Capítulo quatro: A primeira noite de amor

Por Kami-chan

– Acho que passei do limite Tobi.

– Não, ele é que é um teme mesmo. Não desista, em algum momento ele cede a esse orgulho besta de "eu abandonei o amor".

– Você já amou? – A azulada quis saber, afinal aquele era o mais temido de todos os seres demoníacos com quem vivia.

– Sim. Mas isso já foi há muito tempo atrás. Ficou guardada no passado como uma memória de uma vida que eu deixei para trás.

– E o que aconteceu?

– Eu a abandonei quando deixei a vila, dei a desculpa para mim mesmo de que era o melhor para segurança dela. Ela também era muito mais nova do que eu, eu tinha que ser a voz do bom senso por nós dois e não a ouvi quando ela disse que me seguiria. Aquilo era impossível. Mais tarde, quando o alvoroço sobre meu nome e meu legado já tinham se acalmado, ela já estava casada. Ela se uniu a um bom homem que tinha qualidade para cuidar dela, não metê-la em encrencas. – Sorriu para a menina doce por quem tinha tanto apreço, a única pessoa que o via sem a tradicional máscara.

– Hai – Ela retribuiu o sorriso – Tobi, tenho uma pequena missão para você, por favor, faça isso – Disse entregando-o um pergaminho, depois o deixou só.

Sem mais o que pedir ao mais velho, ela rumou para a sala que dividia com Pain. Sentou-se em uma cadeira de frente para ele, como costumava fazer quando estavam a sós na sala e começou a dedicar-se a dobrar um pedacinho de papel enquanto ele se ocupava lendo os últimos relatórios. Naturalmente como se nada tivesse acontecido.

Secretamente ele admirava muito a ninja em sua frente, afinal ela era forte o suficiente para ser a única mulher naquele lugar e ainda assim fazia-se respeitada por todos, vivia em harmonia com todos ali. Ele admitia que a forma como ela se dedicava a dobrar aqueles pedacinhos de papel com tanta paciência era mais que um hobby, era um exercício de paciência para sua vida dentro da organização criminosa e também para aturá-lo todos os dias.

Ela era doce, delicada, até mesmo meiga e ao mesmo tempo forte e poderosa. Konan tinha uma personalidade única, nem mesmo ele ousava contrariar-lhe. Eles trilham o mesmo caminho desde que se lembram de estar a caminho de alguma coisa, e desde o princípio ela lhe é dedicada, fiel e companheira.

Konan era o seu anjo, o anjo do trio da chuva. Gostava do silêncio e raramente gastava seu tempo em conversas, com cuidado observou ela admirar o origami recém-dobrado e tinha a forma de um pássaro. Ela se levantou e foi até a janela, deixou o pássaro na palma de sua mão e com um jutsu o fez voar, parecendo feliz ao vê-lo em liberdade.

– Faz muito tempo que não saímos desse lugar, não é mesmo? – Caminhou até ela, sabia que ela estava entediada.

– Não tem problema, eu sei da situação atual da organização. – A azulada disse ainda mirando o pássaro de papel que brincava no céu lá fora.

– Prometo levar-lhe para uma missão em breve, meu anjo. – Sorriu para ela.

Ela simplesmente desmanchou, sem se deixar afetar de forma perceptível. Ele com certeza não tinha noção do quão belo ficava quando sorri, e este acontecimento era tão raro que o anjo se viu o retribuindo espontaneamente.

– Quer treinar? – Ele perguntou.

E com uma resposta positiva ambos seguiram para rua. O dia estava lindo, ótimo para treinar. Gostaria de colocar uma roupa leve e sair para correr, mas preferiu não sugerir isto ao líder que era seu companheiro de equipe.

– Podemos aquecer com taijutsu? – Disse em tom de questionamento, mas foi uma sugestão na verdade e antes de qualquer resposta Konan já estava posicionada para a arte de combate corpo a corpo.

Ela atacou e ele defendeu. Combate era o treino físico que mais gostava depois da corrida, poderia ficar horas neste "aquecimento", mas logo a peça de roupa pesada contribuiu para o cansaço físico reduzir o ritmo. Quando o suor passou a incomodar, Konan se afastou para tirar aquela capa enorme.

A face cansada de Pain tingiu-se rapidamente de vermelho, mas foi apenas pela respiração ofegante e circulação sanguínea. As vestes sob a capa não apenas mostravam todas as curvas do corpo trabalhado da kunoichi, como destacava com manchas úmidas de suor os pontos melhor trabalhados.

O corpo bem trabalhado pelo treinamento puxado era coberto apenas pelo fino tecido de um short que ela usava e de uma blusinha regata muito justa com decote em "u", que realçava os dotes da ninja. Havia manchas de suor sobre o peitoral e nas marcações superiores dos músculos abdominais. Daquele jeito, a bela mulher de gestos angelicais não parecia em nada com um casto anjo.

Querendo esconder o constrangimento, o ruivo tornou a atacá-la, desta vez com ninjutsu, mas estava completamente desconcentrado. Lutaram por quase mais meia hora, até Konan compreender o que se passava com o homem a sua frente, em seguida fez com que milhares de pedacinhos de papel a cercassem formando um enorme par de assas atrás dela, com um selo cada pena de suas "assas" se transformou em kunais que foram arremessadas contra seu parceiro acertando-o em cheio, mas é claro que era um clone, nisso Pain apareceu do nada atrás dela, com uma kunai em seu pescoço.

– Ainda está deixando a guarda baixa quando usa isso. – Talvez não fosse a intenção dele, mas falou isso muito baixo no ouvido dela que se arrepiou toda.

Ela se virou de frente para Pain e lançou-lhe um olhar que transpassava todo desejo que sentia por ele e... Fora correspondida. A respiração pesada dela fazia com que seu tórax subisse e descesse em um ritmo sexy, ele estava enfeitiçado, se Konan quieta e dedicada já o manipulava com um olhar ou um sorriso tão facilmente, o fogo que via brilhar nos olhos da mulher em sua frente fariam dele o que ela quisesse, ele rastejaria, se ela mandasse.

Não importava mais se estava assumindo que nunca havia conseguido se livrar de seus sentimentos, naquele momento, a única coisa que importava era ela. Ele sustentou o mesmo olhar que ela lhe lançava, puxou-a pela cintura diminuindo a distância entre os dois, levou uma das mãos a nuca dela.

– Pain.. – Foi um murmúrio, um fiapo de voz. Ela fechou os olhos e esperou por um beijo que... Não aconteceu.

Alguém acabara de chegar à sede da Akatsuki fazendo muito barulho, o que fez com que Pain recobrasse a consciência e parasse bruscamente, o que deixou a ninja de cabelos azuis e olhos azulados, no mínimo muito decepcionada.

– Me desculpe Konan, não sei o que deu em mim, não acontecerá de novo. – Falou tudo de uma vez, sem sequer olhar para ela e foi para dentro do prédio.

Ela não ousou olhar para ele, a forma como ele falou a machucou muito, sabia que se olhasse para ele naquele momento não conseguiria conter as lágrimas que ela se esforçava ao máximo para segurar. Continuou a fitar o chão e só saiu dessa posição quando não sentiu mais o chakra dele por perto. Foi para uma árvore que tinha ali perto e ficou ali o resto do dia, pensando no que aconteceu e no poderia ter acontecido.

Já anoitecia e ela decidiu que já conseguiria entrar no prédio novamente, pois não seria mais capaz de identificar o infeliz que estragara seu dia, caso contrario, certamente o mataria. Desceu da árvore calmamente e caminhou com toda paciência do mundo para seu quarto. Passou pela sala onde alguns membros da ordem estavam reunidos, uns conversavam outros jantavam. Ao ver a dama entrando, Hidan fez menção de se levantar para ceder seu lugar na mesa de jantar para ela.

– Sente-se Hidan, estou sem fome. – Apenas falou se quer olhou para o companheiro.

– Se Konan-san não comer e ficar doente por isto, Pain-sama grita com agente – Esse Tobi, como ele era baka na frente do resto da organização, ela não podia entender por que.

– Não se preocupe Tobi, não vai acontecer. – Sua voz era cansada e triste, Tobi podia imaginar o motivo.

– Konan-san – Disse Tobi levantando-se.

– Fique Tobi, preciso tomar um banho.

– E sobre a missão que me mandou?

– Amanhã Tobi, hoje quero ficar sozinha. Boa noite.

– Boa noite disseram todos e voltaram para suas atividades. Todos menos Tobi.

Tobi esperou que desse tempo dela entrar em seu quarto, e tomou a mesma direção que a amiga, no entanto parou uma porta depois do quarto da dela, batendo assim, na última porta do corredor.

– Espero que seja importante. – Pain falou com cara de pouco amigos. Estava até aquela hora tentando tirar Konan de sua cabeça.

– Konan-san é importante líder-sama? – A cara do Tobi também não tava nada boa, mas ele tava de máscara. A voz dele saía em tom de ameaça, e Pain achou que aquele tom o lembrava de algo, mas não deu bola.

– O que aconteceu com ela? – Preocupou-se

– Posso entrar? – A resposta dele veio quando viu Pain sair da frente da porta, dando -lhe passagem – Líder-sa... – Ele começou, mas parou e resolveu começar de outra forma. – Nagato – O ruivo chegou a gelar, nunca ouvira Tobi falar assim, fosse o que fosse, era sério. – Você é o líder dessa organização e vou respeitá-lo em todas as decisões que tomar para a Akatsuki, mas hoje eu não o respeito como o homem que está sendo.

– Como ousa vir até aqui e falar assim comigo. – Isso não foi um grito, foi uma trovejada. Tobi pode ser poderoso, mas passou dos limites, para Pain.

O moreno olhou para ele, num ato brusco tirou a máscara, e a fração de tempo que houve entre o rosto do homem ficar exposto e o tempo da mente do ruivo absorver aquela fisionomia conhecida. Cheque-mate, Pain não conseguiu se quer raciocinar direito, conhecia aquele rosto muito bem, costuma seguir as ordens dadas por ele, e naquele momento o rosto de Madara não estava nada bom, ele sabia que teria que dar uma explicação para Pain, mas não era pra isso que estava ali naquele momento. O ruivo por sua vez, apenas sentou na cama.

– Acalme-se e escute-me. Depois que eu terminar pode falar e fazer o que quiser comigo, ou tentar – O tom de voz dele era perigoso, mas era baixo e rouco, estilo Uchiha – Eu vim aqui te ajudar.

– E eu pedi ajuda para que mesmo? – Ele era irônico, mas Tobi fez de conta que não ouviu, pois sabia que o ruivo estava tonto com tanta informação ao mesmo tempo.

– Nenhum homem é capaz de renegar a todos os sentimentos humanos, nem mesmo um ninja frio e poderoso como você é capaz de negar o amor quando ele acontece. Eu disse que hoje não o respeito como um homem, porque só um verme é capaz de ter seu amor correspondido e se esforçar tanto para jogar isso pela janela. – A voz grave tomou conta de todo o quarto, enquanto os olhos cinzas espiralados se arregalavam.

– O qu.. – Começou, mas Madara não o deixou prosseguir.

– Assuma de uma vez por todas que ama aquela mulher e poderei te respeitar novamente. – Pain ouviu a tudo quieto, como uma criança levando um sermão do pai – Porque é preciso muita coragem para amar, sabia? O amor é arriscado, não há jutsus nem técnicas que o torne mais fácil, seguro e garantido, quem ama, tem que ter coragem para apostar tudo em que se acredita na pessoa amada.

– Eu sou um Deus, estou acima de qualquer sentimento humano.

– Você tem poder para se comparar a um Deus, mas ainda é humano. E tem que enfrentar o medo de se entregar completamente de corpo e alma, a coragem para arriscar, doar-se completamente para ver aquela pessoa mais feliz, passar por cima do próprio orgulho algumas vezes para conviver com o ser amado, ir até o fundo do posso mais profundo, só para estender a mão se for preciso. Vê Pain? Amar é arriscado. E se você quer com tanto afinco renegar o amor, é porque eu me enganei com você, pois é um covarde. – Virou-se para sair, falou o que tinha que falar. Não precisava de nenhuma resposta.

– Eu... – Pain tentou falar algo, mas a voz não saiu, no fundo sabia que Tobi estava certo.

– Estarei no meu quarto. – Já estava abrindo a porta, mas Pain incapaz de falar segurou-o pelo braço.

– Madara eu simplesmente não sei o que fazer. – Disse vencido.

– Não precisa saber, só precisa fazer. Ah, e quanto a minha identidade, depois conversamos, mas nos dois sabemos que é melhor deixar isso quieto, hm. Boa noite.

.:.

Bateu na porta do quarto dela, mas ninguém atendeu. Sentiu-se murchar e sua capacidade de iniciativa minguar. Ia voltar para seu quarto, mas lembrou-se imediatamente de Madara lhe falando sobre coragem. Já estavam adiando aquilo por tempo demais e até mesmo seu doce anjo vinha lhe dando sinais de impaciência com aquilo que agora ele compreendia.

Entrou no quarto mesmo sem permissão, ouviu o barulho do chuveiro e decidiu esperar ali mesmo. Admirou o quarto cheio de origames, havia obras diferentes desde a última vez que teve que entrar ali. Foi até a janela e ficou admirando o céu buscando, sabe-se lá de onde, mais coragem.

– Aquele idiota tem razão, isso é muito difícil! – Disse, achando-se ridículo por falar consigo mesmo.

Percebeu o som de água caindo ser interrompido e assumiu a ideia de que ela tinha terminado o banho. Um cronômetro retrógado se acionou em sua mente, os segundos reduziam em uma velocidade aumentada trazendo uma sensação boba de euforia nervosismo ao ruivo.

Sentiu-se tolo por estar ali, por ter precisado da ajuda de Madara para tomar esta decisão. Sentiu que as mãos estavam soando, Konan podia estar chateada aponto de rejeitá-lo.

Talvez devesse sair e fingir que nunca estivera ali. Mas ficou exatamente onde estava, procurando no céu azul apenas desculpas sem nenhuma ação de fuga.

Konan havia sentido o chakra dele e preocupou-se com o que poderia ter acontecido. Afinal, ele quase nunca precisava a procurar ali. Saiu do banho imediatamente, mas estapeou o ruivo mentalmente.

Ele não podia entrar assim sem permissão em seus aposentos. Tinha uma suíte em seu quarto, portanto não tinha o hábito de levar uma troca de roupas consigo para dentro do banheiro.

– Nagato, o que deseja? – Gritou do banheiro

– Apenas conversar com você. – Respondei meio sem jeito.

Sentindo-se desestimulado em prosseguir com que o que queria dizer a ela quando ela se mostrou inclinada ficar dentro do cômodo individual para falar consigo. Como se já não soasse estranho o bastante ele estar ali para "conversar".

– Ah... Bem, acontece que eu não esperava por isso. Pode me alcançar a capa da organização, por favor. – Pediu abrindo uma fresta da porta, um tanto constrangida pela situação criada pelo outro, ainda sem entender muita coisa.

Teria algo haver com o que aconteceu entre eles mais cedo na rua? Ela não sabia.

Quando a viu na fresta da porta ele tomou conhecimento da situação, afinal ela não esperava ninguém ali naquele momento. Konan era a única integrante feminina da organização e tinha seu espaço muito respeitado.

Olhou em volta e encontrou a capa pendurada em um cabide e alcançou para ela, tentando esconder como estava constrangido com a situação. Dois minutos depois ela saiu com a capa completamente fechada. E o senhor dos cinco destinos se viu consternado com a ideia de que ela estava nua por baixo do sobretudo negro.

– Então, o que pode ser tão importante para trazer o grande líder ao meu quarto. – O tom era casual, ela ainda estava um pouco magoada pelo o que aconteceu mais cedo enquanto treinavam, mas era incapaz de ficar zangada com ele.

– Você. – Falou sem pensar.

Foi este o conselho de Madara, não foi? Apenas agir, sem pensar.

De repente sua mente ficou confusa e um pensamento ruim invadiu sua cabeça, afinal Tobi podia estar errado. Ela podia não o amar da forma como ele a amava.

O que iria acontecer depois? Afinal, que tipo de besteira estava tentando fazer?

– Quero dizer, preciso falar com você.. – Tentou novamente, mas os pensamentos estavam confusos.

Não queria admitir, mas tinha medo. E ele não podia sentir medo.

Então se lembrou de que não estava ali porque ela o amava e sim porque precisava que ela soubesse sobre a parte do sentimento que vinha dele. Não podia ter medo e nem precisava, uma voz em sua mente lhe dizia que Konan nunca o deixaria. Mesmo que o amor que viesse dela não fosse igual.

– Está nervoso com algo? Parece preocupado, sua energia está alterada.

– Você me conhece be meu melhor rastreador. – Sorriu por nervosismo.

Tinha se esquecido que ela o notaria no momento em que entrasse em seu quarto e perceberia até mesmo a menor alteração em seu ser. Resolveu que era melhor começar sendo sincero, mas fitou os olhos azulados dela e deixou que ela desse rumo à conversa.

– O que foi? Algum plano não deu certo? Alguma missão falhou?

– Pela primeira vez eu não sei o que fazer. E esta está sendo a missão mais difícil da minha vida – Falou olhando ela com intensidade.

Ela reconheceu aquele olhar, era o olhar que ele dava toda vez que ela sorria por... Nem precisou terminar o raciocínio. Conhecia Nagato como se tivesse consigo um mapa de reconhecimento de personalidade, sabia o que ele pensava apenas pelas ondulações de seu chacra, por isso conseguiu entendeu o que ele tentava dizer todo desajeitado. Seu rosto se iluminou e ela não pode conter o sorriso que brotava ali.

– E que missão seria essa, Pain? – Apenas encorajou.

O ruivo sentiu novamente a umidade na palma de suas mãos, tinha feito uma escolha sem volta. Tomou coragem com um suspiro, levou as mãos ao rosto dela para ter certeza que ela não desviaria o olhar do dele por nem um minuto sequer.

– Konan eu não sei mais desde quando ou como isso aconteceu, a única coisa que eu sei é que você não sai da minha cabeça mais, – respirou fundo – eu sei que vivo dizendo que não tenho sentimentos, mas eu acho que sempre te amei. – Falou sem conseguir deixar de se sentir nervoso pela reação dela.

Ela não conseguiria dizer nada, então apenas laçou o pescoço do ruivo e envolveu seus lábios em um beijo desesperado que esperava anos para sentir. Separaram-se por falta de ar. Pain admirava a mulher que amara por tanto tempo em silêncio, ela ainda tinha os olhos fechados e um belo sorriso nos lábios, ele não pode se conter, puxou-a para si novamente e tomou seus lábios em um beijo mais calmo e apaixonado, mas o beijo foi esquentando e esquentando e quando a falta de ar veio, Pain decidiu não parar de beijá-la, apenas transferiu os beijos de sua boca para o pescoço dela.

Ele ouviu um gemido baixo dela, que entendeu como um incentivo para continuar e passou uma das mãos que percorriam o corpo feminino no zíper da capa. Ambos já haviam se esquecido que ela estava nua por baixo da capa,até aquele momento, mas ela não o pararia, esperara tanto tempo por esse momento, ela já era dele, sempre foi, apenas não tinham consumado o ato. Ele voltou a beijar a boca da kunoichi, deixando que suas mãos percorressem livremente pelo corpo macio e intocado dela.

Konan estava embriagada por aquele beijo, pôs suas mãos inexperientes por dentro da camisa do rapaz e pressionou-o contra si para ter certeza de que aquilo não era um sonho. Levantou a camiseta do dele fazendo com que se separassem para ele terminar de tirá-la.

Agora Konan era quem espalhava beijos por toda extensão do pescoço dele, percorrendo um caminho certo por seu peitoral bem definido, parou um momento para procurar os olhos do homem que amava tanto e sentiu os pelos de seu corpo arrepiarem-se quando deparou-se com a intensidade do olhar que ele lhe lançava. Ambos sabiam o que sentiam um pelo outro e sabiam também que muito além da carne, aquele era um encontro de almas.

Pain caminhou lentamente até a cama e deitou-a ali, tirou a calça de moletom que vestia e seguiu sua amada, tomou-lhe novamente os lábios, não tinha pressa, queria sentir o gosto de cada centímetro do corpo dela e começaria agora. Encaminhou-se novamente para o pescoço dela, onde descobrira um ponto fraco, subiu até sua orelha, deu uma mordidinha no lóbulo e falou com a voz baixa e rouca:

– Eu te amo. – Nesse momento, Konan que passava as unhas sensualmente pela costa do rapaz abriu um largo sorriso, buscou a face do mesmo com as mãos, o encarou.

– Eu também te amo Nagato.

Ela sabia o que viria a seguir, mas com ele não tinha medo, principalmente depois que viu no rosto dele aquele riso raro que ela amava tanto. Pain desceu seus lábios até os seios rosados dela e brincou com eles, beijava, chupava, mordia, colocando mais intensidade a cada gemido de contentamento que ela dava, brincou um tempo com um e depois dirigiu a mesma atenção ao outro, sentiu o corpo dela se contorcendo sob o seu.

– Naga..to – Sua voz era falha. Um sorriso malicioso brotou na face dele ao ver que no ápice do seu prazer ela chamava pelo nome dele.

Ele queria aproveitar mais aquele corpo, dar mais prazer para ela, mas não aguentaria muito tempo mais, precisava tê-la o quanto antes. Lembrou-se então que aquela provavelmente era a primeira vez de sua amada e passou suas mãos delicadamente pelos quadris dela, chegando enfim em sua intimidade, passou então a massagear seu clitóris com movimentos circulares enquanto beijava sua boca abafando os gemidos dela.

Quando sentiu que ela se contorcia novamente sob si, soube que ela provavelmente já estaria mais relaxada e pronta para recebê-lo, livrou-se da última peça de roupa que vestia e roçou seu membro rijo na entrada da cavidade dela, o que fazia com que muitas ondas elétricas passassem pelo corpo da moça. Ele deu mais uma olhada para ela, pedindo a confirmação para continuar, ela apenas sorriu e enroscou suas pernas na cintura dele, ele a penetrou.

– Ahh – Era um gemido de dor.

– Está tudo bem? – Sim, agora ele tinha certeza, ele seria o primeiro e ao que dependesse dele o único homem dela.

– Continue. Vai passar.

E ele continuou, lento e leve, para que ela se acostumasse com a situação, a media em que a fisionomia dela foi mudando de dor para prazer, Pain resolveu acelerar, os gemidos iam mudando e ele aumentava a intensidade. A cavidade a cada investida mais úmida e escorregadia o puxava com força para dentro do corpo cada dela cada vez mais quente.

Mais calor, mais prazer, mais rápido, com mais força. Seus gemidos mudaram novamente e agora já seguiam um ritmo tão quente quando a fricção de seus corpos em chamas, impulsionando-se um contra o outro, quadril contra quadril. Ele sentiu as contrações dela contra seu membro aumentando-lhe o prazer, chegam ao clímax quase ao mesmo tempo entre palavras sem sentido, ditas durante longos gemidos de mais puro prazer emitidos por ambos. O ruivo esperou alguns minutos antes de ter força para se deixar cair ao lado dela na cama.

– Eu te amo Pain-sama – Disse exausta, ele sorriu e lhe deu um selinho, acomodou-a em seus braços.

– Quero que se mude para meu quarto – Disse em tom de ordem, ainda com a respiração entrecortada. Logo, adormeceram juntos e felizes, ambos sabiam que era apenas a primeira de muitas vezes.

NOTA: O legal de procurar erros neste texto é ver como este hentai foi noob e como no começo era difícil colocar no texto as imagens mentais.