Capítulo onze: O novo escorpião da Akatsuki.
Por Kami-chan
Uma vez em no topo Deidara caminhou até a beirada do precipício. Sorriu ao ver a paisagem que conseguiriam ali. Sentou-se quase no limite do rochedo, com seus pés pendendo e balançando em liberdade. Ofereceu sua mão à Ino em um convite mudo e a conduziu até que ela se sentasse entre suas pernas.
– É bonito aqui. – Ela comentou, concordando com algo que Deidara havia dito antes.
– Sempre vale a pena subir em lugares altos, un.
Depois do comentário do loiro Ino apenas se deixou apreciar a beleza que caía sobre seus olhos e o conforto do corpo dele atrás do seu. Deixando que o silêncio os embalasse enquanto o vento frio da altitude se chocava com o calor que o corpo dele dividia com o seu.
– Ino? – Chamou depois de deixa-la ficar alguns longos minutos em silêncio.
A loira sabia o que Deidara queria ouvir, afinal terem ido para algum lugar havia sido um pedido dela. Ino estava tentando encontrar um meio de falar o que queria, mas não sabia se a reação dele iria ser boa. Isto podia ser ruim.
– Ino, está aí ainda, un? Está muito calada. – Esta frase a fez olhar para ele.
– Foi um dia tão cheio de informações. Tem tanta coisa passando pela minha cabeça.
– Sei, muita coisa? – O Iwa apenas a encorajou a prosseguir.
– Muita.
– Por que não começamos pelo começo, un?
– Começo... – Ino pareceu confusa. – Onde é o começo? – Disse confusa fazendo o outro rir e apertar mais os braços em torno de sua cintura.
– Por que não começa me dizendo por que escolheu bater no Nara primeiro? – Perguntou.
– Porque eu já bati no Sai pelo que ele fez. E por mais que me irrite ver ele falando assim de mim não vai mudar o fato de que eu realmente fui anta o suficiente pra cair na lábia dele e também... Eu sempre quis socar o Shika quando ele falava aquelas asneiras, sempre achando só por ser mulher eu devia depender da "proteção" dele pra tudo.
– E porque nunca socou?
– Eu batia bastante nele, mas nunca tinha sido com tanta força assim. E você nocauteou o Sai por mim.
– Vai me bater se eu disser que fiz isso porque ele me enjoou falando daquele jeito de você, um? – Ela apenas sorriu para ele e voltou a apreciar a vista que tinham da vila.
– Não, mas só porque eu sei que você não me subestimaria em uma missão. Esse lugar aqui é bem romântico, não acha?
– Isso é uma indireta? – Perguntou a apertando mais entre seus braços, animado por vê-la virar o roso em sua direção e permitir-se ser beijada.
– Aquele soco foi lindo. – Disse se referindo ao golpe dele contra Sai.
– Por que você disse que queria que eu estivesse calmo pra me contar algo?
– Achei que você ia se esquecer desse detalhe. – Respondeu em um suspiro.
– Por isso quis mudar de assunto, un. Vamos Ino... – Incentivou.
– O que acontece se eu fizer algo sem a aprovação do líder?
– Bom desde que sempre terminemos nossas missões, de nossas vidas cuidamos nós. – Respondeu ainda sem entender muito bom aonde ela queria chegar.
– E seu eu fizer algo que mude alguma coisa na missão sem de fato estraga-la?
– O que você fez, Ino? – Deidara perguntou, percebendo que a origem das perguntas fora de contexto dela.
– Se eu contar para você, vai me obrigar a contar para o líder?
– Está me pedindo para proteger você, un. – Disse de forma irônica, conseguindo um olhar feio de reprovação vindo dela.
– Esquece.
– Relaxa Ino. – Brincou deixando seus lábios tocarem de leve a pele do rosto dela. – Pain é o líder de nossa casa, mas não o pai de todos.
– Tá. Me deixe te mostrar algo.
Na sequência, Ino estendeu uma das pernas e puxou a barra do kimono para cima. Cerca de cinco ou se segundos depois a loira de Konoha tinha todo o membro inferior exposto até metade as coxa.
– Hum.. prossiga, isto está me parecendo algo muito bom. Muito bom mesmo. – Concluiu admirando a pele bronzeada que lhe foi revelada.
– Não seja bobo. – Ela parou de descer o kimono à medida que a cinta com kunais estava a mostra, pegando uma e deixando no chão ao seu lado.
– Então, andas armada por aí, un.
– Sempre. Me segure e pegue a coruja. Ninpo: Shinten no Justo.
Deidara segurou firme o corpo abandonado de Ino. Com uma corrente de chakra, prendeu a coruja que vinha em sua direção, já que não tinha outra opção para pegar a ave sem soltar o corpo mole à beira do precipício.
– Posso saber o que pretende? – Perguntou quando ela voltou pro próprio corpo.
–Durante o período em que estive viajando com a Sakura por aí, descobri uma planta rara muito venenosa. Consegui desenvolver um veneno que causa morte da fibra muscular, coloquei meu chakra na composição e depois passei a injetar pequenas doses diárias em mim mesma. Até que o meu chakra se misturou completamente ao chakra colocado no veneno, por conter meu chakra o veneno não causa nenhum dano em mim, apesar de alguns efeitos colaterais. De alguma forma, uma rede de chakra paralela se formou em mim. Agora além do meu chakra normal eu tenho este chakra venenoso que ativo quando quero. Se eu o concentro na lâmina de arma o resultado é esse.
De forma autoexplicativa ela pegou a coruja e fez um corte superficial em sua asa. Pouco tempo depois a região estava toda contraída e com coloração escura.
– Dei uma amostra do veneno pra Sakura assim que o desenvolvi, ela ainda não encontrou um antídoto.
– Isso é realmente possível?
– Hai. Não me pergunte como.
– Você está cada dia mais letal, un. Meu Danna tinha uma técnica mais ou menos assim, fazia armadilhas com veneno em suas marionetes
– Acho que no fim posso dizer que mesmo sem conhecê-lo, ele me inspirou.
– Un?
– É que não conseguia ativar esse chakra por vontade própria, mas quando me deu aquela katana eu descobri como fazer isso. Nela está gravado Akasuna no Sasori, escorpião da areia vermelha. E é isso, como uma picada de escorpião, expandindo o chakra em algo pontiagudo.
Deidara sorriu satisfeito com o que ouvia. Permitiu-se pensar em seu mestre com carinho por alguns segundos até se lembrar de algo importante.
– Sasori no Danna ia gostar muito de você, ele também era um doido que fazia experimentos em si mesmo un. Mas o que você me mostrou é algo bom, uma defesa digna de orgulho. Por que não me contou antes?
– Queria fazer isso só depois de injetar todo o veneno e tivesse controle total deste poder.
– Mas não foi por isso que me contou, não era isso que estava tão receosa em me contar, um. – Ela concordou com a cabeça e levou a mão novamente a cinta em sua coxa.
– Essa era pra ser minha última dose. – Ddisse lhe mostrando uma seringa que estava vazia.
– Mas você não injetou isso em você... – Ino concordou com a cabeça e ele tinha um pressentimento do que viria depois. – Em que momento fez isso que nenhum de nós percebeu, un?
– Depois de socar o Shika. Todo mundo olhou para o estardalhaço do Naruto e do Chouji entrando no restaurante. Eles estavam encarando você e Pain, certamente achando que eram os culpados. Foi tão rápido que nem deu tempo de eu repensar no estava fazendo, mas tenho certeza que ninguém viu.
– Ino se esse cara morrer assim depois de se encontrar conosco, fica muito na cara quem foi o culpado, un e a missão vai por água abaixo. Pain vai ficar muito, muito furioso.
– Não, não vai. Tinha apenas 0,03 ml na seringa o que vai deixar o veneno imperceptível e eu injetei na barriga. O corpo de um ninja não tem quase nada de gordura, com essa seringa eu nunca chagaria em algum órgão por isso sei que o veneno ficou debaixo da pele. O veneno só destrói fibras musculares, mas antes de encontrar algum músculo, ele vai para o sangue. Com a quantidade que recebeu, Sai vai levar alguns dias para começar a sentir o efeito do veneno que circula com o sangue dele, mas quando isso acontecer já vai ser tarde para qualquer ajuda médica. Não terá ligação conosco.
– Por que tanto tempo?
– Porque as primeiras fibras musculares que o veneno vai encontrar são as do coração. Quando as fibras cardíacas cederem, Sai morre.
Deidara tirou suas luvas para poder brincar com um pouco de argila, parecia pensar e refletir sore tudo o que ouvir. O novo poder dela era muito bom, mas ter envenenado aquele branqueio poderia ser muito ruim, apesar dele merecer isso.
– Nesse caso, acho que podemos contar pro Pain, se você estiver certa e o Sai morrer nesse tempo que você falou, é capaz até dele gostar, un.
– Ele não vai me matar?
– Com certeza não se ouvir como você conseguiu esse poder antes de saber o que você fez com ele. – Disse com humor.
– Posso te pedir mais uma coisa? – Ino perguntou o fazendo erguer uma sobrancelha. – Podemos fingir que nunca conhecemos uma cara chamado Sai?
– Como desejar, un. – Respondeu guardando o que modelava no bolso e a buscando os lábios dela para um beijo rápido. – Ino.. Sobre o que conversávamos antes de sair do hotel, eu realmente acredito no que sinto por você.
– Eu acredito em você.
– Mas e o que você sente exatamente, un?
– Sinto que já está na hora de voltar pro hotel. – Respondeu rindo da careta de decepção do loiro.
– Un? Qual é Ino...
Sem outra resposta ela apenas se levantou e começou a andar. Só tinha feito o que ele estava lhe pedindo uma vez na vida e se arrependeu dolorosamente. Depois de Sai, cada homem que exigia isso dela era descartado, ela não sofria nem se importava com isso. Mas o fato era que Deidara era diferente, ou melhor com ele ela era diferente.
Com Deidara tinha vontade de jogar apenas para sentir a sensação de cair.
– Vamos, não é tão difícil, un. Lembre-se que você me colocou sob pena de morrer, provavelmente envenenado, se um dia te magoar. – Disse alto indo atrás dela.
A distância entre os dois poderia ser vencida com facilidade, e assim se fez. O braço do loiro passou por sua cintura e a trouxe de encontro ao seu corpo para roubar-lhe um beijo.
– Só uma vez. – Pediu entre beijos, fazendo ela andar devagar com passos cegas para trás.
Ele não insistiria tanto se não tivesse certeza do que fazia ou se pelo menos se ela não estivesse correspondendo aos beijos com tanta disposição. Ainda estava esperando a resposta dela quando os passos foram interrompidos por uma árvore que acabou por deixar Ino entre o seu corpo e o tronco grosso de aparência antiga.
Ela correspondeu cada beijo por puro instinto e paixão, queria ele sempre assim tão perto dela. Na verdade não queria nem que tivessem saído do hotel, estava tão bem até encontrar Sai no restaurante e ser forçada a se lembrar de tudo o que passou com ele e pra ajudar, agora Deidara também sabia da história.
Temia que o loiro sentisse pena dela, não queria isso. De certa forma, o encontro daquela noite a tinha deixado fraca. Mas sabia que não podia deixar uma má lembrança e uma noite com um evento ruim a tornar fraca.
Ela não era mais a mesma Ino dos tempos de academia, nem aquela Ino que Sai conheceu. Ela não era mais a Ino de Konoha, ela era a Ino que apenas Sakura e Deidara conhecem bem; a Ino da Akatsuki.
A loira que fazia par com Deidara e que estavam em missão com seu líder e parceira. Eles também estavam conhecendo Ino e fraca, era exatamente o que ela não era. Sua escolha a tinha levado até aquele lugar onde finalmente reconhecia como lar.
Ela tinha sua melhor amiga ao seu lado e a vida a estava presenteando com um amor ao qual era correspondida. Ela abriu os olhos para ver o homem em sua frente, o homem que desejou desde o dia que conheceu, ela o tinha agora, ela sabia que ele a pertencia e não a abandonaria. Ele estava falando entre os beijos novamente.
– Me faça o homem mais feliz do mundo, un. – Reclamou sem desfazer o beijo. – Diga pra mim, nem que seja só uma vez.
Ino não sabia reconhecer que encanto era aquele que havia por trás da ressonância de sua voz. Mas fazia com que se sentisse simplesmente bem. Com o término do beijo, ambos puderam e se permitiram cair nas águas revoltas da íris oposta.
De alguma forma ele sabia exatamente tudo o que se passava pela cabeça dela. A resposta era bem clara em sua cabeça, mas a guardaria só para si.
O beijo dele a conduzia para um mundo irracional e totalmente instintivo. A frase de amor ecoou por sua cabeça com fluidez sem que seus lábios a desse voz.
Deidara sorriu como se tivesse escutado cada palavra guardada apenas nos pensamentos dela. Tornou a beijar seus lábios e desfrutar do gosto da kunoichi que seria sua.
Ela o viu sorrir, mas preferiu fingir que não havia reconhecido a face de compreensão expressa por ele. Sentiu as mãos dele subir por suas pernas e descansando em um ponto estratégico, ela sabia onde iam terminar e queria isso desde que o conheceu.`
.:.
– Você está irritado!
– Muito. Não queria ficar muito tempo longe da sede, se isso demorar muito, vamos ter que voltar e deixar eles terminarem a missão sozinhos. Eu preciso monitorar as outras missões também. Sem falar que o Kyuubi está aqui, ao alcance das minhas mãos e não posso pegá-lo ou perco os pergaminhos. No momento os pergaminhos são mais importantes.
– Vem cá. Senta aqui. – Ela o chamou indicando o colchão ao seu lado.
Ele a obedeceu rapidamente e no momento seguinte viu Konan sumir atrás de si, o colchão macio afundando lhe mostrava que ela estava se posicionando atrás de si. Ele não entendeu direito até sentir o toque preciso dos dedos firmes contras os músculos tensos de suas costas e pescoço, dando início a um gostosa massagem.
– Você não pode culpá-los pelas atitudes que tiveram, sinceramente, eu no lugar da Ino não sei se reagiria tão bem.
– Eu sei. Se fosse você no lugar dela eu tinha matado os dois de uma vez só. Então foi por isso que você não a atacou como de costume?
– É, apesar de ela falar demais, eu entendo como ela estava se sentindo. Só fiz minha parte para ver se ela começa a levar as coisas mais a sério, não iria feri-la.
– Já vi você arrancar o braço do Hidan por muito menos. – Ele disse a fazendo rir ao lembrar.
– Acho que ela e a amiga têm potencial. A Ino tem uma aura muito forte e...
– Hum.. – Foi interrompida pelo gemido de prazer.
– Você está me ouvindo?
– Hun un. – Ela entendeu isso como um não.
– E se eu falar mais pertinho do teu ouvido, será que você me escuta? – Sussurrou próximo ao ouvido de Pain.
– Depende do que for me dizer.
– E se disser que te amo?
– Aí eu escuto sim. – Disse se virando pada capturar os lábios de sua eterna namorada.
– Já que vamos dar uma de turistas por aqui, podemos ir ao festival? – Perguntou a azulada.
– Podemos sim. – Respondeu passando as mãos pelos cabelos dela. – Você é linda. – Aproximou-se dos lábios dela. – E eu te amo.
Beijaram-se novamente. Ele a aproximou mais de si fazendo com que ela largasse de vez às mãos de suas costas.
– Acha que a outra parte da missão está dando certo pelo menos?
– Acho que sim, a Ino chegou com os lábios inchados no restaurante. – Ela lhe respondeu com ar humorado.
– Bom, das seis importantes missões que temos em andamento, uma, eu tenho certeza que está indo como planejado. – Disse tentando forçar algum humor, a fazendo rir.
– A Sakura e o Itachi já estavam se dando bem antes de agente sair.
– OK, duas missões.
– E se for pensar nas missões que vão trazer um benefício mais direto pra ordem, lembre-se que o Zetsu raramente falha, eu tenho certeza que ele será o primeiro a completar o trabalho.
– É mais o Hidan e o Kakuso andam falhando muito e o Tobi, depois que se mostrou como Madara deixou bem claro que está bem velho e preguiçoso.
– O que não diminui o fato dele ser o ninja mais poderoso que temos, não se preocupe Tobi também não vai falhar, quanto aos outros dois, bom, notícia ruim sempre chega antes.
"Pain-sama, preciso falar com você" – A voz simplesmente surgiu dentro da cabeça de Pain. – Você ganharia algum dinheiro fazendo previsões amor. – Brincou.
Depois de dois minutos uma imagem espectral de Zetsu apareceu no quarto:
– Pain- sama, desculpe interromper sua missão, mas tenho certeza que vai gostar disso.
– O que?
– Os boatos são verdadeiros. Orochimaru está morto, encontrei o corpo nos destroços de um esconderijo. Consegui pegar o anel de volta.
– Competente como sempre, quero que me traga o anel imediatamente. Venha até a vila onde estou, Konan irá buscá-lo. Tem uma floresta ao sul da vila, apreça lá.
– Hai.
– Vai fazer o que estou pensando?
– Sim. Mande Zetsu seguir o irmãozinho do Itachi por um tempo, quero saber quais são os planos dele agora.
– Hai. – Concordou e se inclinou para tocar os lábios dele com os seus em uma despedida breve.
– Konan, cuide-se! – Pediu a fazendo sorrir.
– De mim e de você. – Respondeu e se foi.
