Capítulo LXX — Cowabunga, santa tartaruga!
Com toda certeza, eu não tinha imaginado que seria assim — se é que eu tive oportunidades de imaginar qualquer coisa —, que eu estaria fazendo uma viagem lenta, porém tranquila, em direção a Kyoto, na companhia do meu pai. Eu não sabia, no entanto, se isso era um presente ou apenas um adiamento para que coisas ruins acontecessem. Porque se há algo que não precisamos discutir é o fato de minha vida ter essa tendência nada reconfortante de — literalmente — ir parar no fundo no poço.
O ruim de estar nas terras de Sesshoumaru é que precisávamos fazer a viagem como humanos. E isso significava andar a pé, uma coisa que eu particularmente odiava. Só que isso me dava tempo para pensar, para colocar as ideias em ordem. Afinal, durante três dias inteiros, as conversas com o meu pai se resumiam a assuntos banais, que jamais se aproximavam do que realmente importava: quem eu era e porquê tinha vindo para esse tempo.
Ele parecia evitar o assunto propositalmente, e eu ainda não me sentia confortável para iniciá-lo. Ao menos a habitualidade tornou a presença dele corriqueira e eu finalmente conseguia relaxar em sua companhia. Não importava que eu não o compreendesse totalmente ou que ele não soubesse quem eu era. Se eu tinha conseguido superar o choque de descobrir que eu tinha dois irmãos, então com certeza conseguiria subjugar aquele sentimento desesperador de amar o meu pai conhecendo muito pouco sobre ele.
Em todas as cidades por quais passávamos, meu pai tinha algum favor a pedir. Todos os tipos de pessoas eram encontrados. Ele parecia ter uma gama bem vasta de conhecidos, que iam desde donos de restaurantes até samurais do bakufu. Tudo de forma despropositada, aparentemente para suprir as necessidades de um casal que viaja sem um tostão no bolso. Só que não era isso: meu pai estava colhendo informações.
Era sutil, podia se passar por mera coincidência, se não fosse algo que se repetisse todas as vezes. Isso fazia com que eu questionasse quanto de tudo aquilo era inocente e quanto era manipulado. Afinal, as necessidades que apareciam sempre iam ao encontro de um conhecido, que tinha uma informação valiosa a dar sobre o avanço de Sesshoumaru. Se isso não era suspeito, então Hideo não havia me ensinado direito. E olha que de manipulação aquele ali com certeza entende muito bem.
— Menina, se continuar me olhando como se eu fosse o próprio Daimaô encarnado, as pessoas vão começar a achar que te sequestrei. — Meu pai disse, então ele colocou uma mão no queixo, analisando-me de cima a baixo — Se bem que acho que já acham isso. Vamos nos livrar das roupas de sacerdotisa. Que tal se vestir de homem? Podemos comprar um quimono, uma katana, raspar seu cabelo...
— Você não tem dinheiro. — lembrei, era melhor nem rebater a parte de raspar minha cabeça, porque ele com certeza teria argumentos quanto a isso; aparentemente, ele tinha argumentos para tudo.
— Bem lembrado. — ele comentou para si mesmo. — Daremos um jeito.
— Está falando sério sobre isso de me vestir de homem? — perguntei, apreensiva com a resposta que ele me daria.
— Claro! Se o Senhor do Oeste tem uma hanyou fingindo ser homem no Shinsengumi, então eu também posso ter. — ele afirmou — Você sabe manejar uma espada?
— Hum?
— A pergunta soou pervertida? — ele perguntou imediatamente quando me viu confusa.
— Na verdade eu ia dizer que sei manusear um arco e sei me virar em luta corpo a corpo. — respondi rapidamente, tentando não pensar no que poderia haver de pervertido na pergunta que ele tinha feito.
— Nada de espada?
— Não. — respondi. Ele parecia genuinamente decepcionado.
— Então não faz tanto sentido transformá-la em um homem, raspar sua cabeça, ensiná-la a falar com o ore¹ e obrigá-la a se infiltrar em uma unidade policial qualquer… Maldito Senhor do Oeste, ele sempre pensa em tudo! — Tentei esconder o sorriso divertido, enquanto ele monologava. Eu estava aprendendo a amar esse lado dele.
(¹Ore é uma forma masculina de referir a si mesmo no japonês. )
— Mas um arco é muito mais furtivo, quem conseguiria me encontrar no escuro?
— Mas uma espada... é uma espada, não há discussão nisso... Muito melhor que um arco, a não ser que você possa selar youkais com suas flechas. — ele me encarou. — Você pode?
Estreitei os olhos, novamente me questionando quanto de tudo aquilo era inocente. Ele sempre descobria as coisas desse modo ingênuo, como se fosse pura sorte. Mas quantas vezes pode ser apenas sorte? Eu tenho absoluta certeza de que minha barreira não oscilou desde a primeira vez que o encontrei. De acordo com o que havia me dito, ele sabia que eu era uma hanyou porque os hebi haviam lhe dito. Em nenhum momento ele pediu para que eu revelasse a minha presença e confirmasse tal fato. Então como ele saberia que eu tinha poderes de sacerdotisa?
— Uma hanyou que pode selar youkais? Como isso poderia ser verdade? — questionei inocentemente.
— Ora, eu já conheci dois hanyous com poderes espirituais. — ele revelou, fazendo com que eu me surpreendesse. Aquela com certeza era uma informação nova para mim. Até onde eu sabia, eu era a primeira a apresentar aquele fenômeno tão curioso. — Não existe bem ou mal, menina. Os youkais não são malignos e sacerdotes não são benignos. A única coisa que existe é energia. Infelizmente, nós, imortais, acabamos por desenvolver mecanismos diferentes para absorver experiências de vida, o que nos torna meio arrogantes, acho. Usamos nossos poderes como queremos, de forma que ser maligno está muito mais ligado a caráter do que natureza. E, felizmente, existem humanos com o raro poder de manipular energia vital, capazes de nos controlar. Então, se você é meio-humano, pode herdar esse tipo de habilidade.
— O senhor conheceu dois hanyous assim? — questionei visivelmente interessada no assunto — E como eles eram?
— Vivam em conflito consigo mesmos. Eram capazes de controlar energias externas, mas não conseguiam encontrar equilíbrio para as deles próprios. Viviam oscilando entre as naturezas. — Então ele sorriu para mim, vitorioso — Vou encarar seu interesse como uma confirmação da minha pergunta. Sabia que essa roupa de sacerdotisa não era à toa. Sou um gênio.
— Como o senhor soube? — perguntei nervosamente. Se ele me respondesse que era apenas por causa da hakama eu o chutaria.
Ele sorriu genuinamente para mim e acariciou minha cabeça de forma gentil.
— Você tem uma barreira muito forte, aí. Quem lhe ensinou a criar a barreira, fez um bom trabalho. — explicou, baixando o rosto para ficar na altura do meu — Ninguém precisaria construir salvaguardas tão poderosas se não houvesse algo grande para esconder. Uma das caractéristicas desses hanyous é que as presenças deles pendem entre os extremos da inexistência e ofuscabilidade. A única razão para que sua barreira seja tão forte é ter uma presença em um desses extremos.
Baixei a cabeça, envergonhada. Pensei em dizer para ele que fora Hideo aquele que me ensinara, mas eu ainda não tinha coragem de tocar no assunto. Algo no meu íntimo dizia que meu pai ainda não confiava realmente em mim e isso me deixava apreensiva.
— Bom, então você pode usar um arco! — ele exclamou — E veio me contar agora?! Temos que arranjar um arco para você! Com alguma sorte a gente se depara com o Senhor do Oeste e você enfeita aquele traseiro dele com algumas penas.
— Como vamos arranjar um arco? — questionei, tentando ignorar a imagem de penas no traseiro do meu marido (até porque imaginar o corpo de Sesshoumaru me distraía muito).
— Um homem de barba nunca está realmente sozinho, menina.
Claro.
— Ah, eu tenho um ótimo arco. — disse o comerciante, sentado à nossa frente, enquanto tomávamos chá civilizadamente. Ele era um humano alto, gordo, com cabelos grisalhos e um bigode chinês digno de slogan de pastelaria. — Mas isso vai sair caro. Esses são tempos difíceis.
— He Gian, sempre são tempos difíceis para você e sua loja vive prosperando. — meu pai resmungou — O que quer dessa vez?
— Poderia ser ela. — ele comentou enquanto me olhava, fazendo-me quase cuspir o chá que eu tomava. Meu pai segurou meu braço e sorriu sonsamente.
— Minha mulher? Tem certeza disso? — ele suspirou. — Vou acreditar que seu senso de humor é um pouco extravagante, portanto, voltamos ao inicio da conversa... Qual o preço do arco?
— Você tem dinheiro? Porque das últimas três vezes que veio aqui, não tinha um saco de arroz sequer. — ele se inclinou na nossa direção, apontando para o meu pai — Eu já disse: me traga uma garota youkai. Uma youkai enguia, de preferência.
Meu pai fez uma expressão de nojo que com certeza foi pior que a minha.
— Enguia? — meu pai questionou.
— Eu amo enguias. — O comerciante suspirou apaixonadamente. Arregalei os olhos, percebendo que apenas a expressão de nojo não seria suficiente para reagir àquilo. Já dá para imaginar ou já dá para imaginar o que ele queria dizer?! — Uma vez eu estava em um tanque de peixes, e vi uma enguia linda, linda mesmo…
— Então sobre o arco… — meu pai tentou interromper.
— Eu realmente amo enguias... — ele completou. Minha vontade era me encolher em posição fetal e chorar. Eu não queria ouvir qualquer história que envolvesse um cara daquele tamanho amando enguias.
— He Gian. — meu pai pigarreou nervosamente.
— O que posso dizer, eu realmente perco a noção do bom senso quando penso em enguias e lembro como é acariciar…
"Pensa texto, não pensa imagem; pensa texto, não pensa imagem", recitei o mantra para mim mesma, fechando os olhos e contendo a respiração.
— Minha mulher está presente… Talvez não fosse melhor deixar essa história para outra ocasião?
— Ah. — foi a resposta decepcionada. O pior é que ele ficou me encarando, esperando que eu desse a entender que queria, sim, ouvir o que ele tinha a contar sobre sua experiência acariciando seja lá o que for pensando numa enguia. Desculpa, amigo, não vai ser dessa vez.
— O arco.
— O dinheiro.
— Não mudemos a ordem das coisas, pedi o arco primeiro.
— Está sem dinheiro de novo.
— Nós temos um relacionamento conturbado. — meu pai argumentou.
— Então nada de arco. — os dois ficaram se encarando, em algum tipo de negociação silenciosa. Então o comerciante suspirou — Vamos fazer assim… Eu tenho uma remessa vinda da China, mas as minhas mercadorias não passam de Kyoto. Perdi as últimas três cargas. Meus homens são mortos e minhas coisas são levadas. Dê um jeito de minhas coisas saírem ilesas daquele inferno e o arco é seu.
Meu pai pensou por alguns segundos, parecendo analisar as questões.
— Você deve saber que o Senhor do Oeste e eu estamos resolvendo algumas… pendências. — disse — Não posso me dar ao luxo de pintar um alvo nas costas e sair passeando pela cidade dele.
— O senhor dos tais está muito ocupado dando um jeito na corja do xogun nesse momento. — ele explicou — Um monte de shinshi ryus foram decapitados ontem. Queimaram metade de Kyoto antes de serem apanhados. O Senhor do Oeste ficou furioso.
— Sesshoumaru não se importa com a política dos humanos. — meu pai afirmou.
— Mas com certeza se importa de tê-los destruindo a cidade dele. Os rebeldes queimaram metade de Kyoto antes de serem apanhados. O Senhor do Oeste ficou furioso. — O comerciante afirmou, com um sorriso malicioso — Então, vai querer o arco?
Meu pai olhou para mim e eu neguei com a cabeça. Era bobagem ele se expor ao perigo por causa daquilo. O arco não era algo realmente necessário no momento.
— Está certo. — ele aceitou, contrariando meu desejo — Mas quero o arco agora.
— Sem possibilidade. — o comerciante exclamou — Faça o que eu pedi e então eu entrego a arma.
— Sem ele eu não vou poder fazer o serviço. — afirmou categoricamente — Essa senhora à sua frente precisa de uma arma decente para me ajudar a completar a missão. Então, o arco antes. E se você não aceitar essas condições, eu mesmo vou a Kyoto para destruir suas mercadorias. Sei que você está trazendo sal do continente. Vou roubá-lo e fazer uma grande sopa com todas as enguias que eu encontrar. Você nunca mais vai encontrar uma enguia na vida para se divertir.
— Se você desparecer com o meu arco e não cumprir o combinado, eu vou enfiar as enguias e o sal em locais nada agradáveis! — o comerciante ameaçou, levantando-se irritadamente e adentrando em outro cômodo.
— Que você gosta de enguias enfiadas em locais inusitados eu já sabia, a parte do sal é novidade. — meu pai resmungou para si mesmo. Coloquei as duas mãos na frente da boca para não rir alto.
O comerciante voltou, segurando uma bolsa de tecido negro. Os contornos rígidos que se sobressaiam no tecido formavam o desenho de um arco longo. O comerciante sentou aquele corpo de grandes dimensões verticais e horizontais a nossa frente e estendeu a bolsa para o meu pai.
— Minhas mercadorias chegam em dois dias. — avisou, com o dedo em riste.
— Sendo assim, preciso de um cavalo para chegar em Kyoto a tempo.
— Oportunista.
— Quer ou não quer suas mercadorias?
— Você é realmente odioso, Tsubasa. — o comerciante resmungou. Meu pai havia vencido.
— Não é um pouco cedo para estarmos esperando as mercadorias? — questionei.
— Não se estivermos procurando aqueles que vão tentar roubá-las. — meu pai comentou, olhando por sobre o ombro para mim — Está desconfortável?
— Não. — respondi timidamente. Como estávamos a cavalo, eu tinha que me segurar nele para não cair, e o pior era que eu estava gostando de ter um motivo legítimo para tocá-lo. — Por que estamos procurando os ladrões?
— Estou entediado. — foi a resposta dele — E não podemos entrar na cidade. O Senhor do Oeste notaria e eu estou aqui com preguiça demais para enfrentá-lo agora.
— Está com preguiça, mas vai atrás de saqueadores apenas por que está entediado? — questionei ceticamente — Sabe que isso não soa sincero, não é?
— Não preciso soar sincero, porque… — então ele parou o cavalo bruscamente — Achei!
Inclinei-me para o lado, tentando ver o que o havia feito estagnar o animal daquela forma, e vi sete homens parados na estrada, usando katanas e cobrindo os rostos com lenços. Ah, não, cara. De novo não. Maldição, por que isso sempre tem que acontecer?!
— Saudações, amigos! — exclamou meu pai, acenando — Posso ajudar?
— Dinheiro! — gritou um deles. Claro, sempre dinheiro. Não existem saqueadores que gostam de doces? Ou de travessuras? Sempre dinheiro?!
— Ah. — disse meu pai, colocando uma mão no queixo teatralmente — Eu até daria, se por acaso tivesse. Alguns homens levaram todo o meu dinheiro na estrada de Ômi. Tempos perigosos esses. Mas vocês são homens inteligentes, armados, não vão ser enganados por um bando de saqueadores.
Massageei a testa. Eu realmente não estava preparada para passar por isso mais uma vez. Tudo tem seu limite.
— Você tem um cavalo bonito. — disse um dos saqueadores cinicamente, apontando para o animal com a espada que segurava.
— Você acha? — meu pai exclamou animadamente — Então pode ficar com ele! Desça, querida.
A minha vontade era de dar um tapa na nuca do meu pai, um que o fizesse perder todos os cabelos daqui até a época em que conheceria a minha mãe... Mas então isso poderia ameaçar a minha existência, então vamos manter aquele voto de confiança no papai.
— Nós não queremos o seu animal, meu senhor. — O mais alto deles disse irritado — Vamos embora! — gritou para os outros. Essa reação me deixou curiosa, não parecia a reação normal de um saqueador (como se houvesse uma espécie de Código do Bandido Amador que todos eles fossem obrigados a seguir).
— Não, eu faço questão. — argumentou meu pai, estendendo uma mão para me ajudar a descer. Eu obedeci.
Um dos homens — o mais franzino, segurando uma adaga — aproximou-se daquele que parecia ser o líder deles e sussurrou algo. Engraçado ver que, mesmo com o lenço que lhe cobria o rosto, foi possível notar a surpresa na forma com os olhos se arregalaram.
— Você é médico? — questionou o líder para o meu pai, que sorriu.
— Mais ou menos.
— Como alguém pode ser mais ou menos médico?
— Da mesma forma que alguém pode ser mais ou menos saqueador. Ora vocês querem meu cavalo, ora não querem. Vocês acham que o meu animal não tem sentimentos? — Então ele próprio desceu do cavalo e, segurando as rédeas, o guiou até aquele que, julgo eu, era quem mandava na corja toda — Aqui. Leve-o antes que ele fique mais magoado e eu bravo por ferirem os sentimentos de meu antigo animal… Pobre criatura.
— Bem… Se o senhor sente que sua honra será manchada… — disse o saqueador, confuso, quase como se não soubesse como negar um favor.
— Vocês não vão cuidar bem dele, sinto isso, vocês possuem cara de displicentes… Vou com vocês.
— Senhor, nós cuidaremos bem do cavalo.
— Então não vão se importa que eu vá junto para ver as condições em que meu lindo, fiel e já-não-mais-meu cavalo irá morar.
— O senhor não precisa nos dar o cavalo.
— Não ouse devolvê-lo.
— Desculpe, mas o senhor não poderá ir.
— Sinto minha honra ferida com isso.
O que minha linda pessoa fez enquanto essa conversa estranha se desenrolava? Arregalou oS olhos e observou, sem acreditar. Como poderia algo como aquilo estar acontecendo, simplesmente não conseguia entender, e só pude ficar ainda mais surpresa enquanto o bandido parecia considerar. O saqueador franzino de antes inclinou-se mais uma vez para sussurrar algo. O líder voltou a arregalar os olhos.
— O senhor é o médico do Monte Kurama? — questionou lentamente.
— Já disse que sou meio médico. — Vi quando papai sorriu de forma tranquilizadora — Não sou registrado na junta do Império. Meus serviços não servem para os grandes senhores. Se eu disser que sou médico, posso ser morto.
— E aos inimigos dos grandes senhores? Para eles os seus serviços servem?
— Desde que o xogum não descubra… — sorriu mais uma vez — Então, para onde vocês vão levar meu cavalo?
O líder tirou o lenço do rosto e sorriu para o meu pai.
— Se irá ferir sua honra não saber como seu cavalo ficará… Então não nos resta escolha além de levar o senhor conosco.
Os dois apertaram as mãos. Eu ainda não fazia ideia do que estava acontecendo.
AEW! CAPÍTULO NESSA BAGAÇA!
Não pudemos postar antes pq eu viajei e ESTOU NA CASA DA FKAKE AGORA DEIXANDO ELA BÊBADA (E CONSEGUINDO).
Divirtam-se com o Takashi.
Beijos da Ladie
P.s.: a parte da enguia é culpa da Claudia. Porque sim.
