Capítulo XLIII — Porque até mesmo ele precisa
Uma garota dorme, seu rosto é uma máscara de serenidade, mas algo em sua expressão muda, torna-se angustiada: ela relembra em seus sonhos todo o terror dos últimos dias. Um gemido aflito escapa de seus sonhos perturbados. O mal está do lado de fora; o mal está do lado de dentro. Um ser de intenções obscuras a observa, estuda a dor em seu rosto, e resolve que é hora de agir. É um demônio maligno… Ele segura o tornozelo da garota indefesa e a puxa, arrancando-a de seus pesadelos e trazendo o terror para a realidade.
Isso poderia facilmente fazer parte de algum péssimo roteiro de terror, se não estivesse acontecendo literalmente. Só que eu era a garota e Sesshoumaru o demônio maligno.
Minha única reação foi arfar quando senti o puxão no meu tornozelo que me fez escorregar bruscamente pela cama na direção do meu agressor, que porventura é meu marido. Assim que eu me aproximei (forçadamente) dele, Sesshoumaru segurou meu pulso e me fez sentar, enquanto minha boca estava escancarada em um grito silencioso.
— O que… O que foi? — perguntei sem fôlego.
O que ele fez? Apenas empurrou os meus ombros ligeiramente para trás, para que pudesse erguer a camiseta do meu pijama e ver a cicatriz do meu corte no estômago. Antes ela estava avermelhada, mas agora era apenas uma linha branca… Sequer poderia ser considerada uma cicatriz de fato.
— Para que isso! — exclamei, afastando-o e baixando a minha camiseta — Você já não fez isso em Sapporo? Estou bem, droga.
Sesshoumaru pareceu me estudar.
— Nós precisamos ter uma conversa séria… — falei, erguendo o dedo de forma ameaçadora, sentindo meu rosto queimar de vergonha colérica — Você não pode ir simplesmente arrancando as roupas de uma garota, mesmo quando ela é sua… — Sesshoumaru ergueu-se e saiu do quarto, ignorando completamente os meus protestos — O quê?!
Levantei da cama, surpresa de vê-lo sair. Meu impulso foi segui-lo, no entanto, por algum motivo desconhecido (ou por alguma bomba ninja), ele havia sumido. Como alguém poderia ter sumido assim tão rápido em um corredor comprido como aquele?
Suspirei, voltei para o quarto. Agora que estou acordada tenho que pensar em algo para ocupar minha mente. Calma, Kagome, um lugar tão grande deve ter muito entretenimento — ao menos assim espero.
Sentei na cama, coçando os olhos. Ainda me sentia cansada, mas não havia um pingo de sono em mim. Vou fazer alguma coisa. Dez minutos depois estava sentada na espreguiçadeira do jardim, usando um roupão grosso, no colo um livro de aventuras que havia encontrado na prateleira. De primeiro momento achei estranho ter aquele tipo de livro no quarto de Sesshoumaru, ainda mais estando intocado, então percebi que era do meu autor favorito e que possivelmente aquele item estava no quarto por minha causa.
Isso me forçava a refletir sobre aquele quarto ter mais itens que poderiam me interessar do que a Sesshoumaru. Na verdade, acredito que apenas as roupas denunciavam que aquele quarto era dele também.
Espreguicei-me e deixei o livro no chão. Depois de ler quatro vezes a primeira página sem entender nada, finalmente me dei por vencida. Nem mesmo um casaco eu estava querendo buscar e olha que estava frio demais, possivelmente cerca de cinco graus célsius.
Eu deveria pegar algum agasalho, estou congelando. Ao menos me troquei antes de vir ao jardim, já que o pijama era muito fino, e agora eu usava uma calça e blusa moletom, junto com uma meia e um roupão enorme que deve pertencer ao Sesshoumaru. Vou pegar uma coberta!
Fiz menção de levantar e desisti.
Frio, você ainda está perdendo para meu desânimo. Quem sabe mais tarde?
Eu estava completamente apática. Parecia que meu corpo não tinha energia nem mesmo para tremer. Ouvi passos no caminho de pedra que vinha do quarto até o local onde eu estava, nas espreguiçadeiras. Apenas fiquei quieta, esperando que a pessoa se aproximasse o suficiente para que eu pudesse vê-la sem ter que me mexer.
Antes de ver o olhar preocupado de Kazuki, eu vi o cobertor azul que ele trazia nas mãos, o qual ele colocou nas minhas pernas. Sorri agradecidamente para ele.
— Está muito frio, senhora Kagome. — ele disse, acocorando-se ao meu lado para ficar com o rosto na mesma altura que o meu.
— Estou bem. — respondi, então desenrolei o cobertor e me cobri com ele dos pés aos ombros, aninhando-me confortavelmente — Gostei disso de ter um jardim privado. O que eu tenho que fazer para conseguir um desses em Tóquio?
— Bom… — Kazuki disse, sorrindo — Você já está dormindo na cama do chefe… É um ótimo começo.
— Sei… — foi a minha resposta concisa.
— Eu trouxe o almoço… Está no quarto. — Kazuki levantou-se e seguiu até a lareira portátil, acendendo o fogo apenas apertando um botão na lateral da estrutura. — O senhor Sesshoumaru saiu, ele tem que resolver… bem, alguns detalhes sobre o ataque. Então não se preocupe e descanse bem, certo?
Ele fez menção de ir embora, mas eu o interrompi, perguntando:
— Ele pediu para você me avisar?
— Hum… Não. Só supus que ele gostaria que você fosse informada. É preciso desvendar o senhor Sesshoumaru sem precisar da ajuda dele. Ele tem o dom de ser introspectivo.
— Kazuki… — chamei suavemente — Ele se casou comigo apenas por que meu irmão pretendia que eu me tornasse a Administradora do Leste?
Ele pareceu surpreso com a minha pergunta, mas se recuperou com velocidade espantosa.
— Bom… Foi o que ele deu a entender. Como eu disse, ele tem que ser desvendado. — E se foi, deixando para trás uma frase tão curiosa.
Engraçado que aparentemente todo mundo tinha uma opinião sobre sentimentos dele e seus propósitos. Todo mundo parecia compreender algo dele que eu não conseguia ver, ao ponto de eu mesma me convencer de que eles estavam certos, mas sem jamais depender de Sesshoumaru para isso.
Eu realmente estava certa ao pensar que Sesshoumaru tinha sentimentos por mim? Quer dizer, ele tinha aparecido no funeral de Yuri com a Tenseiga… E não fazia sentido ele querer salvar um tengu com quem jamais trocara uma palavra, mas ele tentara mesmo assim. Aquele único ato havia me enchido de gratidão, de tal forma que tornava mais fácil aceitar que ele poderia, sim, ter feito tudo o que fez para me proteger e não para me usar como uma ferramenta de ascensão.
Afundei meu rosto no cobertor e senti que adormecia, finalmente sentindo os efeitos da lareira portátil. Algo bom do frio é que, se você está confortável e quente, o sono vem.
Ao acordar, eu estava na cama. Sentei-me no colchão, letárgica, e olhei em volta, deparando-me com Sesshoumaru trabalhando no escritório anexo ao quarto. Afastei os lençóis e me levantei, meio sonolenta, parando embaixo do arco e apoiando-me nele para observar ao redor. Quando voltei o olhar para a mesa onde Sesshoumaru estava sentado, ele havia desviado o olhar do sei-lá-o-que-ele-lia e estava me encarando.
— Uma família pode morar nesse quarto tranquilamente, aí seria a cozinha. — comentei seguindo até a cadeira vaga na frente da mesa e sentando. Encarei o meu marido.
— Deixe de ser descuidada. — ele disse, baixando a folha. Pude notar que se tratava de um mapa, creio que de Tóquio.
Pendi a cabeça para o lado, tentando entender o motivo da bronca. Dei um soquinho na palma de minha mão ao entender: ele estava falando do jardim e do fato de eu ter adormecido lá fora em um frio de cinco graus (aposto que a sensação térmica era de menos).
— Kazuki me deu coberta e me trouxe para cama, então está tudo bem.
Ele desviou o olhar de mim para o mapa novamente. Estreitei os olhos, percebendo que ele estava bravo. E essa agora? Suspirei e me apoiei na mesa, segurando a caneta que ele estava usando para traçar uma linha no mapa, Sesshoumaru voltou a me encarar.
— O que está fazendo? — perguntei, olhando com curiosidade.
— Você é capaz de descobrir sozinha. — Ele moveu a mão, forçando-me a soltar a caneta. Torci o nariz, contrariada, e cruzei os braços. Levei quase um minuto inteiro para notar que ele estava mapeando o ataque dos yaoguais em Tóquio.
Senti um aperto em meu peito, já que lembrar do ataque e dos fatos decorrentes dele me fazem ter vontade de chorar. Respirei fundo, desviando o olhar do mapa.
Kagome, sei que está doendo, mas você precisa ser forte, ainda há questões a resolver e ficar deprimida não vai te ajudar em nada.
Voltei minha atenção a Sesshoumaru, que estava concentrado, olhando o mapa.
— Como está a situação com os yaoguais?
— Se não está pronta para tratar de um assunto, apenas fique calada.
— Como? — Ele me olhou. — O que você disse?
Ele não respondeu, apenas fingiu que eu não estava ali. Mordi o lábio inferior e senti vontade de dar um tapa nele. Segurei-me, até porque acredito que ele me mataria se eu desse o tal tapa.
— Quanto tempo vamos ficar em Kyoto?
— Não se preocupe com isso.
Acho que foi um "o tempo que eu quiser", na versão educada, e aposto que ele só foi educado porque estava concentrado no mapa.
— Vou conferir os horários de voo... Cadê minha bolsa? — Levantei e segui até o criado-mudo no quarto, achando minha bolsa lá.
Apanhei o celular e sentei na cama, começando a conferir horários de voo para Tóquio. Cinco minutos depois o meu celular estava no bolso da calça de Seshoumaru e minha pessoa estava profundamente emburrada de braços cruzados sentada no centro da cama.
De onde eu estava, conseguia ver Sesshoumaru na escrivaninha, completamente concentrado… Só que eu precisava do meu celular, mesmo que não pudesse olhar os horários de voos para Tóquio (o que eu faria, mesmo estando proibida). Eu precisava fazer algumas ligações; obter algumas informações.
Peguei o edredom que estava na cama e coloquei em volta dos meus ombros, já que eu me sentia sensível à baixa temperatura — talvez ter dormido no frio não tenha sido uma boa ideia e eu tenha ficado resfriada, mesmo sendo uma hanyou —, depois andei novamente até a escrivaninha de Sesshoumaru e peguei o telefone sem fio.
Sesshoumaru parou o que estava fazendo para me observar, então apenas me aconcheguei teatralmente na poltrona à frente dele e disquei o número de Shippou.
— Oi, Ka-chan. — disse a voz de Shippou, antes mesmo do terceiro toque.
— Como você sabe que sou eu? — perguntei surpresa.
— Esse é o número pessoal de Sesshoumaru… Imaginei que não fosse ele ligando para marcar um dia para bebermos saquê e assistir beisebol. — Ele parou por alguns segundos — Soube que você se machucou no ataque dos yaoguais à Yakuza.
— Eu já estou bem. — respondi, soando cansada — Também fiquei sabendo que você sofreu baixas. Eu sinto muito, Shippou.
— Tudo bem. Não caiu a ficha ainda. — ele respondeu, embora o tom de voz dissesse o contrário — Apenas descanse e conversaremos quando eu puder ir a Tóquio.
— Você parece cansado. — comentei baixinho, preocupada.
— Você deveria estar mais preocupada com Sesshoumaru. — foi a resposta dele — Kai me disse que ele anda caçando a yaoguai que te atacou.
Arregalei os olhos e passei a encarar Sesshoumaru, que ainda estava analisando o mapa de Tóquio, alheio à minha presença — embora eu não duvidasse que ele conseguisse ouvir minha conversa. Levantei e segui para a cama, enquanto falava baixinho:
— Kai está enganado… Sesshoumaru está em Kyoto comigo.
— Ah, Ka-chan… Não é possível que logo você vá subestimar Sesshoumaru. — Shippou respondeu, soando brincalhão. Então respirou fundo. — Ele ao menos tem poder para fazer alguma coisa. — foi o comentário amargurado, e eu me vi sem saber o que dizer para consolar Shippou.
— Vai ficar tudo bem. — foi o meu comentário genérico, que eu sabia ser incapaz de consolar tanto a mim quanto a ele.
— Eu tenho que ir, Ka-chan. Eu não sou o Flash, como o seu marido, mas se precisar de mim, basta mandar um sinal que a BatRaposa vai em seu auxílio.
Comecei a rir, apenas para colocar a mão na frente da boca alguns segundos depois, sentindo-me culpada. Eu não tinha o direito de estar alegre com a morte de Yuri sendo tão recente.
Shippou percebeu o que tinha acontecido e disse:
— Kagome… Não se sinta culpada por sentir felicidade ou alegria por que você perdeu alguém. Isso não faz de você uma pessoa ruim ou insensível. Independentemente de ter amado o seu amigo, você tem que seguir em frente… Então empurre a dor para o fundo de sua mente e se concentre no que é importante agora.
Respirei fundo mais uma vez, tentando me acalmar e refletir sobre o que Shippou tinha dito.
— Tudo bem.
— Cuide-se, Ka-chan. — E desligou.
Dmitri apareceu durante a tarde. Temi que ele fosse ruborizar quando comentou que Kazuki estava me esperando, mas isso não aconteceu. Estranhei que Kazuki quisesse falar comigo, já que normalmente ele faz isso a mando de Sesshoumaru... Só que o meu marido ainda estava no quarto — andando de um lado para o outro, deixando-me nervosa, enquanto conversava pelo celular em mandarim em uma velocidade tão desconcertante que dificultava a compreensão do assunto, mesmo com a minha quase fluência no idioma —, era óbvio que Kazuki e Sesshoumaru não haviam se comunicado, a menos que ele tenha ligado e falado em chinês apenas para me sacanear.
Bom, resolvi não ficar me questionando enquanto seguia Dmitri até a onde o pai dele se encontrava.
— Senhora Kagome. — Ele sorriu, aproximando-se.
Não respondi, e não foi por culpa de falta de educação, mas sim por estar surpresa. O local em que estávamos era... não sei como descrever o que era, mas posso dizer como era: havia prateleiras quase até o teto recheadas de filmes (sei disso pois identifiquei alguns títulos enquanto olhava aquilo estupefata), uma televisão tão grande quando a da Mansão Corvo, isolamento acústico. O sofá era preto com um divã, havia ainda uma mesa de centro e um frigobar ao canto com um micro-ondas acima, mais tarde descobri que no armário sobre eles havia pipoca, petiscos, potes e copos.
— Oi? — perguntei quando Kazuki voltou a chamar minha atenção, tocando meu ombro.
— Perguntei se está tudo bem.
— Sim, apenas fiquei surpresa com esse local, nunca imaginei que Sesshoumaru teria uma sala de cinema.
— Na verdade, o senhor Sesshoumaru nunca esteve aqui. — Pendi a cabeça para o lado confusa, quase soltei um "hã?". — O Tai Group possui investimentos na indústria do entretenimento, por assim dizer... É comum que as produtoras enviem o produto final. O senhor Sesshoumaru nunca se importou com isso. Na verdade, uma vez deu a entender que eu poderia jogar fora. Bom, sempre achei que jogar no lixo seria uma falta de respeito com as produtoras, por isso guardei tudo nessa sala. Antes havia apenas os filmes, mas, desde o noivado, remodelei a sala para que a senhora pudesse desfrutar desses filmes que nunca foram tocados, desculpe se fui impertinente em acreditar que se interessasse por essa forma de entretenimento, mas desde o corrido com o videogame em Tóquio, cogitei que fosse uma boa ideia.
— Eu gosto de filmes.
Ele sorriu e tocou meu ombro.
— Que bom, há seriados e novelas aqui também. A senhora poderá encontrar comida no armário e bebidas no frigobar. Se precisar de mais alguma coisa, o interfone ao lado da porta possui o número da cozinha, peça para uma das criadas lhe trazer o que deseja ou me chamar.
— Obrigada.
— Essa é sua casa agora, Senhora Kagome, acredito que não seja necessário pedir para ficar à vontade. Se ficar entediada, também temos sauna e uma piscina aquecida dentro de casa, ficam no final desse corredor.
Sorri, acenando com a cabeça. Ele se afastou, seguindo até a porta onde Dmitri ainda o aguardava. Foi quando tive uma ideia.
— Posso pedir um favor?
— Claro.
— Teria um notebook para me emprestar?
— Providenciarei um.
— Obrigada.
Ele e Dmitri me deixaram sozinha na sala. Como boa curiosa que sou, segui até a geladeira e o armário. Dá até vontade de beijar o Kazuki nesses momentos, já que encontrei minhas bebidas e comidas/porcarias favoritas. Foi quando notei o quão faminta estava. Alguns minutos depois estava perfeitamente acomodada no sofá cercada de salgadinhos e com um copo grande de refrigerante.
Quatro filmes, dois litros de refrigerante, cinco pacotes de salgadinhos e quatro sacos de pipoca depois, minha esperança de ter um computador estava finalmente arrumando as malas e partindo. Acho que Kazuki perguntou se poderia me dar um notebook a Sesshoumaru e este por fim não permitiu.
Respirei fundo. Ele não podia me impedir de ter comunicação com o mundo externo mais uma vez. Levantei, decidida a conseguir um notebook, nem que fosse o que vi na mesa dele. Antes de entrar no quarto, tomei ar e coragem, mas, como sempre, minhas ideias e desejos foram frustrados, só que dessa vez não foi porque Sesshoumaru fez algo... Muito pelo contrário. Dessa vez foi por encontrá-lo novamente dormindo, mas agora na cadeira em frente a sua mesa.
Parei, estática. Para quem achava que Sesshoumaru não dormia, era surpreendente encontrá-lo dormindo duas vezes seguidas na mesma semana. Abracei minha cintura, enquanto pensava sobre a cena que eu via. Será que todo esse cansaço dele tinha algo a ver com o que Shippou tinha dito, sobre ele estar caçando a yaoguai que havia me ferido?
Andei com cuidado até parar na frente da cadeira. Inclinei-me na direção dele, deixando nossos rostos na mesma altura, e observei a expressão tranquila de Sesshoumaru. Vendo-o assim, quase não parecia que ele era um youkai cruel incapaz de demonstrar afeto. Sorri, sentindo mais uma vez aquele calor idiota em meu peito.
— Então até mesmo você precisa descansar, marido. — sussurrei, ainda observando-o.
Foi quando senti os dedos dele em minha nuca. Tentei me erguer, assustada, mas ele me segurou, e não pareceu fazer esforço algum para isso. Seu rosto continuava imutável, mesmo quando começou a me puxar em sua direção. Arregalei os olhos, surpresa, sem conseguir chegar a uma conclusão do que fazer ou sobre o que Sesshoumaru pretendia. Ele não poderia estar querendo me beijar, poderia?!
Senti minha nuca formigar, quanto mais me aproximava dele. Apoiei uma das minhas mãos na mesa e fiz o que qualquer garota no meu lugar faria: sentei no colo de Sesshoumaru, já que parecia impossível evitar o contato. Apoiei meu rosto no ombro dele, enquanto a mão de Sesshoumaru escorregava da minha nuca até a minha cintura. Ele apenas ficou quieto, respirando de forma ritmada enquanto ainda parecia dormir.
Meu corpo inteiro tremia; até respirar parecia difícil.
Passei vários minutos tentando controlar os tremores e me acalmar. Esforcei-me para me manter longe de Sesshoumaru, mas ao mesmo tempo a mão dele me segurava firmemente contra ele, tornando a posição desconfortável. Tentei me levantar, mas ele continuava me segurando. Porcaria, eu estava começando a ficar nervosa com isso. Quais são as minhas opções? Levantar sorrateiramente; falhou. Acordá-lo; pouco sábio (ainda mais se ele estava realmente cansado desse jeito por estar caçando a minha agressora).
Encostei meu rosto novamente ao ombro dele, consternada, percebendo qual era a opção mais viável: ficar desse jeito até ele me soltar ou acordar. Cobri meu rosto com as mãos, sentindo que ruborizava.
Por que esse tipo de coisa acontece comigo?!
Fkake:
Bom, a culpa para que postasse mais tarde o capítulo é minha, pedi para a Ladie escrever comigo e deixar a edição para depois, portanto, fiquem na dúvida se me amam ou odeiam, afinal, estavamos escrevendo SN xD
Perguntaram do Podcast, tudo que posso falar é que esta em processo de edição e o jeito é esperar, afnal, o nosso amigo divo que esta editando é um lindo que esta fazendo tudo o mais rapido que pode mesmo com a faculdade e zilhoes de coisas que possivelmente deve ter para fazer, amem ele e esperem com calma, pf.
O comentário era da Ladie, mas vim comentar também para agradecer o apoio de vocês, sério, seus lindos da vontade de chorar, esse é motivo pelo qual eu posto a fic aqui com a Ladie.
Quanto a Camila, espero que tenha gostado desse capítulo que adiantamos para você, sério, você mere muito mais, mas apenas podemos fazer isso para mostar o quanto seu comentário foi digno.
Ao outros, calma, todos os comentários foram lindos e chorantes, mas como já disse, leiam o dela e vocês entenderam melhor o pq desse nosso gesto.
Beijos seus lindos!
Até o próximo capítulo.
Ladie:
Pois é, gente, adiantamos esse capítulo (que só era para sair sexta que vem) por causa da Camila Lima Verde. Moça, depois dá uma olhada nas reviews, por que não foi só a gente que achou sua review chorante.
Sobre as reviews do capítulo passado: 70 reviews. Senhor. VOCÊS REALMENTE GOSTARAM DO CAPÍTULO, HEM? (Engraçado que Mary e eu ficamos surpresas, por que, para nós, esse capítulo aqui e o próximo são melhores que o 42). E obrigada pelo apoio acerca da review da tiisha, gente. De verdade, isso fez toda a diferença na hora de a gente decidir se ficava de mimimi ou se superava a situação de uma vez. Pois bem, superamos, e voltamos a escrever lindamente.
Desculpem o atraso para postar esse capítulo.
Nada mais a dizer, beijos da Ladie.
