III. YOU WANT ME

É de noite e eu estou de volta ao meu quarto, deitado em minha cama, com meus óculos no rosto, lendo O Morro dos Ventos Uivantes. Edward havia ficado o dia todo trancado em seu quarto, como sempre, e nem durante o jantar ele havia aparecido. Dava para perceber que Carlisle estava incomodado, ele queria que seu filho participasse dessa família tanto quanto o resto de nós, mas eu também não podia culpar Edward, eu também não me sentia confortável quando nos sentávamos à mesa.

Eu olho para o relógio no visor do celular, era pouco mais de onze horas, Alice provavelmente já estava em sua cama, dormindo, e Carlisle e minha mãe também. Eu não estava coseguindo dormir aquela noite novamente, e talvez eu estivesse mentindo se dissesse que era por que amanhã seria o meu primeiro dia na Forks High School, a verdade, era que eu ainda pensava na noite anterior, que agora, mais parecia um sonho esquisito do que realidade.

Eu saio deixo o livro de lado e me levanto, caminhando até a porta. Parando diante do corredor, eu observo a porta fechada do quarto de Edward, ela esteve assim o dia todo. Eu acho que talvez eu esperasse encontrá-la aberta, o que indicaria que Edward estaria no primeiro andar novamente, talvez me esperando para mais um encontro noturno. Eu reviro os olhos e espanto esse pensamento idiota de minha mente, isso era impossível. Eu caminho em direção ao banheiro, lava o meu rosto e me observo no espelho. O que há de errado comigo? Por que eu não consigo tirar Edward da minha cabeça? Nós éramos praticamente irmãos, vivendo na mesma casa. O que minha mãe e Carlisle descobrissem isso? E se eles tivessem um filho? Edward e estaríamos mais próximos de nos tornarmos parentes, e isso seria doentio! Eu tinha que tirar ele da minha cabeça! Afinal, porque ele me deixa desse jeito? Quer dizer, é claro que Edward é bonito, sedutor e intimidante, mas não é como se fosse o único no mundo! Além disso, ele era um rebelde mau educado que só se importava consigo mesmo, por que eu iria gostar de uma pessoa dessas?

Respirando fundo, eu saio do banheiro, decidido em voltar para a minha cama e por um ponto final nisso tudo. Mas aí eu percebo, a porta do quarto de Edward estava aberta agora, e o quarto estava escuro. Ele estava lá embaixo, ele estava na cozinha! Será que ele havia me ouvido no corredor? Será que isso era um convite para que eu me juntasse a ele lá embaixo? Não importa, eu estava decidido a impedir que o que quer que tenha acontecido ontem, acontecesse novamente. Mas então, eu sou surpreendido novamente quando vejo Edward saindo pela porta de seu quarto, ele olhava fixamente para mim como se soubesse que eu estava lá.

Ele coloca o dedo nos lábios, silenciando-me, e faz um movimento para que eu o seguisse.

Um arrepio de excitação percorre minha espinha, e imediatamente eu sinto meu membro, reagir em minhas calças, começando a ficar excitado.

Eu não devia segui-lo, eu havia convencido a mim mesmo que isso era errado, e perigoso, e que eu devia manter distancia dele, o máximo possível. Mas é como se eu estivesse hipnotizado, eu não consigo pensar direito quando estou por perto dele, e de repente eu me vejo caminhando atrás dele, em silencio, até seu quarto.

Uma vez dentro, ele fecha a porta e me empurra contra ela, minhas costas doem um pouco com o choque, mas eu não me importo. Novamente estou preso e imobilizado, com as palmas de suas mãos encostadas na porta, uma em cada lado da minha cabeça. O quarto está escuro, não posso ver muito, mas percebo que ele sorri para mim, um sorriso divertido, enquanto me observa. Ele está sem camisa, apenas com um shorts de dormir, um tecido leve e fino, bastante revelador. Ele se inclina em minha direção, seu torso nu tocando no meu, seus ombros são tão largos e sua pele é tão clara que mas vez querer tocá-lo.

Eu gemo.

O sorriso em seu rosto cresce cada vez mais.

"Noisy, não é?" diz ele. Eu fecho meus olhos, mordendo o lábio, a fim de manter a calma. É incrivelmente difícil. "Ei, olhe para mim", ele ordena.

Meus olhos se abrem imediatamente.

Ele parou de sorrir agora, com o rosto mais uma vez inexpressivo.

"Você tem medo de mim, não é?"

Eu não respondo.

"Vou tomar isso como um sim".

"Por que você acha isso?" Eu pergunto, quase que imediatamente, minha voz saindo rouca.

"Ah, então você tem uma língua." Ele sorri. "Mas, novamente, eu já sabia disso." Seus olhos descem para a minha boca por um momento, e eu sinto meu rosto aquecer com o calor de um blush. Ele me olha nos olhos novamente, seu olhar verde surpreendente e intenso como sempre. "Eu sei que você tem medo de mim, e sei que você me deseja" Ele sorri presunçosamente, e empurra seus quadris em mim, realizando movimentos circulares, e eu me sinto quase tonto com a sensação, meus rolam para trás. Seu pênis está rijo contra o meu. "Você quer me foder. Você não, Whitlock?"

Eu permaneço em silêncio. Qualquer som que saísse da minha boca seria um gemido.

Ele investe contra mim bruscamente. "Responda-me."

Eu suspiro. "Sim!"

"Exatamente. E a verdade é, eu quero foder você também." Ele tira a mão da porta e toca meu rosto, acariciando-o com o polegar. "Há algo em você, Whitlock, algo tão fucking atraente." Ele esfrega o polegar em meus lábios. "Talvez seja a maneira como seus lábios estão tão carnudos e vermelhos", ele murmura, traçando ao redor da minha boca com o polegar. Ele roça seus quadris em mim vigorosamente. "Talvez seja o tamanho do seu delicioso pau" Seus dedos deslizam sobre minhas bochechas, ao longo da minha mandíbula, sobre minhas sobrancelhas, e meus olhos. "Talvez seja seu rosto inocente, de bom garoto" Ele puxa para trás uma mecha de cabelo que cai sobre a minha testa, e depois mantém a mão no meu cabelo, segurando um tufo, fechando seu punho contra meu coro cabeludo, a dor é prazerosa. "Olhe para mim." Abro os olhos, e seu rosto está tão perto do meu que nossos lábios quase se tocam. "Ou talvez sejam seus olhos..."

Com isso, ele pressiona sua boca contra a minha, seus lábios macios, cheios movendo languidamente sobre os meus, forçando sua língua em minha boca. Meu corpo traidor reage instantaneamente e eu o puxei para perto. Meu Deus, ele beija muito bem. Edward toma meu lábio inferior entre os seus, e o suga vagarosamente, puxando-o ligeiramente com os dentes.

Eu nunca havia sido beijado desse jeito antes. Não que eu houvesse beijado muitos caras, eu ninguém nunca tinha nunca me fez sentir do jeito que ele me faz, enquanto seus lábios se movem sem pressa, mas com intensidade. É glorioso.

Abro os olhos por um instante, a fim de observar seu rosto quando ele me beija, para enraizar a memória no fundo do meu cérebro. Eu nunca quero nunca esquecer este momento. Mas eu me surpreendo ao encontrar seus olhos verdes olhando de volta para mim, brilhando sob o sua pálpebra entreaberta.

Eu gemo.

Ele continua, me beijando no mesmo ritmo lento, o punho ainda apertando meus cabelos. Há quase um sentimento de necessidade por trás do beijo, o desejo concentrado derramando em cada movimento persistente de sua boca.

É alucinante.

Eu quero mais.

Eu empurro meus quadris nos dele, agarrando suas coxas e puxando-o para mim no processo. Ele imediatamente acelera seus movimentos em minha boca, investindo contra mim incansavelmente enquanto isso. Sua língua sai e ligeiramente toca meus lábios, uma vez, duas, três vezes.

"Mmmmm ..." Eu gemo em sua boca.

Ele roça seu pau em mim ainda mais violentamente, a minha bunda batendo na porta ruidosamente, mais ... e mais ... e mais ... e mais.

De repente, ele puxa seu shorts de pijama para baixo, revelando seu membro, eu não posso vê-lo por causa do escuro, mas eu o sinto contra a minha perna. Edward pega minha mão e a leva até o seu pênis. Sem pensar, eu envolvo meus dedos ao seu redor, sentindo-o. Edward era grande, eu conseguia sentir suas veias pulsando em meus dedos conforme eu começava a mover minha mãe para frente e para trás, masturbando-o. A sensação de ter minha mão fria em seu membro parece agradar Edward, e ele começa a gemer, sua testa colada na minha, sua boca a centímetros de distancia da minha, eu sinto sua respiração ofegante quente em meu rosto, e ele geme, até chegar ao orgasmo. Eu sinto seu sêmen jorrar em minha mão, enquanto ele move seus quadris para frente e para trás, sem parar de gemer.

Alguns minutos haviam se passado até que Edward recuperasse seu fôlego e energia, ele ainda estava próximo de mim, e meu membro ainda estava excitado, desconfortavelmente apertado dentro das minhas calças quando ele se afasta.

"Você deveria voltar para o seu quarto" ele diz.

Eu franzo o cenho em confusão. "What?"

"Feche a porta quando sair" diz ele insensivelmente , alcançando o controle remoto da sua TV e a TV liga.

A fraca iluminação da TV atua como um choque de realidade para mim, e começo a sentir raiva. Estou fervendo enquanto meus olhos estreitam para ele, e minha mandíbula está tensa de irritação.

"Você... você me usou!" eu exclamo.

Ele encolhe os ombros . "Eu estava com tesão, o que poderia fazer?"

Eu sentia vontade de partir para cima dele e acertar um soco em seu rosto perfeito, mas eu não podia, eu não podia ficar se quer mais um instante junto dele. Sinto-me doente, quebrado, com nojo, usados e sem valor. Eu sufoco o soluço que está tentando escapar da minha garganta.

"Foda-se", eu digo , derrotado, antes de me virar e abrir a porta.

Eu demoro para dormir naquela noite também, ainda estava me sentindo como um lixo e não conseguia parar de chorar. Eu sabia que eu não deveria ter entrado naquele quarto com Edward, mas não imaginava que isso iria acontecer. Droga, eu queria vomitar, queria sumir daquela casa, nunca mais queria ver Edward na minha frente, mas só de pensar que teríamos aula juntos no dia seguinte, isso me deixa ainda mais enojado.

Quando meu despertador toca de manhã, me acordando, sinto-me como se um caminhão de lixo tivesse passado por cima de mim. Demoro para levantar, e, quando saio do quarto, simplesmente desejo que Edward não esteja por perto. Por sorte ele não estava. Rapidamente eu caminho até o banheiro, trancando a porta. Eu observo meu rosto inchado e os olhos vermelhos. Fuck, isso era decididamente o jeito como eu queria aparecer no meu primeiro dia de aula.

Depois de tomar um banho, eu desço para a cozinha, novamente desejando que Edward não esteja lá, mas me deparo com minha mãe, sentada à mesa, com um jornal na mão e uma xícara de café.

"Oh, olá filho! Como está?"

"Bem" eu minto. "Por que está acordada?"

"Queria te desejar boa sorte no seu primeiro dia de aula" ela diz com um sorriso, e então fica séria. "Você está bem?"

Urgh, eu achei que o banho iria ajudar a lavar a vergonha e humilhação do meu rosto, mas aparentemente estava errado.

"Acho que estou pegando uma gripe"Minto novamente. "O clima em Forks é sempre tão frio"

"Nem me diga, filho, eu também não sou muito fã de neve, mas se quiser, tenho uma aspirina"

"Eu estou bem, mãe" minto de novo.

"Tudo bem, mas se piorar, pode me chamar"

"Mãe, eu não tenho mais doze anos..." digo revirando os olhos.

"Ok, me desculpe, esqueci que hoje é o seu primeiro dia do sophomore year!" ela diz, brincando. E então vejo ela olhar para algo acima de meu ombro. "Edward, bom dia. Eu preparei o café da manhã de vocês".

Fuck, Edward está atrás de mim? Eu posso ouvir seus passos, mas não quero me virar para não ver seu rosto.

"Não estou com fome" murmuro, me virando rapidamente para voltar para o meu quarto, mas me deparo com Edward bem diante de mim, seus olhos me observando, sua expressão séria, sem emoção alguma.

"Morning" ele murmura enquanto coça os olhos, ele está vestindo apenas aquele shorts de ontem, mas eu me recuso a olhar.

"Morning" eu digo, passando por ele e correndo até as escadas.

Eu não demoro muito para me vestir e me arrumar, quando desço as escadas, minha mãe está lá para me desejar boa sorte novamente, mas felizmente Edward não. Eu me despeço dela, pego minha mochila, e saio da casa, andando pela estrada enlameada. De lá, eu andaria até a cidade e depois para a escola, o que seria um longo e úmido caminho, mas me ajudaria a conhecer melhor Forks.

Cerca de cinco minutos depois de ter deixado a casa, eu ouço o barulho de um motor rugindo atrás de mim, pouco antes de um carro parar bruscamente ao meu lado. Eu ouço a janela descer e música do radio ser desligada.

"Que diabos você está fazendo?" Perguntou a voz de Edward, completamente perplexo.

"Andando a pé para a escola," eu disse, friamente sem olhar para ele.

"Por quê?"

"Bem, de que outra forma eu faria para chegar lá?"

"Dirigindo", disse ele como se eu fosse estúpido.

"Eu não tenho um carro." Foi quando eu decidi dar uma olhada no seu. Um volvo prateado reluzente, claro.

"Sério?" Edward pareceu surpreso, como se todos os nossos papais distribuíssem carros aos seus filhos.

"Não."

A porta do lado do passageiro se abre. "Entre!" o convite era quase como uma ordem, e eu me pergunto o que faria ele pensar que eu ia entrar em seu carro depois do que houve na noite anterior.

"Não" digo, sem parar de andar.

"Jasper, você quer mesmo andar até a escola desse jeito?" ele pergunta, e eu não respondo. "Se não entrar vou dizer a Carlisle que está indo a pé para a escola todos os dias e ele vai querer lhe comprar um carro" eu olho para ele. Como se atreve? Ainda por cima estava me chantageando. Eu penso em chutar a lanterna de seu carro, mas percebo que Carlisle seria mesmo capaz de fazer algo do tipo, e eu realmente não queria que ele me comprasse um carro, então entro no de Edward, sem dizer uma palavra, e assim permanecemos pelo resto do caminho até Forks.