndo do quarto, esbarrando na Sra. Taisho e desequilibrando-a, por sorte Inuyasha foi rápido o suficiente para segurá-la antes de cair no chão.

_Desculpe dona Taisho!

Gritou Miroku descendo as escadas, enquanto seus passos ressoavam pela casa, feito o trote dos cavalos da cavalaria da policia montada.

_Deixe-me adivinhar. – falei – É um filme de super-heróis.

_Na mosca. – respondeu-me Inuyasha, colocando a sua mãe de pé novamente.

Izayoi olhou-o sem entender.

_Na mosca o que?

Inuyasha olhou-me, depois olhou sua mãe, e engoliu o seco, eu já até podia ver a fumaça saindo das orelhas dele enquanto ele tentava pensar em algo para dizer. Seus lábios entreabriram-se e começaram a balbuciar algo, até que ele finalmente arranjou algo para dizer:

_Você e papai acertaram na mosca mãe, eu e Miroku adoramos filmes de heróis!

Ele saiu andando tranquilamente, e já estava chegando às escadas quando Miroku gritou lá da sala:

_Anda logo Inuyasha, já esta começando!

E aí o Inuyasha também ganhou os poderes do flash.

No final, tive que aguentar esses dois no carro, detalhe que o Miroku não tem carteira! Por isso eu estava simplesmente apavorada de que tivéssemos algum acidente e o clube das projeções astrais ganhassem mais dois membros... Ou pior, que o clube dos fantasmas ganhasse membros novos.

Durante todo o caminho para casa, com eles dois tagarelando sobre "os vingadores". Acho que o Miroku contagiou o Inuyasha, com sua febre de super-heróis. "Você viu só quando o homem de ferro...", "Muito legal quando o capitão América...", "Foi engraçado quando o Huck...".

Gemi deitada no banco detrás, era melhor ter continuado dormindo.

_Me avisem quando chegarmos. – implorei, e logo em seguida perguntei: – Já chegamos?

_Quase lá. – respondeu-me Miroku – Ontem à noite você e Kanna desapareceram perto da casa de Kikyou, e hoje as duas entrou em hibernação, o que significa que provavelmente se comunicaram com uma pessoa não sensitiva, e a julgar pelas suas roupas ensanguentadas de hoje cedo... As duas assombraram Kikyou ontem a noite não foi?

_Se já sabe de tudo, porque pergunta? – sentei-me no banco e espreguicei-me.

_Pra confirmar. – Miroku deu de ombros – Foi legal?

_Foi demais! – concordei eufórica – Caramba quando eu virar um fantasma vou arranjar uma casa para assombrar!

Inuyasha ficou tenso no banco do carona, e percebi que tinha dito algo errado, eu não devia ter dito que vou virar um fantasma, não deveria ter dito que vou morrer... Inuyasha ainda acredita que eu possa sobreviver. Não quero tirar essas esperanças dele.

Mas talvez não seja melhor que ele saiba de uma vez por todas que não tenho mais esperanças de acordar?

_Chegamos. – anunciou Miroku parando o carro.

_Hoje é aniversario da Kagome, 15 anos, você vai visita-la no hospital não é? – perguntou Inuyasha saindo do carro.

_Acho que não... – Miroku abriu a janela e apoiou-se com o antebraço nela – Você sabe Inuyasha, eu passo mal em hospitais.

É verdade, Miroku sempre odiou hospitais, dizia que passava mal... Acho que os espíritos o incomodam.

Imagino que ele também não deva se aproximar de cemitérios ou velórios...

_Vamos lá Miroku. – insistiu Inuyasha, parado na calçada – Você só vai até lá, da um oi pra Kagome e vai embora.

_Mas eu não preciso ir até o hospital pra isso, quer ver? – ele virou-se para mim, e deu um sorriso brilhante – Oi Kagome!

_Você me entendeu seu cabeçudo! – rosnou Inuyasha – E você sabe que se não for, a Sango nunca vai te perdoar.

_Tudo bem eu vou. – suspirou encostando a cabeça no volante.

Inuyasha deu um sorriso e virou-se para ir embora.

_Vamos Kagome! – chamou entrando no prédio.

Eu pulei para fora do carro, e já ia correr atrás de Inuyasha quando Miroku chamou-me, então parei e virei-me para ele novamente.

_O que?

_Cuide bem deste seu laço com Inuyasha, ok? – sorriu-me.

_Laço? – repeti sem entender – Mas que laço?

_Ora, o que te liga a Inuyasha e permite que ele te veja é claro. – ele sorriu-me como se eu soubesse de tudo, só que eu não sabia de nada – Esse aqui. Ó.

Ele indicou o meu mindinho esquerdo. Eu quis perguntar a Miroku do que ele estava falando, mas ele já havia dado partido e ido embora com o carro.

Fiquei o dia todo no quarto, olhando minha mão esquerda e me perguntando do que Miroku estava falando, não havia nada no meu mindinho afinal. Até que Inuyasha chamou-me, íamos ao hospital visitar-me, era meu aniversário.

Óbvio que eu não podia ir ao meu aniversário de qualquer jeito, por isso lembrei-me de que uma vez fui à festa de quinze anos da filha de uma amiga da mamãe, e nessa festa eu estava usando um vestido rosa bebê, que minha mãe chamou de salmão, com a saia até os joelhos bem rodada e de pregas, de frente única com uma rosa de mesmo tecido e tom do vestido no centro do decote, e uma pedra brilhante no centro da rosa. Nos pés eu tinha sandalinhas de tiras encrustadas de pedras brilhantes com pequenos saltinhos. E na cabeça uma tiara com uma rosa exatamente igual a do decote do vestido.

É claro que Inuyasha não entendeu o porquê de tanta produção.

Quando chegamos ao hospital ele ficou na recepção dizendo o porquê de estar ali, e eu subi para o meu quarto para esperar as visitas, logo que sentei na janela duas pessoas abriram a porta: Mamãe e vovô.

Aquela enfermeira deve ter deixado só entrarem dois por vez... Ela é realmente bem severa.

Mamãe inclinou-se sobre meu corpo e beijou-me a testa, fechei os olhos para sentir melhor o beijo.

_Oi meu docinho como você vai hoje?

_Em coma. – respondi com um sorriso irônico.

_Kagome, nós viemos aqui para lhe pedir perdão. – meu avô inclinou levemente a cabeça – Você sofreu este grave acidente, e nós ao invés de a deixarmos partir a prendemos a vida artificialmente.

_Não tudo bem, é sério! – exclamei como se eles pudessem me ouvir e pulei da janela – Eu estou bem, é sério, podem continuar a prolongar minha vida!

_O doutor nos disse que em muitos casos, o prolongamento artificial da vida do paciente na verdade é só um prolongamento de seu sofrimento. – disse minha mãe juntando as mãos em frente ao corpo e baixando a cabeça.

_Eu não estou sofrendo! – exclamei desesperada – É até bem legal, eu posso voar e atravessa paredes! E olhe para mim eu nem tenho trabalho para me arrumar! – comecei a girar de um lado para o outro.

_Mas você tem que entender o coração de uma mãe Kagome. – continuou minha mãe – Não posso simplesmente perder as esperanças assim de repente, por isso quero esperar até seu acidente completar dois anos, para desligar seus aparelhos.

Por favor, não desistam de mim. Eu queria suplicar, mas eles não me escutariam.

Desta vez que se inclinou para beijar-me foi meu avô.

_Então adeus Kagome.

Eles viraram-se e começaram a se afastar, mas eu os segui.

_Vovô! Mamãe! – gritei inutilmente atravessando a cama para alcança-los.

Só que a porta fechou-se antes que eu o pudesse fazer, e ai voltou a abrir-se. Eram Inuyasha e Miroku os próximos a entrar, ambos podiam me ver, e um deles ficou seriamente confuso com o meu visual.

Inuyasha encolheu os ombros.

_Eu te disse.

Miroku piscou.

_Porque estava vestida assim? – murmurou baixo. – Não é como se fossemos dar uma festa aqui.

_Eu sei disso. – girei os olhos – Mas não posso vir de qualquer jeito para o meu próprio aniversário, posso?

_Foi exatamente a mesma coisa que ela me disse. – Inuyasha balançou a cabeça.

De repente, reparei nas roupas de Miroku: casaco, cachecol, gorro, e luvas.

Além do ar condensando-se diante o seu rosto.

Franzi o cenho.

_Ora e você não pode falar nada de mim, olha as suas roupas! Porque está vestido assim?

_Faz frio nos hospitais, Já percebeu isso? – Ele enfiou as mãos nos bolsos.

Balancei a cabeça de um lado a outro.

_Nunca.

_Ele é o único que percebe.

Miroku olhou de cara feia para Inuyasha, porque pelo seu tom parecia que ele o havia chamado de louco, dei meia volta e voltei para a janela. É claro que Miroku é o único a perceber como é frio nos hospitais, porque os mortos lhe dão calafrios. Os cemitérios para ele devem ser absolutamente congelantes.

_Eu preciso ir agora Kagome, você entende não é? Antes que certas pessoas percebam a minha presença aqui. – disse-me assim que me sentei.

Eu sorri.

_Tudo bem Miroku, eu entendo.

_Ok. E trate de acordar logo tá bem? – piscou para mim e se foi.

Inuyasha aproximou-se de meu corpo, afastou um pouco meus cabelos e beijou minha bochecha, depois olhou diretamente para mim.

_Não demore muito, você só tem mais dois convidados. – comentou logo antes de também sair do quarto.

Aposto que aquela enfermeira também impôs um limite de tempo.

Os próximos, e últimos, a entrarem, foram Souta e Sango. Ela aproximou-se de mim e estendeu a mão aberta em frente ao meu rosto, ali havia um pedaço de tecido amarelo.

_Oi amiga sabe o que é isso? – perguntou enquanto exibia um sorriso orgulhoso.

_Sinceramente não. – respondi deitando a cabeça de lado. – O que é?

Sango olhou de canto para Souta e como se não quisesse que ele a escutasse inclinou-se sobre meu corpo e sussurrou-me ao ouvido:

_É um pedaço da roupa de Kikyou, que rasguei enquanto batia nela.

Pude sentir seu hálito contra meu rosto. Sango endireitou-se com um sorriso orgulhoso e continuou a falar:

_Eu queria trazer-te uma foto, mas na hora nem me passou pela cabeça de dizer a Inuyasha que levasse uma câmera, de qualquer forma, encare isso como um troféu, certo? – piscou para mim e colocou seu pequeno "troféu" na cômoda. – Então acorde logo, para que eu posso te contar todos os detalhes.

Percebi que agora era a vez de Souta falar, e ele carregava consigo um vaso de flores, que colocou na cômoda, logo ao lado do "troféu" que Sango me trouce.

_Hã... Mana. Eu sei que já disse isso antes, mas olhe em volta, eu sei que você deve estar vendo alguma luz.

Suspirei e olhei a volta. Não, ainda sem luz nenhuma, devem ter se esquecido de pagar a conta.

_Você pode ir mana, é sério, vá e seja livre... Se você for, prometo-te que não irei chorar muito, para que minhas lágrimas não pesem sobre suas asas e te impeçam de subir aos céus.

Dei um pequeno sorriso, eu mesmo contei aquele conto popular ao Souta "Quando uma pessoa morre Souta, você não pode chorar muito por ela, senão suas lágrimas vão deixar as asas dela muito pesadas e ela não vai conseguir subir ao céu". O que é mais ou menos, o que eu acho que aconteceu com Kanna.

_Mana você pode ir. – Souta pegou minha mão entre as suas.

Olhei para minha mão, eu sinto as mãos de Souta ali, eu sinto o calor delas envolvendo a minha... E agora, tudo o que mais queria era poder devolver esse aperto. Fechei a mão levemente, como se pudesse assim abraçar as mãos de Souta. Como eu queria poder tocar meu irmãozinho novamente...

_A-Ah! – gritou Souta fazendo-me levantar o olhar na mesma hora.

Seus olhos estavam arregalados, assim como os olhos de Sango. O que houve? Eu queria saber. O que aconteceu?

_Ela moveu-se! – ele disse surpreso – Ela mexeu a mão! Ela esta segurando a minha mão!

*.*.*.*

Pronto desde 11/07... Porque será que eu tenho essa necessidade de sempre anotar tudo?!

Primeiramente desculpa pela imensa demora!

Mas... Vamos lá aos meus motivos:

Primeiro: Sem motivação para postar, eu continuava escrevendo (embora muito mais lentamente), mas... Sei lá, simplesmente não tinha vontade de postar, acho que é porque todas as estórias que leio no Nyah estão sendo abandonadas uma a uma e isso me deixa desanimada.

Segundo: Ultimamente meus braços vêm doendo como o inferno, a médica disse que é porque meus nervos estão se atrofiando por falta de movimentos, e o meu remédio para dor deixa-me muito sonolenta, resultado: tempo reduzido no Percy (nome do meu computador).

E terceiro: Decidi tirar umas férias... E acabei prolongando-as demais. Desculpe, por favor, não me abandonem! ^^

Respostas as review's:

Guest: Modéstia a parte eu amei esse capitulo, especialmente quando a Kah se transforma naquela criatura!

Na verdade dei esse nome a ele, antes de conhecer o Percy Jackson, mas depois fiquei super feliz de conhecer um herói tão legal com o meu nome do meu computador! *O*

Mas agora que você falou... É eles tem mesmo isso em comum.

Guest: Desculpe pela demora! Pode me perdoar?

nana uzumaki: Ah sim mereceu. E como mereceu!

Tayna: Desculpe ter te feito esperar tanto!

Babb-chan: Ah sinto muito ter deixado na expectativa por tanto tempo.

Mas tenho de admitir esse Poltergeist foi muito legal! E o jeito animado da Kanna de falar pelo rádio então? Confesse Kanna você adorou!

Mas a Kikyou teve o castigo que merecia.

Meel Jacques: Ah olha só quantas review's suas! *O*

Você nem desconfia que linha vermelha seja essa? Sim o Sesshoumaru fica todo embaraçado a Rin é demais! Isso mesmo, feliz aniversário Kagome. Você quase ficou com pena? Jura? Eu não.