Capítulo sete: O treinamento de Ino
Por Kami-chan
Aquela era mais uma manhã de treino para Ino. A rotina imposta pelo loiro era rigorosa e intensa. Com o passar dos dias, ela foi se acostumando com a presença do loiro e deixou aquela crise de timidez de lado, voltando a ser a mesma pessoa extrovertida e falante de sempre.
Deidara também já tinha voltado ao normal depois de perceber a simplicidade que Ino trazia em sua personalidade. A loira de cabelos lisos tinha um excelente humor e era dona de risadas fáceis, brincadeiras alegres e olhares cativantes. Era fácil se sentir bem perto dela, Ino emanava uma energia leve, envolvente e descontraída.
Estava ensinando tudo que sabia pra ela e agora ela também usava um monóculo como o dele. Deidara estava impressionado com todas as qualidades dela, desde suas habilidades e performances até em como seu cabelo balançava quando ela se movia no ar e em como as curvas dela eram perfeitas.
A atração entre os dois era mútua, os flertes uma brincadeira agradável. Ino não se importava de chamar aquilo de paixão, Deidara também estava aceitando de bom grado as sensações que Yamanaka estava lhe apresentando. E é claro que a ordem inteira já tinha percebido do tamanho da encrenca perpétua em que os dois estavam se metendo, menos eles mesmos.
A rotina dela era treinar, treinar e treinar e quando ela se via quase sem forças, Deidara dava um jeito de puxar mais ainda o treino. Ino não era fraca e nem pobre de conhecimento em jutsus, mas segundo Deidara ainda lutava como uma Kunoichi de Konoha.
Ela estava sendo treinada para matar quem fosse que cruzasse seu caminho e atrapalhasse suas futuras missões de espionagem. Agora ela seria a dupla do Iwa em trabalho e precisava agir de forma complementar a de seu parceiro. Aprendeu que durante uma missão deveria priorizar sempre o objetivo mesmo que isso significasse matar ou ver pessoas serem mortas.
Era com este propósito que seu treinamento era dividido entre lutar contra Deitara e com Deidara. Os loiros deviam saber o estilo de luta e os jutsus um do outro, bem como serem capazes de prever suas ações.
No momento ela corria a toda velocidade e investindo contra ele com sua katana, ela era muito ágil com a espada e Deidara se via apertado. Ino concentrou um pouco de chakra nas mãos o que a deixou mais rápida, foi por pouco que o Iwa conseguiu escapar do golpe desferido.
Conseguiu por um breve momento ver uma brecha sob o ombro da loira, atraiu a atenção dela com uma pequena explosão da qual ela escapou, o que era previsto por ele. Mas logo na sequencia sentiu a explosão muito pequena que causou apenas uma ferida em seu ombro causada por uma joaninha que ele colocou nela enquanto Ino se preocupava com a primeira explosão.
– Concentre-se, un, já está cansada? – Provocou.
Aquela era a única coisa que fazia a menina divertida sumir, e fazia Ino ir de um doce anjo a um demônio sedento por vingança; Ser provocada e subestimada. E a ira lhe dava forças, mas também pedia como preço por isso uma boa dose da sua racionalidade.
A loira investiu outra ele novamente sem ligar para dor no ombro, foi com tudo até que o loiro também deu brecha e ela lhe deu uma rasteira e um belo de um soco que fizeram o loiro cair no chão. Sem folga, pulou sobre seu corpo deixando um pé em cada lado de seu abdome.
A katana leta foi propositalmente arremessada contra o chão, Ficando cravada na terra colada ao tórax dele, a lâmina afiada pegando de raspão em seu corpo.
– Dá-te por satisfeito? – Perguntou sem humor, querendo ouvir do senpai que a luta estava ganha.
Ele riu e ela ouviu um barulho comum vindo de uma de suas mãos. Uma de suas bocas estava cuspindo argila, rápida, ela concentrou mais chakra em seus pés. Um salto que ela usou para arremessar uma Kunai em um ponto frágil de força em um de seus punhos, pisando no outro com precisão ao voltar.
Colocou o outro pé perigosamente contra o pescoço dele e terminou fazendo um selo com suas mãos:
– Nimpo: Shinten...
–Chega! Treino encerrado. – Se adiantou para que ela não terminasse o jutsu. – Hoje você venceu, un.– Odiava aquele ninjutsu da manipuladora de mentes, por um único motivo, que ele nunca vai esquecer.
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INÍCIO DAS MEMÓRIAS DE DEIDARA
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Era o primeiro treinamento entre os loiros e Ino estava se saindo bem, mas estava nervosa. Conseguia não se deixar encurralar por Deidara, mas pegar o mesmo era igualmente difícil, até que ela se desequilibrou ele mandou um pássaro explosivo nela que caiu com tudo no chão.
– Yare, é tudo que pode fazer? Juro que pensei que fosse menos fracote, un. – Disse de forma maldosa, o treinamento seria exaustivo e intenso desde o início.
O Iwa apenas queria deixar claro qual era o tom e grau de dificuldade que Ino encontraria em cada missão que assumiria em pró da Akatsuki. Os inimigos não teriam tanta paciência e misericórdia. O que ele ainda não sabia era que o som do julgamento inferior poda ligar peças fortes na cabeça instável da dominadora de mentes.
Ino não aceitava ser subjugada. O desejo de fazê-lo pagar por cada palavra falando mais alto do que qualquer pensamento racional.
Ino levantou com rapidez e correu na direção dele, lançou kunais e logo estava frente a frente com o oponente. O acúmulo de chacra deu força ao soco que o fez levantar vários metros em direção céu.
No segundo seguinte ela já estava lá em cima, face a face com Deidara. Outro soco com igual força e intensidade jogou o loiro de volta ao chão, caindo em um baque alto. Ino o pegou pela gola da capa e jogou-o contra a árvore sem se importar com o estado em que os socos o deixaram; fraco e tonto.
Levou os braços dele acima da cabeça e os prendeu ali por kunais: – Agora vai aprender a não falar desta forma comigo.
O demônio omitido pelas feições celestiais disse enquanto se afastava alguns passos do Akatsuki. Fez um selo com as mãos antes do anúncio verbal da arte ninja que usaria.
– Ninpou: Shintenshin no Jutsu. – Nem deu tempo dele entender o que ela fazia, e já tinha sua mente sob o controle dela.
Ino caiu num monte no chão, mas ela mesma fez com que Deidara a levasse para dentro da sede e a depositasse no sofá da sala onde se encontrava Kisame. Uma boa oportunidade de vingar as palavras impensadas do loiro de Iwa.
– Yo Kisame – Ino disse indo na direção do peixe, controlando o corpo de Deidara.
–Yo, o que você quer?
– Conversar. – Disse se aproximando do colega e sentando-se em seu colo, de frente para ele com uma perna de cada lado do corpo do outro, passando a mão na face dele dando uma lambida ali.
– Ahh sai daqui seu doido de pedra! Yaoi! – Ralhou tentando se afastar do loiro, mas este se segurou firme no encosto do sofá, deixando seu rosto a centímetros do outro.
Neste momento Ino saiu do corpo de Deidara. E quase que foi tarde, porque no mesmo momento Kisame se preparava pra erguer sua samehada e a usaria sem dó no corpo em sua frente, ainda assim, deu tempo de Deidara acordar e ver a situação em que se encontrava.
Mas não teve tempo pra argumentar, o peixe o acertou em cheio e Deidara apagou no chão da sala. Deidara ainda seria motivo de piada por alguns dias na sede. Principalmente para Hidan que vivia em busca de atos e detalhes que pudessem ser usados contra o loiro explosivo.
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Fim da memória de Deidara
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– O que foi Dei-san, meu ninjutsu te trás algum desconforto? – Ironizou o soltando e sentando no chão.
– Há há há – Também foi irônico, tirou a kunai que prendia seu pulso ao chão e sentou-se ao lado dela. – Está cada vez melhor Ino, logo poderemos sair em missões, un. Ser atacado por você e sua katana é uma atitude mortal.
– Doumo – Disse ela pegando o pulso que ela mesma ferira para curá-lo encarando-o sorridente, elogios e reconhecimento são sempre uma boa fonte de felicidade.
Ele amava aquele sorriso. Estava muito satisfeito com sua nova dupla, lembrava-se com orgulho que fora ele que deu a ela aquela katana. Não tinha errado, afinal.
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Início das memórias de Deidara
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Já era o quarto dia de treinamento dos dois, ele pode perceber que Ino gostava muito de atacar com as kunais e que era muito boa nisso. Imaginou como seria mortal com uma katana e no dia seguinte deu a ela a espada que havia ganhado de seu finado mestre, Sasori.
– Quero que treine usando isso a partir de hoje, un– Disse entregando a ela a bela katana.
– Por que isso? – Perguntou pegando o objeto.
– Porque acho que você leva jeito com a coisa. As veja bem, un, cuide bem dela, pois foi um presente de um amigo muito especial que não está mais aqui. – Olhou para o horizonte.
– Então não devo aceitá-la. – Estendeu de volta para ele. – É especial para você.
– Você também é. – Empurrou para ela novamente, mas agora meio corado com o que tinha dito. – É minha dupla e usa melhor que eu já que uso minhas mãos para outra coisa, un.
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Fim das memórias de Deidara
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– Que bom que terminamos, estou morta e com fome! – Disse e descansou a cabeça no ombro dele.
A loira de Konoha não ligava em demonstrar seu afeto, e estavam ficando cada vez mais íntimos. Demonstrar afeição não era algo comum para o Iwa, mas Deidara estava achando aquilo tudo muito divertido.
Aquilo parecia tão espontâneo e natural para ela que confundia o Akatsuki. Em um senso comum e silencioso, ambos estavam gostando muito mais da ideia de apenas deixar as coisas fluírem em seu próprio tempo. Sem esconder, nem tampouco admitir.
Eram membros da mesma equipe, companheiros de missão, mestre e aluna. Treinavam, discutiam, riam e até mesmo dividiam palavras sinceras entre refeições feitas a dois. Gastavam algum tempo se perdendo em olhares cheios de significados que apenas eles não percebiam, por estarem perdidos demais um na íris alheia. Cegos pelo mesmo motivo.
– Vamos almoçar então? Depois vamos treinar em conjunto, quero ver se o seu jutsu de invadir mentes funciona com alguns de meus pássaros e se der tempo vamos treinar mais uma técnica de invasão conjunta, un. – Levantou-se e estendeu a mão para ela. – Estou com vontade de comer rúmen hoje.
– Pode ser. – Aceitou a mão dele e foram pra cozinha. – Você falou em missão?
– Hai, sua primeira como nova espiã da Akatsuki, un. Não pense que será fácil como os treinos.
– Como é engraçado! Se não será fácil acho melhor você melhorar um pouco, já que nos últimos treinos eu tenho ganhado todas de você. – Alfinetou – Não quero que você me atrase logo na minha primeira missão. – Cutucou.
– Are, fale assim somente depois de fazer, un.
– E você por acaso sabe que missão vai ser pra estar tão certo do que diz?
– Com detalhes não, mas acho que vamos terminar uma missão em que estava trabalhando antes de ir buscar vocês.
– E de que se trata?
– Como é curiosa, un. Não se precipite, não sei ao certo o que o Pain vai decidir. – Ino riu da resposta.
–É sempre assim por aqui hem? – Perguntou rindo. – Pain quer, Pain consegue, Pain decide, Pain manda...
– Ele é o líder, logo ele dá as ordens. E ordens são ordens, un.
– Haha, bem mandado você, un. – Ela riu e ele ficou num vermelhão. – Não gosto de seguir ordens.
O comentário dela foi a última coisa dita antes de entrarem na sede e seguirem direto para a cozinha. Prepararam a refeição rápida em silêncio, e Ino já tinha percebido que Deidara quieto não era nada normal.
Mesmo assim comeu em silêncio ao seu lado. Não queria tê-lo ofendido, apenas não mesmo nenhuma intenção de ser uma seguidora de ordens cegas.
No silêncio em que estavam, demoraram pouco tempo almoçando. Ino particularmente, não aguentava mais a falta de conversa entre eles. Se a Akatsuki inteira odiava a língua solta do Deidara, ela gostava de conversar com ele por todos os membros da ordem juntos.
– Por que está tão calado? – Perguntou mesmo já sabendo a resposta.
– Às vezes é melhor ficar de boca fechada. – Respondeu com palavras castas dupla interpretação.
– Au. Dei-san, já que almoçamos tão depressa, o que você acha de darmos uma caminhada antes do treino? – Falou baixo, tentando mudar a tática.
– Melhor não.
– Onegai, senpai. Desde que cheguei aqui não saí para nada. Só uma voltinha pela floresta, vai... – Disse se agarrando ao braço dele e escorando o queixo em seu ombro.
Deidara não pode deixar de olhar para ela quando a sentiu grudada em si e caiu na armadilha dela quando olhou em seus olhos, mesmo assim deveria ser mais forte. Ino tinha naquele olhar pidão um ponto forte contra suas tolas fraquezas.
– Nã.. Não. – Falou não muito certo de que realmente não queria.
– Onegai... Vamos aproveitar o tempo que temos, e você pode aproveitar para me mostrar sua arte também, hum, o que me diz?
– Tudo bem. – Ele suspirou vencido.
Ino sabia que se colocasse a suposta arte dele no meio, o Iwa não recusaria. A loira não se importava de ouvir algumas explosões se fosse para dar um passeio com ele.
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– Por que nunca me contou como descobriu a arte em você? – Ela perguntou enquanto caminhavam pela floresta.
–Porque você nunca me perguntou, um. – O assunto escolhido por ela fazendo seu humor voltar ao normal.
– Estou perguntando agora.
– Bom, eu sempre tive uma personalidade um pouco explosiva. Então enquanto eu treinava e descobria meu poder pude ver como as coisas se tornam mais belas quando estão prestes a deixar de existir. As coisas mais belas do mundo são efêmeras.
– Hum... e o que fazia antes de ser um Akatsuki?
– Eu espalhava minha arte pelo mundo.
– Como assim?
– Explodia vilas. Chamavam-me de terrorista, mas eu nunca entendi direito o motivo, afinal eu sempre fui apenas um artista, un.
– Claro, como alguém nesse mundo pode não entender você? – Perguntou um pouco irônica, mas ele pareceu não percebeu. – Então foi por isso que quis entrar pra Akatsuki, pra deixar de ser chamado de terrorista e poder fazer sua arte em paz?
Deidara suspirou fundo, não sabia ao certo se queria contar tudo a ela. Levou alguns minutos pra decidir até que fitou o horizonte fixamente e disse com o mínimo de emoção possível:
– Eu nunca quis entrar pra organização alguma. Eu estava bem do jeito que estava, no fim nem ligava mais por me chamarem de terrorista. Não me importava, pois não ia parar com minha arte mesmo. – Deu uma parada pra tomar fôlego e logo continuou. – Mas aí um dia apareceram no meu caminho o Itachi, o Kisame e o Dana, eles disseram quem eram e o que faziam, e que o líder deles estava interessado em minhas habilidades. Eu não dei a mínima, estava bem sozinho, mas lutei com Itachi e perdi, e estamos aqui hoje un.
Ino não sabia o que dizer, nem o que sentir. Agora talvez soubesse o motivo por ele não ter gostado do comentário maldoso que ela fizera antes da refeição, pois se ele obedecia Pain era porque era obrigado e não porque era importante para ele. Então ela apenas tomou a mão dele e entrelaçou na sua.
– Eu gosto muito de borboletas sabia. – Resolveu mudar o assunto. – Você sabia que a maioria vive apenas por uma semana. Não seria uma bela arte?
– Hai, hai – Disse ele já sorrindo novamente, ele só não sabia se era porque Ino não se importava em tentar entender o que era arte ou pelo fato de estarem de mãos dadas
– Para onde estamos indo mesmo?
–Lá. – Respondeu apontando para um morro bastante alto.
–Nani? É muito longe. – Reclamou.
– Na verdade só eu vou até lá, un você vai ficar aqui. Vê, a farta fauna que temos aqui? Vamos treinar comunicação, você vai invadir a mente de algum animal e tentar me achar lá em cima, un. Vai tentar fazer com que eu saiba que é você e, é claro terá que passar uma mensagem e só deve abandonar a mente do animal quando eu entender a mensagem, un. Sei que isso te consome bastante chakra, então, planeje bem. Só iremos parar quando isso estiver perfeito, un.
– Mas Deidara, é perigoso usar isso em uma missão, se estiver longe de mim em terreno hostil. Meu corpo fica totalmente vulnerável durante o tempo que estiver em outra mente e como você já disse isso me consome bastante chakra, se tiver que fazer isso em uma missão me sobrará pouco para lutar.
– Eu sei, vai ser uma técnica de emergência. Espero que não a usemos tão cedo, mas é bom ter algo assim num momento de desespero. Temos que estar preparados para tudo sempre e tirar proveito de cada coisa que somos capazes de fazer, un.
– Hai! – Disse e soltou-se dele.
– Vamos usar toda essa área. – Disse movendo os braços. – Para nos esconder, un. – Então fez um de seus pássaros e aumentou-o.
– Hei, espere você não disse hoje de manhã que queria que eu invadisse um de seus pássaros?
– Pensei melhor, acho que isso não é possível, pois não são animais de verdade. – Subiu na ave e foi para apequena montanha.
Ino correu cerca de vinte minutos até encontrar um lugar escondido o suficiente para ser considerado seguro para usar seu jutsu. Que animal usaria? Com certeza tinha que ser uma ave, pois são mais rápidas e ele está em uma montanha.
Olhou ao redor, encontrou um águia. Era perfeito. Já tinha usado uma águia antes.
– Ninpou: Shinten no Justo – Executou o jutsu, mas a águia levantou voo e Ino não conseguiu finalizar. – Kuso!
Olhou em volta a procura de outra ave enquanto se recuperava, encontrou e dessa vez foi efetiva. Sentiu seu próprio corpo cair e voou, planou pela montanha várias vezes achando a tarefa de encontrar Deidara muito mais difícil do que o imaginado.
Pousou sobre uma árvore e se concentrou em alguma onda de chakra que pudesse sentir, mas não sentiu nada. Não poderia ficar ali por muito tempo mais, saiu da ave, esperou mais algum tempo até ter bastante força de novo e invadiu outra ave.
Desta vez planou baixo, procurou, procurou e Deidara estava sob a sombra agradável de alguma árvore tirando um cochilo. Pousou sobre o peito dele, não precisava mostrar que era ela, um pássaro normal não pousaria tão perto de um ser com tanta energia.
Bicou o queixo dele e o loiro abriu os olhos. A segunda tarefa poderia ser ainda mais complicado do que encontra-lo; passar uma mensagem. Após algum tempo se resolveu por dar duas bicadinhas no queixo dele, fez uma breve pausa e mais uma bicadinha, mais uma pausa e mais bicadinhas e foi repetindo o ato até que por fim parou de bicá-lo e o encarou.
– Baka é você que demorou tanto pra me achar que deu sono, un. Pode abandonar a ave e venha até aqui.
Depois de mais alguns minutos Ino chegou ao local onde ele estava ainda na mesma posição, mas desta vez em um sono mais profundo do que um simples cochilo. Sentou-se ao lado dele e aproximou sua boca de sua orelha.
– Deidara.. – Chamou abusando da sensualidade que sabia bem como ministrar.
Ele não estava dormindo de verdade e também não esperava aquela ação dela. Ino era alegre e sensual, mas sempre dentro de seus limites. Manteve- se com os olhos fechados mesmo tendo se arrepiado ao ouvir a voz dela tão perto.
– Deidara. – A ouviu chamar de novo, mas permaneceu como estava.
Queria ver o que ela ia fazer. Como não recebeu resposta alguma, Ino se deitou ao lodo dele e se acomodou colando seu corpo com o dele, afinal estava cansada também. Passou seus baços pelo pescoço dele e sentiu um braço puxando sua cintura, colocando-os frente a frente fazendo com que ela ficasse com a face encostada no peito dele e deixando seus corpos aninhados.
Algum tempo depois Ino dormiu e ele finalmente teve coragem para abrir os olhos. Não queria dormir com medo de que quando acordasse ela não estivesse mais ali.
Naquele momento pode sentir como se ela fosse sua. Não queria perder nenhum momento, aproveitou para passar levemente uma das mãos no rosto que era tão belo.
Sem entender muito bem sua atitude, levou seus lábios aos dela. Apenas um toque leve para não acordá-la, apenas queria sentir sua textura.
– Deve ser isto que chamam de amor, un. – Falou admirando sua face.
Ficou ali memorizando cada traço do rosto dela, até que o céu trocou seu tom alaranjado pelo azul profundo da noite que caiu sobre eles. Com dificuldade em se manter desperto, Deidara se permitiu render-se ao sono.
