Capítulo XXIII – Missing Scene III
(Ryuuji aqui. Apenas fiquem sentados e não me torrem a paciência)
Três anos depois
Qualquer youkai com bom senso tem medo de Sesshoumaru. Na verdade, vamos generalizar a porra toda: qualquer um tem medo de Sesshoumaru.
Ele é completamente implacável. Inflexível.
E eu vou muito com a cara dele.
Se você quase duzentos anos de idade, como eu, e passou toda a sua vida vendo um cara conseguir tudo o que ele quer, você acaba aprendendo a respeitá-lo. Não importa se Sesshoumaru tem índole questionável e poucas qualidades visíveis... Ele sabe o que quer e torna isso possível passando por cima de quem quer seja.
Há pouco menos de dois séculos eu o vejo tomando tudo o que deseja como se estivesse em busca de uma meta maior do que eu posso imaginar — embora Richard pareça saber muito qual é — algo que eu nunca vou compreender, que faz com que ele continue seguindo em frente, sem hesitar. E eu não me importo em absoluto; Sesshoumaru é aquele tipo de cara sem dignidade que merece a minha lealdade.
Já ouvi todas as histórias possíveis sobre ele. Dizem que ele profanou o túmulo do próprio pai; que ele matou todos os irmãos para evitar lutas por controle; que ele amou uma humana que foi assassinada por Takashi Tsubasa, o finado Senhor do Norte. Eu acredito em quase todos os boatos, menos nesse último. Sesshoumaru não ama nada. Ele é incapaz.
Acho que estou falando tudo isso para deixar claro o quanto fico indignado com o rumo que as coisas estão tomando.
Eu entendo que a hanyouzinha seja necessária, mas não consigo compreender por que Sesshoumaru tem que suportá-la. Ela é uma criatura baixinha, irritadiça, que vive provocando-o, e ele simplesmente tolera essas brincadeiras desrespeitosas como se fossem a coisa mais normal do mundo. O Sesshoumaru que eu conheço já teria, no mínimo, torturado alguém que fizesse metade do que ela faz.
Ele a conhece a o quê? Cinco anos? Como ele pode tratá-la melhor do que trata os youkais que o servem há mais de um século? Não, não consigo compreender isso.
Acho que malditazinha percebeu que eu estava xingando ela mentalmente e virou para me lançar um olhar desconfiado. Ela sempre age assim comigo, como se esperasse que eu fosse esfaqueá-la a qualquer segundo. Não vou mentir que isso é um ponto a favor dela. Ter medo de mim é algo sensato.
Às vezes tenho vontade de dizer algumas coisas a ela. Colocá-la no lugar de hanyou, de submissa. Mas algo me diz que não adiantaria muita coisa peitar essa daí, porque ela não tem senso algum de autoproteção. Mas a vontade ainda persiste. Isso tudo porque eu odiava ver como ela parecia confortável ao lado de Sesshoumaru (embora eu não me lembre de tê-la visto desconfortável muitas vezes). Era quase como se eles se conhecessem há séculos. E isso é muito irritante.
Será que ela ficaria assim tão tranquila se soubesse que o ataque que ela havia sofrido a cinco anos das Serpentes foi culpa de Sesshoumaru? Eu duvido muito.
— Você é pago para proteger o Sesshoumaru, não para ter brigas mentais. – disse Kazuki, repreendendo-me.
Ótimo. Tudo bem... Eu sei que estou irritado demais. Mas eu sou naturalmente irritado. Apenas estava um pouco mais que o normal por ter que acompanhar Sesshoumaru e a desgraçadinha, enquanto ele fazia uma visita a uma empresa nova que o Tai Group havia adquirido.
Não entendo porque ela é necessária nessa visita. A menos que o objetivo de Sesshoumaru seja me irritar. E ele está conseguindo. Ah, como está conseguindo! Se não fosse o bastante a tenguzinha ter vindo, ela também havia trazido esse bebê! Uma criança de um ano, vestida numa fantasia de panda que fazia todas as mulheres da empresa ficar gritando "Kya! Kya! Kya!".
Isso aqui virou uma espécie de teste para a minha paciência.
— O filho do senhor Sesshoumaru é lindo! – disse uma mulher num grupo de funcionárias que passou ao meu lado.
É oficial, o mundo quer que eu perca o controle. E isso não vai ser bonito. Ao menos não para os outros.
Vi um cara sair do elevador carregando uma tonelada de papeis nos braços, seguindo na direção de Sesshoumaru. Franzi o cenho, andando na direção deles, mas não fui rápido o suficiente e o humano desengonçado praticamente se chocou com Kagome e o bebê dela. Quer dizer, assim eu esperava que acontecesse, mas Sesshoumaru segurou o braço do humano e o parou, impedindo o impacto no último instante.
Kagome arregalou os olhos, surpresa, e então sorriu para Sesshoumaru, e depois para o bebê-panda.
— Olha, Ren, Sesshoumaru nos salvou! – ela disse de forma animada, fazendo o bebê rir e estender as mãos para tocar o rosto dela. Sesshoumaru ignorou, o que era de praxe.
E com isso minha paciência se esgotou de vez.
— Estou indo para casa. – resmunguei para Kazuki entredentes – Se não gostar, pode tirar do meu salário.
Qualquer criatura que tivesse instinto de sobrevivência me evitou pelo resto do dia.
Fkake aqui para alegria geral, ou não.
Enfim, espero que tenham gostado desse pequeno bônus que estamos postando para vocês. Relaxa coração que o próximo vai ser dia 1°, então, relaxem meus amores, não é uma pegadinha do mau esse capítulo não.
Como sempre comentem o que gostaram e não gostaram, estaremos respondendo todos os comentários por Pm aqui no fanfiction, então, quem não tiver uma conta e quiser seu comentário respondido, precisará fazer uma, ou nos add no facebook, o que achar melhor (aos interessados: Mary Moraes e Tracy Anne Duarte).
Beijos, voltem sempre... que a força estejam com vocês, por que o sono e a fome já esta.
