Capítulo LVII — Gerenciando

O caminho até a sala do servidor foi feito comigo completamente aérea. Acho que ninguém poderia me julgar por estar assim depois dos acontecimentos dos últimos minutos. Richard inclusive me lançava uns olhares maliciosos e não fazia esforço algum para esconder o sorriso.

Revirei os olhos, quando ele segurou a porta da sala do servidor aberta de forma teatral. Ao entrar, encontrei Jinx sentada ao painel principal do computador, com Ryuuji parado atrás dela, observando o que ela fazia; um Kazuki muito concentrado em algo que rabiscava com caneta num bloco; e Sesshoumaru, claro, apenas parado, observando os mortais agirem como mortais.

Tentei não prestar atenção nele.

— Estão investigando a morte de Niu Mo Wang. — disse Kazuki, sem desviar a atenção do seu bloco de notas — Não existem testemunhas ou vestígios, então logo vão chegar a alguma conclusão qualquer sobre o que aconteceu, engavetar a investigação e esperar a prescrição. Não acho que os Mówángs irão pressionar para que investiguem a fundo, já que eles não têm interesse de ter humanos brincando no quintal deles.

— Uparam um vídeo no youtube de um vulto com extremidades em chamas passando em disparada por cima de um bar. Três vezes. — disse Jinx, olhando para mim com um sorriso. Isso fez gelar minha espinha e me aproximei dela, olhando para a tela enquanto o vídeo carregava.

— Dá para ver algo? — questionei nervosamente.

— Nada muito nítido. A qualidade do vídeo está péssima. — ela respondeu, enquanto víamos um ponto luminoso passar riscando pela tela, sem chance alguma de haver reconhecimento.

— Tem como… sei lá… haquear e apagar?

— Ah, não. Se apagarmos, só vai atiçar a curiosidade e o instinto que o humano tem de associar tudo à conspiração. — Kazuki respondeu por Jinx.

— Mais fácil apenas colocar na deep web alguns supostos arquivos secretos sobre experimentos com energia do governo americano ocorridos no dia do vídeo. — ela comentou baixinho, com um sorriso maldoso.

— Não tenho nada a ver com isso, todos são testemunhas aqui. — Richard alegou, em tom de quem implorava clemência. Lancei um sorriso divertido para ele, pensando em como um espião parecia tão preocupado em resguardar sua reputação inexistente.

— Fecha a caralha da boca, Richard. — reclamou Ryuuji, impaciente, voltando-se para Jinx — Achou alguma coisa sobre o Smithsonian?

— Eu fiz tudo certo, qual a da neura? — Richard perguntou, soando ofendido.

— Não há nada. — Jinx respondeu para Ryuuji, ignorando Richard que havia se aproximado e tentava apertar alguns botões — Eu tenho um marido que é bom em outras coisas além de dar prazer a uma mulher.

Dmitri escolheu este exato momento para entrar na sala do servidor. Parou, suspirou e resmungou alguma coisa sobre ter uma irmã sem filtro entre a boca e o cérebro. Depois parou ao meu lado e me entregou um envelope, que ao abrir descobrir ser alguns documentos de Hideo para assinar.

— Então, basicamente… — voltou a dizer Kazuki. Peguei uma caneta e comecei a assinar os documentos, ouvindo distraidamente o que o marido Kazuki dizia — Vamos trazer você para a base americana em Naha, Richard, assim que as negociações com o Senhor do Sul acabarem. E, no mais, vamos esperar os movimentos dos yaoguais.

— Sobrou o bastante? Eu matei tantos naquele dia, que deveria tatuar "hunter" na minha nádega esquerda. — comentou Richard.

Ryuuji virou-se para o irmão, com expressão irritada.

— Você está se vangloriando? Do tanto que você se gaba de ser fodão, eu esperava que desse conta da situação sozinho.

— Para de invejinha por que matou menos do que eu. Pega suas seis kills e humildemente retire-se da discussão, jovem padauã.

— Você matou apenas sete, filho de uma puta! — exclamou Ryuuji.

— Você esquece que a puta era sua mãe também, fofinho?

— Podem parar com a imaturidade. — disse Kazuki, soando duro. Encarei marido Kazuki, sem acreditar que ele era capaz de falar naquele tom — Até por que eu matei nove deles, então não há razão para discutir sobre quem de nós é melhor.

Afundei meu rosto nas mãos, ao perceber que o tom duro de Kazuki não era para repreender, mas para efeito dramático.

Estranhei quando Sesshoumaru se aproximou de mim e ficou parado às minhas costas. Olhei para ele por sobre o ombro e ele me encarou por todo um segundo, antes de voltar a atenção aos outros. Fui tomada pelo pensamento idiota de como seria dar um passo atrás e me apoiar no peito dele. Controlei-me, enquanto meu marido continuava parado, observando Richard, Ryuuji e Kazuki discutirem sobre a "veracidade" do "cálculo" do marido nº 2.

— Na verdade… — disse Jinx, sem tirar os olhos das telas enquanto digitava freneticamente — A campeã é a Kagome. Ela matou doze. E eu tenho provas. Filmei tudo com um dronner.

Os três olharam para mim, num misto de respeito, despeito e suspeita.

— Eu só usei as flechas. — expliquei, tentando me defender da acusação silenciosa. Os três se entreolharam e, depois de alguns segundos, suspiraram.

— Filha de uma puta. — resmungou Ryuuji, voltando-se para Jinx.

— Nem tem graça se alguém apela. — foi o comentário de Richard, curiosamente esquecendo que fora ele quem jogara o composto de envelhecimento nas flechas.

— Senhora Kagome, você foi muito corajosa. — Kazuki comentou, sorrindo amavelmente para mim. — Espero que o senhor Sesshoumaru tenha recompensando-a por isso.

— Aaaaah… Recompensou! — disse Richard gracejando — Você devia ver só, Kazuki, o andar da carruagem. Se eu não tivesse interrompido, eles estariam… — Richard foi interrompido quando Sesshoumaru inclinou-se, ficando ainda mais perto de mim, e apertou um botão, fazendo soar um alarme irritante na sala, como se uma viatura de polícia tivesse acabado de brotar ali. Levei uma mão aos ouvidos, incomodada com o som.

— Kazuki, é hora de aumentar a capacidade do servidor. — disse Sesshoumaru, bastante sério, apertando outro botão e cessando o alarme — Vamos precisar em breve.

— Sim, senhor Sesshoumaru.

Sesshoumaru girou o corpo lentamente na minha direção, encurralando-me contra umas das mesas.

— Não corra de mim novamente. — avisou estreitando os olhos. — Você não vai gostar de me ver irritado. — Depois de assegurar-se que eu estava assustada o suficiente, Sesshoumaru saiu da sala.

Suspirei, repentinamente exausta. Acho que eu simplesmente não terei tempo ou métodos para lidar com o que sinto por Sesshoumaru do modo fácil. Não que isso me surpreendesse. Tudo na minha vida só prova que, ao nascer, eu selecionei a opção de viver no nível hard.


Acordei calmamente, aconchegada em cobertores quentinhos, em uma cama confortável. Isso era estranho, ainda mais se Daiki estava em Kyoto. Estava esperando ser acordada com o meu irmão deitando na minha cama e implorando por algum programa incestuoso. Então entreabri os olhos, para ter certeza de que não estava sonhando.

Sentei-me na cama devagar, franzindo o cenho e respirei profundamente, ainda bastante sonolenta. Será que o meu irmão não havia cumprido a promessa feita no dia anterior de estar aqui logo depois do amanhecer? Foi quando entendi o motivo de eu ter um despertar sereno: Sesshoumaru. Não foi preciso olhar para o anexo do quarto, para encontrar o meu marido fazendo o que ele sabe fazer de melhor; ou seja, trabalhar/dominar o mundo.

Saí da cama, resmungando alguma coisa sem sentido porque o chão estava frio, e segui para onde Sesshoumaru estava. Estreitei levemente os olhos, tentando compreender por que ele usava apenas (e apenas mesmo) uma calça moletom negra, enquanto, de pé, virava as páginas de um documento em brochura. Parecia uma coisa tão doméstica vê-lo sem camisa enquanto trabalhava, que era quase como se eu tivesse ganhado permissão de ver algo que ninguém mais poderia.

— Muito cedo para trabalhar. — comentei, parando ao lado da mesa dele, e tentando vislumbrar o que havia no documento no qual ele prestava tanta atenção. — O que está vendo?

— O Senhor do Norte lhe mandou alguns documentos para que assinasse. — ele disse, sem tirar os olhos do encadernado. Percebi a tempo que ele não estava respondendo a minha pergunta, mas solicitando que eu informasse o que havia nos documentos que o meu irmão havia mandado.

Suspirei.

— Eram apenas alguns termos de conduta. — expliquei — Já entreguei para que Dmitri os envie de volta para Hideo.

Sesshoumaru virou o rosto para me observar, então, rapidamente, correu os olhos pelo meu corpo, antes de voltar-se para a mesa. Isso me deixou vergonhosamente consciente de que eu estava usando um conjunto de shorts cinza e camiseta de algodão para dormir. Esforcei-me para não me deixar abalar por isso.

— Antes de assinar qualquer documento, Kazuki deve analisá-lo. — Sesshoumaru me repreendeu.

Encostei-me na mesa de trabalho dele, cruzando os braços, e resmungando:

— Hideo jamais me usaria, ao contrário de certa pessoa. — alfinetei.

Sesshoumaru fechou o encadernado e fez menção de seguir na direção do closet, parando repentinamente na minha frente e me assustando. Lentamente, ele respirou de forma profunda, como se percebesse algum cheiro curioso, então virou o rosto para mim, aproximando-se.

Sem perceber, eu me empurrei contra a mesa, apoiando minhas duas mãos no batente para me segurar. Sesshoumaru aproximou o rosto na direção do meu pescoço e eu só tive energia para prender a respiração, nervosa, enquanto ele inspirava profundamente na curva do meu ombro.

Apertei os olhos, tomada pelos arrepios que subiram pela minha coluna ao sentir a respiração dele em minha pele, e, ao mesmo tempo, tentando controlar a vontade de erguer uma das mãos e segurá-lo contra mim. Eu realmente não podia permitir a mim mesma agir como uma tola e revelar que eu sentia algo por ele além de preocupação inocente.

— O que foi? — perguntei, mordendo meus lábios ao perceber como havia soado trêmula.

Sesshoumaru apenas se afastou e seguiu para o closet, como se nada tivesse acontecido. A única coisa que consegui fazer foi me segurar e controlar os tremores. Ah, e morrer de vergonha quando percebi que os arrepios haviam surtido efeitos nada sutis, como ter meus seios se insinuando contra a camiseta de algodão.

Ótimo, vida, muito obrigada.


— Se eu quisesse meu café com gosto de lama, tinha enterrado a cafeteira no jardim. — reclamava Richard na cozinha, em tom cortante.

— Se você faz tanta questão de ter café ao seu gosto, venha aqui e faça você mesmo. — respondeu Dmitri. Entrei na cozinha e encontrei os dois se encarando, Richard sentado ao balcão e Dmitri do outro lado, fazendo o café-da-manhã.

— Bom dia. — cumprimentei, sorrindo largamente numa tentativa de amenizar os ânimos — Você é o faz-tudo da casa, não é, Dimitri?

— Existe aqueles que são bons em tudo e excelentes em nada. — resmungou Richard, pegando a xícara e tomando um gole de café com uma careta de desgosto — Que droga de café.

— Que os deuses me deem paciência. — pediu Dmitri, revirando os olhos e voltando a se concentrar na comida. Peguei um avental e me aproximei dele, começando a ajudá-lo. Senti certo prazer quando ele apenas me lançou um olhar e aquiesceu, aceitando o meu auxílio... Dmitri era do tipo que fazia tudo sozinho. — A senhora vai com Jinx comprar roupas de bebê hoje? — ele perguntou, com uma estranha expressão de desconforto.

— Sim. Vou usar o cartão de Sesshoumaru como jamais foi usado. — brinquei — Pagar por toda a vida escolar do meu sobrinho em alguma instituição de prestígio de Kyoto é uma opção linda. Iria manter a criança longe de Daiki, pelo menos.

— Mal cheguei e já ouço meu santo nome sendo amaldiçoado. — reclamou meu irmão, entrando com Hiroko e Jinx.

Richard saltou da cadeira, com um sorriso enorme, e cumprimentou os recém-chegados.

Todos se sentaram em volta do balcão, enquanto Dmitri e eu terminávamos a comida. O humor de Richard mudou drasticamente (como sempre) e todos estabeleceram uma conversa animada. Sorri, satisfeita com a atmosfera alegre, mas sentindo uma certa insatisfação por Sesshoumaru nunca fazer parte desses momentos.

Tomamos café, comigo apenas ouvindo e concordando com praticamente todos os grandes planos de compras que Jinx fazia para o dia.

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Dmitri estava obviamente muito estressado com o fato de estarmos passando tantas horas em compras. Prometi a mim mesma que iria comprar alguns jogos de RPG para que nós — quer dizer — ele tivesse alguma diversão.

Aproveitei que Richard e Daiki estavam muito ocupados vetando as "mini-saias" que Jinx estava escolhendo para o bebê e fiquei conversando com Dmitri, tentando tirá-lo do mau-humor perene.

— Você não gosta de bebês? — perguntei para ele, alfinetando.

— Não necessariamente. — ele respondeu. — Para criar afinidade com um, basta deixar que ele te cheire, te morda e urine em você. É praticamente um cachorro.

— Você é um cão também.

Deixei escapar uma risada quando ele me lançou um olhar torto.

— Não necessariamente... — ele respondeu, suspirando — Sou metade humano.

— E nossa metade humana é da realeza. Mais respeito. Obrigada, de nada. — Jinx informou fazendo uma reverencia de onde estava.

Olhei para ela e em seguida para seu irmão, possível com expressão muito curiosa, pois Dmitri balançou as mãos.

— Não é nada demais, senhora Kagome.

— Como assim: "nada demais"? — falei fingindo indignação — Lógico que é algo demais! O marido Kazuki se envolveu com alguém da realeza antes de mim. É meu direito saber esse tipo de coisa. — completei brincando, Dmitri suspirou.

— Foi na época da guerra russo-japonesa. Papai se infiltrou como espião na corte do czar Nicolau Romanov e acabou se apaixonando por uma humana. — ele respondeu, a contragosto — Não gostamos muito de falar nessa história. Sentimos muita falta dela.

— Dela? — perguntei, confusa — Sua mãe?

Dmitri apenas acenou lentamente.

— Como ela se chamava?

Dmitri hesitou por um segundo, e então respondeu:

— Anastasia.

Ergui diante de mim uma linda fantasia infantil de tigre e olhei para Dmitri, finalmente percebendo o que ele tinha dito e juntando todas as informações. Anastasia? Como a grã-duquesa do império Russo que sumiu misteriosamente? Eu nunca fui muito boa em história, mas lembrava perfeitamente dessa: a filha do czar de dezessete anos que, junto com sua família, foi fuzilada; depois, quando voltaram para enterrar os corpos, o dela não se encontrava com os demais.

— Anastasia? — questionei — Aquela Anastasia?

— Papai a resgatou. — Dmitri informou — Ela tinha costurado várias joias por baixo da roupa para quando fugisse com ele e isso a protegeu da bala. Papai só descobriu do fuzilamento quando era tarde demais e por pouco não a perdeu. Ele a trouxe para o Japão depois que a resgatou.

— Então ela nos teve. — Jinx gritou do outro lado da loja.

Eu acho que meus olhos estavam derretendo de tão brilhantes. Era simplesmente a coisa mais romântica que eu tinha ouvido falar em toda a minha existência conturbada. Perdi vários momentos romantizando sobre um Kazuki apaixonado pela filha do inimigo de Sesshoumaru, lutando contra os interesses do clã e os de seu coração.

Estou tão orgulhosa de ter me casado com ele que poderia me beijar.

Abri a boca para perguntar como Sesshoumaru tinha reagido a Kazuki surgindo com a filha do czar na porta dele, mas fui interrompida por meu celular tocando. Joguei nos braços de um Dmitri confuso todas as fantasias de animais que segurava.

— Alô?

Boa tarde, senhora Taisho. — soou uma voz feminina bastante educada. Demorei todo um segundo até perceber quem era. Droga.

— Boa tarde, Yuna. — cumprimentei, massageando as têmporas. Estava tão envolvida com toda essa questão de ir para o outro lado do mundo atrás de Sesshoumaru que tinha me esquecido completamente que ainda tinha minha parte do meu trato com ela para cumprir. — Como Kai está?

Furioso. — foi a resposta dela — Só que ele sempre está, então não é nenhuma novidade. Estou ligando para ter notícias do yaoguai.

— Bom... Você quer mesmo saber? Isso pode deixar Kai mais furioso do que está.

Então é verdade. Você libertou o yaoguai.

Olhei para Dmitri, perguntando-me se ele estava ouvindo a conversa. Não era como se realmente importasse, já que ele era o meu grande cúmplice de toda essa situação.

— Sim. — respondi — Está irritada?

Não. Posso não me intrometer nos assuntos de Kai, mas isso não significa que concorde com tudo.

Soltei a respiração. Sem perceber, eu havia esperado a resposta dela com estranha ansiedade e me senti aliviada de saber que aquela mulher tão elegante não me repreendia.

— Que bom. Acho que é hora de eu cumprir com a minha parte do acordo. Ligo para você muito em breve com novidades. — prometi.

Está bem. Até mais, Kagome.

E desligou.

Sorri ao perceber que ela havia me chamado pelo meu nome pela primeira vez e, por puro impulso, enviei uma mensagem para Sesshoumaru:

"Onde está? Estou pensando em fazer um jantar para o meu irmão em breve. Você vai ter que fingir ser um cão adestrado por uma noite. Beijos, Kagome."

Apaguei a parte do "Beijos" e enviei a mensagem... Tenho que parar de ficar agindo assim por impulso, isso está acabando com os meus nervos. Então lembrei do que aconteceu da última vez que mandei mensagens para Sesshoumaru e me arrependi amargamente de ter feito isso agora.

Estendi o celular para Dmitri, comentando um:

— Por via das dúvidas, mantenha o celular longe de mim.

Dmitri demorou alguns segundos para me olhar, muito sério. Pegou meu celular e o colocou no bolso, mas aí eu já tinha percebido que ele não estava apenas de mau-humor. Estava preocupado.

Quando abri a boca para perguntar o que estava acontecendo, Daiki apareceu com Richard, ambos em uma luta de sabre de luz (onde eles arranjaram esses sabres?!), arregalei os olhos ao notar que as vendedoras começaram a nos cercar, pedindo calma.

— Daiki, pare com isso ou juro que caso com o Ryuuji! — exclamou Hiroko.

— Estou aqui para dar uma lição nesse cão... — Daiki fez com a boca o "dzzzum" específico de sabres de luz — Vira-lata, hoje você encontrará seu fim!

— Fique quieto, urubu depenado, pois assim posso ter clemência de sua alma podre. — ele ficou em guarda, segurando a espada como um daqueles atores que nunca seguraram uma espada na vida e então imitam a posição da esgrima. — E é Sr. Sem-Raça-Definida para você.

Eles voltaram a lutar e eu puxei a orelha de Daiki, resultando em Richard golpeando o rosto do meu irmão. Richard soltou o sabre no mesmo instante, com expressão de choro.

— Desculpe, amor.

— Tudo bem... Por que essa agressão, irmãzinha?

— Parem com isso. Estão assustando todo mundo. — reclamei.

— Está fraudando a vitória de seu próprio irmão!

— Vou fraudar suas genitais se não parar com essa palhaçada.

— Isso vai doer. — ele reclamou, fazendo beicinho.

— Pode acreditar que sim.

— Richie, vamos comprar tacos de beisebol para o caso de ser menina. — ele deu um sorriso sacana. — Me proibiram de matar, mas ninguém falou nada sobre alguns machucados em jogos de beisebol.

— Beisebol pode ser muito perigoso.

— E por que diabos vão colocar uma menina nesse esporte? — perguntei sem entender. — Não vão jogar com ela.

— Vamos, amor. — Richard puxou Daiki com ele, então virou-se para Jinx — Amor feminino, venha comigo, tem macho demais nesse recinto.

— Estamos em uma loja de artigos de crianças, os machos aqui têm família.

— Venha antes que sejam famílias sem pais.

— 'Tá... Cachorros são territorialistas. — resmungou Jinx enquanto seguia os dois para fora da loja. Vi quando Richard tirou o celular do bolso e colocou no ouvido, então saíram.

Suspirei balançando a cabeça e percebi Dmitri olhando a irmã saindo da loja com expressão preocupada.

— O que foi? — perguntei — Algo está lhe incomodando? É o Daiki? Sei que ele pode ser inconveniente, mas ele não é uma pessoa ruim. E se foi por causa de ontem, eu faço ele pedir desculpas, quer?

Ele abriu um leve sorriso.

— Não é isso.

— Tem certeza? Daiki sempre é o incomodo, confie em mim, morei muito tempo com ele. — Dmitri balançou a cabeça e me deu um meio sorriso. — Então o que é?

Ele ergueu os olhos e eu o imitei, percebendo que encarava a saída da loja, por onde o trio havia passado a poucos segundos. Ele suspirou e massageou a testa, apertando a palma logo em seguida.

— Vai me explicar ou vou ter que ir atrás da sua irmã e perguntar a ela?

Ele lançou um olhar nervoso para mim, mas se recompôs rapidamente.

— Eu fico preocupado com o que ela está sentindo participando desse tipo de programa. — ele respondeu — Fico com medo de ela estar se forçando a isso para provar a si mesma que não se importa.

Franzi o cenho.

— Acho que não entendi. Se importa com o quê?

Dmitri fingiu interesse nas fantasias por todo um segundo, até revelar:

— Ela e Richard estão tentando ter filhos há muito tempo. — explicou — Você deve entendê-la melhor do que ninguém.

Acabei encarando-o, ainda sem compreender. Quer dizer, compreendia, sim, que deveria ser difícil passar por tal situação, mas não entendia por quê eu deveria entendê-la melhor do que qualquer outra pessoa.

— Não, não entendo.

Ele ficou imediatamente vermelho com a minha resposta.

— Desculpe. — pediu imediatamente — Desculpe, senhora Kagome, não era minha intenção tocar no assunto.

— Que assunto? — questionei, ainda mais confusa — Não é como se eu estivesse tentando ter filhos, Dmitri. — respondi, sorrindo — Você acha que Jinx está tão incomodada assim por ter vindo com a gente comprar coisas para o bebê?

Ele me olhou com expressão ligeiramente preocupada e apologética. Fosse o que fosse, era alguma coisa que o deixava realmente muito sensível, se bem que tudo o que envolve a irmã dele o deixa assim, aparentemente.

— Kagome... — disse Hiroko, atrás de mim. Virei-me, dando de cara com a expressão preocupada dela. Ela olhava de mim para Dmitri, até perguntar: — Aika nunca conversou com você sobre o assunto?

— Que assunto? — perguntei. Percebi que Dmitri se afastou de mim e tentei impedi-lo, sem conseguir. — Sério, vocês estão me deixando preocupada.

— Você não respondeu minha pergunta. Aika não lhe disse nada sobre a probabilidade de hanyous e youkais terem filhos?

Levei alguns segundos para entender a pergunta que ela havia feito. Neguei com a cabeça. Eu não estava estudando sobre genética esse tempo todo para não compreender. Era algo que eu já tinha cogitado em Naha: como um hanyou era a junção de dois códigos genéticos compatíveis, mas diferentes, havia grande probabilidade de ele não poder gerar filhos com youkais ou com humanos. Seria, praticamente, um padrão genético totalmente diferente, compatível, talvez, somente com o de outro hanyou.

— Não, ela não me falou nada. — respondi — Mas acho que entendo. Jinx e Richard não conseguem ter filhos por causa disso?

— A probabilidade é mínima, mas há alguma possibilidade, por ela ser uma hanyou tai. Mas... — ela deixou a frase morrer, constrangida. E aí foi quando eu realmente me toquei do motivo: Jinx e Richard eram de um mesmo tipo youkai. Sesshoumaru e eu, não. Ele era um tai e eu uma hanyou tengu. A probabilidade de podermos gerar filhos deveria ser milhões de vezes menor.

Não sei o motivo, mas isso me chocou. Jamais pensei em ser mãe, sequer romantizei com a possibilidade. Ter um filho com Sesshoumaru, então, era algo que nem remotamente passou pela minha mente. Até agora. A dor que eu senti foi tão estranhamente intensa que eu arfei. Como se eu já chorasse por uma criança que eu não pensara em gerar, mas que, de alguma forma, queria ter a liberdade de poder desejá-la.

— Eu pensei que Aika teria... Quer dizer... — Hiroko coçou a barriga, confusa — Eu devia ter imaginado que ela não conseguiria tocar no assunto... Ainda mais depois...

— Eu estou bem. — afirmei interrompendo-a.

Custava-me aceitar que eu não estava. Era absurdamente tolo me deixar abalar com algo que não tinha possibilidade de acontecer, mesmo se as chances biológicas estivessem todas ao meu favor. Sesshoumaru e eu não tínhamos esse tipo de relacionamento.

Hiroko me observava, demonstrando preocupação, assim como Dmitri. Sorri e agarrei o braço dela.

— Então, agora que Jinx e Richard levaram o chato do meu irmão, o que vamos fazer? — Hiroko ainda me observava, então a empurrei levemente com o ombro. — Ela deixou a lista das lojas? Podemos dar um perdido neles.

— Deixou. — ela respondeu — Mas se você não quiser, Kagome, nós...

— O quê? Ainda tenho que estourar o limite do cartão de Sesshoumaru. — respondi indignada. — Continuemos a saga! Esse limite não vai me vencer. Yuri merece o melhor e eu sou uma tia coruja.

Ela sorriu e voltamos a nossas compras. Quando finalmente ficamos preocupados com o sumiço dos três, Hiroko ligou para Daiki, que explicou que Sesshoumaru, o carrasco, havia mandando Richard voltar para Mansão Cadela, por isso havia levado ele junto com a esposa e logo estaria de voltar para divar ao nosso lado enquanto gastarmos dinheiro que ele não teve que suar para ganhar.

Mantive a mim mesma compenetrada na missão de ser tia coruja, sendo que se alguém tinha percebido que fiquei estranhamente quieta pelo resto do dia, não demonstrou.


Dmitri havia deixado Hiroko e Daiki no hotel e estava me levando para casa. Ao parar em um semáforo, estendeu o meu celular, que eu tinha entregado mais cedo para ele. Tinha me esquecido completamente desse detalhe.

Peguei o celular mecanicamente, percebendo que Dmitri me observava pelo espelho retrovisor. Ao ligar a tela do meu celular, percebi o aviso de que eu havia recebido uma mensagem de texto... de Sesshoumaru.

Arregalei os olhos, enquanto lia:

"Venha para casa."

O quê?!

Entreabri os lábios, surpresa. Ainda era uma ideia completamente inconcebível imaginar Sesshoumaru enviando-me uma mensagem de texto, ainda mais algo tão logo, contendo três palavras!

Por que ele estava me mandando ir para casa? Será que havia acontecido alguma coisa ou era apenas ele sendo ele? Prendi a respiração ao perceber que isso era o que menos importava. A única coisa que realmente tomava a minha mente era o fato de Sesshoumaru ter gasto algo de seu tempo comigo.

Ficar feliz apenas com isso é extremamente deprimente, mas ninguém pode me culpar de estar carente tendo Sesshoumaru como objeto de afeição.

Suspirei, encarando a curta mensagem e perguntei para Dmitri se faltava muito para chegarmos em casa.

— Uns 12 segundos, senhora. — ele respondeu ironicamente, fazendo-me erguer os olhos e perceber que estávamos entrando na propriedade. Um sentimento estranho se mostrou. Uma pontada fina de dor e a lembrança de que eu não poderia ter filhos de Sesshoumaru. Não entendi por que lembrei isso agora, então empurrei o sentimento para o fundo da minha mente.

Por mais que não tivéssemos um relacionamento que possibilitasse isso, eu era incapaz de impedir a frustração. E pior: sabia que demonstraria esse sentimento quando visse Sesshoumaru, então era bom começar a me policiar.

Ser adulto é realmente muito difícil.

— Você pode guardar as compras em algum lugar? — pedi para Dmitri, que acenou afirmativamente, embora eu já tivesse aberto a porta do carro e praticamente corrido para dentro de casa.

Quarto/Escritório. Closet. Banheiro. Cozinha. Sala de cinema. Piscina interna. Corredores. Todo cômodo dessa casa gigantesca foi alvo de minha busca pelo Sesshoumaru perdido... Infrutiferamente. O último lugar que visitei foi a sala do servidor, onde encontrei Kazuki e Jinx, bastante concentrados em... jogar tetris.

Demorei um minuto para acreditar no que estava vendo. Jinx estava incrivelmente emburrada e, depois de alguns minutos, encheu sua moldura de peças e perdeu para Kazuki, que mantinha seu jogo rigidamente nas três primeiras linhas. Marido Kazuki era uma espécie de Snake Eyes do tetris.

— Qual a lição que aprendemos hoje? — Kazuki perguntou para Jinx, com uma expressão calma e superior.

— Nunca seja um pai maníaco sádico chauvinista? — Jinx questionou com um sorriso maldoso. Kazuki abriu a boca para dar a resposta correta, mas parou quando me viu parada atrás deles, sentada numa cadeira e comendo o resto de um chocolate eu tinha encontrado ao lado de um dos computadores.

— Senhora Kagome? Desde quando está aí?

— Sei não. — respondi sorrindo.

— Oi, Kagome! — Jinx cumprimentou, acenando rapidamente — Desculpe por tê-la deixado sozinha. É que Sesshoumaru precisava de Richard.

— Precisava? Para quê?

— Uma missão de urgência. — respondeu Kazuki — Os dois saíram faz algumas horas. Acho que o senhor Sesshoumaru ainda a esperou para se despedir, mas teve que partir antes.

— O quê? — perguntei deixando o chocolate de lado — Sesshoumaru não está aqui?

— Não. Acredito que alguma coisa importante tenha acontecido. — Kazuki levantou-se de onde estava sentado e aproximou-se de mim. — A senhora parece muito triste.

— Não... Não é que... — suspirei — É, estou um pouco.

— O senhor Sesshoumaru ficaria feliz em saber que a senhora sente falta dele. — Kazuki afirmou — Por que não liga para ele?

— Hum... Não. Vou esperar ele voltar. — disse, levantando-me.

— Ele pode demorar algumas semanas. — Kazuki informou rapidamente.

Parei.

— Por quê? — Kazuki e Jinx apenas me encararam, muito sérios, fazendo com que eu me perguntasse se estavam com pena de mim ou não sabiam a resposta. Suspirei mais uma vez. — Sesshoumaru sempre está viajando ou trabalhando. — resmunguei, sem conseguir controlar toda a frustração reunida do dia — Sempre tem trabalho, dominação mundial, guerras...

— Ele está fazendo isso pela senhora. — disse Kazuki surpreendendo-me — Se ele está muito atarefado agora, é porque está tentando resolver o máximo de coisas que dependem exclusivamente dele. Desde que vocês ficaram noivos, o senhor Sesshoumaru tem trabalhado para descentralizar a organização do Tai Group. Está delegando funções, tarefas. Está tirando o trabalho das próprias costas para entregar a mais alguém... E, acredite, isso para o senhor Sesshoumaru é algo realmente difícil; ele não está acostumado a não ter o controle de tudo. Se agora ele está sempre ausente, é por que está trabalhando para ter o máximo de tempo livre com a senhora no futuro.

Essa informação me surpreendeu, deixou-me sem fala. Era muito difícil acreditar que Sesshoumaru faria alguma coisa dessas por mim, mas no momento eu não estava muito apta a ponderar o que era ou não possível. Massageei o peito, como se quisesse espalhar o já costumeiro calor por todo o corpo e tentar controlar a esperança.

Percebi o olhar malicioso de Kazuki diante da minha reação e pigarreei.

— E Richard viajou com ele? — perguntei meio sem voz.

— Hum... — respondeu Jinx — Não. Sesshoumaru geralmente prefere fazer as coisas sozinho. Mas olha... Richard deixou isso aqui para você.

Ela me estendeu uma carta e um CD. Aproximei-me para pegá-los e abri a carta imediatamente, curiosa para saber o que seria aquilo.

Havia:

Pré-scriptum: essa carta possui trilha sonora. Por favor, coloque o CD em algum player e ouça minha voz enquanto estiver lendo esta bem-elaborada epístola. Dizem que minha voz fica mais sexy ao som de Pretty Woman.

Ó doce Kagome,

Escrevo esta carta por pura falta de preguiça de ligar para vossa senhoria. Seu cruel marido mandou-me em uma missão e não poderei voltar por várias semanas de custosas paragens.

O que quero lhe dizer é que eu a amo. E amo seu irmão. Isso faz de nós um triângulo amoroso tabu digno de algum romance sex-seller. Minha mulher seria a vilã mal-amada que quer destruir o amor. Ela vai se chamar Lisbeth e o livro vai se chamar Os Homens Que Não Amavam As Mulheres — mas acho que algum idiota já teve essa ideia antes de mim.

A grande verdade é que tenho coisas sérias para dizer. Pelas minhas contas, deve estar tocando o refrão de Pretty Woman nesse momento, então tenho que aproveitar a intensidade e emocionar.

Eu sou muito antigo e sei de muitas coisas. Ninguém nesse planeta é capaz de fazer sashimi como eu, essa é a grande verdade. O que importa é que eu sou um velho cheio de conselhos para dar: 1) ame, mesmo que o objeto de seu amor seja uma garotinha que você viu nascer, que carregava no colo por todo o dia, que aprendeu a falar seu nome antes de falar o nome do próprio pai (chupa, Kazuki!), em quem você tinha que dar sermão toda vez que escapava das lições e que, depois de fugir de casa para participar como agente russa na primeira guerra mundial, voltou uma mulher feita, linda e inteligente, e a quem você não pode resistir; 2) tenha um pouco de fé e paciência, mesmo quando você ama alguém tão insensível como Sesshoumaru; 3) prepare seu corpo e sua mente, Kagome, pois grandes coisas irão acontecer de agora em diante.

Enfim, acho que a música acabou, então tenho que correr com esta carta. Apenas por precaução, eu coloquei uma segunda faixa (The Show Most Go On).

Ah, quase ia esquecendo. Ryuuji estava uma fera com você. Disse que marcou um treino para hoje á tarde e você furou para ir fazer compras de mulherzinha. Então, prepare-se para um homem de 2,10m de altura irado querendo matá-la. Aproveite Ryuuji e aprenda o máximo que puder com ele, treine com vontade, fortaleça a si mesma. E, é claro, perturbe meu irmão. Eu ainda não decidi se ele odeia ou sente atração por você, mas, na dúvida, vamos provocá-lo mesmo.

Dito isto, vou-me. God save the queen!

Com muito amor para dar,

Urushida (Richard)

Pós-scriptum: no CD também há todos os dados do Composto Yong que roubamos dos yaoguais.

Pós-scriptum 2: pedi para que alguém avisasse o Ryuuji assim que você chegasse. Good Luck!

Como que pura sincronia, ouvi passos pesados no corredor. Ryuuji iria me fazer pagar por ter esquecido do nosso treino marcado para hoje à tarde. Dobrei a carta e sorri.

Já que Sesshoumaru iria passar algumas semanas fora, eu teria muito tempo livre para acabar com a sanidade de uma certa muralha.


Fkake (gostosona): a Tracy fez todo o trabalho, amem ela, eu apenas divei aqui nas notas e em algum momento da fic o qual não vou contar por motivos deu nao me lembrar. Desculpe a demora, mas o mês foi tenso, muitas coisas aconteceram, tipo, minha vó com cirurgia para colocar o marca passo e eu cuidando do meu irmão/filho André. Mas no final deu tudo certo, eu voltei para Campinas e estou com internet de volta, afina, internet e vida e lá no sitio (casa da vovó) eu etava com uma sobrevida.
Agradecida pela compreensão, vamos terminar saporra logo!
Beijos!
Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.
Saída a esquerda e o banheiro fica a segunda porta a direita.

Ladie (deliciosa): É isso, gente, voltamos! Eu até que achei engraçadinho que geral achou que tínhamos abandonado a fic, sendo que faz apenas um mês que deixamos de postar. Não se preocupem, não há chances dessa fic ser abandonada.

Como falei antes, nós fomos surpreendidas por emergências. A avó da Mary adoeceu e foi necessária uma cirurgia para colocar um marca passo, e eu tive uma monografia relâmpago para escrever e apresentar (aos interessados, tirei nota máxima!). Engraçado que eu apresentei minha monografia no mesmo dia da cirurgia da avó da Mary.

Aí vocês podem dizer: mas poxa, tá, a cirurgia da avó da Fkake foi realmente uma emergência, mas a sua mono dava para supor quando aconteceria. Sim, gente, é bem verdade, é por isso que nós temos um "estoque" de capítulos para podermos fazer nossas obrigações sem atrasarmos SN, ocorre que no capítulo passado, Mary e eu chegamos à conclusão de que era preciso ter um capítulo entre o anterior e o próximo. Ou seja, esse capítulo que estamos postando NÃO ESTAVA ESCRITO e tivemos que escrevê-lo durante todo o desespero que foi esse mês. Essa é a causa verdadeira da demora.

Enfim, voltamos, é o que importa e VOCÊS SE PREPAREM, QUE CAPÍTULO QUE VEM TEM MISSING SCENE DO SESSHOUMARU! (ou vocês vão nos achar fodas ou vão nos odiar #fato).

É ISSO.

Beijos da Ladie

P.s.: sobre a confusão do grupo "O Porão". Ocorre que tinha muita gente no grupo que estava lá sem nem saber o motivo ou o objetivo do grupo. Eu mesma add quase todos e conversei com grande parte dessas pessoas, e ninguém sabia o que era SN. A Vitória e a Nyara acharam por bem excluir essas pessoas, já que acabava que ficávamos com vergonha de postar coisas, por não saber quem estaria no grupo. SE POR ACASO EXCLUÍMOS ALGUÉM, POR FAVOR, ME ADD NO FACE QUE EU ADD DE NOVO NO GRUPO. NÃO FOI INTENCIONAL. Porque não sabíamos quem estava lá por SN ou não, então pedimos para se manifestar em um post. Apenas ficou 33 pessoas pq foram aqueles que ou se manifestaram ou que já haviam feito postagens anteriormente.

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