Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.
Comer dá sono e dormir da fome.
Projeção astral.
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Meu despertar.
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Abri os olhos de repente e puxei o máximo de ar que pude.
Pisquei um pouco até que meus olhos se acostumassem com a claridade do quarto excessivamente branco, sentei-me sentindo-me tonta, como se tivesse jogado os braços para o alto e começado a girar bem rápido até não poder mais, como fazia quando era pequena.
Eu não era a única pessoa no quarto, percebi quando olhei a volta, havia uma doutora, uma enfermeira, a minha família, e Inuyasha que estava sendo segurado por um enfermeiro.
Mas o que é que está havendo aqui? Porque estão todos me olhando com essas caras espantadas?
Souta foi o primeiro a falar, de repente jogando-se em meus braços.
_Mana!
Por alguns segundos eu fiquei sem reação e não soube o que fazer, pois Souta nunca foi dado a demonstrações de afeto em público, abraços e beijos? Nem pensar! Mas passada a surpresa eu retribui o abraço.
_O que está acontecendo, por que me olham assim? – perguntei fitando todos aqueles rostos surpresos – Parece até que eu acabei de ressuscitar na frente de vocês!
Os olhos de mamãe encheram-se de lagrimas, e no segundo seguinte ela e vovô também estavam me abraçando.
_Ei! – chamei Inuyasha, olhando por cima da cabeça de minha mãe e da careca do vovô – Você não vai me dar um abraço também?
Mamãe endireitou-se e pegou meu rosto em suas mãos, para beijar-me várias e varias vezes, molhando o meu rosto com as suas lágrimas.
_Você está viva querida, está viva! Está viva! Está viva!
_Bem... Estou. – olhei-os confusa quando finalmente me soltaram – O que está havendo aqui?
Foi quando uma quarta pessoa me abraçou.
_Você conseguiu. – Inuyasha sussurrou em meu ouvido – Achei que tinha perdido você Kagome.
Sorrindo eu retribui o seu abraço.
_Não sei do que você está falando, mas gosto quando me abraça.
Inuyasha soltou-me, e olhou para mim com uma expressão triste e decepcionada.
_Você não sabe do que estou falando?
_Não. – pousei as mãos sobre as pernas e olhei para o resto das pessoas ao meu redor – Na verdade estou um pouco confusa, alguém, por favor, pode me explicar o que está acontecendo aqui?
A doutora pigarreou.
_Creio que este é um assunto para você e sua família conversar a sós. – ela ainda parecia bem surpresa – Vou lhes dar privacidade.
E acompanhada do casal de enfermeiros saiu do quarto, Inuyasha ficou num canto olhando-me como se estivesse magoado, e vovô sentou-se ao meu lado na cama e pegou-me a mão entre as suas.
_Kagome, isso pode não ser fácil de explicar, mas há dois anos você...
Pacientemente ele explicou-me sobre o homem bêbado que me atropelou dois anos atrás, quando saia da escola, e como isso me fez entrar num coma profundo, do qual eu despertei milagrosamente após terem desligado meus aparelhos, ao que parece, eu havia estado exatos 27 segundos morta.
E conforme ele falava as memórias iam se desenrolando em minha cabeça, eu me lembrei do acidente e também de que não estava apenas saindo da escola, eu estava correndo, e também me lembrei de que estava simplesmente furiosa com Inuyasha, que traiu minha confiança!
Mas quando quis brigar com ele, Inuyasha já havia sumido.
Mais tarde Souta e vovô também tiveram que ir embora, apesar de ambos insistirem para ficarem, mas mamãe ficou para passar a noite junto comigo, porque eu ainda iria precisar ficar mais uns dias em observação.
Era por volta das 17h00min quando duas enfermeiras entraram no quarto empurrando uma cama de rodinhas e a arrumaram bem ao lado da minha, sob os olhares curiosos, meu e de mamãe, nós perguntamos se a cama era para mamãe, mas elas negaram, alegando que só os pacientes tinham direito a camas.
_Que estranho. – ela comentou de sua poltrona, colocada aqui especialmente para ela.
_O que? – olhei-a.
_É que você já é uma residente deste hospital há dois anos, e nunca te colocaram com uma colega de quarto e agora, de repente...
_É aqui mesmo. Quarto 302! – ouvimos uma voz familiar a dizer.
Quando olhei para o lado, Sango vinha entrando no quarto, sentada numa cadeira de rodas que era empurrada por uma enfermeira, tinha os cabelos soltos e vestia uma das camisolas do hospital.
_Sango! – exclamei surpresa – O que aconteceu com você?!
_Comigo? – ela franziu o cenho – Nada. Você que acabou de sair de um coma. Obrigada pela ajuda enfermeira, eu chamo de precisar de mais alguma coisa. – disse para a sua enfermeira, que sorriu e foi embora.
_Mas e quanto a esta cadeira de rodas?
_Ah isto? – Sango colocou as mãos nas rodas e fez a cadeira girar sobre o próprio eixo – É só porque é muito divertido andar numa dessas, devia experimentar. Mas estou perfeitamente bem, vê?
E colocou-se de pé para que eu pudesse analisa-la por completo, depois foi se sentar na cama que as enfermeiras haviam colocado no quarto minutos antes.
_A comida é horrível, mas as camas daqui são boas. – comentou.
_Sango se você está realmente bem, por que tem um leito no hospital? – insisti preocupada.
_Ah isto? É que hoje pela manhã quando tentamos sequestra-la, um segurança tentou nos barrar e eu fingi que desmaiei para distrai-lo, e... – de repente ela pareceu se lembrar de que minha mãe está aqui, olhou para ela e sorriu envergonhada – Boa tarde Sra. Higurashi.
Os lábios de mamãe torceram-se num sorriso.
_Eu sabia que seus amigos tentariam algo, especialmente Inuyasha, por isso entreguei uma foto de vocês à segurança do hospital e pedi que os deixassem longe de seu quarto.
_A senhora fez isso?! – Espantou-se Sango – Por isso Kagura disse que todos os seguranças pareciam reconhecê-los logo de cara! Ela pensou que fosse por causa dela. Eu sabia que o Miroku tinha que ter colocado uma mascara também!
_Kagura? Mas você odeia a Kagura!
_Kagome você perdeu a memória?
_Não pedir! Eu me lembro perfeitamente que você odeia Kagura e Kikyou, sempre quis dar uma surra nelas.
Sango franziu o cenho.
_Eu já dei a surra em Kikyou. – ela me olhava de forma estranha – Mas resumindo, vou ficar aqui em observação por essa noite, por insistência minha, e amanha quando o resultado dos meus exames saírem eu receberei alta. E olha só que coincidência, me botaram justo no seu quarto!
De sua poltrona, mamãe ergueu a revista e deu um riso fungado, ah certo, foi só uma coincidência, vamos fingir que acreditamos.
_Mas e então, como você está se sentindo?
Encolhi os ombros.
_Sinto como se tivesse acabado de acordar depois de um longo tempo. E você já reparou que quando te colocam em observação, ninguém te observa? Ei por que está me olhando assim?
_Não é nada. – Sango fungou – Que bom que você acordou Kagome. Eu... Senti sua falta.
O jantar foi servido as 19h00min em ponto, por uma enfermeira de aparência ranzinza com os cabelos puxados em um coque, que eu, por alguma razão, automaticamente apelidei mentalmente de enfermeira dragão.
E enquanto Sango e eu comíamos a comida sem sabor do hospital, mamãe saiu para ligar para vovô e Souta e falar que estava tudo bem, e quando voltou tinha um sanduiche e um copo de suco na mão.
Nós oferecemos nossas camas a ela, mas mamãe recusou polidamente.
As 21h00min a enfermeira dragão voltou para desligar as luzes e avisar que era hora de dormir, a esta altura mamãe já ressonava baixinho em sua poltrona com a revista sobre as pernas e os pés em cima da cadeira de rodas de Sango, a própria Sango também não demorou a dormir, mas eu fiquei acordada por mais um tempo olhando a noite lá fora, com medo de dormir e não conseguir acordar novamente, mas então acabei adormecendo sem me dar conta.
Quando acordei Sango parecia estar achando que o hospital era um hotel cinco estrelas, fora a comida, ela adorou todo o resto, desde a cama que se inclinava do jeito que ela queria, até o fato de terem instalado uma televisão no quarto, e servirem-lhe comida na cama, por mais que não gostasse da comida.
Na verdade quando acordei, ela estava em sua cama, que havia sido inclinada até deixa-la meio sentada, zapeando os canais da televisão, com uma mesa/bandeja com o café da manhã sobre as suas pernas.
_Ah Kagome, bom dia, finalmente acordou. Já passa das dez sabia? Sua mãe e eu pensávamos que você tinha entrado em coma de novo. – falou quando de alguma forma me viu acordar, e não sei como, porque ela sequer olhou para mim – Olha nos deram uma televisão, não é demais?
Parecia que ela queria falar comigo tudo o que não pode falar nesses dois anos.
_Bom dia Sango. – eu sentei-me bocejando – Desculpa, fiquei a maior parte da noite acordada, a televisão é muito legal, onde está mamãe?
_Foi esticar as canelas um pouco eu acho. Ou então foi procurar algo para comer, o café da manhã na cama é só para pacientes, sabia? – ela piscou para mim – E por falar nisso, quer café da manhã? Posso chamar a enfermeira para você.
_Não obrigada, estou bem por enquanto.
Ela concordou e baixou o controle remoto quando finalmente achou algo que lhe agradava, fez careta para a comida e logo em seguida encolheu os ombros e começou a comer, eu usei o controle para fazer com que a cama se inclinasse até que eu ficasse meio sentada, assim como Sango e estava assistindo a televisão, algum programa sobre saúde, onde um trio de pessoas conversava sobre a importância de deixar as unhas pelo menos por um dia inteiro sem esmalte para que possam respirar, quando ouvi ela me chamar.
_O que? – respondi.
_Só entre nós. – ela disse em tom de conspiração. – Como era lá?
_Lá onde? – perguntei confusa.
_Você sabe aquela dimensão onde estava presa... Plano, alguma coisa. Onde não tinha tempo nem gravidade.
Eu olhei estranho para Sango, talvez as enfermeiras tenham se confundido e entregado o café da manhã de outro paciente para ela, e agora ela está se entupindo de algum remédio misterioso que está fazendo-a delirar.
_Sango, eu não sei do que você está falando. – respondi cuidadosamente.
Sango franziu o cenho.
_Kagome, pode falar, estamos apenas nós duas aqui agora...
A sua voz foi sumindo conforme ela percebia que eu ainda não compreendia o que ela queria dizer, e umedeceu os lábios ansiosamente.
_Isso é sério? – perguntou-me. – Realmente esqueceu-se de tudo?
Eu abri a boca para perguntar "tudo o que?", mas bem nessa hora mamãe entrou no quarto, e vinha acompanhada de vovô e Souta.
_Muito bem mocinho, mas amanha irá para a escola com certeza. Está me entendendo? – ela estava dizendo a ele.
_Sim mãe. – Souta respondeu em tom entediado. – Ah mana! Vovô e eu trouxemos uma coisa para você!
Ele veio correndo até minha cama, e me entregou uma sacola de papel que tinha nas mãos.
_O que é? – perguntei espiando ali dentro.
_Roupas! – Souta me disse todo sorridente – Para não ter que sair com o seu bumbum a mostra!
Na cama ao lado Sango sufocou uma risada.
Mamãe foi para casa com Souta, mas vovô ficou em seu lugar, e isso, sinceramente, não foi uma boa ideia, primeiro porque ele queria dizer as enfermeiras como trabalhar, e também ficou reclamando incansavelmente sobre por que tudo tinha que ser tão branco, e segundo porque as roupas que haviam me trazido era o uniforme de miko do templo.
Ótimo, uma camisola de hospital completamente aberta nas costas, ou o uniforme de miko. Que bela escolha!
Vovô deixou que eu ficasse somente com a parte de cima, que cobria até metade das minhas cochas e cujas mangas ultrapassavam e muito os meus braços, desde que prometesse que ficaria na minha cama, coberta da cintura para baixo o tempo todo.
A Sango recebeu alta pouco antes do meio dia, mas mesmo assim permaneceu no hospital fazendo-me companhia e... Brincando com seu brinquedinho novo.
_Devia experimentar Kagome! – incentivou-me, enquanto rodopiava em sua cadeira de rodas pelo quarto.
Vovô dormia a sono alto no canto do quarto, na poltrona que até ontem tinha sido ocupada pela mamãe.
_Bem que eu queria Sango. – eu ri um pouco e apontei minhas próprias pernas, escondidas sob o lençol branco – Mas prometi a vovô que ficaria na cama lembra?
Sango veio com a sua cadeira de rodas até a minha cama, e estacionou do meu lado.
_Não sei por que se irrita tanto em vestir isso, em minha opinião te fica bem.
_Acha mesmo?
Sango abriu a boca para responder, mas então minha enfermeira dragão – ainda não sei de onde tirei esse apelido – entrou carregando uma bandeja com meu almoço. E Sango sorriu de canto pra mim.
_Oh que pena! Não sou mais uma paciente do hospital, eu vou ter que ir comprar meu próprio almoço!
Conforme ela falava seu sorriso se alargava, então ela girou a cadeira de rodas e foi se afastando, mas a enfermeira dragão segurou-a, antes que passasse pela porta.
_Se não é paciente, é melhor deixar está cadeira aqui.
Sango fez bico, e eu sufoquei uma risada, mas ela concordou levantou-se e foi embora, enquanto a enfermeira girava os olhos e empurrava a cadeira para coloca-la ao lado de minha cama, ela deu um rápido olhar a cama que Sango ocupara a noite, e minutos depois retornou com uma enfermeira para busca-la, até então eu ainda não havia encostado em minha comida.
_Se quer receber alta. Menina. – falou-me – Coma o seu almoço.
Com um suspiro e muita determinação, empurrei tudo goela abaixo.
Vovô acordou minutos mais tarde, e saiu dizendo que iria almoçar. Pela sua demora eu posso dizer que ele parou para reclamar um pouco mais com as enfermeiras sobre elas não estarem trabalhando corretamente e também sobre como tudo ali era excessivamente branco, quando voltou, empurrou a poltrona para ficar ao lado de minha cama e monopolizou a televisão. Miroku veio ver-me à tarde – e vovô crispou os olhos para ele por cima do seu livro sobre youkais e lendas do Japão feudal – vestia uma camisa do Batman, um cachecol e um gorro, sempre se vestiu de forma estranha para vir a hospitais, devo dizer que ficou ligeiramente preocupado com a cadeira de rodas ao lado de minha cama.
_Oi Kagome, é bom vê-la de olhos abertos, de novo. Puxa você não tem ideia de como é difícil passar por aquela sua enfermeira dragão!
_O que você disse Miroku? – olhei-o abestalhada, não me lembro de ter dito esse apelido em voz alta.
_Enfermeira dragão. É como eu... E essa cadeira? – perguntou pálido.
_Ah, ela é...
_As tuas pernas estão bem? – ele perguntou-me – Consegue senti-las Kagome?
_O que? – pisquei – Ah sim consigo.
_Você tem certeza?
Ele aproximou-se e deu-me um pequeno beliscão numa de minhas pernas por cima do cobertor.
_Ai! – reclamei ao mesmo tempo em que vovô afastava a mão dele de minha perna com uma tapa.
_Mais respeito meu jovem! – ele censurou.
_Desculpe.
_Por que fez isso? – perguntei.
_Foi só pra ter certeza. – ele sorriu aliviado massageando levemente a mão.
_Ah então é assim? Eu viro as costas um minuto e quanto volto te pego beliscando as pernas de minha melhor amiga?
Questionou Sango, parada na soleira da porta com os braços cruzados e o cenho franzido, Miroku virou-se rapidamente, com o rosto ainda mais pálido do que antes.
_O que? Não! Sango eu só estava... Digo...! Essa cadeira! Eu pensei...!
Sem mais consegui conter-se Sango se curvou para frente, apoiando as mãos nos joelhos, e riu-se de Miroku.
_Ah Miroku, precisava ver a sua expressão... Foi tão... Tão... – tentou falar enquanto sufocava em seu próprio riso – Engraçado!
_Ah querida Sango... Não sabe o susto que me deu.
Ele encaminhou-se até ela e enlaçou-a em seus braços, e então a beijou, bem diante os meus olhos esbugalhados, mas só até que meu avô começou a tossir ruidosamente, e então eles se separaram, Sango tinha um sorriso encabulado e eu olhos do tamanho de pratos.
_Ah meu Buda. – falei – Quando foi que...?
_Acho que foi ontem. – Sango me respondeu – Quando ele passou pela emergência, algemado e a caminho da delegacia de policia, e se declarou para mim.
_Ah que lin... Delegacia? Algemas?
Miroku passou a mão pela nuca.
_Bem... Acontece que eu vim dirigindo um furgão até aqui, sem ter carteira, e também ataquei um segurança do hospital, Kagura também foi levada. Mas tudo bem, meu pai pagou a minha fiança, e a mãe dela pagou a dela.
_Kagura também ajudou? – surpreendi-me.
_Ajudou. Os únicos que escaparam foram a Sango que estava "convalescente" no hospital e Inuyasha porque ele... – ele franziu o cenho – Por que foi que Inuyasha não foi preso também?
_E agora vocês estão namorando. – afirmei surpresa – O que mais eu perdi?
_Bem... – Sango sentou-se em sua cadeira de rodas, e eu percebi que havia um jornal em suas mãos – Eu tirei os aparelhos e Miroku agora usa brincos.
Olhei para Miroku, que agora estava sentado em minha cama, e rapidamente arranquei o seu gorro, era verdade, havia brincos nas orelhas dele, dei um pequeno sorriso maroto.
_Você mesmo as furou?
_Só precisei de uma agulha, álcool e um pouco de gelo.
_Ah sim, e tem isto também. – Sango jogou o jornal em meu colo – Desde ontem de manhã que tu és "o milagre". Leia as manchetes!
Ela apoiou o rosto numa das mãos, com um sorriso sabido, enquanto esperava que eu terminasse de ler a matéria.
Sango dizia a verdade, desde ontem de manhã que para todos eu era "o milagre", pois era assim que o jornal me chamava. A menina que havia despertado de um coma de dois anos sem qualquer sequela em suas funções motoras ou mentais – algo simplesmente impossível, considerando-se que já há um grande risco de uma pessoa acordar com sequelas de um coma de dois meses, por exemplo – e o mais impressionante ainda: eu acordei após desligarem os meus aparelhos... E despertei com um beijo.
Minhas bochechas ruborizaram nessa parte.
"É como a estória da bela adormecida na vida real."
Dizia ao final da matéria.
Por causa dos jornais, em poucas horas meu quarto estava cheio de flores, e balões, e também de cartões, em sua maior parte enviados por pessoas que eu não conhecia, vovô disse que também estavam enviando presentes ao templo, quando foram embora, Sango estava perguntando a Miroku por que eu não me lembrava de nada, e ele começou a explicar algo sobre sonhos para ela, após a visita deles, eu recebi a visita de Kagura.
Vovô deixou-nos a sós. Ela tinha muitas desculpas a me pedir – mas de alguma forma eu sentia que não eram necessárias, porque eu já havia perdoado antes – e também pediu desculpas por sua prima, que era a causa primordial do desligamento de meus aparelhos, porque... Vinha dormindo com o meu médico. Pai de Kagura.
_Sinto muito. – falei.
Kagura deu de ombros e abraçou os próprios joelhos.
_Uma vez quando tínhamos doze anos, Kikyou contou-me que havia... Um homem atrás dela. Ela o descreveu como um homem de sorriso cruel e roupa branca, que estava sempre a perseguindo eu achei que estivesse falando de algum pesadelo, mas era real, tudo era real. Ele ia atrás dela dia e noite, "Não conte sobre isso a nenhum adulto" ela me dizia que ele falava isso sempre, "eles não vão acreditar em você, dirão que estão mentindo e a mandarão embora", ela estava ficando assustada com toda aquela perseguição, até que ele mudou de tática, certa vez apareceu na escola com um estojo novo de maquiagem, depois com uma bolsa, e quando a abriu mostrou-me umas poucas notas de dinheiro. Disse que ele tinha dado para ela... Um ano mais tarde, Kikyou já não falava dele, sequer parecia mais assustada, porém estava sempre a aparecer com coisas novas e caras. A mãe dela nunca percebeu porque era quase tão ausente quanto a minha... Eu nunca imaginei que ela... Digo, que o homem de branco de quem ela tanto tinha medo... Ah – suspirou. – Ela foi para Hong Kong tem uns dias, para morar com o pai, mas ele não sabe qual a real razão para isso, minha tia disse a ele, que ela apenas se desentendeu com Kikyou, e ele não fez mais perguntas.
_Mesmo depois de ter me falado tudo isto. Eu não odeio Kikyou. – falei deitada na cama, com as mãos sobre a barriga e o olhar fixo no teto – Espero que ela possa recomeçar em Hong Kong eu... Realmente quero que ela possa ser feliz.
Kagura concordou.
_Sabe Kagome eu creio... Que a Kikyou realmente gostava de Inuyasha. Mas meu pai ficava dando todos aqueles presentes a ela... E a Kikyou sempre foi muito volúvel. E carente também, por causa da pouca atenção que recebia dos pais...
_Está tudo bem. – falei – Eu entendo.
_Você é uma boa alma Kagome.
Por alguma razão, isto me sobressaltou.
_O que disse?
Perguntei, mas ela pareceu não me ouvir.
_Eu também vou embora, irei morar na Europa com minha mãe, só estamos esperando a sentença de papai. – levantou-se – Ah sim, obrigada por ajudar Kanna, Kagome.
Kanna... Quem é está pessoa?
E por que este nome me é tão familiar?
Depois de Sango, Miroku, e Kagura, muitas outras pessoas vieram ver-me, pessoas que eu conhecia, pessoas da escola, pessoas que eu não me lembrava mais de conhecer, todas vieram e se foram, num turbilhão de flores, balões e cartões, exceto aquela pessoa... Que era a única que eu realmente queria ver.
Na madrugada eu quebrei a promessa feita ao meu avô, ergui-me da cama e caminhei pela penumbra até a janela, sentei-me ali para observara a noite lá fora... Queria poder sair voando por ela, para encontra-lo.
_Inuyasha. – suspirei.
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Pronto desde 09/04/13, eu e essa minha mania de anotar tudo!
Estou postando correndo aqui, porque fiquei sem internet e tive de vir até um cyber! Desculpe pelas review's respondidas as pressas!
Volto a postar assim que eu puder!
Respostas as review's:
patyzinha: Acalme, acalme! Não fique assim! ^^
É que é divertido parar nessas partes!
Eu gostei particularmente delas no carrossel, foi tão bonitinho! :x
Postei o mais rápido que eu pude!
Gabyh: KKKK É que é divertido!
Papai é muito generoso, muita gente tem benção dele!
Bem já viu... Ela não lembra.
nane-chan: Ah eu não resistir! Só queria ter visto a sua cara! ^^
Yogoto: Ah muito obrigada! Eu me dediquei mesmo naquele capitulo, especialmente para descrever a queda dela na Terra, que bom que tenha gostado!
DafnyMalik: Tudo bem, eu também demoro muito pra postar, então acho que ficamos quites.
Dessa vez juro que não foi de propósito! ^^
Ah eu sempre fico me perguntando sobre o pai da Kah! Será que ele morreu? Ou abandonou a família? Ou sei lá se perdeu no mar! Eu queria mesmo saber!
KKK Mal estou acabando uma já estou escrevendo mais outra! Eu sou incorrigível mesmo! ^^
Puxa outra fã de Percy Jackson isso é tão legal! *_*
