Entre as Grades (Outubro de 2013)

(Traduzido por Ingrid Andrade)

Já se passaram vários dias desde que Demetri e Tanya voltaram de sua viagem e desde que deram alta a Kate, era sexta-feira e segunda-feira eu finalmente levaria meu plano ao fim. Sabia que Edward estava preocupado e inclusive os outros, mas eu já havia falado com o meu advogado e ele me disse que não havia problema algum em fazê-lo, então eu ia fazer isso.

-Bella, você chegou tarde para o jantar.

-Eu sei, Edward, as crianças estão prontas?

-Sim, Kate e Tanya estão com eles, e se você não se apressar, chegaremos atrasados no jantar do meu amigo.

-Eu sinto muito, me perdi em pensamentos – disse sorrindo.

-Eu imaginava, na verdade, pegue outra muda de roupa porque passaremos a noite em outro lugar.

-Claro, por acaso, Edward, você vai me dizer como se chama o restaurante?

-Não, quero que seja uma surpresa.

Rapidamente desci as escadas, me despedi das crianças e das meninas e subi no carro de Edward. Depois de meia hora dirigindo chegamos ao porto; o que me surpreendeu.

-Edward, o que estamos fazendo aqui?

-Aqui é onde o meu companheiro de trabalho vai celebrar sua transferência.

-Minha mãe e segundo o que vejo não é um barco comum e atual, sim um iate enorme e luxuoso, o salário de um professor universitário dá tanto assim?

-Digamos que ter uma família com dinheiro também ajuda – disse rindo.

-Eu imaginei, na verdade quero que os outros também vejam isso, não é sempre que temos oportunidades assim, não acha? Vamos tirar algumas fotos.

-Esta bem, mas depois, agora estão nos esperando.

-Ok.

Subimos no barco, e ali mesmo um homem da idade de Carlisle e uma mulher baixinha e gorda, davam as boas-vindas ao seu barco.

-Boa noite Edward, fico feliz que tenha vindo e acompanhado com nada mais e nada menos que uma das mulheres mais lindas e conhecidas por seu trabalho aqui em Miami.

-Obrigado Derek, ela é Bella, minha noiva.

-Encantado lindeza, ela é minha mulher Lidia, uma compradora compulsiva – ele disse no meu ouvido.

Eu sorri.

-Obrigada pelo elogio senhor Derek.

-Oh, por favor, me chame de Derek.

-Claro Derek.

-Mas passem, passem e desfrutem da festa e do iate, que por sinal vocês poderão ficar para passar a noite se quiserem.

-Obrigado Derek, nós pensaremos nisso – Edward disse me levando para um lado do barco que dava para uma piscininha.

A noite já tinha caído e o iate já estava em alto mar, na distância podiam ser vistas as luzes da cidade e se olhasse para o céu podia apreciar milhões de estrelas que não podiam ser vistas na cidade.

-Você está gostando?

-Sim, Edward, esta vista é incrível – eu disse rodeando seus braços que estavam na minha cintura.

-Fico muito feliz, Bella, mas agora devemos entrar, o jantar vai começar em alguns minutos, se quiser nos ficamos dormindo aqui e vemos juntos o amanhecer.

-Eu adoraria, Edward.

-Então é isso que faremos, depois de jantar daremos a notícia para o Derek.

Entramos no salão moderno e jantamos entre anedotas de Derek, risadas e piadas de seus amigos, família e companheiros. Às onze terminamos o nosso café e saímos para tomar ar fresco na borda, o mar estava tranquilo e as únicas coisas que podiam ser vistas eram as luzes do barco e a cidade há quilômetros.

-Você sabe que nunca comi tanto em minha vida – Edward disse atrás de mim.

-Digo o mesmo, estou inchada, vamos dar uma volta no barco?

-Claro, no caminho procuramos Derek e lhe dizemos que vamos ficar aqui.

Depois de avisar Derek, seguimos vendo o barco e à uma, fomos para a nossa cabine, a qual parecia um pequeno apartamento. No centro do quarto estava a cama de casal de madeira escura, com lençóis azuis de seda, as cortinas eram brancas, tinha uma pequena cômoda na frente da grande cama de casal e ao seu lado um sofá enorme com vista para uma pequena varanda, ao lado da varanda havia uma tela plana, abaixo um pequeno frigobar e no fundo do quarto estava o banheiro bastante amplo, com banheira e toalhas de cor mogno e um banheiro no canto.

-Uau, é incrível – eu disse olhando tudo.

-Sim, muito – Edward disse atordoado – e ainda tem uma máquina de preservativos e de escovas de dente no banheiro.

-Não poder ser – eu disse rindo.

-Sim, olhe – disse mostrando-me uma máquina onde colocou uma moeda e saiu uma caixinha de preservativos.

-Com certeza é uma piada ou estão vencidos – eu disse rindo.

-Não, vence em dois anos – disse mostrando-me a caixa.

-Bom, eu vou colocar algo mais confortável, você me ajuda?

-Claro, será um prazer – ele disse começando a desabotoar meu vestido.

-Obrigada Edward.

Quando terminou de desabotoa-lo, pegou minha cintura e começou a beijar meu pescoço e ombros.

-Eu te amo – ele disse contra a minha pele.

-Eu também te amo – eu disse o beijando.

O vestido caiu no chão, e Edward e eu terminamos na cama. Sua boca e suas mãos acariciavam meu pescoço o resto do corpo até que tive que parar.

-Ed... ward, pare, por favor – disse engasgada.

-Eu sinto muito querida, você está bem? – ele disse saindo de cima de mim.

-Sim, é só que... eu preciso fazer algo antes de poder me entregar a você completamente outra vez.

-Eu entendo, te amo e será melhor que a gente durma ou não poderemos ver o amanhecer como você quer.

-Obrigada – eu disse o beijando e abraçando-o.

Às seis e meia, já vestidos, saímos ao exterior acolhedor, e ali juntos e abraçados vimos o melhor nascer do sol que havia visto na minha vida.

-É lindo – eu disse feliz.

-Sim, é.

Às nove tomamos café da manhã e às dez chegamos ao porto, subimos no carro de Edward e saímos rumo a casa, quando chegamos brincamos com as crianças, comemos com o resto da família e voltamos para casa para descansar, o domingo passou como se fosse nada e já estávamos na segunda-feira.

Fazia uma hora que Edward havia ido para a universidade e as crianças já estavam com suas avós como todas as manhãs, hoje eu não tinha muito trabalho, então às dez saí do escritório com todo o trabalho feito e subi num táxi.

-Olá senhorita, onde quer que eu a leve?

-Ao Metro West Detention Center, por favor.

-Claro, senhorita.

Em uma hora mais ou menos chegamos, me despedi do taxista e entrei.

-Bom dia, senhorita – os funcionários disseram.

-Bom dia, vim fazer uma visita para James Condor.

-Oh, claro, um companheiro já nos avisou que hoje você viria vê-lo, senhorita Swan.

-Sim, é.

-Bem, pois agora mesmo o chamaremos, sente-se aqui.

Cinco minutos depois os funcionários apareceram com um James muito diferente, ele estava mais magro, seu cabelo era mais longo, pelo ombro mais ou menos e tinha um machucado ou outro.

-Bem, senhorita Swan, aqui está, se acontecer alguma coisa só levante seu braço e o tiraremos daqui.

-Não tem problema, não creio que vá demorar muito.

-Como disser, senhorita Swan.

James sentou-se na cadeira com as mãos e pés algemados e eles saíram. Havia chegado o momento que eu tanto esperava, então respirei fundo e falei.

-Olá James... você parece bem – eu disse com um sorrisinho.

-Maldita vadia.

-Parece que você perdeu seus modos no tempo que esteve trancado aqui, James.

-Você me enganou – grunhiu.

-Eu, sobre o quê?

-Você e sua família maldita me fizeram crer que você estava morta, como a minha filha.

-Sua filha, que filha James? Você se refere a esta menina, a minha filha e a de Edward? – eu disse lhe mostrando uma foto de Lisa.

-Essa menina é minha filha, não daquele bastardo.

-Quem disse? Enganaram você James, de verdade você pensou que o parto adiantou? Pois não, para a sua informação quando você me estuprou no Alasca eu já estava grávida do meu noivo, Edward – eu disse rindo.

-É mentira, tenho certeza de que essa menina é minha filha.

-James, se fosse, você acha que eu diria? Se minha filha fosse sua por desgraça, você nunca iria saber e sobre tudo nunca levaria o seu sobrenome, além disso, nem a conheceria.

-Você não pode fazer isso, é minha filha.

-James, se assim fosse, você não teria direitos sobre ela já que seria produto de um estupro, certamente por vingança.

-O que quer dizer com vingança?

-James, eu sei a história da sua família e sei o que aconteceu com o meu pai e o doutor Cullen há anos. Por acaso, dê recordações ao seu pai de minha parte quando o ver no inferno.

-Então você sabe que o doutor não é um santinho.

-Claro que ele é, James, a única coisa que ele fez foi ajudar sua mãe – eu disse.

-Claro, fodendo-a com a língua.

-Oh claro, você viu mal James, não sei se lembra, mas sua mãe era diariamente estuprada e maltratada pelo seu pai, um bêbado maldito, em uma dessas violências ela ficou grávida, naquele dia sua mãe se colocou em trabalho de parto depois da surra que seu pai bêbado deu, e o doutor Cullen a atendeu. Tiveram que levá-la para a emergência já que a vida dela estava em perigo e por desgraça não puderam fazer nada por ela, seu pai ao ver essa imagem e estando tão bêbado pensou que sua mãe o traía e tentou matá-la, meu pai que vigiava aquela zona viu a comoção e prendeu seu pai, horas depois ele soube da morte dela e de sua filha, e o condenou a morte. Mandaram você para a sua tia libertina e suas filhas e acreditando na história você veio buscar por vingança.

-James, você devia ter perguntado antes de acreditar no que viu quando era pequeno, olhe o que você fez, vai terminar igual ao seu pai, nos vemos dentro de dois dias no julgamento, James, e se você tiver interessado... Jessica se suicidou faz algumas semanas em Forks.

Saí de lá depois de chamar um táxi, enquanto esperava, relaxei e liguei meu telefone, que só tinha uma chamada perdida de Jasper, certamente para comermos juntos, lhe mandei uma mensagem dizendo que não podia e subi no táxi.

-Olá senhorita, para onde a levo?

-Para o Women's Detention Center, por favor.

Em 25 minutos chegamos e deixei uma nota do ocorrido para Victoria, com alguma outra coisa a mais escrita pelo o que fez a Edward. Às duas cheguei em casa e comi com os demais, como se nada tivesse acontecido.

~xXx~

Nota da Ingrid: Olá! Gostaram do capítulo? Faltam só 2 capítulos para VS ser concluída e tem um epílogo ainda.

Comentem, isso me incentiva a traduzir.

Beijos, Ingrid.