Capítulo XLVII — Príncipe de Neve

"Você tem que vir ao hospital. Kayanno não está respondendo bem à quimioterapia. Ela está na UTI."

Depois do choque, essa frase trouxe uma sensação estranhamente nostálgica. Lembrei que Himiko me dissera a mesma coisa da última vez para me atrair ao hospital e me sequestrar.

Suspirei.

— Himiko, existem outras formas de dizer que precisa conversar comigo, sabia?

Não, Dra. Kagome, dessa vez é sério. O Dr. Toyama identificou outros tumores na ressonância e a infecção dos rins se espalhou.

Senti meus pés e mãos formigarem e me levantei de supetão.

— Não... Eu a vi ontem... Ela estava bem. Quer dizer, você viu, não tem como...

Dra. Higurashi. — foi o sussurro desesperado de Himiko. Então eu acreditei. Não havia espaço na minha mente para pensar racionalmente, ainda mais depois dos últimos dias, então a certeza teve apenas o vazio para preencher.

Desliguei o telefone sem me despedir e saí correndo do escritório de Sesshoumaru. A secretária dele levantou-se assustada na mesa dela ao me ver passar correndo pelo lobby. Parei em frente aos elevadores e apertei freneticamente o botão de chamada, como se isso, de alguma forma, pudesse fazer a máquina entender o meu desespero.

Por um segundo parei para pensar que eu não estava com os meus documentos e com dinheiro — o celular apenas tinha sido trazido porque o peguei às pressas quando Sesshoumaru me arrancou do quarto. Não importa, vou chegar no hospital mesmo que eu tenha que ir correndo ou pedir uma carona.

Por que esse elevador não chega?! Voltei a apertar o botão. A torre do Tai Group deveria ter mais de quarenta andares, mas, ainda assim, estava demorando demais.

Em meio a tudo isso, vi uma mão pálida e elegante fechar-se em volta do meu pulso. Virei-me, apenas para me deparar com Sesshoumaru encarando-me. A única reação que eu tive foi puxar minha mão para tentar soltá-la do aperto dele. Gemi, desesperada, sem conseguir.

— Por favor, Sesshoumaru... — falei, ainda puxando minha mão — Eu tenho que ir ao hospital.

Ele apenas estreitou os olhos ainda mais e começou a me puxar para longe do elevador. Tentei impedir que ele me arrastasse e quase comecei a chorar de frustração. Por que Sesshoumaru era assim? Eu não aguento mais, simplesmente estou no meu limite!

Coloquei mais empenho no esforço de fazê-lo me soltar, mas só consegui que ele demonstrasse com mais clareza que nada que eu fizesse faria com que ele desistisse de seu objetivo: levar-me na direção de outro elevador, que estava esperando já no nosso andar.

Perceber isso deixou-me confusa. Eu tinha esquecido completamente que havia um elevador para uso exclusivo de Sesshoumaru, mas estava mais surpresa com o fato de ele estar me guiando até ele.

Entramos no elevador. Exatamente, na primeira pessoa do plural: nós.

Olhei para ele, tão sério e tão inatingível, e percebi que sentia conforto na confiança dele, já que meu estado emocional estava tão partido quanto um daqueles quebra-cabeças de mil peças. Eu tremia tanto que até meus ombros se agitavam.

O elevador chegou ao térreo e Sesshoumaru puxou-me em direção à saída, ainda segurando a minha mão apesar dos olhares assustados de todos os empregados dele. O sedã prateado de Sesshoumaru nos esperava. Meu marido praticamente me jogou no banco do carona e entrou do lado do motorista. O porteiro da torre estava tão surpreso que demorou alguns segundos até fechar minha porta.

Quase chorei de alívio ao perceber que Sesshoumaru começou a dirigir e reconheci o caminho para o Hokkaido.

Fechei os olhos, tentando controlar meus tremores. Minha mente começava a se encher de preocupação, mas, lá no fundo, havia um pensamento de gratidão direcionado para Sesshoumaru.

Depois de algum tempo, finalmente chegamos. Entramos no hospital. Não parei para pensar o motivo de Sesshoumaru ainda estar comigo, apenas apressei-me pela recepção em direção aos elevadores.

— Dra. Higurashi! — alguém me chamou. Virei-me e dei de cara com o diretor do hospital. Os olhos dele estavam arregalados de contentamento por ver Sesshoumaru ao meu lado, ao ponto de demorar vários segundos para perceber a gafe de me chamar pelo meu nome de solteira. Vermelho, ele tentou consertar o erro. — Quer dizer... Dra. Taisho. Desculpa, senhor Taisho, é que alguns hábitos são difíceis de deixar.

— Desculpe, doutor, é que... — tentei dizer, mas fui interrompida.

— Fico feliz que você finalmente tenha conseguido trazer o senhor Taisho para que eu pudesse agradecê-lo. — ele continuou, satisfeito — O senhor poderia ter avisado e eu teria me preparado com muita satisfação para a sua visita. O que estou falando...? É claro que o senhor tem liberdade para vir a qualquer hora. O senhor tem feito tanto por este hospital...

— Obrigado. — disse Sesshoumaru secamente. Mesmo soando arrogante, eu tive que parar e encará-lo com espanto. Eu jamais tinha visto Sesshoumaru ser tão educado. Jamais. — Eu que tenho que agradecer por permitirem que a minha esposa fizesse residência aqui.

O Dr. Motomya praticamente ruborizou de prazer. O que Sesshoumaru pensa que está fazendo? Olhei por sobre o ombro para o elevador, pensando seriamente em ser mal-educada e largar os dois ali.

— A Dra. Taisho faz parte dos primeiros alunos do programa de especialização. Não somos um hospital-escola, mas o governo ofereceu colaboração pública ao hospital em troca da abertura do programa. Não foi nenhum favor, pelo contrário. — Ele lançou um olhar satisfeito para mim — Com as notas dela, foi praticamente impossível não aceitá-la. Então não há nada que agradecer, eu garanto. Bom, o senhor quer conhecer as instalações? A Dra. Taisho pode nos acompanhar e lhe dar impressões pessoais do trabalho.

Apertei as mãos, preparando-me para ser indelicada com o meu chefe, quando Sesshoumaru se pronunciou:

— Acredito que posso dispensar a companhia dela. — garantiu arrogantemente. — Ela vai ficar entediada quando começarmos a falar de negócios.

O Dr. Motomya ficou satisfeito com essa resposta, embora tenha lançado um olhar cauteloso para mim, perguntando-se se eu havia ficado ofendida com a dispensa condescendente.

— Claro, querido. — respondi, agarrando-me à oportunidade que Sesshoumaru me dava — Com licença, Dr. Motomya, vou ver uma paciente. Até mais tarde. — Inclinei-me e então saí correndo para os elevadores. Enquanto eu esperava o elevador, sussurrei um — Obrigada. — sabendo que Sesshoumaru escutaria, mesmo à distância. Vi que ele olhou para mim por sobre o ombro, antes de voltar-se para a conversa animada do Diretor.

O elevador chegou e eu deixei Sesshoumaru para trás.


Entrei no quarto de Kayanno, encontrando-a conversando com Himiko:

— Eu odeio os remédios porque são amargos, mas adoro quando recebo doces por causa deles, então acho que não odeio os remédios tanto assim. — Então me viu e exclamou um — Dra. Higurashi!

Estranhei encontrar Kayanno tão animada, e quase cogitei que Himiko tivesse me enganado mais uma vez, até perceber como ela estava pálida e que tinha olheiras profundas sob seus olhos. Himiko tentava parecer alegre, mas a mãe de Kayanno tinha os olhos inchados de tanto chorar.

Forcei um sorriso.

— Oi, querida. — falei, aproximando-me. Himiko encarou-me longamente, com um olhar cheio de preocupação.

— Dra. Higurashi, eu quero ver a Taiga, mas o Dr. Gin disse que não podem trazer a Taiga e nem o Bau para me ver. Ele falou algo sobre eu não ter bichinhos brancos suficientes. — Ela riu — Ele disse que tem bichinhos dentro de mim.

— Meu amor... — falou a mãe dela, quase sem voz — Já disse para você ficar quietinha e tentar dormir.

— Não consigo. — ela disse — Minha barriga dói, mamãe, mas eu esqueço quando falo.

Os olhos da mãe dela se encheram de lágrimas e os meus também. Himiko precisou intervir antes que começássemos a chorar na frente de Kayanno.

— Por que a senhora não vai se alimentar? — ela sugeriu para a mulher — Fiquei sabendo que não come nada desde ontem. Dra. Higurashi e eu vamos ficar aqui e tomar conta dela.

Acho que ela entendeu a deixa de que precisava se acalmar para não deixar Kayanno desconfortável e acenou afirmativamente, pegando a bolsa e saindo.

— Você está com fome, Kayanno? — Himiko perguntou.

— Não, tenho borboletas na barriga. — ela disse, fechando os olhos brevemente. — Eu contei. São quinze borboletas.

— Você consegue contar até quinze? — perguntei, tentando soar surpresa — E como cabem tantas borboletas no seu estômago?

— Eu acho que são como os bichinhos brancos. Eu só tenho. Não gosto delas, mas gosto de saber que tenho borboletas. Talvez eu seja uma Fada Borboleta. O Príncipe Corvo gostaria de casar com uma Fada Borboleta?

— Ele adoraria. — garanti.

Ela tentou se sentar, mas fez uma careta de dor e então desistiu.

— A senhora pode se aproximar? Não consigo olhar direito deitada. Por que não senta aqui?

— Não posso, eu vim direto para cá quando cheguei e ainda não me desinfetei. — Olhei para Himiko — Você pode ficar com ela enquanto faço isso?

— Posso sim.

— Srta. Himiko, você conhece o Príncipe Corvo? — ouvi Kayanno perguntar.

— Apenas de vista. Mas eu conheço o Príncipe Raposa e o Guerreiro Lobo... Já te contei?

— Ainda não! Conte-me!

Himiko soltou uma risada e eu fechei a porta atrás de mim. Fui me lavar e trocar minhas roupas pelo uniforme, e ao voltar encontrei as duas bastante concentradas numa conversa sobre Shippou e Kai.

— Os dois são amigos da Dra. Higurashi. — disse Himiko, ao me ver entrar — Por que não pergunta detalhes para ela?

— Dra. Higurashi! É verdade que o Príncipe Raposa sabe fazer mágicas e é viciado em jogos de azia?

— Jogos de azar. — corrigiu Himiko, sorrindo.

Olhei para Himiko, repreendo-a por dizer essas coisas a uma criança, e a hanyou apenas deu de ombros.

— Sim. — falei — E ele tem o poder das risadas. Ele pode fazer qualquer pessoa rir.

— Até o seu Príncipe de Neve? — ela perguntou, curiosa.

— Ah, não. Não o Príncipe de Neve. — disse, lembrando-me de Sesshoumaru — O Príncipe de Neve não demonstra sentimentos.

— Nem mesmo pelos olhos de sol? — questionou romanticamente.

Eu sorri, acariciando o cabelo dela.

— Talvez. — respondi indulgentemente. A porta do quarto se abriu e a mãe de Kayanno entrou. A filha logo começou a relatar todas as coisas maravilhosas que Himiko e eu havíamos lhe contado e eu aproveitei a deixa para chamar Himiko para o corredor e perguntar sobre o quadro clínico de Kayanno.

— A ressonância revelou mais quatro tumores. — Himiko explicou — A quimioterapia foi suspensa até curarmos a infecção renal. O remédio tem feito ela ficar enjoada e ela não está se alimentando direito. O Dr. Toyama acredita que o quadro só tende a piorar e a as expectativas não são nada boas. Se continuar desse jeito e a infecção não for curada, ela pode ter semanas de vida.

Cruzei os braços, como se isso fosse fazer com que eu ficasse mais firme.

— Já fizeram biópsia? — perguntei.

— Ainda não saiu o laudo. Mas os nódulos linfáticos da virilha e das axilas estão muito inchados. — Ela suspirou — Mesmo se a quimioterapia der certo, se for confirmado que os tumores são malignos, eu não acho que algum cirurgião vá arriscar intervenção cirúrgica. A única saída vai ser a ala de radiologia pesada.

— Mas ainda está em fase de testes. — argumentei.

— Você acha que há outra saída? — ela perguntou — Agora só um milagre, Dra. Higurashi.

Uma parte de mim sabia perfeitamente disso... A outra não queria aceitar.


Eu estava ali há quantas horas? Himiko precisou me arrastar até o refeitório para me forçar a me alimentar, algo feito às pressas para voltar imediatamente ao quarto de Kayanno. No finalzinho da tarde ela havia passado mal em razão dos remédios para infecção. Isso sem falar da dor que ela estava sentindo para urinar e de cólica renal. Ela só conseguiu dormir depois que fui atrás do Dr. Gin e o convenci a ministrar analgésicos — por estar apenas no programa de residência, eu preferia consultar o médico responsável por ela antes de tomar qualquer decisão.

Olhei para Kayanno, dormindo no leito. Ela parecia ainda mais pequena e frágil agora. Até mesmo sua aparência havia ficado pior com o passar do dia, conforme ela ia perdendo energia e ficando mais e mais quieta. Para mim, que pensava que Kayanno era incapaz de se manter quieta e em silêncio, isso foi muito assustador.

É meio atemorizante pensar que eu poderia perder aquela garotinha, ainda mais com a morte de Yuri sendo tão recente. Eu simplesmente não conseguia desligar meus pensamentos e minha angústia.

— Você ainda não jantou, Dra. Higurashi. — falou a mãe de Kayanno, olhando para mim com preocupação. Sorri para essa boa mulher, que conseguia ter forças para se preocupar comigo mesmo na situação em que estava.

— Você também não. — falei, sorrindo tristemente — Por que não fazemos um acordo? Você vai jantar e eu vou assim que você chegar.

Ela olhou para Kayanno, pensativa. Nós já havíamos conversado sobre ela se alimentar e descansar, uma vez que ficar fraca e não ter energia para ajudar Kayanno não era uma opção, mas ainda assim eu sentia sua hesitação em deixar a filha sozinha — embora eu estivesse ali e fosse médica.

— Eu volto logo. — ela disse e respirou profundamente várias vezes antes de levantar e sair.

Eu só posso imaginar como pode ser difícil para ela, tão jovem, viúva, e tendo que enfrentar com a filhinha uma doença cruel. O destino sabia mesmo como provar a força de algumas pessoas.

A porta se abriu e eu pensei que a mãe de Kayanno tivesse voltado, mesmo tendo passado menos de um minuto que ela tenha saído, mas não era ela; era Sesshoumaru.

— Você me fez perder uma tarde inteira de trabalho. — ele disse, com olhar aborrecido. E imagino que esteja mesmo, já que não havia sido necessário irritá-lo para ouvir sua voz. Embora nessa ocasião em questão eu não deva ficar feliz por ele ter tomado a iniciativa de conversar.

— Você ficou a tarde inteira no hospital? — perguntei e ele não respondeu. Eu devia ganhar mil ienes para cada vez que isso acontecia, como prêmio de consolação pela minha perseverança. — Estava me protegendo? — questionei docemente. Como não esperava resposta, não fiquei frustrada com o fato de ele não ser seduzido pelo meu tom de voz gentil. — É isso que significa quando você me força a ficar perto de você? Que você está me protegendo?

Em outra situação, eu teria rido do fato de ele ter estreitado os olhos para mim. Qualquer alusão a Sesshoumaru ter fraquezas era digno de repúdio na mente dele.

Cruzei os braços e suspirei enquanto Sesshoumaru aproximava-se da cadeira onde eu estava sentada e observava Kayanno. Eu queria saber o que se passava na mente dele. Será que ele pensava em Rin? Não, eu realmente não podia romantizar tanto sobre os pensamentos dele.

Ele olhou o relógio de pulso de forma negligente.

— Vamos descer e comer alguma coisa. — disse.

Pensei em questionar se o "comer alguma coisa" se referia a ambos ou se a frase era apenas uma figura de linguagem para "você come ou te arrasto para longe deste hospital", mas deixei para lá. Não tinha forças para provocá-lo agora.

— Não estou com fome.

— Pensei ter escutado você prometendo que iria jantar assim que aquela humana retornasse. Estava mentindo?

— Você disse duas frases inteiras sem pausas? Quem é você e o que fizeram com o meu marido? — questionei, aconchegando-me teatralmente na cadeira. Como ele não me respondeu, eu apenas me encolhi e suspirei — Não quero sair daqui. Sei que você não entende... Mas eu simplesmente sou assim, Sesshoumaru. Eu me importo demais com tudo.

Tentei ver os sentimentos dele pelos olhos de sol, como diria Kayanno. Mas não havia coisa alguma. Ela ficaria decepcionada se eu lhe contasse a verdade. Passei a mão no rosto e voltei a observar a garotinha dormindo no leito.

Eu não queria pensar em perdê-la. Eu sabia que teria que enfrentar esse tipo de situação um dia, que eu não poderia salvar todos os pacientes, mas eu não estava pronta ainda para enfrentar a experiência.

A porta do quarto se abriu novamente e por ela entrou, imagine só, Dmitri, segurando um invólucro longo de veludo roxo em uma das mãos.

— Perdoe a demora, senhor Sesshoumaru. — disse Dmitri, aproximando-se e estendendo o objeto. Parecia como um tubo para plantas de arquitetura ou... uma katana. Levantei-me da cadeira, surpresa, ao ver Sesshoumaru desatar o nó escuro e revelar nada mais nada menos que a Tenseiga.

Prendi a respiração sem perceber enquanto Sesshoumaru desembainhava a Tenseiga com um silvo agudo. Estava tão surpresa que sequer pensei em recuar ao vê-lo manejar a espada no quarto minúsculo. Ele encarou Kayanno, e, novamente, perguntei-me o que ele via. Parecia completamente relaxado, ainda que segurasse a katana em riste.

A esperança tomava todo o meu corpo e mente. Como eu havia me esquecido da Tenseiga? Ali estava o milagre que Himiko tinha falado e eu sequer tinha cogitado em pedir a Sesshoumaru que salvasse Kayanno. Como pude esquecer que o meu marido tinha uma espada com o poder de salvar cem almas com um só golpe?

Meu coração falhou uma batida quando a espada cortou o ar acima de Kayanno e então voltou para a bainha, com um som surdo. Simples e rápido assim. Estava feito. Aproximei-me desesperada de Kayanno, apenas para ouvi-la respirar profundamente e então entreabrir os olhos com um sorriso sonolento.

Senti as lágrimas queimarem nos meus olhos e abri um largo sorriso, acariciando o rosto de Kayanno.

— Oi, querida. — falei.

— Dra. Higurashi... — falou devagar, ainda sorrindo — Era o seu Príncipe de Neve?

Olhei por sobre o ombro, esperando ver Sesshoumaru, mas ele não estava mais ali. Inclusive Dmitri tinha desaparecido. Os dois haviam sumido completamente, como se abduzidos por alguma força alienígena.

Virei-me novamente para Kayanno, incapaz de parar de sorrir, o peito inundado de calor e felicidade, e dessa vez não fiz a mínima questão de expulsar o bom sentimento.

Acariciei o rosto dela mais uma vez, enquanto respondia carinhosamente:

— Sim, Kayanno... Era o meu Príncipe de Neve.


Ladie

Inha, galera do mal.

Sim, eu sei, estamos de férias ainda, isso aqui é apenas um capítulo random postado porque somos surtadas. Yep. Não, na verdade, o capítulo está sendo postado por causa do aniversário da CyT S2 FELIZ ANIVERSÁRIO, SUA LINDA! Se bem que a gente acabou estragando a surpresa comentando no grupo que postaríamos o capítulo. CHATEADA EM CRISTO.

Ah, já que estamos aqui. FELIZ PÁSCOA E ÓTIMO FERIADO!

Voltamos no dia 02 com muito amor no coração.

Beijos da Ladie

(Mary, cadê você, maldita, quero falar com você antes de viajar, que eu só volto domingo e você SOME!)