Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.
Gente hoje eu faço dezesseis anos, que tal algumas review's? *O*
Projeção astral.
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Salvem Kagura.
O mundo calou-se ao meu redor, na verdade ele deixou de existir, nada mais existia além de mim e do meu corpo deitado ereto em pleno ar, pois nem mesmo a cama existia. E havia algo que me ligava ao meu corpo.
Um laço prateado que parecia liquido, ou algo próximo disso, ele começava no umbigo de meu corpo físico e terminava no umbigo de meu corpo astral, como um cordão umbilical que ainda não havia sido cortado, o fio da vida.
Eu queria tocá-lo, mas ele parecia tão frágil que tive medo que se rompesse.
_Você voltou. – ergui o olhar ao ouvir a voz aliviada de Inuyasha, o mundo havia voltado a existir e o fio prateado se fora. – Eu odeio quando você desaparece assim, sabia?
Ele aproximou-se de mim, olhando-me com carinho, e tentou tocar-me o rosto, mas recuou quando sua mão encontrou o vazio.
_Quanto tempo se passou?
_Uma semana. – ele respondeu-me sentado ao meu lado na cama – Como fez aquilo Kagome?
_Fiz aquilo o que?
_Você mexeu a mão, você segurou a mão de Souta.
_Não sei. – abracei os joelhos e olhei para cima, estávamos novamente no quarto de Inuyasha – Eu simplesmente mexi.
_E que tal se simplesmente acordasse? – sugeriu com impaciência.
Dei-lhe um pequeno sorriso, quem me dera se fosse assim tão fácil.
_Eu preciso cumprir minha divida Inuyasha. E não me olhe assim. – defendi-me quando ele olhou-me irritada – Não fui eu quem inventou essa regra idiota. Sabia?!
_Eu sei.
Ele suspirou frustrado e jogou-se na cama, cruzando os braços atrás da cabeça, então eu deitei-me ao seu lado, com a cabeça repousada em seu peito, eu queria tanto... Tanto poder tocá-lo. Poder sentir o seu calor.
_Como reagiram no hospital, quando eu mexi minha mão?
_Todos ficaram eufóricos. – respondeu sem mover-se, parecia paralisado.
Fiquei triste ao pensar que talvez minha proximidade o incomoda-se, e afastei-me, dando as costas a ele e sentando-me na beira da cama, pus as mãos sobre os joelhos, o que foi que deu em mim? Porque eu... Fiquei assim tão próxima dele?
_E depois? – perguntei.
_Sua mãe e seu avô disseram que você estava finalmente acordando, e que não queria mais desligar seus aparelhos.
Olhei-o repentinamente alegre, e quase comecei a pular na cama.
_Verdade?!
_É. – confirmou sem encarar-me, e nem de longe tão animado quanto eu.
Isso não é bom, tem coisa errada.
_Mas...?
_O Dr. Onigumo, tio da Kikyou, os convenceu de que foi apenas um reflexo involuntário, e como prova mostrou a eles o aparelho que mostra as suas ondas cerebrais, e explicou como elas continuavam exatamente iguais, sem nem uma alteração.
_Oh puxa. – suspirei desanimada.
_Mas, seu irmão não acreditou nisso, ele acha que você tentou mandar uma mensagem, um aviso, de que esta tentando acordar.
_Ah Souta...
_Infelizmente, ninguém dá ouvido a uma criança. – ele coçou a nuca – Hum, desculpe Kah, mas é que o Dr. Onigumo realmente conseguiu fazer a cabeça da sua mãe e do seu avô.
_Ele está definitivamente determinado a me matar. – suspirei triste. – E tudo porque Kikyou pediu a ele.
Kikyou.
Depois do Poltergeist eu não voltei a vê-la.
Quero dizer, será que peguei pesado demais? Talvez eu a tenha traumatizado. Mas, por outro lado, se eu a traumatizei não foi tanto quanto ela me traumatizou em todos esses anos que passou atormentando, e especialmente quando eu a vi beijando Inuyasha.
Especialmente? Porque é que ter visto eles se beijando doeu muito mais do que toda a humilhação que ela fez-me passar na escola?
Na verdade... Agora que penso nisso, lembro-me que naquele dia, havia algo que eu queria dizer a Inuyasha, algo importante.
Algo realmente importante.
_Acho que talvez possa ser alergia. – me ouvi dizendo.
Só que eu não disse nada.
Olhei ao redor, procurando ver ser alguma garota (com uma voz muito parecida a minha) havia entrado no quarto de Inuyasha, e notei algo: Eu continuava sentada na cama, mas não a cama de Inuyasha, e sim a minha cama no meu quarto, na minha casa, o templo Higurashi.
No chão havia várias almofadas espalhadas, e duas garotas de pijama sentadas, trançando uma o cabelo da outra, a primeira garota, a que estava trançando o cabelo da amiga, era Sango, e a segunda garota, que estava tendo o cabelo trançado, era eu mesma.
_Alergia uma ova. – Sango girou os olhos e deu mais um daqueles seus sorrisinhos sapecas de quem sabe tudo e mais um pouco – O que você tem é outra coisa.
Eu me lembro dessa noite, foi na véspera do meu acidente. Mas não me lembro sobre o que Sango e eu falávamos.
_O que? – a minha eu mais nova perguntou tentando olhar para Sango.
_Fique direito Kagome. – Sango colocou as mãos sobre minhas orelhas e virou meu rosto para frente novamente – Ou então a trança vai sair torta.
_Tudo bem. – concordei – Mas o que é que eu tenho se não é alergia?
_Uma coisa com P. – respondeu de forma misteriosa.
Sango de duas tapinhas no ombro da Kagome de treze anos, quando ela terminou de fazer a trança e em seguida mudaram de posição, agora Sango é que estava tendo o seu cabelo trançado.
_Pneumonia? – chutei inocentemente.
_Não Kagome, é uma coisa que tem seis letras, começa com P e termina com O.
_Piolho?! – a Kagome de treze anos pulou assustada – Acha que estou com piolho?
_Não Kagome, vamos pense comigo, o que é que faz as mãos suarem, o coração acelerar, e frequentemente faz sentir o rosto tão quente ao ponto dele ficar vermelho. E começa com a letra P?
_Eu... Não sei. – respondi após pensar por um momento.
Ainda com somente um lado do cabelo trançado, Sango olhou para mim por cima no ombro, não eu a projeção astral, mas sim eu a garotinha usando trança, e piscou.
_Não sabe mesmo?
A Kagome mais nova cruzou os braços sobre o peito.
_Se é tão esperta então me diga o que é que eu tenho Sango.
Virando-se de frente para mim, Sango colocou a mão sobre um dos meus ombros, e deu um sorrisinho.
_Kagome, minha pequena e ingênua Kagome, o que você tem é...
_Kagome. – ouvi a voz de uma criança chamar-me, fazendo a cena congelar-se instantaneamente, como se alguém tivesse pegado o controle remoto e apertado "pausa" – Kagome.
Era Kanna, era ela quem estava me chamando, olhei a volta procurando-a, mas não a vi.
_Kanna, cadê você? – chamei sem entender.
_Por favor, Kagome é Kagura, por favor, chame Miroku, nós estamos em casa. – a ouvi suplicando-me – Por favor, Kagome.
E então eu havia voltado ao quarto de Inuyasha, que, aproposito, balançava a mão freneticamente na frente de meu rosto. Pisquei e olhei-o.
_Ah finalmente. – ele suspirou aliviado – De repente você ficou fora do ar, fiquei preocupado.
_É Kanna Inuyasha. – afirmei de forma aflita – Ela esta com problemas, rápido chame Miroku diga a ele que Kanna precisa de ajuda!
Mesmo sem entender exatamente o que estava acontecendo, Inuyasha percebeu a minha aflição e correu até a sala para ligar para Miroku, procurei manter-me afastada parada na porta do quarto, para que minha presença causasse o mínimo de interferência possível na ligação. Intermináveis minutos depois, Miroku finalmente atendeu.
_Até que em fim cara. Olha a Kanna está com problemas e você... Como eu sei disso? Kagome me falou. É ela voltou, e parece muito assustada. Disse que Kanna está com problemas, que precisa da sua ajuda... – ele virou-se para mim – Onde Kanna está?
_ Em casa. – falei depressa – Ela esta em casa.
_Escuta Miroku, ela... – Inuyasha calou-se e franziu o cenho para o telefone, depois o colocou de volta no gancho, e voltou-se para mim, um pouco mais aliviado – Ele disse que está a caminho, então pode relaxar agora.
Disse em tom de quem queria me acalmar, mas não funcionou, eu simplesmente não podia ajudar, Kanna estava com problemas e... Oras deveria haver mais alguma coisa que eu pudesse fazer além de mandar Miroku ir encontrá-la.
_Não, não posso. – neguei ainda agitada.
_Porque não?
_Porque nós temos que ir lá. – respondi já me precipitando em direção à porta – Por favor, Inuyasha, eu não posso deixar Kanna sozinha, eu preciso ajuda-la.
Inuyasha suspirou e passou a mão pelos cabelos.
_Muito bem, vamos.
Fiquei tão feliz que eu quis pular em cima dele, abraça-lo e beijá-lo por aquilo, mas sabia que não podia. Espere, eu disse abraça-lo e beijá-lo? Porque eu queria beijar ao meu melhor amigo?!
Acho que... Talvez ficar tanto tempo em coma no hospital com o cérebro desligado, tá meio que fritando os meus neurônios. É deve ser isso, tem que ser, eu tento convencer a mim mesma, só que... Algo parece errado, não sei exatamente, mas algo em meu intimo diz que não é isso, que esse meu súbito desejo de tocá-lo, abraça-lo, senti-lo e beijá-lo, tem algo a ver com a linha vermelha da qual Kanna me falou, aquela linha vermelha que me liga a Inuyasha.
De repente meu olhar viajou até minha mão esquerda, e eu deitei a cabeça de lado, franzindo o cenho como se esperasse que alguma coisa fosse acontecer.
_Kagome. – Inuyasha chamou-me repentinamente arrancando-me de meu transe momentâneo.
Ele estava parado segurando a porta aberta, já havia calçado os sapatos e posto um agasalho fino de cor negra. Estava me olhando de maneira preocupada.
_Você está bem?
_Estou.
_Então vamos logo.
Mas foi só quando já estávamos na rua que, quase ao mesmo tempo, nos demos conta de uma coisa, e viramo-nos um para o outro.
_Onde é que mora Kanna? – ele perguntou a mim – No cemitério talvez? Mas que cemitério seria?
_Ela esta com Kagura, estão na casa de Kagura. – respondi, não que isso tenha sido de muita ajuda também – Sabe onde é a casa de Kagura?
Foi uma pergunta estupida, e acho que Inuyasha se deu conta disso no momento em que fechou a boca.
Porque eu iria saber onde ela mora? Antes do acidente, Kagura e Kikyou dedicavam suas vidas a me atormentar, e tudo o que eu mais queria era manter distancia delas duas, então porque eu saberia onde qualquer uma delas mora?
Uma vez, até passei-me por doente para não ter de ir à escola e vê-las, na verdade, não tenho a menor ideia de como Sango sabia tão perfeitamente onde Kikyou morava naquele dia em que foi lhe dar uma surra... Espera aquele dia! É isso!
_É perto da casa de Kikyou, Kanna disse-me isso!
Inuyasha encarou-me.
_Sei, é perto, mas perto onde?
Calei-me momentaneamente.
_A duas quadras da casa de Kikyou.
Por alguns estantes nós ficamos ali parados nos encarando, com um olhar de que um estava perdido e o outro mais ainda. Mas nós não podíamos ficar ali parados esperando que uma placa indicando o caminho surgisse do nada, onde provavelmente estaria escrito "É por ali", como acontece nos desenhos animados.
Então Inuyasha enfiou um pouco mais o gorro cinzento na cabeça, que só agora eu notei que estava usando, até quase cobrir seus olhos, eu também notei que era noite e que estava começando a chover, e então ele virou-se e continuou a caminhar.
_Não é muito, mas ao menos é alguma coisa.
_Kikyou deve saber onde é. – comentei já o seguindo de novo. – Talvez nós pudéssemos...
_Nem pensar.
_É, tem razão.
Não sei qual era o plano, ou se ao menos tínhamos um plano, talvez ficássemos rondando a vizinhança da casa de Kikyou até achar a de Kagura, mas quando estávamos chegando à estação de metro eu ouvi novamente Kanna, só que desta vez não parecia estar falando comigo, era como se ela estivesse falando com alguém e eu tivesse pegado a extensão do telefone para escutá-la.
_Por favor, Kagura não morra, por favor, irmã – ela murmurava.
No instante seguinte eu estava passando através de uma porta e entrando em uma casa desconhecida. A sala estava mergulhada em uma penumbra sinistra, o silencio mortal cortado somente por alguns pequenos soluços, como se uma criança estivesse chorando escondida em algum canto por ali, caminhei hesitantemente tateando na escuridão.
_Por favor, Kagura acorde, não morra Kagura, eu te imploro Kagura não morra. – eu ouvia o pequeno murmúrio tristonho que era a voz de Kanna, vinda de algum lugar.
_Kanna! – chamei – Kanna onde está você?
E então eu vi uma imagem que certamente levaria comigo para o resto de minha vida: Aos pés de uma escadaria estava um corpo de uma garota estatelado e inconsciente no chão, usava preto, como se tivesse se arrumado para o próprio velório, mechas de seu macio cabelo negro e ondulado lhe cobriam o rosto impedindo que eu a identificasse de imediato, mas pude ver um vislumbrar de seus lábios, pintados de vermelho sangue, que se destacava fortemente em seu rosto mortalmente pálido. Não havia sangue na cena, mas havia uma menina fantasmagórica velando sobre o corpo daquela que estava jogada ao chão como uma boneca que perdeu a graça, e foi abandonada as traças.
_Você não pode morrer Kagura.
Dizia a menina fantasmagórica, cuja brancura destacava-se no breu, a menina era Kanna, e a garota que se vestira para o próprio velório era sua irmã Kagura.
Ajoelhei-me ao lado das duas irmãs.
_Kanna, o que foi que houve?
Kanna balançou a cabeça como se pare esclarecer os pensamentos, parecia atordoada como eu nunca a vira antes, pela primeira vez eu a vi perder a calma.
_Eu não pude evitar Kagome, eu tentei juro que tentei! – os lábios azulados da morta tremiam, a pobre menina fantasma parecia prestes a chorar – Mas ela não me escutou ela não podia me escutar!
Gentilmente eu pus uma mão em suas costas tentando reconforta-la, e perguntei novamente:
_Kanna, o que foi que houve?
_Eu tinha acabado de acordar e ela tinha pressa, estava atrasada, disse a ela que não corresse com esses saltos, ah eles são altos demais, saltos assim são perigosos, mas ela não conseguiu me escutar, quando descia as escadas desequilibrou-se de seus saltos e caiu, foi horrível Kagome, vi minha irmã rola pelas escadas sem poder fazer nada, e aí sua cabeça bateu no chão e ela não se levantou mais, está aí desde então. – Kanna explicou confusamente em um folego só. Fantasmas tem folego? – Tentei materializar um telefone celular e ligar para a ambulância, como você fez com Kikyou, mas ainda estou muito fraca, tentei chamar Miroku, mas nem isso conseguir! Então me lembrei de você a ultima chance de Kagura, e você veio, ajude-me Kagome! Ajude-me!
Quando Kanna atirou-se sobre mim eu fiquei sem reação, ela estava chorando e soluçando, agarrada a mim então a abracei procurando consola-la.
_Eu chamei Miroku, Inuyasha também está vindo. – disse tentado acalmá-la – Eles estão a caminho, com certeza eles vão ajuda-la.
No momento em que me calei ouvimos o estrondo, alguém esmurrava a porta.
Bam! Bam! Bam!
Ao fundo eu escutava Inuyasha e Miroku, chamavam por mim, por Kanna e por Kagura.
_Entrem aqui rápido! – eu gritei por cima da cabeça de Kanna tentando sobrepor-me ao barulho – Entrem aqui vocês dois, e chamem a ambulância!
Bum! A porta foi arrombada.
A claridade dos postes de luz lá fora na rua invadiu a casa e tentou cegar-me, o corpo de Kagura tornou-se ainda mais fantasmagórico sobre aquelas tremulas luzes amarelas.
_Ah meu deus! – exclamou um dos dois, não sei qual.
Eles ficaram ali parados num breve momento de choque, deixando a chuva que engrossará lá fora entrar na casa, era o mesmo choque que eu havia ficado ao entrar. Inuyasha foi o primeiro a reagir, adiantando-se em nossa direção.
_Não toque nela! – gritou Miroku – Você pode agravar o seu estado!
Inuyasha não lhe deu ouvidos. Uma das mãos de Kagura estava sobre o seu abdome, a outra estava ao lado do rosto, Inuyasha pegou esta ultima e checou a sua pulsação.
Logo além de nós Miroku vasculhava os bolsos de sua bermuda camuflada.
_Maldição! – ele praguejou – Na pressa de sair de casa esqueci meu celular, Inuyasha me empresta o seu!
_Eu o quebrei na semana passada! – nos olhos de Inuyasha eu vi o pânico nascendo.
Kanna moveu-se em meus braços.
_Kagura tem um celular na bolsa.
A bolsa em questão era uma bolsa carteira negra, que estava próxima aos pés de Miroku, deve ter voado pelos ares quando Kagura caiu da escada, ele abaixou-se e tirou de lá um telefone celular de cor prata, discou três números e chamou por uma ambulância.
Não sei quanto tempo se passou, horas ou minutos, mas quando a ambulância chegou já havia uma multidão de vizinhos que nada mais tinham pra fazer do que bisbilhotar a vida alheia, dezenas de olhinhos curiosos reunidos para ver "a filha do Doutor" saindo de casa imobilizada em uma maca.
Kanna e eu subimos junto de Kagura na maca, Inuyasha e Miroku tentaram seguir-nos, mas o paramédico os deteve.
_Só um de vocês pode vir na ambulância!
Miroku embarcou, Inuyasha foi deixado para trás.
_Estarei no hospital o mais rápido que puder. – disse á mim, embora para qualquer outra pessoa fosse parecer que ele estava falando com Miroku.
Em sua mão, havia o celular de Kagura, as portas fecharam a sirene soou, e a ambulância partiu, levando Kagura, com Miroku a acompanhando e eu e Kanna como clandestinas.
_Nós íamos a uma festa juntos, eu liguei para ela varias vezes e ela não atendeu então eu fui até sua casa e... Então eu a vi inconsciente no chão. – Miroku explicou nervosamente, ainda que o paramédico não tenha perguntado nada e nem ele estivesse vestido para uma festa. – É grave?
_Difícil saber. – respondeu o paramédico – Vamos precisar fazer alguns exames no hospital. É o namorado dela?
Gotículas de suor surgiram na fronte de Miroku, como se ele tivesse medo que Sango aparecesse ali para arrebentá-lo caso ele dissesse sim, ao menos dentro de uma ambulância ele já estava.
_Não, nós somos... Amigos.
Ele me olhou de canto como se estivesse pedindo desculpas, mas naquele momento eu não estava muito preocupada com as inimizades que tive com Kagura no passado, em meu colo Kanna mantinha-se calada, embora seus lábios movessem-se como se estivesse murmurando algo, e ela estava segurando entre as suas a mão de Kagura.
Mas ela não podia estar segurando a mão de Kagura. Prestando mais atenção vi que a mão de Kagura estava esticada ao lado de seu corpo, mas... Havia outra, sobressaindo-se a ela, e não era uma mão física feita de carne e osso, era uma mão espiritual, feita da mesma coisa que Kanna e eu éramos feitas, fosse lá o que fosse, e era essa mão espiritual que Kanna segurava.
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Pronto desde 05/08, eu e essa minha mania de anotar tudo!
Respostas as review's:
Clarinha: Abandonar? Não, não pretendo fazer isso, mas não posso prometer que de vez em quando não vou dar uns sumiços. ^^'
Aricele: Bem, tomara que já tenha conseguido acompanhar a Fic, porque aqui foi-se mais um capitulo! E seja bem vinda nova leitora! ^^
Gabyh: Ah jura? Eu também! Tenho todos os livros, desde o ladrão de raios até o filho de Netuno!
Verdade, de repente veio essa epidemia de abandonos... Praticamente todas as que eu lia foram abandonadas, a exceção de duas delas, mas ainda não tenho certeza sobre uma delas, é triste.
Bem agora eu nem demorei! ^^
Guest: Ainda não, mas está perto. Sabe eu gosto de enrolar um pouco...
Na verdade não! ^^
Eu nunca cheguei a assistir o Kanketsu-hen, e nem a completar o Inuyasha clássico (mas estou trabalhando nisso) só que eu gosto muito da lenda de "Akai no Ito", sobre o fio do destino... Mas enganei-me, ele é amarrado na mão direita e não na esquerda! -.-'
DafnyChaan: A lenda é chinesa, mas é muito popular no Japão também! ^^
Mas é essa linha mesma "a inquebravel linha vermelha do destino" que liga duas pessoas, e não importa o quanto estejam separadas elas estão destinadas a se encontrar por essa linha, a linha pode emaranhar-se, e esticar-se, mas jamais partirar! Ah, eu gosto muito dessa lenda! *.*
É, já ouvi falar que tem mesmo uma imagem assim lá.
Nem demorei né? Surpresa?
