Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

KYAAAAAAAAAA NÃO ACREDITO QUE POSTEI O CAPITULO ERRADO! Estou sinceramente envergonhada, por favor perdoem-me! .

Projeção astral.

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Minha divida quitada.

_Não! – Miroku recuou – Definitivamente não!

_Vamos lá Miroku! – Inuyasha insistiu – Qual é cara, ela é nossa amiga!

_Mas você está falando de invadir um hospital e sequestrar uma paciente! – a seguir ele olhou para o resto de nós – E vocês por acaso estão loucas?! Como é que concordam assim com esse plano maluco dele?!

Sinceramente? Eu não achei que Miroku fosse relutar tanto.

É claro que o plano de Inuyasha é uma loucura completa, quero dizer, o que ele pensa fazer? Escalar o hospital feito homem aranha, entrar pela janela me pegar nos braços e sai voando que nem o super-homem? Não dá! E eu disse isso a ele, só que o cabeção nem quis me ouvir!

E quando dei por mim, ele já estava jogando pedrinhas na janela do quarto de Souta.

_Pirralho! – ele sibilou entre os dentes atirando outra pedrinha – Pirralho!

É como diz o ditado, se não pode vencê-los, junte-se a eles.

_Espera. – eu disse ao seu lado e apontei.

A janela de Souta deslizou silenciosamente, apenas o bastante para entreabrir uma brecha por onde meu irmão olhou desconfiadamente, e de repente abriu-se por completo, e lá de cima meu irmão vestido com um pijama verde gritou de olhos arregalados:

_Inuyasha?!

_Quieto! – ele sussurrou alto o bastante para que Souta o ouvisse – Sua mãe e seu avô vão te ouvir!

_Ah! – Souta olhou de um lado ao outro e depois voltou a encarar Inuyasha – Mas o que está fazendo aqui?

_Tenho uma pergunta. – ele respondeu – Que horas irão desligar os aparelhos da tua irmã?

Souta suspirou e ajoelhou-se, deitando a cabeça por cima dos braços cruzados no parapeito da janela.

_É verdade, amanhã é o dia. Eu sei que disse aquelas coisas sobre ela ir para a luz e tal... Mas a verdade, é que eu não quero que ela vá, eu só estava tentando... Sei lá, ser maduro eu acho.

Inuyasha colocou o rosto entre as mãos como se não pudesse acreditar que Souta tivesse escolhido justo aquele momento para começar a desabafar.

_Ótimo! – disse ansioso – Então me diz logo que horas eles...!

_E de que isso vai adiantar? – meu irmão olhou-o tediosamente – Desista Inuyasha. Acabou.

_Não acabou! – gritou, e imediatamente tampou a boca com medo que o tivessem escutado, depois suspirou – Só me diga a que horas vão desligar os aparelhos pirralho.

_Às 7h30min. – girou os olhos.

Inuyasha sorriu levemente colocando as mãos nos bolsos.

_Feh. Valeu pirralho.

E virou-se para ir embora, mas então pareceu lembrar-se de algo e olhando por cima do ombro voltou a chamar Souta, que já fechava a janela novamente:

_E pirralho!

_O que?

_Aconteça o que acontecer hoje, saiba que a sua irmã te ama.

Por algum tempo Souta ficou parado na janela olhando Inuyasha ir embora, e foi só quando ele entrou novamente em seu quarto e fechou a janela que eu me dei conta de que Inuyasha já estava a uma boa distancia dali.

Como é rápido!

_Espera! – e corri para alcança-lo – Inuyasha, aquilo que tu disseste...

_Sango? – e só então eu notei que ele estava ao telefone – A tua mãe ainda tem aquele furgão?

Nós pensávamos que Sango iria achar todo aquele plano uma completa maluquice, porém ela nos surpreendeu.

_Seu idiota! – exclamou tentando bater-lhe com um jornal.

Mas Inuyasha o segurou antes que ele atingisse sua cabeça, então ela socou o ombro direito dele.

_Ai! Sango eu sei que é loucura, Kagome já me disse isso, mas eu preciso tentar, e talvez de certo!

_Eu não estou falando disso, e quem liga pro que a Kagome acha?!

_O que?! – exaltei-me – Ei é do meu corpo que vocês estão falando!

_Você é idiota por não ter feito isso antes!

Inuyasha e eu caímos para trás, mas acho que já deveríamos esperar algo desse tipo vindo de Sango. Não é?

Mas ainda havia coisas em que se pensar, afinal eles dois não podiam simplesmente ir até o hospital pegar meu corpo e depois enfiá-lo no furgão da mãe da Sango, precisávamos de alguém que soubesse como mexer com todos aqueles aparelhos, e obviamente também precisávamos de alguém que soubesse dirigir. A não ser que Sango estivesse disposta em ir até a sua mãe e dizer:

_Oi mãe, dá pra levar eu e o meu amigo ali no hospital rapidinho? Não é nada demais, a gente só quer que você seja cumplice no sequestro da minha amiga em coma. Quem sabe depois a gente come uma pizza também.

É... Acho que não da, não é?

Foi aí que, por alguma razão, Sango pensou em Kagura.

_Acontece que o pai dela, apesar de ser um canalha, é médico.

_E também está em prisão preventiva enquanto aguarda o julgamento por pedofilia. – Inuyasha comentou, mas recuou diante o olhar feroz que Sango lhe lançou – Hã... Dizia?

_Quero dizer que ela passou a maior parte da vida dela em hospitais, talvez ela possa nos ajudar com os aparelhos, quem sabe o pai dela não lhe ensinou uma ou duas coisas?

_Tipo, como sequestrar uma garota em coma? – questionei sarcasticamente, obviamente ela não me ouviu.

Paramos a frente da casa de Kagura e Sango bateu a porta, e continuou batendo e batendo e batendo... Até Inuyasha agarrar-lhe o pulso.

_Sango!

_Mas que inferno! – gritou uma mulher abrindo a porta – Nós temos campainha!

Ela era sem duvida uma bela mulher, devia estar por volta da casa dos trinta, mas era alta e esguia, com um longo cabelo escuro que parecia meio arroxeado ou esverdeado quando ela o movia de certo jeito, os olhos variavam entre azul e verde, ela tinha as faces e um dos olhos maquiados, e usava um roupão vermelho feito de seda.

_Desculpe. – disse Inuyasha – Kagura está?

Arqueando uma de suas sobrancelhas bem desenhadas ela virou-se para trás e gritou:

_Kagura, é para você!

E depois nos deixou entrar.

Kagura apareceu enfiada num roupão de banho salmão, cujo ombro esquerdo insistia teimosamente em ficar caindo e expondo parte de seu sutiã azul escuro, com um andar de pinguim e a cabeça cheia de bobes.

_Mãe, quem é? – perguntou ao cruzar-se com a mulher nas escadas, mas ela limitou-se a apontar-nos com uma unha prateada longa e perfeita e seguiu seu rumo – Oh!

Fez quando viu-nos parados na escada, e puxou o ombro do roupão para cima.

_Olá Kagura. – Sango cumprimentou com um arquear de sobrancelha.

_Vocês chegaram numa péssima hora! – ela exclamou voltando a puxar o ombro do roupão – Mamãe e eu estamos nos arrumando para um jantar importante.

Eu pisquei. Tenho certeza de que ainda não são nem quatro da tarde, como elas podem está se arrumando para um jantar? A não ser que eu tenha perdido novamente a noção do tempo.

_Não está meio cedo para jantar? – questionou Inuyasha.

Kagura o olhou como se ele fosse um completo idiota.

_É quatro e quinze, o jantar é as sete. Se nos apressarmos talvez consiga chegar com apenas vinte minutos de atraso.

Se nos apressarmos, ela disse, acho que vou acabar sentindo falta desta habilidade de, literalmente, me arrumar num piscar de olhos.

_Ah... Claro. – respondeu meio desconcertado.

Kagura balançou a cabeça e lamentou:

_É uma péssima hora para visitas!

Torcendo a boca, em sinal de está aborrecida, Sango colocou as mãos nos quadris e disparou:

_Bem, então talvez nós devêssemos voltar numa hora mais cômoda para você, que acha? Amanha depois que Kagome morrer está bom para você?

Kagura arregalou os olhos, e dessa vez nem sequer se importou em puxar o ombro do roupão de volta ao lugar:

_É sobre Kagome?

E desceu as escadas rapidamente, ou tão rapidamente quanto se era possível naquele seu estranho passo de pinguim.

_O que é? O que é?

_Não está muito ocupada agora?

_Pelo amor de Deus Sango! – exclamei atirando os braços ao alto.

_Deixe de ser implicante e fale de uma vez! – reclamou Inuyasha.

_Falar o que? – Kagura parou a nossa frente e olhou de Sango para Inuyasha – Falar o que?

E então descobri porque ela andava de jeito estranho: havia pedacinhos de espuma amarela separando seus dedos, para que as unhas recém-pintadas de rosa perolado não borrassem.

Sango mordeu o interior da bochecha como se estivesse indecisa.

_Kagura, você sabe alguma coisa sobre como operar aquelas aparelhos que mantem Kagome viva?

Kagura piscou.

E, por alguma razão desconhecida, ela aceitou participar de toda essa loucura, talvez tudo o que ela queira seja consertar as coisa, ela maltratou-me injustamente e conspirou com a prima para a minha morte, e agora quer consertar tudo, tentando salvar-me.

Ela até aceitou desistir do jantar que iria com a mãe, a senhora Kaguya, que por falar nisso não ficou nada satisfeita em saber, para vir conosco para conversar com Miroku, pois ele, apesar de também ser menor de idade, é o único entre nós que já sabe dirigir, mas só o faz em ocasiões muito raras.

Depois de Sango e especialmente Kagura, terem sido convencidas a colaborar tão facilmente, ninguém esperava ou podia sequer imaginar que Miroku se recusaria tão veemente a nos ajudar.

_Por favor, Miroku! – Kagura implorou num tom manhoso, atirando os braços em seu pescoço.

Normalmente Sango fica bem irritada se ver Miroku se engraçando com outras garotas, e ele dificilmente sai ileso dessas situações, mas ela fica realmente furiosa quando é uma garota que está se oferecendo para ele, e... Bem a Sango não briga nas formas convencionais de uma garota. Nada de tapas, arranhões e puxões de cabelo, apenas socos, e golpes baixos como joelhadas e pontapés, às vezes até uma mordida ocasional.

Eu me sinto obrigada a dizer que definitivamente é uma péssima hora para isso, meus aparelhos serão desliados em menos de doze horas, e por isso nós não temos tempo para um ataque de fúria e ciúme de minha impetuosa amiga.

Só que, ao contrário do que eu imaginei, Sango não atacou Kagura, ela juntou-se a ela!

_Sim! – disse com um gritinho, também atirando seus braços ao redor do pescoço de Miroku – Por favor, Miroku, tem de nos ajudar!

Miroku pareceu tão surpreso com aquela estranha ação de Sango quanto Inuyasha e eu.

_Sango...?! – ele balbuciou.

Ao meu lado o queixo de Inuyasha caiu.

_Sango, o que você...?

Ela lançou lhe um olhar furioso que rapidamente o fez calar-se.

_Medidas desesperadas pedem atos desesperados! – E virou-se novamente para Miroku, com os olhos suplicantes – Miroku, por favor, ajude-nos!

_Sim! – Kagura uniu-se a ela – Por favor, Miroku, por favor!

Ele olhava de uma para outra como se, pela primeira vez, não soubesse o que fazer com uma garota em seus braços.

_Desculpe! – finalmente disse – Desculpe, mas eu não posso!

_Por que não? – Inuyasha questionou decepcionado.

Acho que ele tinha tanta certeza quanto eu que Miroku não conseguiria dizer não àquelas duas. Miroku olhou-o assustado quando o ouviu falar, como se tivesse medo que de repente Inuyasha também começasse a tentar seduzi-lo.

_Vocês estão simplesmente me pedindo para dirigir o carro de fuga num sequestro!

_Resgate! – corrigi.

_Não! – e afastou Kagura e Sango de si – Eu definitivamente não vou ajudar nessa loucura!

_Mas você é um sensitivo! – Sango protestou batendo o pé.

_Um o que? – perguntou Kagura.

_É a sua obrigação ajudar aos mortos! – Sango falou, ignorando Kagura.

_Ajudar quem? – arfou.

_Opa espere um pouco! – foi a minha vez de protestar – Eu ainda não morri!

_Exatamente! – Miroku apontou para mim, cheio de entusiasmo – Você não está morta, não é minha obrigação ajuda-la!

Sango lançou um olhar zangado na direção que Miroku apontava que deveria ser direcionado a mim, mas errou por alguns centímetros.

_Kagome fique fora disso!

_O que? Kagome? – Kagura virou-se alarmada, mas não viu nada – Do que vocês estão falando?

_E mesmo que ela estivesse morta. – prosseguiu Miroku – Não seria propriamente minha obrigação ajuda-la, tá legal eu sou um paranormal que pode ver e falar com gente morta, mas isso não significa que sou obrigado a ajuda-los!

_Você fala com...! – ela perdeu o ar.

_Inuyasha!

Gritei quando vi os olhos de Kagura revirarem-se e ela cair para trás, mas o idiota não a apanhou, ao invés disso ele desviou saltando para o lado, e a deixou cair, nem mesmo o barulho que a cabeça de Kagura fez quando bateu no chão serviu para tirar a atenção deles da discursão.

_Você ajudou a Kanna! – acusou Sango. – E nem sequer a conheceu em vida!

_Hã... Pessoal?

Só que Miroku e Sango estavam envolvidos demais em sua discursão para dar ouvidos a mim ou a Kagura caída no chão, ao menos Inuyasha dignou-se a se abaixar para ajuda-la.

_Porque a Kanna não me pediu para ir até o cemitério e escavar o corpo dela! – gritou irritado.

_Já chega! – Sango gritou ainda mais alto, da ultima vez que a vi tão irritada foi quando ela deu uma sura na Kikyou, e agarrando a camisa de Miroku ela grudou-se a ele e o olhou com os olhos faiscando de raiva – Miroku você vai ajudar Kagome!

Ele abriu a boca para reclamar, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa Sango amassou rudemente seus lábios contra os dele. Meu queixo caiu e ao meu lado o queixo de Inuyasha fez o mesmo, e ele derrubou Kagura.

_Está bem. – Miroku disse pasmo, quando Sango o largou – Vou ajudar.

Sango virou-se para nós com uma piscadela.

_Truques femininos.

A Sango sempre foi mesmo uma verdadeira caixinha de surpresas...

...

_É verdade, eu tinha me esquecido que agora mora com teus pais novamente.

Comentei flutuando sentada em posição de lótus, com os braços cruzados, logo acima da cabeça de Inuyasha, enquanto ele abria a porta.

_É... E eu passei o dia na rua, mamãe vai arrancar a minha cabeça. – murmurou entrando em casa comigo logo atrás. – Estou...!

_Inuyasha! – gritou a sua mãe lá de dentro, e não parecia lá muito contente – Onde você esteve? Eu mandei você ir comprar suco e você não volta mais! Fiquei preocupada!

Inuyasha recuou um passo, depois outro e mais outro, quando percebi já estava fora de casa novamente, só faltando fechar a porta.

_Nem pense nisso! – exclamei quando percebi a sua intenção – Fique e enfrente as consequências como um homem!

Ele olhou-me por um momento, como se estivesse indeciso, depois olhou o corredor e olhou-me novamente, e começou a fechar a porta lentamente.

_Inuyasha Taisho pare aí mesmo! – gritou à senhora sua mãe surgindo no corredor – Eu. Perguntei. Onde. Esteve?

Tanto eu quanto Inuyasha engolimos em seco.

Foi uma situação um tanto complicada, a mãe dele não estava nada contente, ela achava que Inuyasha tivesse fugido para voltar a morar com o irmão dele, embora ele continuasse a dizer que já não havia esse perigo porque Rin estava morando com Sesshoumaru agora, a sua mãe demorou a acreditar, e ele ainda teve que explicar cada parte do seu dia, para que ela tivesse certeza de que ele não estava envolvido com drogas também.

"Eu fui ao templo Higurashi, depois fui almoçar na casa da Sango, e então fomos à casa de outra amiga, e a chamamos para ir ao templo do Miroku, ficamos lá por um tempo e voltamos para casa".

Quando subimos, ela estava ligando para Sango e Miroku, para confirmar a sua história.

_Eu nunca pensei que diria isso, mas... Que falta faz o Sesshoumaru. – ele suspirou quando entramos no quarto.

_Deixa disso! – eu flutuei até o seu pufe de bola de basquete murcha e me joguei lá – Ela é só uma mãe preocupada.

_Exato. – ele jogou-se em sua cama, agora com uma roupa de cama azul de desenhos geométricos – O Sesshoumaru nunca se preocupava, eu podia chegar a uma da manha que ele nem ligava.

Balancei a cabeça.

_Deixa disso, e liga logo a televisão.

_Tudo bem, e... Kagome?

_O que?

_Vê se não some.

A mãe dele deve ter confirmado os seus álibis, porque durante o jantar não comentou nada com o marido sobre o sumiço do filho, mas pigarrou um pouco quando ele perguntou se havia suco, quando terminou Inuyasha voltou ao quarto dizendo que tinha muita lição de casa, mas ficou vendo televisão.

_O que é que esse filme tem haver com a sua lição de casa? – olhei-o reprovadora do alto. – Que filme é esse mesmo?

_O código. – me respondeu om os olhos fixos na TV – E tem tudo a ver, quero dizer, é para um trabalho de estudos sociais, olha fala das máfias e de como se inteligente demais pode ser perigoso, e também... Da amizade verdadeira, veja só como esse cara está arriscando tudo para salvar a garotinha e...

_Corta essa. – girei os olhos – É isso que vai dizer aos teus pais caso eles te peguem?

Ele olhou-me nervosamente depois voltou a desviar a atenção para a televisão.

_É.

_Então é melhor arranjar outra desculpa. – eu sentei-me em cima da televisão e ela saiu do ar com um chiado alto.

_Ei! – ele reclamou.

_Está tarde, vá dormir, ou quer pegar no sono enquanto me sequestra?

Ele resmungou algo, mas desligou a televisão apagou as luzes e foi se deitar, eu flutuei de volta ao pufe e fique ali por algum tempo, esperando o amanhecer.

_Kagome? – ele me chamou.

_Sim?

_Você pode... Fazer aquilo de novo?

_Aquilo o que?

_Aquilo... Que me deixa tocá-la.

_Ah. – eu sorri – Desculpe, não. Duas vezes num só dia me esgotaria.

_Sei... – ele murmurou – Então fique aqui comigo, só por está noite.

_Está bem. – ele sorriu quando me viu deitar ao seu lado – Estou aqui.

O sorriso de Inuyasha tornou-se um pouco mais sonolento enquanto ele fechava os olhos, fiquei feliz em pensar que se eu for para o outro mundo, ao menos irei com essa imagem gravada em minha cabeça.

_Kagome? – murmurou semiadormecido.

_Sim, Inuyasha?

_Eu te a... – e adormeceu antes que pudesse me dizer o que queria.

...

Ao amanhecer, nós colocamos o nosso plano em ação.

Inuyasha saiu para a escola como faz todas as manhãs, com a diferença de que saiu mais de uma hora mais cedo, a sua mãe olhou-o estranho, mas não comentou nada.

O horizonte começava a alaranjar-se antecedendo o nascer do sol, quando saímos à rua, eu olhei-o com atenção, este pode ser o ultimo nascer do sol que vejo, havia uma casa com flores desabrochando na janela, e os passarinhos já despertavam, havia uma casa com cristais pendurados na varanda que balançavam e espalhavam um arco-íris por todo lado.

Naquela manhã em que me despedia do mundo dos vivos tudo estava mais bonito que o normal, quando chegamos à parada no final da rua, ao invés de subirmos num ônibus, nós subimos num furgão que chegou ali poucos minutos depois.

_Estão prontos? – Miroku questionou de detrás do volante.

_Não. – eu respondi.

Sango, que estava sentada ao lado de Miroku no banco do carona, suspirou e apoiou a cabeça no encosto do banco.

_Espero que isso de certo, porque quando mamãe descobrir que roubei o seu furgão ela vai matar-me, e se eu vou morrer que seja por um bom motivo pelo menos.

_Não fale em morte! – gritou Inuyasha – Ninguém aqui vai morrer!

Por um momento houve silencio, e então Sango murmurou:

_Desculpe... O que faremos com o corpo?

_Corpo. – repeti estremecendo – Vocês falando assim parecem até que estão se referindo a algum cadáver...

_A levaremos para o meu templo. – disse Miroku – É um lugar bem grande, e meus pais são um pouco desligados nem vão saber que ela está lá, mas... Vocês sabem, não poderemos mantê-la lá por muito tempo.

_Apenas alguns dias. – disse Inuyasha – Kagome só precisa de mais alguns dias.

De repente a porta abriu-se e Kagura entrou, espremendo-se contra Sango e atirando a mochila para a parte de trás do furgão.

_E não se esqueça mãe! – Ela gritou pela janela quando fechou a porta – Eu marquei a sua esfoliação corporal par as 14h00, não se atrase! – e virando-se para Sango e Miroku ela explicou – Ela quer está deslumbrante na audiência de papai, para que quando o júri a veja, eles pensem "nossa como esse cara é idiota em trocar um mulherão desses por uma garotinha insignificante de colegial".

Certo. A Kagura pode até estar do nosso lado agora, mas ela continua sendo, e Kanna que me perdoe mais é a mais pura verdade, uma pessoa extremamente fútil. Sango pigarreou:

_Hã...

_Mas e então... A Kagome, ela está aqui?

_Eu não sei. – respondeu Sango franzindo o cenho e olhando de um lado para o outro.

Acho que ainda é difícil para ela aceitar que Inuyasha e Miroku possam me ver e ela não.

_Ela está aqui atrás comigo. – Inuyasha ergueu a mão.

E Kagura rapidamente virou-se com um sorriso brilhante:

_Oi Kagome, desculpa por tudo, O.K? Mas não se preocupe vamos conseguir resgatar seu corpo! – depois voltou a ajeitar-se no banco com toda a naturalidade do mundo e perguntou: – Em quanto tempo chegamos ao hospital?

_Se o trânsito for bom... Em uns quinze minutos eu creio. – respondeu-lhe Miroku.

O transito não foi bom, ainda mais porque Miroku teve de pegar dois ou três desvios, para fugir dos guardas de trânsito, porque seria meio complicado explicar porque um adolescente de dezesseis anos sem carteira estaria dirigindo um furgão com um bando de adolescentes dentro.

E acabamos perdendo dez valiosos minutos.

_Droga. – Inuyasha praguejou enquanto nos arrastávamos para dentro do depósito do hospital – Faltam somente cinco minutos para as sete!

_Talvez... Eles se atrasem? – Sango disse toda esperançosa.

_Duvido. – disse Kagura puxando uma maca, e começando a pegar alguns aparelhos.

Por sorte Inuyasha acabou por achar lá nos fundos, uma daquelas roupas verde de médico, com luvas e máscara, e Sango o ajudou a vesti-la, quando saímos do depósito exatamente oito minutos e quinze segundos depois, éramos uma projeção astral, três adolescentes e um médico empurrando uma maca, nada demais, um grupo totalmente normal.

Por isso não tinha razão alguma, para aquele segurança ter nos parado!

_Senhorita Onigumo. – ele disse, com a mão fechada em torno do braço de Kagura – O que faz aqui?

Kagura empinou o queixo já com uma mentira pronta na ponta da língua.

_A minha mãe me enviou aqui para procurar pistas dos casos extraconjugais de meu pai com suas menininhas, para que ela possa mostrar na audiência, e talvez conseguir alguns anos mais de prisão para ele, pela humilhação que ele a fez passar.

_Sei... – o segurança olhou desconfiadamente para Sango e Miroku – Eu não conheço vocês?

_Eles estão aqui, para me ajudar com...

Começou Kagura, mas foi cortada pelo segurança.

_Sinto muito, mas terão de me acompanhar.

_ O que? – espantou-se Miroku – Mas nós...!

_Você. – os olhos dele focaram-se em Inuyasha – Você não é daqui.

Ele havia esticado o braço para tirar a máscara do rosto de Inuyasha quando de repente Sango arquejou pálida e levou uma das mãos à testa e com a outra se apoiou no ombro de Miroku.

_Sango? – chamou preocupado. – Você está bem?

_Não eu...

De repente seus olhos reviraram, e ficaram totalmente brancos, e ela caiu desfalecida.

_Sango! – ele gritou a amparando antes que ela caísse no chão. – Sango, fala comigo!

_Nossa! – disse o segurança, largando Kagura, totalmente esquecido de que ia nos levar a algum lugar – O que ela tem?

_Eu não sei. – respondeu angustiado. E eu cerrei os olhos ao ver os dedos de Sango moverem-se e sutilmente aproximarem-se da cocha de Miroku – Eu... Ai! – fez quando ela o beliscou. – Quero dizer, ai de mim, o que estará se passando com minha querida amada? Acho que vou ter de fazer respiração boca a boca!

E inclinou-se para beijá-la, Miroku seu cretino sem vergonha! Nem numa situação dessas deixa de tentar tirar proveito! Mas o segurança agarrou o braço de Sango e a puxou como se ela fosse uma boneca de trapos.

_Nem tente dar uma de médico moço! – disse colocando-a totalmente molenga em seus braços – Eu a levarei para a emergência!

E se afastou a passos largos, Miroku começou a segui-los, mas Inuyasha o puxou de volta.

_Ela vai ficar bem, seu idiota apaixonado! Agora vamos, já perdemos muito tempo!

E começou a empurrar a maca com passos velozes, comigo sentada em cima, e Kagura e Miroku a nos seguir, eu percebi com olhos nervosos outro segurança, este um velhinho baixo de cabeça grisalha as portas da aposentadoria, comunicar algo pelo rádio depois de dar um rápido olhar a Miroku.

_Inuyasha... – chamei.

_Agora não Kagome, nós estamos quase lá. – e empurrou a maca para dentro do elevador.

_Mas eu vi...

_São sete e cinco. – disse Kagura – É melhor nos apressarmos!

As portas do elevador se abriram, e quando saímos uma das enfermeiras lançou-nos um olhar nervoso.

_Inuyasha...

Olhei nervosamente para trás enquanto andávamos, dois seguranças se encontram no final do corredor e trocaram algumas palavras, eles olharam a volta como se procurassem algo, e de repente um deles arregalou os olhos ao nos ver e apontou em nossa direção e começaram a correr.

_Corram! – estrangulei-me.

Miroku e Inuyasha rapidamente obedecerem-me, e Kagura não hesitou em imitá-los.

_Estão fugindo! – gritou um dos seguranças.

A discrição já era não havia mais como eles tirarem-me daqui, tudo estava perdido, mas eles haviam vindo longe demais para desistirem agora, de forma que continuaram a correr irracionalmente.

_Vai! Vai! Vai! – gritou Miroku.

Um doutor vinha saindo de uma sala com uma prancheta em mãos, mas arregalou os olhos e voltou correndo quando nos viu indo a toda velocidade para cima dele.

Kagura guinchou quando um terceiro segurança apareceu a nossa frente, barrando a passagem, e Inuyasha virou o corredor com um cavalo de pau, fazendo a máscara voar de seu rosto e quase atropelando uma mulher que gritou assustada e jogou-se contra a parede, três doutoras estavam conversando paradas no corredor seguinte.

_Saiam! – Inuyasha gritou – Saiam!

Todas elas gritaram e pularam em direções diferentes, uma delas foi parar dentro de um carrinho com roupas para a lavanderia, eu podia ouvir os espíritos do hospital se agitando a nossa volta, reclamando de todo aquela bagunça, uma velhinha morta com camisola de hospital atravessou a cabeça por uma das paredes para nos espiar passando.

_Esses vivos, estão sempre... – a ouvi resmungar.

Outro segurança apareceu a nossa frente, e bloqueou o caminho, dessa vez não havia para onde fugirmos.

_Não você não vai não!

Gritou Miroku puxando uma cadeira de rodas que estava no corredor, e correndo a nossa frente com ela, usando-a para empurrar o segurança para dentro de um quarto e indo junto com ele.

_Estamos quase lá! – gritou Kagura, com o rosto já vermelho da correria.

_Cuidado!

Gritei, quando subitamente um dos três seguranças que até poucos segundos antes estava atrás de nós, magicamente materializou-se a nossa frente, e Inuyasha em desespero jogou a maca contra ele, eu pulei para o ar, mas a maca virou-se contra o segurança com um estrondo horrível.

_Ah! – gritou Kagura quando ao passarmos pelo segurança caído ele agarrou-lhe o tornozelo e a fez cair.

Mas Inuyasha continuou a correr desenfreadamente, comigo voando acima de sua cabeça, ele abriu a porta de meu quarto com um estrondo, assustando minha mãe, meu avô, meu irmão, a médica e o casal de enfermeiros que se encontrava lá dentro.

_Não! – ele gritou, mas quando tentou entrar foi agarrado pelos dois seguranças que haviam restado – Kagome!

_Por favor, não! – gritei inutilmente.

Eu corri, mas quando cheguei próxima à cama, os aparelhos foram desligados.

O fio da vida explodiu diante os meus olhos, senti um forte golpe no estomago e curvei-me sem ar, quando olhei minhas mãos eu as vi empalidecer, como se lentamente, todo o sangue estivesse sendo drenado de meu corpo, uma mecha de meu cabelo caiu-me sob o ombro direito, ela era azul escura.

Eu olhei para trás.

_Inu... Yasha...!

_NÃÃÃÃÃÃO! – Inuyasha gritou.

De alguma forma ele libertou-se dos seguranças e correu até meu corpo, sacudindo-me bruscamente pelos ombros, desta vez, eu não senti seu toque.

_Kagome não! Kagome!

De repente, voltei ao acidente, quando bati a cabeça e tudo escureceu, podia ouvir os gritos a minha volta, e acima de todos estava à voz de Inuyasha:

_Kagome!

Esforcei-me para abri os olhos, e o viu chegar até mim e ajoelhar-se, puxando-me para seu colo:

_Kagome – gritou novamente.

_Inuyasha... – murmurei com a voz seca – Eu... Eu tenho... Sono.

_Não. – ele disse desesperado – Kagome não durma se dormir, você vai morrer!

_Não vou. – murmurei fechando os olhos – Eu prometo.

_Kagome acorde! Kagome abra os olhos!

_Inuyasha... Eu te a... – tentei dizer, mas perdi a consciência.

Mergulhei na escuridão ouvindo Inuyasha gritar por mim.

É isso, eu sei qual é minha divida finalmente eu sei.

Abri os olhos, Inuyasha continua a gritar por mim, estão tentando afastá-lo de meu corpo, mas é inútil, o desespero o tornou mais forte.

_Kagome abra os olhos! Kagome não, fala comigo... Kagome!

Ele puxou-me para seus braços e chorou, molhando meus cabelos com as suas lágrimas e sacudindo-me com seus soluços.

_Abra os olhos Kagome, por favor! – ele implorou. – Não morra Kagome, eu te amo!

Meus olhos encheram-se de água, eu nunca disse a ele que o amava, sempre o amei, por isso temos esta ligação, a linha vermelha do destino que nos une. Akai no Ito. Está é a minha divida.

_Inuyasha! – chamei – Eu amo você.

E de repente, seus lábios quentes e cheios de vida uniram-se aos meus, frios e mortos.

Eu senti algo nascer em meu peito, um calor que se espalhava por todo meu corpo, uma luz multicolorida e difusa envolvia-me todo o corpo, suspirei ao sentir aquela sensação reconfortante apoderar-se de mim, minha pele retornava a mesma coloração de antes, e meus cabelos escureciam novamente ao tom negro azulado, eu havia cumprido a minha divida afinal, porém o fio prateado da vida já não existe mais e agora é chegada a minha hora de partir.

Mas ainda teremos o fio vermelho a nos unir. O fio invisível que conecta os que estão destinados a conhecer-se, independentemente do tempo, lugar ou circunstância, o fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir. E é por isso que...

_... Eu vou espera-lo Inuyasha. – Sussurrei.

Sorri fracamente e uma lágrima escorreu por meu rosto, quando fui tragado pelo túnel da morte.

*.*.*.*

Fim.

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Ah é brincadeira, a estória ainda não acabou não fiquem calmas! Mas eu peguei vocês não é? Desculpe, mas é que não resistir, o meu senso de humor é realmente estranho.

Agora falando sério, eu já terminei de escrever essa fanfic no meu computador, e já tenho os primeiros capítulos da próxima que postarei depois dessa: "Donzela maculada", espero vê-las todas por lá.

Pronto desde 02/03, até que este foi rápido.

Respostas as review's:

Gabyh: Ah eu demoro porque escrevo três fanfic's ao mesmo tempo, sabe como é né? ^^'

Se você chorou no outro, imagine só nesse aqui...

patyzinha: Ah puxa quanto carinho! Fico até lisonjeada, realmente muito obrigada! ^^

Yogoto: Achou mesmo? Que bom.

Bem... Você viu que ele tentou. Mas infelizmente não deu certo, eu sei sou cruel.

nane-chan3: Imagino que agora você só esteja mais curiosa do que antes não é?

MissFF: Pois é, você apoiou, todos apoiaram e torceram, mas não foi o bastante, Kagome morreu... Eu sei, sou cruel.

Loolla: Desculpe, sei que realente demorei... Mas eu já demorei bem mais do que isso antes.

Sobre Kagome não morrer... Tenho más noticias.

Babb-chan: Que bom, você conseguiu postar a tempo!

Os animais, especialmente os gatos, são sensíveis a essas coisas sobrenaturais por isso Kirara a vê, só a Sango que não KKKK

Todo mundo entendeu o recado, menos a Kagome que é mesmo muito lerda.

É claro que só podia ser o Inuyasha, afinal ele é o verdadeiro amor dela, não é?

Muito obrigada, fico feliz que tenha ficado tão satisfeita com a cena.

Isso mesmo, aplausos ao Inuyasha por seu plano genial! Pena que não funcionou.

KKK mas você ficou realmente feliz com meu irmão aqui a atrasar-me na postagem!

Ah sim eu as adoro, na verdade acho que você é a leitora mais entusiasmada que já vi (em fanfic's de minha autoria ou não).

Bem... No fundo (algumas nem tão no fundo assim) acho que todas nós temos alguma quedinha pelo Sesshoumaru.

Bem, não sei se esse momento que ele finalmente conseguiu falar foi fofo do seu ponto de vista... Do meu foi romanticamente trágico. E do seu?