Epílogo (Alguns anos depois...)

(Tradução: Ingrid Andrade)

-O voo com destino à França sairá em cinco minutos, por favor, embarquem pela porta três. Último aviso para os passageiros com destino a França, embarquem pela porta três – repetia a menina pelo megafone.

-Vamos crianças, subam no avião, ou chegaremos atrasados.

-Mamãe, eu vou com você e com o papai, já sou grande.

-Anthony, você tem que ir atrás com as aeromoças, tenho repetido isso o suficiente.

-Mas então Lisa não me deixará relaxar...

-Querido, sua irmã só quer brincar com você...

-Mas ela é uma menina... e eu não brinco com bonecas – disse cruzando os braços.

-Anthony, ouça a sua mãe.

-Sim papai, vamos Lisa – ele disse pegando a mão de sua irmã e entrando no avião.

Suspirei e virei para o meu marido.

-Relaxe, amor, certamente eles vão dormir agarrados ou verão um filme – ele disse com seu amplo sorriso enquanto me agarrava pela cintura.

-Acho que no final nós devíamos ter ido com os outros nos jatos – eu disse sentando-me em um dos assentos da primeira classe.

-Eu te disse, mas você negou, até que o médico disse se você podia ou não viajar, quando já sabíamos que sim – disse entrelaçando nossos dedos.

-Eu só queria ter certeza – sussurrei.

-Eu sei, querida, nos custou muito para chegar até aqui – disse beijando minha testa – agora tente dormir.

Eu só assenti e me afundei em minhas memórias, especificamente há uns três anos e meio atrás.

Flashback

-Por favor, Edward, diga-me qual é a surpresa – eu digo no carro em direção a eu não sei onde.

-Relaxe, logo você saberá – ele diz apertando minha mão.

Minutos depois chegamos juntos ao Big Ben, que já estava iluminado.

-O Big Ben? – eu disse incrédula.

-Relaxe, quando chegarmos ao nosso destino, alguém estará te esperando, enquanto eu termino de preparar tudo - ele disse descendo do carro – nos vemos em meia hora, mais ou menos.

Eu só assenti e esperei que chegasse o momento de voltar a vê-lo, já que queríamos aproveitar estes últimos dias juntos e sozinhos em Londres, antes de voltar para casa e focarmos nos preparativos do casamento.

Cinco ou quinze minutos depois eu estava diante de uma casa ou algo do gênero com as luzes apagadas.

-Onde estamos? – perguntei ao motorista.

-Relaxe, coloque isso nos seus olhos.

Com medo fiz o que ele me pediu e logo senti que alguém abria a porta do carro onde eu estava e me ajudava a sair, guiou-me por um caminho ou algo assim já que eu não podia ver e depois de subir algumas escadas me fez parar. Quando menos esperei meus olhos estavam livres novamente e tive que esperar alguns segundos até me acostumar à luz.

-Senhorita Swan, seja bem–vinda – uma mulher gorda disse – meu nome é Marie e serei a que te arrumará para a festa.

-Que festa?

-É uma surpresa do senhor Cullen e não posso te contar, eu só irei vesti-la, maquiá-la e penteá-la. Bem, sente-se aqui para começar com seu cabelo e maquiagem, Julia começa com suas mãos, Patri com a maquiagem, eu farei o penteado – ordenou a duas meninas.

Eu fiz o que foi dito e me sentei, depois de me maquiar e me pentear, mandaram-me ficar de pé e nua completamente.

-Eu... – disse envergonhada.

-Não se preocupe senhorita Swan, iremos tapar seus olhos, toda a ideia é do senhor Cullen e posso te assegurar que vocês desfrutarão – ela disse rindo.

Voltaram a tapar meus olhos com uma máscara e notei como tiraram minha roupa interior, eu corei, as escutei falando em, creio eu, francês e logo notei ago suave passando pela minha pele.

-Senhorita Swan, levante os braços, por favor – Marie me pediu – e quando eu pedir, segure a respiração.

Eu só concordei e quando me deram a ordem de não respirar, notei algo pressionando meu peito, fazendo-me ofegar.

-Perfeito, agora só falta o vestido e você estará pronta.

Assenti e logo notei um tecido suave cobrir meu corpo e meus braços com mangas largas. Depois colocaram algo na minha cabeça, no pescoço e no pulso e desci as escadas que antes subi.

Outra mão diferente da que senti antes apertou minha mão e me ajudou a subir no carro, quando voltou a parar outra pessoa abriu a porta me ajudando a sair e beijou minha testa, nesse momento tiraram minha venda e vi meu irmão com um sorriso amplo no rosto.

-Bella, você está inda – ele disse me abraçando.

-Emmett, o que...?

-Deixe-me leva-la até o papai – disse colocando seu braço nos meus.

Caminhamos por um caminho de flores até parar em uma grande árvore, onde meu pai vestido em um terno nos esperava.

-Papai... – eu disse dando minha mão ao meu pai.

-Filha, você está linda.

-Não estou entendendo nada, alguém pode me dizer o que está acontecendo e por que vocês estão aqui? – eu disse ainda surpresa.

-Filha, por acaso, você pretendia se casar sem sua família presente?

-Me casar...? Não pode ser, agora? – eu disse impressionada.

-Sim, filha, agora, aqui em Londres – ele disse rindo – você não duvidou, nem vendo como está vestida?

-Não me deixaram ver nada até que Emmett tirou a venda.

-Eu sei, foi ideia de Alice, mas tem a solução, se olhe – ele disse, saindo da frente da grande árvore, onde havia um espelho de corpo inteiro, deixando-o à minha vista, um vestido lindo estilo medieval de cor azul claro, com as mangas brancas e uma tiara linda na minha testa.

Passamos por uma pequena ponte e ao fundo se viam algumas luzes iluminando tudo ao redor, e no final desse passeio estava Edward vestido com um traje parecido ao meu esperando junto com sua mãe, nossos filhos estavam com Tanya e Demetri, assim como o resto da nossa família, um juiz nos esperava e o que mais me impactou foi ver o Big Ben atrás de nós. O casamento foi simples e comovente, agradeci a Edward por sua surpresa e por volta das três, nós dois fomos a uma suíte de um hotel no centro de Londres.

Ainda me lembro de quando entrei no banheiro e tirei meu lindo vestido, deixando-me com uma visão de uma roupa que não tinha sido vista desde então, saí do banho e Edward me devorou com os olhos, nessa noite fizemos amor pela primeira vez casados, juntos como um casal unidos legalmente durante toda a noite.

Fim do Flashback

Sorri diante da recordação, e tentei dormir um pouco no ombro do meu marido.

Às dez da manhã chegamos à França, onde Rose e meu irmão nos esperavam para ir ao hotel.

-Deus, irmãzinha, de um dia para o outro você parece enorme com essa barriga – meu irmão disse me abraçando.

-Agradeça que não posso avançar em você e te dar um bom tapa, porque senão sua cabeça estaria pendurada – eu disse de mal humor.

-Porque sabe que é brincadeira, ande, deixe-me te abraçar... já sabem algo?

-Sim, mas não diremos nada até que estejamos todos juntos – Edward disse feliz, me abraçando.

-Isso não é justo, nós viemos buscar vocês – meu irmão se queixou.

-Tio Emmett – as crianças gritaram.

-Olá, anões – ele disse abraçando os dois.

-Não, tio, meu vestido – Lisa se queixou.

-Bella, por favor, não deixe que esta menina passe tempo com Alice, cada dia se parece mais com ela – ele disse fingindo que tremia de medo, o que fez nós rirmos.

-Por favor, vamos, tenho vontade de comer – eu disse tocando minha barriga de seis meses.

-Está bem, vamos.

Quando chegamos ao hotel, todos nos esperavam no restaurante do hotel.

-Filhos, já estávamos preocupados, como foi a viagem? – Carlisle perguntou.

-Longa e esgotante – reclamei.

-Relaxe, você terá tempo para descansar depois que comer – ele disse me abraçando.

-O que o médico disse a vocês? – Meu pai perguntou, me abraçando.

-Vamos sentar – disse.

-E, meus sobrinhos estão bem? O que são...? – Alice pulava em seu lugar.

-Bom, primeiro, estão perfeitos – Edward disse acariciando minha barriga – segundo, sim já sabemos o sexo, e por fim e terceiro, não diremos até depois do casamento de Kate e Stefan.

-O quê...? Não posso ter o dia e a tarde toda assim – Alice pulou – preciso saber para mandar pedir as coisas dos bebês e outras coisas.

-Edward, não seja ruim – o repreendi – contaremos o sexo de pelo menos um – eu disse rindo – menino – disse feliz.

-Ahhhh, obrigada cunhadinha, amo você – ela disse me abraçando.

Todos nos felicitaram, e na verdade queria que desta vez tudo fosse bem, depois do aborto que sofri dois meses após o nosso casamento.

Às oito já estavam todos arrumados, nós fomos em direção a igreja onde Kate e Stefan se casariam.

Stefan estava muito bonito e para surpresa de todos descobrimos que ele era o verdadeiro pai de Leo, o qual doou esperma há um tempo...

Três meses depois do casamento, ou seja, em março, os gêmeos nasceram, quais chamamos de Itiziar, a nossa pequena, e EJ, o nosso pequeno.

Os anos passaram, a vida continuava sorrindo para nós, embora também nos colocasse grandes obstáculos, a família continuou crescendo e com ela nossos filhos.

Nos dias de hoje, Edward e eu tínhamos 72 anos e desfrutávamos de nossos dias com nossos cinco netos, contando-lhes histórias de nossa vida e outras da nossa imaginação. Anthony era médico como seu pai foi um dia e no trabalho conheceu muitas meninas, mas só uma encheu seu coração, Elisabeth, com a qual tem um filho. Lisa decidiu seguir os passos de sua tia Alice na moda, e agora era dona de uma das empresas mais importante de roupas do país, se casou com um menino chamado Tom e tinham dois filhos. Por último, os gêmeos decidiram levar a vida de outra maneira, Itziar sendo uma grande fotógrafa viajando de um lugar ao outro do mundo, até que conheceu seu marido Alexander na Índia, se casaram lá e um ano depois decidiram morar aqui nos Estados Unidos, esperando seu primeiro filho, e EJ decidiu entrar no mundo da arquitetura, e agora era um dos arquitetos mais importantes do mundo, se casou com uma modelo do Texas e hoje já tinham dois filhos.

Então, depois de tantos projetos para o futuro, discussões e desafios como todos os casais, podemos dizer tranquilamente que temos tido uma vida plena e feliz ao lado da nossa grande família.

Espero que você lute pela pessoa que ama, inclusive nos piores momentos, e seja feliz como eu tenho sido.

~xXx~

Nota da Ingrid: Obrigada a todas que leram Vidas Secretas e a Lu por ter me deixado ajudar na tradução dessa história que tem esse desfecho maravilhoso após todos os problemas!

Beijos e nos vemos em MSA!

N/Lu: Mais um capítulo e mais uma tradução terminada. Quero agradecer a Ingrid por ter me ajudado com tanto amor e à paciência de vocês pelo atraso das postagens. Obrigada. Lu.