Capítulo LIV — Plano maquiavélico
Quantas vezes vou quebrar minha promessa de não beber?
Que. Ressaca. Do inferno. O que o Shippou colocou naquele troço? Etanol batizado por satã? Eu estou passando muito mal. Quero o Sesshoumaru... Espera, como?!
Pode parar, Kagome Higurashi Tsubasa Taisho. Fique sóbria! Agora!
Não dá, ainda estou muito bêbada para conseguir raciocinar. Nunca mais confio no Shippou! Só Deus sabe o que ele poderia ter feito comigo no estado de insanidade completa que eu estava ontem a noite. Se ele fosse uma pessoa ruim, eu estaria em uma enrascada. Por que Sesshoumaru me deixa sozinha por aí? Não importa se fui eu que planejei tudo para me afastar dele, ainda assim ele tinha o dever de me impedir. Segurar minhas mãozinhas e dizer para eu deixar de ser irresponsável.
Eu sei que isso tudo é muito incoerente, mas não posso fazer nada se queria que ele demonstrasse que se importa comigo de verdade.
Que insistência, Kagome Taisho!
Respirei fundo e me levantei. Segui ao banheiro e, depois de um longo banho na água gelada, concluí que realmente não estava bêbada e sim com saudades do Sesshoumaru mesmo. Sem mais. Como pode uma coisa dessas?
— Bom dia, minha vida! — Shippou me abraçou, levei uma fração de segundos para notar que ele estava ali. O meu amigo até mesmo me balançou levemente para ver se eu pegava no tranco. — Você está bem?
— O negócio que você me deu para beber... não é... de Deus.
— Boa-Noite Cinderela. Abusei de seu corpinho de madrugada.
Pensei em algo muito idiota para falar, mas resolvi ficar quieta. Afastei aquele pensamento de saudades de Sesshoumaru e procurei me concentrar em meu amigo, que agora me encarava com a sobrancelha erguida em uma expressão totalmente desconfiada. Notei que meu rosto estava quente, o que delatava o quanto estou corando nesse momento.
Saí do quarto.
Fugir é infantilidade minha, eu sei, mas o que posso fazer se não seguir para bem longe dessa raposa que fica me lançado olhares estranhos, os quais não entendo o significado?
Sentei no sofá da sala, notando a bagunça que havíamos deixado naquela noite. Ainda havia uma garrafa de saquê sobre a mesa de centro, ao seu lado o meu celular esquecido. Rolei os olhos, o apanhando. Espero não ter ligado para a minha mãe chorando, dando uma de bêbada surtada.
Aimeudeus.
Mais uma vez esqueci de respirar ao notar que as últimas quinze ligações que eu havia feito ontem de madrugada foram para o celular de Sesshoumaru. Nenhuma delas foi atendida, e pior, eu havia enviado uma mensagem de texto para ele dizendo:
"Cadê você? Sinto sua falta, seu cretino."
Eu quero morrer.
Por que deixam o celular ao lado de uma pessoa bêbada?! Por que diabos ninguém entende que celular é arma em mãos de bêbados!?
Calma Kagome, calma... Ele com certeza não viu e nem verá. Ele nunca lê suas mensagens, então não tem motivos para ficar nervosa. Exceto pelo fato de que havia uma resposta abaixo da sua mensagem:
"Kyoto."
Ele leu a minha mensagem?! Eu não acredito, tantas vezes para ele ler minhas mensagens e o cretino lê a única que não deveria ser lida!
Cometer suicídio é uma opção.
Escondi meu rosto na almofada, respirei fundo e senti uma vontade de chorar do tamanho do meu desespero. Com que cara vou olhar pra ele agora?
Calma. Vocês estão passando muito tempo juntos. Você sente carinho por ele, afinal, ele tem cuidado de você. Ele é psicopata, louco, tem problemas emocionais muito sérios, mas ele a protege... Daquele jeito deturpado dele, mas protege. Não passa disso, e ele vai perceber. Está tudo sob controle.
Afastei meu rosto da almofada e voltei a encarar o celular, notando só agora algo muito importante: eu respondi!
Simplesmente havia uma resposta ali, por que diabos eu respondi?
Tá, respirei fundo e li sem acreditar:
"Kyoto? Achou a tigresa? Como tem mágoa nesse seu coração canino, deveria deixar isso para lá e aproveitar o que a vida tem de melhor. Já pensou em fazer yôga para melhorar esse humor? Fiz alguns meses com a Aika, só que ela é flexível demais e eu sou muito competitiva, saí de lá antes que meu orgulho fosse estraçalhado. Quando volta? Quero te ver, me manda uma foto? A única foto que tenho sua foi a que Raiden conseguiu clandestinamente para mim e estou chateada com isso. Você tem algo contra fotos? Por que nossas conversas se baseiam em mim falando?"
Ninguém, jamais, nunca mesmo, vai entender a vergonha de existir que sinto nesse momento. Eu estava muito bêbada. Muito mesmo.
Só não me mato de vez porque ainda tinha esperanças de que ele não tivesse lido esse desabafo bêbado completamente incoerente.
Só que esqueça a esperança, havia uma reposta dele:
"Atenda."
Olhei o registro de chamadas perdidas e havia três ligações. Todas do número dele.
Incapaz de respirar, olhei para ver se eu havia atendido alguma, mas, por sorte, a única chamada que eu atendi durante a madrugada foi de Hideo.
Espera, o quê? Olhei novamente minhas mensagens, apenas para achar uma conversa bastante constrangedora (aliás, o que não está sendo até agora) com o meu irmão. A conversa iniciava com a minha pergunta lacônica:
"Quero ver Sesshoumaru, como faz?"
A resposta dele foi simples:
"Esquece esse cachorro e pense em mim."
"Estou muito bêbada. Shippou inventou uma bebida muito da louca aqui. Estou vendo Smurf dançando macarena, você não faz ideia."
"O que ele te deu para beber?"
"Sei lá, parece algodão doce líquido. Estou com saudades de você e do Daiki, só que quero ver mais o Sesshoumaru, sei lá o porquê. Não entenda errado, amo vocês."
"Fique sem saber o motivo de querer vê-lo."
"Não use minha inocência e burrice contra mim, Hideo Tsubasa... Ele não atende o telefone, faz algo."
"Minha sanidade me deixa ir apenas até aqui, Kagome. Toma um banho e vai dormir."
Não havia mais mensagens depois disso. Apertei a mão contra a testa. Não acredito que estava reclamando das saudades que estou sentindo de Sesshoumaru para Hideo.
— Nossa, Ka-chan, por que você tá com essa cara de funeral? — Shippou perguntou, aproximando-se. Apoiei meus cotovelos no joelho e enterrei meu rosto nas mãos. Meu desejo pessoal era de realmente estar em um funeral. O meu. — Estava brincando, bebê, não abusei do seu corpinho dessa vez. Dessa vez.
Abri espaço entre o dedo polegar e o indicador para olhar de lado para Shippou, que me encarava com um sorriso inocente. Ele sentou ao meu lado e me estendeu uma garrafa d'água.
— Isso deve ajudar. — indicou. Joguei-me contra o encosto do sofá e peguei a garrafa, abrindo-a e tomando uma quantidade considerável de água. Eu não tinha lá muita fé de que isso fosse ajudar, mas manter-me ocupada era a melhor saída para não pensar nas idiotices que eu havia feito. Sesshoumaru deve achar que eu tenho algum transtorno mental depois de ontem. — Ah, quase ia esquecendo: Dmitri me pediu para cuidar de você e saiu.
Agitei uma mão e fiz careta.
— Minha cabeça está cheia demais para pensar agora. — argumentei — Acho que vou tomar outro banho.
— Hum... Está certo. — ele comentou — Você tem meia hora. Você fez suas pesquisas, ficou deprimida se achando uma asna, agora é toda minha para programas de diversão. Ah, e hoje à noite vou te levar para jantar em um dos meus hotéis. Vou até deixar você levar seu felino de estimação.
Levantei-me, então parei franzindo o cenho.
— Você disse que Dmitri saiu, não foi?
— Sim. Estranho, não é? Eu também achei. Acho que tem alguma coisa a ver com os contêineres do seu marido que algum idiota está vetando na alfândega. Que tipo de pessoa faria algo assim?
Cruzei os braços.
— Shippou...
— Sim?
— Você não estaria fazendo isso para chamar a atenção de Sesshoumaru para Naha, não é? — ele apenas sorriu. Arregalei os olhos, pegando a almofada mais próxima e acertando-o várias vezes — Sua. Raposa. Maquiavélica! Eu sabia que não podia confiar em você!
— Calma, bebê, calma! — ele disse, rindo a cada golpe de almofada que recebia — Eu fiz isso antes de lhe prometer que a ajudaria. Fiquei com preguiça de desfazer um trabalho tão digno.
— Shippou! — dessa vez fiz questão de acertá-lo com mais força.
— Calma. Já é tarde demais de qualquer forma. — Ele ergueu o braço direito para amparar meus golpes e olhou o relógio no pulso esquerdo — A Convenção é amanhã. Se fizermos os cálculos de fuso horário e de tempo de viagem daqui para Washington. Hum... Acho que Sesshoumaru viajou há dez minutos.
Parei de acertá-lo com a almofada, com expressão confusa.
— Tem certeza disso? Tão preciso assim baseando-se apenas em uma suposição?
— Nisso ou na mensagem que recebi de Kai avisando que Sesshoumaru tinha marcado um voo nesse horário. — ele respondeu. — Bom, você não disse que tomaria um banho? Vá se arrumar, estou esperando você aqui embaixo.
Deixei a almofada no sofá e subi as escadas, agindo meio que mecanicamente. Minha mente estava em outro lugar. O que eu faria agora?
Quando Shippou disse que me levaria para me divertir, ele talvez tenha exagerado um pouco. Por razões de termos nos conhecido realmente a quinhentos anos atrás, Shippou optou como programa ir ao Museus de Historia e Arte, onde ele ficou me contando detalhadamente sobre todas as obras e os criadores. Quando falava das figuras históricas, ele fazia questão de dizer quais deles havia conhecido.
Eu tenho que admitir que estava prestando pouca atenção ao programa, pois minha mente estava muito ocupada planejando formas de confrontar Sesshoumaru quando o visse novamente. Na verdade, concentrei-me tanto nisso que até mesmo esqueci que Hu não gostava de mim e me apoiei nele enquanto Shippou se empolgava em mais uma de suas explicações.
Apenas me toquei que me apoiei no tigre quando ele se afastou bruscamente, fazendo-me perder o equilíbrio; precisei segurar seu braço.
— Maldito! Dá sinal de que vai se afastar. — reclamei cruzando os braços, Shippou voltou a atenção para nós dois. Eu estava de ressaca, o que me deixava meio sem noção de certo e errado.
— Não me toque. — ele rosnou. Eu encostei o dedo em seu nariz.
— Toco se quiser e se não gosta, corte meus braços fora.
— Kagome, não dê ideias. — manifestou-se Shippou ficando entre nós dois.
— Cara chato. — reclamei me afastando. — Eu aqui pensando em como vou convencer meu marido a fazer o que eu quero depois das mensagens que mandei para ele e esse ai fica com frescura se sentindo todo ofendido. — Comecei a andar. — Eu nem tinha nascido quando vocês começaram a brigar e fica descarregando a raiva e mim. Tigre fresco.
— Kagome.
— O quê? — Voltei-me para Shippou. — Ele que está sendo grosseiro.
Shippou falaria algo, mas minha atenção foi atraída por um quadro antigo. Pendi minha cabeça para o lado, tentando compreender o que aquele quadro significava.
— Quais mensagens? — questionou Shippou.
— Não quero falar sobre isso.
— Sejam quais forem, realmente lhe deixaram com os nervos alterados. — Ele olhou para Hu. — Cuidado, você dá medo assim.
— Calado.
Shippou fez um movimento de quem estava trancando a boca com chave e se afastou. Cruzei os braços, voltando minha atenção para aquele maldito quadro. O que essa porcaria representa?
Kagome, respira.
Você não pode simplesmente ficar irritada consigo mesma e ficar descontando nos outros dessa forma. Eles não têm culpa de você ser uma idiota que manda mensagens durante a noite dizendo para certo alguém frígido o quanto você sente a falta dele.
Mas que porcaria esse quadro quer dizer?!
— Hu, você entendeu esse negócio? — Olhei para ele, que apenas estreitou os olhos. — 'Tá na cara que não entendeu. — Encarei o quadro novamente. — Um monte de tintas jogadas de forma desconexas... O artista era estranho. Está decidido.
— Simboliza a confusão das lembranças de infância do artista. — observei Hu. Quando ele se aproximou? — Não confunda arte com mediocridade.
— Confusão das lembranças? — pendi a cabeça novamente, agora para o lado esquerdo, em seguida para o direito, mordi meu lábio. — Entendo, faz sentido, gostei... Vamos Hu, temos outras obras para você me ajudar a interpretar.
E empurrei ele para o próximo quadro, ficamos ali um bom par de minutos em silêncio, quando finalmente comecei a citar interpretações sem sentido e ele finalmente se pronunciou me corrigindo.
— Você é mesmo japonesa? Com pode não conhecer a arte de seu próprio país? Como um chinês pode saber mais que você? — ele ficou reclamando ao meu lado. Shippou estava tão concentrado em não rir que resolveu ficar um pouco mais afastado, mas sei que está ouvindo tudo o que conversamos.
— Desculpe, mas eu fui criada em Tóquio sendo afogada em cultura medicinal antiga pelo meu avô e me matando de tanto estudar para entrar em uma boa universidade, nunca tive muitos recursos ou tempo para ficar passeando em museus. — respondi azeda.
— Não importa. O mínimo que se espera é que as pessoas conheçam a história de seu país e sejam capazes de compreender o que seus artistas retratam em suas obras.
— Estou tentando aqui, mas não sou boa nisso.
— Tentar? — Ele rolou os olhos. — Ou você faz ou não faz.
— Como sua noiva te aguenta? — resmunguei. — Cara chato.
— Kagome, olha esse quadro, parece comigo! — ouvi Shippou ao fundo, ignorei Hu e segui até meu amigo me deparando com a pintura de uma raposa, ri. — Sou mais bonito.
— A pintura é mais
— Eu realmente amo vestidos de verão. Não tem coisa mais atraente no universo. — disse Shippou, colocando minha mão em seu braço e me guiando pelo lobby do hotel. Revirei os olhos, tentada a explicar que eu não estava usando o vestido por ser atraente, mas sim por causa do calor.
— Vamos jantar na ala externa do restaurante. Está uma noite agradável para se comer do lado de fora, não acha? — Shippou questionou, sorrindo para várias funcionárias que se inclinavam para ele.
Não precisei concordar para que ele entendesse que sim; jantar ao ar livre parecia uma ideia maravilhosa. Na verdade, nem mesmo foi necessário falar que eu queria comer, já que meu amigo fez o favor de fazer o pedido por nós três. Exatamente, Hu estava incluído nisso. Shippou se recostou na cadeira e apoiou o braço no encosto da minha, se aproximando para conversar. Não pude evitar rir sempre que ele fazia algum comentário capcioso das pessoas ali presentes, era até mesmo incrível como ele sabia o nome e os podres de tantos.
— O restaurante do hotel é especializado na comida palaciana de Okinawa. — explicou Shippou — Vou te levar amanhã para comer soba, por que ninguém que conhece Okinawa pode sair daqui sem comer soba. Quer conhecer a vila americana?
Abri minha boca para responder, mas parei quando notei uma mulher com a farda do hotel se aproximar da mesa e inclinar-se na direção de Shippou:
— Senhor Kitsune, há um senhor esperando a sua acompanhante no hall de entrada.
Shippou ficou sério.
— Quem diabos iria querer qualquer coisa com a minha acompanhante? — questionou, evidentemente irritado.
— O marido dela, senhor. — a funcionária respondeu constrangida.
Acho que a mudança na expressão de Shippou foi umas das coisas mais hilárias do dia. Foi da irritação velada para um muxoxo intrigado, a tal ponto que a funcionária ruborizou, provavelmente pensando o óbvio: que nosso caso secreto havia sido descoberto pelo meu marido ciumento (mesmo que eu não estivesse sozinha com Shippou e Hu estivesse ali; embora tão silencioso e quieto que poderia se passar por decoração).
Foi quando eu finalmente entendi o que ela tinha dito.
— O quê?! — exclamei, levantando-me de supetão — Sesshoumaru está aqui?!
Depois disso, eu só me lembro de sair apressada para fora do restaurante com um sorriso gigantesco no rosto. Sequer parei para pensar que havia uma chance enorme de ele estar com raiva de mim, simplesmente fui movida pela inexplicável vontade de vê-lo. Saí do restaurante e olhei em volta no corredor, tentando lembrar o caminho para o hall de entrada.
Olhei em volta no lobby e encontrei Sesshoumaru sentado confortavelmente em uma das poltronas da área comum.
Arrumei meu vestido sobre o corpo. Foi um ato tão involuntário que fiquei constrangida ao notar que havia feito. Respirei fundo e me aproximei calmamente, enquanto ele virava o rosto para me encarar. Parei ao perceber Sesshoumaru se levantando e fechando o botão de seu paletó calmamente. Senti que me faltou o ar, foi como se aquele gesto confirmasse que não se tratava de uma miragem. Impedi um novo sorriso e me aproximei.
— Pensei que estivesse em Kyoto. — eu disse quando a distância entre nós dois era de apenas dois passos.
— E você, em Tóquio. — Certo, bravo.
— Vim fazer...
— Sei o que veio fazer. — Ele colocou a mão no bolso interno do terno e tirou uma caderneta azul e um envelope branco. Demorei alguns segundos para perceber que aquilo era um passaporte. O meu. — Você vem comigo. — ele disse simplesmente.
— Espera… O quê? — Ele segurou meu pulso e fez menção de sair andando, mas eu o segurei — Você não devia estar em Washington para a Convenção? O que você está fazendo aqui? — Então percebi o passaporte e entendi, arregalando os olhos. — Você quer me levar com você para os Estados Unidos?
Ele olhou para mim como se eu não passasse de uma estúpida. Ele faz isso com muita frequência, então ignorei, tratando de questionar aborrecida:
— Foi Dmitri, não foi? Ele foi para Kyoto e lhe avisou. — Agitei a cabeça lentamente, sussurrando decepcionada — Eu sabia que não podia confiar nele.
O olhar de Sesshoumaru foi de meu rosto para algo atrás de mim. O fato de ele estreitar os olhos e tensionar o maxilar em irritação foi o meu indicativo de que ele estava vendo algo que o desagradava muito. Olhei por sobre o ombro: Shippou e Hu se aproximavam pelo corredor que levava ao restaurante. Olhei para o chão, abrindo um pequeno sorriso.
— O que você está fazendo? — a pergunta de Sesshoumaru me fez erguer o rosto, ele estava me encarando, possesso. Fiquei observando-o, sem compreender, até que ele quebrou a distância entre nós, como se a proximidade fizesse com que eu tivesse uma noção mais clara de toda a raiva que ele sentia.
Engoli em seco, lutando com o sentimento de culpa. Eu não gostava da ideia de estar traindo a confiança dele, mas era muito importante para mim resolver uma questão quando eu era a culpada por ela.
— Eu não posso ir com você. — falei respirando rapidamente — Eu tenho que fazer isso, Sesshoumaru.
— Não tem.
— Sim, tenho. — Minha respiração ficou alterada, ele estava realmente bravo e me deixando assustada. — Confie em mim. — implorei, mordendo o lábio inferior sem perceber.
— Você não está dando motivos para que Sesshoumaru confie em você. — ele falou. Com isso, eu percebi que ele estava muito mais do que apenas bravo. Sem perceber, ele havia falado da mesma forma que quinhentos anos atrás: referindo-se a si mesmo em terceira pessoa. Na verdade isso teria sido fofo, se não tivesse sido assustador.
— Por favor. — implorei baixinho. Em um impulso, ergui minha mão até o cabelo dele e joguei para trás alguns fios que teimavam em cair sobre o rosto dele. Voltei a mim ao notar o olhar dele indo do meu braço para meu rosto, como se estivesse se indagando sobre a minha atitude. Fiquei feliz por ele não se afastar. — Pode parecer que não, mas eu sei o que estou fazendo.
— Não seja tola.
— Você me deixaria tirá-lo da Yakuza se eu pedisse? — ele não respondeu, apenas estreitou os olhos. — Me deixe terminar o que comecei.
— Não.
Minhas mãos foram para seu pescoço, em um abraço improvisado. Notei novamente o olhar desconfiado dele. Ele me afastaria a qualquer momento e me forçaria a obedecê-lo, porque Sesshoumaru fazia dessa forma. E eu não podia deixar isso acontecer; precisava evitar que ele falasse ou me afastasse, então fiz a única coisa que passou pela minha mente, talvez a melhor ideia que eu já tive na vida: eu o beijei.
Beijar Sesshoumaru foi diferente de beijar Inuyasha.
Durante minha adolescência, fiquei satisfeita em ter a companhia de Inuyasha; tê-lo ao meu lado era o suficiente para mim. Vê-lo correr atrás de Kikyou era sempre doloroso, mas eu o perdoava, pensava comigo mesma que, se conviver com sua incerteza era tudo que poderia fazer, eu estava disposta àquilo, pois naquele momento tudo o que me importava era estar ao lado dele. Eu o amava. Então, quando o beijei, me senti satisfeita, feliz. Era como ganhar o presente esperado no natal.
Por muitos anos eu acreditei que a intensidade daquele beijo jamais poderia ser abalada, comparada.
Então, senti os lábios de Sesshoumaru sobre os meus.
Foi absolutamente diferente. Não era como ganhar o presente desejado; era a própria manhã de natal. Quando você acorda e sem motivo algum se sente feliz apenas por ser aquele dia em questão, como se todo seu corpo estivesse condicionado a se sentir bem.
É realmente difícil de explicar. Na verdade, fiquei tão perdida que apenas notei que havia jogado todo meu peso em Sesshoumaru quando ele segurou minha cintura. E não foi um segurar de repousar a mão, apenas. Ele me abraçou. Certo que foi apenas um braço em volta das minhas costas, mas posso considerar como um abraço.
Devo ter corado muito, mas precisei me manter concentrada, então me afastei dele lentamente, enquanto deslizava a mão pelo tecido do terno. Parei na gravata, arrumando o nó e deixando-o reto no colarinho — acho que fui eu que deixei torto. Respirei fundo e me afastei um passo.
— Juro que sei que estou fazendo, então apenas confie em mim. — Falei, com voz trêmula. Com isso, fiz menção de me afastar, mas ele segurou meu braço. — Sesshoumaru, eu...
Ele ergueu minha mão e colocou o passaporte sobre ela, encarando-me muito sério. Então se afastou, virou as costas e foi embora. Simples assim. E olha que eu jamais pensei que usaria a palavra simples para descrever esse evento em especial da minha vida.
Eu demorei vários segundos até perceber que Sesshoumaru de fato havia me deixado para trás. Eu não sabia se sorria ou se franzia as sobrancelhas. A única certeza era de que eu estava muito confusa. Havia funcionado?
Olhei para a minha direita, dando de cara com um Shippou boquiaberto. Hu, atrás dele, apenas encarava o vão de entrada por onde Sesshoumaru havia saído com uma sobrancelha erguida. Sem perceber, eu estava sorrindo para Shippou. Aquele tipo de sorriso nervoso e descrente, e então estava rindo.
— Você viu a cara dele? — perguntei para o meu amigo — Isso foi lindamente impagável. Vou fazer isso mais vezes.
— Espera um segundo... — disse Shippou, passando uma mão no pescoço como se realmente quisesse ter certeza de que estava acordado. — Eu realmente vi você e Sesshoumaru se beijando?!
Só consegui continuar sorrindo para o meu amigo. Sem perceber, ergui uma mão até a minha boca e esfreguei meus dedos de leve. Eu também não acreditava de todo que tinha acontecido.
Arregalei os olhos, lembrando-me de algo importante. Virei-me para Hu e segurei sua mão, falando rapidamente enquanto o puxava para fora do hotel:
— Nós temos que sair daqui antes que Sesshoumaru mude de ideia. — Ainda tive espírito de olhar por sobre o ombro para Shippou — Você me espera aqui?
— Ka-chan! — ele protestou, mas eu fui mais rápida; arrastei Hu comigo.
Senti que Hu queria perguntar o que eu tinha na cabeça, mas ele estava se controlando magistralmente para não fazer isso. Apenas sorri para ele e continuei andando pela praia. Minhas sandálias balançavam suavemente na minha mão, enquanto eu seguia caminhando. Era um passeio lindo. Dava para ver as luzes do hotel na praia e, no mar, as dos cruzeiros.
Tudo parecia calmo. Tudo estava em seu devido lugar. Ou, ao menos, estaria em breve.
Olhei mais uma vez para Hu, que apenas me encarava, de braços cruzados. Ele acha que eu sou louca. Shippou e Sesshoumaru também. Provavelmente sou mesmo.
Vi uma figura alta de cabelos prateados se aproximar de nós pela praia, seguindo os passos que eu e Hu havíamos deixado na areia fina. Sou uma louca, mas, ao que tudo indicava, eu sou uma louca muito esperta. Shippou ficaria surpreso se descobrisse que eu posso ser muito mais maquiavélica que ele.
— Oi, Dmitri. — cumprimentei quando ele nos alcançou — Como foi a viagem de Kyoto para cá? — Dmitri suspirou e aproximou-se de mim, tirando um pedaço de papel do bolso e me estendendo. Abri um sorriso sagaz ao dar uma olhada no que estava esxrito. — Tudo conforme o plano? — perguntei.
Ele acenou vagamente. Parecia extremamente cansado e isso realmente não me surpreende.
— Hu. — chamei, aproximando-me dele um passo. Ele não recuou, mas senti pelo olhar avaliativo que ele lançou para mim e para Dmitri que ele esperava qualquer coisa vinda de nós. Desde um abraço coletivo até um estripamento com direito a restos jogados aos tubarões. Respirei fundo. — Desculpe por tudo, principalmente pela nossa… parceria forçada. Sei que você jamais compreendeu o que eu queria... — Estendi o papel para ele — Vai encontrar sua noiva nesse endereço. Você deve partir imediatamente ao encontro dela, e depois devem fugir. Vai haver um barco esperando por vocês no porto, então sejam rápidos, está bem?
A expressão chocada de Hu merecia uma fotografia para ser eternizada. Quase ri, mas acho que Dmitri me daria um tapa na nuca se eu me atrevesse. O yaoguai encarou a folha por um tempo, depois ergueu os olhos para mim e para Dmitri, desconfiado. Ele não acreditava em nós.
— O que você ainda está fazendo aqui? — perguntei, cruzando os braços — Todo o trabalho que tivemos trazendo você para Naha e esperando Sesshoumaru capturar sua noiva para conseguir resgatá-la vai ser em vão? Mexa-se, homem.
— O que você pensa que está fazendo? — ele perguntou em um chinês regionalístico que precisei de algum tempo para decifrar, quando consegui, apenas revirei os olhos.
— Estou libertando vocês. Não deu para entender? Eu nunca quis torturá-lo ou trazê-lo para o meu lado, Rei Tigre. Não sou tão ingênua quanto você pensa. Só que essa guerra tem que acabar. Vingança só traz mais vingança. Eu não quero isso para Hideo, Shippou ou Sesshoumaru, então preciso quebrar o ciclo. Não estou fazendo isso apenas por vocês, mas por causa daqueles que prezo, por ter visto minha família e meus amigos sofrerem com a morte de alguém que amávamos. Isso tem que acabar, Hu, e essa é a minha contribuição para que aconteça.
Ele abriu a boca, espantado. Parecia realmente não compreender meu discurso tão lindamente ensaiado.
— Você não está brincando mesmo, não é? — ele questionou. Nesse momento, ele acha que eu sou mais que louca.
— Não, não estou. Então acho que isso é um adeus.
Ele apertou o papel na mão e então me encarou. Por muito tempo. Foi tão desconfortável que eu cheguei a olhar para os lados.
— O Senhor do Oeste vai fazer alguma coisa contra você por causa disso? — ele perguntou pausadamente.
Não resisti, tive que sorrir diante da preocupação dele, embora eu não acredite que ela tenha se originado de qualquer afeição, mas pelo sentimento de culpa.
— Eu vivo perigosamente. — respondi — Não se preocupe, Sesshoumaru não vai fazer coisa alguma. Ele não é tão ruim quanto você acredita, ele só não compreende que precisa ter limites para proteger o que é dele.
— "Só uma mulher é capaz de controlar um tirano" — ele sussurrou, baixando os olhos novamente para o pedaço de papel em sua mão.
— Isso é algum tipo de provérbio chinês? — questionei, então virei-me para Dmitri — Foi muito difícil? Quando Shippou me disse que Sesshoumaru pretendia sair essa tarde eu temi que você não chegasse a tempo. Ainda bem que ele ficou tão puto quando descobriu que eu tinha trazido o Hu comigo que acabou deixando as obrigações de lado e veio me esfolar as costas.
— Ele já estava vindo para Naha quando cheguei em Kyoto, não teve nada a ver comigo. — disse Dmitri, então lançou um olhar irritado para Hu, que ainda parecia bastante surpreendido com tudo — Esperei que ele viajasse para ir ao porão soltar a noiva desse aí. Garota brava. — resmungou.
— Espera… Você disse que ele já estava vindo para Naha? — questionei — Por quê? Ele já sabia?
— Ele ficou muito irritado quando contei, então acho que não.
Cocei o meio entre as sobrancelhas, pensando sobre o motivo de ele próprio vir a Naha para me levar para os Estados Unidos. Minha confusão pessoal foi interrompida quando Hu se moveu lentamente, respirando fundo e olhando para mim com seriedade.
— Obrigado. — ele disse, tentando soar sincero, mas era bastante óbvio que ele não estava confortável com a ideia de me agradecer por qualquer coisa — Pela minha liberdade e a de Gao Yanyuan, muito obrigado.
Apenas acenei afirmativamente e ele virou de costas. Estranhei quando ele parou, depois de um único passo, e respirou mais uma vez, nervoso. Olhou para mim por sobre o ombro.
— Eles vão matá-lo. — disse, em japonês — Na Convenção, com o composto Yong¹ que usamos contra você, o Grande Rei Touro vai matar o seu marido.
¹Yong significa dragão; na mitologia chinesa os dragões são os responsáveis por controlar o tempo.
[20:07:53] Fkake: entendi, mas a gente nao falou nada com nada xD
[20:10:11] Ladie: A gente nunca fala nada com nada.
[20:10:16] Ladie: Se eu demorar, é por que to terminando a revisão
[20:10:24] Ladie: Enquanto isso, vamos falar sobre o capítulo
[20:10:32] Ladie: Você ainda lembra o que acontece nele?
[20:10:47] Fkake: nao
[20:10:56] Fkake: lembro que tem a kagome, e o sesshoumaru
[20:11:04] Fkake: e acho que o shippou
[20:11:13] Fkake: talvez uma mensagem e talvez um restaurante
[20:11:18] Fkake: mas nao sei dirieto
[20:12:36] Ladie: U.U
[20:13:25] Fkake: acertei?
[20:13:29] Ladie: É.
[20:13:41] Ladie: É o primeiro beijo deles.
[20:13:44] Fkake: se eu nao tivesse com preguiça ia la ver xD
[20:13:48] Fkake: aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh
[20:13:49] Ladie: Você esqueceu a parte mais importante
[20:13:55] Ladie: Ou então tá me zoando
[20:14:03] Ladie: Vindo de você: com certeza, me zoando
[20:14:05] Fkake: sabia que tinha algo de orgastico nesse cap
[20:14:12] Ladie: Tem nós.
[20:14:12] Fkake: hauahuahuahuahau
[20:14:15] Ladie: AHAHAHAHAAHAHAAHA
[20:14:18] Ladie: Ok, parei.
[20:14:19] Fkake: eu te gozar, nuncaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
[20:14:27] Ladie: '-'
[20:14:34] Ladie: Cê sabe que to imaginando perversão, né?
[20:14:42] Fkake: quando vc nao imagina?
[20:14:43] Ladie: Mas assim, vou me fingir de pura e dizer que:
[20:14:46] Ladie: VOCÊ SEMPRE ME ZOA
[20:14:51] Ladie: PARA DE BANCAR A SANTA
[20:14:53] Ladie: DO PAU
[20:14:54] Ladie: OCO
[20:14:56] Ladie: AUHAUHAUHAHUAUHUUHAUHAUHAUHUAHUAHUAHUAHUHA
[20:14:58] Ladie: TO RINDO
[20:15:07] Fkake: pau bem longe do oco ne/?
[20:15:17] Ladie: Você que está dizendo.
[20:15:28] Fkake: sei
[20:15:33] Ladie: Enfim...
[20:15:36] Ladie: AAAAAH
[20:15:40] Ladie: LEMBRA DAS MENSAGENS NÉ?
[20:15:54] Ladie: Eu acho engraçadinho a Kagome se perguntando por que ele foi atrás dela em Naha sem saber do Hu
[20:15:55] Fkake: lembro
[20:16:01] Fkake: dela com o sesshy e o hideo
[20:16:02] Ladie: Filha, tu manda uma mensagem morta de fofa
[20:16:09] Ladie: Dizendo que tá sentindo falta do bofe
[20:16:14] Ladie: E acha que ele ia fazer o quê?
[20:16:16] Ladie: UHAUHAUUHAAHUUAHHUAUAHHAUHAUHAUAH
[20:16:20] Fkake: simplificando
[20:16:24] Fkake: ELE FOI TE COMER!
[20:16:26] Fkake: tipo isso
[20:16:27] Ladie: Se eu fosse ele, também ia atrás dela para dar uns pegas
[20:16:39] Ladie: "ÓIA EU AQUI, MULHER"
[20:16:50] Ladie: Ela devia ter dado para ele.
[20:16:51] Ladie: Sem mais.
[20:16:56] Fkake: sem mais
[20:16:57] Ladie: Eles estavam num hotel mesmo
[20:16:59] Ladie: Pediam um quarto
[20:17:01] Ladie: E ADEUS, ABRAÇOS!
[20:17:25] Ladie: Mas agora ela aprendeu como faz para controlar o Sesshoumaru
[20:17:32] Ladie: Faça o homem feliz e ele te faz feliz.
[20:17:37] Ladie: Ajude-o a te ajudar.
[20:17:56] Ladie: AAAAH, A REVISÃO
[20:17:57] Ladie: PERA
[20:18:01] Ladie: TU FICA ME SEGURANDO AQUI
[20:18:01] Ladie: SUA
[20:18:03] Ladie: BESSHA
[20:18:06] Ladie: SEDUZENTE
[20:18:27] Fkake: eu te segurando?
[20:18:30] Fkake: que caluniaaa!
[20:18:54] Ladie: Você atrai.
[20:19:51] Ladie: É seu poder de atração
[20:19:53] Fkake: eu sei, tenho esse poder
[20:19:53] Ladie: Desliga
[20:20:01] Ladie: UHAUHAUA Sincronia.
[20:20:13] Ladie: Hey, antes de a gente acabar
[20:20:17] Ladie: Vamos pensar numa coisa
[20:20:32] Ladie: E se a Kagome tivesse atendido a ligação do Sesshoumaru
[20:20:39] Ladie: Como seria a conversa?
[20:22:31] Fkake: "sesshoumaru, vc é mal, estou com sauades, vc fica ai dando uma de vilao sendo o fodao e tal e fica negligencia a sua esposa, que esta aqui bebada querendo a sua companhia mesmo que seja apenas apra vc ficar sentado mau-humorado me olhado com reprovasão"
[20:22:34] Fkake: "estou indo"
[20:25:20] Ladie: uHUAHUHUAHUAHHAHAA
[20:25:24] Ladie: EXATAMENTE ASSIM, NÉ?
[20:26:55] Ladie: "Você está vindo? Espera, vou avisar o Shippou. Mas você vai vir mesmo, né? Mesmo mesmo, né? Por que eu quero companhia e o meu quarto é acoplado ao do Shippou. Acho que ele não vai se importar de você dormir comigo, mas vou avisar para ele. Sabia que aqui é super quente? Alguém devia ter me avisado, por que eu não trouxe roupas para dormir."
[20:27:18] Ladie: *Sesshoumaru desliga, sequer pensa em usar o avião, vai bater em Naha tipo em... 6 segundos"
[20:27:55] Ladie: Enfim, terminei a revisão aqui.
[20:28:01] Fkake: hauahuahauhaua
[20:28:02] Ladie: SE DESPEÇA DE GERAL, MULHER!
[20:28:05] Fkake: sim, bem assim msm xD
[20:28:17] Fkake: saporra vai ser postaa
[20:28:27] Ladie: VAI
[20:28:30] Ladie: UHAUHAUAUHUAHUAUAUHAUHHAHUAUAH
[20:28:34] Ladie: To nem ai. To vida louca.
[20:28:42] Ladie: To mó cansada e enjoada.
[20:28:48] Ladie: Estou grávida, será?
[20:28:56] Fkake: huahuahua, teremos bebes?
[20:28:56] Ladie: ASSUMA NOSSO FILHO, MARY ALINE PINTO DE MORAES
[20:29:04] Fkake: EU ASSUMO!
[20:29:11] Fkake: CHAMAREMOS DE ALDEBARAM DE TOURO
[20:29:17] Ladie: NÃO SE INVENTE DE COMPRAR CIGARROS.
[20:29:18] Ladie: '-'
[20:29:27] Fkake: pq cigarros?
[20:29:27] Ladie: Bicho, manda a Corina ir pastar
[20:29:41] Fkake: xD
[20:29:53] Ladie: O Lucius disse que nem um filho dele vai ter nome de animal com chifres
[20:30:10] Fkake: hauhauahuahua
[20:30:14] Fkake: pq de chifres ja pasta o pai
[20:30:22] Fkake: de acordo com o mailon ne? xD
[20:30:45] Ladie: U.U Me abstenho.
[20:30:54] Ladie: Se despede logo, Toddynho
[20:32:43] Fkake: ADEUS TODDYNHO
[20:32:50] Fkake: mas pq vc ta se despedindo de mim?
[20:32:55] Fkake: ta terminando?
[20:32:56] Fkake: é isso?
[20:33:04] Ladie: U.U
[20:33:10] Ladie: Sim, você não é o pai da nossa criança
[20:33:12] Ladie: AHAHAAHAHAHAHAHAHA
[20:33:14] Ladie: TE TROQUEI
[20:33:24] Ladie: Não, bicho, se despede direito, cão
[20:33:41] Fkake: CRUJ CRUJ Tchau
[20:33:52] Ladie: To imaginando que metade do capítulo vai ser só conversa e o povo vai nos xingar
[20:34:02] Fkake: Bem vindo ao Comite Revolucionario Ultra Jovem
[20:34:55] Ladie: UHAHUHAUHAUHUAHAUAHU
[20:35:01] Ladie: No dia que tu prestar
[20:35:10] Ladie: Eu faço um vídeo dançando "Polly"dance
[20:35:12] Ladie: UHAUHUAAHUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAU
[20:35:19] Ladie: Enfim, tchau galerinha do mal
[20:35:34] Ladie: Até a próxima batsemana, nesta mesma bathora, neste mesmo batcanal
[20:35:42] Ladie: Beijos da Lad
