Capítulo LXXIII — Missing Scene X

Eu sei que ele está aqui. Há outro lugar onde ele quer estar, mas não pode. Há nele um extremo desejo de protegê-la. Uma necessidade.

Quase o invejo.

Quase. Porque, para mim, não existe passado ou futuro. É sempre o presente. Uma existência que se estende pela existência. O tempo, para mim, não se representa cronologicamente, mas como uma forma maciça, sem início e sem fim. Exatamente por isso, sei o que foi, o que será e o que é. Sei que há para mim uma criatura que vive como um sopro, que não tem medo do que represento e que me ama por tudo o que sou.

E isso é para garantir sua existência. Porque destino é uma ficção. Uma ficção criada por mim e sobre a qual tenho total controle.

Olho para Sesshoumaru. Percebo sua angústia, mas me calo diante de sua expressão impassível. Sei onde ele quer estar. Sei que é impossível permitir que seu desejo se concretize. Sei que, por causa do que ele sente, eu sou aquele que lhe dá o fim.

— Não é maduro sentir ciúmes de si mesmo... — digo.

A única resposta que recebo é um olhar de desprezo. Volto a sorrir e recordo que tudo depende dele.


Fkake

Vc já se sentiu, triste, desmotivado, sem voltade de cantar uma bela canção?

Pois então, seus problemas terminaram pois a titia Cake está aqui com mais um capítulo lindo e pomposo, sqn.

Mas em todo caso, aqui está o primeiro capítulo do ano, espero que gostem.

Beijos, até o próximo capítulo.

Ladie

Como já tinha gente alegando que estava o ano todo sem fic, tá ai: ESSE CAPÍTULO GIGANTÃO.

Ok, parei.

A gente sempre quis fazer uma MS do Yong por motivos de: é o Yong e ele é de longe o personagem mais complexo dessa bagaça. Quando o criamos, tínhamos em mente que precisávamos de alguém para suprir a lacuna deixada em Inuyasha sobre quem estava por trás de tudo. Partimos da premissa de alguém superior aos youkais, uma energia sustentadora, uma espécie de divindade. Quando decidimos que ele seria senhor do tempo, percebemos que ele provavelmente absorveria as experiências de vida de uma forma totalmente diferente de um ser humano normal.

Criamos a ideia de que o Yong seria uma espécie de emissário, alguém com um corpo humano e poderes perenes, de tal forma que ele se sentisse dividido por essa natureza. De, ao mesmo tempo em que está perto dos humanos, também estaria distante demais para se sentir como um. De invejar o que os outros têm, mas se sentir incapaz de alcançar.

Decidimos que ele sempre se expressaria no tempo presente e tals.

Enfim. Surtei aqui. Parei. Fui nessa.

Beijos da Ladie