Noite Especial (Outubro de 2013)

(Traduzido por Ingrid Andrade)

Hoje era 15 de outubro e já fazia 10 dias que Tanya e Demetri se casaram, ainda seguiam de lua de mel e segundo sabíamos estavam se divertindo muito e conhecendo muitos lugares da Índia.

Kate continuava em casa com a gente, já sairia de licença e tínhamos que estar cientes, ainda não havia me falado o que aconteceu com o pai do seu bebê, mas suponho que ela dirá quando estiver preparada. Para não deixar Kate sozinha em casa o dia todo, pedi alguns dias no trabalho e agora estava terminando de preparar o café da manhã para Kate e para mim.

-Tome, Kate.

-Obrigada, Bella.

-De nada, por acaso, você está indo bem, não é?

-Sim, embora a cada dia que passe fique mais difícil me mover com esta barriga enorme, e isso que é só um bebê.

-Eu sei, entendo você – eu disse rindo.

-Verdade, Bella. E as crianças?

-Esme e Sue vieram cedo e os levaram, você sabe que terça-feira elas têm yoga, e em seguida vão ao parque com os pequenos. Então estamos sozinhas em casa.

-Sim, eu gosto de Edward na verdade, pelo tempo que o conheço eu vi o bom pai que el maneira que trata você, se vê a quilômetros que vocês se amam e na verdade invejo isso, vocês são uma família incrível.

-Sim, é verdade, mas nos custou sangue, suor e lágrimas para ter isso.

-Quisera eu ter encontrado um homem assim, e não ter que recorrer à inseminação artificial para formar a família que eu quero.

Dada essa revelação eu congelei.

-Eu não sabia que...

-Eu sei, ninguém sabe, você sabe, eu sou a mais velha das três e elas já têm suas vidas feitas e eu não quero ficar sozinha, desde que meus pais morreram temos sempre estado juntas e agora me sinto sozinha em casa, por isso estou pensando que depois do nascimento do bebê vou procurar um apartamento aqui e deixar o Alaska para férias ou algo assim, não sei.

-Seria um prazer ter você por aqui – eu disse rindo.

-Na verdade, Bella, posso te fazer uma pergunta?

-Claro, manda bala.

-Você vê que não sou uma intrometida, nem nada, mas passei pelo escritório que você tem aqui e ouvi você falando com um advogado... tem algo errado?

Não sabia o que dizer, então só sorri.

-Está tudo bem, não se preocupe.

-Certo, pode confiar em mim.

-Eu sei, mas te preocupar não vale a pena.

-Quando foi a última vez que Edward e você saíram sozinhos?

-Não me lembro, acho que nunca saímos sozinhos, sempre saímos com as crianças, ou com os nossos irmãos e amigos. Por que a pergunta?

-Bom, eu não sei se vocês podem sair sozinhos hoje à noite, já que é terça-feira, eu posso ficar aqui com as crianças...

-Eu... Obrigada, Kate, mas não sei se isso é bom, em qualquer momento você pode entrar em trabalho de parto e as crianças...

-Olhe, as crianças podem ficar com os avôs e se acontecer algo eu os aviso e eles vêm, me sinto um pouco culpada por vocês sempre estarem em casa, quando são um casal jovem, além disso, logo será o julgamento e vão começar com as coisas do casamento e isso cansa na verdade.

-Vamos ver, eu preciso falar com Edward...

-Nada disso, suba e se vista, vá até a universidade e passem o resto do dia juntos, vocês precisam.

-Mas...

-Nada de mas... vamos, se arrume logo. Logo Edward sairá para almoçar e tenho certeza que será uma surpresa agradável quando ele te ver.

-Sim, senhora – eu disse com uma continência.

Subi as escadas, entrei no quarto, peguei minha roupa e fui tomar banho, ao sair me maquiei um pouco, depois de me vestir, coloquei salto alto e desci as escadas.

-Bem, você está lindíssima... sem a roupa do trabalho.

-Tem certeza que estou bem? Não sei se pareço uma adolescente.

-Bella, você é jovem e essa meia com esse vestido ficou incrível, coloque essa jaqueta e você estará perfeita.

-Obrigada, agora ligue para Esme ou Sue e fale das crianças, mas por que vocês não vem comer com a gente e depois, esta noite, vamos só nós dois?

-Bella, mal posso me mover, além disso, não precisa chamar ninguém. Eu já falei com Esme e lhe contei minha ideia e pareceu tudo bem, na hora do almoço ela e Sue virão comer já que Charlie e Carlisle não podem.

-Ok, como quiser, qualquer coisa me chame – eu disse abraçando-a.

Saí de casa, entrei no carro e fui em direção à universidade, quando cheguei os estudantes saíam para almoçar e no alto da escadaria vi Edward falando com uma menina, seu jeans justo e sua camisa preta lhe caiam muito bem.

Continuei andando em sua direção, quando um menino chocou comigo tirando todas as coisas da minha bolsa.

-Sinto muito, eu não olhava para onde ia.

-Fique tranquilo, não importa – eu disse recolhendo as coisas do chão.

-Bella? – Edward disse se aproximando de mim de forma rápida – Você está bem?

-Sim, fique tranquilo.

-Thomas, tenha mais cuidado, por favor – ele repreendeu o menino.

-Eu sinto muito, professor Cullen, não voltará a acontecer.

-Tchau e sinto muito, novamente – ele disse se afastando de mim.

-Bem, uma surpresa e tanto que você me deu, o que faz aqui? Aconteceu algo em casa?

-Não, só vim te visitar e te convidar para tomar algo, as crianças estão com os nossos pais e Kate me expulsou de casa e quase proibiu que eu voltasse até amanhã – eu disse rindo – quer, que pelo menos uma vez, a gente passe o dia juntos.

-Boa ideia – ele disse me beijando.

Ele pegou minha mão e então fomos almoçar, mas algo que me fez rir foi a reação das garotas quando Edward abriu a porta do meu carro, já que todas suspiraram.

-O que foi?

-Você tem todas as estudantes suspirando por seus ossos.

-Oh, sim, mas eu já estou ocupado – ele disse me beijando no semáforo vermelho – Italiano?

-Sim, faz tempo que não como em um.

Minutos depois estacionou o carro e entramos no restaurante. A refeição foi tranquila e amena, falamos de coisas triviais e, é claro, das crianças, depois de terminar de comer Edward voltou para a universidade por mais um par de horas e eu fui ao meu antigo apartamento, onde havíamos ficado depois que ele saiu do trabalho.

Às três, Edward chegou da universidade, tirou a camisa e os sapatos e se colocou entre as minhas pernas.

-Boa tarde, amor – ele disse, me beijando.

-Boa tarde, como foram as aulas?

-Chatas sem você.

-Cansado? – eu disse acariciando seu cabelo.

-Bastante – ele disse fechando os olhos pelas minhas carícias.

-Vamos para a cama – eu disse em seu ouvido.

Edward se levantou e de mãos dadas fomos ao meu quarto, quando tocou o colchão ele caiu no mundo dos sonhos, pouco depois eu o segui.

Às cinco nós acordamos, tomamos banho e nos vestimos, para depois dar uma volta pelo parque, às dez fomos a um restaurante para jantar e quando íamos tomar umas bebidas, meu telefone tocou.

-Diga.

-Bella, desculpe-me, eu sei que esta noite era para vocês, mas faz uma hora que Kate está em trabalho de parto e vamos ao hospital, vemos vocês lá, ok?

-Oh, claro Sue, obrigada por avisar, vamos agora mesmo para o hospital.

-O que aconteceu?

-Kate rompeu a bolsa, pelo visto faz uma hora e vamos ao hospital.

-Ligou para Tanya? – ele perguntou ligando o carro.

-Claro.

Em meia hora chegamos ao hospital, onde todos estavam.

-Onde ela está? – perguntei

-Gente... ela está naquele quarto com Alice, Kate perguntou de você, Bella – Carlisle disse.

-Ok, vou vê-la, Edward, pegue – eu disse, lhe dando a minha jaqueta.

Fui até o quarto e quando Kate me viu, ela pegou minha mão.

-Bella, por favor, entre comigo, tenho tanto medo.

-Não se preocupe, tudo sairá bem eu vou te acompanhar.

Duas horas depois ela entrou na sala de parto e uma hora depois saí de lá com o pequeno Leo nos braços para apresentá-lo aos demais, Tanya e Demetri iriam voltar para casa amanhã de manhã, embora tenhamos lhes dito que não havia pressa.

~xXx~

Nota da Ingrid: Olá gente, como vocês estão? VS demorou pra ser atualizada, mas é por conta da minha vida pessoal que estava uma correria... Agora estou desempregada e terei tempo para traduzir! Teremos atualização 1 vez por semana por aqui, pelo menos.

O que acharam desse capítulo? A autora abordou o tema da inseminação artificial, o que é muito comum hoje, mas existe um certo preconceito, achei muito legal.

Beijos e até a semana que vem!