NATAL

A comemoração do Natal fora linda. Aldebaran e Mu se viraram como puderam para manter a magia desse dia enquanto Kiki e Europa só queriam saber dos presentes.

Pouco depois das dez da noite, Aldebaran foi para o quarto, vestiu a roupa de papai Noel, saiu pela janela e apareceu todo sorridente na porta da casa, para a alegria dos dois pequenos.

Conversaram pouco, pois aqueles dois quando estavam juntos eram terríveis. Entregou-lhes os presentes e os fez prometerem que só os abririam no outro dia. Promessa feita, Aldebaran Noel saiu pela porta enquanto Mu ficara com a difícil missão de colocar as duas crianças para dormir.

Cerca de quarenta minutos depois, Aldebaran voltou para a casa após Mu lhe enviar um sinal. Trancou a porta e tentou não fazer barulho. Suspirou. Aquele era o primeiro Natal que passava com sua nova família e tudo tinha de ficar perfeito.

Tirava tranquilamente sua barba falsa quando sentiu uma mãozinha lhe cutucar. Não podia ser uma das crianças. Podia?

Virou-se lentamente rezando para que fosse o Mu ou até algum espectro a lhe descobrir. Mas, infelizmente, não era nenhum dos dois.

-Tio Alde.

-Europa! Eu... bem...

-Nós sabíamos que era você.

-Sabiam? Como?

-Papai Noel não tem mais de dois metros de altura.

Aldebaran sorriu. Apesar da situação constrangedora, tinha de rir do jeito de Europa.

-Desculpe-me, Pa. Eu queria fazer um Natal perfeito pra vocês.

-E você fez, rio Alde.

-Mesmo trazendo um Papai Noel falso?

Os dois riram enquanto Europa abraçava o cavaleiro.

-Não importa que o Papai Noel seja falso, tio Alde. O que mais importa é ter você e o tio Mu com a gente.

Sentindo os olhos se encherem de lágrimas, Aldebaran abraçou mais forte a pequena garota. Ele era realmente abençoado por ter uma família como aquela.

-O Papai Noel pode ser falso, tio; mas espero que os presentes sejam verdadeiros!