Capítulo oito: Compreensão, missão e amor
Por Kami-chan
– Você tem certeza? – Perguntou a voz masculina.
– Mas é claro, já deu pra ordem toda perceber. – Disse a mulher ao seu lado.
– Mas que ótimo, minha trupe de assassinos frios e sanguinários estão aos poucos se tornando cachorrinhos apaixonados. – Disse em uma raiva contida em ironia.
– Você é um cachorrinho apaixonado? – Perguntou divertida agarrando a mão do namorado.
– O pior disso tudo amor, eu sou o líder deles. – Riram. – Então, onde está o casal que estamos procurando neste momento?
– As ondas de chakra vem de lá. – Apontou para uma montanha.
– A facilidade que você tem pra isso ainda me espanta, sabia.
– Mas isso é bom pra você saber que se estiver com outra ninja em raio de dez quilômetros eu te pego. – Até mesmo brincadeiras era ditas em um tom doce e calmo por Konan.
– Não se preocupe, isso não vai acontecer. Você sabe disso.
– Aham. Mas é bom sempre deixar bem claro, eu sou uma assassina. – Sorriu e deu um selinho nele.
E sem mais palavras, o ruivo simplesmente sumiu. No segundo seguinte a mulher que o acompanhava se desfez em pedacinhos de papel.
– Então, vamos acordá-los agora? – Perguntou ele.
O senhor dos seis destinos abraçou a cintura da amada por trás e descansou em seu ombro. Konan fez um selo com as mãos e uma pequena borboleta de origami voou até ficar perto demais dos rostos adormecidos, perto o bastante para incomodar e fazê-los acordar. Satisfeita, a azulada pousou suas mãos nos braços do namorado que envolviam sua cintura, permitindo que o pequeno inseto de papel se desfragmentasse em pedacinhos menores que caíram no chão e se desmancharam contra a terra.
– Sabe, seria mais adequado procurarem um quarto para essas coisas. – Disse a mulher aos recém-despertados.
– Un, que? Pain-sama, Konan-sama, não é nada disso que estão pensando! – Adiantou-se um Deidara muito constrangido por ter sido surpreendido.
– É. – Disse Ino também se levantando muito vermelha, sem saber ainda o motivo de tamanho constrangimento ou com o que estava concordando. – Eu nem sei como isso aconteceu. – Mentiu tão logo ficou desperta o bastante para se lembrar de onde estava e como a situação havia chegado àquela.
– Você disse alguma coisa Nagato? Eu apenas sugeri que eles escolhessem lugares mais reservados e confortáveis para descansar. – Konan despejou em uma ironia leve.
– Eu não disse nada. Eles é que estão se explicando por alguma coisa. – Pain respondeu como se apenas os dois estivessem ali. – Mesmo porque a vida pessoa de cada um dos membros não me interessa. Temos uma missão logo depois do almoço, por isso não treinem essa manhã. – Disse e sumiu do nada, dessa vez levando Konan com ele, e fazendo Ino se alarmar.
Como assim tinham passado o resto da tarde e a noite toda ali juntos?
– Então Ino, como fomos acordar abraçadinhos, un? – Ele se fez de desentendido.
– Como eu vou saber. Você deve ter me agarrado durante a noite. – Mentiu na maior cara lavada.
– Será mesmo? O que me garante que não foi você que me agarrou, um. – Retrucou se divertindo ao vê-la mentir.
– Haha, até parece! Olha a única pessoa que tem mais que uma personalidade aqui é a Sakura nem vem, hem.
– Ainda não tinha visto você ficar constrangida, quer dizer, além do dia que nos conhecemos un. – Ele chegou mais perto dela. – Foi uma boa noite de sono, normalmente eu não tenho noites quietas, seja como for, dormir com você deve ter sido bom o bastante para eu não acordar e nem mexer.
– Bom, talvez eu... Eu possa ter ficado com frio durante a noite e tenha me abraçado em você. Dormindo. – A loira ainda teve o descaramento de mentir ainda mais.
Deidara chegou mais perto, usaria o mesmo truque que ela havia usado com ele um dia antes. Mirou os olhos dela com cara de piedade, mas com uma mistura extra de descrença nas palavras claramente não verídicas da Yamanaka.
– Para de me olhar assim. – Ino bateu de leve em seu ombro, tinha motivos para estar com vergonha daquela cena.
– Ainda não estou convencido de sua história, un.
– Ah Deidara-senpai são as explicações que eu consigo pensar, diferente de você que só fica me acusando. O que você quer, um pedido de desculpas? – Reclamou fazendo o loiro sorrir, o temperamento de Ino era algo realmente delicioso de incitar.
Viu a loira lhe dando as costas para descer até a cede. Apenas a seguiu de bom grado, sem nenhuma vontade de explicar que tinha o sono leve e que tinha acordado quando ela chagou ao local, sabendo assim de todas as coisas que ela achava que ele não sabia.
Ino entrou no quarto a procura da amiga, mas ela não estava lá. Na verdade a cama de Sakura estava tão intocada quanto a sua. Praguejou mentalmente, precisava de uma amiga no momento, pois achava que a brincadeira de atração com Deidara estava chegando em um nível muito além do que conseguia controlar.
– Sakura, vai ter que me contar onde passou a noite! – Reclamou em voz alta para as paredes do quarto vazio.
Então resolveu tomar um banho. Ino tirou a capa e pendurou no cabide, ainda com coisas da noite anterior invadindo sua memória, lhe causando reações bobas. Em seguida puxou o tecido para apreciar o cheiro que ainda estava impregnado ali, o cheiro dele.
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Sakura acordou e abriu os olhos lentamente, não estava em seu quarto, mas estava em um lugar conhecido. O problema era lembrar onde. Aos poucos foi se lembrando do dia anterior, da clareira, de Itachi, de ter se irritado, de ter esmurrado uma rocha e desmaiar; olhou para mão.
– Ai Sakura você pode ser tão burra ás vezes! – Falou baixo sem perceber que não estava sozinha ali.
– Não vai ser eu quem vai discordar de você.
– Itachi, ohayo pra você também. – Olhou pro moreno que já tinha acordado, levantado, tomado banho e estava meditando em um dos almofadões até Sakura se manifestar.
– Sente-se melhor?
– Hai – Disse ela curando sua própria mão. – Me empresta um kimono seu?
– Pra que?
– Pra eu bordar Itachi e Sakura, amor eterno nele. – Disse em um mau humor matinal absolutamente normal – Porque quero tomar um banho, é claro.
– Hn – O moreno grunhiu, e de onde estava Sakura pode traduzir aquele resmungo como algo que parecia uma crítica por ela querer tomar banho ali e não em seu próprio quarto.
– Eu não quero acordar a Ino. Ela anda muito cansada ultimamente de tanto treinar e depois do banho vamos fazer aquele jutsu da sua visão novamente. Vai ser tão mais fácil se eu já estiver aqui. – Explicou de um jeito cansado.
– Tem um kimono azul marinho com o símbolo do clã Uchiha. – Disse apontando para o armário. – É o que vai ficar menos grande em você.
Rapidamente, ela se levantou e colocou-se de frente ao armário. Não foi difícil localizar a vestimenta indicada por ele, era o único azul entre as peças de tecido preto. O tom desbotado indicava a idade da roupa.
E algo estranho lhe percorreu o ser ao calcular e determinar que provavelmente tinha sido com aquela roupa que ele tinha saído da vila da folha. Aquele podia ser o kimono usado pelo assassino no evento que se tornou histórico em Konoha.
Quantos tipos de sangue será que aquele tecido conhecia?
Preferiu não pensar na resposta e ir logo para o banheiro que ficava no quarto do mais velho. Bem no fim tudo o que importava no momento era que a peça lhe caiu bem no tamanho, apesar de ser masculino e por isso ficar bastante curto.
– Itachi, você tinha quantos anos a última vez que isso coube em você? Coube certinho em mim. – Disse voltando para o quarto e se posicionando na frente dele.
E pela primeira vez desde que começaram a conversar naquela manhã, ele abriu seus olhos. A olhou e fechou os olhos novamente sem responder a pergunta dela, julgada por si como sem sentido.
– Não quer comer algo antes de começar isto?
– Não, eu como depois. Me desculpe por ontem, sua vida não me diz respeito. Gostaria que você confiasse esse tanto em mim, mas tudo bem se tem coisas do seu passado que não quer compartilhar. – Disse tocando seu ombro para iniciar um meio abraço.
E ficou ali até ser correspondida. Fato que demorou um pouco.
– Não se preocupe com isso. – Ele disse por fim, incerto se era aquilo que ela queria ouvir, enquanto respondia ao toque inédito da Haruno de um jeito desengonçado.
– Hai, hai. – Então, tá a fim de me ver hoje? – Trocou o gesto leve pela brincadeira de mesmo tom.
– Eu vou? – O moreno se sentiu um pouco incomodado com a ambiguidade da pergunta, mas sabia o que ela queria dizer de verdade.
– Muito provavelmente. Mesmo assim seu tratamento não termina aqui, porque apesar de enxergar bem de novo ainda tem cicatrizes profundas causadas pelo Mangekyou que devem ser curadas, por isso você também deve esperar mais um pouco para...
– Eu sei, eu sei não precisa repetir isso mais uma vez. – Ele a cortou com impaciência por saber que mais uma vez receberia um sermão sobre como usar os próprios olhos.
– Odeio quando você fala assim comigo, é irritante sabia. – Reclamou, mas logo pôs as mãos contra pontos específicos na cabeça do Uchiha.
Ele gostaria de dizer que ela também o irritava com aquele papinho de enfermeira particular que mais parecia uma babá chata. Mas isto a deixaria mais irritada e consequentemente, instável. Algo que não seria bom para o jutsu elaborado que ela estava iniciando.
E como um bom ser racional, calou-se.
Ficaram longas horas ali naquele jutsu, mas dessa vez ela não ia acabar com seu chakra como fizera ontem. Sakura estava prestes a parar antes de ficar fraca demais, quando batidas na porta os obrigaram a findar o tratamento antes do previsto.
– Entre Konan-san. – Disse ele sem se levantar, nem prestar atenção nas próprias palavras, pois estava admirando o rosto da flor que sorria em sua frente.
Ele a via com clareza e detalhes, talvez com uma visão melhor do que nunca tivera. Nem mesmo antes de ativar o Sharingan na infância. E ela lhe sorria, segura de que sabia exatamente o que tinha conseguido fazer com seus olhos.
– Itachi-san, Sakura-chan. – Ambos olharam para a ninja quando ouviram seus nomes – Pain-sama requer a presença de todos os Akatsukis no almoço hoje. Só faltam vocês dois. – Concluiu um pouco surpresa ao ver a roupa que a mulher usava.
Itachi guardava aquilo como uma relíquia. E mesmo que seus olhos vissem, a fato dele ter passado aquilo para uma novata usar ainda lhe soava como impossível.
– Hai. – Itachi assentiu e Konan sumiu. – Arigato Sakura-san – Disse em uma meia reverência, depositando um beijo de gratidão sobre o dorso das mãos que tinham lhe dado aquele presente incrível.
O gesto cordial conseguindo arrancar de si uma sequencia atormentadora de reações. A mais denunciadora de todas com certeza foi a aceleração de seus batimentos cardíacos, que ele provavelmente sentiria pelo contato de dedos em seus punhos.
Com este pensamento Sakura preferiu se levantar rápido, tomando a iniciativa para descerem até o local onde estavam sendo esperados. Sem perceber o que conseguiu arrancar dele ao fazer isto.
Há muito tempo Itachi não olhava para um corpo feminino com segundas intenções, mas a curiosidade que tinha por conhecer as feições daquela mulher com quem vinha dividindo seus dias o fez a olhar por tempo demais. Encontrando no corpo bem trabalhado uma beleza além nas curvas bem delineadas de seu corpo, e ligando as mesmas a pensamentos difusos em sua cabeça.
O kimono masculino tinha ficado realmente muito curto em Sakura, cobrindo somente até metade das coxas da rosada. Itachi ainda não tinha visto tantas curvas em um par de coxas. Os corpos das kunoichis eram normalmente definidos por conta do excesso de treinamento, mas os músculos nas pernas de Sakura iam além da definição.
Lembrou-se da força que a menina tinha, e achou que parecia compatível seu corpo ser mais evoluído do que o esperado. Algo realmente atraente disputando espaço com o tecido azul de uma roupa sua.
Sakura estava tão acostumada com a falta de visão do moreno que se quer percebeu a forma como era minuciosamente observada. Vestiu a capa por cima do kimono e apenas se dirigiu para a porta do aposento, ainda focada demais em se manter calma com relação às atitudes extremamente educadas do Uchiha em determinados momentos.
– Eu achei que tinha uma coisa interessante pra te contar sobre minha noite, mas parece que sua foi melhor. – Caçoou a loira em um sussurro quando Sakura se sentou na cadeira ao seu lado.
– Cala a boca porca. – Reclamou sem muita paciência. – O que teve a noite de boa?
– Depois, o ruivo vai começar a falar. – Apontou.
– Eu quis que estivéssemos todos juntos aqui porque temos uma montanha de coisas para fazer e por decisão minha, que não deve ser contestada, Kisame e Tobi. – apontou para eles – Irão para o país dos Rios. – Informou e arremessou um pergaminho para Kisame. – Kakuso e Hidan irão concluir sua última missão que foi falha. Zetsu – Apenas olhou para o duas caras e arremessou o pergaminho – Já sabe o que eu quero. Deidara, Ino, Konan e eu vamos para vila da Fumaça e Itachi, já que a Konan vai, você sabe da nossa lei de segurança, você fica na sede dessa vez e Sakura fica com você. Todos devemos sair logo após o almoço. Era só isso.
– Assim tão vago? – cochichou Ino para Deidara –Será que ele é assim com a Konan também?
– Com certeza não. – Disse logo rindo dos próprios pensamentos que preferiu omitir sobre Pain definitivamente não deixar Konan sem toda e qualquer explicação que ela quisesse ter dele.
– Acho que o verdadeiro líder da Akatsuki talvez seja uma kunoichi.
– Você é má, Ino.
– Sou sim. E antes de ir quero expandir ainda mais minha maldade.
– Un?
– Você não se ligou? Com toda essa muvuca a Sakura e o Itachi vão ficar sozinhos por aqui. Eu preciso importunar ela por isso.
Já no outro lado da mesa, o ruivo de olhos grises olhou de uma forma geral para todos os membros da organização com uma careta de desgosto. Ainda não tinha entendido como Konan tinha o convencido a fazer aquilo.
– Tenshi, você tem certeza do que estamos fazendo? – Perguntou, reforçando o conteúdo da pergunta com um olhar atento sobre as mais novas recrutas da organização criminosa.
– Já te disse que sim, amor. Confie.
– Mas você ainda não me deu um bom motivo.
– Pain, temos dois assassinos de vital importância para Akatsuki apaixonados e com a cabeça completamente bagunçada com essa situação. No estado em que estão eles se desconcentram com mais facilidade, é melhor que fiquem juntos de uma vez. Assim pelo menos não ficarão mais desnorteados como estão.
– Até o Uchiha? – Continuou sem entender cem por cento.
– Especialmente o Uchiha que nem sabe mais o que demonstrar afeto por uma pessoa.
– É por isso que você é meu braço direito. – Apontou, ainda sem realmente compreender.
Mas se Konan disse que estava certo, estava certo. Oras.
– E o esquerdo também. – Completou baixinho dando dois tapinhas no antebraço do líder que estava sobre a mesa.
– Disse alguma coisa amor? – Perguntou ao sentir as batidas em sua pele.
– Ahh... Eu te amo. – Sorriu.
– Também amo você, tenshi.
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Faziam o percurso em silêncio. Pain ia à frente ao lado de Konan e os loiros estavam um pouco atrás, não vestiam a capa da organização e nem roupas ninjas para não chamar atenção.
Pain usava um kimono curto tradicional preto com uma calça cinza escura, Deidara também vestia um kimono tradicional, mas o dele era azul e a calça preta. O kimono de Ino era mais informal, curto um pouco a cima do joelho em seda branca, trabalhado com belas flores coloridas e preso por uma larga faixa branca com um detalhe vermelho. Diferente do de Konan que era longo em seda azul com pequenos pássaros brancos bordados e a faixa também branca.
Caminhavam lentamente, iriam apenas até a trilha na mata do outro lado da vila, de lá iriam usar os pássaros de Deidara para chegar à vila vizinha da que iriam ficar. De lá seguiriam a pé novamente, isso levaria um dia e meio. Fizeram todo caminho em silêncio até descerem do pássaro de argila e começarem a caminhar novamente, os líderes haviam deixado para comentar os detalhes da missão apenas ali.
– Vamos parar para descansar um pouco, aí podemos acertar os últimos detalhes da missão. – Disse Pain sentando em um tronco de árvore.
Não foi preciso uma comunicação verbal para que ele abrisse as pernas e permitisse que Konan se sentasse em sua frente. Deidara moldou um pássaro que ficou imóvel no chão com as assas abertas onde ele e Ino sentaram lado a lado.
– Bom nossa missão está dividida em duas, os pergaminhos que viemos buscar possuem um tipo de selamento diferente, temos que abrir os dois ao mesmo tempo. Um deles você já achou pra mim Deidara na sua última missão. Konan e eu vamos atrás dele enquanto vocês dois devem descobrir onde está o outro para pegarmos.
– Isso deve levar algum tempo un, não foi nada fácil encontrar o primeiro. – Alertou o loiro.
– Sei disso. Ficaremos hospedados na vila como dois casais normais, terá um festival na cidade e para todos os fins viemos até aqui para o festival. Ficaremos em hotéis diferentes e não devemos agir como se não nos conhecêssemos. Também não nos encontraremos na cidade, mas nos reuniremos aqui neste local daqui três dias para ver como anda o planejamento da missão. Alguma dúvida?
– Se não nos conhecemos vamos entrar separados na vila, um. – Disse vestindo um par de luvas a fim de esconder suas boquinhas
– Hai. Vocês devem seguir para esse hotel. – Disse Konan entregando a ele um pedaço de pergaminho – O número da reserva que fiz em seu nome também está aí. Nós vamos para outro hotel que fica mais próximo do local do pergaminho que foi localizado. – Ela e Pain já estavam indo, quando ela se lembrou de algo importante. – Ah, Deidara-san, Ino-chan, não se esqueçam que vocês são um casal então hajam como um, certo. Ja ne.
– Então vamos também, un– Estendeu a mão para ela e se foram.
A vila estava linda, toda enfeitada e bem movimentada para o festival. Eles caminharam tranquilos rumo ao centro da cidade, sem nenhuma dificuldade em localizar o hotel.
Era um lugar grande e bonito no qual entrara em silêncio. O loiro se adiantou para pegar a chave no balcão da recepção, e como um casal, seguiram juntos para o seu quarto.
O quarto era um quarto normal, nem simples nem luxuoso. Tinha uma cama de casal, dois bides, um guarda-roupas, um armarinho e um banheiro.
– Finalmente chegamos, não aguentava mais essa viajem. – Ino suspirou permitindo-se cair sentada sobre a beirada da cama.
– Ufa. – Suspirou ele aliviado. – Já estava ficando preocupado. – Ele disse com humor.
– O que foi Deidara?
– Nossa viajem durou um dia e meio e desde que saímos da sede você não tinha falado nada, achei que estava doente, un.
– Baka, se estivesse doente eu mesma me curava. Acho só que estou um pouco nervosa, afinal é minha primeira missão.
– Quem é que estava me enchendo lá na sede dizendo que dava conta e que não era pra eu ficar no caminho, un?
– Vou tomar um banho. – Avisou o fazendo rir alto, pela demonstração visível da alteração de seu humor.
– Ino? – Deidara chamou, pegando sua mochila na cama ligeiro.
– Hn – Ela se virou no meio do caminho para prestar atenção no ele diria.
Mas o que teve de resposta foi o som alto de um "clic". A loira percebendo que tinha sido fotografada pelo monóculo que ele tinha deixado na mochila para não chamar atenção dos aldeões. Logo a engenhoca foi solta dentro da mochila novamente.
– Está linda nessa roupa. – Disse antes que ela pudesse reclamar.
– Vou tomar banho. – Repetiu e se foi.
Deidara a seguiu com os olhos até a porta do pequeno cômodo separado se fechar, esperando apenas este momento para deixar o quarto para por em prática algo que passou por sua mente enquanto caminhavam pelo centro de pequena e bela cidade. E mesmo que tivesse levado cerca de meia hora fora, quando voltou ainda podia ouvir o som da água denunciando que a loira se quer tinha percebido sua ausência.
– Ino, eu também to cansado e quero tomar banho, un. – Reclamou batendo na porta.
O chuveiro desligou e quinze minutos depois a porta se abriu e uma neblina de fumaça invadiu o quarto. E loogo depois dela, apareceu a loira.
– Eu estava deixando o banheiro quentinho pra você ora. – Deu de ombros enquanto penteava os cabelos molhados.
– Fez o sacrifício de ficar uma hora e quinze minutos no banho pra isso, un posso tomar banho agora?
– Hai, mas não demora porque eu vou pedir o jantar, o que você vai querer?
– Tanto faz. – Disse já de dentro do banheiro.
– Deidara-senpai, a comida chegou. – Ino avisou após bater na porta do banheiro.
Achou interessante ele reclamar do tempo que ela levou para tomar banho, mas estava demorando igual. Sem ter uma resposta ao aviso voltou para o meio do quarto, procurando uma mesa ou algo melhor do que a cama para comerem. Mas não obteve sucesso.
E mesmo que tivesse que esperar cerca de mais dez minutos até ele realmente sair do banheiro, Ino preferiu o esperar para começar a comer. Não apenas por educação, mas por ter virado hábito dividirem refeições.
– Bom eu pedi o que eles tinham pro jantar, mas acho que nunca comi nada disso que veio aqui. – Disse ela olhando pra bandeja tentando decidir se aquilo era comestível mesmo.
– Não se preocupe, un parece estranha, mas a culinária dessa vila é famosa. Eles vivem disso aqui. E o pior é que nem é tão ruim assim.
– Como pode ter tanta certeza? – Disse pegando algo de um dos pratos para cheirar.
– Quando vim para pesquisar sobre o pergaminho que o líder foi pegar fiquei muitos dias aqui na vila. – Disse pegando algo de cor amarela na bandeja. – Esses aqui são muito bons, un, tem um gosto que lembra a damascos.
– Esses pergaminhos devem ser muito importantes ne?
– Se não fossem não teria sentido pegá-los, un.
– Sim, isso sim. Mas pro líder e seu braço direito virem atrás dele...
– Ahh não, por isso não. Pain pode ser o líder e por isso fica preso naquela sala decidindo o que faremos para trazer mais poder para ordem, mas ele também sai em missões como qualquer um de nós e a Konan sempre foi o time dele, un eles se conhecem desde crianças e lutam juntos a todo esse tempo também.
– Hn – Foi só o que disse e o silêncio veio.
Eles se encaravam, daí encaravam a comida, ele ria da cara que Ino fazia quando não gostava de algo. Até que Deidara não aguentou mais o silêncio e o quebrou com um assunto que ainda martelava em sua cabeça.
– O que achou do hotel, un. – Tinha que começar por algo, não podia ser tão direto.
– Muito melhor que ter que montar acampamento.
– Não está preocupada em ter que dormir na mesma cama que eu? Ainda ontem uma de suas teorias para termos acordados abraçadinhos era que eu tinha agarrado você, un– Alfinetou, aquilo seria divertido.
– Se vai começar com isso de novo é melhor que arrume uma cama no chão. – Reclamou largando seus hashis na bandeja, preferindo ir até a janela ver o movimento da rua do que ficar olhando para a cara de deboche do loiro.
– Por acaso eu disse alguma vez que não gostei? – Deidara se levantou junto com ela, a seguindo – Eu só queria ouvir da sua boca a verdade de como e porque acabamos daquele jeito un.
– Como eu vou saber? – Deu de ombros.
– Porque eu sei que você não está falando a verdade, un.
– Como pode saber se estava dormindo? – Disse por impulso, o fazendo rir mais – E eu também. – Acrescentou depressa.
Um sorriso quase triunfante apareceu no rosto dele. O fato de que queria aquela loira de temperamento volátil para si não foi um mistério desde o dia em que se conheceram. Era um sentimento estranho, mas não havia muitas coisas na vida de Akatsuki que não fossem estranhas.
Deidara, acima de qualquer outro, sabia lidar bem com o desconhecido. Faltava-lhe era a certeza de que Ino estava tão disposta quanto ele e não a coragem. Mas como o primeiro passo tinha sido por ela, não foi capaz de identificar nenhuma razão para adiar algo que os dois pareciam querer.
Sem se preocupar com o movimento das pessoas que passavam de um lado para outro na rua, ele a virou de frente para si. A janela aberta na verdade lhe serviu de apoio para ter um lugar onde colocar as mãos, passando um braço de cada lado do corpo pequeno, prendendo Ino como se ela estivesse em algum tipo de jaula.
O pensamento de que ela era selvagem lhe fez sorrir antes de aproximar seus lábios do ouvido da loira:
– Que desapontador. – começou a proza em seu ouvido. – Queria muito que você tivesse chegado lá e ao invés de tentar me acordar tivesse se agarrado em mim pra então dormir, mas se não foi assim...
Após a fala Deidara recolheu seu rosto e tirou as mãos da janela de forma quase teatral, fingindo que apenas sairia dali por seu desapontamento. Chegou a dar o primeiro passo para longe dela, mas satisfatoriamente, as mãos dela o cercaram para o impedir.
– Você não estava dormindo! – Acusou.
– Tenho o sono leve na verdade. Acordei no momento em que seus passos se tornaram audíveis.
– Por que não me fez parar?
– Porque não queria que parasse. – Voltou a se aproximar do corpo menor – Não quero que pare. – Concluiu buscando os olhos vivazes, não esperando um convite maior para aproximar seus lábios dos dela.
O beijo foi correspondido na mesma hora e apesar da necessidade que tinham um do outro, o beijo foi lento, calmo e profundo dando aos amantes a oportunidade de apreciarem bem o gosto, a textura, o calor e a paixão que havia nos lábios um do outro. Separam-se para olhar o rosto alheio sobre uma nova perspectiva, a visão após a descoberta.
Os orbes azuis se encontraram como sempre faziam, mas dessa vez com um brilho a mais. Ele passou a mão pela face dela e passou pelos cabelos soltos que agora já estavam quase secos. Deixou que seus dedos repousassem em sua nuca, levou a outra mão até a cintura esguia e começaram mais um beijo.
Este começou calmo como outro, mas a posição das mãos dele no corpo de Ino não era despropositais e com um movimento rápido ele a trouxe para mais perto de si, colando seus corpos enquanto a outra mão dava a ele total controle dos movimentos da cabeça dela. Aquele beijo se tornou então, um ato que estava sob o controle absoluto de Deidara, que usou de seu poder para aprofundar o beijo na intensidade que bem queria. Fazendo com que pelo menos ali, naquele momento ela fosse submissa a ele para poder receber todo prazer que ele poderia lhe dar.
Ino não estava mais em si. O efeito do segundo beijo lhe foi devastadora, seus corpos estavam tão colados que ela podia sentir as batidas do coração dele, que parecia bater na garganta dentro de sua própria boca. Ela não sabia mais onde estava.
Seu corpo sendo inclinado até chegarem em um ângulo estratégico enquanto era beijada, dando lhe a impressão de que estavam na horizontal flutuando. Um pouco mais e ela esqueceria completamente que estavam em pé em frente a uma janela.
Tentou reagir, mostrar para ele que também possuía truques. Mas toda vez que tentou se impor, Deidara simplesmente aprofundava ainda mais o beijo e tudo que ela podia fazer era tentar acompanhar os movimentos ditados por dele.
Largou os braços que envolviam a cintura dele, ato que foi respondido com o acréscimo de força no abraço que espremia seu corpo contra o dele. Um recado mudo, porém claro, que pedia para que os braços de Ino não o soltassem, e que fora completamente compreendido e aceito pela Yamanaka.
Ino levou seus braços ao redor do pescoço dele e como resposta a mão que apertava sua cintura passou a percorrer toda superfície das costas dela. Ela estava começando a entender esse jogo e estava gostando. Sentiu seu corpo pesar, ou ficar simplesmente leve demais, não sentia mais suas pernas.
Deidara sentiu o corpo de Ino ceder, satisfeito, interrompeu o beijo e a sentou na soleira da janela para que ela respirasse melhor. Ela abriu os olhos lentamente, parecia nem saber mais onde estava.
O loiro se colocou entre as pernas dela com as mãos ao lado de seu corpo, sobre a janela. Em resposta os braços de Ino descansaram confortavelmente sobre os ombros de Deidara. O Iwa apenas a admirou, Ino parecia muito mais forte do que realmente era. O joguinho tinha realmente a feito atingir algum tipo de limite dela. Embora estivesse satisfeito com as reações da ex-Konoha, decidiu abrir mão do controle e deixar que ela desse o próximo passo.
Após alguns minutos sentada ali Ino já se sentia bem melhor, ele não deixou de admirá-la por nenhum instante. Apesar da vertigem que o ato inesperado lhe causou, Ino não deixou de acompanhar os movimentos dos olhos de Deidara por todo o tempo que ele ficou lhe observando.
Gostava do tipo de jogo que ele tinha iniciado, estava entendo as regras de brincadeira e logo faria o Iwa renegado entender que sua fraqueza inicial não era uma característica constante sua. Ainda tinha muito o que entender de Deidara e deixá-lo continuar no controle era parte crucial do seu plano de leitura.
Buscou seus olhos com mais intensidade e o encarou por um tempo, sem dizer nada nem deixar de encará-lo levou as mãos para um passeio pelo peitoral dele. Percorreu toda superfície, parou na gola da camiseta e o puxou para si, poderia beijá-lo, mas não o fez, queria deixar bem claro que queria que ele continuasse de onde parou o que estava fazendo antes.
Deidara sorriu pela forma como ela tinha decidido lhe dar carta branca. Lentamente deixou que as mãos escorregassem da janela e descessem pelas coxas dela, passando pelo joelho até metade da canela, então e fez o caminho de volta permitindo que elas entrassem por baixo o tecido da camisola dela levantando levemente o tecido.
Sua pele queimava quando entrava em contato com a dela. Nesse momento ela levou suas próprias mãos até a barra da camiseta dele e começou a levantá-la devagar, sentindo seus lábios se roçarem sem que nenhum dos dois fizesse o primeiro movimento para um beijo. Uma brincadeira tentadora.
Quando sentiu que já estava com meio dorso exposto, como se tivesse acabado de sair de um encanto ele abriu os olhos e parou com tudo segurando as mãos dela para impedir que ela terminasse de tirar sua camisa. Ino olhou para ele confusa, o que ela teria feito de errado.
Ele percebeu a confusão expressa por ela, ia começar a falar alguma coisa, mas foi interrompido por alguém que bateu na porte do quarto. Ele se entreolharam, dividindo as mesmas dúvidas e preocupações. Não conheciam ninguém, não tinham pedido por nenhum serviço de quarto depois do jantar, não havia nenhum motivo claro para alguém os procurar ali.
Não responderam, mas a pessoa do outro lado se mostrou persistente ao bater novamente contra a folha de madeira. Impaciente, Ino afastou Deidara com o braço e caminhou até a porta.
– Sim? – Disse em voz alta o bastante para ser ouvida sem precisar abrir a mesma.
– Serviço de correspondência. – Respondeu a voz do outro lado da porta.
– Quem lhe entregou isso? – Questionou ainda sem abrir.
– Não sei lhe responder isso, pediram-me apenas para entregar ao casal hospedado neste quarto.
– Certo, olhe meu noivo está no banho e eu me encontro despida nesse momento, seria abusar demais de sua boa vontade pedir para me passar a carta por baixo da porta? – Mentiu, não iria abrir a porta sem que não houvesse outra escolha.
– De maneira alguma. – Respondeu o desconhecido, deixando o ar solicito transparecer em suas palavras.
– Muito obrigada. Tenha uma boa noite.
– Será que é do Pain? – Perguntou entregando o papel para ele.
– Só pode, só membros da ordem sabem esse jutsu de selamento. – Disse desselando a carta.
– Eu não sei fazer isso! – Apontou depressa, indignada.
– Só por enquanto. Esse tipo de coisa que ensina é a Konan e ela deve estar esperando Sakura estar liberada também para não ter que fazer duas vezes.
– Hm, o que diz aí? – Perguntou ainda sem gostar da resposta dada pelo loiro.
– "Os planos mudaram, a vila pediu reforços para proteger os pergaminhos durante os dias do festival. Há ninjas de Konoha por aqui, venham até o restaurante que fica em frente a praça central imediatamente. Ino deve usar um Henge" – Leu em voz alta.
– Ino, sobre antes... – Começou assim que ela saiu do banheiro novamente vestida para sair, mas foi interrompido.
– Deixe as desculpas divertidas para depois. – Cortou deixando os cabelos negros e os olhos castanhos.
– Não. Eu não gosto de deixar as coisas para depois. – Retrucou a vendo mexer nos cabelos para mudar a linha de separação mesmo e colocar uma tiara.
– Não precisa. Só se você se arrependeu. – Disse sem encará-lo.
Do ponto de vista dele, soou com fosse algo para qual ela não daria nenhuma importância. Não era aquilo que queria, mas só tinha percebido depois de finalmente provar dos lábios que vinha desejando desde de o dia em que se conheceram.
Viu a Yamanaka se aproximar da porta, claramente pronta e sem lembrar em nada sua fisionomia original. Não era do tipo que deixava as coisas para serem resolvidas depois, e sem pensar muito jogou seu corpo contra o dela para prender contra a madeira da porta.
– Itai – Ela reclamou.
– Estou sendo sincero com você un, então pare de agir como se isto fosse uma foda de sexta à noite. – E mesmo que suas palavras soassem brutas, o toque delicado dos dedos sobre sua face mostrava a profundidade do que estavam dividindo ali.
Ela o encarou procurando a verossimilhança das palavras dele, entrelaçou sua mão na dele e encostou a cabeça em seu ombro. Era estranho, sabia lidar bem com casos, os chamava de paixão apenas porque era gostoso dizer. Mas de verdade, bem fundo em seu âmago estava gravado a lição de que as únicas vezes que tinha sofrido de verdade, foi quando realmente se apaixonou.
– Não brinque comigo Deidara. – Avisou.
Como resposta ele levantou o seu rosto pelo toque de seus dedos e a beijou, calmo como da primeira vez. Se havia algo de bom que o mundo não tinha conseguido tirar de si era a sua sinceridade nata, não tinha conhecimento da extensão das coisas que sentia pela novata. Só sabia que algo tão grande e tão bom que não queria mais que ela saísse de perto de si.
– Já estamos atrasados – Disse quando interrompeu o beijo. – Você sai primeiro já que minha noiva é loira e pega mau eu sair com uma morena daqui.
Encontraram-se no lado de fora do hotel e seguiram de mãos dadas pela movimentada rua do centro. Caminharam conversando sobre coisas sem importâncias, como se nada tivesse acontecido entre eles até minutos atrás Ela por não querer lidar com a gravidade do sentimento no momento, ele porque entendia que a rua não era lugar para aquele tipo de conversa.
Encontraram o restaurante que Pain falou com facilidade e entraram. Os líderes estavam sentados lado a lado em uma mesa para quatro pessoas, no entanto o que mais chamou a atenção dela foi outra mesa do local. Sentiu-se estremecer quando percebeu que teria que sentar perto demais de pessoas que seria difícil fingir não conhecer.
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– Eles já devem ter chegado né? – Sakura perguntou sem perder a atenção que dedicava às suas kunais que estavam sendo afiadas por ela no chão.
– Espero que saia tudo certo, ela é meio nervos primeira missão dela. – Continuou seu monologo após ouvir algum resmungo qualquer de Itachi.
– Quando vamos começar a treinar? – Prosseguiu após ouvir outro resmungo do moreno que se mantinha meditando, mas agora largando suas armas e largando no chão.
– Assim que o líder voltar. – O Uchiha respondeu de forma correta desta vez, sem se desconcentrar, ou pelo menos conseguindo isto até perceber um suspiro alto vindo da rosada. O que foi? – Perguntou abrindo os olhos para olhar para ela.
– Estou entediada. Estou numa organização criminosa e não fiz nada emocionante até agora. – Reclamou, mas de alguma forma muito estranha o tom de manha dela quase o fez rir.
– Como faz treino físico? – Questionou movimentando os joelhos da posição de meditação para levantar.
– Soco por soco, kunai por kunai. – Sakura respondeu animada por algo que ela tinha dito ter conseguido prender a atenção do Uchiha.
– Hn – Respondeu batendo o pó da terra em sua capa e dando as costas para ela.
– Aonde vai? – Perguntou também se levantando.
A resposta de Itachi muda como de costume. A diferença foi três kunais jogadas em sua direção, que ela desviou por pouco.
– O que pensa que está fazendo? – Gritou, devolvendo-lhe o ataque com as mesmas kunais com velocidade.
– Te privando do tédio. – Respondeu defendendo o ataque dela com a mão, que pegou as três kunais ao mesmo tempo, uma entre cada dedo.
Um grande sorriso brotou na face dela, compreendendo que diferente do que ele tinha dito antes, eles iriam treinar. Compreendeu que não seria o tipo de treinamento que tinha ido buscar ali, mas não importava. Já tinha lido a ficha técnica de Uchiha Itachi enquanto organizava algum documento para Godaime, sabia que ele era um diferencial naquele estilo de luta também.
A rosada deu um soco no chão abrindo uma cratera no mesmo. Itachi não caiu, mas se desequilibrou, rápida ela já estava lá para atacá-lo. Usou várias sequências de socos e chutes, mas apesar de sua velocidade ele se desviava daquilo como se estivesse em câmera lenta.
Itachi achou um espaço entre seus corpos e segurou um soco dela. Usaria uma kunai, mas ouviu o som de metal contra metal. Como, ele não sabia, mas ela tinha sido rápida o suficiente para contra atacar.
Sorriu. Aquela luta seria longa e interessante. Este era o tipo de prazer que o divertia.
