Capítulo LXXIX — Feh!

Essa história se iniciou com um começo. O qual, por sua vez, se originou de um fim. Mas aquele final jamais fora suficiente, jamais supriu a necessidade de me despedir do que eu tinha sido ou do que poderia ser. Simplesmente aconteceu. Foi decidido. Não foi um fim de verdade. Talvez tenha sido apenas causa necessária para coisas maiores, para desdobramentos diferentes daqueles que estavam me prendendo.

Dói pensar que Inuyasha não passou de um meio, porque não consigo ignorar o pensamento de estar traindo o amor juvenil que senti por ele. Mas não estava. E percebi isso naquele momento, olhando para ele, com uma clareza espantosa. Assim como ele amou a mim e a Kikyou de formas e intensidades diferentes, eu o havia amado e amava Sesshoumaru. Inuyasha não foi um meio, mas Sesshoumaru era o meu fim. Algo que não podia ser realmente superado, porque não havia coisa alguma além disso. Um fio vermelho chamado destino que me unia àquele albino incrivelmente cretino que havia transformado a minha vida em um inferno durante boa parte dela.

Enquanto eu lidava com todas essas revelações, Inuyasha me encarava, verdadeiramente chocado.

— Kagome?! — perguntou em tom de voz baixo, aquele que usava sempre que queria me confidenciar algo importante. Eu pensava no que responder, quando percebi o exato momento em que ele sentiu o cheiro de Sesshoumaru em mim. A expressão enojada foi seguida por um — Por que você estava no quarto de Sesshoumaru…?!

Então, antes que eu pudesse frear o impulso, eu já sabia que resposta dar a Inuyasha:

— Senta!

Oh! Eu realmente havia sentido falta de vê-lo cair de cara no chão para satisfazer o meu prazer pessoal. Esse rosário seria muito útil nos pescoços de uns machos que conheço, aliás.

— Maldição. — ele se queixou erguendo um pouco o rosto. — Por que fez isso?!

— Eu não sei… Hábito, acho. — respondi, tentando não rir. Então lembrei um ótimo motivo para torturá-lo e passei vários segundos encarando-o furiosa. — Acabei de lembrar! Você quase matou o meu irmão, seu idiota!

— Feh. — Ah, quase senti falta do tique verbal. — Quando eu fiz algo do tipo com o Souta?!

— Não esse irmão! — então eu estava gritando — Você é um idiota!

— E desde quando tem outro irmão? — É, ótima pergunta. Ele se ergueu, ficando sobre os calcanhares, respirando profundamente enquanto me encarava. Então ruborizou furiosamente. — Seu… Seu quimono...

Olhei para baixo, percebendo que a parte superior estava dando uma generosa visão das curvas dos meus seios. Gritei "senta" mais uma vez. E lá foi ele novamente para o chão.

— Maldita! Você fez de novo! — exclamou — Que maldição está acontecendo?!

— Seu indecente.

— Você sai do quarto do idiota do meu meio-irmão vestida desse jeito e eu sou o indecente? O que você estava fazendo? — perguntou irado. Ele demorou vários segundos até perceber o que o cheiro de Sesshoumaru em meu corpo realmente significava. Dessa vez me restou apenas ruborizar, envergonhada de que Inuyasha descobrisse sobre mim e Sesshoumaru dessa maneira. — Não pode ser…

— Eu… — falei, quase iniciando um pedido de desculpas. Freei as palavras. Não havia nada do qual eu devesse me desculpar. O fato de eu amar e me entregar para Sesshoumaru dizia respeito apenas a nós dois, então fiquei calada.

Observei enquanto Inuyasha engolia em seco e desviava os olhos para algum lugar à direita, evitando me encarar. Era bastante óbvio que ele precisava de algum tempo para digerir a ideia de que eu e o irmão dele tínhamos aquele tipo de relacionamento. E eu entendo perfeitamente o porquê: querendo ou não, até onde Inuyasha sabia, eu não tinha muita coisa além de respeito e medo pelo irmão dele, e isso sendo bastante otimista.

— Não entendo. — ele sussurrou, e acredito que aquilo era mais para si do que para mim.

— É uma longa história. — respondi.

— Você... depois da joia e Naraku e agora... — ele suspirou dando um passo para trás. — Se você está aqui… O que…

Antes que ele terminasse, eu desfiz as salvaguardas que escondiam a minha presença, deixando que descobrisse através dela a verdade sobre quem eu realmente era. Compreensão desesperada foi estampada em seu rosto.

— Por que maldição você é uma hanyou?! — ele balançou a cabeça. — Diabos, você tem uma presença muito parecida com a daquele filhote de tengu.

— O filhote de tengu é meu meio-irmão. — expliquei, suspirando — É realmente uma longa história. A presença que você sentiu naquele dia, quando eu sumi… era minha presença. O fato de eu ter destruído a Joia de Quatro Almas parece ter enfraquecido os meus poderes de sacerdotisa e...

— O que aconteceu aquele dia?!

— É isso que estou tentando contar! — reclamei.

— Então fale de uma vez!

— Senta! — Tinha realmente esquecido como era odioso o fato de Inuyasha não ter paciência alguma para ouvir. — Me atrapalhe e vai de cara no chão mais uma vez.

— Você grita "Senta!" para me ameaçar de gritar "Senta!"? — Ele se levantou rapidamente revoltado.

— Você não consegue ficar quieto?!

— Quieto? — ele franziu o semblante. — Você desaparece, surge trezentos anos depois no quarto de Sesshoumaru, fica de lenga-lenga sem me explicar nada do que está acontecendo! — ele deixou escapar aquele tique verbal odioso mais uma vez. — E ainda por cima fica dando essa ordem idiota ao rosário estúpido.

— Mas eu estou tentando explicar!

— Não está tentando o bastante!

Então resumi o discurso:

— Eu sou filha do Senhor dos Tengus com uma humana. Minha presença era camuflada pelo poder purificador de sacerdotisa. Tenho dois meios-irmãos tengus. Vim do futuro. Sou casada com Sesshoumaru.

— Casada com quem?

— De tudo o que eu falei só foi nisso que você se fixou? — questionei, cruzando os braços.

— Como ousa se casar com ele?

— Ele manipulou tudo lindamente para que isso acontecesse. — expliquei — Não era como se eu tivesse escolha.

— Maldito, vou matá-lo.

— Não se atreva! Ele irrita meus irmãos e isso é realmente útil quando quero algo. — Parei, tentando me acalmar. Aquela com certeza não era a conversa emocionante que eu queria estar tendo com Inuyasha, mas acho que, se tratando dele, não poderia ser diferente.

— Isso tudo é muito confuso — Ele arregalou os olhos. — Esqueci completamente o que pretendia fazer aqui!

— Quê?

— Eu senti a Tessaiga. — ele comentou confuso — Tenho certeza que era a minha Tessaiga, mas não essa Tessaiga. — explicou, enquanto tocava o cabo da espada presa ao seu quadril. — Não entendo como isso pode ser possível. Assim como não entendo como pude encontrar você assim, do nada, na casa de Sesshoumaru.

— Você não entendeu nada do que eu disse? Eu vim do futuro para consertar a besteira que você fez. Você percebeu que atacou o meu irmão achando que era o responsável pelo meu desaparecimento?

Foi quando ele finalmente compreendeu o que eu queria dizer. Surpresa. Culpa. Arrependimento. Resignação. Tudo passou por seu rosto expressivo, em questão de um segundo.

— O que eu fiz?

— Exato. — respondi, então suspirei, amenizando o tom na frase seguinte — Você não tinha como saber, de qualquer forma.

Olhei para Inuyasha, quase sentindo pena da avalanche de revelações que despencava em cima dele. É terrível notar que eu já não sei mais lidar com Inuyasha. Não tenho mais paciência nem todo aquele amor que me fazia aguentar a imaturidade que ele sempre havia apresentado. Isso me deixa meio triste, meio culpada.

Por um momento, cogitei em me aproximar, mas ele não precisava que eu esfregasse o cheiro de Sesshoumaru na fuça dele e o deixasse mais nervoso.

— Ninguém tentou te impedir de se casar com Sesshoumaru? — ele questionou após algum tempo.

Suspirei. Essa deficiência em estabelecer prioridades não parece ser exclusiva das pessoas da minha família, acho.

Ele continuou me encarando, esperando uma resposta. Pensei em dizer para ele que Shippou não tinha achado que era uma boa ideia, desde o começo, mas achei melhor omitir essa parte. Falando em Shippou...

— Hum… — pensei, percebendo algo — Eu vou me odiar por isso, mas... talvez não seja uma boa ideia contar para Shippou que estou viva.

— Por que não?

— Você se lembra dele em Tóquio quando estava lá?

— Não...

— Se recorda da presença dele lá?

— Não, nunca senti nada que lembrasse a raposa chata.

— Pois bem, ele nunca soube e deve ser assim. Caso ele descubra, pode mudar tudo que aconteceu. E eu… eu não quero que as coisas sejam diferentes.

— Por causa… de…

— De Sesshoumaru. — completei, recusando-me a ficar envergonhada — Eu quero ficar com ele.

— Está pedindo a minha ajuda para ficar com esse maldito?! — perguntou magoado.

— Sim.

— Depois...

— De você correr atrás da Kikyou sempre que ela aparecia, sim. — respirei fundo notando que ele havia ficado abalado com a minha resposta. — Pela nossa amizade, por favor, me prometa que não contará ao Shippou.

Ele respirou fundo, desviando o olhar. Ainda estava irritado, então jamais me prometeria algo assim naquele estado. Eu me sentia absurdamente culpada agora. A Kagome que ele conheceu jamais seria capaz de ser tão cruel. Ela perdoaria e tentaria entendê-lo. Mas a Kagome que ele conheceu era uma adolescente vivendo seu primeiro amor, e eu não era mais aquela menina. Eu amadureci, aprendi que existe um outro tipo de amor, talvez não tão inocente, mas que necessita de igual doação de si mesmo. Um tipo de amor que não se contenta com migalhas, mas que exije tudo. Um amor territorial, quase obsessivo. Um sentimento de posse que reverberava na minha mente. Meu. Sesshoumaru era meu território, pertencia-me, e eu não estava disposta a perdê-lo.

Sorri ironicamente para mim mesma, percebendo que eu realmente sou igual aos meus irmãos. Sou uma Tsubasa em todos os aspectos: superprotetora, possessiva e territorialista.

Inuyasha abriu a boca para dizer algo, mas parou, provavelmente ao perceber a mesma coisa que eu: a presença de Sesshoumaru. Em seguida, para meu desespero, a presença de Hayate.

Então eu soube: meu tempo tinha acabado.

— Eu preciso ir… — sussurrei para mim mesma, quase apavorada com a ideia do que aconteceria a partir daquele momento. O fato de estar com medo ainda assim não me impediria de fazer o que precisava ser feito.

Dei meia volta para pegar o arco que eu tinha deixado no quarto, mas Inuyasha segurou meu braço, impedindo-me de continuar.

— O que você vai fazer? — questionou, franzindo as sobrancelhas daquele jeito quase que eternamente irritado dele.

— Ajeitar as coisas. — respondi apenas.

— Então eu vou junto. — anunciou — Se eu sou o culpado do que está acontecendo, então é minha responsabilidade terminar.

Sorri de forma condescendente. Inuyasha não precisava saber como de fato as coisas terminariam.


Inuyasha não parava de me encarar desde que eu recusei sua oferta de viajar em suas costas. Para ele parecia não ter explicação plausível no mundo para eu ter recusado que parecia estar inerente a nossa relação — 'tá aqui, toma um romance disfuncional e um pouco de contato físico inocente para compensar.

Eu pensei em explicar que Sesshoumaru não gostava muito quando eu permitia que outros homens me tocassem, mas acabei percebendo que seria pior explicar, e apenas deixei que ele continuasse tentando decifrar a questão.

Rolei os olhos quando notei que ele me espiava de esguelha.

— Não, eu não sou algum youkai se passando pela Kagome. — resmunguei. Em outros tempos, teria gritado "senta" até ele entender... A ideia era muito tentadora.

— Feh. — resmungou, desviando o olhar — Quem disse que eu estava pensando nisso?

— Como se eu não conhecesse você. — resmunguei.

— Apenas digo que chegaremos mais rápido se você subir nas minhas costas.

— E eu digo que agradeço sua oferta, mas recuso.

— Diabos Kagome. Deixe de ser tão teimosa.

— É você que está que não aceita minha vontade e fica questionando.

— Pare de falar difícil.

Rolei os olhos. O bom de se viver na Mansão Corvo é que você aprende que simplesmente não vale a pena gastar energia em discussões inúteis. Inuyasha fez uma careta de irritação e acelerou o passo. Fiz o mesmo. Havia uma certa satisfação infantil em conseguir acompanhá-lo; e, quanto a ele, uma competição infantil em tentar ser mais rápido que eu. Inuyasha era como uma criança gigante.

Controlei o sorriso que se formava na minha boca. Realmente, como diria Yong, é realmente o grande Irônico, esse fio vermelho que chamam de destino. Haveria ironia maior do que Inuyasha e eu nos encontrarmos agora, nessas condições? De um hanyou tai e uma hanyou tengu tentarem acabar com a Grande Guerra? Que eu olhe para Inuyasha, agora, e perceba que, apesar de tudo o que passei, eu não tenho em mim nenhum desejo de que as coisas fossem diferentes?

Ah, o destino.

Quanto mais nos aproximávamos do Monte Kurama, mas eu me fazia consciente de como nosso reencontro seria breve. Apesar de tudo, queria que Inuyasha e eu tivéssemos mais algum tempo para conversarmos e para que eu pudesse ter a despedida que me foi negada, mas eu sabia que isso não seria possível. Mais importante do que finalmente acalmar antigas mágoas, era impedir que Sesshoumaru e meu pai se enfrentassem.

Como que para confirmar minhas suspeitas, o mundo pareceu explodir em caos ao mesmo tempo, quando ultrapassamos o portal de entrada na base do Monte Kurama. Era tanta informação sensorial que Inuyasha e eu tivemos que parar para respirar fundo e traduzir tudo aquilo em algo que fosse compreensível.

Nagi e Tessaiga; por um lado. Sesshoumaru e Takashi; do outro. Arfei, enquanto tentava pensar. Meu pai e Sesshoumaru estavam se enfrentando. Eu tinha chegado tarde demais? Eu teria realmente tempo para impedir que algo muito ruim acontecesse?

Movi meus pés instintivamente na direção que vinha a presença do meu pai, mas parei quando Inuyasha me chamou. Virei o corpo e o encarei, vendo em sua expressão que ele realmente não sabia o que me dizer. Afinal, a prioridade dele era descobrir sobre a presença da Tessaiga que vinha do outro lado do Monte Kurama.

Precisaríamos nos separar.

Nos encaramos por vários segundos, incapazes de nos despedirmos. Tudo ficará bem, pensei em dizer, mas seria em parte uma mentira. Inuyasha agitou a cabeça, zangado.

— Se Sesshoumaru machucar você de novo, eu arranco o outro braço dele. — Inuyasha gritou, apontando para a mordida em meu pescoço e indo embora rapidamente.

Tentei não rir. Tentei não ruborizar. Tentei não me sentir triste por deixá-lo sozinho mais uma vez.

Adeus, Inuyasha.

E segui na direção oposta.


É realmente impossível que, nesse momento, eu não pensasse na vida que levei. Eu já não me lembrava realmente o que havia me feito acreditar que morreria por meu pai ou por Sesshoumaru, mas sabia com cada fibra do meu corpo que esse seria o meu fim.

Eu queria não estar apavorada com a ideia. Queria não estar com tanto medo. Mas estava, então fiz a única coisa na qual sou realmente especialista: ignorei as minhas preocupações.

Sinceramente, eu realmente acreditei que seria como nos filmes, quando a pessoa percebe que a hora de sua morte está chegando, então ela se encontra em paz e aceita e seu destino. Não, eu não estava aceitando o meu destino, portanto, estou o ignorando. Descobri que sou muito boa nisso e, sendo assim, usarei essa minha incrível habilidade até quando for possível.

Ah, vamos lá, né? Não é como se eu tivesse feito grande coisa ou fosse alguém insubstituível. Shippou viveu quinhentos anos sem mim. Hideo e Daiki nem sabiam como eu me parecia até alguns anos atrás. E Sesshoumaru… Ah, Sesshoumaru teve tempo para lidar com o fato de que eu morreria, então, de todos, era aquele que menos sofreria com a minha morte. E isso é bom. É, com certeza, é bom que todos eles consigam viver sem mim. Tenho certeza que nenhum deles gostaria que eu ficasse triste pelo resto dos meus dias se algo ruim acontecesse com eles. Todos iriam querer que eu me recuperasse e fosse feliz.

Pensar dessa forma me dava algum consolo. Eu precisava ser corajosa para assegurar o futuro de todos eles.

Agora, eu faria o destino acontecer consciente de cada um dos meus atos.

Dessa vez, eu estava no controle.

Nesse momento, eu estava parada diante do cadáver de Hayate.

E, com isso, o choque destruiu toda a minha determinação.

Recuei dois passos. Recuei minha coragem.

O horror de encarar o corpo sem vida de um amigo me fez lembrar que eu não passava de algum ponto de poeira cósmica no universo e que eu não tinha controle sobre nada. Nada. Não importava que ilusão eu criasse acerca da minha capacidade de reger o mundo a minha volta, a verdade continuaria sendo sempre cruel: era o mundo que governava a minha existência.

Fechei os olhos, sentindo as lágrimas, e tentei não pensar no óbvio: que Hayate morrera pelas mãos de Sesshoumaru. Eu não podia pensar nas implicações disso ou enlouqueceria. Mas era tarde demais: uma parte de mim já estava quebrando.

Ouvi o barulho da luta acima de mim e soube que eu não tinha tempo para recolher o que sobrou da minha coragem. Eu tinha uma missão a ser cumprida e era só nisso em que eu tinha de me concentrar. A dor ficaria para depois; se houvesse um depois.

Deixei Hayate para trás e corri, procurando algum lugar de onde pudesse ter alguma visão do confronto do meu pai e de Sesshoumaru. As lágrimas atrapalhavam e eu tive que enxugá-las com as costas das mãos para conseguir andar sem tropeçar nas raízes. O lado ruim de tropeçar tanto era que algumas das flechas que eu tinha furtado da sala de armas de Sesshoumaru se perdiam no caminho; o lado bom é que isso evitou que eu estivesse exatamente no local onde Sesshoumaru e meu pai cairiam enquanto lutavam.

Parei, ofegante, meio pela corrida, meio pelo que eu via. Sesshoumaru estava em sua forma youkai — o que era um indicativo de que ele estava brigando para valer — e atacava uma figura negra gigantesca, que ora se parecia com uma ave, ora com uma nuvem de fumaça tóxica. Havia fendas azuladas enormes acima de um bico deformado, e eu soube que aquele era o meu pai.

Então eu não sabia o que fazer.

Escondi-me atrás de uma árvore e apertei as mãos contra a cabeça enquanto a luta deles destruía tudo a minha volta.

Parabéns, Monte Kurama, pela repaginação.

Parabéns, Kagome Taisho, por ser uma estúpida.

Pensa, pensa, pensa!

Então, as palavras de Hideo se infiltraram em meu desespero e eu entendi:

Muitos disseram que meu pai tinha uma amante humana, uma sacerdotisa poderosa que selou meu pai durante a batalha e enfrentou o Senhor do Oeste no lugar dele.

Ainda de cabeça baixa, tracei a linha do arco que eu segurava e soube o que precisava fazer. Tirei lentamente uma flecha da aljava às minhas costas e a posicionei no arco. Respirei fundo.

E a luta que acontecia silenciou repentinamente.

Ergui a cabeça, acometida pelo medo de ser tarde demais, que eu tivesse demorado para tomar a decisão. O temor de, apesar de tudo o que Yong ter dito sobre o destino ser inevitável, eu de alguma forma tivesse conseguido estragar até mesmo isso.

Então encarei Sesshoumaru parado na minha frente em sua forma humana.

Algo na forma que ele me olhou fez com que eu estremecesse, como se ele não quisesse que eu estivesse ali.

Sorri para ele.

Pensei em lembrá-lo da promessa que eu tinha feito, sobre ele ter o direito de me matar. Mas eu só tive tempo de pensar: Sesshoumaru moveu-se na minha direção ao mesmo tempo em que enormes garras negras surgiam na minha visão periférica em volta da árvore que eu usava para me esconder.

Quando as garras se fecharam em volta de mim e eu ouvi o som do pingente em formato de pena se quebrando enquanto meu corpo era rasgado... eu soube que, na verdade, o privilégio de me matar seria do meu pai.


Ladie

Respira.

Fundo.

E É SEGUNDA! UHULES!

Isso significa que hoje a gente começa a maratona de SN. Seis capítulos. Um por dia. Faltam cinco.

Isso significa que sábado essa bagaça já vai estar terminada.

Vish

Não, não estamos sabendo lidar com isso, então vamos encarar de uma vez, certo?

Amamos vocês muitão e a maratona não era pegadinha de 1o. de abril. AHAHAHAHAH

Esse capítulo é extremamente especial para mim, porque foi o que Mary e eu escrevemos quando eu a conheci pessoalmente, ano passado. Anyway... Vamos embora...

Até amanhã!

O capítulo 80 sai pontualmente das oh às 24h.

Por favor, não esqueçam de comentar.

Beijos da Ladie

Fkake:

zerei Dying Light, sou foda, me amem... sim, pq o jogo é foda e vc o zerar é pq tu tb é foda, mas tem que ser no nível máximo de sobrevivência, agilidade e força mais todas as missões feitas, se não, não tem graça.

E não, Inuyasha não é importante, ele nunca foi, acredito que esse anime deveria se chamar "Shikon no Tama", pois esse hanyou não importa... Parei xD. Falando sério agora, preparem seus corações pois agora o negocio acaba, eu sei, estou sofrendo tb, mas fazer oq? Um dia tinha que acabar e nem venha dizer que é para escrever para sempre, essa é a função de vcs agora, bora fazendo as NCs ai xD Até amanha no próximo capítulo... acho...

enfim, beijoooosssss, tia ama vcs